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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Sonho Espanhol (folhetim, episódio V)

5. Diante dos Pirineus

Eu estava voltado para as montanhas de cimos brancos e perdido em devaneio quando senti minhas duas mãos sendo puxadas por Isabel, que tinha-se posto à minha frente e queria que eu a enlaçasse.
– O vento esfriou, disse ela. Você é o homem, tem que me aquecer.
– Pois não, Alteza! exclamei, envolvendo-a pela cintura e puxando-a para mim.

Tive um momento de apreensão ao sentir seu corpo tão estreitamente colado ao meu, mas ela me olhou dando o mais lindo sorriso do mundo, como se dissesse: "É natural, relaxe." Então relaxei, mas o desejo de viver uma aventura naquele santuário de juventude me excitara e não havia mais como ocultar isso. Mantendo-me enlaçado a Isabel, beijei-a de leve na nuca, elogiando seu perfume, sensível à menor oposição de sua parte. Mas a oposição não veio; ela estava achando agradável. Então dei um passo a mais e, baixando uma mão, pousei-a em sua coxa, bem ao lado da calcinha, quase roçando o monte de Vênus. Longe de assustar-se ou afastar-se, foi ela mesma que pegou minha mão e pôs diretamente entre as pernas. A calcinha fina e justa, que já eu vira na subida da escadaria, estava úmida. Acariciei-a sentindo nos dedos o relevo da fenda e logo reparei que a respiração de Isabel se alterara, tornando-se forte, quase ofegante, e que ela fazia pressão contra o meu corpo. A certa altura, ela passou uma mão para trás para apalpar-me e não deixou dúvida de que também gostaria de ir mais além. Ficamos por alguns momentos nesse contato estreito, mas minhas carícias e muito provavelmente a rigidez e as pulsações do meu sexo começaram a deixá-la realmente excitada. Isabel olhou para um lado, para outro, procurou minha boca para um beijo e, levando as mãos atrás, abriu-me habilmente o cinto e o botão da calça.
– Podemos mesmo? perguntei, receoso.
– Todo do mundo faz, não vai ser a primeira vez para mim e...
– Mas..., interrompi, com a intenção de tocar na questão mais delicada.
– ...e não estou vendo a polícia por perto, completou ela, perspicaz. E mesmo que estivesse, o que eles procuram são drogas e não gente fazendo amor, respondeu ela, sem esconder o seu grau crescente de desejo. Além disso, já sou maior, então você não corre nenhum perigo.

Quando Isabel pronunciou a expressão "fazer amor" exultei. Não estávamos ali por pura distração, mas havia realmente alguma coisa, algum sentimento despertando, nem que fosse uma grande afinidade. Lembrei-me da jovem da sua idade que teve uma relação com um célebre cineasta bem mais velho e decidi relaxar de vez. Abri o zíper, baixei o elástico da cueca e senti o frescor da brisa em meu membro ereto. Sempre de costas, Isabel foi tateando meu corpo até encontrá-lo e o empunhou, depois conduziu-o entre as coxas, fazendo-me descobrir que ela já chegara a calcinha para o lado. Em seguida, ela apoiou-se no fragmento de muralha à sua frente e penetrei-a diante dos Pirineus, nossa única testemunha, a centenas de quilômetros de distância.

A brisa e a imensidão abafavam ligeiramente os gemidos de Isabel. A certa altura, ela tornou a pegar minha mão e indicou que gostaria que eu a masturbasse enquanto a penetrava, o que fiz com muito prazer, sendo apresentado a um clitóris que me pareceu bem desenvolvido e muito sensível. Assim que o toquei, Isabel teve um sobressalto e iniciou movimentos firmes e cadenciados para amplificar minha penetração. Percebi suas mãos ocupadas com os seios, acariciando-os por baixo da blusa, provavelmente maltratando mamilos doloridos e entumescidos. Estávamos ambos encharcados, meu sexo indo e vindo lenta e suavemente, com total facilidade. Senti que poderíamos ficar interminavelmente assim e parecia ser precisamente o que estávamos fazendo. De vez em quando, Isabel se virava para me dar um beijo e quando nossas línguas se tocavam, nosso contato se tornava completo, fechado como um circuito. Seu orgasmo foi intenso e tão copioso que usei meu lenço para impedir que nossas roupas se molhassem. Um gemido baixinho, choramingado, acompanhou esse longo clímax que a deixou em seguida num estado de languidez profunda.
– Você pode gozar dentro se quiser, disse ela gentilmente, sem interromper seu vaivém.
– Tem certeza de que é o que você quer?
– Eu sei que os homens gostam... e confio em você.
– E pode confiar, Isabel, mas eu gostaria de oferecer o meu orgasmo a você. Como é que você prefere?
– Puxa, que cavalheiro!
– É o que mais me daria prazer.

