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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Momento Fálico (série, episódio II - 1/2)

2.1 Tateando

Pensei durante alguns dias até tomar a decisão final de passar à ação e sair com os três rapazes que melhor preenchiam meus critérios de interesse. Sem deixar de ir à praia, tomei coragem por mais alguns dias e, numa bela manhã de sol, seguindo as regras que aprendi com o homem da praia, fui sentar-me atrás da linha de fundo de quadra, próximo ao canto do lado em que o Tiago estava jogando. Embora ele fosse magro, vê-lo de tão perto, seminu naquela sunga azul, correndo, pulando, caindo na areia e – o mais importante – sabê-lo disponível para o sexo foi realmente me excitando e tornando menos racional a finalidade da minha presença ali. E, para satisfação minha, chegado o intervalo, ele veio sentar-se na areia, ao meu lado e se dirigiu simpaticamente a mim. Acho que ainda me lembro desse nosso primeiro diálogo.
– Tudo bem?

Tive a impressão de que, num átimo, seu olhar foi dos meus olhos ao meu sexo e voltou aos olhos.
– Tudo bem, obrigado, Tiago. Gostei de te ver jogando.

Ele se deitara de lado na areia, com uma coxa sobre a outra. Da minúscula sunga azul, eu podia ver a lateral estreita e a volumosa protuberância central, que Tiago exibia com total desinibição.
– Já sabe o meu nome, é?

Seus olhos percorreram novamente o meu corpo, detivearm-se no sexo, desceram até minhas coxas e voltaram serenamente pelo caminho inverso, explorando barriga e peito. Não notei qualquer desaprovação no seu olhar.
– Acabei de descobrir durante o jogo, mas tenho visto você e seus amigos há algum tempo. Vocês vêm quase todo dia, hein!

Eu disse isso animadamente, com medo de tornar minha insinuação óbvia demais.
– Ah, tem que ser!
– Entendo... Trabalho é trabalho, não é mesmo?
– É isso aí. Já vi que você está sabendo de tudo.

Desta vez, o olhar dele se voltou para o chão e a mão brincou com a areia. A juventude respondera por ele.
– Mais ou menos. É por isso que eu quis te encontrar. Quero saber como funcionam os encontros.
– É fácil. A gente marca em algum lugar depois do jogo e vai pra onde você quiser.
– Para qualquer lugar?
– Eu não gosto muito de ir para a casa da pessoa, mas se não tiver outro jeito, tudo bem. Se você está aqui é porque algum amigo meu já explicou o lance pra você. Posso confiar.

Lembro-me de ter sorrido quando ele disse "amigo".
– Pode sim. Foi aquele homem ali que me deu as primeiras dicas.
– Ah, o Bernardo? Então está limpo.
– Que bom. Mas primeiro quero saber as suas preferências. A gente não vai fazer nada que você não goste. Você não esconde de ninguém o seu "dote" e é nisso que eu estou particularmente interessado.

