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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Às do Volante

Assim que os sinais mais efetivos da libido despontaram, minha atenção se voltou naturalmente para homens. Nunca tive dúvida quanto a isso, nunca tive conflitos, sempre achei o corpo masculino mais atraente e interessante que o feminino, e ponto final. Minha família é grande e tão confusa que meus pais nunca tiveram tempo para pensar na vida sexual dos filhos; sendo assim, logo me senti livre para fazer da minha sexualidade o que bem entendesse. Quero contar o episódio que mais me marcou desse processo.

Minha sexualização aconteceu de trás para frente; a primeira experiência foi intensa e me fez refrear um pouco as subseqüentes. Minha "primeira vez", para usar a expressão corrente, aconteceu na Kombi do sítio da minha família, com o motorista, Paulo, um jovem que fazia uns trabalhos para o meu pai e usava a Kombi para ir fazer compras no centro da localidade onde tínhamos o sítio. Desde muito novo, sempre que eu o via sair, pedia para ir junto. Ele não se importava e sempre me deixava dirigir na volta, sob condição que eu fosse sentado em seu colo, não só porque eu não tinha estatura para alcançar os pedais, mas porque ele não queria ser despedido por causa de uma besteira minha. Eu me acomodava sobre os joelhos dele e ele me dava o volante.

Devo dizer que jamais notei da parte do Paulo qualquer tentativa de tirar proveito da situação, mas a condição que me fora imposta por ele na infância passou a me convir perfeitamente, depois que adquiri identidade e maturidade sexual. O resultado foi que, largamente ultrapassada a infância, eu não quis abolir a "lei do colo" e destituir Paulo do assento do motorista. Nós dois sozinhos no carro era algo que me seduzia e me deixava num estado de excitação febril. Quantas noites sonhei que estava atracado com Paulo completamente nu dentro daquela Kombi! Eu gostava de dirigir, mas minha motivação quase quadruplicava quando eu pensava nas circunstâncias do aprendizado. Aos poucos, fui descobrindo que o prazer de dirigir e o prazer de estar com Paulo eram indissociáveis.

Quando Paulo venceu o susto ao constatar que eu continuava "querendo colo" até mesmo quando já sabia dirigir a velha Kombi, passou a me tratar de modo mais carinhoso, apertando-me contra si, recostando-me em seu tronco forte e protetor e envolvendo-me com seus braços. Embora estivesse às vésperas da maioridade, eu não era grande e me encaixava perfeitamente entre as coxas musculosas do meu instrutor. Como sempre íamos ao sítio quando fazia sol, eu vivia de short ou sunga, o que tornava o contato muito sensível e, para mim, extremamente agradável. Enquanto o Paulo me bolinava, ia alimentando a nossa fantasia da "autoescola rural". Ele pisava na embreagem e me mandava passar a marcha, colocando a mão por cima da minha. Depois, concentrava-se em seu próprio prazer, segurando-me pela cintura e aproveitando o balanço do carro para se excitar com o calor e a maciez da minha bunda polpuda contra a protuberância rígida do seu sexo. Eu não precisava adivinhar-lhe desejo de tornar o contato mais e mais próximo. Sua respiração forte que me arrepiava a nuca e suas mãos que ora me abraçavam pela barriga, ora me acariciavam as coxas, ora ficavam simplesmente pousadas sobre meus ombros, tudo isso ia deixando minha sensualidade à flor da pele e eu me entregava inteiro àquele homem rude que parecia gostar tanto da minha companhia. Nada era muito explícito, mas ele percebia perfeitamente que estávamos sintonizados e queríamos algo mais.

