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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Do Vigésimo-sexto Andar

Como se não bastasse o assédio na escola e na rua, Melissa tem agora um vizinho antigo que resolveu tornar-se inconveniente. Quando ela passou a ter as chaves de casa e começou a ter mais liberdade de ir e vir, ele a cumprimentava e puxava papo no elevador, mas agora quer mais, faz perguntas e quer saber de tudo: da vida, dos estudos, dos namorados. Assim que ele a vê no prédio, lança-lhe um olhar que vai, num lampejo, do busto à calça, antes de subir aos olhos para cumprimentá-la dignamente, mas com cara de quem a conhece melhor que ela própria. Não é que ele tenha aparência repulsiva, longe disso, mas é um homem chegando aos quarenta, casado com uma mulher bonita e simpática, pai de um filhinho de onze anos que Melissa acha lindo. E, venhamos e convenhamos, um homem com essas características não é exatamente o que Melissa procura aos dezoito anos! A cada encontro, ela tenta não parecer antipática, mas vai ficando cada vez mais embaraçoso estar com ele a sós.
– E aí, Mel! Tudo em cima para o vestiba? pergunta ele, tentando rejuvenescer através da linguagem.
– É, tudo... faz ela, evasiva, entrando no elevador que ele abre obsequiosamente.
– Só estudando, hein, menina!
– É, não é fácil.
– Você malha mais o quê?
– Hã? faz ela, sem vontade de entender.
– Que matéria você estuda mais? conserta ele, meio sem jeito com a invenção infeliz.
– Ah! Acho que é química orgânica.
– Eu era fera nisso. Se quiser...
– Não, obrigada, recusa ela, apenas repuxando a comisura dos lábios para dar um risinho forçado de "mantenha a distância".

A cada momento de silêncio, Nelson a explora, percorrendo com a visão periférica. Ele já conhece bem essa jovem que ele viu mudar de feições e tomar corpo ao longo de centenas desses percursos de vinte e cinco andares no elevador. A garotinha sorridente se tornou uma criança linda, depois uma adolescente exuberante e encaminha-se para uma juventude que promete, aos olhos de mais esse tarado de plantão que não perde uma chance de tentar obter dela alguma informação mais íntima. Ele já a viu vestida de todas as maneiras possíveis e imagináveis, inclusive de biquíni e canga no elevador de serviço. Nenhuma roupa ousada cai mal em Mel, mas como ela tem pernas longas e bem feitas, o que ela prefere é a saia curta e bem solta, o short justo e a jeans de cintura baixa, que ela combina com as mais diversas blusas, frequentemente deixando uma boa porção da barriga de fora, o que destaca a bunda saliente na medida e aparentemente muito bem feita. Hoje é um desses dias e Nelson não perde tempo, tentando imaginar os seios da menina sob o top grudado à pele. De cabeça baixa entre duas perguntas desnecessárias, ele explora pela enésima vez as duas elevações agora suficientes para encher suas mãos e a marca sutil dos bicos que ele já viu forçarem o tecido fino dos biquínis. Mel, impaciente para chegar ao vigésimo-quinto, da pancadinhas com a mão na parede do elevador.
– Está agitada, menina! comenta o chato.
– É, detesto elevador.
– Sério? Não sabia. Quando você era menor adorava!
– Hã, sei.
– Não tem jeito, leva um minuto e não dá para acelerar, haha!
– Pois é.

Nelson calcula que essa impaciência toda provenha talvez do fato de que Mel esteja usando uma sainha tão curta que mal lhe chega ao meio das coxas. Ele conjetura que se ela pudesse, puxaria a saia para baixo para furtar-se às espiadelas, mas como isso é impossível, fica impaciente para chegar e poder sair daquele antro de claustrofobia. Ele acha graça, ri sozinho, meneia a cabeça e faz um "hm!" irônico.
– Tchau, faz ela, disparando pelo corredor assim que a porta abre.
– Tchau, Mel! responde o confiado, pondo a cabeça para fora do elevador para olhá-la enfiar a chave na fechadura antes de prosseguir até o vigésmo-sexto, o último andar do prédio. "Essa tarde de folga promete!" profetiza o eterno adolescente.

