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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

A Odisséia de Aninha (folhetim, episódio XXVIII)

28.  Sobreviver!

Otávio e Bruno acompanham Aninha até a entrada do chuveiro. Ela lhes assegura de que está em condições de tomar banho sozinha e eles saem do banheiro deixando a porta entreaberta. No estúdio, diante dos monitores que filmam cada segundo do que se passa em cada uma das suítes da cobertura, Norberto se mostra preocupado.
– Não sei por que ele não a libera. Ele pode escolher qualquer modelo da agência, então por que insistir com uma pessoa que teve que ser drogada para não reagir?
– Porque nenhuma modelo da agência chega aos pés da Ana em matéria de corpo, seu Norberto.
– Mas ele só transa com os rapazes!
– Por enquanto!
– É, talvez você tenha razão. Ele assistiu ao desfile; teve toda chance de escolher quem quisesse. Se ele escolheu uma mulher, não pode ter sido unicamente para vê-la com os garotos de programa dele.
– Ela está saindo do banho.
– É. Vamos ver no que vai dar isso.

Com passos ainda incertos, Aninha caminha até fora do banheiro e parece admirada diante da ampla suíte atapetada, toda mobiliada e decorada com gosto. Ela olha a cama redonda  e baixa,  próxima a um dos cantos mas afastada das paredes. O cliente a quem ela foi "presenteada", alto e bem apessoado, robusto apesar da idade, observa-a inexpressivo, vestido num roupão, em atitude de espera. Selton, um de seus acompanhantes se aproxima dela para ajudá-la, mas ela recusa e se encosta no batente.
– Você já está bem, Ana? Pergunta-lhe o cliente, mecanicamente.
– Estou meio lenta, mas o banho me fez bem. Por que é que eu estou aqui com vocês?
– Pensei que você soubesse.
– A Mirela me explicou mais ou menos o que estava acontecendo nesse andar, mas não disse que eu tinha que participar.
– Pelo que sei, Ana, sua reação não foi das melhores…
– E por isso me drogaram antes de explicar?
– Mais ou menos. O fato é que sou um bom cliente da Happy Hour e você é, por assim dizer, o "prêmio" que a agência me ofereceu.
– Eu nem sou modelo, o senhor sabia disso?
– Não, Ana. E por favor, vamos cortar esse "senhor", sim? Meu nome é Geraldo.

Aninha não responde, mas ele não se altera e, aproximando-se dela, como se o hábito o houvesse ensinado a não discutir certas coisas em voz alta, lhe faz uma proposta quase ao pé do ouvido. No estúdio, Norberto reage.
– Essa não, Alceu! O homem é uma raposa! Não dá para aumentar o volume e tentar ouvir o que ele está dizendo?
– Já aumentei tudo, seu Norberto, mas ele está quase cochichando.
– Droga! O que será que ele está aprontando? Espero que não desconfie da filmagem também.
– Acho que não, senão ele já teria olhado para todos os cantos procurando a câmera.
– Por falar nisso, onde é que elas ficam, nessa suíte?
– Bom, no quarto, é uma grande angular que pega quase tudo, e duvido que alguém descubra porque ela fica no lugar do parafuso no centro do lustre, apontada diretamente para  a cama. A do banheiro fica dentro da luminária. Mas essas câmeras são quase do diâmetro de um endoscópio , seu Norberto. Não dá para ver, não.
– É, ele não deve saber de nada, nem sobre a gravação da voz. Ele deve falar baixo por hábito de desconfiar.
– Também acho que seja isso. Em todo caso, ele deve ter dito alguma coisa que deixou a Ana impressionada, diz o técnico, apontando com o queixo para  a tela do monitor.

Aninha olha para frente com ar pensativo, como se calculasse. Ela acaba de ouvir a proposta de aceitar a quantia de cinquenta mil reais para continuar a fazer o papel de "troféu", a serem transferidos dali mesmo para a sua conta bancária, uma vez o programa terminado. Ela nunca viu tanto dinheiro na vida, seus sonhos desfilam vagamente pela sua mente ainda lenta, mas são seus desejos mais vívidos e essa proposta a aproxima da realização de vários deles. Entendendo que o assunto é sigiloso, ela faz que sim com a cabeça e o cliente, satisfeito, imediatamente chama seus acompanhantes. Ele dá instruções e os três cercam Aninha, já livres dos roupões. Ela não oferece resistência ao sentir o roçar dos corpos nus contra o seu.

