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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Viajando

Ah, se ela soubesse o quanto estou longe! Mas esse vaivém tão ritmado e constante, essa falta de pressa de gozar, esse calor e essa lubrificação perfeita estão me levando novamente para outros tempos, outros braços, outros perfumes de corpo... Não é culpa dela, muito pelo contrário, é graças ao êxtase e à perfeição do sexo com ela, mas nesse momento, sinto-me com dezoito anos, nos braços da primeira namoradinha que me deixou levá-la - ou que me levou - para a cama...
"- Ah, que gostoso! Se eu soubesse que era assim não teria negado tantas vezes!
- E teria virado uma putinha!
- Pára, menino! Só porque eu acho gostoso?
- ..."

Não me lembro em detalhes, mas as breves interrupções verbais eram desse teor, quando eu pedia à Marcela para ficar de quatro na cama e ficava indo e vindo lentamente em sua xoxotinha recém-liberada, para descansar de um papai-e-mamãe ou de outra posiçãou mais exigente que queimasse os meus bíceps de menino magro. Ela descansava com a cabeça nos braços e eu ficava oscilando para frente e para trás como um judeu ortodoxo em seu transe. Como hoje, eu era capaz de passar minutos intermináveis fazendo isso sem a mínima necessidade de gozar. E como a Marcela achava que o importante no sexo era a "quilometragem", ela usava e abusava dessa minha capacidade de proporcionar fodas demoradas.

A bucetinha da Marcela era linda e fui o primeiro a vê-la de perto. Começamos a namorar no final do ano letivo do último ano do segundo grau. Eu estava preso no Rio, sem poder sair de férias porque ia fazer vestibular e ela ia lá em casa diariamente. Um belo dia, ela me mandou fechar os olhos e quando pude abrir, ela estava peladinha na minha frente. Fiquei alucinado ao descobrir o corpo delicioso da minha namorada. O cabelo curto fazia sobressair os peitinhos redondos e pesados com delicados bicos de um moreno mais escuro que o resto do corpo; a cintura fina dava a justa proporção às ancas e os pelinhos castanhos bem curtos me indicavam que aquele momento fora cuidadosamente programado. Lembro-me que a Marcela aproximou-se e, erguendo um pouco os braços, deixou-me explorar seu corpo nu. Eu não cabia em mim de excitação e delírio passional adolescente. Depois de um longo abraço em que pude sentir cada curva do seu corpo contra o meu enquanto nos beijávamos praticamente só com a língua, abaixei-me para percorrer suas pernas e coxas com as mãos a partir das panturrilhas. Mal pude acreditar quando toquei, pela primeira vez na vida, as famosas dobrinhas que as coxas formam com a bunda. Eu teria podido passar horas a percorrê-las com as pontas dos dedos enquanto sugava a língua da minha namorada e sentia as pulsações do meu sexo duro contra o seu corpo nu.

Foi a Marcela que teve que interromper-me para dar continuidade ao seu projeto. Ordenando que eu desse costas para a cama, que ficava encaixada num ângulo do amplo quarto, e não olhasse para trás, ela separou-se de mim. Quando fui autorizado a virar-me, ela estava deitada com as pernas flexionadas e rebatidas sobre o corpo, escancaradas. Entre elas eu via seu rostinho lindo com um sorriso de quem presenteia, via as coxas largas e, na convergência delas, os dois lábios carnudos da buceta linda, cujo encontro formava uma linha sombria ligeiramente entreaberta. Pouco mais abaixo, separado apenas pelo períneo muito estreito, o cu era apenas um ponto a partir do qual se irradiavam curtas linhas que se fundiam pouco a pouco na pele perfeitamente lisa do interior das nádegas. Marcela mandou-me ajoelhar e olhar de perto. Talvez minha memória ainda esteja tão viva porque tudo estava levemente perfumado, convidando à exploração dos sentidos. Inicialmente, passei a mão pelos lábios fechados, sentindo a maciez do monte de Vênus e percorrendo a fenda sem abri-la, mas já causando prazer na minha namorada, que logo começou a respirar mais forte. Em seguida, espalmei minhas mãos contra as suas coxas e, com os polegares, separei delicadamente os grandes lábios, até ver despontarem os pequenos lábios vermelhos logo abaixo do clitóris bem destacado, rosado e entumescido, em tudo semelhante à parte inferior de uma glande. Na extremidade mais baixa, o orifício vaginal me pareceu quase totalmente obstruído e deixou-me intrigado, sem saber exatamente como se faz, onde se penetra.
"- Vai, Serginho! Toca!
- Pode tocar em tudo? Não dói? É tão vermelho!
- Você acha que é só para ficar olhando?
- Claro que não!
- Então! Quero que você toque."