E de fato, o prédio em que Nelson e Mel moram é construído em forma de "C" de tal modo que as áreas de serviço e o quarto dos fundos de certos apartamentos ficam frente a frente, o que propicia a esse vizinho atento e curioso a possibilidade de espiar o que se passa do outro lado até dois andares abaixo. Volta e meia, Nelson consegue vislumbrar certas cenas dignas de interesse, geralmente pessoas chegando em casa e despindo-se e, mais raramente, alguma cena de sexo. Sendo assim, nesse dia de folga, ele se precipita mais uma vez ao seu posto, pronto para permanecer oculto atrás da cortina translúcida do quarto até que Mel o presenteie com alguma das visões idílicas que ela jamais teve a menor suspeita de ter proporcionado a algum vizinho.

Tudo parece tranquilo, nessa tarde. Mel parece estar sozinha em casa, como acontece com frequência. Ela tem um irmão mais velho, sempre ausente, e os pais trabalham. Nelson a vê passar para lá e para cá no interior da casa, entrar no quarto dos fundos e, de vez em quando, ir até a área de serviço. Ela parece impaciente. Ele a observa nessa agitação durante cerca de quarenta e cinco minutos quando, de repente, ele ouve a campainha. Ele voa até a porta de entrada, abre-a e vai até a escada, onde a voz de um rapaz ecoa no hall do andar de baixo. Ele parece ser acolhido entusiasticamente por Mel. "Ahá! Então era isso! Ela estava esperando pelo namorado. A espertinha nunca me falou dos namorados, mas é óbvio que um tesãozinho desses não fica sozinha muito tempo! Hoje é dia de festa!" murmura Nelson, voltando rapidamente para dentro.

O para lá, para cá cessa, mas a sorte sorri para Nelson; o casalzinho se instala justamente no quarto dos fundos, que ele vê três metros abaixo e muito bem porque a persiana quebrada não baixa mais. A distância que os separa é a de uma hipotenusa de cerca de seis ou sete metros; seria possível até ouvi-los, não fosse o ruido ambiente. Do seu posto, Nelson os vê muito bem e logo percebe que o objetivo desse encontro não foi o de estudar para o vestibular. Mel parece fazer tudo para se exibir, agitando-se e rodopiando para que a sainha flutue revelando o máximo de coxa. Eles riem e quando ela faz que vai sair do quarto, ele a puxa pela mão e dá-lhe um beijo na boca colando-se lascivamente em seu corpo. "Será que ela já deu?" indaga Nelson com seus botões. "Não pode ser, não pode ser. Como é que eu não percebi nada?"

Mas pelo visto, Nelson está enganado; sua vizinha parece ser tudo menos inocente. O rapaz explora livremente o seu corpo, viajando por ele sem que ela proteste. Quando eles se abraçam colados a uma longa estante abarrotada de livros, Mel fica na ponta dos pés, a sainha sobe e Nelson chega a ver-lhe a calcinha. A temperatura vai subindo rapidamente. "Que sorte eles têm de poder estar a sós assim nessa idade!" matuta o vizinho voyeur, lamentando o passado enquanto o rapaz tenta infiltrar uma mão entre as coxas da Mel, que o repele, empurrando-o para trás. Frente a frente, ela lhe diz alguma coisa e ele leva a mão ao cinto. Ela insiste com a cabeça e põe as mãos na cintura em atitude de espera. Ele parece hesitar, olhando para a porta do quarto e para a janela. Mel gesticula e lhe diz algo como "Esquece a porta e a janela!", mas ele se mostra discordante e lhe pede alguma coisa. Mel então toma a primeira atitude e tira resolutamente o top pela cabeça. Nelson tem um curto acesso de vertigem. É a primeira vez na vida que ele consegue ver os seios de Mel desnudos, e ele admite que valeu a pena esperar. Plenamente formados e feitos para encher uma mão, é um par de seios divinos, muito claros e ligeiramente cônicos, uma dádiva para os lábios ávidos de qualquer homem. Parecendo maravilhado, o rapaz põe a mão na cabeça e enfia os dedos no denso cabelo castanho que lhe chega ao pescoço. Em seguida, ele tira a própria camiseta e pousa uma mão em cada seio de Mel, procurando sua boca. Mas ela se afasta e volta à posição de cobrança, com as mãos na cintura. O rapaz se dá por vencido e torna a levar a mão à calça.

