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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Como no Cinema

Quem não se lembra da deliciosa japonesinha surda-muda do filme Babel, aquela cujo pai presenteou um marroquino com uma arma que acabou ferindo gravemente uma turista americana preocupada com os dois filhos deixados nas mãos de uma babá mexicana ignorante e vulnerável arrastada para uma aventura pelo filho irresponsável? Interessada por um dos meninos do bandinho debochado, a menina japonesa acabou mostrando-lhe o "bicho cabeludo" ao abrir as pernas em plena lanchonete que eles frequentavam, você se lembra? Excitante, não? Pois é, a gente pensa que essas coisas só acontecem no cinema, mas não. Aí vai uma historinha que tem tudo para apimentar o fim de tarde de um aficcionado dos contos eróticos.

Eu tinha todo um itinerário a fazer, então resolvi tomar o metrô e ir diretamente até a estação mais próxima ao local do meu compromisso mais afastado – a Tijuca – para depois ir voltando. Fiz o que eu tinha que fazer na Conde de Bonfim e reentrei no metrô. Descendo a escada rolante, reparei num belo par de coxas todas de fora. A dona, uma morena de uns vinte e dois anos, estava usando uma minissaia de fazer parar o trânsito. Resolvi entrar no mesmo vagão que ela. Encontrando um dos poucos lugares vagos, ela sentou-se com a bolsa diretamente sobre as pernas, única proteção contra os olhares ávidos. Fiquei de pé observando, mas não de muito perto. Ela saltou na estação Uruguaiana e eu fui atrás, impressionado com a desinvoltura com que ela entrou na escada rolante, certamente consciente de que muitos tentavam olhá-la por baixo da saia. Já na rua, ela entrou numa farmácia, comprou umas coisas, depois saiu. Muitos homens se viravam para olhar para trás e alguns comentavam, mas ela seguia em frente parecendo não se importar. Parando ao seu lado nas poucas vezes em que ela parou para olhar vitrines, consegui alguns dos melhores "upskirts" da a minha coleção de fotos de voyeur. Bem iluminadas devido à saia curta, vê-se perfeitamente a calcinha vermelha literalmente "espremida" entre os gomos deliciosos da bunda perfeita. Continuei seguindo-a até vê-la entrar na fila de uma casa lotérica, jogar e tornar a sair. Quando pensei que fosse o fim e que iríamos nos separar, tive uma agradável surpresa: ela voltou para o metrô e tomou a direção Zona Sul.

O movimento era grande na estação, portanto não me preocupei mais em estar fora do seu campo de visão; sentei-me ao seu lado, oposto pelo corredor do vagão. Pelo canto dos olhos, eu podia ver inteiramente a sua coxa esquerda e a bolsa estrategicamente pousada no colo para não revelar a calcinha a algum engraçadinho que a observasse de pé diante dela. Eu tinha que saltar na estação Carioca para ir pegar uma encomenda na Leonardo Da Vinci. Cheguei a hesitar entre o livro e o corpaço, mas resolvi adiar o compromisso e fiquei no metrô. Por sorte, ela saltou no Largo do Machado, e eu fui atrás. Desta vez, ela subiu a escada tentando se proteger com a mão dos olhares de quem subia atrás, mas era inútil, viam-se as polpas deliciosas no final das coxas e eu cheguei a ver num relance a calcinha vermelha entre elas. Segui-a a uns dez metros de distância. Ela entrou numa galeria e se dirigiu até o porteiro, que indicou o elevador. Mais que depressa, precipitei-me nele ao mesmo tempo. Pela primeira vez, pude até sentir o seu perfume. Ela saltou na sobreloja comercial e foi até um salão de beleza. Aparentemente, ela ia fazer as unhas ou algo assim. Andei para lá e para cá até vê-la instalada num a cadeira com a pedicure aos seus pés. Calculei que eu teria tempo para ir voando até o Catete pegar um despertador no conserto na relojoaria de um senhor que é amigo de infância do meu pai. Não há santo que o faça mudar de relojoeiro, mas eu sou o filho santo que vai até lá buscar as coisas que ele manda consertar por defeitos imaginários ou limpezas desnecessárias. A loja não fica longe do Largo do Machado; em quinze minutos eu estaria de volta.