Enquanto o cliente se instala em sua poltrona, Otávio deita-se na cama de costas com as pernas para fora e os pés no chão. Aninha é convidada a ficar de joelhos na cama, por cima dele, e enquanto ele manipula, lambe e beija seus seios, Selton o masturba para prepará-lo, lambendo profusamente e acariciando Aninha por trás para excitá-la. Assim que a ereção de Otávio se completa, Selton o ajuda a penetrá-la e espera-os fazer alguns vaivéns para acomodarem-se. De pé fora da cama, ele se masturba um pouco, mas já está muito excitado pela cena. Ele trabalha com a língua em Aninha, passando-a pelo membro que a penetra, mas dedicando-se principalmente ao orifício livre. Adivinhando a etapa seguinte, ela se prepara para ser duplamente penetrada e lhe pede que vá devagar. O rapaz se aprofunda lentamente em Aninha, que se contorce um pouco, geme, mas administra bem a penetração. Em poucos minutos, o trio se move harmoniosamente diante do cliente que masturba o seu avantajado membro em lentos movimentos que o deixam também pronto. Ele assiste à cena orientando os rapazes para que lhe proporcionem o espetáculo mais excitante do seu ângulo. No estúdio de gravação, a tensão cede.
– Essa moça é incrível! exlcama Norberto, pasmo.
– É, entrou no jogo mesmo. O que será que ele disse a ela na frente do banheiro?
– Isso me cheira a grana, Alceu, grana alta.
– Acho que o senhor está certo. Senão ela teria pedido para parar. Olhe para o rosto dela. Quem vê pensa que ela está gostando.
– Se não foi pelo dinheiro, Alceu, foi por um argumento muito convincente. Olhe só: ele vai levantar.

Fiel aos seus hábitos, o homem sobe na cama e vai por-se sobre o rosto de Otávio, que tão-logo abocanha seus testículos e põe-se a lambê-lo até o ânus. Em seguida, ele apresenta seu membro a Aninha. Ela o olha nos olhos, ele faz que sim e ela envolve a volumosa glande com a boca. Aninha é duplamente penetrada e, com a felação no cliente que por sua vez está sentado no rosto de Otávio, fecha-se o circuito entre os quatro.

Aninha parece entender-se com Otávio, que por baixo dela, continua a acariciar-lhe os seios. Ela facilita a penetração por ele, cavalgando-o para acolher profundamente o seu sexo. Ela sabe que os três rapazes e ela estão na mesma situação subalterna em relação ao milionário onipotente. Ela sabe que isso facilita a conivência e começa a trabalhar por ela. Vez por outra, ela olha para trás e sorri para Selton, mostrando prazer com a intensa penetração anal em que ele se empenha.

Eles ficam por um longo momento assim, buscando o entrosamento perfeito nessa complexa cópula, até que o cliente faz um sinal para que Bruno faça o que tem que ser feito. Destramente, o rapaz põe-se por trás dele e sem obrigá-lo a mudar de posição, penetra-o, arrancando-lhe um rugido de prazer. No estúdio, o patrão e o técnico explodem numa gargalhada incontrolável.
– O homem é uma máquina, seu Ernesto!
– Insaciável, Alceu! Insaciável! Se ele faz isso aos cinquenta, imagine as noitadas desse sujeito aos vinte!
– Nem tentando imaginar! Devia ser suruba atrás de suruba!
– Estou curioso para saber se ele vai fazer alguma coisa com ela, Alceu. Até agora, ele praticamente só tocou nos rapazes.
– Viadão, seu Ernesto! Viadão!
– Olhe o preconceito, Alceu! Que coisa feia! exlama o patrão com um risinho irônico. Hoje em dia se diz bissexual!

