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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

Nossa Mui Prendada Miss

Quando vou à praia com o Alex e o Pedro, o assunto é único: mulher. Não há uma que escape ao nosso crivo e já tivemos até mesmo a sorte de ser "presenteados" por finalistas e até campeãs dessas nossas competições informais. É de uma dessas ocasiões que trata o presente relato, mas uma ocasião em que o desfecho foi um tanto inesperado.

Se bem me lembro, foi em Ipanema, num sábado de manhã de maio de 2011. Nos encontramos por volta das 10h, jogamos um voleizinho, caímos n'água e fomos tomar sol porque o dia não estava muito quente. Nosso tema tradicional logo veio à baila e começamos a examinar e julgar cada mulher interessante à nossa volta, estivesse ela sentada, deitada, de pé, andando ou parada, sozinha ou acompanhada, de maiô ou biquíni, fosse loura, negra, ruiva ou morena. Das "sweet sixteen" às balzaquianas, nenhuma escapava desde que tivesse tudo no lugar.

Cerca de uma hora depois, já havíamos atribuído notas a dezenas de mulheres, quando descobrimos uma verdadeira raridade, de pé a alguns metros de nós, conversando com uma amiga. Seu corpo era tão perfeito que dispensa descrição; direi apenas que a proporção seios-bunda e a curvatura das costas eram coisa de escultor. Era uma morena de rosto incrivelmente bonito e cabelo castanho comprido, num biquíni pequeno mas não ínfimo que deixava de fora duas maravilhosas polpas e, na frente, envolvia o monte de Vênus tão justamente que podíamos ver a marca discreta da fenda impressa no tecido fino. Não havia quem não olhasse ao passar por ela, e foi a campeã por unanimidade da nossa competição: três notas dez.

À certa altura, a amiga da nossa eleita se despediu e a deixou sozinha bronzeando-se de pé. Estávamos muito perto dela, em termos de escala praiana - cerca de 10 metros -, comentando animadamente sobre o nosso resultado sem tirar os olhos de seu corpo deslumbrante. Não estávamos falando ou rindo alto nem apontando e muito menos sendo grosseiros, mas o fato é que ela percebeu que era o objeto da nossa conversa e, para estupefação nossa, veio em nossa direção.
- Vocês estavam falando de mim, não estavam? perguntou ela, com bom-humor.
- Estávamos falando tão alto assim? brincou o Alex.
- Não, não dava para ouvir, mas percebi que era sobre mim.
- Pois é, interveio o Pedro, você acaba de ganhar um concurso de beleza!
- Ah é? Estou curiosa.

E coube a mim explicar como ela tinha sido eleita a mais bonita e desejável praiana de Ipanema daquele dia. Como o meu relato foi gentil e engraçado, ela aprovou e acabou juntando-se a nós. Ela se chamava Lia, tinha 25 anos, era solteira, morava num pequeno apartamento na Visconde de Pirajá e era uma "rata de praia" desde a mais tenra idade. Ela tinha estudado fisioterapia, mas acabamos não falando de trabalho; o incrível céu azul, o sol e a brisa nos impediram. Lia nos pareceu inteligente e segura de si.

Ficamos alternando momentos de conversa com pequenas incursões na água até umas 4h da tarde, quando Lia disse que estava pensando voltar para casa. Os três protestamos, mas ela estava irredutivel. Insistimos, mas como não queríamos ser inconvenientes, acabamos deixando-a à vontade. Ela ficou um momento em silêncio, pensativa e, para maior espanto nosso, acabou propondo de irmos todos para a casa dela, garantindo que era uma cozinheira de primeira e que ia nos preparar um spaghetti à bolonhesa inesquecível. Pronto, estávamos amigos da nossa miss do dia!

A porta se abriu e nos vimos num delicioso sala-e-quarto mobiliado e decorado com gosto e refinamento. Ela nos indicou o canto de estar e nos acomodamos,  Alex e Pedro num sofá de couro e eu numa poltrona, enquanto ela ia deixar seus pertences de praia no quarto ou banheiro. Nos entreolhamos sorrindo, fizemos "assim" com as mãos em sinal de disponibilidade para o que desse e viesse, e esperamos que Lia voltasse. Como eu disse, já havíamos vivido situações de encontro com nossas "concorrentes".

