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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Peãozinho Valente

Observando o seu jovem ajudante à distância, Wanderlei, empregado responsável por um rebanho de carneiros de uma imensa fazenda em Mato Grosso, está imerso em pensamento.

Como trabalha esse Davi, sô! Se até agora não perdemos nenhuma ovelha, foi graças a ele. Elas correm, mas ele é esperto e consegue sempre dar um jeito de cercar os bichos pouco adiante, no rio ou na entrada do matão. Sem ele, eu não daria mais conta do trabalho.
(...)
Coitado! A roupa dele está mesmo em frangalhos. Dá para ver tudo pelos rasgões no short, mas acho que é a única roupa de trabalho que ele tem. Ele diz que não liga porque trabalha no pasto e só os carneiros vêem. Nem os pés ele protege para sair correndo atrás desses bichos; não sei como ainda não levou mordida de cobra!
(...)
Bom, acho que as ovelhas aquietaram. Vou lá falar com ele.
- Fale, Davi! Dia cheio, hein?
- É, esses bichos não sossegam. Está cheio de jacaré no rio, mas elas teimam em ir para longe.
- Liberdade, liberdade… Isso sempre atraiu todo mundo, até bicho.
- Verdade.
- Tá precisando de roupa, peão!
- Tô não. Isso aqui ainda dá pro gasto, com só nós dois aqui.
- Você diz isso porque…?
- É, ara. Não tenho mais nada pra esconder do moço não.
- Pois para mim está bom assim, não ligo não.
- Acho que você é o único que não bate em ajudante, o resto apanha direto. Viu o Ezequias ontem? Tomou tanta bordoada porque não quis subir com o Tião, que hoje nem saiu da fazenda.
- Aquele Tião é um animal. Ele já quase matou um ajudante, você está sabendo, não é?
- Mais ou menos. Parece que mandou currar um deles, foi esse?
- Ele mesmo. Ele fez o cabra entornar um litro de purinha do alambique e ele e mais cinco ficaram revezando até quatro da matina.
- Você estava lá? Viu alguma coisa?
- Eu ajudei a acabar com aquilo, no finalzinho, quando o Ezequias já estava quase morto. Ele estava tão mole que teve que ser carregado até o quartinho da cozinha pra Zenaide cuidar. Ele ficou lá uma semana.
- Só você e mais uns três ali são gente boa. O resto…
- Mas no início você também não gostou muito de saber que o teu trabalho não ia ser só pegar ovelha desgarrada, né peão?
- Claro que não. A sorte foi que eu trabalhei com o Doca e agora com você. Nisso eu dei sorte, pelo menos.
- Dizem que o Doca deixava fazer nele também. É verdade?
- É sim. Ele gostava que metesse nele às vezes. Mas eu não gostava porque ele era todo peludo e meio gordo de tanta cana e cerveja; eu achava pior do que dar pra ele!
- Pelo menos era mais justo.
- Isso era!
- A primeira vez foi muito ruim?
- Eu estava tão cansado quando ele foi me acordar! Eu estava dormindo e ele veio, agarrou no meu braço e foi me puxando para o banheiro grande. Não entendi nada, fui deixando ele me levar quase arrastado, até que a gente entrou e nem fechou a porta a chave porque sabia que eu não ia gritar. Aí ele me colocou debruçado naquela cômoda branca, baixou meu short e mandou lenha.
- E…?
- E nada. Você sabe como o Doca é forte, né. Fiquei ali, imprensado entre ele e a cômoda, sem poder fazer nadinha. Eu falavava pra ele ir devagar, mas ele nem me escutava mais. Ele lascou a mão cheia de sabão e começou a enfiar a jeba em mim. Não demorou muito pra gozar forte, tirou, lavou na pia e foi embora dizendo pra eu me lavar rápido e voltar para a cama porque no dia seguinte ia ser dia de tosa. Ele não me bateu, ficou o tempo todo falando que estava gostando e que ia querer todo dia.
- E ele tava certo, o peãozinho é gostoso que dói mesmo! Fiquei até de troço duro aqui, só de ouvir. A gente vai poder fazer hoje?
- Ué, se quiser… O moço é quem manda.
- Entre a gente não tem disso não, Davi. Quando um não quer, dois não brigam.
- Mas eu quero!

