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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

Nos Quintais do Vaticano

"Enquanto tomavam banho no chafariz, percebi meu filho Cesare olhando gulosamente para as nádegas dos primos Luigi e Pietro. Eu sabia que vê-los nus o excitava porque já o surpreendera duas ou três vezes a espiá-los enquanto acariciava-se discretamente. Cesare só estava esperando o momento propício para atacar e eu sabia que isso não tardaria porque me parecia óbvio que a demora em sua iniciação estava se tornando insuportável para o seu corpo pronto a cumprir os designios da carne.

Excepcionalmente desocupado naquele longo feriado pagão, resolvi seguir Cesare pela vasta propriedade familiar nos arredores de Roma e tentar descobrir qual seria a sua estratégia de ingresso na vida adulta. Minha espera foi logo recompensada. No dia seguinte ao banho no chafariz, Cesare topou com Luigi, o primo mais novo, no pomar, tentando derrubar com uma vara uma cereja imensa num galho alto. Ele tomou-lhe a vara e, com uma pancadinha certeira, arrancou a fruta. Luigi precipitou-se sobre ela e devorou-a com avidez.
- Não me dás nada em troca, primo? perguntou-lhe meu filho, a voz carregada de malícia.
- Te empresto a vara para pegares algumas, queres? retrucou o outro.
- Não. Quero outra coisa.
- O quê?
- Vamos até ali que te mostro.

Luigi seguiu meu filho até o pomar repleto de árvores frutíferas perfeitamente alinhadas. Chegando lá, Cesare abriu a calça e mostrou-lhe uma exuberante ereção. Que espetáculo! Eu ainda ignorava o quanto meu filho fora dotado pela mãe Natureza.
- Por que estás assim?, perguntou o rapazote, inibido, mas curioso.
- É grande, não é? Podes pegar, retrucou meu filho, oferecendo o membro ao primo sem tocá-lo.

Luigi estava a cerca de um metro de Cesare, olhando fixamente para o longo membro oscilante. Foi a pura curiosidade que o levou a avançar de um passo e empunhá-lo como se desse a mão a alguém, espantando-se e fazendo comentários sobre as dimensões, a rigidez e a temperatura do sexo do meu filho. Com efeito, o membro de Cesare está atingindo dimensões consideráveis, em nítido contraste à sua estatura ainda modesta. Assim que ele sentiu o toque, suas coxas se contraíram e seu primo reagiu intensificando o aperto. Essa manipulação foi suficiente para levá-lo a um orgasmo em vários jatos que foram cair palmos adiante. Luigi ficou estupefato, olhando ora para o pênis encharcado, gotejante e ainda pulsante em sua mão, ora para os rastros de esperma deixados no chão. Depois, desembestou a fazer perguntas que forçaram Cesare a dar-lhe uma verdadeira aula sobre o órgão sexual masculino e suas funções. Longe de me parecer satisfeito, meu filho saiu do pomar com cara de que aquele investimento preliminar fora alto e exigiria retorno rápido. Os dois primos voltaram juntos para casa, porém calados. Não tive dúvida de que meu filho já estava elaborando algum estratagema para fazer com que a situação evoluisse mais rapidamente em seu favor.

No dia seguinte, tomando café da manhã no amplo jardim dos fundos da casa, vi Cesare afastandos-se numa direção que poderia levar ao celeiro. Desta vez, ele estava com Pietro e pareciam conversar animadamente. Resolvi segui-los. Pus no bolso o meu bloco de anotações e fui atrás deles, mantendo uma boa distância e ocultando-me para não ser visto. E, de fato, eles foram para o celeiro. Assim que encontrei um lugar seguro para observar, entendi que Pietro estava pedindo explicações ao meu filho sobre o episódio da véspera. Aparentemente, Luigi contara-lhe tudo. Um tanto constrangido, Cesare fez-se de desentendido, tentou desconversar, mas Pietro insistiu e ameaçou contar tudo aos pais. Meu filho acabou contando detalhadamente, com profusão de gestos ilustrativos muito enfáticos, o que o "simples toque" de Luigi havia desencadeado em seu órgão hiper-sensível.

