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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Momento Fálico (série, episódio III - 2/2)

3.2 O Tesão e a Paixão

Fomos para o espaço que eles haviam improvisado entre o sofá e as poltronas. Sweet estava muito excitado e Henrique ávido de continuar o que havia começado. Me acomodei no sofá e pude assistir de camarote ao espetáculo cuja matinê fora apenas uma prévia mais sonora que visual. Sweet sentou-se na poltrona à minha direita e Henrique, entre suas coxas, agarrou seu pau e pôs-se a chupá-lo vorazmente. Pude observar que ele não conseguia fechar completamente a mão que empunhava aquele cacete tão grosso. Além disso, assim que a cabeça ultrapassava os lábios, o corpo do pau forçava Henrique a escancarar a boca, mas ele consguia introduzir praticamente tudo na boca, deixando cerca de um dedo de intervalo entre seu lábio inferior e o início do saco de Sweet. Não era propriamente uma deep throat, mas Henrique conseguia, sem engasgar, forçar a glande contra o fundo da garganta. Sweet estava agarrado aos braços da poltrona, olhando fixamente para o trabalho de Henrique, que ia e voltava em seu pau, babando-o fartamente e fazendo o barulho tão característico de toda felação intensa.

Não preciso dizer o quanto eu estava excitado e desejoso de participar. Mas, honestamente, não é fácil dar os primeiros passos nessas circunstâncias. Eu estava esperando um convite, um incentivo para ao menos tirar a roupa e ficar nu como eles, mas o convite não veio e comecei a me sentir como um mero espectador. No meu entender, cabia a Henrique tomar a inciativa, mas ele estava tão concentrado nos seus afazeres que parecia ter esquecido de que eu contratara os seus serviços. Como tínhamos tempo, decidi não permitir que isso me irritasse e comecei a olhá-lo, percorrer seu corpo, descobrir o que havia nele de tão sensual. Ele estava parcialmente de perfil em relação a mim, de joelhos, com as pernas entreabertas. Eu podia ver seu braço direito pousado na coxa de Sweet, suas costas nuas, completamente lisas, ondulando, subindo e descendo com a cabeça, a bunda saliente e rechonchuda, com suas dobrinhas bem marcadas, mais empinada do que nunca e, logo abaixo do rego, à sombra das coxas, o saco, também depilado, de pele enrugada e mais escura, dançando entre elas. Vez por outra, eu conseguia ver o pau, discreto, arqueado, entre o mole e o duro, balançando e resvalando o assento da poltrona. A continuidade de textura entre a bunda e as coxas era perfeita e a presença de pelinhos curtos e alourados se limitava às panturrilhas e canelas. Também pude observar que Henrique tinha pés finos e cuidados, sem calos e de unhas bem cortadas. Enfim, todo o seu corpo parecia feito para o prazer e isso, somado aos gemidos de Sweet, que começou a acariciar-lhe o cabelo e o rosto, me proporcionava um espetáculo de um erotismo tal que foi ficando insuportável conter o desejo de participar. Fiel ao meu propósito de entender esse meu novo interesse, resolvi agir.

