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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

A Vingança

Na semana passada, tive que faltar a um dia de trabalho, mas eu não queria perder a remuneração correspondente a oito horas, portanto pedi ao meu chefe para repor essas horas no fim de semana. Ele concordou e fui trabalhar no sábado, sem saber que ele me reservava a maior surpresa de toda a minha vida.

Sempre fui sociável, mas pacato e, no trabalho, extremamente respeitador, o que tem me valido a amizade e confiança dos colegas. Não sou de mexer com as mulheres, por mais jovens e atraentes que sejam, no ambiente profissional em que passo um terço do meu dia, e evito os assuntos eróticos com os colegas homens durante o expediente. A prática me ensinou a ser "politicamente correto" no trabalho, para evitar problemas.

Ocorre, no entanto, que no sábado passado, ao chegar à sala onde trabalho, avistei, em meio ao mar de computadores, um deles ocupado por ninguém menos que a "Vênus" da nossa equipe. Mal pude acreditar nos meus olhos quando topei com o rosto lindo da Silvana voltado para mim, todo sorriso.
– Pedro?! Também veio fazer hora extra?
– Oi, Silvana! Na verdade, não é bem hora extra; vim repor horas não trabalhadas.
– É verdade, você faltou na quinta!
– Pois é. Deve ser estranho passar o dia aqui sozinho.
– Horrível! Ainda bem que você chegou; já estava me dando sono. Se eu soubesse o que era a informática na prática, teria ido para a área humana! Ô trabalho soporífero!
– Haha! O pior é que você tem razão; a gente se ilude aos dezoito, achando que vai amadurecer querendo isso, mas é falso. Eu teria dado um ótimo antropólogo ou sociólgo. Bom, vou usar o computador do teu lado, assim a gente papeia de vez em quando.
– Então vem! Vamos tornar esse sábado menos "mecanóide".

Assim que me acomomdei ao lado dela, reparei que contrariando o código vestimentário da empresa, Silvana estava usando uma minissaia absolutamente "indecente" que deixava suas coxas à mostra até quase a altura da calcinha.
– Você não está com frio com esse ar condicionado? perguntei, sabendo que ela entenderia a alusão.
– Haha! Eu pensei que estaria sozinha e resolvi vir já vestida para a festa a que eu vou depois. Sei que está meio curto, mas não repara não, está bem?
– Relaxa! A gente já passa a semana toda se policiando, não é mesmo?
– É verdade, isso aqui parece um mosteiro, com tanto nerd! Bom, mas vamos trabalhar, senão vão dizer que a nossa produtividade cai no fim de semana, e se eu gostar não vou poder repetir.

E trabalhamos com afinco das 9h às 13h, quando Silvana largou o teclado e se virou para o meu lado.
– Você não vai almoçar? Estou morrendo de fome.
– É, eu também. Vamos encarar esses sanduíches?
– Haha! Vamos lá.

Caminhando ao lado dela pelos corredores até a cantina, me senti em companhia de uma mulher nua, de tão curta que era a tal minissaia. Eu podia sentir o calor das coxas da Silvana nas costas da mão. Chegando na cantina, ela foi direto até o micro-ondas, que fica no alto, e pude vê-las inteiras, até as polpas da bunda tão saliente que erguia a parte de trás da saia. Quando ela se virou, me surpreendeu olhando-a e deu um sorrisinho malicioso.
– Está faminto, hein, Pedro!
– Pois é, respondi, meio sem jeito, já abrindo meu pacote com um sanduíche de peito de frango.
– Vamos sentar ali, que tem vista para fora? ela propôs.
– Boa idéia.

Nos sentamos lado a lado olhando para a imensa vista que vai do aterro do Flamengo ao Pão de Açúcar. Quando eu olhava para Silvana, via seus seios por dentro da blusa de botões negligentemente abertos. Ela sabia perfeitamente que eu estava excitado por estar a sós com ela, mas limitava-se a sorrir e a continuar conversando e comendo. Falamos de amenidades, do trabalho, da carreira e da vida no Rio, cada vez mais cara. No final, ela propôs de tomarmos um café e eu disse que era por minha conta. Fui até a máquina providenciar e quando voltei, Silvana estava sentada sobre uma das mesinhas da cantina, de frente para a porta por onde voltei.
– Foi rápido!
– Não sei se você queria o forte, então peguei um médio.
– Acertou en cheio! disse ela, estendendo a mão para pegar o copinho que entreguei.

