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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

A Odisséia de Aninha (folhetim, episódio XXII)

22. Com o gato ausente, os ratos...

Durante algum tempo, a vida de Aninha se mantém estável, com o trabalho na butique e a relação descontraída com Rômulo. Ela acaba propondo a Gabriel que assuma em seu lugar a co-locação do apartamento com Soraya e passa a morar com o Rômulo, Sávio e Mateus. Com isso, seu enjôo por Gabriel se cura rapidamente, mas ela o vê quase diariamente porque Stéphanie está de fato envolvida com ele. "O garotinho se deu bem com a gringa", pensa ela, quando os vê abraçados entrando e saindo da loja. Uma ponta de inveja a fustiga, acompanhada de uma intuição que não tarda a revelar-se exata. Numa bela manhã de maio, chegando à butique, Aninha percebe que sua patroa já está lá.
- Bom dia, Ana. Tudo Bem?
- Tudo. Resolveu madrugar hoje?
- Pois é, vou passar o dia aqui e tenho uma coisa importante a dizer: vou ter que ir à França resolver umas coisas e vou aproveitar para ver a família. Estou indo amanhã de manhã e só volto no mês que vem, então você vai cuidar de tudo por aqui, está bem? E você vai ficar sem o braço forte do Gabriel porque ele vai comigo. Sei que é um pouco cedo, a loja é nova, mas também sei que posso confiar na minha equipe.

Aninha sente-se pronta a cair sentada, mas se esforça para que nada transpareça e muito menos a cor do seu rosto. Se ela empalidecer ou corar, a francesa saberá na certa que a novidade a incomoda e, em sua formação de menina pobre de subúrbio, ela aprendeu desde cedo a "não dar esse gostinho" às pessoas que porventura ela invejasse.
- Por mim, tudo bem. Já sei fazer fechar o caixa, conheço os fornecedores e os clientes... Já até paguei o aluguel da loja algumas vezes, lembra? diz ela, um pouco alto e sorrindo forçado.
- É, eu sei que você está por dentro de tudo e é por isso que vou viajar tranquila.

A confiança que a patroa deposita nela funciona como contrapeso e atenua um pouco a inveja, mas o caráter é coisa que se forma cedo e definitivamente, e já no dia seguinte, a atmosfera da Conchas e Crustáceos se transforma; uma espécie de pressão erótica preenche o ar morno ocupado pelos clientes ávidos de "ocultar não ocultando" sua nudez com roupas de banho sensuais. Quando Stéphanie está presente, ela orienta Aninha e Rômulo para que eles mantenham a distância requerida à manutenção do decoro. O fato de atenderem a clientela vestidos em roupa de banho exige muita habilidade para evitar não só intimidades, mas malentendidos, e esse processo cai completamente por terra assim que Aninha se vê gerente da loja.
- Aquela menina está olhando descaradamente para você, Rômulo, percebeu?
- Claro, mas isso é porque ela não sabe que estamos juntos.
- E daí? Não vai me dizer que vai continuar santo com a Steph longe daqui!
- Haha! Espera... Você está falando sério?
- Rômulo, você é um gato, eu adoro ficar com você, mas não sou cega nem débil! Quando é que você acha que a loja vai ser só nossa de novo? Chega de recusar tudo! O que eu já perdi de chance de me esbaldar aqui, é de chorar!
- É, eu também ralo para evitar o assédio do mulherio, mas...
- Então, não tem mais "mas", Rômulo! Relaxa e aproveita, está legal?
- Se é você que está liberando, Ana, por mim está ótimo.

Com o tempo mais fresco, a butique não fica mais tão cheia e a clientela é mais local, mas há um movimento constante e regular de pessoas que vêm à cata de presentes ou simplesmente ver o que há de novo em sua butique predileta, quando não apenas satisfazer um desejo de ser atendido por vendedores-banhistas bonitos usando biquínis e sungas sensuais. A maioria se comporta muito corretamente, mas Aninha sabe reconhecer as "mentes poluídas" que entram na loja trazendo alguma intenção inconfessável.

É sexta-feira. A loja está nas mãos de Aninha há três dias e ela já se sente a dona do lugar, não hesitando em receber os clientes que assim o desejem com beijinhos ou até abraços bem colados. Rômulo faz o mesmo e as meninas literalmente penduram-se no seu pescoço, entusiasmadas assim que o vêem. As mulheres podem experimentar biquínis graças à tira plástica na calcinha. Os homens não estão autorizados a fazer o mesmo, mas Stephanie admite às vezes que vistam a sunga por cima da cueca. O primeiro episódio fora do comum acontece precisamente nesse contexto. Um cliente alto, de feições incaicas e cerca de vinte e seis anos se dirige a Aninha mostrando-lhe três sungas.
- Oi! Posso experimentar? pede ele, sorridente.
- Você conhece o regulamento, não é? Eu já te vi aqui. Vou deixar, mas por fora da cueca, e só para quebrar o teu galho, ok?
- Tudo bem. Obrigado, diz ele, já dirigindo-se ao provador.

Aninha percebe que o tempo para experimentar três sungas está longo demais e resolve ir dar uma espiada.
- Está tudo bem aí? pergunta ela.
- Ah, eu estava esperando por você! responde o cliente, abrindo a cortina.

Aninha se vê de frente para o rapaz de feições peruanas e cabelo preto liso. Ele tem nas mãos duas sungas e usando apenas uma minúscula cueca branca cuja frente se limita ao bojo, o qual dá ao seu sexo o aspecto de uma volumosa bola protuberante. Quando ele se move, Aninha vê pelo espelho que se trata de uma cueca fio-dental.
- Você me ajuda a escolher? Pede ele, dando um sorriso malicioso e sacodindo as sungas nas mãos.

