Seja bem-vindo!

Caro Visitante,

Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

Os botões "Índice" e "Resumos" propiciam acesso fácil aos textos e uma visão global do conteúdo do blogue.

Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Matando Hora na Oficina

Outro dia, perambulando pelo bairro, passei pela oficina onde trabalha o Fernando, um cara mais velho que eu uns cinco anos, mas com quem sempre me entendi muito bem. Pela janela lateral, vi que ele estava à toa, sentado e lendo alguma coisa, então resolvi entrar para puxar papo. Assim que ele me viu na porta, baixou rapidamente a revista. Fiquei meio sem jeito por tê-lo surpreendido, mas a curiosidade falou mais alto; pelas cores e tamanho, eu notara imediatamente que se tratava de uma revista pornográfica. Mas quando cheguei perto, percebi que o Fernando estava encabulado, e não demorei a descobrir o motivo: ele estava de calça aberta e com tudo de fora. Mas quem nunca fez isso nessas ocasiões, que jogue a primeira pedra, não é mesmo? Só que em vez de fechar a calça com toda naturalidade, ele limitou-se a cobrir o colo com a revista, que eu via fltuando ao sabor das pulsações.

Insistindo para ver, acabei descobrindo o que tornava o Fernando tão falado nas redondezas. Despontando da braguilha do macacão surrado e sujo de graxa, vi o troço enorme, cor de chocolate, com uma cabeça azulada do tamanho de uma ameixa. Totalmente apanhado, Fernando me olhava com um sorriso amarelo, certamente tentando evitar que a minha reação fosse de repulsa, ou talvez de decepção por vê-lo tão submisso às fraquezas da carne. Quanto a mim, a verdade é que fiquei impressionado, tentando entender como era possível que um pau chegasse àquele tamanho, mas banquei o indiferente para não levantar suspeitas. No nosso bairro, como em qualquer outro, existe o culto do falo, essa entidade tão misteriosamente poderosa quanto o monolito de 2001, Uma Odisséia no Espaço, mas a masculinidade está acima de tudo. Não me consdero um heterossexual de carteirinha, mas minha curiosidade está longe de me permitir arriscar a reputação de macho e perder amigos.

Mas estávamos sozinhos na oficina e acabei liberando a reação de supresa (devo ter soltado um "Caramba!"), assumindo que queria olhar bem para conhecer melhor aquele objeto de impossível emulação. Assim que notou meu interesse, Fernando relaxou um pouco, empunhou a tora pelo meio e convidou-me a chegar ainda mais perto. Sem me inclinar, comparei o colosso ao tamanho da coxa dele; devia corresponder tranquilamente à metade dela, e o Fernando deve medir cerca de 1,85m! Perguntei o que ele fazia para meter aquilo nas mulheres, pois sei que ele é um dos "comedores" do bairro. Ele respondeu que às vezes não entra tudo, mas que elas sempre o procuram de novo. Cada vez mais curioso, perguntei quem ele incluía na lista e ele foi enumerando uma série de umas vinte, deixando-me boquiaberto ao incluir, dentre uma maioria de mulheres jovens e solteiras, alguns nomes de mulheres casadas supostamente recatadas. Depois, dei um jeito de perguntar se ele alguma vez fizera sexo com um homem e, para espanto meu, ele me deu outra lista, bem menor que a primeira, mas não menos espantosa. Fiquei bobo ao descobrir que ele não só foi frequentado pelo Paulinho, a "Geni" local, que dá para qualquer um, grupo do qual não me excluo, mas também pelo educadíssimo Cris, o reiquinho das redondezas, que eu julgava acima de qualquer suspeita porque ele desfila com meninas lindas nos carros que ele ganha do pai. Ah se essa oficina falasse! pensei com meus botões.

