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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Memórias de uma Insaciável

Insisti muito para que uma leitora minha me deixasse publicar esse texto, que ela intitulou de "memórias" num uso um tanto impróprio para alguém tão jovem. Não o considero um exemplo de literariedade, mas senti nele uma sinceridade tocante. Fiz algumas modificações estruturais para tornar a leitura mais fluente, mas o texto é essencialmente o original da autora. Como são raros os relatos eróticos femininos, achei que seria do agrado dos leitores encontrá-lo aqui. Espero que apreciem.

Marc Fauwel
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Com menos de vinte anos, eu já conhecia tão bem o sexo que muito cedo andei entediada, desmotivada, desinteressada, querendo outra coisa. Nunca imaginei que eu pudesse algum dia deixar de querer praticá-lo desenfreadamente como sempre fiz, mas minha vida está se encaminhando para um lado totalmente imprevisto. Sei que vai ser muito difícil encarar o que estou me propondo tentar, e que se acontecer, vou mudar radicalmente de vida. Foi para registrar um pouco do que tenho sido até recentemente e deixar clara para mim mesma a razão da decisão que estou para tomar que resolvi escrever essas memórias.

O despontar da minha curiosidade sexual se deu, como para muitas garotinhas, antes dos dez anos, mas para simplificar as coisas e para não estimular a hipocrisia de eventuais falsos moralistas, vou partir daí. Nessa idade, eu já beijava na boca os meus primos e começava a chamar alguns meninos da escola de namorados. Como esporadicamente eu via em casa o meu irmão empolgado com suas ereções, eu queria vê-las em todos os meninos que conhecia e não sossegava enquanto eles não dessem um jeito de mostrar-me. Eu ainda não queria tocar – que nojo! -, ver me bastava, mas era completamente obcecada pela idéia de que por baixo da roupa dos homens havia um estranho apêndice que inchava, endurecia e subia involuntariamente. Eu ignorava que aquilo se desenvolvesse, crescesse e pudesse tornar-se um verdadeiro gigante, mas percebia que seu acionamento estava intimamente relacionado a certos estímulos que vinham de fora, principalmente tácteis.

Foi aos onze que eu tive meu primeiro contato manual com o sexo oposto. Um menino da escola pediu-me para pegar alguma coisa em seu bolso, a pretexto de que estava com as mãos ocupadas. O que encontrei foi um corpo duro e quente, de extremidade úmida. Ao contrário da explosão de ódio que seria a reação de qualquer uma das minhas amigas, sentindo minha curiosidade disparar, fiquei bem quietinha, tentando chegar ao furo do bolso de onde aquilo surgia, admirada com com a sordidez dos meninos, mas apalpando-o muito para descobrir sua forma. De repente, vi meu colega agitar-se projetando a cintura para frente e senti seu pinto pulsar na minha mão, que começou a ficar molhada. Assustei-me imaginando que, de algum modo, eu o tivesse machucado e o molhado fosse sangue; eu não tinha a menor idéia da existência do esperma. O menino deu uma risadinha sem graça (na certa, não esperava que eu levasse tão longe a pilhéria) e afastou-se ajeitando a roupa. Lembro-me que, depois daquele dia, certamente porque a minha ousadia espalhou-se pela escola, fui assediada por todos os meninos, que encontraram em mim uma válvula de escape para os hormônios em ebulição. Quero confessar aqui que nunca decepcionei nenhum deles, e não porque eu fosse leviana ou estúpida, mas porque estava fascinada por essa parte do homem que não existe na mulher e que me parecia tão interessante. Eu era uma menina inteligente, curiosa e desinibida, uma combinação muitas vezes mal interpretada.