De fato, além de curto, o short de Davi está em petição de miséria. De pé, descascando um arbusto com a peixeira e mastigando pedaços de casca úmida, ele está de lado para Wanderlei, que pode ver seu corpo praticamente inteiro. Sentado ao pé de um arbusto vizinho, o homem contempla suas coxas lisas e o amplo trecho da lateral das nádegas que transparece pelo rasgão do short. Ele sente o membro agitar-se dentro da surrada jeans de trabalho. Ambos sabem o quanto estão longe dos outros e isso os deixa à vontade para prolongar esse jogo de sedução dissimulado. Wanderlei acaba abrindo a calça e exibindo a tora de dezoito centímetros que ele sopesa com a mão direita enquanto procura o olhar do rapaz. Davi sorri e sente por dentro um tremor de excitação que lhe percorre o corpo e vem terminar na base da espinha, induzindo pequenas pulsações anais. Wanderlei lhe pede que tire o short. Sem sair do lugar, ele faz descer pelas pernas a peça rota, livra-se dela e fica completamente nu, exibindo o perfil enquanto olha para a mão do seu companheiro e superior hierárquico.
- Quer vir pegar? pergunta Wanderlei.
- Quero, uai! responde ele, ainda encabulado.
- Não se acanhe, diz o outro convidando-o a sentar-se.

Davi senta-se no chão ao seu lado e o homem tira a mão do pau, que fica dançando e pulsando no V ondulado da braguilha aberta. Davi o empunha e começa a masturbá-lo de leve.
- Quando a gente faz, você bota ele inteirinho em mim? pergunta o peão, uma vez mais admirado com as dimensões do membro do parceiro.
- Todinho! O peão não sente, não?
- Não dá pra sentir que é todo, não. Então entra muita coisa!

Davi acaricia o membro de Wanderlei e, levando sua mão o mais para trás possível, surpreende-se ao descobrir a pélvis completamente lisa.
- Raspou tudo por quê?
- Aproveitei a época da tosa! Fiz para você não ter nojo.
- Não precisava, moço! Ligo pra isso não.

Enquanto termina sua frase, Davi passa a mão pelo lugar anteriormente recoberto de uma densa camada negra de pelos crespos. Tudo está perfeitamente liso. Ele pede a Wanderlei para baixar mais a calça, o que o peão faz dando meia cambalhota para trás e exibindo a bunda branca e magra, com o saco entre as pernas, também sem um pelo. Davi está realmente surpreso com essa depilação completa. Ele jamais viu isso, e o corpo de Wanderlei está parecendo anos mais jovem, o que não deixa de alegrá-lo.
- Tá com quantos anos, Wanderlei?
- Vinte e nove, por quê?
- Pensei que fosse muito mais.
- Tô parecendo tão velho assim, é? A gente pega ruga cedo labutando desse jeito. E você, quantos anos, peão?
- Dezoito.
- É, o seu Sílvio capataz só emprega de maior. Menino novo não aguenta com essa vida não.

Wanderlei, muito excitado, está ansioso para que Davi lhe faça a coisa que ele mais gosta e que eles só realizam quando conseguem encontrar-se à noite, perigosamente, em um dos cômodos vazios do anexo da fazenda ocupado pelos empregados. Pousando um braço nos ombros de Davi, ele sinaliza o seu desejo. O peãozinho entende e, acomodando-se na grama, curva-se sobre sua cintura, envolvendo a glande encharcada com os lábios. Wanderlei geme enquanto o observa chupar lentamente o seu membro, empunhando-o pela base. Ele gosta da calma de Davi, do toque leve dos seus lábios, da língua percorrendo-o com vagar e do ruído tranqüilo da saliva. Davi sabe que é esta calma que vai levando a excitação do seu parceiro ao máximo, deixando cada fibra do seu sexo completamente rígida, pronta para a etapa seguinte, que ele foi lentamente aprendendo a apreciar tanto, a esperar tão ansiosamente desde que, há seis meses, começaram a trabalhar em equipe.