Terminada a grande explicação, que me pareceu ter convencido Pietro da insignificância do episódio, os dois primos começaram a conversar, mas tão baixinho que só pude inferir que Pietro pedira a Cesare que lhe mostrasse o objeto da discussão, o que meu filho fez prontamente e sem se acanhar, exibindo orgulhoso o seu belo monumento de volumosa glande rubra, já semi-ereto, pendendo em arco fora ca calça calça. Seu primo olhou admirado por alguns instantes e abriu a calça para mostrar o seu, que não me pareceu estar em grande desvantagem, considerando-se o fato de que, sendo mais jovem, ele terá mais tempo ainda que o meu filho para desenvolver-se. Os dois compararam longamente os seus atributos, segurando-os em várias posições para examiná-los de todos os ângulos possíveis. Em seguida, ergueram as calças e pude ouvir um fragmento de diálogo:
- Dizem que penetrar é muito prazeroso, mas difícil entre varões, por isso é preciso praticar. Vamos tentar? propôs Cesare.
- Só se eu também puder, respondeu o primo.
- Sem dúvida, anuiu Cesare, para espanto meu.

Por coincidência, Cesare apontou para a direção onde eu me encontrava, um canto do celeiro onde havia velhos sacos de grãos encostados num tapume. Confortavemente instalado atrás dessa parede de tábuas, a única coisa que me seria exigida para não ser notado é o mais absoluto silêncio. Eles ficaram a centímetros de mim; eu os via através das fendas entre as tábuas. Cesare pediu ao primo que baixasse a calça, o que ele fez prontamente. Como eles estavam de perfil em relação a mim, pude ver mais uma vez as nádegas do meu sobrinho, duas meias-luas de carne alva e firme despontando da calça que ele baixou até os joelhos. Cesare fez o mesmo, em seguida cuspiu várias vezes na mão, espalhou bem a saliva pela glande e começou a forçar a entrada, sob os protestos do primo, que protestou log ao primeiro contato. Um pouco impaciente, Cesare informou-lhe ser normal que doesse um pouco. Em seguida, cuspiu saliva grossa na região do contato e, segurando firmemente o primo pela cintura, forçou vigorosamente a entrada, provocando um berro de dor seguido da ordem de parar que, sendo ele quem é, obviamente não obedeceu, limitando-se a afrouxar momentaneamente a pressão, permanecendo contudo colado ao primo até que ele se acalmasse.
- Dói muito! choramingou o outro, olhando para trás e procurando os olhos do meu filho, que ele encontrou com expressão impaciente e fria.
- Eu falei que era assim mesmo, não falei? Dói no começo, mas depois fica bom, garantiu Cesare.

Eles ficaram grudados e imóveis durante alguns instantes e, assim que Pietro se acalmou, Cesare voltou a aplicar-se na penetração. Eu estava excitadíssimo com a visão do sexo do meu filho encaixado entre as duas nádegas redondas do primo, invadindo lentamente aquele corpo que se contorcia sem querer render-se. Senti que o êxito era imperativo para ambos. Aos poucos, vi a grossa verga branca do meu filho ir diminuindo entre os dois corpos, que acabaram estreitamente unidos.
- Entrou tudo, sussurrou Pietro sufocando um gemido.
- De fato. Estás apreciando mais, agora?
- Melhorou, respondeu o outro, acomodando-se.

A total privacidade fez seu trabalho e, pouco depois, pude desfrutar de uma bela cena de sexo entre meu filho e o primo. Pietro chegou a dizer que estava adorando os vaivéns e as pancadinhas da pélvis do primo contra suas nádegas, que ele empinava em resposta, ficando quase na ponta dos pés. Cesare olhava de cima o seu longo pênis desaparecer e ressurgir entre as duas nádegas apertadas, logo obtendo um ritmo constante e sussurrando: "Delícia!" "Inebriante!" "Perfeito!" Pietro permaneceu bem silencioso, soltando de vez em quando um som aspirado. A certa altura, Cesare anunciou seu clímax e começou a acelerar os vaivéns. O aumento da fricção, a dureza e a dilatação máxima do membro devem ter causado em Pietro um verdadeiro turbilhão de sensações. "Não pares!" implorou ele, começando a contribuir com movimentos opostos para empalar-se completamente a cada arremetida. Quando Cesare começou a ter os espasmos do orgasmo, os dois corpos estavam numa sincronia tão perfeita que não me contive e precisei masturbar-me diante daquela cena de rara beleza. Esvaí-me junto com meu filho, que desfechou seus golpes finais sem sair de dentro do primo, enchendo-o com todo o precioso líquido que o mais novo o fizera desperdiçar. Ele terminou completamente enterrado em Pietro, fortemente agarrado a ele, exibindo o traseiro branco, tão bonito quanto o dele, porém maior, de nádegas mais estreitas e alongadas com pronunciadas concavidades laterais.

