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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

Entre Mar e Montanha (folhetim, episódio XXIII)

23. Tudo que é bom dura pouco

Mais uma noite e mais um dia se passaram na Casa Grande. A véspera da partida foi decidida por um telefonema da mãe de Tomás, dizendo que os tios dele iam voltar para Volta Redonda e que ele precisava estar lá para se despedir por que só os veria novamente no final do ano. Enchemos o LTD de comida e passamos o dia percorrendo estradinhas de terra batida, parando para ver paisagens. Nos lugares mais ermos, parávamos o carro e andávamos um bom trecho completamente nus, procurando clareiras, cachoeiras ou descampados paradisíacos onde Tomás e eu pudéssemos transar com a Marta. Eles começavam como dois namoradinhos, mas logo me chamavam para diversificar e enriquecer o jogo. Marta gostava muito de ter um de nós na boca enquanto o outro ia e vinha ritmadamente dentro dela. Isso a embalava e relaxava, e a imagem me excitava ao extremo. Estávamos em clima de despedida e ela nos beijava muito e chupava repetidamente. Ela dizia que não queria nunca mais esquecer o nosso sabor. Quando voltávamos para o carro, Tomás e eu alternávamos junto com ela no banco da frente e enquanto ela dirigia, recebia carícias nas coxas, entre elas e nos seios. Assim que sua excitação se elevava, ela parava o carro e fazíamos alguma coisa. Por muita insistência dela, Tomas consentiu em deixá-la ver-nos improvisar um sessenta-e-nove completo, mas com ela, ele se sentia todo homenzinho e nada à vontade comigo, então a coisa não engrenou como eu teria gostado. O dia se passou assim e terminamos indo comer feijão tropeiro num inimaginável cafundó. Foi lá que a Marta contou o final da sua história.
- Onde estávamos mesmo... procurou ela.
- Você e o Tulio estavam na casa da Val, eles transaram mas você só assistiu e fez umas coisinhas com cada um, sem penetração, respondi prontamente.
- Ah é, lembrei! Parei no ponto em que o Tulio gozou com a Val e eu tirei a camisinha dele, dei um nó e soltei no chão ao lado da cama, não foi isso?
- Foi exatamente aí! exclamou o Tomás, já se empolgando.
- Então preparem-se porque a coisa vai esquentar!

E ela retomou a aventura que a transformaria para sempre.

"Quando eu disse que precisava voltar para casa, o Tulio imediatamente se ofereceu para me dar uma carona, o que foi super legal da parte dele, já que era vizinho de prédio da Val e nem precisava ter ido embora. Mas já no carro, a caminho, eu estava me sentindo meio down por não ter aproveitado mais a ocasião de uma transa completa a três, valendo tudo e entre amigos. Para piorar as coisas, o Tulio me perguntou porque é que eu não tinha entrado de cabeça. Respondi que eu mesmo não tinha me entendido, que estava, sim, arrependida e que esperava que outras chances acontecessem. Mas a verdade é que eu estava arrasada. Ele tentou me consolar pondo a minha mão no colo dele e passando a mão na minha coxa, mas não era a mesma coisa, o astral não era o mesmo e a iniciativa não "pegou". E nem adiantava provocar muito porque não íamos demorar a chegar à minha casa."
- Que bad, hein, Marta! Você não deve ter tirado aquilo da cabeça, falei.
- Eu teria pedido ao Tulio para dar meia-volta e ir para a casa da Val de novo para terminar, acrescentou o Tomás.
- Vocês nem imaginam no que deu!
- Continua! Continua! insisti.

"Quase na esquina da minha rua, o Tulio me pergunta: "Você tem que estar em casa a essa hora? Estão te esperando ou algo assim?
- Ter, não tenho porque ainda é cedo, mas eu ia preparar umas coisas porque vou passar o fim de semana na fazenda.
- Então posso te levar a um lugar?
- A um lugar? Que lugar?
- Você confia em mim?
- Posso?
- Pode.
- Então vamos.