Quando voltei, me dei conta da sorte que eu tive. O mulherão da minissaia vinha saindo da galeria, de unhas feitas – vermelhas – na sandália de couro de um palmo de altura. Passei por ela, dei meia volta logo atrás e continuei a segui-la. Ela foi a pé em direção ao Flamengo. Aproveitei para fazer mais uma série de tomadas de "upskirt", algumas realmente sensacionais que mostram o alto das coxas e a calcinha toda enfiada na bunda linda. Ela caminhou um pouco e entrou no restaurante Lamas. Será que ela ia almoçar? Eram três da tarde, tudo era possível. Mas não, ela namorou uns doces no balcão, perguntou ao sujeito se podia ir comer lá dentro com um café e entrou. Os homens ficaram indóceis; só faltaram brigar para servi-la.

Entrar ou não entrar, eis a questão! Vasculhei os bolsos à procura de dinheiro e consegui encontrar quinze reais. Devia ser suficiente para um doce, um café e a gorgeta. Resolvi sentar e procurar um lugar que me permitisse ter um ângulo interessante. Não seria difícil a essa hora e num dia de semana, pensei. Acabei conseguindo um lugar que me permitia vê-la em diagonal. Mas era frustrante porque as mesas do Lamas têm longas toalhas brancas; não se viam nem as perns do mulherão. Para espanto meu, ela remexeu na bolsa, tirou um livro de bolso e folheou enquanto comia o doce e tomava seu espresso. Comecei a perceber que eu a olhava sem muito receio, talvez porque segui-la há mais de uma hora a tivesse tornado familiar. Me pareceu normal estar por perto. Ela atendeu ao celular, depois deu uns dois telefonemas e voltou ao livro. Continuei confiante, arriscando espiadas frequentes, lamentando um pouco que a saia fosse mais sexy que a blusa, mas achando aquilo tudo muito emocionante. Era a primeira vez na vida que eu me dispusera a seguir alguém. À certa altura, ela ergueu o olho e seu olhar incidiu diretamente no meu.

A coisa durou uma fração de fração de segundo, mas foi o suficiente para me fazer virar bruscamente a cabeça para o prato, onde a minha torta alemã amolecia, intocada. Enquanto eu dava uma primeira garfada, a gostosa voltou ao celular e falou da pedicure com uma tal de Léa que me pareceu ser bem íntima. Quando me senti seguro novamente, arrisquei outra olhada, depois mais outra, até ser novamente surpreendido por ela. Não havia mais dúvida, eu fora descoberto. Ela não sabia que estava sendo seguida por mim - isso não - mas sabia que ali, naquele restaurante, eu a estava observando. Eu não queria entregar os pontos, me levantar e ir embora depois de tanto trabalho. Voltei a pensar nas coxas maravilhosas, livres e frescas sob a mesa protegida e isso me deu coragem de prosseguir. Continuei dando minhas olhadelas, consciente de que ela percebia algumas delas. Foi então que aconteceu o inimaginável.

Eu bem que percebi uma atitude estranha do seu corpo. Ela como que se inclinou para o lado e para frente, depois fez uns dois ou três movimentos para baixo, como se coçasse uma perna. Observei isso tudo e, mais uma vez, ela me pegou em flagrante. Mas dessa vez, as coisas não se passaram como antes. Ela retomou a leitura, mas notei que sua perna surgiu por fora da mesa e da toalha imaculada. Olhei melhor e topei com os seus olhos por cima do livro. Desta vez, tomei coragem e não desviei a cabeça, sabendo que dali em diante tudo entre nós era absolutamente consciente. Limitei-me a sorrir e fiz um lento sinal com a cabeça, apenas para assegurá-la de que ela não estava diante de um cafajeste. Ela então virou-se um pouco mais na minha direção e foi então que adivinhei que algo de muito raro estava para acontecer. Quando baixei os olhos para ver sua cadeira, ela puxou a minissaia para trás até deixar-me descobrir o que eu jamais teria imaginado acontecer ali. Na mesma hora veio-me a lembrança dos movimentos estranhos que ela fizera há pouco. Era isso! Sentado a uma distância de cerca de cinco metros dela, eu via claramente sua coxa desnuda ultrapassando a toalha branca e, bem no fundo, a fenda sombria entre um par de lábios morenos e carnudos. Ela voltara ao livro e fingia ler enquanto presenteava o voyeur como se premiasse a si mesma por tê-lo descoberto.