Distraído pelos desenhos do meu próprio esperma na terra do celeiro e pelas considerações nas quais me lançara a cena que eu acabara de presenciar, não prestei atenção ao que os dois disseram enquanto se lavavam numa tina próxima. Eles vestiram-se e saíram conversando baixo, amigavelmente. Pensei, orgulhoso: 'Não há dúvida, este também saiu ao pai!'

Na manhã seguinte, tive a grata surpresa de encontrar Cesare sentado à mesa do café. Olheiras sulcavam seu rosto e o cansaço era visível. Logo suspeitei de que a noite havia sido bem mais do que ocasião de dormir e sonhar. Fiquei vendo-o molhar preguiçosamente o pão no leite. Ele percebeu que eu o observava, mas não se mostrava disposto a conversar. A certa altura, não podendo resistir, decidi provocá-lo.
- Pelo que vejo, não dormiste bem, meu rapaz.
- Assim assim, respondeu ele de olho grudado na mesa.
- Podes abrir-te, Cesare. Não vou dar-te lição de moral. Tenho-te visto com teus primos e sei que vossa relação não se limita  às conversas e brincadeiras.
- E o que o senhor meu pai teria visto além disso?
- Tudo, respondi, lacônico.
- Vou ser trancado na torre? 
- Não. Mas quero saber mais; que me contes essas aventuras a três. Bem sabes como esse tipo de relato me interessa.
- Seja. Mas não creio que eles apreciem, caso venham a desobrir que alguém mais sabe disso.
- E não precisam descobrir; fica entre nós. Agora conta-me a razão do teu cansaço matinal!

Cesare olhou em volta, certificou-se de que estávamos sozinhos, pegou uma maçã no cesto, recostou-se na cadeira e começou, numa discurso claro e bem encadeado, a narrar-me a sua noite.

'Ontem, quando fui para o quarto dormir, topei com o Luigi em minha cama. Eu já ia começando a enxotá-lo quando ele ergueu o lençol mostrando-se completamente nu e oferecendo-se despudoradamente. "Não queres?" perguntou ele, olhando para trás e lançando-me um sorriso diabólico. Fechei a porta para que ninguém nos ouvisse e fui sentar-me ao lado dele pondo a mão na protuberância firme que já se armara em meu baixo-ventre. Minhe ereção foi imediata e tirei a roupa num átimo. Quando tornei a sentar-me na cama, Luigi logo puxou-me pela verga para que eu me aproximasse. Acabei ajoelhado por cima de sua cabeça, penetrando-lhe a boca molhada como se fora o sexo de uma donzela.'
- Muito bem narrado. Prossegue, ordenei.

'Luigi gemia tanto que cheguei a preocupar-me com o barulho, que poderia alertar algum soldado ou servo. Ele estava ansioso, fazendo movimentos bruscos como se quisesse chegar a algum ponto preciso. Tive que parar e perguntar o que estava havendo. Ele acabou me dizendo que seu irmão tinha contado tudo sobre o que fizéramos no celeiro. Perguntei se Pietro apreciara. Ele respondeu que sim e que isso o deixara curioso, voltando a deitar-se de bruços, o traseiro mais saliente ainda e um sorrisinho malicioso no rosto. Não precisei de desculpa para subir em suas costas e começar a esfregar-me lascivamente, ao que Luigi retribuiu ondulando-se como uma serpente, gemendo, excitado, exortando-me a continuar.'
- Diabólico. Por menos que isso, mandei centenas de homens à fogueira. Vai em frente, continua, filho.

