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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Entre Mar e Montanha (folhetim, episódio XVIII)

18. Misterioso semideus do sexo

Hércules debruçou-se sobre ombro da esposa para vê-la em ação, o que me inibiu. Sorri sem jeito e ele fez com a cabeça um gesto que corresponderia a "Finja que não estou aqui!" Gentilmente, ela baixou minha sunga e empunhou meu sexo expondo a cabeça no mesmo ato. Seu rosto moreno e bonito passou a revelar interesse e senti pela firmeza da mão que o desejo começava a manifestar-se. Ela me masturbou um pouco, acariciou-me até o saco, sorriu e tirou-me a camiseta. Um sinal do marido me levou a tirar a dela, expondo um velho sutiã barato que ele cuidou de soltar revelando os seios mais bonitos que eu já vira, redondos e firmes, uniformemente morenos, prova de que o quintal da casinha tosca era palco da exposição daquele belo corpo ao deus Sol. Cassia levou minhas mãos a eles e pude sentir os bicos escuros entumescendo-se ao meu contato. Mas não me veio a iniciativa; além de me sentir imaturo, o rosto mal barbeado e másculo do homem que observava operava em sentido oposto sobre minha libido.
- Ah, já vi que só tem juventude mesmo! bradou o Hércules, empurrando-me pela segunda vez, desta vez fazendo-me cair sentado na poltrona enquanto agarrava a mulher e abocanhava-lhe os seios, chupando e sugando ruidosamente os bicos, sem parar de esfregar-lhe o meio das pernas.

A sainha de tecido mole subiu e pude ver a calcinha enfiada no sulco profundo que dividia a bunda morena como os seios. Sentindo minha ereção voltar, olhei para baixo e vi o quanto estava molhado. Terminei de tirar a sunga, pondo-a sobre o braço da poltrona e quando voltei a me concentrar no casal, Cassia terminara de despir a calcinha e estava sendo empurrada na minha direção. Recuei e a vi entrando de joelhos na poltrona, endireitando meu sexo para empalar-se nele até a base e soltando o ar em vez de gemer, enquanto o homem, que também se livrara da roupa, já se aproximava de nós pelo lado. O que era todo um ritual em minhas fantasias e escritos ocasionais levara bem poucos minutos para acontecer.

Encaixado em Cassia e tendo suas mãos delicadamente pousadas em meus ombros, eu estava livre para acariciar seu corpo que começara a mover-se, subindo e descendo lenta e ritmadamente. Eu teria desejado beijá-la novamente, mas sua boca logo foi ocupada pelo membro tão hercúleo e cheio de veias quanto o pescoço do seu marido insaciável. Ela o tragava até o segundo terço e o chupava com os lábios projetados, enquanto ele afagava-lhe o cabelo e a observava trotar sobre mim.
- Está gostando, minha linda? O garoto manda bem?
- Mm-hm...

De vez em quando, ele a empurrava um pouco para trás e se espichava para ver o nosso ponto de contato, o que o excitava e o fazia voltar à sua boca com vigor redobrado, afagando-lhe o cabelo e o rosto. Quanto a mim, como essa posição dificulta a fricção da glande, senti que poderíamos ficar assim pelo tempo que fosse e procurei me acostumar à visão do homem em busca do qual eu fora e que agora dividia sua esposa comigo. Ele tinha aspecto ocidental mas era muito bronzeado pela constante exposição ao sol. Tinha cerca de um metro e oitenta, era magro, mas um feixe de músculos. Devia ter entre trinta e cinco e quarenta anos e me lembrava um ator que o meu pai adorava, Terence Hill, de comédias de faroeste italiano. Não era difícil admirar seu corpo, e eliminar o mal-estar de transar diante dele era questão de costume. Afinal, eu tinha ido procurar por ele e não por ela. Seu comportamento me intrigara no banheiro do forró e eu queria uma resposta. O mistério parecia estar sendo desvendado e quanto mais eu me mostrasse adaptável, melhor seria.

Poucos minutos depois, Hércules passou para trás de Cássia e colou-se nela, acariciando-lhe os seios. Ela olhou para ele sorrindo, como se soubesse a lição de cor e salteado, e baixou a coluna empinando-se ao máximo. Pude então experimentar pela primeira vez na vida a estranha sensação de compartilhar um mesmo espaço sexual. Fortemente comprimido contra o meu e esfregando-se nele, o longo membro de Hércules afundou-se até que nossos sacos se tocaram. Cassia, com a cabeça apoiada na minha e as unhas cravadas em meus ombros, mal continha um grito.
- Agora a gente vai fazer essa moça gozar, gemeu o homem, dando-me uma piscadela e aplicando um tapinha na mulher.