Finda a enumeração e os comentários, vendo-me ainda tão curioso, Fernando perguntou-me se eu queria comparar nossos sexos. Quando expus, timidamente, meu dote demasiado humano, caímos na gargalhada; o único termo de comparação possível era a forma. Descontraído pelo riso, Fernando passou-me a revista, atirando-a no meu colo. Era uma daquelas antigas, norte-européias, com uma ou duas fotos em cada página e uma grande no centro. Fora um presente de um cliente antigo. Via-se gente jovem, bonita e saudável, certamente escolarizada como você e eu, fazendo sexo em grupo e posando sem perder o ar inteligente, ao contrário do produto nacional a que estamos acostumados: olhares boçais, caras de burros e nenhuma expressão corporal. Dava água na boca, ver como eram liberados. Uma foto mostrando uma jovem de cabelos castanhos lisos, corada e sorridente, empalada no amigo tão bonito quanto ela me chamou a atenção. Eles pareciam conversar animadamente com outro casal, cujo rapaz estava de frente para eles e de costas para o leitor, exibindo uma bunda perfeita e, entre o par de coxas fortes, o saco redondo e depilado que obstruía a visão do cu, mas deixava ver os lábios carnudos da buceta bem depilada de uma ruivinha deliciosa que apoiava-se nas coxas da amiga empalada. Era impossível evitar uma ereção vendo aquelas cenas nas páginas brilhantes de papel couché!

De repente, talvez por ver-me muito empolgado, Fernando propôs que nos masturbássemos juntos. Afinal, alegou ele, era o que ele estava fazendo quando cheguei. Aceitei calado. Eu ficara de calça aberta e vez por outra me tocava discretamente, o que, de fato, vinha ampliando a minha ereção. Fernando passou a olhar-me e eu a ele, explicitamente. Não nos tocamos, mas o estímulo foi excessivo e em instantes veio-me o anúncio do orgasmo. Devolvi-lhe a revista e, um pouco desconcertado, virei para o lado para disparar vários jatos que foram juntar-se às manchas de óleo no chão de cimento. Fernando soltou uma gargalhada que ecoou na oficina toda. Fiquei parado, sem saber o que fazer da mão toda melada, até que ele me estendeu um pedaço de estopa. Limpei-me e repus na cueca o meu membro ainda duro, mas a fricção com o tecido estava desconfortável, então baixei um pouco a bermuda, ajeitei o desobediente para cima e puxei a cueca um pouco mais, até sentir o saco bem encaixado no bojo e a pressão do elástico logo acima da glande, meio descoberta devido à ereção persistente. Eu ia puxando a bermuda, mas o Fernando me interrompeu.
- Deixa assim. Fica aqui na minha frente.
- Assim, de pau duro?
- É.

Fernando continuou sentado, masturbando-se e olhando ora para a revista, ora par mim. Como o pau dele ultrapassasse largamente o umbigo, a amplitude de cada movimento era notável. Mas como o orgasmo não acontecesse, resolvi perguntar quanto costumava demorar. Ele respondeu que dependia da situação e que estava sendo difícil ali porque tinha alguém por perto. Tomei isso como indireta e recomecei a puxar a bermuda, agora com a intenção de ir embora para deixá-lo à vontade. Mas eu estava enganado; ele me pediu para ficar e, depois de alguns momentos de silêncio, folheando a revista e perseverando em tentar atingir o orgasmo, perguntou se eu faria uma um favor para ele. Eu respondi o clássico "depende" e ele quis saber se eu teria coragem de ajudá-lo gozar. Me fiz de inocente ("Como assim?") e ele soltou o pau e ficou olhando para mim e para o próprio colo. Para bom entendedor...

Mas minha reação imediata foi negativa, saí pela tangente, fazendo que ia embora, até que ele se desculpou ("Foi mal, cara, desculpa!) dizendo que ia terminar no banheiro. Concordei e tomei a cadeira dele para folhear a revista enquanto esperava. Dois ou três minutos depois, ele me chama lá do banheiro, pedindo-me para ir ver uma coisa. Fui, e ao chegar, dei com ele segurando o membro enorme por cima da pia, olhando para mim com ar de quem dá um presente, talvez para desculpar-se da mancada.