Sem despir o short e a camiseta do pijama, aproximei-me de Henrique para observá-lo de perto. Sweet pôde me ver atravessando os colchonetes de joelhos. Posicionei-me por trás de Henrique, observei um pouco e, sentindo consentimento da parte de Sweet, empunhei seu pau pelo talo pedindo a Henrique que não parasse de chupar. Eu queria participar indiretamente daquela felação, senti-la. Eu também não consegui fechar a mão no membro de diâmetro descomunal. A saliva de Henrique descia até o contorno dos meus dedos e o ruído era de fato impressionante. Ele chupava com uma avidez que teria feito muitos gozarem rapidamente. Sweet era realmente resistente. Daí, talvez, o fascínio que ele exercia sobre seu amigo. Sem largar Sweet, deixei minha outra mão passear pelo corpo de Henrique, sentindo sua pele lisa e descendo rumo à bunda. Quando a alcancei, ele teve um curto frisson, mas continuei descendo, contornando-a, até sentir meus dedos tocarem o saco. Henrique abriu um pouco mais as pernas e debruçou-se mais sobre Sweet, oferecendo-se. Acariciando seu saco com uma mão e o pau de Sweet na outra, estabelecendo mais esse contato entre eles, comecei enfim a participar do jogo. Lembro-me de que isso me relaxou completamente. Largando o saco de Henrique, passei a percorrer seu rego, procurando o cu, que logo encontrei, suado, em seu centro. Massageei-o um pouco com o dedo, arrancando gemidos do rapaz, que chegou a parar de chupar Sweet para gemer olhando para mim, o que elevou minha excitação aos píncaros. Ele agora estava praticamente de quatro, mexendo a bunda para contribuir com o movimento. Aos poucos, meu dedo foi naturalmente penetrando o orifício e, com os movimentos, sendo envolvido pelo anel de Henrique. Num momento em que ele se ergueu um poucos, notei que seu pau endurecera e estava quase colado à barriga. Que ereção possante! Henrique foi tomado de uma excitação irresistível. Senti sua mão no meu pau, primeiro por fora do short, depois invadindo-o e começando a me masturbar. "Me fode", ele pediu. Livrei-me do short, passei por trás dele, que instintivamente se apoiou nas coxas de Sweet. Sarrei a bunda carnuda com meu pau livre e quando me senti no ponto, lubrifiquei seu cu com saliva, penetrando-o várias vezes com um, depois dois dedos, arrancando gemidos fortes de Henrique, que não parava de pedir: "Me fode! Me fode agora, vai!" Pus uma camisinha e não precisei me esforçar muito para penetrá-lo. Seu cu habituado cedeu deliciosamente, com uma resistencia obviamente superior à de uma vagina, mas inferior à de um cu virgem, o que em nada diminuiu o meu prazer. Seu calor invadiu meu pau, que deslizou para dentro de uma vez, permitindo-me colar-me a ele e enlaçá-lo pela barriga, alcançando seu pau para masturbá-lo devagar. Embora penetrando-o, eu continuava mais do que nunca fascinado pelo falo. Eu queria esse contato, queria senti-lo duro na mão e o pau de Henrique dava pulsações rápidas nela, respondendo à punheta que eu lhe fazia com um endurecimento crescente. Apoiado com as mãos espalmadas sobre as coxas de Sweet, Henrique pôs-se a fazer movimentos para contribuir com a penetração, acolhendo a cada vez mais completamente o meu pau em seu cu. Vez por outra, ele voltava a mamar a grossa rola à sua frente e eu via Sweet jogar a cabeça para trás, também gemendo. Henrique mordia meu pau com seu cu treinado, ora espremendo-o, ora relaxando-se para deixá-lo livre. Isso me levou a um estado de excitação quase insuportável e foi preciso que eu saísse dele para não gozar precocemente. Abri sua bunda para ver o diâmetro do cu depois da minha penetração. Pude ver a entrada vermelha devido ao atrito, aberta cerca de dois dedos de diâmetro. Ela se fechou no instante em que tentei introduzir minha língua e resignei-me a pincelar o botãozinho no fundo do rego e o períneo, molhando copiosamente a região e acariciando vigorosamente as coxas de Henrique, depois sua bunda e suas costas, sendo ajudado por Sweet, que pôs-se a acariciá-lo pela frente, forçando sua cabeça para que ele engolisse seu pau. Estávamos tacitamente de acordo para deixar Henrique alucinado de tesão.

O calor, a saliva, as mãos, os dedos, as línguas, a felação, tudo isso levou Henrique a desejar mais e, naquele momento, o must era sem dúvida alguma o pau de Sweet. Já titubeante, Henrique se ergueu e desabou no colo do amigo. "Me rasga, Sweet, por favor!", implorou ele sem controle na voz. Intimamente, fiquei exultante; eu ia ver uma cena única. Como Henrique estava sem forças nas pernas, Sweet recostou-se ao máximo na poltrona e instalou-o sentado, de costas, em sua barriga. Em seguida, empunhando seu pau, foi soltando Henrique para tentar penetrá-lo. Mas ele errou várias vezes e isso me deu o ensejo para pegar seu pau enquanto ele segurava ambas as coxas de Henrique, que ficou como uma rã. À primeira vista, não acreditei que a cabeça entraria. Mas me lembrei que eles já haviam feito sexo antes e resolvi observar. Lubrifiquei a entrada com saliva e, empunhando firmemente o pau duríssimo encostei a glande e deixei que eles controlassem a descida. Aos pouquinhos, a cabeçorra foi alargando o orifício e, quando dei por mim, meio pau estava dentro de Henrique, cujo cu se expandira em mais de seis centímetros. Mal pude crer nos meus olhos. Henrique prendia a respiração e soltava com força, resfolegando, agitando a cabeça, como se dissesse "não", sem saber o que fazer com as mãos, que procuravam Sweet por trás da cabeça. Seu pau estava extremamente ereto, colado à barriga. Sempre me intrigou que alguns passivos pudessem ficar de pau mole quando penetrados. A ereção de Henrique e a posição daquela cópula me inspiraram a fazer alguns joguinhos, mas esperei que a primeira penetração terminasse e tudo se tornasse mais prazeroso. Para facilitar a penetração, eu lambia o ponto de entrada e aproveitava para tirar "uma casquinha" de Sweet, que era dono de um saco considerável e merecia ser massageado, sugado, mordiscado. Concentrado naquela foda intensa, acho que ele mal reparou no meu oportunismo. Só parei quando, a pedido de Henrique, ele começou a fazer movimentos com as pernas para intensificar a penetração. Pouco a pouco, o ritmo foi se estabelecendo e pude ver todo o pau de Sweet desaparecer dentro de Henrique, que terminou sentado de coxas escancaradas sobre suas duas bolas, com cara de menino desamparado, sem saber para onde se mexer, mas tomado pelo prazer. "Soca, Sweet!", pediu ele. Como nos filmes pornô, pude ver o pau ser desfechado inúmeras vezes, como um aríete. Henrique pôs-se a gritar, inicialmente de prazer e dor, depois só de prazer. Afastei-me para assistir.