'Quando minha ereção atingiu o máximo, preparei-o para a penetração, prevenindo-o de que o início poderia ser bastante doloroso. Ele não se importou, respondendo que queria me sentir dentro dele porque o irmão lhe dissera que isso causava um prazer indescritível. Ajoelhei-me, afundando o membro encharcado entre suas nádegas, que abri para ver a entrada. O orifício era tão fechado que limitava-se a um ponto no centro raiado da pele de um tom róseo mais escuro. Quando o vi em contraste à minha glande, achei que não seria possível introduzi-la ali. Falei disso com Luigi, mas ele insistiu e, separando bem as nádegas, pediu-me que enfiasse um dedo, o que fiz após untá-lo de saliva espessa. À medida que fui introduzindo o indicador no orifício, fui sentindo a pressão crescente. Luigi se contorcia, gemendo mas rogando-me que não parasse. Foi só quando meu dedo chegou ao final que me convenci de que a penetração seria possível. Tirei o dedo e obstruí a entrada com a extremidade da glande, começando em seguida a forçar. Luigi opôs resistência para ajudar-me e cuspi abundantemete sobre a glande para lubrificá-la ao máximo. Em seguida, fui aplicando vaivéns lentos para dilatar a abertura. Pouco a pouco, fui sentindo a extremidade do meu membro encaixar-se na passagem inviolada do meu primo, que se comportava exemplarmente, mordendo o travesseiro para não gritar. A prodigiosa constrição que eu sentia dava-me impressão de estar sendo esmagado por um aparelho de tortura e a dor era viva em minha verga.'
- Os caminhos de Satanás são tão imprevisíveis como os do Senhor. Adiante, filho. Estás indo bem.

'Quando, passados minutos que me pareceram uma eternidade, vi que a primeira metade da glande estava bem encaixada na entrada, detive-me por um instante e perguntei se estava tudo bem. Luigi fez que sim, mas vi lágrimas escorrendo dos seus olhos. Cuspi mais no ponto de contato e fui em frente, até ver o restante entrar com dificuldade. Mas não permiti que a glande passasse inteiramente, receoso de que isso provocasse muita dor e o fizesse descontrolar-se. Fiquei precariamente encaixado, esperando um sinal seu. Instantes depois, senti seu traseiro empinar-se e reclamar minha ação. Soltei um pouco mais do peso do corpo e finalmente senti minha glande ser tragada, depois uma segunda vaga de pressão, tão forte que a imaginei toda esmagada por aquela verdadeira prensa de carne. Luigi transpirava. Essa etapa durou alguns instantes, mas logo veio o alívio que me fez entender que a glande transpusera enfim o duplo anel de carne e encontrava-se livre do outro lado. Agora era a verga que sofria a incrível pressão enquanto Luigi, com uma mão espalmada no meu baixo-ventre, se contorcia, tentando empurrar-me para trás e contendo soluços. A reação dele era natural; seu orifício atingira quase três dedos de diâmetro para acolher-me! Ele devia estar sentindo quase o mesmo que aquele que padece de prisão de ventre, e o senhor meu pai sabe como conheço isso!'
- Claro, claro, sofreste um bocado na infância. Mas continua, Cesare, estás relatando muito bem esse episódio tão ilustrativo da irresistível tentação pelo Mal.

'Não iniciei de pronto o vaivém. A visão extasiante sob meus olhos provocava pulsações no meu membro e essa dilatação a mais maltratava em dobro o meu primo, mas "allea jacta est", como se diz; retroceder significaria causar mais desconforto e mais dor com a reinserção da glande. Negando minha índole, resolvi apelar para a gentileza e, pondo-me mais de joelhos do que deitado, acariciei as costas de Luigi, apoiando-me bem nelas e fazendo-o sentir o peso do meu corpo. Isso parece tê-lo agradado e o relaxou de tal modo que meu membro começou lentamente a deslizar para dentro até o final. Pronto, eu estava completamente encaixado e mal podia acreditar nisso! Luigi olhou para trás procurando meu olhar e dei uma piscadela em sinal de que o mais difícil havia passado. Daquele ponto em diante, o prazer reinou absoluto. Entrei e saí dele repetidamente, forçando-o o a morder o travesseiro para abafar urros de prazer. Minha verga passou a ir e vir como o aríete impelido por doze infantes hábeis. Mudamos algumas vezes de posição, prolongando o encontro por mais de uma hora e pude atestar que até mesmo durante o curto intervalo entre duas posições Luigi mostrava-se aflito para voltar a ter-me em suas entranhas.
- Esta criatura está sem dúvida alguma reservada à servidão eterna ao senhor das Trevas, aduzi.