Aos doze anos, meu corpo era suficientemente desenvolvido para fazer-se notar pelos meninos de mais de dezesseis anos e por alguns até bem mais velhos. Hoje sei que adultos já me olhavam, mas na época eu nem reparava nos "velhos" (pois é, não se choque e vá assistir aos primeiros filmes com a Charlotte Gainsbourg). Meus seios eram pequenos, mas eu era altinha e minhas coxas e bunda eram bem desenvolvidas para a idade. Como toda menina, embora fosse vaidosa, eu era meio escrachada com o corpo, não ligando muito para o comprimento das saias, o apertado das calças e as atitudes do meu corpo. Em casa, minha mãe me chamava a atenção, me mandava fechar as pernas quando sentasse, mas eu logo comecei a ouvir gracinhas nos ônibus e na rua. Cheguei a ter medo de andar sozinha em locais mais ermos porque em duas ocasiões fui seguida e em outra, um menino de rua baixou a calça até o meio das coxas e sacodiu o sexo duro para mim dizendo coisas que me enrubesceria reproduzir aqui. Eu ficava tão assustada quanto fascinada por essa atração que uma mulher pode exercer nos homens. Digo "pode" porque eu via que isso não acontecia com todas as minhas amigas. Eu me sentia fazendo parte de uma categoria muito especial de meninas que deixavam os meninos "acesos". Eu namorava muito, um atrás do outro, às vezes mais de um – mais de dois! – de uma vez. O namoro consistia essencialmente de beijos, "chupões", carícias e apertões para sentir o corpo um do outro, e aquele calor gostoso que deixava os rostos vermelhos e as têmporas suadinhas. Muitas vezes,a ereção dos meninos começava ao primeiro toque e não desarmava mais. Eu via a protuberância na calça deles e sentia a rigidez e as pulsações dessa região durante os beijos. Invariavelmente, os meninos pediam coisas. Queriam que eu me encostasse neles de costas, queriam alisar os meus peitinhos por baixo da camiseta, passar a mão entre as minhas pernas... Os mais ousados tentavam invadir minha calça para chegar à calcinha ou imploravam que eu tocasse no pinto deles, constantemente duro e molhado. Isso quando não suplicavam para que ficássemos só de roupa de baixo, nas raras vezes em que ficávamos sozinhos em casa. Como meus pais eram muito liberais e comunicativos e, desde cedo, eu sabia até onde isso podia levar, minha resposta era sempre não e isso não me frustrava em nada. Eu tinha plena consciência de que tudo viria a seu tempo e muito cedo.

Foi com o Gustavo que, pela primeira vez, as coisas foram mais longe. Além de lindo, aquele menino não ficava no meu pé e não me importunava com bobagens de "traição". Ele sabia lidar com meninas como eu, inteligentes para as coisas da libido. Nós nos víamos quando ele queria e, na maioria das vezes, era eu que corria atrás dele. Ele tinha dezessete anos e eu treze. Um dia, passando férias de verão na praia, ele roubou o carro do pai e me levou para um "namoródromo". Estava quentíssimo, ele tinha ficado de sunga e camiseta e eu tinha posto um short por cima do biquini. Nós nos beijamos e nos esfregamos tanto, nos apalpamos tanto, que foi ficando difícil estabelecer limites. Mas eu, precoce também nisso, estava impossibilitada de ir até o fim naqueles dias. Tive que negociar para aplacar a tensão do menino e foi assim que aconteceu a minha primeira felação. Ainda me lembro de como fiquei olhando para aquele troço branco e fino despontando como um dedo de um tufo de pelos castanhos e da pele murcha de um saco parcialmente encoberto pela cueca. Quando aproximei a cabeça, pela primeira vez, o cheiro sui generis da pélvis me invadiu as narinas e quase me fez desistir, mas como nunca me deixei dissuadir pelos primeiros obstáculos, fui em frente. Com dois dedos, afastei o treco que fremia acima da barriga do Gustavo, prendi a respiraçaõ e o envolvi com os lábios sem tocar a língua, deixando-o no oco da boca. Medida inútil; o toque dos lábios foi o suficiente para que o Gustavo se contraísse todo e despejasse um jato quente em minha boca, fazendo-me recuar num tranco, dar com a cabeça no volante e prometer – aos berros e cuspindo esperma ralo – nunca mais falar com ele depois daquele dia. Gustavo me levou para a casa de uma colega tentando explicar-me por que ejaculações precoces acontecem, mas eu não quis saber. Nunca mais nos falaríamos depois daquele dia. Assim terminava a minha relação com o primeiro menino cujo perfil era feitinho para mim.

Longe de desmotivar-me, essa breve e incompleta primeira experiência desencadeou sonhos eróticos pelo resto da semana. Eu já masturbava-me um pouco e aquela foi minha primeira fonte não imaginária de imagens e sensações excitantes. Duas semanas depois, nas mesmas férias de verão, conheci o Pedro, um mentecapto grandalhão de dezoito anos que ficou doido por mim e só pensava "naquilo". Com ele, o sexo oral começou no primeiro dia e só não consumimos o ato porque Papai do Céu não quis. Quando íamos à casa de amigos, Pedro dava um jeito de entrar comigo no banheiro, fazia-me tirar a parte de baixo, punha-me sentada na pia erguendo-me como se eu fosse uma boneca de pano e lambia-me melhor que muitos homens experientes viriam a fazer mais tarde, e isso vale até hoje. Quando chegava a minha vez, eu me aplicava como uma boa aluna, confortavelmente instalada no vaso fechado. No início, tentei evitar as tão almejadas ejaculações faciais, mas ele logo foi claro e disse que se eu não topasse "levar no rostinho", terminaria comigo. Como eu estava uma vez mais fascinada pela máquina do sexo masculino, resignei-me e, em pouco tempo, não me incomodava sequer engolir. Pedro levava-me a orgasmos tão intensos que isso compensava largamente o incômodo de ter que lavar-me o rosto. Mas invariavelmente eu saía do banheiro morrendo de medo de não conseguir disfarçar para as mulheres da casa.