Certo dia, Paulo foi até o meu quarto de manhã bem cedo para perguntar se eu não queria dar um passeio maior na Kombi; ele tinha que ir até o vilarejo vizinho e eu poderia dirigir por todo o percurso de volta. Aceitei sem hesitar e comecei imediatamente a trocar de roupa. Lembro-me dele encostado na porta fechada, fingindo distrair-se com um gibi mas na verdade espreitando-me para ver-me nu. Eu estava para vestir um short quando ele me deteve perguntando por que não apenas uma sunga, argumentando que assim poderíamos parar na cachoeira que fica no caminho. Aceitei, retirei a cueca com a maior naturalidade e fui procurar a roupa de banho. Percebi que Paulo não tirava os olhos de mim. Pelo espelho do armário, surpreendi-o ajeitando o pau por fora calça enquanto eu, totalmente curvado, quase me enfiava na gaveta de baixo à procura de uma sunguinha speedo azul claro que eu adorava. Quando a encontrei mostrei para o Paulo, que aprovou com a cabeça e me mandou acelerar. Vesti uma camiseta e um tênis e saímos do quarto. Passamos pela cozinha, tomamos café com pão dormido e lá pelas 7h da manhã estávamos prontos para a estrada.

Paulo sentou-se ao volante, eu ao lado e começamos a rodar. Fomos conversando, eu fazendo muitas perguntas, como sempre. Como ficávamos por vezes semanas sem nos ver, eu queria saber suas aventuras nas redondezas, histórias de namoro, etc. Nesse dia, ele me perguntou se eu já tinha beijado, e a resposta era não, mas menti que sim. Chegando ao vilarejo, descemos juntos para descarregar dois barris cheios de uma bebida alcoólica de frutas que o meu pai fazia e que a gente fornecia para uma venda. Lá mesmo, Paulo comprou pão, manteiga e algumas outras coisas que minha mãe tinha encomendado. Ele jogou as compras no banco de trás da Kombi, sentou-se ao volante e disse que eu já podia ir me preparando para dirigir. Eu estava eufórico e não cabia em mim de felicidade com a manhã que ele estava me proporcionando.

Paulo dirigiu até perdermos o vilarejo de vista. Quando percebemos que ninguém nos via mais, ele parou o carro e, como de costume, me fez passar para o seu colo. Naquele dia e pela primeira vez sentei-me de pernas abertas sobre as coxas dele e segurei com as duas mãos no volante da Kombi. Mal arrancamos, senti um puxão pela cintura que me colou ao seu sexo e me permitiu senti-lo endurecer. Paulo devia estar louco para que estivéssemos os dois nus, mas não dizia nada. Dirigi por um bom trecho assim, mas como minha cabeça batesse no teto e meus pés não chegassem aos pedais, acabei pedindo para voltar à posição habitual, no assento, entre suas pernas abertas. Ele resmungou alguma coisa, mas consentiu. À certa altura, ele me perguntou se também podia ficar de sunga porque estava suando na calça. De fato, o calor estava escaldante até para mim, que só estava de sunga. Paramos o carro por um momento e ele tirou a calça, ficando como eu, apenas de sunga e camiseta. De volta à estrada, eu sentia através da fina lycra das nossas sungas a protuberância rígida colada a mim e fazia pressão com a perna livre para estreitar o contato quente e úmido dos nossos corpos.

Paulo confiava plenamente em meus reflexos ao volante. Só raramente ele o retificava com um golpe firme de mão, e fazia questão de controlar o freio. A maior parte do tempo, ele ficava com a mão no meu corpo, geralmente a cintura, que ele levemente empurrava de um lado para outro, fazendo-me roçar seu pau em movimentos laterais. Vez por outra, sua mão entrava por baixo da minha camiseta e ficava pousada sobre a minha barriga, brincando com o umbigo e descendo até o elástico da sunga. Quando ele fazia isso eu sentia as pernas bambas e me entregava, dizendo a mim mesmo que ele era meu namorado e que eu faria tudo o que ele me pedisse. Paulo chegou a acariciar meu peito e me manter por vários minutos colado ao seu corpo, como se quisesse me dizer que aquele momento era muito importante para ele. Eu virava a cabeça e sorria para aquele homem cujos cabelos castanhos muito lisos caindo pelo rosto imberbe por natureza o mantinham com a cara de rapaz de vinte anos que ele tinha quando nos conhecemos, sete ou oito anos antes. Fingindo brigar, ele me fazia virar para frente e me dava palmadas nas coxas como castigo por aqueles atos de desatenção. Volante era coisa séria para ele e a responsabilidade pelo carro faziam-no redobrar os cuidados. Eu protestava dizendo que os tapas ardiam, mas intimamente exultava e gostava do tratamento.