Inicialmente, Nelson não vê grande coisa porque o rapaz está de costas para a janela através da qual ele espia. Uma bela bunda masculina, sem mais, é tudo que ele vê no instante em que Mel é supreendida pela visão do sexo muito provavelmente armado do namorado. Ela o empurra para trás, pelo peito, o que os aproxima da janela, e olha atentamente. Como é bonito vê-la de seios à mostra! observa Nelson. O rapaz parece não entender bem o que ela pretende, faz um gesto com as mãos, depois estica-se todo, cruzando-as atrás da cabeça e limita-se a exibir-se. Nelson agora os vê de perfil. Lá, em plena luz e parecendo ignorar a existência de um último andar acima deles, ela o observa de perto, sempre sem tocá-lo. O rapaz lhe diz algo baixinho, ela grita num volume perfeitamente audível: "Eu não! Eca!" Uma proposta de felação e sua recusa imediata, conjetura Nelson. Visto assim, de perfil, o rapaz é magro, mas possui um belo membro de glande exposta, com bom diâmetro e ligeiramente curvado para o alto, que se mantém em plena ereção sem ser tocado. Nelson não pode evitar a curiosidade de saber o que Mel estará pensando nesse momento. Estará com receio? Sentindo-se não pronta? Ou apenas jogando para recuar os limites de tolerância dos dois à excitação? Como funciona a cabeça de uma jovem de dezoito anos nessa primeira vintena do século XXI, verdadeira era da informação que já deixou na poeira os famosos anos 70 e sua tão propalada liberdade sexual? As respostas ainda são incógnitas para Nelson, cujo filho pré-adolescente ainda brinca de carrinho e adora a companhia dos pais.

O jogo continua e Mel parece não permitir que o rapaz toque no próprio pênis. Muito excitado, ele quer empunhá-lo, mas ela afasta a sua mão, dando um pulinho, um gritinho e caindo na gargalhada sempre que ele faz que vai tocar-se. É o sexo na sua expressão mais lúdica, sem pressa, característico das faixas mais altas da sociedade, considera Nelson, que veio de baixo, "rala" como professor universitário e com muito custo chegou a comprar um apartamento na Zona Sul e não longe da praia. No seu tempo de início de juventude, sem lugar para ir com as meninas nem dinheiro para motel, tudo se passava às pressas, em carros emprestados ou no quarto de casa com a família toda vendo televisão na sala. Ali, a poucos metros dele, um casal brinca de sexo descontraidamente, divertindo-se com o tema que para ele sempre foi o mais ansiogênico. Ele observa Mel e seus seios, inebriada com o joguinho provavelmente inconsciente de retardar o prazer.

À certa altura, dá-se uma cena de carinho. O rapaz senta-se no parapeito e Mel vem aninhar-se entre suas coxas para abraçá-lo e beijá-lo. Temendo ser descoberto, Nelson procura o canto da janela. Mel acaricia as coxas do rapaz enquanto o beija ternamente na boca. Ele tenta repetidamente fazer com que ela passe uma mão para frente, mas ela insiste em ficar acariciando-lhe as coxas e o traseiro branco com ambas as mãos. Resignado, ele se limita a beijá-la. Eles se abraçam e beijam na janela até que Mel para e se afasta um pouco. "Agora! Vai, Melissinha! Não tortura o menino!" torce o Nelson, vendo-a ajeitar o cabelo, contemplando suas axilas depiladas e desejoso que ela vença o asco e seja mais incisiva. Ele a vê então pousar ambas as mãos sobre as coxas do rapaz e acariciá-las olhando fixamente para baixo, certamente contemplando o membro ereto. Ele se oferece, pondo as mãos no parapeito, mas ela ainda hesita, olhando para fora e rindo, como se tomasse coragem. Em certos momentos, ela parece olhar na direção exata da janela em que Nelson se encontra e ele recua com um sobressalto, ficando afastado por alguns segundos, todo nervoso e ofegante. Por fim, ela baixa lentamente a cabeça. Nelson não consegue ver o ato, mas infere que ela abocanhou-lhe o sexo, porque o rapaz reage levando imediatamente a mão à sua cabeça para acariciá-la gentilmente. De seu posto, Nelson pode ver as belas pernas da Mel despontando da sainha de tecido mole enquanto o tronco se move ritmadamente de alto a baixo e os seios roçam nas coxas do rapaz. O voyeur se livra do resto de roupa e entrega-se às delícias do prazer solitário.