A famosa "primeira vez" aconteceu com a pessoa errada porque eu só fazia o que queria e na hora em que eu queria. Eu tinha quatorze anos e freqüentava disciplinadamente o curso de natação do Flamengo. Naquele dia, eu encontrei com o Beto, namorado de uma amiga minha, e ficamos conversando à beira da piscina. Acontece que o Beto era alto, bonito, tinha uns ombros, um peitoral e um abdomen de deixar pasmo, umas coxas que Nossa Senhora, e de quebra, estava usando uma sunguinha preta que deixava adivinhar tudo que ela supostamente deveria esconder. Não deu outra: fui ficando interessada e quando isso acontecia, eu já sabia muito bem como tornar a coisa recíproca. Minha tática na piscina era ficar de bruços, e foi o que fiz. Fiquei conversando com ele assim, prestando atenção a cada vez que ele disfarçava para dar ma olhadinha breve nas minhas costas. Mas ele foi impecável, não deu nenhuma indireta, não foi inconveniente, não me propôs nada. Fui eu que, a certa altura, não agüentando mais de vontade, disse que tinha que ir embora mas não queria ir sozinha. Fiz o menino sair da piscina apenas uma hora depois de ter chegado! E é claro que ele aceitou subir para tomar uma Coca em retribuição a tanta gentileza da minha parte. Lembro-me como se estivesse revivendo a cena. Entramos, fomos até a cozinha, abri a geladeira, peguei uma Coca, servi para nós dois e o levei para mostrar a casa. Chegando no meu quarto, só precisei fechar a porta, porque àquela altura, ele já entendera. Nos beijamos e caímos na cama. Ele perguntou se não havaia perigo e respondi que além de nós só havia a empregada em casa. Deitei-me ainda de short enquanto ele se livrava da bermuda e da camiseta. Seu pau estava atravessado na sunga e, de tão duro, chegava a afastar o elástico do corpo. Ficamos nos beijando um tempo, mas logo me senti pronta e não pude evitar os gemidos. Perspicaz, Beto abriu-me short, tirou-o, contemplou longamente o meu corpo, sorrindo e elogiando-o, depois pediu-me que me tirasse o biquini. Eu estava um pouco assustada com a minha própria determinação, mas fiz o que ele quis e fiquei deitada nua, esperando que ele tomasse a iniciativa. Ele sugou e mordiscou meus seios enquanto passava um dedo entre as minhas coxas. Eu já estava ensopada. Quando ele subiu em mim, envolvi seu corpo com as pernas, deixando o caminho livre, achando que tudo fosse acontecer facilmente. Mas ele tentou uma, duas, três vezes e nada de entrar. Eu não disse nada, mas ele precisou olhar e viu que eu era toda fechada.
- Você é virgem?
- Hum-hum, respondi. Mas não faz mal não, acrescentei sem a menor hesitação.

Ainda vejo o Beto segurando-me pelos tornozelos, olhando entre as minhas pernas escancaradas e sorrindo com uma satisfação de garotinho que acaba de ganhar seu melhor presente. Ele chegou bem perto, de joelhos na cama, descansou minhas coxas sobre as suas e, direcionando seu sexo com a mão, forçou a entrada. Dessa vez, ele não precisou tentar duas vezes. Eu queria tanto que agüentei sem um pio a sensação de repuxamento e a dorzinha aguda que se irradiou até o meio das pernas. Ele estava tão molhado que deslizou para dentro de mim e desabou por cima do meu corpo, beijando-me com volúpia e dizendo sentir-se invadido por um arrepio que só acontecia quando ele se apaixonava. "Ai, ai ,ai..." pensei na hora. Eu só tinha atração física pelo Beto e estava me sentindo invadida exclusivamente pelo pau dele que, diga-se de passagem, ocupava bastante espaço no meu sexo recém-deflorado. Portanto, não dei muita atenção àquela declaração inoportuna e forcei-o a iniciar os vaivéns. Eu estava impaciente para saber como é que um homem leva uma mulher ao orgasmo - que é clitoridiano - através da penetração vaginal. Por cima do ombro do Beto, eu podia ver a bundinha miúda mas saliente subir e descer ao ritmo das penetrações cada vez mais profundas. Fui rapidamente soltando-me, relaxando as pernas e ajudando os movimentos dele com os meus próprios.