Deitado, Wanderlei fecha os olhos, deixando-se invadir pelo êxtase que se irradia a partir da boca quente do peãozinho. Este empunha seu pau na vertical e, de joelhos no mato rasteiro, faz amplos movimentos de tronco, subindo e descendo para percorrer o quanto pode a longa verga com os lábios. Isso vai deixando Wanderlei num estado crescente de excitação que o força a levar uma mão à cabeça de Davi para tentar retê-lo um pouco, fazer com que vá mais devagar. Ele observa o flanco desnudo do seu ajudante sentado sobre as pernas e tão aplicado em dar-lhe prazer. Ele acaricia-lhe as coxas e puxa gentilmente aquela que está mais próxima para que Davi as abra um pouco. Também muito duro, o membro do peão estremece ao primeiro toque. Vanderlei o manipula durante alguns instantes, mas seu próprio desejo é tamanho que ele logo abandona a diversão e olha significativamente para o rapaz. Obediente, Davi passa então uma das pernas por cima dele e vem instalar-se praticamente sentado sobre seu rosto enquanto continua a chupá-lo com devoção. Wanderlei admira de perto a bunda linda e o sombreado no centro do sulco branco perfeitamente liso. Ele repousa as mãos sobre as panturrilhas de Davi e abocanha-lhe o saco, chupando-o e mordiscando-o, encharcando-o de saliva. Isso exita Davi, que se oferece todo, permitindo que o cu aflore, um orifício bem feito e desejável, ligeiramente aberto, que já não oculta as repetidas penetrações, como um funil de pele rosada. Agarrando os dois gomos carnudos com as mãos, ele força Davi para baixo, sentando-o quase em seu rosto, e põe-se a lamber vorazmente o rego e o cu.

Davi se abandona sobre o corpo do seu homem, a barriga e peito completamente colados a ele enquanto sente as linguadas fortes cutucarem-lhe profundamente o cu cada vez mais receptivo e pulsante. Ele continua chupando o pau grosso e duro do seu protetor, acariciando-lhe o saco e as coxas. Do lado oposto, Wanderlei aplica um polegar no orifício enquanto, com a boca, continua a trabalhar o saco. O dedo desliza facilmente para o interior, sendo logo submetido à pressão da musculatura do anel que pulsa sem cessar. Davi imprime instintivamente um movimento de vaivém ao seu corpo enquanto sente seu saco ser devorado por Wanderlei. Ele passa uma mão pela pelvis do seu protetor, agora lisa, lambe-a, percorre a tora de baixo para cima, de cima para baixo, abocanha a cabeça, sentindo-se enlouquecer de tesão com o dedo em seu cu e a boca quente em seu saco, oferecendo-se mais e mais sobre o rosto de Wanderlei. Ele anseia pelo momento em que seu mentor decidirá que é hora de por fim às preliminares e comecar uma vez mais penetrá-lo fundo com esse verdadeiro cabo de enxada que ele tem na mão.
- Num tô mais güentando, sô! diz o Davi, olhando pra trás.

Praticamente no mesmo instante, Wanderlei lhe dá um empurrão lateral que o tira de cima dele. Divertido e excitado, David se apruma e fica de quatro na relva, oferecendo ao homem a bunda redonda e lisa que coroa seu belo par de coxas firmes e musculosas. Wanderlei vem cobri-lo como um cavalo, pondo-se de joelhos por trás dele, empunhando o membro em riste e imediatamente aplicando a grossa cabeça molhada na entrada. Davi flexiona os braços e cola a orelha na relva, como se quisesse escutar alguma coisa. Relaxando completamente as costas, ele aguarda ansiosamente o momento tão desejado. Wanderlei não se faz esperar e assim que sente seu membro bem acoplado ao orifício, começa a empurrar lenta mas continuamente. Davi aperta os olhos para suportar essa primeira incursão e sente a poderosa glande abri-lo. Assim que ele se sente firmemente encaixado, Wanderlei puxa Davi pela cintura. Duas lágrimas grossas enchem os olhos do peãozinho, mas ele já aprendeu que a etapa seguinte compensa largamente o sofrimento inicial. Seus olhos choram mas sua boca sorri e ele ajuda o seu homem com as mãos, mantendo as nádegas bem abertas. Wanderlei sente o coração bater e o freio da glande repuxar-lhe a gorda cabeça que acaba de entrar completamente no cu que a devora com sofreguidão, pulsando incessantemente. Ele redobra de excitação ao vê-la desaparecer pelo buraco dilatado cerca de cinco centímetros. Davi sabe que em segundos o trabalho da lubrificação será perfeito e não haverá mais nenhuma resistência. Um último tranco obriga-o a firmar-se com as mãos no chão e Wanderlei colide com ele anunciando que entrou tudo. Davi leva uma das mãos atrás para tocar nesse corpo que o invade, conjeturando que seria possível amarrar uma ovelha furiosa aos poucos centímetros que restam fora dele, de tão duro. Voltando a pousar as mãos na relva fresca, afrouxando todo o seu corpo para que nada seja obstáculo ao trabalho do seu homem, ele fecha os olhos e espera. Wanderlei inicia então movimentos de cintura até que o seu pau comece a deslizar dentro de Davi. Os amplos movimentos de vaivém que Davi tanto aprecia não tardam a se iniciar. De rosto colado na relva, ele tem uma bizarra visão do campo, de patas de ovelhas, de arbustos, do rio ao fundo, embalado pelo doce balanço provocado por Wanderlei que, nesta fase, torna-se lento e suave como a paisagem que os cerca. Nas primeiras penetrações, Davi sempre sente como se seu corpo ainda não estivesse pronto a acolher o avantajado membro do amigo. Em seguida, o prazer toma conta e custa-lhe a acreditar que ele possa ficar por vezes dias sem experimentar essa sensação tão única.