A paisagem tranqüila e a facilidade de um longo trecho da estrada me permitiram permanecer por algum tempo na mesma marcha, e Paulo foi ficando cada vez mais excitado em contato com o meu corpo. Numa das vezes em que ele me abraçou pelo tronco, sua mão desceu mais que de costume e invadiu-me um pouco a sunga fazendo-me sentir as pontas dos dedos acariciando meus pelos. Logo percebi que sua mão empurrava o elástico tentando baixá-la. A atmosfera estava tão carregada de erotismo que eu tomei coragem e disse que ele podia baixá-la toda se quisesse. Paulo não pensou duas vezes; vi minha sunga descer pelas coxas, contornar os joelhos e deslizar para o chão. Seu pau era uma verdadeira bola de aço dentro da sunga que eu podia sentir pulsando, agora em contato direto com a minha pele. Isso deixou Paulo num estado de excitação tal que só posso descrever pelos seus gestos. Ele começou acariciando-me as laterais da bunda, depois o alto das coxas e o interior delas, roçando meu saco com os dedos, mas logo decidiu abandonar os escrúpulos e afagar-me as bolas e o pau que estava tão duro quanto o seu, apontando para o teto da Kombi. Ele agüentou assim durante alguns minutos, mas logo começou a me forçar tanto contra si que me vi obrigado (e com que prazer!) a dizer que se ele quisesse ficar nu também, eu não me importaria. Talvez ainda um pouco embaraçado para dizer as coisas, ele tentou se justificar, alegando que seu pau estava muito desconfortavel dentro daquela sunga justa. Dei de ombros e ele se livrou dela, ficando só de camiseta, como eu. Quando ele me puxou de novo, senti como uma barra quente e molhada colada às minhas costas, mas logo fui erguido e posto diretamente sobre ela. De vez em quando, ele abria-me a bunda e a tora resvalava o orifício causando-me o doce arrepio da iminente invasão dos limites. Paulo o provocava várias vezes, aproximando-se do objetivo como certos animais que arpoam a presa após deixá-la esfregar-se a eles.

Não precisei esperar muito pela etapa subseqüente; puxando-me um pouco mais para cima, Paulo inseriu seu pau entre as minhas coxas fechadas e este, muito molhado, foi deslizando lentamente entre elas até que a cabeça gorda e arrocheada despontou abaixo do meu saco, numa cena surreal. Em seguida, ele tirou-me uma das mãos do volante e a levou até lá. Fechei os dedos e apertei levemente. De queixo apoiado em meu ombro, Paulo gemeu e puxou-me ainda mais para si fazendo seu pau ultrapassar um pouco mais minhas coxas, o que me permitiu empunhar um bom terço dele. Extasiado, Paulo começou a mover-se, pedindo-me para apertar bem as coxas. Seu pau abria espaço à força para entrar por baixo delas e despontar todo vermelho. Isso me divertia e eu fechava firmement as pernas tentando impedir-lhe a passagem. Era fácil bloqueá-lo, mas Paulo levou suas mãos às minhas coxas para abri-las alegando não estar mais aguentando. Pude ver seu pau agitado e pulsante verter entre elas um fio espesso de fluido transparente.