E tomamos nosso café assim, ela sentada na mesa e eu de pé a poucos centímetros das suas coxas alargadas pela pressão contra o tampo. Como estávamos sozinhos, o tempo parecia não ter passado; ainda tínhamos mais de meia-hora de almoço para gastar.
– Quer ver uma coisa incrível, Paulo? perguntou ela, com ar misterioso.
– Claro! O que é que é?
– Vem comigo.

Caminhando na minha frente, Silvana saiu da cantina, percorreu o longo corredor que leva à sala de reuniões, virou à esquerda, passou pelo hall dos elevadores, abriu uma porta por onde eu só vejo entrarem os figurões do departamento e nos vimos num outro corredor, desta vez de concreto aparente, sem qualquer decoração.
– Para onde você está indo? perguntei.
– Você vai ficar de boca aberta. Vem!

Percorremos o tal corredor e, no final, ela abriu outra porta que dava para o que parecia ser o esqueleto do prédio, com pilares e paredes de concreto e mais duas portas ao fundo.
– Eu nem sabia que existia isso aqui!
– Você ainda não viu nada!

Ela abriu uma das portas e entramos num tipo de futuro closet, com prateleiras e gavetas de cada lado e longas hastes  no alto, provavelmente para pendurar cabides. No fundo, outra porta.
– Olha isso, disse a Silvana abrindo a porta.
– Que loucura de lugar é esse?

Acredite o leitor, era literalmente uma suíte de motel moderníssima, pintada em cores sensuais, com uma cama enorme, piscina e espelhos por todo lado, até mesmo no teto.
– Bem-vindo ao paraíso da diretoria!
– Como é que você conhece isso aqui, Silvana?
– Adivinha!
– Não vai me dizer que você já...
– Nunca pergunte a uma mulher não muito qualificada como ela conseguiu um bom emprego rápido, Pedro!
– Haha! Mas você é ótima profissional.
– Ótima, mas debutante. Enquanto tem homem na fila, não tem chance para mulher no meu caso.
– A não ser que...
– Exatamente.
– Posso saber com quem foi?
– Aí não, né, Pedro!
– Tudo bem, desculpa. Foi só uma curiosidade passageira.

A suíte era primorosamente decorada. Tinham pensado em cada detalhe para que os momentos passados nela fossem inesquecíveis. Literalmente inesquecíveis, porque a parede espelhada por trás da cama dava a impressão de que nem tudo ali ficava entre quatro paredes.
– Tenho certeza de que me filmaram por ali.
– É, devem mesmo. Se você pisar na bola, dança.
– É o preço a pagar.

A imagem da Silvana era complementar ao cenário. Me senti em companhia de uma garota de programa apresentando a suíte ao cliente. Ela parecia à vontade, sem ressentimentos por ter passado por ali como pré-requisito ao emprego. Ela se curvou para brincar com a água da piscina e pude ver as polpas da bunda morena. Aquele lugar foi me dando água na boca, como a alavanca ao rato de Pavlov.
– Foi bem aqui, nesta camona, disse Silvana, sentando-se e pulando na imensa e fofa cama king-size redonda.
– Ele era competente, pelo menos? perguntei.
– Acostumadíssimo! Me senti com um profissional do pornô.
– Te fez entregar o ouro todo, imagino.
– E como! Não sobrou nenhum poro livre para contar a história!
– Uau! E você saiu daqui se sentindo como?
– Me sentindo uma puta, o que mais? Mas eu precisava do emprego mais do que tudo e banquei a forte até o fim.
– Mas ele foi grosseiro com você?
– Não, não. Quando a mulher consente, recebe tratamento de rainha!
– E você não reagiu.
– Modéstia à parte, deixei o cara boquiaberto.
– Demorou quanto tempo, Silvana?
– Umas duas horas.
– Oral, anal, tudo?
– Oral, anal e muito mais. O preço é alto e a garantia é vitalícia.
– Como assim? Você teve que voltar?
– Tive, não: tenho, e assim que ele me chama.
– Caramba, Silvana! Será que vale a pena?
– Por enquanto está valendo porque preciso demais do emprego e...
– Ele te gratifica pelos encontros.
– Exatamente.
– Uau! Te confesso que só ouvi falar que essas coisas aconteciam. Será que alguns dos caras do nosso departamento transam com alguma diretora?
– Haha! Quem sabe? A Vera até que não é de se jogar fora, não acha?
– É verdade! Um mulherão! Mas acho que isso de transar para ganhar emprego é privilégio feminino, Silvana.
– Sei não, Pedro. Tem de tudo nesse mundo.

