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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

A Odisséia de Aninha (folhetim, episódio XXI)

21.Fugindo do Inferno

O jantar em tête-à-tête com Kleber foi agradável, mas Aninha prefere voltar para casa em vez de ir com ele para o apartamento do Peró. A verdade é que a idéia do tal "encontro de esclarecimento" a incomoda; ela não está acostumada a dar satisfações sobre sua vida. À noite, ela se abre com Soraya, confidencia-lhe que a presença de Gabriel a incomoda e comunica a decisão de tentar se afastar por uns dias. Na manhã seguinte, enquanto trocam de roupa para começar a trabalhar na butique, ela pergunta a Rômulo se não poderia passar uns dias com ele.
- Se você não se incomodar de morar com mais dois caras naquela zona de apartamento, por mim está ótimo! diz ele, bem-humorado.
- Qualquer coisa para sair de perto do Gabriel, Rômulo. Não sei porque, não estou conseguindo olhar para cara daquele menino.
- Estranho mesmo, Aninha. Espero que um dia você me conte o que está acontecendo.
- Conto assim que a poeira baixar,  mas por enquanto, eu... Caramba, já tem gente na porta!
- Eu estou pronto. Vou lá abrir.

Rômulo abre a porta diante dos olhos embevecidos das clientes que deparam com ele numa sunguinha preta toda estampada de pequenas conchas. Algumas, até mesmo desconhecidas, passam por ele já tratando-o pelo nome, dando um jeitinho de tocá-lo, quando não de cumprimentá-lo com dois beijinhos. Um jovem acompanhado de dois amigos aponta discretamente para dentro da loja, onde Aninha já está a postos, num biquíni que chama a atenção pelo brilho resplandecente de um branco de neve que envolve e destaca as formas ocultas do seu corpo moreno e escultural. Os clientes entram e mais um dia de sucesso se inicia para a Conchas e Crustáceos.

Stéphanie aparece por volta das 11h da manhã, com ar cansado, seguida por Gabriel, que olha para Aninha com ar apalermado.
- Que foi, menino? cochicha-lhe ela.
- Nada! Estou só matando a saudade de ver você de biquíni, posso? Faz um tempão que a gente não vai à praia junto; eu já estava esquecendo!
- Muito engraçado, faz ela, com ar de nojo. E aí, virou empregadinho da francesa, é? Empregadinho ou cachorrinho?
- Não estou entendendo, Ana. Eu fiz alguma coisa para você estar desse jeito?
- Deixa para lá, Gabriel. Vai atrás dela, vai. Ela deve estar precisando de você.

E com efeito, Stéphanie logo chama por ele, mostrando-lhe caixas vazias e mercadoria a ser devolvida a serem levadas para o carro. A antipatia que Aninha sente por ambos naquele momento só confirma o acertado de sua decisão. Depois de fecharem a loja, ela vai com Rômulo até o apartamento, enche uma bolsa com o necessário para passar pelo menos duas semanas fora, deixa um recado para Soraya e eles seguem para a rua dele, bem mais central e convenientemente próxima do trabalho.
- Puxa, vocês moram pertinho da butique!
- É, eu vou a pé todo dia. Bom, daqui a uns dias não vai mais ser todo dia porque a faculdade vai recomeçar. Já falei com a Steph e ela vai empregar mais um.
- É, você tinha me falado... Espero que ela arrume alguém legal.
- Eu indiquei um amigo meu e acho que ela gostou. Bom, chegamos. Bem-vinda ao caos!

Uma ampla sala de paredes nuas e cortina improvisada com um cobertor; um sofá-cama que virou cama desfeita; latas de cerveja e copos por todo lado; havaianas e tênis no chão; uma mesa com cartas de baralho espalhadas e dois cinzeiros cheios; a televisão ligada e música vinda do quarto, um odor carregado de cinza de cigarro fria misturado com macarrão instantâneo e banho recém-tomado. Quando a porta se fecha atrás de Aninha e Rômulo e um "Cheguei, galera!" ecoa, duas vozes graves interrompem uma conversa em curso entre quarto e banheiro e uma cabeça molhada e despenteada surge do corredor.
- E aí, Rômulo!