Essa posição exige muito daquele que penetra, que praticamente arca com todo o esforço, mas é extremamente excitante para o espectador, que vê absolutamente tudo com perfeição. A visão do pau entrando e saíndo é muito impressionante e mais ainda quando se trata de um pau grosso como o de Sweet. Havia momentos em que Henrique lhe pedia para retirá-lo todo e voltar a meter, o que me permitia ver seu cu desmesuradamente aberto e vermelho. E ver o cu ir lentamente engolindo o pau até ser oculto pelas bolas é algo de que não vou me esquecer tão cedo. A imaginação trabalha nessas horas. Olhando para Henrique, que não é um menino grande, eu quase me perguntava para onde iam aqueles mais de dezessete centímetros com toda a sua grossura. Vendo-o ali, tão exposto e vulnerável, voltei a entregar-me à minha nova obsessão. Aproximei-me e examinei seu pau, que continuava extremamente ereto, colado à barriga. Devia ter cerca de quinze centímetros ou pouco menos, e um diâmetro proporcional. Era bem reto, de glande rubra. Empunhei-o de leve, lambi e suguei as bolas, uma por uma, sentindo na língua a textura do saco enquanto ouvia de Henrique os gemidinhos de um suave suplício. Depois, fui lambendo a verga até a glande, relativamente pequena mas deliciosa. Dediquei-me a ela por uns instantes e, quando estava para começar a esfregar o freio com a língua, Henrique gemeu e se agitou um pouco. Imaginei que talvez fosse por excesso de estímulos, mas ele agarrou minha cabeça com as duas mãos e deu vários golpes pélvicos intensos. Receoso, desvencilhei-me e ele logo agarrou seu pau e, gemendo muito, começou a gozar intensamente, disparando três ou quatro jatos fortes que foram parar nos lençóis de um dos colchonetes.
– Ai, desculpa, Ricardo! Não deu para controlar.
– Eu recuei porque não estava preparado para receber na boca. Mas está tudo bem, relaxa.

A reação de Henrique foi imediata, vi-o soltar o peso do corpo e empalar-se completamente em Sweet que, finalmente, se manifestou.
– Assim eu não vou conseguir gozar. Levanta. Vamos de quatro.
– Mas você já gozou assim antes!
– É, mas não estou conseguindo. Você está pesado.
– Então goza na boca enquanto o Ricardo me come de novo.
– Tá legal.

Desempalando-se, Henrique me pareceu estar procurando por alguma coisa, olhando em volta. Logo vim a saber que ele queria um lugar para debruçar em vez de ficar de quatro no chão novamente. Sugeri a mesa da sala, uma longa mesa pesada e firme. Fui atrás dele, contemplando seu corpo, um corpo realmente bem feito, com as coxas proporcionais à bunda lisa e rechonchuda. Era um corpo simples, todo moreno, todo liso, sem muitas ondulações, exceto pela cuvatura das costas que tornava a bunda tão atraente. Sweet sentou-se na mesa e ele recomeçou a chupá-lo enquanto eu me preparava para penetrá-lo. Cheguei a começar a acariciar-lhe a bunda e a pincelar o rego quando, vendo por cima do seu ombro a tora de Sweet sendo mamada e manipulada por ele, me veio o desejo de chupá-la. O sexo tem dessas coisas; o corpo é um parque de diversões e às vezes é difícil decidir optar! Separando-me de Henrique, pedi licença com a autoridade de quem comprou um ingresso caro e me vi diante do novo brinquedo.