Mel chupa durante dois ou três minutos, depois ergue-se, aponta com o dedo para a garganta fingindo ânsia de vômito e enxuga os lábios com as costas da mão, dando um riso estridente. O rapaz então puxa-a para si fazendo-a virar de costas e encostar-se nele. Ela recusa um pouco mas acaba aceitando. Com uma mão, ele acaricia-lhe os seios enquanto a envolve com o braço para mantê-la firmemente grudada a ele. Mel se esfrega como uma gata, apoiando-se nas coxas dele e oferecendo o pescoço ao beijo. "Como sempre, a excitação feminina exige tempo", conjetura Nelson, sentindo nos cinco dedos a rigidez e as pulsações do seu membro. O momento requer cautela porque a excitação é grande mas ele precisa retardar esse orgasmo ao máximo. Caso Mel viesse a conceder tudo que ele quer, seria lamentável ter escolhido o mau momento para o orgasmo.

O rapaz parece estar pronto para passar à etapa seguinte, mas Mel continua em seu joguinho de dar e tomar, de atiçar, de fingir que vai mas não vai. Ela se solta e fica brincando de dançar e cantarolar diante dele, em seguida dispara para dentro de casa deixando-o sentado nu no parapeito com a bermuda nos tornozelos. "Deu vontade de fazer xixi, foi?" diz Nelson em voz alta, dando uma risadinha. Vendo-se sozinho, o rapaz salta do parapeito, caminha até a estante e tira um livro. Nelson o vê do pescoço para baixo, com dois terços da bunda descoberta abaixo da borda da camiseta. Ele a julga branca e estreita, mas muito firme e bem feita, e isso evoca as suas experiências de garoto virgem, tempo em que não se recusava a autorização de algum colega mais permissivo para aliviar desejos prementes ainda não saciados pelas meninas. O nome de Neto lhe vem à mente. Neto, o porra-louca da turma, que se deixava penetrar às vezes por vários, que se revezavam até gozar nele, fazendo ranger as tábuas podres da casa abandonada do fim da rua. E um belo dia, a primeira menina aceitou carícias plenas, como diria o Chico, e tudo aquilo virou passado, e todos viraram homenzinhos, provavelmente até o Neto que ele nunca mais viu.

É Mel que interrompe essa torrente de lembranças voltando abruptamente ao quarto e colando-se à estante com os braços abertos e a cabeça para o lado, numa pose de dançarina de teatro de revista. Nelson a vê de frente, os seios desnudos e as coxas quase totalmente à mostra abaixo da minissaia de tecido frouxo. Ela finge zanga, apontando para a bermuda que o rapaz tornou a subir, depois emite um riso misterioso, como se tivesse feito alguma peraltice. Ele lhe pergunta o que é, quer agarrá-la, mas ela impede e começa a erguer e baixar a barra da sainha. Ele logo descobre que ela tirou a calcinha. Mel rodopia no quarto revelando um pequeno triângulo de pelos castanhos diante do olhar desorientado do rapaz que talvez tivesse imaginado algo mais convencional do que todo aquele show. Ela o chama para dançar, mas ele recusa, excitado demais para brincar. Ela o puxa pela mão; ele quer agarrá-la. Ela o empurra; ele se impacienta e vai sozinho até a janela olhar para fora. Mel então se aproxima e o agarra por trás, envolvendo-o carinhosamente pela barriga e parecendo dizer-lhe coisas no ouvido enquanto baixa a bermuda e a cueca, chutando-os para livrá-lo definitivamente da roupa. Agora é ele que explora o lado oposto do prédio. Mel aponta para alguns pontos da paisagem urbana e para alguns apartamentos forçando uma vez mais o pobre Nelson a afastar-se, apavorado com a possiblidade de ser descoberto.