Menos de cinco minutos são necessários para explicar a Sávio e Mateus que Aninha passará duas semanas com eles. Os três amigos se conhecem desde sempre não é a primeira vez que a namorada de um se integra ao grupo por um período. Aninha é bem-vinda, mas fica bem óbvio que eles não vão mover uma palha para mudar de hábitos. Eles voltam ao que estavam fazendo e retomam o papo por sobre um som de vozes, bateria e guitarras que não se poderia propriamente chamar de fundo musical.

Mas Aninha está relaxada. Os meninos são simpáticos, bonitos e Rômulo se desdobra em atenções por ela, visivelmente empolgado por essa relação que tem tudo para ser extremamente erótica. Ela não se ilude, não há amor, mas há afinidade profissional e muita atração mútua. E o fato de estarem ambos fora do seu habitat natural, longe de cidade e família, torna tudo muito interessante. Motivada e autônoma, ela toma a iniciativa de ir explorar o apartamento composto de uma boa sala de cerca de 20 metros quadrados, um quarto um pouco menor, banheiro, cozinha e uma pequena área de serviço com vista para a rua de trás e comportando um minúsculo banheiro com chuveiro e um quartinho de 4 metros quadrados equipado apenas de uma cama com gavetas soterrada numa enorme pilha de objetos de todo tipo: mochilas, cobertores, jornais velhos, etc.
- Você pode ficar aqui, lhe diz Rômulo, abraçando-a por trás e dando-lhe um beijo na nuca. Depois que a gente der um jeito na bagunça, claro!
- Adorei! Mas você vem me visitar toda noite, não é? retrucou ela, envolvendo seus braços e empinando-se, esfregando-se nele como uma gata e procurando sua boca para beijar.

Assim que Mateus tranca a porta para Sávio, que sai para encontrar com a namorada, ele vai espontaneamente juntar-se aos recém-chegados. Sabendo-os do lado de fora, ele atravessa a cozinha já abrindo a boca para dizer alguma coisa quando, chegando à porta da área de serviço, ele vê, no final, Rômulo com a bunda transparecendo entre a bermuda e a camiseta, em plena atividade sobre Aninha de pernas escancaradas na cama, onde eles apenas fizeram um espaço entre a bagunça. A bunda branca e lisa se destaca num vaivém forte e ruidoso enquanto Aninha sussurra com uma voz que se esgarça: "Fode, fode, fode, fode... Isso, assim, fode gostoso..."

Mateus não sabe o que fazer. Exitadíssimo, ele não recua, mas também não avança e muito menos abre a boca. Seu sexo endurece no velho short de bocas largas e ele decide assistir, pelo menos um pouco, em silêncio. Puxando a boca da cueca, ele faz escapulir o membro e o empunha para masturbar-se enquanto observa. Detendo o olhar entre as coxas de Rômulo, ele encontra o saco que colide a cada impacto com o corpo de Aninha, mas o que mais chama a sua atenção é o rego, no fundo do qual ele consegue ver o sombreado do orifício a cada vez que Rômulo se afasta para preparar a arremetida seguinte. A distância que separa a porta da área da porta do quartinho é de 3 metros; a cena inunda as suas retinas com riqueza de detalhes. De tão excitado, esse calouro universitário dono de um histórico ainda esparso de experiências sexuais vê-se obrigado a largar o membro para evitar a ejaculação intempestiva. Ele o contempla ultrapassando a boca do short, pulsando, todo duro e grosso, enquanto se esforça para ouvir os sussurros no quartinho.
- As-sim eu v-vou gozar... geme ela.
- Então goza gostoso para eu ver,  retruca ele sem parar nem um instante de ir e vir dentro dela.
- Ahn...

