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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Ah, Esse Gilberto!

Depois que realizei pela primeira vez o desejo de um namoradinho insistente, eu não pensava em outra coisa, tornou-se rapidamente uma obsessão. Em todo lugar eu queria, e fazia tão bem que ele podia estar vestindo a roupa que fosse - até mesmo smoking -, eu não deixava vestígios. Quando íamos ao cinema, nos sentávamos num dos cantos do fundo e era de lei que eu o levaria ao orgasmo e engoliria até a última gota dos jorros fartos que logo se tornaram um alimento para mim. Os namorados se sucederam, sempre cientes de que eu era uma verdadeira "rainha do oral" porque geralmente se conheciam e a informação passava de um para outro. Cheguei a um grau de exigência tal que eu selecionava o meu namorado seguinte pelo dote, que eu procurava conhecer numa chupetinha de fim de festa, na casa de alguma colega ou, no pior dos casos, no banheiro masculino da escola, onde eu conseguia me esconder em determinados momentos, conforme o dia da semana. Até mesmo na sala de aula, depois da saída, cheguei a conceder rapidinhas orais só para avaliar o dono pelo dote. Não é preciso dizer que eu era uma das mal faladas da escola, da rua, etc. Mas eu nem ligava. Lourinha de olhos azuis e dona de um corpo considerado delicioso, eu só estava interessada em colecionar todos os meninos lindos e dotados que eu pudesse enquanto tivesse o corpinho jovem e pulsante com que mamãe Natureza me presenteara. Eu não era burra, lia muito e entendia perfeitamente as poesias que nos avisavam através de metáforas que juventude e beleza são coisas que passam num instante.

Certo dia, na saída da escola, notei que um homem encostado na árvore em frente ao portão me chamava discretamente. Me aproximei e ele me disse que era tio do Gilberto, um colega e amigo com quem eu ficara várias vezes em festinhas e baladas noturnas da nossa inseparável galera. Nunca namoráramos, mas o Gilberto era um desses caras legais que enfeitiçava todas com sua vara mágica, grande, grossa, com um cabeção cor de framboesa que toda menina normal sonharia colocar na boca. Eu ia chegando aos dezoito, queria continuar virgem por um tempinho ainda, sobretudo para deixar cada menino esperançoso de que seria o primeiro, mas não perdia uma chance de ver o Gilberto baixar o zíper e me oferecer seu delicioso monstro. Pois bem, o tal homem, que se dizia tio dele estava ali parado na frente da escola porque o sobrinho, que faltara aula naquele dia, lhe pedira para ir até lá, esperar por mim na hora da saída e me perguntar se eu concordaria de ir com ele até sua casa, para lhe passar a matéria do dia; estávamos entrando no fim de semana que precede as provas de junho e ele não queria perder as aulas por nada nesse mundo. Não vi motivo para duvidar do sujeito, portanto aceitei. Entrei no carro e lá fomos nós para Copa.

Chegando ao prédio, entramos juntos porque o tio tinha umas coisas para resolver com a irmã, mãe do Gilberto. Ele tocou o interfone e o próprio Gilberto atendeu. Eu pensava que ele tivesse faltado por motivo de doença, mas chegando à porta do apartamento, ele estava ótimo e com o cabelo todo molhado de um banho recente. Quando entramos, o tio foi para um lado e nós para outro. O apartamento dele é imenso e me deu a impressão de serem dois transformados num só porque tem a mesma disposição de um lado e de outro, com uma sala enorme no meio. Gilberto me levou através dos cômodos até seu quarto, fechou a porta e foi logo abrindo a calça, olhando-me com malícia e empurrando-me sentada na cama para me oferecer o pau longo e curvão, ainda molengo, que eu já conhecia bem. Comecei a chupar, sentindo-o inchar e endurecer na boca, pulsando forte. Em poucos minutos, Gilberto estava indo e vindo nela, como eu gostava.