Embalado pelo movimento, Wanderlei entra numa espécie de delírio e diz coisas irrealizáveis, revela sonhos, faz projetos fantasiosos sobre Davi em sua vida. Ele já lhe disse que se pudesse sustentá-lo, não o deixaria trabalhar e o mandaria para a escola fazer o secundário ainda que muito atrasado. Falou-lhe de uma idéia de reconstruir uma casinha que uma enchente destruiu há anos, agora em ruínas. Falou até de largarem as ovelhas para ir vaquejar de verdade nalguma outra fazenda. Durante os longos momentos como esse, que podem chegar a quase uma hora, Wanderlei já lhe fez confissões, já lhe falou de seus aborrecimentos, de suas frustrações, de sua falta total de perspectiva. No início, Davi pensava que essa fosse uma maneira de manter-se excitado sem gozar, mas logo reparou que o rosto de Wanderlei se transfigurava, atingindo uma calma que não era a habitual, uma calma que lhe permitia falar de tudo, de bom e de ruim, sem parar de provocar-lhe, a ele, Davi, um prazer indizível e crescente. De joelhos, as coxas peludas contra as suas, ele parecia poder ficar ali, naquele movimento oscilatório, por uma eternidade. Havia dias em que Davi suportava mais, outros menos. Às vezes isso o deixava impaciente e ele queria que o orgasmo irrompesse e Wanderlei o agarrasse com força até enchê-lo como um afluente caudaloso, fazendo-o gozar também, no finalzinho, junto com as últimas estocadas. Ah! Como é gostoso senti-lo todo dentro e gozar! Mas hoje Davi está num dia de paciência, com vontade de sonhar junto com o seu homem que o penetra infinitamente.
- Você é melhor que muita mulher, peãozinho!
- O moço acha mesmo?
- Vou lhe contar uma história…

E eles ingressam perdidamente no sonho erótico, ao longo do qual Wanderlei garante que não há nada melhor do que poder ficar fazendo aquilo em silêncio, só ouvindo o balanço das folhas ao vento e o balir ocasional das ovelhas. Ele ilustra o que diz calando-se e deixando que a brisa e a presença dos animais convençam o seu jovem interlocutor, que ele puxa para si pelo alto das coxas como se pudesse enfiar mais de dezoito centímetros dentro dele. Ele lhe diz que isso é impossível quando se deita com mulheres, que não entendem a "mentalidade" de um homem. Davi mantém-se de olhos fechados e não se esforça muito para tentar intepretar as lucubrações do parceiro, deixando que sua voz se dilua no vento e no barulho das árvores para concentrar-se na deliciosa sensação provocada pelo vaivém regular do corpo dele no seu. Ele só volta a prestar atenção a Wanderlei quando este lhe diz coisas que o excitam, como os elogios ao seu corpo tão jovem mas já tão forte, especialmente a bunda, que ele afirma jamais ter visto mais gostosa. Aliás, quando chega a esse ponto, ele costuma fazer uma interrupção, beija-lhe cada banda da bunda linda, pedindo-lhe que permaneça na mesma posição, afastando-se e contemplando embevecido. Davi aproveita a ocasião para estender-se na relva e ficar languidamente deitado até que Wanderlei se jogue em cima dele e volte a penetrá-lo assim, de bruços. Davi adora sentir o peso do seu corpo e sua voz que lhe faz cócegas no ouvido. Ainda deitado, ele se apoia nos joelhos e empina levemente o traseiro, apenas para elevar-se um pouco e facilitar a penetração. Wanderlei entra nele com força e só pára quando o ouve gemer. Aí recomeça a mexer, desta vez em estocadas intensas que dão a Davi o sinal de que o gozo está próximo.