Sempre ao volante, dirigi por mais algumas centenas de metros, até que percebi Paulo remexer numas coisas no banco de trás e, logo em seguida, passar sua mão por baixo de mim, deixando um rastro frio e úmido. Ele fez isso duas ou três vezes. Perguntei o que era, mas ele me mandou esperar dizendo que eu ia gostar. Não entendi nada, olhei para trás tentando ver, mas ele me repreendeu uma vez mais dizendo que o motorista não pode se distrair. Voltei a prestar atenção à estradinha deserta, mas logo senti seu dedo pincelando certeiramente o meu cu e deslizando com mais liberdade que o pau, o que me deixou muito intrigado. Insisti tanto que acabei forçando Paulo a confessar: ele acabara de passar manteiga em mim. "Quê?!" exclamei. Ele me tranquilizou com tapinhas no ombro.

A explicação era simples. No banco de trás do carro, havia um recipiente cheio de gelo com a manteiga recém-comprada no meio. Paulo lambuzara o dedo nela. Curioso, eu queria olhar, mas ele não me deixava ficar desatento, queria que eu olhasse para frente o tempo todo porque poderia vir alguém na contra-mão. Seu dedo untado começou lentamente a invadir meu cu, inicialmente só a pontinha, depois o resto e, em seguida, a entrar e sair várias vezes. Fui ficando zonzo de tesão e ansioso para saber onde aquilo iria acabar. Eu estava praticamente de pé, agarrado ao volante da Kombi com a cabeça colada ao teto enquanto ele segurava minha bunda e fazia o dedo deslizar para dentro e para fora. Quando ele percebeu que aquele dedo entrava e saía facilmente, mudou de dedo, e foi fazendo a mesma coisa com todos os dedos da mão. Bati com a cabeça no teto quando o polegar entrou até a almofada e Paulo começou esfregá-lo por dentro de mim. Só me lembro de perguntar repetidas vezes: "O que é que você está fazendo?" e de ouvi-lo murmurar: "Nada, só quero ver uma coisa."

Como não doesse, não protestei e continuei dirigindo enquanto Paulo me explorava com os dedos. De vez em quando, ele se virava todo para trás, pegava mais manteiga com a outra mão e chegava a empurrar-me cu adentro pedacinhos gelados, prosseguindo em sua tarefa de amaciar-me. A certa altura, eu já havia até aprendido que podia contribuir com movimentos meus. Paulo passou um bom tempo apenas brincando com o polegar, até decidir apanhar meu saco com o resto da mão. Fiquei surpreso, mas achei graça e a sensação foi igualmente prazerosa. Eu podia sentar em cheio na mão dele sentindo o polegar no cu e os demais dedos manipulando meu saco, enquanto ele me masturbava com a outra mão. Não me fiz de rogado, soltei meu peso sobre a mão dele. Ao fim de mais um quilômetro, eu já era um perito em fazer aquele dedo grosso entrar e sair de mim vezes sem conta e estava ávido de novas sensações.

Foi então que aconteceu a manobra mais radical do meu aprendizado. Num jogo rápido e imperceptível de prestidigitação, Paulo fez uma troca e quando soltei o corpo com a intenção de empalar-me mais uma vez em seu dedo, senti algo bem mais amplo forçar a entrada. Logo imaginei do que se tratava, mas assim mesmo perguntei o que era, ao que Paulo retrucou, lacônico: "Quer?" Sentindo a circunferência gorda que tentava invadir-me, mas tomado pelo desejo de que aquela situação chegasse logo onde tinha que chegar, consenti. Pondo-me ao seu lado e assumindo a direção, meu instrutor parou o carro num larguinho à direita da estrada e deixou-me inferir serenamente que uma etapa decisiva do aprendizado estava para começar.