Beto continuava a olhar-me com o ar maravilhado de quem acabava de encontrar não uma parceira, alguém que poderia ser uma ótima fuck friend, mas o amor da vida dele. Eu tentava desviar os olhos daquele olhar apaixonado, mas ele me beijava com tanto ardor que foi ficando embaraçoso. Lembro-me bem de ter imaginado uma saída drástica ali mesmo, enquanto ele me deflorava: resolvi acelerar meus próprios movimentos para fazê-lo gozar. E deu certo; instantes depois, ele anunciava seu orgasmo. Empurrei-o para fora de mim, ele ficou meio sem saber o que fazer, mas logo entendeu que ejacular fora não significava reprimir o orgasmo. Ele terminou masturbando-se e, num "Ahhhh!" de descompressão, esvaziou o reservatório na minha barriga e seios. Eu estava frustrada porque poderíamos ter transado por horas, mas ao mesmo tempo aliviada por ter-me livrado daquela atitude amorosa que estava me deixando agoniada.

O final foi bastante constrangedor. Repus o biquini enquanto o Beto foi ao banheiro. Em seguida, ele vestiu-se e o levei até a porta. Ele quis beijar-me e dizer alguma coisa, provavelmente marcar um próximo encontro, mas eu pus o dedo em seus lábios e consegui mandá-lo embora gentilmente e poupá-lo assim de ouvir coisas que o magoariam. Pouco tempo depois, o namoro dele com a minha amiga terminou, ele procurou-me, mas eu disse com toda franqueza que ele só me atraía fisicamente. Fizemos sexo mais duas ou três vezes, mas como ele gostava de mim, preferiu não continuar vendo-me, na esperança de que o que os olhos não vissem, o coração deixasse de sentir. Livre do duplo estorvo da paixão e da virgindade, passei meus quatorze anos passando sem demora ao ato e freqüentemente com todos os meninos com quem eu ficava.

No início dos meus quinze anos, eu já tinha experimentado de tudo centenas de vezes, com exceção do tão propalado sexo anal, que eu associava às palavras "dor" e "arrombamento", terror das menininhas bem nascidas. Isso sem falar do aspecto higiênico! Com um espelhinho, agachada no banheiro, eu me olhava e constatava que, de fato, devia ser bem difícil enfiar ali coisas do mesmo calibre daquelas que entravam tão facilmente pela frente. Eu introduzia o termômetro, uma metade de caneta Bic, a pontinha do dedo mindinho, mas não passava disso. Eu morria de medo de ferir o interior ou dilacerar alguma das preguinhas tão perfeitas que eu me esforçava para ver no espelho. Todo menino com quem eu ia mais longe pedia para pôr atrás, mas eu só os deixava encostar a extremidade, forçar um pouco e no máximo ejacular por fora do orifício, para que eles pudessem vê-lo submerso numa pocinha gelatinosa e, claro, narrar-me o que me era impossível ver. Mas tanto interesse da parte deles foi estimulando-me a procurar um jeito de poder facilitar as coisas nas ocasiões seguintes. Eu não estava saindo com ninguém com quem pudesse ter uma relação anal "didática", só andava com os meninos mais atirados e desinibidos e não queria mostrar a nenhum deles que eu sequer experimentara o sexo anal. Quando interpelada, eu sempre retrucava repetindo uma frase livresca e fora do contexto: "Isso não é coisa que se toma, é coisa que se merece!"

O "eureka" me veio em meio aos sonhos de uma noite agitada. Tenho um primo um pouco mais velho que eu e, naquela época, éramos vizinhos de bairro. Quando minha mãe não estava, eu ia almoçar na casa dos meus tios e ficava lá fazendo dever no computador, vendo televisão ou jogando cartas com esse primo até a minha mãe vir me buscar. Certa noite, sonhei que ele era o meu professor de sexo anal ou, melhor dizendo, que a professora era eu, e tão boa professora que ia ensiná-lo a ensinar-me a "dar" o cu. Mas até que eu me sentisse à vontade e surgisse a oportunidade de falar dessas coisas com ele, o tempo passou. Ele já corara muito, uma vez em que tomei a iniciativa de tocar no assunto do sexo, e isso me obrigou a postergar uma nova abordagem. Meu primo Daniel era um CDF espinhento de dezesseis anos, tímido, branquelo e feinho com seu buço de penugem escura no rosto pálido de bicho de goiaba. Como eu viria a saber tempos depois, ele trancava-se no banheiro dez vezes por dia e sequer beijara uma menina na boca.

Foi precisamente por aí que ataquei. Ensinando-o a beijar, deixei-o aceso e doido para ir mais longe. Mas eu não tinha a menor intenção de ir mais longe; só queria usá-lo para aprender logo o que me interessava e aplicar os novos conhecimentos com meninos mais estimulantes. Na segunda aula de beijo, senti que o Daniel estava pronto para servir ao meu intento. A ocasião era perfeita; meu tio não voltaria do trabalho tão cedo e minha tia saíra porque era o dia de visitar uma amiga que tinha uma doença grave, o que costumava durar umas boas três horas.