Já estávamos bem relaxados e preparando-nos para uma boa sessão de amassos quando, de repente, o tio dele abre buscamente a porta, despedindo-se em altos brados. Pulei para trás, virando o rosto e limpando a boca, morrendo de vergonha. Gilberto tentou subir a bermuda, menos indignado do que eu poderia esperar, mas perguntando ao tio se ele não poderia ter batido antes de entrar. Mas o tio, contrariando qualquer expectativa, deteve-se à porta, abriu-me um largo sorriso e, desistindo de ir embora, entrou, fechando a porta atrás de si e dizendo que podíamos continuar à vontade... já abrindo a própria calça.

O tio do Gilberto devia ter quase quarenta anos, mas aparentava uns trinta. Era esguio, forte e, como eu logo ficaria sabendo, melhor dotado ainda que o sobrinho, cujo atributo devia ter uns bons dezessete por quatro. Ele aproximou-se de mim, ignorando o estado de choque que eu queria aparentar e exibindo sem cerimônia o membro que pendia arqueado fora da calça aberta. Era muito grosso, quase do mesmo diâmetro que a cabeça, e o hábito me permitia avaliar seu comprimento em cerca de dezoito centímetros. Gilberto observava calado o que o tio ia aprontar e eu estava sentada na cama achando aquilo tudo mais do que surrealista. De repente, e com toda a naturalidade do mundo, o homem ofereceu-me o sexo, que ficou a um palmo do meu rosto. Recuei, empurrando aquilo com a mão e franzindo a cara toda, mas ele desembestou a falar, garantindo-me que estava "limpinho" e que os homens da família eram todos parecidos em matéria de sexo, todos bons garanhões, legais, desinibidos e performantes. Além disso, continuou ele, o Gilberto falava muito bem de mim e fazia tempo que ele queria me conhecer, blablabla blablabla... Eu não tinha argumentos contra aquele tagarela simpático e o sobrinho não parecia nem um pouco peocupado. Pelo contrário, quando o Gilberto abriu a boca, foi para dizer que o tio era mesmo super legal e que e a gente ia poder se divertir a valer.

Hesitei ainda por uns momentos, mas aquele segundo pau ali, à minha disposição, tão grande e apetitoso, estava começando a me dar água na boca. Pensei por um segundo e resolvi seguir meu instinto, que sempre foi bom conselheiro. Antes que ficasse completamente duro, o petisco do tio do Gilberto estava na minha boquinha gulosa. Chupei com vontade e, modéstia à parte, muito bem. Sentir aquele colosso – o maior que eu vira até então – entrar e sair da minha boca foi uma realização. Gilberto pôs-se a masturbar-se lentamente enquanto assistia ao espetáculo, até que lhe pedi que chegasse mais perto e me deixasse fazer isso por ele. Era a primeira vez que eu me divertia com dois homens, masturbando e chupando, ora um, ora outro.

Foi então que aconteceu uma coisa espantosa, talvez a mais espantosa que eu tenha visto até hoje. À certa altura, o tio do Gilberto me pediu licença e afastou-se, vestiu a cueca, a calça e saiu do quarto. Não procurei saber por quê; talvez fosse para ir ao banheiro. Dediquei-me então ao Gilberto, tentando engolir seu pau inteiro para praticar, descontraidamente como sempre fazíamos. A bermuda dele já fora parar do outro lado do quarto e ele estava completamente nu. Eu fiquei vestida, mas abrira uns botões da blusa do uniforme para que ele pudesse massagear meus peitinhos enquanto eu o chupava. Cheguei a deitar na cama para que ele sentasse no meu peito e me desse de mamar enquanto eu acariciava suas coxas. Logo me descontraí e voltei a curtir os joguinhos eróticos habituais com o meu amigo.

