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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Entre Mar e Montanha (folhetim, episódio XXI)

21. Uma tarde ociosa

Da enorme grade da Casa Grande, logo avistei o LTD branco estacionado em frente ao varandão: Marta e Tomás chegaram. Entrei sem fazer barulho, me despi completamente e fui diretamente para a cama, a nossa imensa cama de baldaquim, onde eles já dormiam tranquilamente, ela no centro e ele à esquerda. Dois murmúrios seguidos de espalhafatosas mudança de posição significaram um surdo "até que enfim" fizeram-me entender que eu havia sido esperado. Peguei no sono em segundos, um sono pesado e sem sonhos, mas repleto de sensações de movimentos e súbitas aparições dos rostos e corpos dos sátiro e sua ninfa.

No dia seguinte, fui despertado por Tomás arrastando-me pelos pés para fora da cama.
- Levanta, Marcos; é quase uma da tarde! Já fui buscar pão e a Marta fez café. Está tudo pronto lá embaixo.

Fui nu me lavar, depois vesti uma sunga e desci. Um canto da mesa estava posto e vi Marta de pé diante do fogão. Já estávamos tão íntimos que ela passara a não usar a parte de cima do biquíni conosco. Em casa, Tomás usava uma sunguinha "indecente" que ele adorava, mas não tinha coragem de por para sair. Uma atmosfera levemente sensual pairava quando estávamos os três juntos na cozinha, respirando aroma de café, rompendo crosta de bisnaga fresca e vendo uns aos outros assim, seminus, conversando espontaneamente.

Durante o café, eles me contaram o dia no Rio, mas não me aventurei a revelar o meu reencontro com o homem do forró e muito menos a noite sobrenatural que eu ainda sentia literalmente viva na carne. Limitei-me a dizer que saí para passear e inventei que acabei conhecendo uma turma de gaúchos que me convidaram a ir tomar cerveja num bar, na beira da estrada. Obviamente, minha história não colou 100%, mas desconversei e tive a sorte de ser interrompido por Tomás, que tinha um assunto em mente.
- Marta, você está nos devendo a continuação de uma história, se lembra?
- Eu? Ah, sei! Você não esqueceu disso?
- Nem eu! intervim aliviado. Pode tratar de ir contando como terminou aquele dia com a Val e o Tulio!*
- É, Marta. Você disse que depois do Tulio, uma segunda Val nasceu. Como foi isso?
- Gente, eu só consigo contar essas coisas fumando um cigarro. Depois do café, a gente vai lá para fora e eu conto tudo em detalhes, prometo.

E assim foi. A idéia de Tomás caiu como uma luva porque estávamos os três cansados da véspera e sem disposição para sair de casa. Sentados na escada do varandão e recostados na balaustrada, esperamos que Marta acendesse o cigarro e ouvimos atentamente.
- Vocês se lembram que a Val, o Tulio e eu tínhamos voltado da praia e estávamos de roupa de banho, como nós três, aqui, não lembram?
- Me lembro do ponto exato em que você parou, Marta: a Val disse ao Tulio que tinha contado a você que ele era dotado e ele tinha baixado a sunga para vocês.
- Pois é, você até disse que ela passou a mão no pau dele como se estivesse fazendo carinho num elefante! acrescentei.
- Ha! Ha! Essa história de tromba é velha, mas não encontrei outra coisa para comparar; o Tulio tinha um pau "assim", fez a Marta, pondo as palmas das mãos paralelas e afastadas de cerca de vinte centímetros. Mas vamos lá, vou contar o resto.

"Vocês se lembram que eu disse que não toquei no Tulio, não é? Eu estava meio sem jeito, não queria provocar uma sessão de sexo grupal no quarto da Val. Ele percebeu isso e ia se conformando em só mostrar, quando ela deu um puxão nele e caiu de boca. No começo, ele riu, mas a Val começou a chupar com tanta convicção, e gemendo, e acariciando as coxas dele, que o coitado do menino foi se excitando de verdade."
- Tadinho! Estou com pena dele!
- Cala a boca e escuta, Tomás! invectivei, dando-lhe um tranco na perna.