Silvana entrou no banheiro da suíte, abriu a porta deslizante do imenso box e ficou parada, olhando.
– Aqui é o "matadouro". É a parte mais difícil para mim, mas ele faz questão absoluta.
– Não tem como evitar? perguntei, sem mencionar detalhes.
– Que nada! É o principal para ele, como se todo o resto não passasse de preliminares para o momento em que a gente entra nesse chuveiro. Aqui, eu recebo o golpe de misericórdia.
– Você não gosta, nem com namorados?
– Não, até que gosto, mas com ele, terminar assim me faz sentir claramente que estou me prostituindo pelo emprego. Ele faz o que tem que fazer e me dá uns dois minutos para tomar banho e sair da suíte. Quando eu passo pelos corredores, voltando para a nossa sala, tenho vontade de me atirar pela janela e sumir, de tanto ódio e vergonha pela humilhação.
– Você tem que vencer isso, Silvana, e pensar que está sendo por uma causa que se justifica no momento.
– É, atualmente dependo desse salário para viver.
– E nem sempre foi assim?
– Não! Me casei aos dezenove com o filho de um empresário, passei a lua de mel em Amalfi, tive uma casa linda, carros, viagens, jóias, todo o bem estar do mundo. Mas como tudo o que é bom dura pouco...
– Ele te traiu?
– Haha! Quem dera! Seis meses depois do casamento, ele se virou para mim e disse que o casamento era uma fachada para uma relação que ele tinha com uma mulher de trinta e seis anos; ele tinha vinte e três. Arrumei minhas coisas na frente dele e fui embora, para a casa do meu único irmão solteiro.
– Caramba! Que história incrível.
– Pois é, e faz cinco anos que estou tentando reconstruir a minha vida. Meu irmão me emprestou dinheiro para terminar a faculdade de informática, mas, como você vê, o diploma não bastou para arrumar um bom emprego.
– Logo, logo, você não vai mais precisar disso, Silvana. Você tem valor e sabe disso.
– É, também sou otimista.

Tínhamos saído do banheiro e Silvana voltou a sentar-se na cama. As coxas ligeiramente entreabertas deixavam ver a calcinha clara no fundo e não pude deixar de arriscar uma olhadela entre elas. Tudo parecia ideal para uma boa sessão de sexo e eu estava me sentindo extremamente propenso. Rodei um pouco pelo quarto e comecei a me perguntar se seria recíproco, se ela estaria esperando alguma atitude da minha parte ou se dentro de um minuto nós sairíamos dali para voltar ao trabalho. Resolvi continuar a falar.
– Você acha mesmo que ele filma tudo, Silvana? perguntei, olhando para a parede espelhada junto à cama.
– Acho sim. Aposto que atrás desse espelho tem uma câmera. Só espero que toda diretoria não saiba que eu trepo com ele.
– E você acha que só ele faz isso, Silvana? Claro que ele não é o único! Não dá para esconder isso, aqui. Pelo menos a cama é confortável! brinquei, para descontrair.
– Ah, conforto é o que não falta! E toda vez tem vinho, queijos, frutas... Se eu não soubesse que é um "toma lá, dá cá" eu me sentiria até mimada.

Ela disse essa última frase soltando um suspiro lânguido e deitando-se na cama enorme, com as pernas para fora. Não pude deixar de olhar mais uma vez para as lindas coxas morenas contra o fundo claro da colcha. Silvana parecia saber que aquilo estava sendo uma tortura para mim, mas limitou-se olhar-me e sorrir. Me aproximei, ela fechou as pernas, mas eu conseguia ver a calcinha na convergência delas. Nós sorríamos um para o outro, mas meu repertório se esgotara e eu não sabia mais o que dizer. Restavam-me duas alternativas: ficar ali olhando para ela ou propor que fôssemos embora. Optei pela primeira alternativa e quem me surpreendeu foi ela.
– Você não imagina como eu gostaria de me vingar.

Quando o que ela disse se articulou no meu ouvido e tomou sentido, tive tudo menos presença de espírito. Caí na gargalhada. Silvana riu um pouco junto comigo, mas logo parou e, sem se levantar, abriu convidativamente as pernas e jogou os braços para trás. Era sem dúvida para me dar coragem de aceitar sua proposta. Olhei para ela diretamente nos olhos e vi que estava séria, com ar de quem diz: "Ei, acorda! É com você mesmo!" Levei mecanicamente a mão ao cinto.