Vista da porta, a pia ficava na parede esquerda do banheiro. Fernando queria que eu o visse gozar dentro dela. Concordei e apoiando-me no batente (o banheiro era ínfimo), preparei-me para assistir ao espetáculo. Ele baixara o macacão até os pés e eu via sua bunda mulata despontar, empinada e lisa, da barra da camiseta. Os dois gomos saltitavam equanto ele caprichava na punheta, ligeiramente virado na minha direção para oferecer-me o melhor ângulo possível. Os quatro dedos dele mal se fechavam no meio do tronco maciço, o polegar apontado para frente, empurrando a borda da cabeça, parecendo querer fazê-la saltar como uma chapinha de cerveja. Ele me olhava de vez em quando pelo espelho, sorrindo. Eu estava curiosíssimo, mas num estado de excitação inconfessável pela a visão da sua bunda carnuda e lisa negligentemente à mostra. Que vontade de passar a mão ou, melhor ainda, de me esfregar nela enquanto assistia àquela monumental punheta! Discretamente, por dentro do bolso, eu apalpava meu pau duro na cueca e minha imaginação ansiava por liberar-se completamente.

Finalmente, Fernando anunciou o orgasmo e fixei a atenção no enorme corpo escuro que atravessava a pia até quase tocar na torneira. Mal acreditei no que vi: o primeiro jato deve ter percorrido 80cm a 45 graus, indo parar no alto do espelho! Fernando soltou o ar contido ("Aaahhhh!") enquanto sua mão agitava freneticamente aquela estranha mangueira que continuava a ejetar esperma, atingindo os ladrilhos, depois o interior da pia. Já assisti a milhares de vídeos eróticos, mas nunca imaginei que fosse ver ao vivo alguém gozando como um ator pornô! Fernando me olhava radiante, exibindo o espetáculo do seu orgasmo e eu retribuía ao meu modo, entre o sorriso de felicitações e o fascínio velado. Além disso, eu estava dividido entre aquela exibição viril e a visão mirífica da bunda, estreita e masculina, mas saliente, cuja presença exuberante Fernando se esquecera completamente de levar em conta. A bem da verdade, eu ficara sinceramente "balançado" por ela, mais do que pelo membro colossal. Estávamos os dois sozinhos naquela oficina, ele seminu, eu excitado. A tensão erótica do momento era palpável. Forcei-me para ficar atento até o final da masturbação, mas logo tive a certeza de que precisava verbalizar o desejo que me fustigava naquele momento.

Quando o Fernando terminou de lavar-se e virou-se para perguntar o que eu tinha achado e se ele estava desculpado da gafe de há pouco, resolvi falar. Ele ouviu tudo em silêncio, mas seu espanto foi flagrante; ele jamais poderia esperar que alguém ficasse mais impressionado pelo seu traseiro do que pelo objeto do seu maior orgulho! Ele ficou em silêncio, ouvindo atentamente, como se sondasse um segundo sentido no que eu estava dizendo, mas era verdade que naquele momento, eu só pensava no prazer que eu poderia auferir de um contato com ele... por trás.

Foi então que, para total espanto meu, vi as alças do macacão que o Fernando tornara a vestir despencarem dos ombros e os botões laterais serem abertos para deixá-lo cair até os pés. Mudo, voltando a ficar de frente para a pia, ele pousou as mãos nela, abriu um pouco as pernas e, com a cabeça, fez sinal de que eu podia ir adiante e realizar meu desejo. De saída, não acreditei no que estava vivendo, mas um sorriso transmitiu-me a confiança que me faltava.

Entretanto, ao brir a bermuda, constatei que estava num estado de excitação tal que o orgasmo seria imediato. Eu tinha que me acalmar primeiro se não quisesse pôr tudo a perder. Falei disso com ele e ficamos por uns instantes pensando no que fazer para não desperdiçar aquela rara oportundade. Finalmente ele teve uma idéia. Olhando-me bem nos olhos, ele disse que gostaria muito que eu aceitasse fazer uma coisa, explicando que o pedido poderia parecer estranho, mas que isso ia me relaxar para fazer com todo o proveito o que eu realmente queria. Não adivinhei nada, bem atento ao que ele ia dizer e sem poder esconder minha apreensão. Ele então me disse que adorava sexo oral. Inicialmente, não entendi; o sexo oral despertaria o orgasmo precoce tanto quanto a penetração. Mas um sorrisinho condescendente do Fernando foi suficiente para clarear-me as idéias. Senti meu rosto queimar. Ele disse que não via nada de mais, garantiu que ia ficar entre nós e prometeu que depois eu poderia satisfazer com ele o meu maior desejo. Tive muita dúvida, não tanto pelo que ele poderia pensar de mim, mas sobretudo porque a atitude daquele que faz a felação sempre me pareceu muito submissa.