Olhando para o lado, o que me saltou aos olhos foi o par de coxas nuas, grossas e musculosas, escancaradas sobre o assento inteiriço da Kombi. No vértice, vi pela primeira vez o membro todo que pude enfim empunhar como se deve. Não era tão maior que o meu, mas o fato de ter a cabeça exposta e estar tão duro dava essa impressão. Paulo o untou bem com a manteiga que tínhamos comprado e, passando-me para o lado do passageiro, mandou que eu segurasse na alça acima do porta-luvas. Ele então pôs-se a massagear-me o cu até senti-lo relaxado e instruiu-me a soltar bem devagar o corpo até estabelecer o contato. Em seguida, pude deixá-lo penetrar-me gradativamente e na medida da minha tolerância. Eu estava apreensivo, mas com muito desejo. Em casa, eu já introduzira o dedo, canetas, cabos de escova, e já deixara um colega dedar-me uma vez, num chuveiro de vestiário, mas aquela seria a primeira vez com um diâmetro como o dele. Paulo concedeu-me o controle total da penetração. Ao menor desconforto, eu parava pelo tempo que quisesse. Demorei bastante até ter coragem de permitir que a cabeça entrasse, mas quando ela passou e a sensação de estiramento parou de irradiar-se até as coxas, senti que a pior parte havia passado.

Paulo gemia, expirando ruidosamente. Acabei preferindo largar a alça de segurança e apoiar-me com as mãos em suas coxas. Assim eu podia ajudá-lo a praticamente neutralizar meu peso. Ele me ajudava a descer lentamente segurando-me por baixo. Assim que a glande terminou de passar, senti sua borda expandir-se e meu cu comprimir firmemente o tronco do pau, duro como aço. Continuei descendo por ele, sentindo uma fricção agradável nas paredes espessas do cu lubrificadas pela manteiga. Até então, eu nunca sentira um prazer tão diferente e tão intenso na vida. Eu adorava masturbar-me, mas o orgasmo durava dois segundos enquanto aquela sensação parecia interminável! Pouco a pouco, aquele corpo maciço foi invadindo o meu, até que me vi encaixado entre as coxas do Paulo, sentindo na pele um leve pinicar de pelos. Ele reclinara o banco e estava de pernas abertas comigo empalado em seu membro que pulsava freneticamente em meu interior. Fato metafórico: com aquilo dentro de mim eu me sentia mentalmente preenchido, completo. O vazio que restava fora eliminado. Lembro-me de ter exclamado várias vezes, entusiasmado, "Que legal! Isso é demais, cara!" e olhado para o Paulo com ar de criança que ganhou o tão sonhado brinquedo e não precisa de mais nada. A simples penetração já me deixara exultante e satisfeito. Na verdade, eu estava centrado em meu próprio prazer e nem me ocorria que Paulo ainda estivesse para começar a explorar o seu.

Deixando-me empalado nele por alguns instantes, ele explicou-me que era a partir dali que a brincadeira começava e que ia ser como se eu o masturbasse, porque fazer sexo era isso, no fundo: uma masturbação sem as mãos. Deixei que ele me guiasse. Ele mandou-me agarrar novamente a alça de segurança e fazer o que eu já fizera quando ele introduzira-me os dedos: subir e descer continua e regularmente. Obedeci, primeiro lentamente, até que a tora duríssima ficou toda lubrificada e começou a deslizar dentro de mim, deixando-me fraco de prazer. Paulo gemia, resfolegava e fazia movimentos opostos aos meus, dando-me golpes de cintura que provocavam barulhos que eu identifiquei aos do jogo de "bafinho". Firmemente agarrado à alça, fiquei olhando entre as nossas pernas, procurando ver o pau em movimento entre as curvas da minha bunda. Estávamos suando muito, escorregadios, o que tornava tudo propício àquela primeira penetração real da minha vida. De vez em quando, Paulo me agarrava por baixo e abria-me a bunda como se dividisse um pão feito em casa. Hoje sei que isso torna o cu ainda mais apto a tragar alguns centímetros suplementares e auferir mais prazer do alargamento natural da base do pênis.