E eu toquei. Passei os dedos pelos lábios, entre eles, apalpei o buraquinho virgem, mas hesitei em tocar naquele mini-pênis todo duro apontando para mim.
"- Nisso aqui também?
- Principalmente "nisso" aí, seu bobo!"

Tomei coragem e acariciei o negocinho de alto a baixo com o dedo. Marcela deu um pulo e senti suas coxas se retesarem na hora.
"- Doeu, está vendo!
- Não é dor, Serginho! Continua!
- Tá legal, tá legal..."

À medida que fui aumentando a pressão da minha carícia, o clitóris foi intumescendo-se, enrigecendo e, mais abaixo, um fio de líquido transparente começou a brotar do ínfimo orifício que não daria passagem sequer a um dedo mínimo. Marcela gemeu forte e puxou as pernas ainda mais para trás oferecendo-me plenamente o que me pareceu ser uma fruta exótica, agora praticamente no mesmo plano que a barriga, enquanto o orifício raiado do cu, também muito exposto, apontava diretamente para mim.
"- Lambe pra mim, vai.. Por favor, Serginho! ela implorou, mandando-me um beijinho por entre as coxas."

Eu só podia obedecer. Passei a língua ao longo da buceta, pincelando repetidamente os lábios de baixo para cima, depois cutucando o clitóris, sensação que me pareceu esquisita no início porque minha língua percebia nitidamente a forma fálica daquele apêndice tão sensível. Logo constatei que isso levava Marcela às estrelas. Ela agarrou-me e puxou-me nervosamente pelo cabelo, como se quisesse que eu fincasse os dentes naquela fruta encharcada de sumo. Entendi que a pressão e a fricção eram tudo e comecei a lamber forte, principalmente o clitóris. Fui adquirindo prática no movimento, relaxando o pescoço e o corpo. Eu me ajoelhara confortavelmente no tapete e estava debruçado entre as pernas da Marcela. De vez em quando, eu empunhava o meu membro, que a certa altura eu liberara da cueca e da calça, e o masturbava um pouco, sentindo-o tão duro, pulsante e sobretudo encharcado. Depois, voltava a debruçar-me completamente na cama, sentindo-o esmagado entre a minha barriga e o colchão. De repente, Marcela começou a contorcer-se e gemer muito mais intensa e freqüentemente, enquanto eu esfregava minha boca, nariz e queixo entre suas coxas. Suas pernas se fecharam sobre minhas orelhas e senti os calcanhares dela baterem nas minhas costas com força. Ela estava gozando. Para mim, aquilo durou uma eternidade. Eu forçava as pernas da Marcela para fora, tentando aninhar-me de novo entre elas, mas Marcela só conseguia ceder por alguns instantes para logo voltar a esmagar-me como se as pernas fossem uma prensa. Percebi que eram espasmos, espasmos análogos aos nossos, mas múltiplicados por cem em duração e intensidade. Desejei ter o orgasmo feminino já desde aquela primeira vez. Quando eu olhava para Marcela, eu a via com dois dedos na boca, jogando a cabeça para um lado e para o outro, o rosto todo vermelho, os seios saltitantes e as pernas trêmulas. Às vezes, eu levantava a cabeça e soltava um comentário.
"- Estou achando o máximo te ver gozar. Que tesão!
- Tá, então não pára, Serginho! Cala a boca e continua lambendo, vai!"

E lá ia eu de volta para o epicentro entre as pernas da Marcela. Eu cobria a buceta toda com a língua e ficava assim por alguns momentos, sentindo o relevo dos pequenos lábios, o calor, e degustando aquele sabor novo em cada região papilar. A certa altura, Marcela afrouxou completamente o corpo e ficou quieta, gemendo baixinho. O pico do orgasmo cessara, mas ela parecia ainda estar bem excitada, sentindo ondinhas de prazer no corpo todo, como ela mesma dizia.

