Seja bem-vindo!

Caro Visitante,

Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

Os botões "Índice" e "Resumos" propiciam acesso fácil aos textos e uma visão global do conteúdo do blogue.

Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Luciana... ou Vênus?

É sabido que uma intensa atividade erótica acontece nos ônibus, mas nunca esperei envolver-me em alguma delas, por considerar-me um tanto "inabordável" para mulheres que procuram esse tipo de aventura. E contudo...

Duas vezes por semana, trabalho fora do Rio, e viajo de ônibus para não me cansar. Me instalo no assento, fecho os olhos e só reabro cerca de três horas depois, ao chegar. Omitirei informações sobre a outra cidade e o que vou fazer lá porque é perfeitamente irrelevante para o que me interessa relatar aqui. Sexta-feira passada, na volta ao Rio, consegui lugar no corredor, bem no meio do carro. Havia uma mulher ao meu lado, que cumprimentei educadamente, antes de me instalar confortavelmente e fechar os olhos. Ela respondeu e quis conversar um bocadinho. Era simpática, de cerca de trinta anos, talvez um pouco menos, feições agradáveis e bem vestida. Ela me disse que estava regressando ao Rio depois de três semanas de férias com a família e, depois de alguns minutos, com o ônibus já na estrada, precisou que estava recomeçando a vida depois de uma separação. Mas não tinha filhos. Luciana – era seu nome – me pareceu serena e sem arrependimentos, uma mulher inteligente e decidida. Acabei abrindo mão do cochilo em favor da boa conversa em que tínhamos engrenado.

À certa altura, me senti à vontade para perguntar delicadamente que razão levara Luciana a separar-se do marido, mas sua reação foi inesperada para mim: ela corou a ponto de me pedir desculpas. Perguntei-lhe por que tanta falta de jeito, insisti e ela acabou me revelando a razão da ruptura: sexo. Pedi-lhe que fosse mais específica, ela relutou, mas acabou contando. Senti que ela precisava desabafar. Ocorre que Luciana é dessas mulheres que precisam de sexo diariamente, quando não várias vezes por dia, e o marido era um homem educado e gentil, engenheiro competente, mas nem um pouco entusiasta dos exageros eróticos. Ele se limitava a duas ou três rapidinhas por semana, assim que o casal se deitava, depois se virava para o lado e começava a ressonar, deixando Luciana profundamente insatisfeita. Perguntei se ela só via a separação como solução e a resposta foi pronta: ela não hesitou nem por um segundo e precisava encontar o parceiro que atendesse às suas expectativas.

Notei que nossa conversa se aprofundava e que Luciana me olhava cada vez mais nos olhos. Ela se virara bem para mim, de pernas encolhidas no banco, e estava absolutamente concentrada. Eu lhe disse que talvez estivesse certa, que no seu caso específico valia a pena tentar encontrar um homem excepcionalmente dinâmico em matéria de sexo, mas que a maioria dos homens na faixa dos 35-40 anos não é assim e que talvez isso levasse tempo. Ela reconheceu e disse que estava preparada para uma longa busca, mas de modo algum para uma longa abstinência. Perguntei então como ela faria para satisfazer-se enquanto procurava o parceiro de vida adequado, e foi então que ela começou a me contar aventura após aventura, deixando-me boquiaberto a cada vez. O fato é que ela jamais deixara de ter múltiplos encontros furtivos com homens, nem mesmo estando casada. Luciana simplesmente não suporta a menor abstinência e jamais se privou de preencher com ex-namorados, ex-parceiros ocasionais e até mesmo com desconhecidos a lacuna deixada pelo marido. Semanas houve em que ela fez sexo diariamente.

À medida que Luciana ia me contando suas aventuras, fui ficando excitado. Por sorte, estava frio, e eu pusera o meu sobretudo nas pernas, então pude me tocar discretamente durante os seus relatos que eram incrivelmente numerosos e diversificados. Ela não só fizera sexo em casa e em motéis, como também em carros, em escadarias, em elevadores, em becos, em cinemas, em banheiros de restaurante, em praias, no local de trabalho, no clube, em vestiários, em banheiros de avião e... em ônibus.

Quando ela disse "ônibus", eu a interrompi e pedi que fosse mais precisa. Tratava-se de ônibus interurbanos, exatamente aquele em estávamos naquele momento. Eu quis duvidar, mas seus relatos eram tão perfeitamente reais e verossímeis, que só lhe fiz a pergunta mais lógica: como? Ela me explicou que sentando-se à janela, na última fileira, quando calha de não haver mais ninguém além dela e algum homem, não há nada mais fácil do que oferecer uma felação sem chamar a atenção de ninguém, e ocorreu-lhe duas ou três vezes chegar deixar-se penetrar, mas isto ela admite ter acontecido apenas com pessoas muito jovens, irresponsáveis e ávidos de emoções fortes.

Eu estava literalmente boquiaberto; a mulher era a própria Vênus! Minhas aventuras não foram poucas, mas viravam historinha de criança perto das suas! Vendo-a descontraída e sorridente, resolvi confessar que suas histórias me excitaram e que eu estava já há bons momentos passando por uma ereção das mais sólidas. E foi sem o menor espanto que a vi passando a mão por baixo do meu sobretudo para ir apalpar-me o membro. Ela o avaliou por fora da calça e meneou a cabeça em sinal de aprovação. Em seguida, atacou meu cinto, baixou o zíper da minha calça e mergulhou a mão na minha cueca, isso tudo sem parar de me contar suas aventuras. Olhei discretamente para o lado, para trás e para frente, por entre as frestas dos assentos, para me assegurar de que ninguém estava prestando atenção em nós. Tudo parecia seguro; ela podia prosseguir.