O contraste das coxas finas de Sweet com seu pau enorme de grosso era impactante. Me aproximei, segurei-o de leve, apenas com o polegar e as pontas dos outros dedos, e comecei a lamber a cabeça, depois chupá-la, concentrado para sentir todos os estímulos e bem registrá-los. Como muitos paus grossos, a cabeça tinha diâmetro menor que o corpo, por isso era mais fácil introduzi-la na boca. À medida em que a parte central chegava aos lábios, era preciso, de fato, literalmente escancarar os maxilares porque, salvo exceção – talvez Henrique fosse uma delas –, ninguém coloca impunemente seis centímetros entre as duas arcadas dentárias! No meu caso, chegando ao meio, eu era forçado a recuar e o máximo que eu conseguia era tentar forçar o pau boca adentro, sempre sem êxito. Testei a resistência de Sweet por alguns minutos e quando ele gozou – apontei seu pau para a barriga dele –, fiquei um pouco decepcionado, tanto pela intensidade de prazer demonstrada quanto pela quantidade de esperma vertido. Pensei com meus botões que Sweet devia estar em plena fase de fastio, talvez por excesso de sexo. Procurei Henrique, mas não o vi imediatamente. Ele se deitara no sofá, de bruços, com aquela bunda irresistível empinada para cima.
– Cansou? perguntei, me aproximando.
– Hãhã, fez ele languidamente.

Me aproximei, me ajoelhei bem perto dele e comecei distraidamente a fazer cafuné enquanto olhava para o seu corpo. Meu pau logo endureceu e ele o pegou, brincando de apertá-lo. Olhei para o seu rosto bonito e senti o desejo intenso de ver aquela boquinha carnuda me chupando. Só precisei me aproximar mais um pouco para que ele realizasse meu desejo. Fiquei longos minutos assim, num vaivém mole sem intenção de orgasmo, enquanto eu continuava a acariciá-lo, percorrendo suas costas até a elevação da bunda, apalpando a carne firme, ouvindo o ruído da mão esfregando a pele, sentindo o calor dela... Aquilo me deu desejo de privacidade. Eu precisava dar um jeito de estar a sós com Henrique. Cochichando, perguntei se ele não se importaria que eu "dispensasse" o amigo dele. A resposta foi favorável. Tomei coragem e fui falar com Sweet, que estava sentado à mesa folheando um livro que eu deixara em cima dela. Ele concordou, mas ia ficar pelas redondezas para encontrar Henrique quando o meu "programa" terminasse. Assenti e eles se despediram.

Henrique continuava deitado no sofá, com um braço pendurado para fora dele, brincando com os motivos do tapete. Estávamos a sós e eu me senti realmente atraído por ele naquela atitude de despojamento. Olhei para o corredor, me veio a dúvida, olhei para Henrique, a dúvida se dissipou.
– Vem, Henrique.
– Pra onde?
– Vem comigo.
Entrei no corredor e parei na porta do quarto, esperando por ele.
– No quarto de casal?
– É. Vem.

Eu estava trêmulo de desejo quando Henrique passou pelo batente completamente nu, esfregando-se em mim, e foi deitar-se de bruços na cama ainda desfeita, soltando um longo suspiro de satisfação. Caminhei até ela e me deitei por cima dele, sentindo meu pau re-endurecer imediatamente ao contato da bunda firme. Henrique empinou-se, oferecendo-se de pronto. Mordi seu ombro, sua nuca, beijei seu rosto. Ele não respondeu ao beijo, mas não me rejeitou e continuou a me oferecer seu corpo. Passei a mão em seu rego, estava quente e úmido. Senti o relevo do cu. Eu estava louco de desejo. Enfiei a mão na gaveta, peguei uma camisinha, vesti o pau e me preparei para penetrá-lo. Henrique sabia se oferecer ainda melhor que Tiago, certamente por ser predominantemente passivo. De joelhos na cama, abri sua bunda e encostei minha glande em seu cu, que, mais uma vez, cedeu com a resistência exata à pressão do meu pau. Henrique se deixou comer como uma fêmea, gemendo, pedindo minha mão, chupando meus dedos, pedindo carinho. Depois fizemos de lado e ele me disse que gostava. Enquanto eu metia, acariciei seu peito, torci seus mamilos, massageei seu saco, masturbei seu pau. Mas eu queria ainda mais proximidade.

