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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Entre Mar e Montanha (folhetim, episódio final)

24. O Adeus

Não vou mentir, Tomás e eu insistimos tanto que a Marta acabou contando no carro, durante a volta à Casa Grande, o desfecho da sua aventura no tal clube de echangismo. Foi uma experiência fora do comum que eu seria incapaz de reproduzir aqui como se deve, principalmente tanto tempo depois. Fica portanto a cargo da fantasia do leitor completar o relato da nossa amiga. Que me baste confirmar que naquela noite, outra Marta nasceu para o mundo. Naquela noite, ela foi de muitos homens, de algumas mulheres, e foi feliz. Ela terminou sua história exortando-nos à liberdade e à variedade das relações afetivas e sexuais. Chegamos em casa tarde, um pouco tristes por ser a última noite, mas isso nos fez amar a três com mais ardor e intensidade que em todas as vezes anteriores somadas e elevadas ao quadrado. Adormecemos de exaustão, emaranhados, com as mãos nos corpos uns dos outros.

Quando acordei, a cor do dia me pareceu diferente e uma onda de opressão me angustiava o diafragma. Saí da cama e fiquei de pé, olhando para a bunda majestosa do Tomás e para os delicados seios da Marta e seu liso monte de Vênus. Meus amigos me pareceram mais bonitos que nunca, resplandecendo ao sol que se precipitava dourado, janela adentro, diretamente sobre eles. Enquanto eu tomava banho, eles acordaram; ouvi suas vozes. Depois entraram juntos no banheiro e conversamos animadamente enquanto um de cada vez ocupava o vaso, depois a pia, escovava os dentes e vinha se juntar a mim sob a ducha. Marta não parava de nos beijar, acariciar e apalpar, dizendo que não queria esquecer nossas formas, nosso gosto salgado, o sabor das nossas salivas, a dureza dos nossos paus... e até a pressão dos nossos cus. Ela penetrou-se em mim e chupou Tomás, e vice-versa, para registrar de vez o sabor dos nossos genes. Em seguida, curvando-se sobre a pia, pediu que a possuíssemos pela última vez por trás, para que a intensidade deixasse uma impressão única registrada para sempre em sua mente. Ela estava tão receptiva que não tive dificuldade para penetrá-la profundamente, apenas com um pouco do sabão do corpo, enquanto Tomás a beijava, acariciava-lhe os seios e a masturbava gentilmente. Esvaí-me pela segunda vez dentro dela, e saí para dar lugar ao meu amigo, que encontrou um caminho todo lubrificado por mim e inseriu-se nela com mais facilidade ainda. Muito excitada, Marta me pediu para abraçá-la e acabou agarrada em meu pescoço, empalada em mim pela frente. Pude sentir os movimentos de Tomás dentro dela, enquanto Marta, alucinada, lambia minha orelha e balbuciava frases soltas e gemidos: "Assim... Ahn! Gostoso... Mete fundo... Tomás, Tomás, que delícia... Hmm! Um pouco mais fundo, Marquinhos... Vocês são deliciosos... Não quero parar nunca... Vou morrer dessa falta....

Quando acabou, voltamos para o chuveiro e tomamos um verdadeiro banho grupal, ensaboando e esfregando as costas uns dos outros com buchas de esponja do mar que encontramos num a gaveta do velho armário colonial. Depois descemos nus para o nosso último café da manhã. Queríamos ter o prazer de olhar para o lindo corpo da Marta e ela queria o mesmo, até o último instante. Vez por outra, ela interrompia o preparo do café para vir nos beijar e nos tocar no sexo, despertando-o ligeiramente. Nós correspondíamos beijando seus seios e dando-lhe tapinhas na bunda linda, e quando isso a excitava, ela se deitava na mesa ou na bancada da pia, erguia e abria bem as pernas e nós nos alternávamos para lambê-lá lá onde ela mais gostava. O sexo estava estreita e definitivamente associado à nossa amizade.

Passamos o fim da manhã arrumando nossas coisas e à tarde, Marta nos convidou para ir até o estábulo onde a vimos pela primeira vez. Tudo estava lá, exatamente no mesmo lugar. Pudemos nos lembrar dos bons momentos que vivemos a dois e a três entre aquelas tábuas, no chão de terra batida e sob aquele telhado em ruínas. Marta levou máquina fotográfica, tirou várias fotos e nos captou nus em vários ângulos e poses. Depois a fotografamos sozinha e conosco, inclusive em situações de sexo. Embora estivéssemos saciados, foi muito divertido e excitante. Marta revelava as próprias fotos e me lembro de ter recebido cópias, mas ainda não fui capaz de achá-las, exceto uma em que Tomás a possui debruçada no velho LTD branco e os dois parecem estar-se encontrando pela primeira vez.

O dia chegou ao fim com um novo telefonema da mãe do Tomás, impaciente para que ele fosse despedir-se dos tios. Por volta das 5h da tarde foi preciso por o ponto final no nosso retiro idílico. Marta nos levou até o centro de Cabo Frio e lá trocamos abraços e beijos emocionados mesmo sabendo que nos reveríamos no Rio. As lágrimas não eram de tristeza pela separação, mas pelo pressentimento de que tínhamos acabado de viver um dos momentos mais interessantes de nossas vidas, provavelmente único e certamente irreproduzível. Olhamos em silêncio a mão da Marta agitar-se fora da janela do LTD branco que se afastava. Ao chegar em casa, a família nos recebeu efusivamente, ignorando tudo de nós, de nossa vida e do nosso mundo.

                                                   --- FIM ---

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