Comandante incontestável da operação, mandei meu primo para o banheiro sem fazer perguntas. Enquanto isso, fui até a cozinha pegar o pote de margarina que, graças às minhas amigas mais velhas, eu sabia ser eficaz. Na volta, passei a correntinha na tranca da porta de entrada para me certificar de que teríamos tempo em caso de imprevistos. Chegando ao banheiro, mandei meu primo baixar as calças e a cueca e dei-lhe a margarina recomendando que ele untasse bem o pinto. Durante alguns segundos, ele ficou lá, apalermado, sem saber por onde começar. Tive que apavorá-lo dizendo que a mãe dele poderia voltar a qualquer momento. Enquanto ele se executava, eu analisava o instrumento, temendo mais pela grossura que pelo comprimento. Ao mesmo tempo, baixei calça, calcinha e untei conscienciosamente a região do meu inocente orifício. Feito isso, apoiei-me na pia e continuei dando as instruções através do espelho. Meu primo bocó e sem iniciativa precisava ser dirigido a cada gesto; parecia nem ter instinto animal! Foi exasperante, mas consegui por fim fazê-lo empunhar firmemente o seu sexo nervoso para evitar que  escapasse a toda hora da entrada. Por fim, separei bem minhas nádegas com as mãos e, depois de umas dez tentativas frustradas, Daniel conseguiu encaixar-se. Só faltava empurrar. Pedi um tempo, tomei coragem, respirei fundo, apoiei-me bem na pia e dei-lhe a ordem de ataque.

Meu primo não era nenhum superdotado, mas mesmo assim, tive que interrompê-lo várias vezes porque a dor, lancinante, fazia-me temer pelas preguinhas que eu sempre vira tão perfeitas no espelho, como os raiozinhos das estrelas que eu desenhava obsessivamente em todos meus cadernos. Foi a margarina que ajudou. A cabeça acabou deslizando para dentro e isso parece ter ativado o comportamento instintivo do Daniel. Nunca vou esquecer das primeiras sensações agradáveis subsequentes à etapa dolorosa e do prazer que senti quando Daniel engrenou num vaivém regular. É óbvio que durou pouco e que meu primo gozou rápido – e dentro -, mas até que o achei mais resistente do que muitos outros, que deram verdadeiros vexames em termos de ejaculação precoce. Em todo caso, pude sentir, em primeiro lugar, que aguentava perfeitamente ser penetrada por algo bem mais grosso que um termômetro ou uma esferográfica; em segundo lugar, que uma coisa podia entrar no cu sem furar ou rasgar coisas lá por dentro; em terceiro lugar, que uma vez passada a dor, a fricção e a sensação do cu pressionando o pau era muito agradável.

Lembro-me de que meu primo gozou quietinho, certamente com vergonha de gemer ou suspirar. Senti suas mãos puxando-me pela cintura, como um ratinho copulando, e Daniel colando-se com força a mim, o pau pulsando rápido enquanto ejetava o seu produto. Segurei-o pelos pulsos para que ele não saísse logo e o vi pelo espelho, estático, na vertical, tímido demais para fazer como os meninos que eu conhecia, que na certa ter-me-iam agarrado e mordido a nuca enquanto espremiam-me os seios, torciam-me os mamilos, esfregavam-me o clitóris, continuando o vaivém até que o pau saísse de mim ainda todo duro e vibrante. Mas não o meu primo. Meu primo terminou sua primeira penetração anal num êxtase infantil. Estava todo vermelho, sorrindo encabulado, tentando tapar o pinto esgotado que brotava do tufo de pelos escuros, retorcidos e molhados de esperma misturado à margarina. Sentei-me insolentemente no vaso e, enquanto fazia xixi, perguntei o que ele tinha achado, mas o embaraço impediu-o de conversar comigo naquela situação e, depois de emitir um acanhado "Foi demais, né, prima?", ele acabou repondo a roupa e deixando-me sozinha no banheiro com minhas considerações sobre a mais recente expansão da minha sexualidade. Lembro-me de me ter masturbado ali mesmo, evocando as últimas sensações.

A descoberta do sexo anal teve um efeito liberador muito positivo sobre mim. Não só foi muito útil nos dias de visita do "exército vermelho", como eficaz nos casos em que eu queria premiar algum rapaz que me houvesse levado ao orgasmo, ou conquistar algum deles pelo sexo. Bastava que eu me virasse e debruçasse em algum móvel para ver o sorriso maroto despontar nos lábios do felizardo. "Sério? Pode mesmo?" era a invariável pergunta, à qual eu respondia com uma piscadela ou simplesmente empinando mais o bumbum. Aos dezesseis anos, não havia mais nada, exceto as nojeiras, sadismos e masoquismos, que eu não houvesse experimentado em matéria de sexo solitário e a dois.