Quando o voyeur volta ao posto, uma cena parece repetir-se diante dos seus olhos, mas não, ele se engana. Um dos dois está sentado no parapeito, mas desta vez é Mel, com o rapaz entre suas pernas. Cinco ou seis segundos bastaram para que Nelson perdesse o momento da penetração. Mas não importa, ele pode ver as pernas da menina elevarem-se, movendo-se ao sabor do vaivém que acaba de iniciar-se. Ele está dentro dela e eles se olham fixamente nos olhos, sem se beijarem. Pouco depois, ela o envolve gentilmente com as pernas, ajudando-o com pequenas pressões dos calcanhares. O coração aos pulos, Nelson dispara em direção ao armário do quarto de casal, pega o binóculo e volta ao seu posto. Ele chega a ver o tronco claro do membro que vai e vem entre os corpos, mas o medo é grande de ser descoberto, e ele acaba abrindo mão de assistir aos detalhes. Mel e o namorado exploram essa posição por alguns minutos, mas ela logo se cansa e o empurra para que saia dela e lhe dê chance de debruçar-se no parapeito em busca de um pouco mais de conforto. Em seguida, ele vem abraçá-la por trás, erguendo a sainha para colar seu membro duro na bunda agora desnuda. Mel sorri e sussurra alguma coisa que a Nelson parece ser algo como "vem" ou "mete". Retomando o binóculo, ele consegue ver nitidamente os bicos dos seios bem intumescidos de sua vizinha. Ele imagina o próximo encontro com ela no elevador, ela sorrindo por acreditar ter feito secretamente coisas que o fariam subir pelas paredes; ele sorrindo por saber exatamente do que ela está sorrindo. Apoiada com as palmas das mãos no parapeito baixo, Mel afasta as pernas para que o rapaz a penetre por trás. Assim que reencontra a entrada que ele acaba de deixar, ele a segura pela cintura e inicia o vaivém. Ela muda de ponto de apoio, preferindo a lateral da janela, o que dá a Nelson a plena visão da cena. Ele consegue ver perfeitamente as expressões faciais de ambos. O rapaz a penetra cochichando coisas em seu ouvido enquanto ela dá risinhos, oferecendo-se plenamente a ele, acariciando-lhe o flanco e a bunda, e virando-se toda pra beijá-lo na boca.

A escalada de excitação inquieta Nelson, que não consegue avaliar por quanto tempo mais vai aguentar sem um orgasmo. As janelas do Rio tem olhos, todo mundo sabe disso e muito provavelmente Mel e o namorado também. Eles sabem que podem estar sendo observados a partir de outros lugares, o que torna tudo tão incrivelmente excitante aos olhos do vizinho voyeur que ele é obrigado a parar de tocar-se e limitar-se a curtas agitações do membro, apenas para sentir a iminência do orgasmo. Ele tenta se distrair um pouco lembrando-se do que já pôde ver da janela ao longo dos anos em que mora nesse apartamento. Bem poucas foram as vezes em que ele assistiu a cenas completas de sexo, mas houve memoráveis trocas de roupa e cenas de nudez, por vezes longas e cheias de poses. Ele se lembra em especial da época em que louríssimas gêmeas idênticas ocuparam o apartamento do vigésimo-quarto andar, abaixo do de Mel, e que ele as via com frequência nuas, indo ou vindo, trocando de roupa, colocando camisolas, biquínis e até mesmo depilando-se. Um sem-número de vezes, a excitação era tanta que ele dava vazão ao orgasmo sem nem se preocupar com panos ou papéis, deixando-o fluir até a ejaculação na porção de parede abaixo ou ao lado da janela. Certa manhã em que ele voltava da rua com pão fresco, viu móveis no hall do prédio. Quando o elevador se abriu, as gêmeas exuberantes surgiram em meio a objetos e caixas de papelão. Essa mudança abalou Nelson a ponto de desinteressá-lo do seu hobby voyeurístico.

Mel parece ter gostado de fazer sexo agarrada à lateral da janela. Com um joelho no parapeito e empinando-se bem para trás, ela proporcionou ao namorado uma posição muito cômoda que eles exploram com afinco diante do olhar perscrutador de vizinho. Agora, o rapaz entra e sai dela com habilidade e vigor enquanto ela se acaricia energicamente, um seio e o rosto colados à esquadria cor de cobre. O ato cresceu em maturidade e as expressões de ambos são de puro prazer. Mel cobra velocidade e profundidade crescentes, puxando o rapaz para si a cada "vem" do vaivém. Ele se aplica, mas revela uma certa preocupação, talvez de não precipitar o orgasmo para não frustrá-la. Quando ele pára, ela protesta, mas em vão, e ele acaba saindo dela para ficar com o membro duríssimo a balançar livre. Mel quer pegá-lo, mas ele a impede. Como é dura a vida do garanhão! conjetura Nelson.