Terminei a frase olhando diretamente para a sunga dele, que me pareceu pulsar uma ou duas vezes antes que Tiago levasse a mão até o elástico e o puxasse ligeiramente para criar um pouco de folga, olhando-me já com um sorriso cheio de malícia.
– Pois é, não dá pra esconder nem querendo; nunca deu.
Ele respondeu sorrindo, sem tirar o polegar de dentro da sunga, brincando com o elástico como se, a qualquer momento, fosse me dar uma "prévia" da sua ferramenta.
– Me fale um pouco das suas preferências, Tiago.
– Ah, com caras assim como você, eu não costumo botar limites, gosto de quase tudo. Mas quem escolhe é você. Comigo, nem tudo depende do que a gente tratar antes porque pode rolar um clima legal e aí eu quero mais é sentir muito prazer.
– Basicamente, quero tocar em você, Tiago. Tocar, pegar "nele", masturbar, talvez chupar. Talvez eu também peça para você me chupar.
– Então é sem penetração?
– Em princípio, Tiago. Vou explicar. De uns tempos para cá, estou me sentindo atraído pelo órgão masculino – pelo pau – e quero entender o porquê. Tenho vivido como heterossexual até hoje. Sou casado, tenho mulher e filhos, só tive uma experiência homossexual, na adolescência. Você se importa se não tiver penetração?
– Não, muita gente não quer, alguns até pedem só para olhar, me ver tocando punheta, essas coisas. Mas como você me perguntou o que eu prefiro, acho legal te dizer que eu gosto quando um cliente assim como você pede pra me comer. Sei lá, acho que quando não rola penetração fica faltando alguma coisa.
– Mas você é predominantemente ativo?
– Com namorado, ficante ou caras mais novos que eu, sou. Mas com caras mais velhos eu prefiro dar, não sei por quê.
Em aparente contradição, ele fez isso puxando e baixando sutilmente o elástico da sunga, sabendo que isso atrairia o meu olhar. Desta vez, pude distinguir a cor clara e a forma do membro avantajado.
– Eu sei, eu sei. É óbvio que a natureza muitas vezes dita as regras. Seria um desperdício você ser puramente passivo. Mas eu ainda não sei dizer aonde consigo chegar.
– Então vão ser cento e vinte. Com penetração são duzentos se eu for ativo e duzentos e cinquenta se eu for passivo.
– Ah, então você cobra mais caro para dar?
– Claro! Todo mundo quer comer "novinho".
– E você está tentando me vender esse produto jovem e pulsante, não é? Entendi. Eu disse isso em tom brincalhão.
– Você mesmo disse  que trabalho é trabalho, lembra?
– Claro, claro. Você está certíssimo. Mas a probabilidade da penetração ainda é remota. E então, quando podemos nos encontrar?
– Você deu sorte; um amigo desmarcou e estou livre até a noite.
– Ótimo! Mas eu não tenho hábito de motel e moro aqui pertinho, você não se importa? Podemos ir juntos logo depois do jogo.

Mal terminei, Tiago foi chamado de volta à partida. Quando ele se levantou, pude vê-lo de costas. A bunda, em harmonia com o resto do corpo, não me pareceu mal desenhada; era alongada mas saliente, formava duas dobrinhas discretas com as coxas completamente lisas. Dentro do seu tipo físico, Tiago tinha um corpo bem feito.

No segundo tempo de jogo, Tiago me pareceu mais descontraído, talvez porque eu soubesse sobre o cliente que anulara. Eu o senti mais leve e bem-humorado. Não pude deixar de refletir sobre o fato de que um menino de dezoito anos já levasse tão a sério o seu trabalho com sexo. Ele certamente fora levado pela necessidade de trabalhar cedo, mas não há dúvida de que sua escolha foi em parte determinada pela facilidade aparente sugerida pelo seu dote natural privilegiado.

Quando o jogo terminou, Tiago pegou celular, óculos escuros, chaves e carteira com uma pessoa sentada junto à quadra, e foi ao meu encontro vestindo apenas sunga, camiseta e chinelo de dedo. Em dez minutos, estávamos no elevador do meu prédio. Subimos em silêncio, mas uma espécie de tensão percorria o meu corpo, certamente gerada por aquele corpo seminu e, em particular, pela ostensiva presença daquele membro em bola na sunga tão diminuta. Ansioso, pedi para ver ali mesmo o prodígio que até então eu só pudera tentar adivinhar, mas Tiago só consentiu em erguer um pouco a camiseta e passar a palma da mão pela barriga plana que contrastava tão bruscamente com a súbita elevação que se formava logo abaixo dela.

Quando chegamos, deixei Tiago livre. Eu queria vê-lo comportar-se o mais espontaneamente possível. Ele entrou e foi explorar a casa. Fui acompanhando seu corpo delgado, vendo suas coxas lisas dando passos leves, a bunda pequena mas bem feita movendo-se na sunga azul, formando alternadamente duas deliciosas polpinhas. Ele parou na porta do quarto de casal, olhou para trás, piscou o olho para mim e me chamou para junto dele. Quando me aproximei, ele se voltou e, praticamente colado ao meu ouvido, cochichou: "Vai ser aqui, é?" Um arrepio percorreu-me a espinha e me dei conta de que eu não havia parado para avaliar o que seria trazer um garoto de programa para a minha casa.