Mas se é verdade que a idéia de chupar não me agradava muito, a outra, de que eu ia tocar num verdadeiro monumento que representava tudo o que eu queria para o meu próprio sexo, me atraía e acabou convencendo-me a concordar. Só impus uma condição: eu não ia ajoelhar-me na frente dele! Fernando então livrou-se completamente da roupa e tomando impulso, pulou sentado sobre a bancada da pia. Seu membro amolecera um pouco, mas comparado ao meu, ainda era uma enormidade; parecia um salsichão pendendo arqueado entre as coxas. Ele o pegou e me olhou; era o sinal para que eu me aproximasse. Sem encostar em seu corpo, muito sem jeito, cheguei perto, ficando entre suas pernas amplamente abertas. Mas como eu não tomasse a iniciativa, Fernando colocou uma mão no meu ombro e olhou-me expressivamente nos olhos.

Mal o toquei, senti por alguns instantes que a consistência também era semelhante à de um salsichão de feira alemã. Mas isso durou pouco, ele foi logo endurecendo e a glande inchou-se diante dos meus olhos pasmos. Agora eu via o saco que repousava na borda da bancada, fosco, volumoso e totalmente depilado. Fernando só tinha uma carreirinha de pelos muito bem desbastados na virilha, logo acima de onde o membro desponta; nada nas pernas nem no peito nem no rosto, típico nos negros e mulatos. Fiquei olhando para aquele corpo vivo que agora pulsava na minha mão enquanto o meu amigo se contorcia pelo mero prazer de senti-lo empunhado por outro. Notei os músculos dos seus antebraços vibrando e as coxas se retesando. O calor do corpo dele aquecia o meu rosto e minhas orelhas, tornando o ambiente mais que carregado de tensão sexual.

Lembro-me de ter começado a salivar. Os movimentos do Fernando se ampliaram, como se seu corpo todo pedisse que eu levasse seu membro à boca. Então me aproximei mais e, hesitante, toquei a língua sob a glande, bem naquela região mais sensível, com o intuito de testar o gosto mais do que de me lançar na felação. Num reflexo, Fernando colocou uma mão na minha cabeça. Achei estranho, mas não reagi. O gosto era estranho, quase neutro mas ligeiramente salgado, muito semelhante ao meu próprio. Ele forçava as coxas tentando penetrar minha boca, mas meus lábios se pinçavam involuntariamente. Foi preciso que eu me vencesse para deixá-lo passar entre os lábios, que procurei relaxar e projetar, como eu via os mais competentes fazerem nos vídeos. A cabeça era tão grande que me fez escancarar a boca para recebê-la. Eu olhava para o Fernando, que me tranquilizava sussurrando amistosamente: "Isso... Assim mesmo... Está indo bem." Avancei mais um pouco, abrindo mais a boca para que a larga borda da glande ultrapassasse os lábios e o diâmetro ficasse mais cômodo para mim. Com um pouco de esforço, a enorme cabeça passou para trás dos meus dentes e ficou encaixada entre a língua e o céu da boca. Eu não parava de salivar, a ponto de sentir saliva escorrer pelas poucas frestas que restavam, junto às comisuras dos lábios. Não havia espaço nela para muito mais do que a cabeça, mas o Fernando começou mesmo assim a fazer um vaivém que a empurrava e me impedia de respirar direito. Empunhando o pau dele, eu tentava impedi-lo de forçar demais, mas isso o masturbava, excitava e o fazia puxar minha cabeça com mais força.

Meus lábios retesados pelo tronco maciço traziam involuntariamente o prepúcio para frente e para trás, deixando o Fernando tenso de excitação, o que eu sentia através dos seus dedos nervosos em minha cabeça. De repente, ele despejou um jato que colidiu diretamente com o fundo da minha garganta e que fui forçado a engolir sem sequer sentir o sabor. Arregalei os olhos, fuzilando Fernando e levando as duas mãos às suas coxas para detê-lo. Ele tornou a me tranqüilizar ("Sussa, cara, tá limpo!") e me fez um cafuné rápido. Nos lábios, eu sentia a fricção do curto vaivém que tentava introduzir o monstro um pouco mais na minha boca cheia de esperma e saliva. Aguentei um pouco mais, talvez até a metade do tronco, mas veio-me uma ânsia de vômito que me fez recuar. Quando afastei-me, ofegante, tossindo e cuspindo uma gosma espessa e abundante, estava sentindo um misto de vergonha e estranhamento. Mas Fernando parecia satisfeito, com ar relaxado e feliz por não ter desperdiçado um segundo orgasmo.