Preciso passar rapidamente pela minha primeira experiência com meninas. No meu aniversário de dezesseis anos, amigas mais velhas que eu reuniram-se para presentear-me com um "binquedinho" que ainda tenho e uso. É lindo, de forma e cor hiper-realistas e mede 17cm x 4cm. A gargalhada foi geral quando abri o pacote, mas tive que escondê-lo embaixo da cama porque esse aniversário foi em minha casa. Uma das amigas ficou para dormir e resolvemos inaugurar meu presente. Tirei a calcinha e fiquei de camisola. Ela acariciou-me entre as coxas e passou-me o dildo pelos lábios. Fui ficando excitada, receptiva, molhada, desejando ser penetrada, mas estava um pouco encabulada. Então fechei os olhos e ela começou a introduzir lentamente o dildo em mim, afagando-me o cabelo, acariciando-me o rosto, os seios. Achei muito sereno e lembro-me de ter comentado que estar com um menino é como estar com um cavalo agitado, impaciente para copular e ejacular, enquanto estar com uma menina é como brincar com um gato. O vaivém do dildo fez-me gozar languidamente, com espasmos brandos, uma sensação que eu não conhecia. Depois do meu orgasmo, ficamos beijando-nos por alguns minutos e, em seguida, fiz nela o que ela fizera em mim. Ainda me lembro dos lábios muito brancos e espessos abrindo-se para revelar a flor delicada, vermelha e úmida que aquela menina bonita, loura, de cabelo curto e olhar cândido oferecia-me com um sorriso sedutor nos lábios enquanto afagava o meu rosto. Mesmo não sendo lésbica, tive a sorte de ser amada por essa amiga – Carla –  durante um período em que eu estava sentindo-me um pouco cansada do assédio constante e animalesco dos meninos.

Dos dezesseis para os dezessete, andei grudada com uma turma do último ano de escola. Éramos sete, quatro meninas e três meninos, com os respectivos namorados ou companheiros ocasionais, que faziam tudo juntos, inclusive sexo – e muito! Qualquer motivo era pretexto para ficarmos nus e promover uma orgia. Dizíamos "orgia" porque tínhamos lido num Astérix aquela mulher gorda gritando: "Orgias! Orgias! Queremos orgias!", mas não sabíamos exatamente o que era. Nos sentíamos tão à vontade nesse grupo que, muitas vezes, dois ou três de nós transávamos enquanto os outros estavam estudando, descansando ou comendo. Já não havia mais o incômodo problema do lugar, porque todos já tínhamos a chave de casa e alguns tinham os dois pais que trabalhavam. No início, a coisa se desenrolava no máximo a três, geralmente porque algum de nós queria estar com o namorado ou namorada de outro e o amigo consentia em compartilhá-lo. Que saudade dessa época! O mais gostoso no sexo grupal é essa liberdade rara de poder estar nu diante de outras pessoas. É uma intimidade compartilhada que deixa todo mundo muito à vontade, relaxado, como se as últimas barreiras tivessem sido derrubadas. Quantas vezes eu ficava conversando com uma amiga, ajoelhadas lado a lado num sofá, a cabeça repousando nos braços, enquanto os meninos também conversavam, de pé, embalados num vaivém gostoso e demorado que nos deixava lânguidas como gatas. Não havia nada mais relaxante nos sábados de preparação intensa para o vestibular. A gente acha que nunca vai se separar dos amigos, mas assim que termina o segundo grau e cada um vai para a sua faculdade, o grupo se dispersa e vira foto de rede social. Para não dizerem que estou exagerando a questão do "virtual", de vez em quando encontro a Aninha, mas sempre com pressa e sem muita coisa para contar. Quando penso que conhecemos até o útero uma da outra!