Eu podia contemplá-la o quanto quisesse. Estava lá, exposta só para mim. Quando um garçom despontava em seu campo de visão, ela fechava a perna ocultando-a sob a mesa, depois tornava a abri-la, voltando a ler e olhando-me por cima do livro. A etapa seguinte foi o toque, depois as carícias, e pude ver seu rosto mudando ao sabor da excitação. Estimulada pelos meus sorrisos e meneios de cabeça, ela acabou separando os lábios com o indicador e o médio, exibindo-me a vulva de um rosa vivo e brilhante. Minha excitação foi a mil.

Mas o que fazer? Eu não me sentia à vontade para exibir-me também. Minha mesa, ao contrario da sua, ficava no meio da sala; eu não  tinha o menor controle sobre quem podia ver-me por trás. Apontei sutilmente para os banheiros com os olhos, mas ela fez que não. Em seguida, apontei para a sua mesa para sugerir que eu poderia ia até lá, mas a resposta foi mais uma vez negativa. Eu teria adorado mostrar-lhe a minha ereção, mas o risco era grande e ninguém quer ir parar numa delegacia por exibicionismo. O show prosseguia com a masturbação explícita. Ela pôs-se a acariciar o entrelábios com dois dedos e não se furtou a introduzi-los na vagina, revirando os olhos como se fosse ter um orgasmo. Comecei a me odiar por falta de iniciativa. Eu estava diante de uma mulher atraente e visivelmente excitada, mas não tinha dinheiro nem lugar onde levá-la! Sem deixar de olhá-la, tentei desesperadamente encontrar uma idéia, imaginar uma possibilidade, ainda que remota, de levá-la para a cama.

Mas fui lento e ineficaz. Logo a vi  fechar a perna e refazer os movimentos estranhos que agora eu sabia serem os de recolocar a calcinha vermelha. Meu coração parecia querer sair pela boca quando ela pediu a conta. Olhei desesperado para ela, que sorria e meneava a cabeça como se dissesse: "Coitado!" Pedi a conta ao mesmo garçom e preparei o espírito para tornar a segui-la, mas agora totalmente em segredo. Ela então tirou algo da bolsa – uma caneta – e escreveu num pedaço de papel, que ela deixou na mesa depois que o garçom trouxe o troco e levou a gorgeta. Ao levantar-se, ela olhou para mim e olhou para o tal papelzinho, dando-me a indicação de lê-lo. Assim que ela se afastou, precipitei-me até lá. No verso de uma notinha de farmácia, ela rabiscara algumas coisas, dentre elas a palavra "travessia". O resto era ilegível.

Que diabo ela queria dizer com isso? Para que escrever uma mensagem indecifrável? Não teria sido mais simples deixar um número de telefone? E meu garçom não voltava com o troco, que era pouco mas que eu não queria deixar lá. Sem sair do restaurante, fui olhar para fora para ver que direção ela tomara. Para desespero meu, ela acabara de entrar num taxi. Agora era ela que estava brincando comigo e aquilo estava me deixando louco. Enfim, meu mísero troco chegou e eu saí do Lamas. Só me sobravam créditos de metrô. Perambulei um pouco pela calçada pensando na reviravolta que o meu joguinho erótico sofrera. As imagens da garota da minissaia eram mais nitidas na minha mente do que as da rua nas minhas retinas. As coxas, as fotos, a calcinha vermelha, a mão acariciando o sexo depilado... As imagens se alternavam deixando-me transtornado. Tirei a notinha do bolso e recomecei a ver os rabiscos. Olhando melhor, me pareceu haver uma frase curta iniciada por "Vou na..." em seguida havia uma palavra parecida com "travessia" ou algo próximo, numa caligrafia bem mais legível, e por fim algo semelhante a "limo". Uma das palavras intermediárias era vital à compreensão. Parei e me concentrei totalmente. Refiz o itinerário dela e reconstituí tudo que eu vira até o restaurante. A última imagem era a da leitura fictícia, olhando-me por cima do livro... O livro! Foi aí que tive o estalo. Reli o papelzinho e meu cérebro cuidou de preencher as lacunas. Ela havia escrito, em mau português: "Vou na livraria da Travessa devolver um livro." Fiquei como um louco, para lá e para cá sem saber o que fazer. Por fim, resolvi voltar ao metrô e tocar para Botafogo, dizendo "seja o que Deus quiser" para os meus botões.