Eles não se largam mais. Ela quer chupá-lo quando ele se senta na cama, mas ele nega, provavelmente alegando estar à beira do orgasmo. Eles discutem um pouco e ele acaba aceitando penetrá-la de pé, enquanto ela se pendura em seu pescoço e lhe envolve a cintura com as pernas, trotando furiosamente. Obviamente, a posição não dura muito. Ela então o leva para a cama – um tanto fora do ângulo ideal para Nelson – onde os dois se entregam a um papai-e-mamãe demorado, mas novamente arriscado demais para o rapaz, que logo pede a ela que se sente em seu colo, de frente, depois de costas. E assim eles vão, alternando posições em cada metro quadrado do quarto, ainda que por dez ou vinte vaivéns cada uma. Nelson começa a perguntar-se em qual delas há de dar-se o orgasmo, já que eles não se concentram o suficiente. A mulher precisa de tempo investido numa mesma posição só, e isso Mel não está conseguindo obter até agora porque o rapaz se esquiva assim que o orgasmo se anuncia.

Após cerca de uma hora de brincadeiras contínuas, Mel diz alguma coisa ao namorado e ele tira alguma coisa do bolso da bermuda, no chão. São camisinhas. Nelson festeja: é a hora da verdade. Mel coloca uma camisinha no rapaz, mas se afasta dele e caminha até uma extremidade da cama, perfeitamente visível a partir da janela de observação. "O que será que ela vai aprontar?" pergunta-se o voyeur. Ela então senta-se junto à grade do pé da cama de estilo Art Déco, fala com com o rapaz mostrando-lhe alguma coisa, e os dois riem. Nelson se vê obrigado a recorrer mais uma vez ao binóculo. Quando ele o focaliza, vê Mel colocando uma segunda camisinha num tubo cilíndrico ornamental da cama, encimado por uma esfera. O rapaz parece aturdido ao seu lado, mas inegavelmente curioso. Mel então apóia um joelho na cama e, com muito cuidado, deixa-se penetrar pela esfera e parte do cilindro envoltos na camisinha. Em seguida, ela diz alguma coisa ao rapaz que vem também penetrá-la, por trás. Do seu posto, Nelson vê Mel voltada para a parede contra a qual a cama está encostada, a cavalo na grade dos pés da cama, e o rapaz penetrando-a de pé, por trás. Ela é cuidadosa, mas percebe-se que o cilindro a penetra até certa profundidade enquanto o rapaz lhe faz sexo anal suavemente. Nelson distingue alguns gemidos cujo tom revela claramente que aquele é o momento privativo da mulher, que lhe trará o prazer na intensidade desejada através da técnica específica descoberta por ela em suas explorações solitárias. Mel sabe de que modo atingir o orgasmo de maneira plena e, quando chega a hora, o namorado passa a ser um mero instrumento. Ela pede ao rapza que intensifique seus movimentos, ele obedece, ela geme forte, chegando quase ao grito. Nelson a vê jogar a cabeça para trás e sua bacia subir e descer, enquanto as mãos agarram firmemente a grade da cama que lhe passa entre as coxas. Subitamente, o rapaz entra em orgasmo, emitindo um "Aaah...!" que ela interrompe com um "Não tira!" praticamente berrado. Ele obedece e dois ou três segundos depois, ela ingressa num gemido contínuo e chorado misturado a gritos agudos e gemidos acompanhados de trancos que dão a Nelson a impressão de que ela vai dilacerar seu próprio sexo no tal ornamento metálico da cama. Seu namorado acaba retirando-se dela e o voyeur consegue ver o tubo de considerável diâmetro entrando e saindo do sexo de Mel, até sair por completo, envolto na camisinha branca. É nesse momento que o orgasmo de Nelson se desencadeia em vários jatos que ele não tem tempo de impedir e que vão uma vez mais parar na parede e escorrer até o rodapé. Logo em seguida, ele vê Mel atirar-se na cama e chamar o namorado para junto dela. Eles parecem adormecer juntos.

Nelson está estupefato. Ele jamais poderia imaginar que a vizinha que ele viu crescer pudesse ter atingido em tão pouco tempo um grau tamanho de sofisticação erótica. De hoje em diante, ele a verá com outros olhos. Não há dúvida de que Mel deixou a adolescência a léguas de distância para tornar-se uma mulher completa e pronta a incluir qualquer homem em sua dieta. Isso o enche de esperança e ele não vê a hora de encontrá-la no elevador para tentar arrancar-lhe algum indício, por menor que seja, dessa libido hipertrofiada que ele acaba de descobrir-lhe à distância.




O que ela prefere é a saia curta bem solta...

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