Tiago pediu para tomar um banho. Indiquei o caminho, mas ele quis que eu fosse junto. Fui direto até a pia me refrescar e, pelo espelho, vi-o tirar a camiseta e ficar de frente para mim, só de sunga. A visão global e tão próxima daquele menino de corpo disponível provocou em mim uma sensação nova. Ele estava ali, praticamente nu, só para mim. Desta vez, percorri explicitamente o seu corpo, detendo-me avaliativamente nos pés, coxas, no sexo ainda intrigante por trás daquela peça de roupa tão pequena mas incrivelmente extensível, barriga, peito, braços, pescoço, rosto. Tiago tinha um tipo físico que, poucas décadas atrás, era característico da faixa mais pobre da população carioca. Mas com o fenômeno de celebrização que erigiu os Romários, os Ronaldos, os Alexandres, a maioria dos pagodeiros, rapeiros, etc. em modelos de beleza masculina, com suas cabeças quase raspadas, corpo de trabalhador braçal e tez de um moreno escuro quase mulato, o aspecto de Tiago se insere perfeitamente no padrão apreciado do momento. Não quero dizer com isso que ele não fosse um menino bonito. Não, mas atribuo a sua beleza mais ao meu modo de vê-lo do que propriamente a ele, que, objetivamente, só contribuía com a juventude.

Não mais contendo minha curiosidade, pedi para ver. Tiago sorriu e, com o polegar, baixou por alguns instantes o elástico da sunguinha, deixando-me ver, todo orgulhoso, aquela misteriosa protuberância desfazer-se num longo cilindro moreno, de diâmetro normal, mas de comprimento deveras impressionante: chegava quase ao meio das coxas!
– Quanto?
– Vinte e um.

Ele respondeu repondo o monumento na sunguinha, acomodando-o habilmente no bojo para reconfigurar a protuberância, pousou delicadamente o elástico e deu uma "ajeitadinha" no todo passando a mão por baixo do saco e puxando-o duas ou três vezes para a frente.
– Vinte e um centímetros! Você sempre teve o maior da turma?
– Sempre. Quando eu era criança, vizinhos, amigos, colegas chegavam a me pedir para mostrar. Perdi a conta de quantas vezes eu mostrei meu pau em banheiro de escola, vestiário e escada de serviço do prédio. Até pra menina, mulher e homem adulto!
– Sério? Você vai me contar isso tudo, Tiago.
– Conto, claro. Eu tenho cada história!
– E vou querer ouvir todas! Bom, mas agora você queria tomar banho, não é isso? Fique à vontade.

Entrei com ele no longo box envidraçado e me acomodei em uma cadeira de plástico que sempre deixo do lado oposto ao chuveiro. E voltei a olhar para aquele corpo que, não fora pelo apêndice improvável, seria tão banal. Pedi-lhe que se aproximasse para que eu o examinasse bem de perto e, com a mão em concha, envolvi-o por baixo, vendo-o imediatamente tomar vida. Tiago arqueou-se para trás, apoiando-se com as pernas na borda da cadeira, entre as minhas, e pôs uma mão no meu ombro, como se imaginasse que minha manipulação fosse desequilibrá-lo. Enquanto isso, pousada na minha mão, a enorme protuberância começou a pulsar e enrijecer, até marcar a sunga com a sua forma tubular e esticá-la avolumando-a ainda mais e afastando o elástico da barriga de Tiago. Em ereção, ele ganhava uma dimensão impossível de ser contida pela sunguinha. Era hora de liberá-lo da sua prisão elástica. Tiago quis fazê-lo mas eu impedi e, com as duas mãos, baixei lentamente o elástico, contornando o monstro até fazê-lo literalmente saltar para a frente, armado, semiduro, mas ainda decomposto, um tanto disforme e curvo, como uma planta exótica que tivesse acabado de desabrochar ou uma borboleta que tivesse acabado de sair do casulo. Prendi o elástico por baixo do saco e continuei contemplando a evolução daquela majestosa ereção juvenil. A glande logo inchou, ficando delineada no prepúcio e alargando desmesuradamente sua extremidade. Foi nesse exato momento que toquei no membro de Tiago pela primeira vez. Empunhei-o pelo lado para descobrir a cabeça, que surgiu exuberante, rósea, saudável, de contorno perfeito e bordas desenvolvidas.