'Quero chamar a atenção do senhor meu pai para o que se segue. A certa altura, ajoelhado ao seu lado, vi que o membro Luigi estava incrivelmente rígido e resolvi masturbá-lo. Ele se contorcia e gemia, mas foi muito resistente. Quando enfim veio o clímax, ele ejaculou profusamente na barriga, peito e até no rosto, de olhos fechados e gemendo baixinho, ofegante, durante algum tempo. Sentei-me em seu peito e brinquei de dar-lhe tapinhas no rosto com a verga amolecida até, que ele a pegou e abocanhou. Avancei um pouco, ficando bem por cima de sua cabeça, copulando com sua boca, ouvindo o barulho de saliva e vendo-a entrar e sair. Quando comecei a ejacular, muito forte, em vários jatos, Luigi tentou empurrar-me para fora, mas minha excitação era tanta que, atendendo à minha índole impulsiva, forcei e empurrei meu membro todinho em sua garganta. Luigi ficou todo vermelho, tossiu, teve ânsia de vômito, secretou uma gosma espessa, mas logo após, pediu-me para voltar e aguentou bravamente os sucessivos golpes de pélvis que propulsavam meu pênis profundamente em sua garganta. Ele recebeu novamente o meu sumo na boca, relutou a engoli-lo, mas finalmente cedeu. Quando retirei-me dele, Luigi estava exausto, resfolegando, dizendo-se um pouco tonto, mas de modo algum descontente.'
- Bravo, meu filho! respondi, estupefato com o teor e a qualidade do relato. Estou convencido de que, chegado o momento, hás-de dar-me inúmeros netos! E não te preocupes, pois ainda és jovem demais para que o fato de teres cedido à tentação e ao pecado da sodomia pese contra ti no momento da grande prestação de contas ao Altíssimo.
- Não decepcionei o senhor meu pai por ter masturbado um varão? perguntou-me ele com sinceridade no olhar.
- De modo algum! Achei muito justo. O clímax é um direito de todo aquele que verte a semente. Não só respeitaste esse direito do teu primo como lhe mostraste que o fato de fazer o papel passivo não é depreciativo. Se tivesses sentido nos teus primos o desejo real de estar no teu lugar, terias aceito, não é mesmo, se isso fosse essencial à tarefa de denunciar a luxúria, que te cabe, sendo meu filho.
- Claro, meu pai! Só não troquei de lugar com o Pietro porque o senti saciado depois que o penetrei.
- Verdade que testemunhei, como já sabes! Não faltarão ocasiões. Mas também quero ver teu desempenho com as mulheres, essas criaturas feitas mais à semelhança do Diabo que do próprio Deus. Quero que meu filho pratique o sexo na sua forma mais ampla e versátil para que possas arrancar delas confissões que elas só fariam sob intensa tortura. Quero que aproveites plenamente não só das vantagens da juventude, como também das prerrogativas da tua condição. Estou orgulhoso de ti, Cesare!
- Obrigado! Não quero decepcionar o senhor meu pai, respondeu meu filho, empunhando o florete junto ao seu flanco para levantar-se, mas dando-me a perceber uma ponta de ansiedade.
- Que tens, Cesare? Queres dizer-me algo mais sobre a tua aventura?
- É que...
- Desembucha! Sabes que não tolero hesitações num homem.
- Bem, senhor meu pai, é que como eu disse, tudo parecia estar bem quando terminamos, mas...
- Fala, por todos os diabos!
- O fato é que meu primo Luigi expirou poucos minutos depois. Repousávamos lado a lado, ambos ainda ofegantes quando, subitamente, sua respiração cessou, sem estertores. Deixei-o na cama e tranquei o quarto porque não sabia o que fazer com o corpo. Foi por isso que cheguei cedo aqui: preciso da ajuda do senhor meu pai.


Levantei-me sem dizer palavra. Olhando mais uma vez para o meu filho tão jovem, meneei a cabeça com um sorriso condescendente, pensando com meus botões: 'É sem dúvida um Borgia, portanto há-de dar-me muito trabalho.' Em seguida, caminhei em direção à residência para tomar as providências necessárias..."

[O texto, incompleto, é interrompido neste ponto. Este relato foi extraído de um manuscrito descoberto em Castel Gandolfo por arqueólogos no início do século XXI e atribuído ao papa Alexandre VI Bórgia.]

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