Pedi a Henrique para sentar-se no meu colo, de frente para mim. Ele veio, empalou-se mais uma vez em mim. Ficamos longos minutos assim, no meio da cama. Ele me disse que gostou de sentir meu pau profundamente enfiado no seu corpo. Eu disse que queria beijá-lo. Ele recusou. Depois, eu quis experimentar a posição predileta dos passivos e ele se deitou de costas para que eu o possuísse como uma mulher. Ficamos novamente cara a cara, fiz novo avanço, mas era inútil, Henrique recusava sistematicamente. Olhando para baixo, eu via seu pau duro colado à barriga. Eu quis senti-lo novamente na boca e fui chupá-lo. Era como uma fruta, com algo de feminino embora sendo um pênis. Henrique me trancou entre suas coxas lisas. Depois, eu o comi de fora da cama, ele de quatro em cima dela. Consegui ficar muito tempo nessa posição, mantendo um vaivém regular e fazendo Henrique gemer muito. Mas eu quis terminar em pé, para realizar uma fantasia secreta e poder atender aos meus novos impulsos.

Ficamos diante do espelho, onde eu poderia ver seu rosto, seu pau. Sarrei um pouco a bunda firme, sentindo aflição ao roçá-la com a glande muito intumescida, sempre acariciando muito o corpo inteiro de Henrique, massageando suas bolas, empunhando seu pau duríssimo. Ele se apoiou no armário e encaixei-me uma vez mais no orifício que me acolheu de pronto. Enlacei Henrique pela cintura e entrei completamente nele, sentindo meu saco frio contra o seu corpo quente. Ele ficou me olhando através do espelho e sua expressão era de êxtase. "Eu queria ter alguém como você para sempre", ele me disse, e vi uma lágrima rolar rosto abaixo. Acariciei seu peito, puxei-o com força para mim, aprofundando-me ao máximo e iniciei o vaivém final. Quando o orgasmo se anunciou e meu pau começou a pulsar mais intensamente, Henrique saiu de mim, ajoelhou-se, retirou-me a camisinha e masturbou-me com força. Quando o orgasmo veio, ele abriu a boca, confiante. Eu estava muito excitado e ansiando por um orgasmo. Ejaculei forte, densa e copiosamente, assistindo ao espetáculo do meu esperma desenhando uma rede hidrográfica no rosto de Henrique. Em seguida, ele se levantou e, para surpresa minha, me abraçou e me beijou. Compartilhamos meu esperma num beijo profundo e demorado. Henrique engolia sem asco, lambendo-me para não perder nenhuma gota. Eu mal podia crer na experiência que estava vivendo. A paixão dele parecia tão vívida, tão real que alguém de fora diria que éramos os maiores amantes do mundo. Quando nos separamos, notei que ele estava ligeiramente sem jeito, mas feliz.

O programa fora exaustivo. Não restava muito o que fazer, senão tomar banho e ligar para o Sweet. Saí do banho primeiro e fui discretamente colocar um bom presente no bolso da calça do Henrique, além, é claro, do pagamento combinado. Quando ele fez menção – delicadamente – de tocar no desagradável assunto pecuniário, eu lhe disse que ele não precisava se preocupar com isso. Confiando em mim e em respeito ao seu amigo Tiago, que o indicara, ele limitou-se a me dar um último beijo, no rosto, e foi embora. Quando o elevador desceu, não pude evitar uma sensação de vazio, que logo bani lembrando-me de que eu logo voltaria a ver Henrique na praia. Dessa segunda experiência, devo confessar que saí um tanto perturbado.

(INTERRUPÇÃO)



[Eu previra escrever uma parte final dedicada ao que teria sido a minha experiência com Jorge, o terceiro rapaz do futevôlei. Contudo, um incidente veio interromper meu projeto: Henrique foi agredido à bala na rua, hospitalizado em estado gravíssimo e veio a falecer dias depois. Essa irrupção da realidade urbana sufocou meus devaneios hedonísticos, com a consequência de que me soterrei no trabalho e voltei a envolver-me de corpo e alma na vida de família. Não quero ainda crer que meu projeto tenha sido definitivamente interrompido, mas não me vejo por hora retomando essa experiência. Vou tratá-la de adiamento sine die e manter viva a esperança de completar o que foi iniciado e encaminhado com tanto êxito.]

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