Para o orgasmo, Wanderlei gosta de pô-lo de quatro e penetrá-lo, quicando sobre a garupa enquanto o pau forçado para trás se perde no cu, alargando-lhe as entranhas. Davi fixa-se no chão agarrando o mato e deixa-se cavalgar assim até que o seu garanhão entre na fase que antecede o orgasmo e lhe dê estocadas tão vigorosas que o fazem contorcer-se e gemer, quando não berrar a ponto de despertar a atenção das ovelhas. Nessa etapa, seu próprio sexo geralmente pende entre as pernas, momentaneamente esquecido. Wanderlei, no auge da excitação, invade furiosamente o seu cu, por vezes saindo completamente e voltando com carga máxima. Davi tenta empurrá-lo, mas é inútil; o magro porém fortíssimo empregado de fazenda ignora a presença dessa mão, que acaba ficando lá por puro carinho, a percorrer-lhe nervosamente as ondulações da musculatura abdominal. Há momentos tão intensos entre eles que Davi só consegue repetir "Mete! Mete! Mete, moço! Mete tudinho que é só seu!" E Wanderlei vai até o fim, até o ponto de explodir, sem contudo jamais deixar de procurar seu sexo de Davi para masturbá-lo e ter um orgasmo junto com ele.

Davi é sempre o primeiro, e assim que seu ânus começa a contrair-se com os espasmos do orgasmo, Wanderlei multiplica as estocadas até inundar-lhe tão copiosamente o reto que o esperma reflui para as bordas enquanto o membro continua trabalhando. Completamente lubrificado, Davi sente apenas o enorme tronco deslizando livro dentro dele a toda velocidade, causando-lhe calor e levando-o a um estágio que ele chama de "gozo de cu". Ninguém seria capaz de convencê-lo de que não existe orgasmo anal mesmo que ele saiba perfeitamente que essa sensação acontece quando ele está tendo mais um orgasmo convencional, peniano. Nesse momento ele chora, se debate, geme, tenta olhar para trás, para dizer alguma coisa a Wanderlei ou fazê-lo ver não-sei-quê, mas o homem está em transe e só o que faz é desfechar-lhe golpes de cintura, que vão gradativamente decrescendo em feqüência e intensidade. Ele fica admirado pela quantidade de líquido que brota do orifício desmesuradamente aberto. Bolhas esbranquiçadas vão se formando e espocando na saída, longos veios leitosos gotejam do saco ou escorrem pelas coxas do peãozinho. Nesse momento, Wanderlei gosta de novamente afastar-se, deixando-o repousar de quatro na relva, as pernas bem abertas, e contemplar o orifício que retoma pouco a pouco o diâmetro normal enquanto Davi, desorientado como uma égua após a curra, resfolega e arfa de cansaço e satisfação, aproveitando esse momento para recompor-se, acostumado a essa posição animal que lhe é tão familiar. Em seguida, lambendo-se mutuamente, eles se limpam segundo as leis da mãe Natureza.


O peãozinho se levanta e caminha em direção ao arbusto descascado onde ficou a peixeira e seu short. Quase não vale a pena colocá-lo, pensa Wanderlei, olhando uma vez mais as nádegas brancas e salientes que os rasgões da peça tão rota não permitirão ocultar. Por uma fração de segundo, ele torna a desejar tirar Davi dessa vida mas, já fora do transe erótico, falta-lhe coragem para expressar isso seriamente. Cansados, ambos se estendem na relva para esperar as últimas horas de pasto e levar as ovelhas de volta ao cercado antes de uma boa noite de sono.



2 comentários:

  1. Extremamente excitante!! O jeito que o peãozinho é dócil e receptivo ao seu superior que de um jeito tão original prolongou seu prazer por mais tempo...adorei!! Como vc foi perfeito descrevendo a cena!! Como isso é importante pra que eu possa viajar nas suas palavras e sentir as sensações!... delicioso!! posso dizer que umedeci entre as coxas... adoro estórias homo *-*

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  2. Obrigado, Sibila. Você está enriquecendo o Erotexto com a sua presença. Se todos fossem como você, nossos blogues seriam pequenas maravilhas, cheias de interação com os leitores e - como você - co-autores.

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