Na  suite, o circuito recém-ampliado reentra em harmonia. A cada vez que Selton e Bruno penetram Ana e o cliente por trás, ela recebe o membro do cliente profundamente na boca enquanto sente o membro de Otávio sair. E vice-versa. A engrenagem está lubrificada, os pistões a todo vapor e a excitação é geral, inclusive a de Aninha, que não consegue furtar-se a ela por mais calculados que sejam os seus gestos e intenções.

Olhando a cena de cima e recebendo por trás os golpes regulares de Bruno, o cliente contempla a penetração de Aninha por Selton ao mesmo tempo que a vê esforçar-se para admitir o máximo possível de sua maciça verga na boca. De vez em quando, ela precisa afastar-se para descansar os maxilares e ele aproveita para admirá-la sentada em Otávio, os seios balançando, subindo e descendo ao ritmo das estocadas. Ele é louco por seios e os de Aninha o deslumbram. Ele roça-lhes os bicos com as palmas das mãos, depois apalpa-os e aperta-os, vendo Aninha sorrir, sem saber que o motivo é que ela se sente cada vez mais forte. Ele a quer lá, sentada na barriga de Otávio, que continua a penetrá-la e a visivelmente dar-lhe prazer.

O primeiro orgasmo é o de Selton, que decide sair de Aninha e ejacular em suas costas. Os jatos vão até o cabelo, fazendo-a olhar para trás e rir ao encontrar a expressão de extrema decepção do rapaz que não conseguiu se controlar por mais tempo.
– Já gozou, não é, "seu" Selton! diz o cliente, escarnecendo. Pois vai lamber tudinho e dar para ela!

O rapaz obedece, percorrendo com a língua as costas de Aninha e recolhendo o seu próprio sêmen. Em seguida, ele vai passá-lo todo para a boca de Aninha, que já espera em posição. O cliente a observa embevecido abrir a boca para mostar-lhe o conteúdo sob a língua e em seguida engolir sem hesitar. Selton entra no banheiro e o grupo reduzido continua a mover-se em harmonia. Mais livre, Aninha encaixa-se em Otávio e move as ancas para excitá-lo ao máximo, sentindo a base do membro alargar-lhe a vagina enquanto tenta obstinadamente admitir na boca mais do que um terço do grosso membro do cliente, num vaivém ruidoso que tem por objetivo arrancar-lhe um orgasmo à força.

Como era de esperar-se, o segundo a não se conter é Bruno, que não cessou de mover-se dentro do cliente desde que entrou na cama. Seu orgasmo é interno e seguido da desagradável tarefa de recolhê-lo até a última gota na saída do ânus, tarefa que Bruno cumpre com nojo e explícita má vontade, correndo até o banheiro para cuspir e sendo severamente repreendido pelo cliente.
– Não estou entendendo essa atitude, Bruno. O combinado não era que vale tudo?
– Era, Geraldo, mas cada um tem suas preferências, não é? Eu não gosto de porra saindo do cu na minha boca.
– E o que é que eu disse sobre a linguagem, Bruno? Não quero grosseria comigo por perto. Quando vocês forem fazer os programa com dono de boteco de subúrbio, fiquem á vontade, mas comigo a música é outra, ok?
– Está bem, desculpe.
– Assim é melhor. Pode ir para o banho.

Durante a discussão, Aninha pôde assistir ao desarme da imensa ferramenta do cliente e sentir o membro de Otávio deslizar para fora do seu sexo. Isso a inquieta. E se a frustração do homem o fizesse desistir de cumprir a proposta feita a ela? Aqueles cinquenta mil reais já cintilavam em sua mente, exercendo seu poder de apagar más experiências recentes. Numa rápida tomada de decisão, ela empurra o cliente deitado e põe-se a lambê-lo gulosamente dos testículos à glande. Ele aprova a iniciativa, relaxando-se na cama, observando-a ocupar-se dele e sorrindo para Otávio, que espera sentado na poltrona a sua vez de ir tomar banho.
A iniciativa surte efeito, o grosso membro volta a inchar e erguer-se, Aninha cospe nele e o masturba para consolidar o enrijecimento e aplica-se numa felação extraordinariamente intensa, vencendo-se para resistir à ânsia até que ele irrompa em novo orgasmo.