Como a minha cama era muito baixa e Marcela pusera as pernas nos meus ombros, bastava que eu a puxasse um pouco na minha direção para poder penetrá-la. Eu era virgem como ela, mas tinha uma uma idéia razoavelmente precisa do lugar. A única coisa que me intrigava um pouco era a falta de um orifício "típico" onde eu pudesse encaixar-me, um ponto escuro em vez daquela carninha rosada como uma amígdala, que eu via logo abaixo dos pequenos lábios. Mas resolvi que aquilo não podia ser obstáculo e fui em frente, dizendo a mim mesmo que bastaria um pouco de força. Assim que revi o diâmetro do que eu estava para enfiar ali, concluí que a primeira vez poderia ser difícil, mas não me deixei impressionar muito nem ter qualquer tipo de medo pela Marcela. Olhei para o seu rosto e vi que ela estava com a cabeça para o lado, de olhos fechados, brincando com o biquinho de um seio e parecendo ainda distraída com o final de orgasmo. Eu nunca vira o meu sexo tão duro e com a glande tão esticada. Eu também nunca o vira expelir tanto líquido, que brotava do orifício e escorria em longos fios que iam parar no chão de tacos. Aproximei-me ao máximo da cama, empunhei meu membro e apontei a cabeça diretamente para a tal "amígdala" que ficava ligeiramente abaixo da abertura. Olhei uma última vez para o rosto da Marcela, espalhei bem o líquido por todo o meu sexo, encostei a cabeça na abertura e comecei a empurrar.
"- Você vai tentar? perguntou ela, apreensiva."

Marcela olhava-me fixamente nos olhos e disse aquilo com uma voz expressiva, mas o rosto lânguido e cheio de desejo. Não cheguei a assustar-me, mas fiquei espantado com a serenidade com que ela me ofereceu a sua virgindade. Respondi que ela tinha me deixado muito excitado e queria, sim, penetrá-la. Ela sorriu e fez que sim com a cabeça, olhando para baixo para não perder nada daquele momento tão importante na vida de uma menina.  Forcei mais um pouco. Marcela tirou as pernas dos meus ombros e puxou-as bem para trás, para dar-me o máximo de liberdade. Forcei mais uma vez e vi minha glande penetrar um pouco, Marcela deu um gemido apreensivo. Forcei mais, senti o hímen – elástico, mas muito resistente – dificultar a passagem e Marcela manifestou uma sensação de dor. Recuei.
"- Você podia aproveitar para por uma camisinha.
- É mesmo, eu já tinha esquecido disso!"

Como todo menino esperançoso, eu sempre trazia na mochila uma caixinha de preservativos lubrificados. Fui pegá-la e quando voltei, Marcela quis vestir meu pau. Montei nela e sentei-me em sua barriga enquanto ela desenrolava com graça o latéx pelo tronco duríssimo e envergado para cima.
- "Experiente, hein! brinquei.
- Pelo menos isso, eu sei fazer! Nossa, como isso está duro, cara!"
- E como e que você queria que estivesse?
- Verdade, haha!"

Quando saí de cima dela, Marcela quis mudar de posição e pôs-se de quatro, com os joelhos no chão e apoiada na cama. Ela parecia estar bem mais relaxada e confiante depois da pausa, não tanto pelo fato de termos posto camisinha, mas pelo momento de intimidade que tivemos. Vê-la debruçada em minha cama com o lindo traseiro em destaque deixou meu pau aos pulos. Aproximei-me e beijei sua bunda, o que fez a Marcela rir. Em seguida, abrindo-a bem, lambi-lhe a buceta, ensalivando-a copiosamente antes de voltar a encostar meu pau nela, e disposto a só parar quando o cabacinho da Marcela tivesse sido conquistado. Nessa segunda tentativa, senti que as coisas iriam fluir com perfeição. Marcela abriu bem as pernas e repousando o corpo na cama, empinou ao máximo a bunda, oferecendo-me a buceta com mais segurança e muito desejo. Meu pau estava tão duro que eu o direcionei empurrando-o para baixo. Quando comecei a forçar, senti que nada o impediria de abrir passagem. A pressão na glande começou a crescer, Marcela enfiou o rosto no travesseiro para abafar os gemidos, mas eu não recuei mais. Ela desabou na cama, tive que segurá-la pelo alto das coxas, e isso acabou ajudando porque assim eu podia puxá-la para mim. E foi o que fiz. Ao mesmo tempo que eu pressionava o cabacinho forçando minhas coxas para frente, eu puxava Marcela para trás. Ela sentiu dor mas não ofereceu resistência. Vi a buceta brir-se até atingir o máximo diâmetro da cabeça e em seguida o meu pau ser tragado apra dentro, com a Marcela aos soluços.
"- Pronto, entrou tudo. Bye-bye cabacinho.
- Puxa! Como doeu! fez ela, enxugando as lágrimas, mas sorrindo para mim.
- Eu não sabia que doía tanto.
- Nem eu! Mas não pára que agora vai melhorar.
- Tudo bem."