"O Tomás está certo. E como eu já tinha contado, o Tulio e a Val eram vizinhos no prédio e um tipo de "fuck friends", então não foi difícil vencer a timidez pela minha presença. Timidez que não podia durar muito porque eles estavam ao meu lado, a Val sentada na cadeira com ele entre as pernas, fazendo um barulhão para chupar aquele treco enorme! À certa altura, foi o próprio Tulio que tirou o pau da boca da Val para me oferecer, diante dos olhinhos faiscantes da minha amiga doida para me ver sucumbir. E a tentação era grande mesmo. O Tulio ficou entre nós duas, com aquelas coxas grossas de vôlei de praia e aquilo apontado para mim. Como eu não me decidisse, a Val pegou nele e me puxou. Sem exagero, tive que escancarar a boca, senão a cabeça não passava sem raspar nos dentes! Eu nunca tinha visto um tão grande de perto e não acreditei quando pus a mão, apalpei e depois senti aquilo passando pelos meus lábios. Quando a cabeça tocou no fundo da boca – o máximo que aguentei sem ter ânsia de vômito –, meus lábios não tinham chegado nem à metade do comprimento! Chupei um pouco, depois a Val pediu e ficamos passando de uma para a outra, achando graça mas sentindo o clima realmente esquentar."
- Ficaram um tempão se alternando assim? indagou Tomás.
- Nem tanto, que ninguém é de ferro! brincou Val, dando uma baforada.
- Não interrompe, Tomás! Continua, Marta.

"Bom, ficamos um tempo brincando de passar aquilo de uma boca para outra, até que a Marta decidiu que a coisa tinha engrenado e se levantou, fez o Tulio sentar na cadeira dela e tirou o biquíni todo. Depois, dando uma piscadela para mim, foi até a mesinha de cabeceira, pegou uma camisinha, colocou no Tulio e sentou no colo dele."
- Anal,? perguntou Tomás.
- Não.

"Não, mas ver a cara dos dois enquanto a Val sentava até o final foi uma das cenas fortes da minha vida. Eu fiquei tão excitada que o Tulio percebeu e me chamou para perto deles, depois cochichou alguma coisa no ouvido da Val e ela começou a desamarrar meu biquíni. Pensei que o Tulio fosse me agarrar junto com ela e chupar meus seios, mas para surpresa minha, foi a Val que colou a boca neles e começou a chupar meus mamilos com força, já tirando a minha calcinha e me acariciando entre as coxas. Nunca havia me passado pela cabeça fazer alguma coisa com a Val, mas ela mostrou tanto desejo que me deixei levar. Ela me beijou os seios, a barriga, depois me virou e fez o mesmo na bunda, lambendo o rego e mordendo cada gomo enquanto trabalhava com a mão entre minhas pernas. Fui ficando tão excitada, tão molhada que acabei me inclinando para frente e me oferecendo toda, e a Val não hesitou em passar a língua pelos meus lábios, períneo, chegando até o cu. Enquanto isso, Tulio gemia de prazer com a penetração e com o que ele estava assistindo.
- Também quero! ele disse.
- Quer provar, é? respondeu a Val, provocante.
- Quero, você está me dando água na boca.

Val saiu do colo dele com um gemido e me levou gentilmente para a cama, pondo-me deitada e indo ficar ajoelhada na altura do travesseiro com a minha cabeça entre as pernas abertas. Depois me pediu para jogar as pernas para trás e, segurando-me pelos tornozelos, fez um sinal para Tulio, que se ajoelhou no pé da cama e começou a me dar pinceladas longas com a língua, despertando cada milímetro do meu sexo e esfregando o meu clitóris com ela até me fazer subir pelas paredes, num primeiro orgasmo que senti violentíssimo porque eu não podia praticamente me mexer. Enquanto isso, Val me beijava a testa, o rosto, enfiava a línigua na minha boca e maltratava-me os bicos dos seios com os dentes."
- Você estava com tanto tesão que gozou logo. Não perdeu a vontade? perguntei.
- Claro que não, cara! interveio Tomas. Mulher pode gozar um montão de vezes, e isso é que é legal!
- É verdade, Marcos. E àquela altura, o clima estava realmente tórrido, com os três muito afim de continuar e extrair todo o prazer possível daquele encontro.
- Uau! Continua, Marta! pedi.