"Livraria da Travessa", li praticamente em voz alta. Passei pela bela porta envidraçada e entrei, já sentindo o perfume inebriante dos milhões de páginas novinhas em folha. À primeira vista, não a vi, então pus-me a procurar com afinco, mas discretamente. Não era pelo fato de ter um bilhete seu que eu me autorizaria a me comportar como se tivéssemos passado a noite juntos. Ela não estava nos caixas. Talvez já tivesse devolvido o livro e estivesse procurando outro. Atravessei a sessão dos best-sellers e fui explorar o fundo da loja. Sessão infantil, línguas, novelas inglesas... Nada. Passos na escada metálica me lembraram da existência do segundo andar e quando me encaminhei para ela, adivinhe quem vinha descendo?

Parado com o pé no primeiro degrau, senti meu rosto ferver e imaginei minha brancura sendo tingida de vermelho sangue, fenômeno que me ocorre desde a mais tenra idade. Eu não sabia se devia subir a escada, recuar, olhar para ela ou me desculpar e virar as costas. Mais uma vez, foi ela que deu o rumo. "Atravessa", disse ela, com uma voz suave, saindo da escada e apontando para fora da loja.

Atravessar? Para quê? Se nós nos encontramos e ela ela me dirigiu a palavra, para que continuar a brincar? pensei, quase impaciente. Mas quem entra na água tem que se molhar, então resolvi continuar no jogo. Até que fazia sentido porque atravessando a partir da Livraria da Travessa, a gente dá de cara com o cinema cult de Botafogo. Então atravessei e esperei. Minutos depois, ela surgiu na minha frente dizendo "Guichê, guichê!" com voz cantarolada. Não tive alternativa:
– Juro que estou sem um puto, disse eu, quase chorando.

Foi como um balde de água fria. A garota me pareceu ter dois metros e me olhar lá de cima. Me senti decrescer enquanto ela já olhava em volta, provavelmente tentando se lembrar do próximo compromisso. Desesperado, supliquei ao meu cérebro que trabalhasse rápido e bem, e em meio segundo veio-me na tela da mente a imagem de um conhecido que trabalhava no café Estação. "Espera dez segundos, por favor!" supliquei, já saindo em disparada. Pude ouvi-la respondendo, numa vozinha irônica: "Nove, oito, sete..."

Acho que jamais agi tão rápido em toda a minha vida. Em menos de um minuto, fui até o café, pedi ao Zeca dinheiro emprestado até o dia seguinte e voei de volta à calçada.
– Pronto. Pode escolher o filme! eu disse, ofegante, mas todo orgulhoso.
– Qualquer um, foi a resposta.

Não valia a pena ver nada de novo e espetacular porque adoro cinema e isso poderia me distrair. Como era uma quinzena do cinema francês, escolhi Pauline à la Plage, que adoro, mas já vi mil e seissentas vezes. A garota da minissaia ignorava a existência de Eric Rhomer, mas a essa altura do campeonato, não estava dando a mínima bola para o filme. Caminhando ao lado dela em direção à sala, tive a minha primeira sensação de alívio.