Meu sexo amolecera, talvez devido ao enorme esforço de concentração que eu empreendera na felação e, principalmente, para manter aquela enormidade na boca. Mas meu desejo de penetrar ainda era muito forte. Pedi ao Fernando que descesse da pia, o que ele fez prontamente, logo debruçando-se nela e oferecendo-se sem pudor. Meu membro armou-se assim que me vi diante dos dois gomos projetados, tão lisos e redondos. A primeira coisa que fiz foi avançar e colar-me a eles. Minha glande começou imediatamente a ficar sensível de tanto inchar. Afastei-me para contemplar, comparando as formas, as dimensões, deleitando-me com o que estava por vir. Louco de excitação, procurei o orifício com o polegar e, assim que encontrei, encostei-lhe a glande. Fernando olhou para trás para dar-me o sinal verde, então empurrei, mas foi em vão. Tentei novamente. Nada. Ele então explicou-me que nunca fizera aquilo e que estava aceitando pela primeira vez porque sabia que ficaria entre nós. Comprometi-me a jamais revelar nada e voltamos a nos concentrar na tentativa.

Mais uma vez, a iniciativa partiu dele. Pegando o sabão de coco na pia, Fernando molhou-o, passou no sulco até dar muita espuma e abriu uma passagem com o próprio dedo, que ele introduziu várias vezes, determinado, mas gemendo e grunhindo. Em seguida, ensaboei bem meu membro e ele ajudou-me a reposicioná-lo para que eu começasse a forçar. Comecei então a sentir a pressão do anel aumentando gradualmente. Fernando xingava entre os dentes e eu forçava o mais que podia com o peso do corpo, mas o cu não cedia. Talvez intuitivamente, ele separou as nádegas com as mãos e pude encaixar-me mais fundo. Puxando Fernando pelas ancas, imprimi toda a força que pude até que senti-me entrando, mas ainda com muita resistência. A pressão da passagem esmagava-me a glande e essa sensação se tornou a campeã das campeãs de tudo que experimentei de mais intenso em matéria de sexo. Vi-me literalmente "arrombando" o Fernando, que desabou na pia, sacudindo a cabeça em desespero e apoiando-se nos braços, tentando com muito sacrifício evitar uma interrupção. Parei por um momento para dar-lhe uma trégua e olhei para o que eu já alcançara como resultado: pouco mais de meia cabeça enterrada no cu do meu amigo, que agora me oferecia o traseiro em todo o seu esplendor, como a garupa de um puro-sangue. Eu via o sulco e a pele lustrosa dos dois gomos suados que refletiam o ponto de luz no teto.

Recomecei a pressionar deixando todo o meu peso imprimir força sobre o membro. Ele continuou seu percurso, ficando por um momento imprensada no tunel de carne até que, num último avanço, senti a borda da glande expandir-se e o cu fechar-se sobre o tronco duríssimo: eu conseguira. Fernando soltou um "Ahhh!" e retraiu-se um pouco, contraíndo o cu e comprimindo-me ainda mais. Gemi também e parei de novo até que ele voltasse a relaxar. Aproveitei para dar uma olhada, abrindo-lhe as nádegas para nos ver acoplados. Perguntei se estava melhorando e Fernando grunhiu que sim, mas não acreditei. Estávamos suando em bicas e imagino que longos minutos se passaram até aquele ponto. Fernando pediu-me para cuspir no ponto de contato, e a sugestão foi ótima. Quando vi que podia continuar, voltei a empurrar e senti-me enfim deslizar para dentro dele. Fernando manifestou prazer pela primeira vez, dizendo um "Vai!" gemido, quase chorado e mais do que sincero, cheio de tesão. Só parei quando sua bunda gostosa ficou encaixada entre as minhas coxas. Senti a pressão em torno do membro, depois as contrações do cu ainda não habituado a manter-se aberto por tanto tempo. Então comecei a voltar para trás para iniciar o vaivém.