Antes mesmo que eu começasse a me despir, Silvana tirou a calcinha e foi desabotoando a blusa. Não havia dúvida, ela não estava apenas brincando de me torturar. Tirei a camisa pólo e vi seu ar de aprovação quando ela percorreu meu peito e barriga com os olhos. Em seguida, terminei de abrir o cinto, soltei o botão do cós e abri o zíper, deixando-a entrever minha cueca. Entre suas coxas, eu podia ver a longa fenda no monte de Vênus carnudo e depilado. Silvana é uma mulher grande, de sexo generoso. Baixei minha calça até o meio das coxas e deixei-a apreciar minha ereção ainda na cueca. Ela me pediu para me aproximar e afagou meu sexo e meu saco. Vendo-me pronto, ela voltou a sentar-se e ali mesmo, colado à cama entre as pernas dela, vi suas mãos baixarem minha cueca e liberarem meu pau que saltou reto para frente. Silvana o empunhou, recuou o prepúcio e ficou olhando.
– Ele é bonito, Pedro!
– É todo teu.

Aproximando-se e dando uma linguadinha no freio da glande, talvez para testar cheiro e sabor, Silvana abocanhou-me o pau e pôs-se a chupá-lo com vontade, acariciando-me o saco e as coxas, demonstrando ter muita intimidade com o assunto. Livrei-a da blusa, do sutiã e apalpei seus seios redondos e bem feitos enquanto ela me deixava no ponto, indo e vindo ruidosamente até acostumar a boca conseguir encostar os lábios na minha barriga. Assisti maravilhado ao espetáculo daquele rostinho lindo trabalhando com afinco à altura da minha cintura. De vez em quando, Silvana me olhava e sorria, como se me desafiasse a aguentar a felação por muito tempo e redobrando de intensidade a cada vez que ela voltava á carga. Mas eu encaro essa preliminar como condição necessária à rigidez máxima, então sei exatamente o momento de interrompê-la, e devo dizer que quando atinjo o ponto ótimo de ereção, meu sexo não amolece mais.

Atingido o ponto ideal, afastei gentilmente Silvana, que passara a me olhar com aquela expressão de desejo de ser penetrada que todo homem conhece. Erguendo suas coxas por baixo, levei-as para trás e escancarei-as diante dos meus olhos. A buceta longa e carnuda destacou-se e logo abaixo, o buraquinho do cu, perfeito mas claramente utilizado, apresentou-se a mim pela primeira vez. Um filete de líquido se insinuava por entre os lábios tão bem depilados que chegavam a brilhar. Passei a língua pela fenda, colhendo esse sumo levemente salgado. Silvana soltou um gemido e suas pernas reagiram com um pequeno tranco. Pus-me a lamber e a sorver seu líquido que logo se mostrou abundante, inserindo a língua entre os pequenos lábios para colhê-lo e cutucando o orifício.
– Ai que gostoso, Pedro! Minha buceta já estava em chamas! Mmmh! gemeu ela, pondo dois dedos na boca.
– Tem uma mangueira prontinha para esse incêndio! brinquei.
– Então vem apagar meu fogo, vem, anda.

Continuei explorando a vulva com a língua e passei a estimular o clitóris com o polegar. Silvana abria as coxas, oferercendo-se toda. Adoro essa flexibilidade das mulheres que lhes permite arreganhar-se completamente para franquear-nos o sexo por inteiro. Segurando as pernas pelos tornozelos, Silvana manteve-se nessa posição adorável permitindo-me lambê-la do cu ao clitóris e deste ao cu, trabalhando nela como um pintor minucioso. Quando seus orifícios intumesceram-se e desabrocharam, relaxados, prontos para me acolher, afastei-me e subi na cama de joelhos, entre as pernas de Silvana.
– Isso, vem, mete agora... pediu ela, choramingando e passando os dedos pela fenda para lubrificá-la com seu líquido e minha saliva.