"Como se não bastasse o primeiro orgasmo provocado pelo Tulio, a Val entrou por cima de mim em posição de 69 e começou a alternar lambidas em mim com chupadas no pau dele. Eu nunca tinha ficado tão perto de uma buceta e a dela estava ali, quase colada no meu nariz, molhada e vermelha e um pouco aberta depois da transa na cadeira. Eu sabia que a Val estava esperando por uma atitude minha porque ela mexia as ancas, se oferecendo toda e gemendo enquanto nos lambia e chupava. Eu não podia negar isso a ela. Puxando-a para trás, indiquei que eu estava pronta para começar e passei a língua uma vez, duas, pelos lábios encharcados. O odor não me pareceu repulsivo, nem o sabor, e o relevo entumescido estimulou minha língua dando-me o desejo de prosseguir. Lambi várias vezes, depois me concentrei nos lábios, passando a língua entre eles, e vez por outra, cutucando o orifício de onde escorria o líquido do tesão, sentindo a resposta nos pulinhos que a Val dava a cada toque. Nervosa, ela deglutia ruidosamente enquanto chupava, voraz, o pau do Tulio, que se oferecia, aos gemidos."
- Uau! Estou imaginando a cena, exclamou Tomás, excitado.
- Ainda não escolhi qual dos três eu queria ser, larguei, rindo.
- Pois é, Marcos, três formas diferentes de prazer intenso, disse a Marta, apoiando-me ao ver o risinho na boca do Tomás.

"Em dado momento, Tulio saiu da cama, deu a volta e veio para trás de nós. Seu saco literalmente esfregou-se no meu rosto e instalou-se sobre os meus lábios enquanto ele se preparava para penetrar Val mais uma vez, agora de quatro. Lambi, mordisquei e suguei a pele rugosa e esticada daquela forma redonda, olhando a bunda do homem do nosso trio, uma bunda carnuda e branca separada pelo sulco profundo que a dividia em dois gomos firmes e lisos. Curiosa, envolvi-os com as mãos e sentindo seu calor e textura, separei-os ligeiramente com os polegares, pondo à luz a região mais secreta. Tulio incomodou-se um pouco, sua bunda endureceu-se e fechou-se e vi seu longo e grosso pau introduzir-se profundamente em Val, fazendo-a dar um pulo para frente para depois recuar, agora pronta a recebê-lo até o fim. Do meu ângulo, eu via perfeitamente os lábios distendidos e tensos envolvendo a circunfernência do pau e o clitóris esfregando-se no grosso tronco a cada ida e volta. Val agora gemia desvairadamente, como se suportasse um cataclisma, o rosto colado na colcha. Seu prazer era inegável, mas eu percebia que sua anatomia ainda lutava contra a do Tulio."
- O pau dele era tão grande assim, Marta? perguntou Tomás, com uma ponta de inveja.
- Era sim, e não vou mentir; nisso, o Tulio era um privilegiado porque além de dotado, tinha um pau lindo, super bem feito.
- Hm, sei, respondeu ele, com despeito.

"E eu, por baixo dos dois, continuava curiosa, mas o Tulio tinha entrado num ritmo estável e firme que me impedia de ivestigá-lo como eu queria. Val demonstrava tanto tesão que isso foi amplificando o dele, levando-o a golpeá-la violentamente com as coxas. Eu via o saco acompanhar o movimento das coxas e balançar como um pêndulo entre elas. Quando o pau escapulia, eu o capturava e punha na boca, provando o sabor misturado dos dois sexos. Sabendo-me inexperiente, Tulio tinha o cuidado de não continuar os vaivéns nesse momento e deixava-me simplesmente dar duas ou três chupadas para em seguida reintroduzi-lo no sexo entreaberto da minha amiga, que o recebia sempre com um longo gemido e socos na cama. Tulio penetrou-a até gozar, dando estocadas curtas ao ejacular e gemendo muito intensamente. Vi Val olhando para trás, sorridente, para encará-lo enquanto amparava seus golpes, firmemente apoiada na cama. Quando ele saiu dela, ainda ficou por uns momentos na mesma posição e pude retirar-lhe a camisinha repleta. A cabeça vermelha e inchada daquele pau imenso me pareceu desmesurada em comparação à pequena fenda que ele acabava de deixar livre e que pulsava voltando gradativamente ao normal. Dei um nó na camisinha e a deixei cair ao lado da cama enquanto os dois corpos desabaram sobre o meu, ofegantes."
- E você e ele, nada? exclamou o Tomás, escandalizando-se.
- É Marta, em termos de sexo, você participou bem pouco até esse momento.
- Calma, meninos! Eu disse que nesse dia nasceu uma nova Marta, e é verdade.
- Ah, bom!
- Conta mais! Conta mais! Conta mais!, pedi.
- Calma, vou continuar!