Tiago estremeceu quando levei a pele até atrás da glande; senti um pouco mais do seu peso no meu ombro. Lembrei-me de que o alargamento súbito da extremidade do prepúcio sempre causa uma sensação estranhamente vertiginosa. Em seguida, masturbei-o de leve, sentindo-o arqueado em minha mão frouxa. Os vinte e um centímetros armaram-se lentamente, sem chegar à rigidez total. Imaginei que fosse preciso mais que um simples toque para erguer uma massa como aquela. Ainda assim, a sensação de potência era enorme. Mas naquele primeiro contato, eu só queria manipulá-lo um pouco, travar conhecimento, surpreender-me com aquela espantosa e tardia descoberta de um sexo masculino alheio.

Toda vez que pensei na felação e na hipótese de praticá-la algum dia, eu me disse que haveria de ser com um membro ainda não completamente duro. A idéia de por na boca um membro ereto me soava tão sem graça quando chupar um palito de picolé. A dureza se opõe à maciez dos lábios, da língua, das bochechas. O pau de Tiago estava no estágio exato que a minha intuição sempre considerara aceitável para a felação: cheio, consistente, porém ainda curvo e maleável. Me lembro de ter olhado Tiago nos olhos e...
– Posso? Perguntei com toda a sinceridade, com um certo receio de que ele experimentasse algum asco e fosse obrigado a reprimi-lo.
– À vontade. Você está pagando.

Essa resposta ainda ressoa nos meus ouvidos. Só o costume pôde apagar a sensação de crueza que ela me causou naquele momento tão delicado. Mas sorri e me concentrei naquilo que eu estava para fazer pela primeira vez na vida. Da extremidade da glande de Tiago uma gota de muco transparente começara a se insinuar, efeito dos primeiros instantes de excitação que a minha lenta masturbação ocasionara. A gota tomou corpo, cresceu, até começar a escorrer, num tênue fio de prata... que interceptei com a língua. Saboreei-a. Tiago sorriu. Puxei-o mais para perto, pelo pau, e abocanhei a glande inteira, que me pareceu imensa, quente e firme, como uma nectarina. Imediatamente comecei a salivar e senti Tiago empertigar-se, apertando o meu ombro com dedos nervosos, tentando invadir-me a boca. Afastei-o empurrando-o gentilmente pela anca, apenas para fazê-lo sentir que eu queria controlar aquela primeira felação. Mas a excitação foi deixando-o indócil, seu pau rapidamente atingiu a plena ereção e senti na boca a barra dura que eu sempre evitara em minhas fantasias. Tive que repeli-lo.
– Espera, Tiago!
– Que foi, "tio"?
– E não me chame assim, por favor.

Confesso que fiquei um pouco irritado. Senti uma insolência explícita em sua voz, como se Tiago tivesse revelado pela primeira vez uma natureza verdadeira que eu ainda não conhecia. Fiquei um pouco desapontado, mas lutei para não permitir que aquilo me desanimasse.
– Já vai ficar puto?
– Não é isso. É que eu nunca fui tão longe e você está indo rápido demais. Eu queria fazer as coisas ao meu ritmo, você se importa?
– Não, não... Tudo bem, ti... – ih, desculpa –, eu já disse que o cliente manda. Você está pagando.

Enquanto Tiago falava, seu membro ia amolecendo rapidamente diante dos meus olhos, até tornar-se um longo arco que ia se desarmando mais e mais a cada pulsação. A vida de um garoto de programa não deve ser nada fácil. "Começou bem", pensei com meus botões.
– Anda, toma o teu banho.

Devo ter dito isso com um sorriso comdescendente nos lábios e não fiz menção de me levantar. Eu queria continuar a vê-lo nu.