Lia voltou vestida com o sutiã do biquíni, mas numa minissaia flutuante que parecia feita para cobrir o mínimo necessário. Calculei que ela havia trocado a parte de baixo por uma calcinha. Ela trouxe latinhas de cerveja para todos e veio sentar-se entre Alex e Pedro. Ela queria saber toda a história dos nossos concursos privados de Miss praia, e queria detalhes picantes! À medida que as cervejas foram se sucedendo e fazendo efeito, fomos revelando mais e mais, até chegar aos episódios dignos das interjeições mais exclamativas. Lia não tardou a sentir-se tão à vontade que ria e conversava pousando as mãos nas coxas dos meus amigos e descuidava de fechar as pernas, embora eu estivesse quase de frente para ela. Rapidamente, a cor de sua calcinha deixou de ser segredo para mim e saboreei cada momento em que seu delicioso monte de Vênus me era involuntariamente exibido enquanto ela se contorcia de rir com as nossas aventuras. E o papo animado prosseguia.
(...)
- Mentira!
- Estou falando sério! Quando nós chegamos à casa dela, cheios de vontade, fomos atendidos por pai, mãe, tia, avó, irmãos menores, papagaio, empregada e vizinhos! disse o Pedro, às gargalhadas, contando uma das vezes em que tudo deu errado.
- Tiveram que tomar suquinho e fazer sala com a família!
- Isso mesmo! E o pior é que nem tínhamos troféu para dar à menina!
- Ha! Ha! Ha!
(...)

A geladeira parecia comportar toneladas de latas de cerveja; cada vez que esvaziávamos uma, Lia trazia mais. Ela parecia mais resistente que nós, e julguei que isso se devesse à sua consciência de que teria que cozinhar depois. Mas isso não a impedia de rir a valer e de aderir a todas as brincadeiras, dentre as quais desfilar para nós. Fingindo-se de manequim, ela ensaiou alguns passos mas logo desabou no sofá, por cima dos meus amigos, o que me permitiu descobrir que a calcinha cuja frente eu entrevia vez por outra nada mais era do que uma ínfima "string" que desaparecia entre as elevações gêmeas da bunda morena e firme. Lia acabou deitada com a cabeça sobre as pernas do Pedro e os pés sobre as do Alex, a respiração ofegante, resultado de tanto riso e agitação.

Brincando, fazendo caretas e rindo muito, Pedro pôs as mãos espalmadas ligeiramente acima dos seios de Lia, como se fingisse impedi-los de subir e descer ao sabor da respiração forte. Esperei que isso provocasse alguma piadinha maliciosa, mas o que vi foi o rosto de Lia tornar-se mais sério, seu olhar encher-se de lascívia, e suas mãos virem pesar sobre as do Pedro, presenteando-as com seus seios. Em seguida, vendo que Alexandre estava sem fala assissindo à cena, ela levou uma perna ao alto do sofá, expondo-se completamente diante dos olhos esbugalhados do meu amigo. Tudo ficou claro para nós: Lia entendera o jogo.
- Percebeu que a minha calcinha é perfumada, Alexandre? perguntou ela, pronunciando arrastadamente seu prenome completo e levando um dedo ao canto da boca para olhá-lo com rostinho inocente.

Alex não pensou duas vezes; mergulhou de cabeça entre as coxas dela, inspirando profundamente com o nariz colado à calcinha.
- Delicioso! disse ele, reerguendo a cabeça, olhando para nós inebriado já soltando o botão da bermuda.
- Que é isso aqui, Pedro? perguntou a Lia, procurando os olhos dele e apalpando a área em que sua cabeça estava recostada, provavelmente muito dura e pulsante.
- Essa bermuda está me matando, respondeu ele, também abrindo-a.

Sem sair da poltrona, eu me permitia pela primeira vez contemplar uma cena de sexo sem obrigar-me a participar de pronto. O trio à minha frente estava suficientemente aceso para me proprocionar um espetáculo superexcitante por uns bons momentos e, embora pronto a aderir ao grupo, eu estava curioso para me iniciar ainda que brevemente no papel de voyeur. Limitei-me a livrar-me da bermuda e ficar de sunga. Abrindo mais uma cerveja gelada, acomodei-me confortavelmente em minha poltrona e deixei que meu corpo reagisse espontaneamente ao que passasse pelas minhas retinas.