Mas a coisa não dura muito pois o cliente tem outros projetos em mente. Fazendo sinal para Selton e Bruno que saíram do banho, ele manda que segurem Aninha. Eles já sabem que devem deitá-la de costas e abrir suas pernas colando-as aos seios. Eles fizeram a mesma coisa dezenas de vezes para esse cliente. Aninha gela: ela não tinha previsto isso. O cliente observa a fenda, entreaberta após a penetração por Otávio, percorre os lábios com o polegar, escova o clitóris, em seguida, pondo-se de joelhos entre as pernas dela encosta-lhe a glande lisa e gorda como uma ameixa. Aninha olha em silêncio, forçando a cabeça para frente, uma expressão de pânico no rosto, mas imprensada pelas próprias pernas, ela não pode fazer nada senão esperar e torcer para que dos males o menor prevaleça.
– Ele vai acabar com ela, seu Ernesto! exclama o técnico do estúdio.
– É, Alceu, isso vai ser uma dura prova para a Ana.
– Não deveríamos ir lá?
– Nem pensar! Não vou me meter nisso. O efeito da droga acabou e ela é responsável pelo que faz. O máximo que pode acontecer é ela ir para um hospital para costurar.
– Se o senhor vê assim…

Na suíte, um grito estridente faz com que todos os olhares se voltem para o casal na cama. O cliente introduziu meio membro em Aninha, que se contorce, ainda imobilizada pelos dois rapazes.
– Pára! Está me rasgando! grita ela.
– Você aguenta, Ana, você aguenta. responde o homem, prosseguindo lentamente, observando o contorno da vagina retesado pelo diâmetro do seu membro.

Diante dos olhares penalizados dos dos três rapazes, o cliente penetra Aninha até onde é capaz – parece impensável introduzir tudo – e, sempre ajoelhado diante dela, começa a mover-se, em curtos vaivéns que permitem a entrada e saída de meio membro. Ainda assim, cada penetração é mais penosa que a anterior e Aninha chora, movendo a cabeça de um lado para outro e tentando inutilmente libertar-se das mãos que a mantêm prisioneira.

O cliente, por sua vez, está tomado de um prazer monstro devido à pressão da vagina. Isso vai lubrificando a área e pouco a pouco facilitando a penetração. A inteligente Aninha vê nisso uma chance de voltar à posição dominante. Assim que ela vence o medo e que a dor se reduz, ela improvisa uma expressão lasciva no rosto e se oferece ao cliente erguendo a bacia. Ela está disposta a sacrificar-se para desafiá-lo. Ele entra no jogo e aprofunda-se mais, aproximando-se dela, puxando-a para si. Ela contém um grito, mas e continua a provocá-lo. Ele investe mais uma vez e cola-se a ela, intimamente impressionado.

Aninha acaba de receber vinte e dois centímetros de comprimento por seis de diâmetro em sua vagina. Ela se sente literalmente imobilizada. A imensa tora a percorre da cabeça à base e seu dono já não hesita em desfechar estocadas cada vez mais vigorosas. Ele vai até o fim, explodindo num orgasmo que o faz rugir como uma fera. Aninha está lívida, suas forças se esvaem por completo, ela amolece sob os golpes desferidos cem cessar pelo homem que a possui. Há orgasmo? Sim, múltiplos, incessantes, mas as dores oriundas da distensão vaginal e dos golpes no útero são tão mais intensas que ela praticamente não os percebe, esses orgasmos. Por fim, num último sinal de que o comando está com ele, o cliente se retira dela e ejacula fartamente sobre seu corpo, barriga, seios, rosto, em seguida torna a penetrá-la com o membro ainda encharcado.
– Agora me explique, garota, o que você tentou fazer, hein? pergunta ele, sarcasticamente, retirando-se dela bruscamente e saindo da cama para ir tomar banho.

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