Tiago tomou banho rápido; estava visivelmente descontente, mas percebi que isso não o impediu de se lavar criteriosamente, em especial o sexo, o interior das nádegas, as axilas e os pés. O profissionalismo em primeiro lugar! Tomei meu banho depois dele e pedi-lhe que me seguisse nu até a sala. Chegando lá, instalei-o no sofá e fui buscar uma bebida. Quando voltei, Tiago estava debruçado na janela, tentando ver a rua, doze andares abaixo. Reparei as laterais côncavas da sua bunda e percebi que ele já notara que eu estava de volta. Ele tinha deliberadamente permanecido naquela posição. Tudo me levava a crer que ele estivesse querendo se "redimir". Me aproximei dele e, com muito jeito para não assustá-lo, pus minhas mãos em suas costas, acariciei-as um pouco e encostei  nele. Meu pau encaixou entre as polpas da bundinha magra mas bem feita. Tiago olhou para trás e procurou encostar o rosto em mim, talvez procurando um beijo, mas evitei isso. Meu pau, ainda úmido do banho, grudava em sua pele, o que repuxava meu prepúcio e expunha a cabeça. A ereção veio quase imediatamente. Tiago desvencilhou-se brincando e me levou pela mão até um sofá, empurrando-me carinhosamente sentado. Em seguida, ajoelhou-se no tapete e olhou-me bem nos olhos com um sorrisinho maroto nos lábios. Meu pau pôs-se a pulsar furiosamente enquanto ele acariciava minhas coxas sem parar de me olhar direto nos olhos. Aqui e agora, confesso que tive um desejo quase irresistível de beijá-lo e que só não o fiz por extrema falta de espontaneidade. Outro "cliente", mais acostumado que eu, certamente o teria feito.

Mesmo sem receber o beijo, Tiago continou a acariciar-me as coxas e, avançando uma das mãos, colheu-me o pau como se fosse um buquê e apertou-o com força, fazendo-me sentir intensamente cada pulsação. Eu estava entregue, ele não podia ter apresentado melhores desculpas para fazer as pazes. Chegando o mais perto possível de mim, ele se curvou e abocanhou meu pau inteiro, até a base, fazendo-me por as duas mãos no assento e me conter para não urrar. Embora eu esteja longe de ser superdotado, meu membro possui dezessete centímetros e é razoavelmente grosso, mas isso não impediu Tiago de fazê-lo mergulhar em sua garganta, o primeiro "deep throat" da minha existência. Tive uma curiosa reação reflexa: minha cabeça foi para trás com toda força, encontrando o encosto macio do sofá. Só momentos depois, consegui avaliar o que estava acontecendo com meu sexo. Ele estava estreitamente aprisionado na boca e garganta de Tiago, que se esforçava para realmente engoli-lo até o talo, colando seus lábios aos meus pelos pubianos e continuando a pressionar, como se quisesse engolir também meus testículos, que ele ainda conseguia quase envolver por baixo com a língua. Eu não sabia se continuava agarrado ao assento do sofá, se acariciava a cabeça do Tiago ou se a agarrava para forçá-lo a me fazer gozar com vaivéns. Acabei ficando como eu estava, limitando-me a tentar ver, pelo lado, o que ele fazia para engolir completamente um pau de dezessete centímetros. Pude notar que seu pescoço inchava anormalmente. Momentos depois, sempre apoiado nas minhas coxas, Tiago começou  a afastar-se e pude ver meu pau ir lentamente saíndo de sua boca, encharcado de uma saliva espessa que acabou formando um denso fio entre a glande e sua boca. Minha excitação era tanta que tive medo de gozar imediatamente, mas consegui aguentar as seis ou sete reiterações que compunham o seu número de engolidor de espadas.
– Como é que você consegue fazer isso?
– Prática, t... Ai, desculpa, saiu sem pensar! Desculpa aí!

Ele estava visivelmente sem jeito. Não duvidei da sua sinceridade.
– Esquece isso, Tiago. Me chame como quiser.
Eu estava disposto a ser tio de verdade dele, depois daquela estupenda felação!
– Tá falando sério? Pode mesmo?
– Faça o que quiser, Tiago. Isso não tem a mínima importância. Além disso, venhamos e convenhamos: eu tenho largamente idade para ser seu tio!
Os dois caímos na gargalhada.
– É isso aí, tio. Assim é que se fala!

E ele tornou a abocanhar meu pau até fazê-lo desaparecer completamente e grudar os lábios no meu saco. Me contorcendo de prazer, resolvi acariciar sua cabeça, disposto a vivenciar um pouco mais plenamente a experiência na qual eu tinha me proposto embarcar. Mal iniciei meu cafuné, Tiago regurgitou meu pau, deixando-o envolto em baba morna e espessa para escalar agilmente o sofá e vir ajoelhar-se com minhas pernas entre as suas, ajeitando meu pau entre as nádegas. Antes que eu pudesse raciocinar, ele colou a boca ao meu ouvido.
– Mete, tio.
– ...