Nesse momento, o celular de Marta tocou. Ela se afastou para falar e voltou dois ou três minutos depois.
- Era o capataz. Ele está no estábulo com o veterinário. Preciso dar uma chegada lá porque uma vaca está parindo.
- Ah, essa não! exclama Tomás, frustrado.
- E eu nem convido vocês porque eu gosto que o abmbiente seja tranquilo nesses momentos. Muita gente por perto estressa o animal. Não vai faltar oportunidade para terminar a história, e vocês ainda ficam por aqui por um tempo, não é?
- Até o fim da semana, respondi.
- Bom, então temos uns dias.

Marta subiu para se vestir e minutos depois saiu com o LTD branco. Tomás e eu ficamos nos olhando com cara de criança de quem se tomou o doce.


(*) Trata-se do que foi narrado no episódio 15, Elefantes, Cerejas e Flechas.

5 comentários:

  1. Salve Marc, só agora vi seu desabafo lá no blog, antes de mmais nada, por favor, não desista, realmente é difícil ver que um espaço, que me permita dizer a verdade não só por estar dizendo isso pra vc, tem os melhores textos que li na net nos últimos anos...e olhe que a minha diversão é vagar descobrindo portas e janelas...não desista, não apague, tenho certeza que muita gente ainda vai descobrir e poder se maravilhar. os textos todos, os folhetins pra lá de sensacionais, tudo, tem uma excelente descrição, pega na veia, de muito que sequer vemos ou menos ainda lemos por aí. Virei seu fã, espero que muita gente possa vir até aqui e descobrir essa veia alucinante de boa até no nome Erotexto...Era ( e é ) o texto mais bacana que encontrei por aí...grande abraço, saúde, alegrias, paz e resistência...vá passear, deixe a casa como está, mas quando quiser voltar é só acender a luz que logo os amigos estarão a porta pra sorver junto o melhor da safra. E obrigado sempre pela oferta de tamanha inteligência. Novamente; abração.

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    1. Ah, meu caro Moubarato, com um afago como o seu, não tenho como desmontar o Erotexto! Estou desmotivado, mas vou seguir seu conselho e deixá-lo aí para quem quiser ler. Preciso conformar meu conceito de autor à realidade da nossa cultura semi-ágrafa e estou batalhando nisso. Estou "coçando" para retomar os folhetins e os contos, talvez valesse a pena continuar apenas para satisfazer a compulsão à escrita. Tive um professor de filosofia que me dizia que sempre escrevemos com vistas a um leitor potencial futuro, mas atualmente tenho um amigo escritor que se cansou das editoras e continua a escrever para si. Talvez seja esssa a resposta, até que o leitor brasileiro aprenda a manifestar-se por escrito. Muito obrigado por ter-se dado o trabalho de me escrever palavras tão construtivas e animadoras. É uma felicidade ter você como visitante assíduo e correspondente. Um grande abraço,
      Marc

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    2. Salve, grande notícia ! Um brinde com o melhor da safra ! abração e muita gratidão por seguir em frente ! isso é um Sucesso ! mou !

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  2. Que revolução foi essa no seu blog? Tá bonito pra caramba! E muito elegante esse contraste do negro com cores mais alegres ao fundo! Eu vim pra ler um texto em Francês que você tinha publicado um tempo atrás. Mas já descobri que há mais de um. Vou ter que visitar mais isso aqui!
    Volto em breve pra ler este e outros. Abraços, amigo!

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    1. Salve, Peristilo!
      Pois é, eu dei uma renovada no visual e acrescentei um pouco de imagem. Estou longe de ser tão visitado quanto vocês, profissionais do blogue, mas o Erotexto vai caminhando devagar.
      Obrigado pela visita. Você é sempre bem-vindo.
      Abraço do Marc

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