Fomos tacitamente para um dos cantos do fundo e ela nem se deu o trabalho de cruzar as pernas ao sentar. Ela sabia que a primeira coisa que eu faria seria travar conhecimento com as suas coxas desnudas.
– Ai, que gostoso! Ar condicionado enfim! exclamou ela, erguendo o cabelo da nuca com ambas as mãos para refrescá-la ao mesmo tempo que as axilas perfeitamente depiladas, e já abrindo as pernas para dar liberdade à minha mão, que pousei sem hesitar bem no meio delas.
– Eu estava louco para tocar nessa bucetinha linda, cochichei, aproximando-me para dar-lhe um beijo no pescoço.
– Eu vi que você gostou dela. Estava toda molhadinha lá no Lamas.
– Eu queria te mostrar o meu pau, mas não tinha jeito.
– Eu sei, ali estava difícil. Foi por isso que atraí você para cá. Mas eu estava doidinha para trepar.

Não precisei dizer nada para que ela abrisse a o meu cinto, a calça e procurasse meu pau na cueca.
– Nossa, já está pronto!
– Há muito tempo! Acho que ele está duro há umas três horas!
– Três?! A gente acabou de se conhecer! disse ela, virando-se mais para mim e espalhando a baba pelo pau todo enquanto o filme começava.
– Ah, deixa pra lá, disse eu, sabendo que ela não daria continuidade a assunto nenhum nesse momento.
– É, vamos aproveitar. Ele está todo molhado.
– E doido para ficar mais molhado ainda, respondi, numa sugestão implícita.
– Verdade? Então vou fazer um agradinho nele.

Ela mergulhou no meu colo e abocanhou sem medo e sem o menor sinal de nojo o meu pau completamente encharcado. Como uma profissional, ela deu uma ou duas chupadas fortes e cuspiu no chão do cinema, depois se entregou a uma estupenda felação, sugando intensamente e engolindo sem hesitar. Enquanto isso, eu acariciava sua coxa até a bunda, resvalando as pontas dos dedos na xana por fora da calcinha.
– Que pau gostoso, tão grossinho!
– Dezoito por cinco e todinho seu, ofereci, orgulhoso.

Ela veio cochichar no meu ouvido, trocando momentaneamente a boca pela mão e chegando a calcinha para o lado para me dar a chance de mergulhar os dedos na xana escaldante e encharcada.
– Fode a minha bucetinha com o dedo, vai, disse ela, forçando bem a calcinha para o lado e fazendo movimentos de pélvis enquanto me tocava uma punheta lenta mas firme com a outra mão.
– Será que dá jeito de trepar aqui? Vem para o meu colo, vem.
– Nossa, será? É arriscado!
– Qualquer coisa a gente disfarça. Não tem ninguém nessa fileira. Vem, anda! sussurrei, ansioso.
– Espera.

Ela então tirou a calcinha vermelha, pôs na bolsa e passou cuidadosamente para o meu colo, apoiando-se com as duas mãos na cadeira da frente. Meu pau pulsava duríssimo entre suas coxas, resvalando a xana. Ela se estimulou mais um pouco com isso, bem sentada no meu colo, depois, com uma uma empurradinha hábil, encaixou a cabeça do meu pau na entrada. Só precisei de uma ajeitada para que ele mergulhasse fundo e experimentasse pela primeira vez o aconchego da gruta escaldante. Ela então soltou lentamente o peso do corpo para não fazer barulho e me deixou encaixado enquanto rebolava suavemente. Não podíamos nos mover muito para não chamar a atenção, então aproveitei para acariciar suas coxas abertas dos dois lados das minhas e percorrê-las até o alto para descer um pouco e encontrar o clitóris. Quando comecei a esfregá-lo com o dedo, a garota se agitou um pouco e parei, com receio. Mas ela logo pegou minha mão e me fez continuar, ficando absolutamente quieta como se prometesse ser capaz de chegar ao orgasmo mais intenso sem fazer o menor ruído. Ao mesmo tempo, meu pau deslizava em sua buceta alagada, cujo calor em contraste ao frio da sala multiplicava por dez as minhas sensações. Ele pulsava em resposta às contrações vaginais cada vez mais frequentes que ela produzir com perfeita mestria.