Fernando inspirava forte pelo nariz e gemia pela boca. Suas mãos, ainda nervosas, se agarravam à beira da bancada procurando melhor apoio e eu sentia que suas pernas não estavam mais tão firmes. Com meia-dúzia de idas e vindas e sem deixar de cuspir no ponto de entrada, senti que a lubrificação chegou ao ponto ideal e comecei a entrar e sair com mais facilidade. Fernando surpreendeu-me ao pedir-me que o penetrasse com força. Sempre segurando em suas ancas, acelerei meu vaivém durante algum tempo, observando meu membro voltar todo úmido. A sensação era intensa, a excitação crescente e a vontade de gozar não tardou. Fernando foi ficando agitado, talvez pressentindo o orgasmo e querendo desfrutar ao máximo da penetração. Meu membro tem dezesseis centímetros e um diâmetro propício à penetração anal. Fernando passou a gemer muito e senti que seu corpo relaxou-se completamente, até recuperar toda a flexibilidade e movimentar-se harmonicamente comigo. De vez em quando, ao penetrá-lo fundo, eu sentia sua mão agarrar-me decididamente o saco, como se essa fosse uma fantasia específica que ele desejasse realizar. Eu tomava isso como sinal de simpatia e prazer, e retribuia masturbando-o. Aos poucos, ele encontrou um modo de oscilar para frente e para trás sem que eu quase me movesse. Ficamos assim durante alguns minutos, desfrutando de um prazer intenso e trocando algumas palavras que nos permitiam constatar que o prazer era mútuo.


Embora já houvesse gozado duas vezes, Fernando foi levado a um novo orgasmo pelo estímulo da penetração ritmada simultânea à minha lenta masturbação. Por sua vez, suas pulsações anais levaram-me ao meu próprio orgasmo. Pistoneei com vigor até começar a ter espasmos violentos e a disparar jatos em seu interior. Isso levou a lubrificação ao máximo, quase eliminando o atrito. Agora eu podia mover-me facilmente dentro dele. Fernando gemia com voz mais suave e ora passava uma das mãos pelo meu flanco, acariciando-me a bunda, ora levava a mão atrás para sentir com a ponta dos dedos o local da penetração. Meu membro não amoleceu após o orgasmo, mas achei que devia parar e o tirei, deixando-o repousar entre os dois gomos reluzentes de suor, pulsando como se respirasse. Fernando ainda ficou por uns segundos debruçado na pia e tocou no orifício aberto e sensível. Separando as nádegas, ele pediu-me para examiná-lo. Pude ver um fio de esperma saindo, descendo pelo períneo, contornando o saco e gotejando no chão pastilhado. Estava tudo bem, o orifício, ligeiramente aberto, ainda pulsava, mas estava intacto; o tão temido "arrombamento" era lenda. Também pude observar que o membro impressionante de Fernando amolecera completamente e pendia entre as coxas, inchado e gotejante. Ele me pediu licença, saí do banheiro e ele fechou a porta para usá-lo e tomar uma ducha. Admirei esse pudor tão sutil vindo de um homem tão grande e rude. Depois foi minha vez, e tomei banho com cuidado para não lavar o cabelo, porque eu teria que voltar imediatamente para casa.

Quando o Fernando saiu do banheiro, estava com um jeito diferente. Se o que ele me disse é verdade, essa primeira experiência como passivo pode tê-lo deixado vulnerável. Seu olhar tansmitia, além da amizade, uma certa ansiedade que denunciava a sua esperança de poder confiar inteiramente em mim. Reconfortei-o e fiz-lhe companhia até que precisasse voltar ao trabalho. Além de sermos amigos, sei que Fernando é invejado no bairro pelas conquistas de mulheres reconhecidamente desejáveis, donas de corpos dignos da sua generosa ferramenta. A última coisa que desejo é difamá-lo por causa de uma brincadeira matando hora na oficina!







Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu gostaria de receber um parecer seu. Obrigado!