Aninha olha rapidamente para o corredor dos provadores; o movimento está calmo e Rômulo está na loja.
- Qual delas você quer botar primeiro? pergunta ela.
- Esta, mostra ele enquanto olha fixamente os seus seios no sutiã "cortininha" de um biquíni vermelho.
- Então veste, diz ela, fazendo voz entediada, pondo as mãos na cintura e trocando o apoio de um pé para o outro.

Ele veste a sunga por cima da cueca e Aninha logo percebe que é o tamanho certo, mas não diz nada.
- E aí? diz o rapaz, esperando um julgamento.
- Esse azul fica legal em você, mas não dá para saber se o tamanho está bom.
- E aí? Estou achando meio apertada, mas... faz ele, olhando para baixo.
- É por causa da cueca. É melhor comprar um número abaixo mesmo.
- Isso é mal feito, a gente deveria poder experimentar, diz ele, cheio de más intenções.
- É, mas não dá porque nem todo mundo vem de banho tomado. Imagina a nojeira!
- Ok, mas eu acabei de sair de casa... e de banho tomado! retruca ele, radiante.

Aninha já decidiu há muito tempo em sua cabeça que ia "facilitar" com esse cliente bonito e ousado como ela gosta. Ela faz que está indecisa por um momento, mas logo finge ter tomado uma decisão excepcional.
- Vou deixar você botar sem cueca, mas só porque você está me dizendo isso, hein!

O rapaz não perde tempo; tira a sunga com a cueca e fica completamente nu, separando as duas peças para repor unicamente a sunga. Aninha conhece de cor e salteado a reação de "menina direita" e finge um susto, dando-lhe imediatamente as costas, mas astutamente se volta antes do tempo e o surpreende com a sunga a meio-caminho, um longo e grosso membro pendendo diante das coxas.
- Não sei como é que isso aí cabe nessa cuequinha que você usa! brinca ela.
- É, a sunga é bem maior, responde ele, ajustando-a lentamente ao corpo.
- Prefiro a cuequinha fio-dental, sinceramente, faz ela, revelando seu jogo.
- Posso trocar, quer?

Aninha dá um passo e entra na cabine, ficando a centímetros do rapaz e já apalpando-lhe o sexo por fora da sunga, sentindo-o enrijecer tão-logo na mão.
- Gostou tanto assim? pergunta ele, acariciando-lhe os seios e roçando os polegares no relevo dos mamilos no tecido.

Ela só precisa abaixar-se e puxar o elástico da sunga para liberar o avantajado membro todo moreno. Ela o empunha e puxa o prepúcio até prendê-lo à borda da glande, que salta como se desabrochasse, arrancando um suspiro do rapaz. Ele olha para baixo com ar bestificado e começa a acariciar o cabelo da sua nova conquista.

Rômulo, na loja, se ressente da ausência de Aninha. Além de atender os clientes, ele precisa tomar conta da mercadoria. Embora satisfeito com a aura de sensualidade que agora paira na loja, ele não se sente à vontade com a mentalidade imposta pela sua namorada gerente e chega a perceber uma sutil modificação da clientela; homens maduros um tanto boçais cujo ar de deboche o repugna têm vindo mais assiduamente. Ele vai até os provadores com a intenção de chamar Aninha, mas logo a descobre "ocupada" com o rapaz que queria experimentar sungas. Ele volta para a loja um tanto irritado e insatisfeito. Minutos depois, ele vê Aninha indo diretamente ao banheiro e percebe que quando ela sai, o cliente lhe passa os pacotinhos com as sungas, indica-lhe aquela que escolheu e vai por sua vez ao banheiro. Não foi assim que Rômulo previu que as coisas se passariam. O menino da Zona Sul carioca vê-se pela primeira vez na vida às voltas com a vulgaridade. No final do dia, Aninha nota a sua mudança de atitude.
- Que foi, Rômulo? Você está estranho.
- Verdade. Deve ser porque estou estranhando.
- Estranhando o quê?
- Quando você me disse para aproveitar, na ausência da Steph, achei que fosse só para dar uma relaxada no atendimento, tratar os clientes com mais intimidade, poder dar uns amassos se rolasse e desse vontade, mas...
- Você acha que peguei pesado. É isso?
- É, mais ou menos. O que você está fazendo é baixaria, Ana. Se continuar assim, isso aqui vai virar puteiro, e não foi para ser garoto de programa que eu vim trabalhar em butique.

O sangue de Aninha ferve nas veias, mas ela se controla diante do namoradinho que ela sabe ser filho de "bacanas". Em outra situação, ela teria cuspido na cara dele, mas não vale a pena por tudo a perder. Ela o cobre de beijos e promete não fazer mais. Enquanto ela fecha o caixa, ele dá uma arrumada na loja. Eles voltam direto para casa juntos e no banho dessa noite, ela o presenteia com uma inesquecível sessão de sexo anal, coisa que ele fez bem poucas vezes com as patricinhas que ele frequentou até agora. Rômulo sai do banho refeito, eles jantam na cozinha e logo depois vão para o quarto, onde ela o castiga com mais alguns rounds de sexo intenso e supercompetente. Ela o elogia, beija, chupa, engole, faz que tem mil orgasmos. O menino de boa família se empolga, fica todo prosa, perdoa, esquece. Eles dormem pesadamente, abraçadinhos até o amanhecer.

Um comentário:

  1. Deliciosas publicações... Confira o meu blog também: http://casalswingfitness.blogspot.com.br/
    Tenho certeza que você vai transbordar de tesão...
    Por favor!!! Beijos...

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