Em dado momento, Paulo começou a acelerar seus movimentos e eu acelerei os meus em resposta. Ele foi ficando mais agitado até que, puxando-me com toda força pela cintura, grudou-me fortemente a si e passou a desferir pequenos trancos espasmódicos, cada um acompanhado de um jato forte e quente que eu pude sentir por dentro. A cada espasmo, suas coxas se enrijeciam e ele me puxava violentamente pelas ancas. Eu chegava a tirar os pés do chão para tentar acolher até o último milímetro do que ele me oferecia. Quando deu tudo por terminado, ele largou-me em plena ascensão e senti seu membro escapar molhado e amolecido do meu orifício pulsante. Paulo ofegou por alguns instantes, mas logo voltou ao volante, anunciando que íamos dar um pulo na cachoeira. Meu ânus estava tão molhado que cheguei temer que fosse sangue. Não sosseguei enquanto Paulo não o examinou e tranqüilizou-me dizendo que não acontecera nada, que tudo dera certo. Repus a sunga e fiquei quieto, sentindo meu corpo enquanto olhava a paisagem, maravilhado com a minha iniciação.

Chegando à cachoeira, assim que saí da Kombi, senti algo realmente escorrer. Tudo era novo para mim e, já sabendo que não era sangue, passei a achar que fosse algo muito menos... higiênico! Encabulado, passei discretamente a mão por fora da sunga molhada e cheirei meu dedo. O alívio foi imediato: o único odor que se destacava era de esperma. Paulo gozara muito e o fruto do orgasmo estava voltando à terra pela ação da gravidade. Sem comentar, entrei n'água o mais rápido que pude. Ele veio logo em seguida e passamos algum tempo brincando e mergulhando das pedras, passando por trás da queda d'água e procurando girinos. Quando cansamos da brincadeira, fomos para uma pedra tomar sol. Era um dia perfeito de verão e a água gelada da cachoeira refrescara nossos corpos quentes e exaustos. Paulo sentou-se e eu me deitei de bruços sobre a toalha, ao lado dele. Ficamos conversando sobre o que tínhamos feito. Como sempre, eu tinha um monte de perguntas a fazer, principalmente sobre qual era a sensação de comer uma bunda, coisa que eu obviamente ainda não fizera. Ele tentou explicar suas próprias impressões, mas senti que ele tinha muita dificuldade para verbalizar essas coisas. Contudo, tive a certeza de que ele adorou ter sido o coadjuvante da minha "primeira vez".

Ao contrário do Paulo, sempre fui muito loquaz e capaz de descrever facilmente tudo o que sentia. Minha última dúvida era sobre o orgasmo; eu estava curioso para saber se existe orgasmo anal, porque eu sentira tanta excitação que estava convencido de que se ele tivesse continuado a penetrar-me por mais alguns minutos, eu teria acabado por gozar. Ao seu modo e com suas próprias palavras, Paulo explicou-me que não existe orgasmo anal e que por mais intensa que seja a sensação, não leva a nada parecido com um orgasmo; na verdade, ela não culmina, é uma sensação que se extingue, por assim dizer, em reticências. Ele acrescentou que geralmente aquele que penetra masturba o outro no final, idealmente para tentar desencadear um orgasmo simultâneo ao seu. Perguntei por que não fizéramos isso, mas Paulo limitou-se a responder com um brusco "sei lá!". Eu não podia negar que ainda havia uma ponta de insatisfação em mim, e naquele momento, a causa se esclareceu: eu não gozara.

Paulo então disse que ia fazer-me uma surpresa. Mandando-me deitar de barriga para cima, ele me fez fechar os olhos e prometer não abrir. Instantes depois, senti o elástico da minha sunga baixar e meu pau ser tomado por uma sensação quente e molhada. Desobediente, olhei para baixo e vi Paulo de joelhos ao meu lado, os lábios colados em meu baixo-ventre. Invadido por um prazer novo, iniciei movimentos de cintura. Ele sugava com força, percorrendo meu pau da base à cabeça e vice-versa. Minhas pernas se agitavam descontroladas. Ele chupava, chupava, sugando intensamente. Uma onda crescente de prazer foi-me invadindo, o orgasmo era iminente. Tive o tempo exato de preveni-lo. Ele afastou-se, mas continuou com a mão. Meu orgasmo veio em vários jatos direcionados por ele para a minha barriga e peito. Eu já fora masturbado por colegas, mas, provavelmente por causa da excitação remanescente do que fizéramos, aquela foi uma das melhores masturbações de que me recordo.