Estou chegando quase às últimas memórias antes de atacar o presente. Quando completei dezenove anos, contei as pessoas com quem eu tive algum contato sexual e cheguei a sessenta, número que me deixou impressionada. Conversando com amigas, descobri que isso é muito e decidi admitir que tenho tendência a viciar-me em sexo. Quero combater isso e levar uma vida sexual normal porque não quero me considerar nifomaníaca. A última coisa que quero contar aconteceu no início deste ano, com o pai da Silvinha, uma amiga minha que, diga-se de passagem, nunca vai ficar sabendo de nada. Ela mora no Rio, mas como é num bairro muito afastado do meu, o pai dela sempre me traz em casa. Na última vez, ela não pôde vir porque estava super gripada. Fui sentada na frente, conversando com ele, um cara super inteligente que sempre tem perguntas interessantes que forçam a gente a pensar. Com ele, sempre senti-me ao lado do pai da minha amiga e não do homem que ele é, mas naquele dia, ele estava estranho, virando perigosamente a cabeça para falar comigo enquanto dirigia. Tentei não dar muita importância e continuar conversando apesar da preocupação. De repente, ele disse: "Vou separar-me". Gelei porque a Silvinha não me contara nada; o pai dela estava fazendo-me u ma confidência. Respondi, mostrando como isso me deixava sentida por ele, mas logo percebi que ele estava aliviado com a decisão de separar-se. Quando eu ia perguntar se ele tinha conhecido outra pessoa, ele antecipou-se e disse: "Tenho uma amante há 14 anos". Tomei um novo choque, sem saber o que dizer, mas achando muita falta de consideração da parte dele continuar casado tanto tempo sem gostar da esposa. Não devo ter conseguido esconder minha indignação porque quando estou descontente, logo me retraio. Comecei a ficar impaciente para chegar em casa.

Mas o homem estava disposto a se abrir e resolveu, sem a menor cerimônia, falar... de sexo! "Como é que os jovens de hoje estão transando?" ele perguntou. Fiquei de boca aberta, olhando para frente sem ver e sem acreditar no que estava ouvindo. Mas ele insistiu e ainda foi mais preciso, dizendo que queria saber o que eu mais gostava de fazer com os rapazes e o que eu mais gostava que eles fizessem comigo, quais eram minhas posições preferidas, etc. Se não fossem 11h da noite e no Rio de Janeiro, eu teria pedido para sair do carro ali mesmo e vindo para casa sozinha, mas, olhando a Praça da Bandeira, engoli em seco e preparei-me para trocar a impulsividade por um desaforo. Cheguei a começar uma frase (acho que foi: "Olha, seu Vítor, o senhor..."), mas ele interrompeu-me com o olhar mais triste do mundo e pôs a mão na minha perna. Eu estava usando um vestido curto. Não tive reação, mas fiquei olhando para aquela mão imóvel, leve mas presente, esperando que ele a retirasse e pedisse desculpas. Ele não fez nada. Continuou falando como se estivesse com a mão na perna de um amigo ou da própria filha.

Foi como um desabafo em avalanche. Ele me contou tudo, desde o início daqueles 14 anos de relação extra-conjugal. Quase chorando, ele me disse que a vida de casado dele era um deserto desde os primeiros dias. Preparei-me para ouvir confissões psicológicas, mas ele me abriu sua vida mais íntima, revelando detalhes sobre o corpo da esposa. Segundo ele, a mãe da Silvinha tem uma vagina mal desenvolvida e sente dor na penetração. Em resumo: ela não faz sexo com ele e isso abriu as portas à infidelidade. Ele falou durante uns dez minutos sem parar de dirigir e sem tirar a mão da minha perna. Acabei relaxando, aceitando aquela mão no meu corpo como se fosse a de um amigo dentre os muitos que tenho. Comecei a fazer perguntas, que ele respondia prontamente, sem dissimular ou justificar-se. Pouco a pouco, ele foi recompondo-se e quando, por fim, ia retirando a mão da minha coxa, tive o gesto reflexo e inexplicável de impedi-lo, retendo-a sutilmente. Ele olhou para mim com um sorriso meigo e deixou sua mão onde estava, sendo acariciada pela minha.

Confesso que essa intimidade confidente começou abalou-me. Eu estava ali, com um homem casado que tinha uma amante, ou seja, um homem que, além de maduro, era sexualmente saudável e muito ativo. Eu não conhecia o corpo de um homem feito. Minha mente começou a agitar-se em busca de uma saída para mais um acesso de curiosidade sexual. Olhando para aquela mão madura, grande, sólida e bem feita, cujos dedos eu acariciava distraidamente, comecei a imaginar-me sendo possuída por aquele homem. Como seria entrar com ele num quarto de motel e deixá-lo conduzir o encontro como se eu fosse uma noiva virgem e ávida? Fui ficando toda arrepiada ao contato da mão dele com o meu corpo e desejei senti-la ainda mais próxima. Imperceptivelmente, comecei a puxá-la, sentindo o avanço das pontas dos dedos pelo interior da minha coxa e o percurso da mão coxa acima. Durante algum tempo, achei que ele não estivesse percebendo, mas de repente, ele olhou-me bem nos olhos, olhou para a mão e entendi que essas coisas não passam despercebidas de um homem. Senti a palma da mão chegar ao final da minha coxa e os dedos precipitarem-se até minha calcinha, buscando meu sexo com precisão. Eu não queria resistir, deixei que me explorasse. Ele apalpou por fora, mas logo puxou a calcinha para o lado e, pedindo-me para mantê-la assim, calcou um dedo entre os lábios, procurando a entrada já encharcada. Cheguei o mais perto possível da alavanca de câmbio do carro, escancarei as pernas e preparei-me para ser masturbada. Um dedo deslizou entre os lábios para enterrar-se fundo em minha buceta, arrancando-me um grito e fazendo-me agarrar o pulso daquele homem para simular algum controle sobre a situação. Eu não queria detê-lo, só queria acompanhar seus movimentos para não sentir-me perdida. Segurei seu antebraço com as duas mãos, sentindo outro dedo invadir-me, alargar-me. Eu estava quase chorando de excitação, sentindo aquela mão finalmente viver para dar-me prazer e levar-me ao orgasmo.