Eu estava precisando de uma injeção de ânimo e aquilo me levantou. Tulio desembestou rumo à Barra, atravessou Jacarepaguá e parou o carro numa rua de pouco movimento. Andamos algumas dezenas de metros no mesmo sentido e ele me fez entrar numa casa noturna, onde havia música e gente dançando. Vocês, Marcos e Tomás, ainda não conhecem a vida noturna, mas logo vão descobrir que o Rio é uma cidade onde a gente não dá nada pelos lugares precisamente onde as coisas "acontecem". Quando eu me sentei no tal lugar, parecia que o Tulio e eu íamos tomar cerveja, conversar e talvez dançar para levantar o meu astral. E foi o que fizemos durante as primeiras duas horas. De repente, as luzes quase se apagam, um animador esvazia a pista de dança e anuncia que "o momento tão esperado" por todos tinha chegado. Quatro homens fortes entram então na pista de dança carregando uma cama enorme com um casal já deitado nela... e trepando!"
- Uau!
- Cala a boca, Tomás! Não interrompe, grito eu.
- Tá, desculpa, continua, Marta.

"Eu nunca tinha visto isso. Já tinha visto homem nu em clube de mulheres, mas transa ao vivo, never. O cara tinha era um negro fortíssimo com um pau imenso e a mulher loura com o corpo mais gostoso que eu vi na vida. A cama tinha uma base e girava devagarinho empurrada por duas outras mulheres jovens e de corpo perfeito. Era simplesmente impossível acreditar que o pau do cara entrasse todo na mulher, mas entrou na frente e atrás, e eu vi com estes olhos. O número durou uma meia hora, até que ele gozou no rosto dela e os dois saíram de cena sob uma chuva de aplausos.

No número seguinte, as mulheres que tinham feito a cama rodar subiram nela e fizeram uma transa lésbica superexcitante, se beijando e lambendo muito, e enfiando consolos uma na outra, com profusão de gemidos. Tulio ficou visivelmente empolgado do meu lado, acariciando a minha coxa e pondo a minha mão no colo dele, me fazendo sentir o pau muito duro na calça. A maioria dos presentes eram casais e estavam se bolinando desde o primeiro número. Elas foram muito aplaudidas e a atmosfera estava fervendo.

No terceiro número, os quatro negros que tinham vindo trazer o primeiro casal levaram a cama de volta e voltaram usando cuecas fio-dental  trazendo duas poltronas que eles puseram de frente e diametralmente opostas na pista redonda. Eles dançaram um pouco, mas logo formaram dois casais e começaram a se chupar, um sentado e o outro de joelhos entre suas pernas, cada um com um pau que dava dois dos meus palmos. Não sou fanática por sexo só entre homens, gosto da variedade, mas posso dizer a vocês que quando eles começaram a se agarrar, o clima foi lá para cima e – juro para vocês – alguns casais começaram a fazer sexo oral e a maioria das mulheres passou a masturbar os caras. Depois, um membro de cada casal de atores se ajoelhou na poltrona e o outro veio por trás. É alucinante ver um negro dotado penetrando um outro todo liso e com a bunda mais incrível do mundo. No final, um deles se sentou na poltrona com a cabeça bem recostada e os outros três vieram se masturbar para gozar na boca dele. Depois, cada um dos três vinha beijá-lo e a gente via o esperma sendo compartilhado, escorrendo pelos queixos. E para terminar, um deles se empalou no cara que não tinha gozado e trepou com ele até fazê-lo gozar dentro. Para dar credibilidade à cena, eles chamaram dois casais do público e o homem que tinha sido passivo se virou de quatro para que eles pudessem ver o esperma saindo dele. Foram ovacionados.