Gentilmente, Isabel saiu de mim, virou-se, empunhou meu membro vibrante, deu-me um beijo profundo na boca e quando eu me preparava para abraçá-la, imaginando que ela fosse encaixar-se em mim de frente, ela começou a baixar-se. Quando ela abocanhou meu sexo, eu estava tão excitado que os espasmos se desencadearam em segundos com profusão de jatos, que Isabel recebeu com gemidos e interjeições de deleite, de olhos fechados, realmente em êxtase. Como ficou linda com os lábios em flor deslizando pelo tronco maciço do meu sexo em total ereção, espalhando meu esperma sobre ele e tornando a recolhê-lo para engoli-lo com volúpia!  Dei-lhe tudo que tinha, literalmente esvaíndo-me em sua boca ávida. Quando terminamos e que Isabel voltou para os meus braços, eu estava me sentindo perdidamente apaixonado, com vontade de cobri-la de beijos e realizar cada um dos seus sonhos.
– Marcos! Ei!
– Hã? Que foi? respondi, despertando do devaneio que acabara sendo muito mais profundo do que eu poderia esperar.
– Foi hipnotizado pelos Pirineus?
– É... deve ter sido isso, haha! respondi, sem jeito, preocupado de ter revelado alguma coisa do que eu acabara de viver interiormente. Eu me sentia transtornado, ainda muito excitado, mas Isabel estava inocentemente sentada ao meu lado, com um sorriso encantador e divertido nos lábios.
– Posso saber em que você estava pensando ou é segredo?
– Euh... não foi nada. Acho que o astral daqui me fez divagar um pouco, só isso. Já passou.
– Eu pagava para entrar na sua cabeça agora! Você viajou, foi para outro planeta, sério! Tive até pena de interromper, mas acho que você teria ficado em transe pelo resto do dia.
– Você fez bem; eu estava realmente longe!

Senti uma gota fria escorrer da têmpora, mas como Isabel não parecia escandalizada, concluí que nada havia acontecido que me comprometesse. Eu perdera a noção do tempo, mas creio que como nos sonhos, meu devaneio não deve ter durado mais que um ou dois minutos e não deve ter sido acompanhado de gestos. Vendo Isabel no mesmo estado de espírito, fui-me tranquilizando e voltando ao normal.

Ainda ficamos no forte em ruínas por alguns minutos, observando um pouco mais da intimidade dos jovens que víramos ao chegar. Pudemos ver um rapaz ter um orgasmo no rosto da jovem que o chupava e em seguida curvar-se para beijá-la e lambê-la apaixonadamente. O rapaz que víramos penetrar a jovem sentada chegou ao clímax sem sair dela, que depois agachou-se sem cerimônia para fazer xixi. Numa cena pouco mais enérgica, pudemos rever a dupla de rapazes compartilhando agora um prazer intenso, o de trás grunhindo e arfando sem se retirar de seu amigo durante uma série de estocadas finais que culminaram num orgasmo intensíssimo. Três casais mais jovens divertiam-se de maneira mais leve. Uma jovem que masturbara o parceiro sorria maravilhada ao ver o esperma descer-lhe pela mão. Outras duas entregavam-se a beijos e carícias, uma delas com a mão profundamente enfiada na calça da outra, que a beijava contorcendo-se. E uma lourinha aparentando ser muito jovem presenteava o amigo com uma felação intensa, arrancando gemidos do rapaz que não sabia o que fazer quando o orgasmo veio e a tomou de surpresa. Notei que o momento da ejaculação impressionava a todas e provocava reações diversas, desde o susto e o passo atrás, passando pelo acesso de riso, até as interjeições de deleite e o redobrar de carícias que se tornavam lascivas e tanto mais gulosas quanto se fazia abundante o jorro fálico.

Isabel e eu passeamos um pouco mais pela pracinha, ela me apresentou a mais dois ou três conhecidos seus e tornamos a descer em direção à cidade. Tivemos que esperar famintos até que a primeira casa de tapas reabrisse após a sesta. Contemplei-a comendo e bebendo linda e vorazmente da entrada à sobremesa. Passeamos até o fim da tarde e, já à noitinha, propus acompanhá-la até em casa, mas ela recusou gentilmente. Ficamos de nos reencontrar no café das mesas de tampo de vidro. Quando? Ela preferiu não deixar nada combinado. Prometi-lhe estar no mesmo lugar diariamente às 9h e agradeci pelo dia maravilhoso. Ela sorriu dizendo que também tinha gostado, deu-me dois beijinhos no rosto e foi embora.

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