Masturbei-me três ou quatro vezes, apenas para voltar ao ponto ótimo, puxei Silvana para colá-la a mim, dei alguns tapinhas com a glande nos lábios gorduchinhos da buceta generosa e encaxei-a na entrada. Silvana me olhou com aquela ponta de apreensão que toda muher faz antes de receber um pênis ainda desconhecido. Sorri e apoiando-me em suas coxas, penetrei-a firmemente até o final, observando-a abrir a boca para soltar um "Ahhhh!" enquanto cravava as unhas nos meus antebraços.
– Is-so... Fode gostoso. As-sim... Mhm... Me dá esse pau todo...
– Tua buceta está uma fornalha, Silvana, eu disse, iniciando o vaivém.
– Eu já não estava aguentando mais de vontade! Ahn! Assim...
– O tamanho está bom para você? Não sou nenhum Rocco...
– Está uma delícia, grosso como eu gosto, e você fode bem...
– Tua buceta é um sonho. Agora que descobrimos o motel, temos que vir trabalhar todo sábado!
– Hãhã. Ahn... Ahn... Vai bem para cima pra roçar no clitóris.
– Assim?
– Hãhã. Ai que gostoso! Fica metendo assim que eu gozo. Mmhm... Mmhm...!

Como o clitóris da Silvana é desenvolvido, foi fácil esfregá-lo com a face superior do meu membro largo durante a penetração. Só precisei apoiar as mãos na cama e avançar um pouco para forçá-lo para baixo. Logo comecei a ouvir Silvana gemer desvairadamente.
– Ai, vou gozar! Mhm! Pedro, que loucura! Aaaaaah! Sssss! Ahn! Não para, por favor, que eu estou gozando demais. Fode, fode, fode...

A voz dela foi minguando até tornar-se um sussurro, depois ela abocanhou-me o ombro e fincou os dentes na muscultatura enquanto eu arremetia sem cessar para fazê-la gozar tudo e até o fim. Multipliquei e intensifiquei as estocadas decidido a continuar até perder as forças. Silvana ingressou num gemido contínuo enquanto recebia os espasmos violentos do início e do auge do orgasmo, até começar a perder as forças. Eu ainda estava pistoneando energicamente quando senti suas pernas amolecerem e sua voz ir ficando trêmula, depois vaga. Minha intenção era levá-la a um estado de tesão absoluto, literalmente entorpecê-la de prazer, e eu estava obtendo esse resultado que é, na minha opinião, o objetivo máximo de uma boa transa. Quando Silvana, completamente amolecida, soltou braços e pernas, fechou os olhos e se calou, apenas movendo a cabeça de um lado para o outro como se sonhasse, saí dela, empunhando e pressionando meu membro com força, e fui rapidamente me sentar em seu peito, apontando-o para o seu rosto. De olhos semicerrados, ela me olhou gemendo molemente e deu um sorriso de aprovação. Assim que afrouxei a mão, disparei vários jatos em seu rosto distendido, enquanto ela me acariciava suavemente as coxas.
– Aaaah! Quer tudo nessa carinha linda, quer?
– Mmmh, quero... Assim... Goza gostoso, vai.

Tacitamente, nós nos sabíamos dignos de confiança. Não hesitei em conduzir com a glande o meu esperma até sua boca e Silvana não demonstrou o menor receio de aceitar tudo, engolir e até chupar gulosamente o meu pau gotejante. Empunhando-o com força ainda muito duro e pulsante, ela lambeu a glande encharcada, chupou-a e sugou o resíduo de esperma que pudesse haver no orifício, depois lambeu o tronco, além do meu saco e pélvis depilados. Fiquei por mais uns minutos sentado em cima dela, beijando-a, até ambos nos lembrarmos que não tínhamos tanta intimidade assim.

Tomamos banho juntos no "matadouro" e Silvana me agradeceu por ter tido o tato de não lhe propor o sexo anal. Ali, ao lado daquela mulher toda deliciosa, eu continuava muito excitado e propenso a recomeçar depois do banho, mas o bom senso feminino falou mais alto e me convenceu a deixarmos aquela suíte improvável para voltar aos nossos lugares de operários da informática. Me ocorreu terminar com bom-humor.
– E aí, está vingada?
– E como, Pedro! Estou de alma lavada.
– Quando quiser! brinquei.
– Gostou, não é! retrucou ela, dando-me um empurrão carinhoso e um tapa na bunda.

Quando me vi novamente percorrendo os corredores ao lado da Silvana vestida de minissaia, sentindo nas costas da mão o calor das suas coxas, me perguntei se não tinha sonhado com tudo aquilo, mas a memória ainda era vívida e voltei embevecido ao trabalho. Ao chegar em casa e esvaziar os bolsos na mesinha da sala, eu encontraria a prova incontestável de que eu estivera bem desperto. No fundo do bolso, toda dobrada abaixo da carteira, estava a calcinha que eu vira vestida nela horas antes. Ainda nos encontramos durante inúmeros fins de semana, mas vou guardar para sempre essa lembrança da primeira incursão com a Silvana no "motel" da diretoria da empresa.


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