Quando o número dos gays terminou, todos os atores vieram para a pista de dança receber aplausos. Pensei que tudo estivesse terminado e que fossêmos embora, mas notei que em vez de sair como antes, eles estavam se misturando ao público. Tulio me disse para observar, e pude ver que as pessoas estavam autorizadas a apalpar os atores e que eles se dirigiam a elas dizendo alguma coisa que eu não ouvia. Tulio me mandou esperar e minutos depois, a mulher loura do primeiro número se aproximou de nós completamente nua, toda sorridente, sentou-se no colo do Tulio e pôs a mão dele entre as coxas dela – era completamente depilada –, puxando a cabeça dele e deixando-o beijar seus seios. Eu estava estarrecida, sem saber o que fazer, mas ela foi tão envolvente que em segundos estávamos os três nos acariciando e beijando. A certa altura, começou a abrir a bermuda do Tulio, depois parou, pegou minhas mãos para que eu continuasse e disse: "Agora é a vez de vocês. Até as quatro da manhã, está tudo liberado." Foi então que entendi que estava num clube de sexo ou algo do gênero."
- Caramba, Marta! As pessoas começaram a trepar? perguntou o Tulio, excitadíssimo.
- Por todo lado, todo mundo.
- Mas como? Conta em detalhes, Marta!
- Vou contar, calma, haha!

"Quando olhei à minha volta, vi os casais espalhados por todas as mesas e cadeiras, e até no chão. Devia haver mais de cem pessoas no lugar, talvez uns trinta casais e umas quarenta e poucas pessoas divididas em grupinhos. Quando liberaram o sexo para a platéia, os casais já estavam atracados e os grupinhos começaram a improvisar coisas a três, quatro e até mais. É uma gemedeira louca, o ar condicionado a mil e você sente que vale tudo realmente, que o teor de sexo só depende do grau de ousadia de cada um. É claro que o Tulio ficou doido com a iniciativa da loura do primeiro número e me pediu para continuar, então terminei de tirar a bermuda dele e ele sentou na mesa só de sunga (vocês se lembram que tínhamoso ido à praia, ele, a Val e eu), mas eu estava bem intimidada no início. Tivemos que pedir algumas cervejas até que eu entrasse realmente no clima."
- E quando aí, ninguém te segurou mais! exclamou o Tulio.
- Mais ou menos. Precisei de uma mãozinha!
- Cala a boca, Tomás. Conta, Marta.

"Eu estava de canga por cima do biquíni e o Tulio lá, todo solto. Graças à cerveja, acabei tirando a canga e fiquei dançando perto dele. Tulio me respeitou, não insistiu, mas eu senti que ele queria algo mais. Agora era ele que ia se sentir frustrado se saísse dali sem aproveitar. De repente, um casal se aproximou de nós, os dois completamente nus. Eram mais velhos que nós, tinham cerca de 30 anos, e pareciam bem acostumados ao lugar. A mulher só faltava babar olhando para as coxas e a sunga do Tulio, que continuou sentado na mesa, e o homem veio me dizer que era um desrespeito uma mulher tão bonita ficar de roupa naquele santuário do sexo. Com a música altíssima, os gemidos, a cerveja e o clima erótico, não tive mais dúvida, me virei e ofereci as costas para que o desconhecido me tirasse a parte de cima do biquíni, o que ele fez na hora, logo começando a elogiar os meus seios. Para me mostrar, me aproximei do Tulio e dando um empurrão para deitá-lo na mesa, puxei o elástico da sunga dele liberando o "monstro" diante dos olhos esbugalhados da mulher. Ela não teve dúvida: meteu a mão e caiu de boca enquanto o amigo, namorado ou o diabo que fosse puxou-a pela cintura e começou a comê-la me olhando nos olhos e logo trazendo-me para ver de perto. Naquele momento, eu soube que ia deixar para trás toda a frustração da nossa matinê de crianças travessas."
- Que inveja! exclamou o Tomás. Conta mais, Marta. Essa parte está muito interessante!
- Meninos, é meia-noite e temos chão pela frente. Vamos deixar para amanhã?
- Aaaaah!
- Verdade, Tomás. Amanhã ainda tem tempo, só vamos embora à tardinha.

Bem alimentados com a comidinha caseira do restaurantezinho de interior, voltamos para o LTD e pusemos pé na estrada rumo à Casa Grande. O dia seguinte seria especial e eu previa uma alta dose de emotividade para o final da nossa aventura. Mesmo morando os três no Rio,  era ali que nos tínhamos apegado à Marta e a despedida não seria nada fácil.

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