Cassia recomeçou a mover-se dando gemidos aspirados para não acordar as crianças que dormiam no quarto. Ela estava lívida. Eu continuava sem muita mobilidade, mas seu sexo envolvia fortemente os nossos, e o de Hércules, livre, começou a deslizar sobre o meu. A excitação não tardou a subir, temi não conseguir conter o orgasmo por muito tempo, mas o olhar do homem me indicava que seria um erro. Meu prazer ia começando a tornar-se dor quando senti uma fortíssima dentada no ombro e uma descarga quente alagar meu sexo. Um orgasmo avassalador tomou conta do corpo inteiro de Cássia que, agora agarrada ao meu pescoço, pôs-se a ter espasmos a ponto de revirar os olhos enquanto seu homem continuava a pistonear vigorosamente dentro dela. Procurei por sua boca, mas foi impossível beijá-la; ela não conseguia parar de arfar. A excitação do momento era tamanha que não pude me conter e acabei gozando profusamente sem a autorização do marido. Ele percebeu meu gemido e deu um sorriso sarcástico, afastando-se e olhando para mim com um meneio de cabeça. Cassia ficou encaixada em mim, ofegante, a cabeça recostada no meu ombro, enquanto eu sentia meu membro amolecer dentro dela.
- Gozou muito hein, morzão! sussurrou ele, aproximando-se e dando-lhe um beijo antes de retirá-la de sobre mim como se tirasse uma criança da gangorra.

Hércules levou a esposa ainda titubeante até o sofá, sentou-a e ajoelhou-se entre suas pernas, escancarando-as. Em seguida, olhou para mim como se fosse me mostrar a coisa mais interessante do mundo e afundou a cabeça entre as coxas abertas, fazendo uma profusão de ruídos molhados. Cassia não correspondeu, zonza e cansada demais para reagir. Ela permaneceu sentada, de olhos fechados, apenas afagando devagar o cabelo do marido. Hércules me dava a impressão de estar apenas começando.

Ele deve ter passado cerca de dez minutos lambendo-a, beijando-lhe a barriga e os seios, a boca e sussurrando obcenidades. Quando se deu por satisfeito, pôs-se de joelhos no sofá e recomeçou a penetrá-la com igual disposição, levando-a a um novo orgasmo, menos intenso que o primeiro, mas assim mesmo forte, que a deixou prostrada, a cabeça pendendo no peito. Como da primeira vez, ele se afastou sem mostrar o menor sinal de cansaço... nem de orgasmo.
- Vem, garoto, ordenou ele, de pé no centro da salinha exígua, ostentando ainda um resto de ereção.

Me levantei da poltrona torcendo para que o bom senso falasse mais alto e ele visse que era impossível continuar. Cassia passara o dia todo entremeando "rapidinhas" de vinte minutos ao trabalho com visitas e ainda tinha-se disposto a terminar numa sessão de sexo a três. Lembrei-me ainda que ela estava grávida; provavelmente de um mês ou menos, mas grávida. Será que aquele homem ficaria insensível a isso por mais tempo?
- É melhor parar por aqui, Hércules; ela está cansada.
- E quem disse que eu não sei disso?

Foi então que se deu o inusitado ou, melhor dizendo, um início de revelação do mistério. Diante da esposa, que agora brincava, apática, com a barra da sainha que ela não tirara em nenhum momento, Hércules sentou-se na beira do sofá e puxando-me pela coxa, abocanhou por inteiro meu sexo amolecido, pondo-se a chupá-lo com gosto. De braços estendidos e afastados do corpo, eu não sabia o que fazer nem para onde olhar. Escolhi olhar para Cássia, que retribuiu com um sorriso cansado, como quem diz "Liga não, ele é assim mesmo!" e pus as mãos nas cintura para evitar tocar no marido que se aplicava ruidosamente à tarefa. Endureci rapidamente na boca do homem e achei que um segundo orgasmo encerraria em minutos a estranha orgia. Eu não poderia estar mais enganado.

4 comentários:

  1. Grande Marc, acertamos o alvo ao anotar que pode ser melhorado, visto que seu delicioso Erotexto é um moto-cotínuo de prazeres e delícias...
    o prazer é todo nosso de poder sorver de tudo isso. sempre grato e parabéns !
    grande abraço,
    mou < : )

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    1. É sempre um fenômeno curioso ir fazendo crescer os personagens. Seu comentário anterior me deu ensejo a cuidar mais desse aspecto, encontrar um nome interessante para o homem, criar uma biografia dramática para a mulher e me colocar na pele do Marcos, esse jovem de 18 anos que está vivendo experiências que o marcarão para sempre. Está sendo uma bela aventura e agradeço os seus comentários que, de certa forma, nos tornam co-autores.
      Um abaço,
      Marc

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  2. Levando o link,...

    Abs. do (In)

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    1. Adorei a visita, Sr. (In)!
      Um grande abraço do Marc

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