Ele me deixou respirar por cinco ou dez segundos, depois olhou-me bem nos olhos e ordenou: "Pega", já começando a desabotoar a calça e fazer-me prosseguir para liberar um membro bonito, grosso, de cabeça exposta e em total ereção. Comecei a masturbá-lo, mas isso o agitou tanto que ele preferiu encostar o carro e recuar seu banco. Fazendo que ia pegar-me pela cintura, só tive o tempo de tirar a calcinha antes de ser arrastada como uma criança por cima do console do câmbio e ver-me a cavalo de frente para ele. Cara a cara, ele sorriu, beijou-me de leve e só precisei apoiar-me em seus ombros para erguer-me um pouco e sentar no pau que ele manteve em posição. Senti um alargamento que era novo para mim, mas não pude evitar que o peso do meu corpo me fizesse tragá-lo todo de uma vez. Logo após a primeira visgada, vi-me sentada em suas coxas. O pai da minha melhor amiga passou um braço em torno da minha cintura e pôs-se a acariciar-me os seios com força e a beijar-me a boca. Não tardei a gozar cavalgando seu pau grosso enquanto suas mãos de homem me bolinavam por trás, separando minhas nádegas fazendo-me me sentir o frio do ar condicionado no cu exposto. Como desejei que ele o penetrasse! Mas era insensatez minha, coisa de sexoólica e eu sabia que nem ele procuraria isso naquela situação. O máximo que ele fez foi tocá-lo e pressioná-lo de leve.

O orgasmo do meu amante não tardou. Só tive tempo de erguer-me para que ele saísse de mim e me permitisse empunhar seu membro para fazê-lo esguichar na barriga ainda razoavelmente plana enquanto, com a outra mão, eu suspendia sua camisa até o peito para não molhá-la. A ejaculação foi copiosa, e sorri ao vê-lo gemer e contrair as pernas enquanto riozinhos leitosos começavam a descer de seu peito em todas as direções. Ele indicou-me o porta-luvas e eu mesmo o limpei com lenços de papel. Nos beijamos um pouco sem sair da posição. Ainda excitado, ele empurrou-me contra o volante para beijar e chupar-me os seios. A sensação do pau ainda muito duro roçando entre minhas coxas renovou meu desejo, mas já era tarde e ninguém entenderia tanta demora, nem na minha casa (eu já ligara dizendo que estava voltando) nem na dele. Voltei para o meu lugar e, com toda naturalidade, puxei-o pelo braço para que ele deixasse a mão repousar no alto da minha coxa descoberta. Ele ainda acariciou meu sexo molhado e sensível, forçando-me a pedir mais e lamentar o final daquela loucura. Percorrendo as ruas da cidade à noite e ainda sob o efeito dos reflexos, no meu corpo, da penetração recente, pus-me a indagar se eu viria a ser a segunda amante do pai da minha amiga.

Quando chegamos aqui, embaixo do meu prédio, ele beijou-me com ardor e disse que ficaria muito triste pela Silvinha, mas entenderia perfeitamente se eu deixasse de frequentar a casa deles. Perguntei o que ia acontecer quando ele se separasse e fosse embora, mas ele não quis falar nisso, alegando que não valia a pena sofrer por coisas que ainda não aconteceram. Como estou escrevendo memórias, só vou mencionar que ainda me encontro com esse homem, que estou mais apegada a ele do que nunca e que ele está conseguindo fazer com que eu abandone o ritmo sexual que eu levava e me encorajando a buscar uma relação fixa e duradoura. Atualmente, ele já está separado e mora com essa amante que ele conhece há quatorze anos. Mas, agora, o problema são os filhos que ela tem do outro casamento, que passam o fim de semana na casa dela e não aceitam bem a presença desse homem casado e pai de uma filha. Quem sabe ele não acaba ficando comigo? Minha vida foi de um extremo ao outro. Mal posso acreditar que eu esteja realmente desejando isso para mim, mas se for a vontade dele, confesso que me sinto pronta a conversar sobre o assunto abertamente.

Alessandra R. C.




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