Com a mão firme, Luciana empunhava meu membro ereto e o masturbava muito lentamente enquanto ia me contando uma por uma de suas aventuras sexuais. Sua expressão era a mais natural do mundo, como se ela viesse de um planeta em que as pessoas conversavam com a mão no sexo umas das outras. Isso me distendeu e pude desligar-me um pouco da ereção para continuar prestando atenção nos relatos. Eu estava excitado, evidentemente, mas sendo um homem maduro, não me foi difícil eliminar o fator ansiedade da situação. Além disso, Luciana passava habilmente do membro ao saco, acariciando este para dar descanso àquele. Se toda mulher fosse como ela, nós homens seríamos os filhos mais felizes da mãe Natureza!

Minha ereção estava inabalável há mais de uma hora. Eu estava excitado e satisfeito, trocando mil impressões com a minha interlocutora. Sem vê-lo, ela já fora capaz de descrever integralmente o meu pênis apenas pelo tato. Sem poder imitá-la devido ao tipo de roupa que ela estava usando, resolvi pedir-lhe que descrevesse o que eu era incapaz de ver, o que ela fez sem o menor constrangimento. Ela me disse possuir uma vagina longa, de lábios generosos e carnudos, capaz de acolher pênis de mais de vinte centímetros, coisa que aconteceu frequentemente em sua vida. Ela sempre fora de ampla conformação genital, o que fez dela uma jovem extremamente precoce que rapidamente julgou necessário encontrar homens dotados de anatomia e maturidade capaz de satisfazê-la. Devo dizer que nesse momento, ela fez um elogio ao que tinha nas mãos, o que me encheu de orgulho. Eu lhe disse com toda franqueza que gostaria muito de penetrá-la naquele momento, e que lamentava que o ônibus estivesse tão cheio. Ela me pareceu não ter nenhuma ansiedade quanto à eventualidade de não podermos ter uma relação sexual, o que só veio comprovar a extrema facildade com que ela travava conhecimento com homens.

Desejando ir um pouco mais além no meu aprendizado sobre o corpo de Luciana, perguntei-lhe como era a sua relação com o sexo anal. Ela me disse que tinha um ânus extremamente complacente ao pênis e que sempre achara prazerosa a penetração por ele. Eu lhe disse que nada me daria mais prazer do que introduzir-lhe um dedo enquanto ela manipulava meu sexo. Infelizmente, sua calça apertada não lhe permitia nenhuma flexibilidade naquelas circunstâncias, mas ela exprimiu sem pudor o desejo complementar e disse sorrindo que teria muito prazer de acolher meu pênis depois do dedo. Isso multiplicou minha excitação e cheguei a temer que um orgasmo nos complicasse a vida. Mas minha sábia interlocutora voltou a massagear-me o saco e dar-me a trégua necessária ao restabelecimento do sangue frio no local sensível.

Para admiração nossa, a viagem ia chegando ao fim. Estávamos na avenida Brasil e parecia-nos que não mais de uma hora se havia passado. Foi então que minha cabeça começou a trabalhar em busca de uma tentativa de saciar pelo menos uma fração da excitação que eu sentia por aquela misteriosa mulher. Subitamente, veio-me uma idéia, que logo participei à Luciana. Ela concordou. Era sem dúvida uma aventura insignificante, se comparada a tudo que ela vivera, mas não deixava de ter seu coeficiente de risco, e eu estava ansioso, o coração aos pulos. A partir dali, a avenida Brasil passou a desfilar em câmera lenta pela nossa janela, tornando a espera interminável.

Quando por fim chegamos à rodoviária Novo Rio, pusemos nosso plano em ação. Era preciso ser rápidos e eficazes. Deixamos os passageiros saírem e assim que o último passou por nós, Luciana precipitou-se sobre o meu colo, abocanhando meu membro e aplicando-se a uma intensíssima felação. Cada segundo representava muito porque assim que o último passageiro pega suas malas no bagageiro externo, o motorista volta ao ônibus para pegar suas coisas e tirar sua pausa. Mas Luciana mostrou-se uma expert no assunto, praticando-me um vaivém preciso com a pressão exata dos lábios. Em um minuto, ela provocou-me um orgasmo tão intenso que tudo ficou negro em minha mente durante dois ou três segundos. À medida que eu ejaculava – fartamente como sempre – ela engolia cada jato sem interromper o movimento, e isso até a última gota. Quando ela ergueu a cabeça, estava impecável e só passou levemente um lenço nos lábios. Em menos de dois minutos, estávamos saindo do ônibus, e foi o tempo exato porque o faxineiro vinha entrando com a vassoura.

Luciana estava calma; eu, ainda bastante agitado. Fomos até um bar na própria rodoviária, tomamos um café e trocamos coordenadas que nos facilitassem um reencontro. Ficamos de nos ver nesta semana, mas sei que não sou o companheiro ideal de vida para ela. Vejo-me fazendo sexo com ela ocasionalmente, mas de modo algum duas, três, quatro vezes por dia, com a tensão de dar-lhe o prazer reiterado de que ela tanto necessita. Torço para que ela encontre esse homem que a complete porque Luciana me pareceu uma mulher em tudo e por tudo sensacional.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu gostaria de receber um parecer seu. Obrigado!