Lentamente, comecei a ativar a máquina. Marcela ajeitou-se, ficando bem empinada e voltando a oferecer-me o espetáculo do corpo maravilhoso que era o seu. Por trás dela, eu podia ver seus peitinhos miúdos roçando na colcha de tecido áspero da minha cama, sua nuca adorável, a coluna curvada dando uma forma linda às costas bem feitas de menina que dança desde a infância e, em primeiro plano, a bunda saliente no meio da qual eu via indo e vindo o meu pau longo e branco. Comecei o vaivém um pouco tímido, mas Marcela logo empreendeu movimentos e senti-me seguro para intensificar os meus. Em poucos minutos, estávamos entregues a uma foda frenética e eu sentia-me livre para arremeter e sair completamente, voltando para dentro quase brutalmente, ouvindo o barulho de coxa contra coxa. Permanecemos assim por um bom tempo. Em seguida, mudamos várias vezes de posição e lugar. Estávamos sozinhos em casa e não há um cômodo daquele apartamento em que não tenhamos trepado naquele dia! Entre um lugar e outro ou uma posição e outra, Marcela chupava meu pau, levando-me ao delírio, mostrando não ter qualquer asco em relação ao esperma. E embora não tenha tido a coragem de enfrentar uma primeira experiência anal, fez questão de pedir-me que enfiasse um dedo bem fundo em seu cu para que ao menos provasse uma sensação semelhante. Lembro-me como se fosse ontem da Marcela deitada de bruços no chão enquanto eu pegava uma camisinha usada com a intenção de entornar o conteúdo em seu cuzinho fechado para lubrificá-lo. Ela olhou para trás e, vendo isso, tentou impedir-me, mas consegui convencê-la a aceitar essa que seria a primeira de uma série de fantasias loucas entre nós. Vesti a camisinha num polegar para enterrá-lo lentamente naquele cuzinho apertado e também virgem, morrendo de tesão ao ver a bunda da Marcela toda empinada e aos pulos enquanto ela gemia e reclamava manhosamente do desconfordo dessa penetração incipiente.

Nosso encontro estava chegando a umas duas horas de duração, quando decidimos que, para uma primeira vez, estava mais do que ótimo. Eu já tivera três orgasmos, mas a Marcela queria muito ver um de perto. Tive a idéia da masturbação, que ela acatou achando divertido. Sentei-me na mesa da sala, dei as instruções, apoiei-me nos cotovelos e deixei por conta dela. Marcela adorou terminar com meu pau grosso e duro na mão, vendo-o gozar. Eu ainda estava tão excitado de trepar e ver o seu corpo delicioso, que ejetei o pouco conteúdo que me restava em dois ou três curtos jatos que ela direcionou gentilmente para o rosto. Marcela ficou surpresa quando a puxei para mim e lambi os respingos em suas faces. Em retribuição, ela lavou-me o pau encharcado como uma gata, massageando-me minhas bolas e coxas...
- Sérgio! Sérgio!
- Hã? Quê?
- Não está me ouvindo?
- Estou, sim. Por quê?
- Faz meia hora que estou pedindo para a gente mudar de posição, mas parece que você entrou em transe aí atrás! Assim não tem graça, poxa!
- Euh... Ah... Tá legal, meu amor, desculpa. Quer fazer de ladinho?

Minha mulher, a mulher que escolhi para companheira de vida, minha mulher de corpo tão ou mais delicioso que o da Marcela, mal pode imaginar que durante esses breves instantes que lhe pareceram uma eternidade, eu saí do meu corpo para ir reviver momentos de graça, emoção e inocência de episódios únicos que só persistem na mente.




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