Depois de nos banharmos mais um pouco, voltamos a tomar sol, eu deitado de bruços, Paulo sentado. Meu olhar direcionava-se instintivamente para o volume em sua sunga. Já me sentindo muito íntimo dele, rastejei pelos poucos centímetros que me faltavam para escalar sua coxa e pousei o queixo sobre ela para olhar a protuberância que se elevava do corpo e me parecia enorme. Pude apreciá-la e acariciá-la por alguns momentos, mas Paulo logo abriu a sunga por uma das bocas, deixando escapar o membro amolecido, mas inchado e longo, plenamente desenvolvido. Não precisei esforçar-me muito para alcançá-lo e abocanhar a cabeça, que imediatamente começou a inchar sobre a minha língua. A sensação de tê-lo na boca foi interessante porque ele já me parecia um pouco meu, depois de ter estado tão profundamente enterrado em mim. Mas estávamos cansados, meu propósito não era o de provocar, apenas deixei que ele endurecesse em minha boca e comecei a chupá-lo frouxamente. Apoiado nos antebraços, Paulo pôde ver seu membro rebatido para o lado e enfiado até a metade em minha boca. Relaxado, pude me concentrar no sabor e nas dimensões da cabeça, que se encaixava como uma luva em meu céu da boca. Aos poucos, fui sentindo Paulo agitar-se. Ele segurou-me a cabeça com uma das mãos, fazendo-me ir e vir, puxando-me suavemente pelo cabelo. De repente, sua cintura contraiu-se e senti dois ou três espasmos fortes seguidos de esguichos. Os primeiros eu não pude evitar, mas assim que provei o sabor acre, expulsei o restante da boca fazendo-o escorrer pelo pau novamente duro como aço. Paulo foi perdendo a ereção quase imediatamente após o orgasmo. Encantado com aquele órgão tão bem feito e bonito que me dera tanto prazer, tornei a pegá-lo na mão e fiquei com ele por um longo momento, mole mas ainda grosso, ora beijando a cabeça, ora colocando-o na boca, enquanto acariciava o saco e as coxas musculosas do Paulo e o olhava sorrindo em sinal de agradecimento, fazendo-o prometer com os olhos que aquela tinha sido apenas a primeira vez.

Brincamos na água e tomamos sol por cerca de mais uma hora e voltamos para casa. Dirigi de novo sentado entre as pernas do Paulo, abraçado por ele, mas assumindo o comando integral da velha Kombi. Quando chegamos e me vi novamente sozinho em meu quarto, pude relembrar a manhã que eu tivera com ele e não consegui pensar em mais ninguém com quem eu tivesse vontade de ir tão longe. Foi por isso que a minha "segunda vez", que não aconteceu com o Paulo mas com um amigo do meu irmão que sempre me parecera o machão mais empedernido de todos os amigos dele, tive uma reação memorável. Ele ligou para a minha casa querendo falar comigo e não com meu irmão. Fiquei espantado - ele nem sequer olhava para mim! Mas ele foi lá e comigo, no meu quarto, começou quase a implorar que eu baixasse a calça e o deixasse pelo menos ver-me de costas, puxando-me pela cintura para tentar esfregar-se em mim. Acabei consentindo, logo apressando-me a completar: "Mas você tem carro, não tem?" Ele não tinha. Continuei por algum tempo sendo o ás do volante na nossa velha Kombi.





Um comentário:

Anônimo disse...

Sou frequentador do blogue, me considero heterossexual, mas essa história me encheu de tesão. Deve ser porque adoro sexo anal ou porque você sabe escrever com realismo. Parabéns.
Freire