Estávamos assim há cerca de dez minutos quando o tio do Gilberto reapareceu. Não pulei de alegria, mas continuei o que estava fazendo sem lhe dar muita atenção. Ele nos olhou durante uns momentos, depois tornou a despir-se, subiu na cama, posicionou-se por trás do sobrinho, olhando para mim por cima do seu ombro. Vendo que o Gilberto não ligava, continuei chupando. Imaginei que o tio excêntrico estivesse apenas querendo assistir à cena de um ângulo inhabitual. Pouco depois, vi o Gilberto afastar-se bruscamente e voltar para frente com um gemido forte e os olhos arregalados. Quando ergui a cabeça para olhar o que estava acontecendo, vi o tio como um cachorro grudado nele e só então percebi o que estava acontecendo.

O homem logo engrenou em violentas estocadas, fazendo um barulhão de coxas batendo que se misturaram aos gemidos de ambos. Olhei para cima e vi Gilberto meio descomposto, mas sorrindo para mim e fazendo "psst" com o dedo nos lábios para que eu não manifestasse o meu espanto. Ainda que meio intrigada, sorri de volta e peguei uma almofada para elevar a cabeça e poder continuar a chupá-lo. De vez em quando, eu sentia uma mão acariciar-me entre os outros lábios, sem poder dizer se era a mão dele ou a do tio. Só sei que isso me aumentava a minha excitação e eu chupava o delicioso pau do Gilberto com mais gula ainda. Lembro-me de ter achado divertido acariciar o saco dele e, a cada investida do tio, ter por breves instantes um segundo saco entre os dedos, quando das minhas incursões por entre as coxas do meu amigo. É difícil descrever uma felação em um homem que está sendo penetrado por outro. Os impactos se propagam e gente os sente na boca. Além disso, tocar nos dois corpos tão próximos, sentir o membro daquele que está por trás desaparecer no corpo daquele que nos invade a boca – ufa! -, tudo isso excita demais. Só de relembrar estou toda molhada!

Ficamos assim durante uns bons minutos, até que de repente, Gilberto começou a gemer mais forte e pôs-se a ter espasmos e a jorrar em minha boca, mas tão copiosamente e com investidas tão intensas que era impossível interrompê-lo. Como eu não queria sujar o travesseiro e a colcha, tive que admitir aquilo tudo garganta adentro e ir engolindo aos poucos. Gilberto gemia forte enquanto o tio não parava de castigá-lo por trás, não tardando também a ter seu orgasmo, agarrando-o pela cintura e gemendo muito, provavelmente inundando-o também fartamente, porque Gilberto saiu do quarto em disparada, seguido de perto por ele.

Quando os dois voltaram, sentaram-se na cama onde eu estava e começaram a explicar-me toda aquela história de tio e sobrinho. Eu disse ao Gilberto que jamais poderia imaginar que um garanhão como ele fosse capaz de deixar-se penetrar, e ele explicou-me que sempre sentira muita excitação anal e descobrira que a melhor sensação do mundo era ter um orgasmo ao mesmo tempo que penetrava-se com algum objeto. Como o tio e ele estavam sempre juntos, ele acabou fazendo-lhe essa confidência e acabaram tendo uma experiência, que se tornou hábito.

Continuei a brincar de sexo com o Gilberto e cheguei a encontrar-me algumas vezes com ele e o tio para repetir o que fizemos aquela vez. Um belo dia, já bem íntimos e quando eu não era mais virgem*, trepamos pela primeira vez a três e o titio do Gilberto surpreendeu-se vendo-me satisfazer os dois com profusão de orgasmos. Essa amizade abriu-me os horizontes e hoje em dia não dispenso uma boa transa bi!

Alessandra R. C.


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(*) Não, quem levou minha virgindade não foi o Gilberto. Um dia eu conto.







2 comentários:

  1. Delícia de conto..me deixou excitado e com vontade de participar

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  2. Obrigado pela visita e pelo comentário, Gabriel. Já estou cadastrado nos seus excelentes blogues!

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