Continuei sem fala, mas nossa sintonia se tornou tão perfeita que nem precisei abrir a boca. Tiago já encaixara minha glande no ponto de entrada e deixara à gravidade o encargo do resto, empalando-se lentamente, agarrado ao meu pescoço, deixando-se deslizar pelo meu corpo, gemendo baixinho. Senti, petrificado, meu sexo penetrar lenta e progressivamente naquele corpo fino mas tão inesperadamente hábil, que foi descendo até se encaixar completamente no meu colo. Olhei para baixo e vi seu membro em riste, enorme, pulsante, molhado, entre nós dois, enquanto Tiago pegava as minhas mãos e levava às suas costas para que eu acariciasse a sua bunda. Descendo pelo rego, pude apalpar o talo duro e grosso do meu pau e o fino anel de pele em torno dele.
– Você está confortável, Tiago? Não está doendo nadinha?
Quando abri a boca, percebi o quão estava próximo do seu corpo.
– Está é gostoso, tio. Começa a mexer devagar, vai.

Ele disse isso erguendo-se e iniciando um cavalgar que fazia seu cu percorrer meu pau da cabeça ao talo e vice-versa. Assim que comecei a dar minha contribuição, impulsionando-me com as coxas para fazer o movimento oposto, Tiago mordeu os lábios, agitando a cabeça de um lado para o outro, gemendo muito e acelerando os movimentos, como se estivesse em busca de algum hipotético orgasmo anal. Em poucos minutos, ele começou literalmente a trotar no meu colo, acariciando seu peito e pressionando os mamilos, de olhos fechados, parecendo estar em transe. Senti seus dedos nervosos pressionando meu ombro.
– Está tudo bem, Tiago?
– T-t-tudo, tio... Si lá... parece que eu estou...

A voz dele foi minguando, infantilizando-se, tornando-se quase um choramingado. Quando olhei para baixo, vi um fenômeno cuja existência me era totalmente desconhecida até então. Da volumosa glande de Tiago, o esperma jorrava em pequenos borbotões, curtos como numa nascente, raso, sem o menor esguicho, simplesmente envolvendo a glande para logo escorrer falo abaixo e se embrenhar nos pelos, contornar o saco e vir gotejar já frio no meu baixo-ventre. Seria uma outra forma de orgasmo? Eu estava intrigadíssimo. Contudo, não parei de entrar e sair dele, o que parecia determinante na realização do fenômeno que eu estava testemunhando. Tiago desabou no meu ombro, como uma criança adormecida no colo da mãe. Só eu continuei com os movimentos, agora bem limitados pelo peso do seu corpo. Meu sexo ainda pulsava vigorosamente, eu estava extremamente excitado, mas preferi interromper porque Tiago estava visivelmente "bambo" depois de esvair-se em esperma naquele orgasmo atípico. Com cuidado, saí dele e o deitei no sofá.
– Que orgasmo foi esse, Tiago?
– Não gozei não, tio. Se eu bater uma agora, ainda gozo muito e espirro longe. Isso que aconteceu foi porque eu fiquei com tesão demais no cu. Não sei explicar... é que nem um gozo anal, só que o tesão passa para o pau, que começa a escorrer sozinho.
– Sei, mas você não pode negar que foi intenso. Você não deve estar nem um pouco a fim de continuar, imagino.
– Se a gente puder dar um tempinho, é melhor, claro. Eu estou livre até o fim do dia, mas e você?
– Por mim, tudo bem.

Naquela época, todo fim de semana, minha mulher e minha filha iam para Cabo Frio porque estavam entusiasmadíssimas com a casinha que tínhamos acabado de comprar. Às vezes, eu ia no final do sábado e voltava com elas na segunda, mas nada me obrigava a isso. Pensei durante alguns minutos e lancei a proposta ao Tiago.
– O que é que você me diz de ficar aqui até amanhã?
– Até amanhã? Esse programa vai ficar uma nota para você, tio!
– Não importa. Quero descobrir o que está me acontecendo o quanto antes. Eu te empresto uma calça de ginástica e uma camiseta, se você precisar, mas minha intenção é te ver com menos roupa possível.
– Se é assim, tá legal, eu fico.
– Ótimo. Você se incomoda de continuar nu?
– Eu? Não, até gosto!
– Perfeito, então.

Dei um tapinha na coxa dele e me levantei, deixando-o deitado no sofá.

(continua na parte 2.2)

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