A certa altura, talvez buscando maior comodidade, Rômulo dá um jeito de subir de joelhos na cama e Mateus pode ver seu membro penetrando Aninha quase na vertical, estreitamente envolvido pela borda da vagina. A cena é alucinante e Mateus retoma sua masturbação, embora mais cautelosamente. E a recompensa vem mais uma vez através da voz de Aninha.
- Ahh... Ahh... Ai, Rômulo, está muito bom... Estou... Estou gozando demais... demais...
- Então goza muito para eu ver. Quero te fazer gozar muito.

Depois dos espasmos, as pernas dela amolecem, a voz se esvai, gemidos moles tomam o lugar da tensão e Aninha acaricia as costas de Rômulo, abraçando-o e beijando-o na boca. Chega então a vez dele, e ele anuncia que vai gozar, mas ela o interrompe com a voz lânguida.
- Me dá na boca... Quero na boca... pede ela, empurrando-o gentilmente para trás.
- Na boca? Vai engolir tudinho? Está falando sério, Ana?
- Quero sim. Vem.

Mateus mal acredita no que acaba de ouvir. Ele daria tudo para estar no quarto com eles e assistir a isso de um ângulo que lhe permitisse ver o que está para acontecer. Mas ele só vê Rômulo de pé, de costas para ele, e as mãos de aninha afagando agora as suas coxas. De mãos na cintura, seu amigo afortunado olha para baixo e acompanha atentamente o desenrolar deste que é o sonho de qualquer jovem em se tratando de orgasmo. Subitamente, sua cabeça vai para trás e seu corpo vacila.
- Ahhh! Ahhh! Ahhh! faz ele, assaltado pelo orgasmo.
- Hm... Hm... faz Aninha, mostrando apreciar o que lhe vem à boca enquanto acaricia suas coxas.

O pobre Mateus, dividido entre a frustração e o êxtase, decide concentrar-se na bunda do amigo, que ele vê em todo o seu esplendor e redondeza depois que este ergueu-se. Ela oscila, balança, vai e vem, saltita. Mateus sente a fisgada no períneo e dispara um primeiro jato que colide com o batente da porta da cozinha e escorre enquanto outros se sucedem sem que ele se dê conta de que terá que apagar essas evidências. Seu orgasmo é tão forte que ele é obrigado a apoiar-se. Em seguida, atabalhoadamente, ele repõe o membro encharcado na cueca e, aí sim, repara o "estrago" e vai à cata de algo para limpá-lo. Só lhe ocorre o papel higiênico. Ele vai até o banheiro, não encontra papel no rolo, abre outro, pega uma boa, mas quando volta, topa com Rômulo e Aninha passando precisamente pela porta da cozinha para a área. Eles olham para o papel higiênico que lhe pende da mão e para o seu inocultável ar de afobamento.
- Está tudo bem, Mateus? Está parecendo nervoso.
- Não... é que eu esqueci de pegar uma coisa lá no tanque.

Aninha e Rômulo se entreolham, riem maliciosamente e continuam em direção à sala.

3 comentários:

  1. Muito interessante, muito bem escrito..vou ler os posts anteriores e espero a continuação..achei muito excitante ..abraços e parabéns

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  2. Obrigado, Gabriel! Escrevi uma palavrinha por email para você, mas quero enfatizar o quanto o feed-back do leitor é importante para motivar quem escreve. As estatísticas me dizem que há um bom número de leitores, mas é fundamental esse contato com eles. Sou também um leitor ávido e quando gosto mesmo do que leio, nunca deixo de encorajá-lo. Muito, muito obrigado! Prometo voltar aos folhetins dentro em breve.
    Um abraço,
    Marc Fauwel

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  3. Passando para retribuir a visita e levando o link,...

    Abraço do (In)

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