Eu estava confortavelmente recostado e queria experimentar puxá-la para mim para acariciar seus seios por baixo da blusa. Sem o menor ruído, ela  deixou-se vir e recostou-se completamente no meu corpo. Pude então invadir sua blusa e erguer o sutiã até libertar os seios redondos que encheram minhas mãos.
– Seu louco! cochichou ela, enfiando-me a língua na orelha enquanto eu começava a massagear-lhe os peitos e torcer de leve os mamilos entumescidos.

Ela relaxou o corpo sobre o meu, tomada pela excitação, e isso me encheu de desejo de levá-la ao orgasmo. Abandonando um dos seios, voltei ao clitóris e passei a esfregá-lo com força. Penetrada e estimulada por mim em duas zonas altamente erógenas, ela não tardou a começar a respirar forte, a ficar ofegante e a mover-se menos discretamente sobre mim. Preocupei-me, mas já não me era possível interrompê-la. Com uma contração muito contida do corpo inteiro seguida de uma série de espasmos que ela controlou da melhor maneira possível, ela pôs-se a gozar violentamente, masturbando-se e chegando a premer meu saco com a mão inteira, como se isso me fizesse penetrá-la ainda mais. Eu poderia ter permitido que o meu próprio orgasmo se desencadeasse naquele momento, mas teria sido catastrófico e seríamos expulsos do cinema. Uma ou duas pessoas já se haviam virado para olhar-nos, imaginando provavelmente o que estava acontecendo. Se um de nós gemesse ou expirasse com força, seria o desastre. Sendo assim, procurei ficar o mais imóvel possível até que o orgasmo dela cessasse.

Ela permaneceu sobre o meu corpo, lânguida e ofegante, durante dois ou três minutos, antes de sair cuidadosamente do meu pau, ainda extremamente duro, e voltar ao seu lugar. Eu não tinha a menor dúvida quanto à etapa seguinte. Virei-me o máximo possível para ela e senti meu membro uma vez mais empunhado e abocanhado, desta vez muito intensamente, para levar-me ao orgasmo. Ela me masturbou firmemente enquanto envolvia a minha glande com os lábios, sugando-a. Extremamente excitado, gozei brutalmente, em jorros fortes e copiosos que ela ia engolindo tão-logo. Meu desejo era de berrar naquela sala escura, mas tudo que eu fiz foi crispar meus dedos em sua cabeça e forçá-la para baixo. Quando terminei de me esvair em sua boca, ela ergueu a cabeça e pude ver seu olhar ainda desvairado pela intensidade dessa última felação. Ela lambeu os lábios para recolher o esperma residual e engoliu sorrindo, olhand-me bem. Que rosto bonito! Em seguida, ela procurou um pacotinho de lenços na bolsa, abriu, tirou um e passou pela vagina antes de tornar a vestir a calcinha diminuta, puxando-a bem para trás. Pude tocá-la mais uma vez, sentindo o relevo dos lábios através do tecido fino. Em seguida, subi cueca e calça que tinham ido parar nas canelas. Antes de guardar meu pau, ainda longo e inchado, mas já amolecido, ela curvou-se mais uma vez sobre o meu corpo e o beijou, dando-me em seguida um estalinho bem-humorado.

Assistimos ao filme até o fim, mas ela não entendeu por que dar importância a um tema como o de Pauline à la Plage. Ela achou os personagens bonitos, o jovem casal protagonista muito sensual, mas limitou-se a esse tipo de observações porque de resto, tudo lhe pareceu enfadonho e corriqueiro. Quando saímos, o que menos contava era o filme. Eu ainda tinha dinheiro que o meu amigo emprestou e fomos terminar a tarde na cafeteria do cinema, servidos por ele, que teve a prova de que eu não estava inventando nada. E nosso último diálogo é digno de um Estação.
– Eu já perguntei teu nome, disse ela?
– Não, e nem eu, respondi, achando graça.
– O meu é Paula.
– E o meu é Silvano. Que coincidência, não é!
– Coincidência? Por quê?

– Ah! Deixa pra lá!

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