Alexandre não despiu Lia de saída. A calcinha amarelo-ouro bem esticada sobre o monte de Vênus parecia inspirar-lhe doces fantasias, e ele continuou enfiando o rosto entre suas coxas para lambê-la e mordiscá-la por fora do tecido. Pedro, por sua vez, tirou-lhe o sutiã, libertando um par de seios redondos, de bicos eretos e provocantes. Em seguida, recostando-se bem no sofá e já livre da bermuda, ele libertou seu pau da sunga, para que ela brincasse com ele. Os três entrosaram-se perfeitamente e a cena era das mais excitantes para o espectador neófito que eu era.

À certa altura, Lia olhou para mim, convidando-me, mas fiz sinal de que estava adorando ser platéia. Ela então se virou de bruços e, agora de frente para Pedro, empunhou seu membro para examiná-lo de perto. Alex, louco de excitação com a linda bunda desnuda diante de seus olhos, acariciou-a um pouco, até que a própria Lia tomou a iniciativa de erguer-se, ficando de quatro entre os meus dois amigos. Não havia o que pensar; Alex tirou-lhe sem dificuldade a calcinha e livrou-se da própria roupa, preparando-se para penetrá-la. Pude comparar seu membro grosso e longo às dimensões de Lia, avaliando o quanto de prazer a primeira penetração da sua volumosa glande lhe proporcionaria. E de fato, assim que ele a encaixou na entrada, Lia se voltou para trás, olhando-o nos olhos com certa apreensão. Mas como ela nos transmitia tudo menos inexperiência, Alex penetrou-a de uma vez, numa estocada firme e profunda, avançando até colar seu corpo contra o dela, que emitiu um gemido longo, crispando os dedos na coxa do Pedro e sendo empurrada em direção ao membro ereto à sua frente, que ele lhe ofereceu assim que Alex iniciou um vaivém regular e cadenciado.

A cortina filtrava a luz da tarde, difundindo-a homogeneamente pela sala do apartamento. Levantei-me para descobrir a paisagem urbana. De dentro, podia ver-se a parede de prédios do lado oposto da Visconde de Pirajá, banhada de luz do sol da tarde, e embora eu soubesse que o inverso não se aplicava, o fato de ver algumas pessoas à janela me trazia a fantasia dos exibicionistas. Resolvi despir-me da sunga e também ficar nu, acolhendo em meu imaginário os olhares de Ipanema e excitando-me também com isso.

Enquanto recebia com gemidos os impactos das coxas de Alex contra as suas, Lia aplicava-se a uma profunda felação em Pedro, admitindo seu membro na boca literalmente até o talo e produzindo gulosos "hms". Dei a volta ao sofá para ver o trio sob todos os ângulos possíveis sentindo-me livre para interagir se bem me aprouvesse. Alex, o mais jovem de nós três, tem um corpo cuja peculiaridade é a voluptuosidade das formas e a ausência total de pelos. Descendente de russos, muito branco e de grandes olhos azuis, seu aspecto é o de um rapagão de dezenove anos, embora tenha passado dos trinta. Dono de um par de coxas fortes e de uma bunda máscula e estreita, mas carnuda e saliente, é ele que desperta a minha bissexualidade sempre que vivemos aventuras grupais. Quando eles mudaram de posição para iniciar uma dupla penetração, pude contemplar Alex de pé, contraindo os glúteos para encaixar-se nela o mais suavemente possível por trás. Com uma mão espalmada em suas costas, acariciei-lhe a bunda juvenil, percorrendo-a até o saco que oscilava entre as coxas, redondo e cheio. Envolvi-o com a mão e acompanhei assim o percurso de Alex rumo às entranhas de Lia, que gemia languidamente, já bem encaixada pela frente em Pedro, que ora devorava avidamente seus seios, ora procurava sua boca para beijá-la. Fiquei assim por um momento, acariciando a massa quente dos testículos do meu amigo, observando o seu corpo, sentindo as contrações dos seus músculos e, vez por outra, buscando ver o orifício no fundo do sulco da bunda branca, que se abria, relaxada, antes de cada arremetida.

Tomado pela excitação, vi que eu podia dar mais prazer à Lia. Dando a volta e parando por trás do sofá, afaguei seu cabelo e aproximei-me o suficiente para que ela pudesse alcançar-me, o que ela fez. Assim que sua boca molhada e terna envolveu meu sexo e seus três principais orifícios estiveram ocupados, engrenamos num movimento suave e harmonioso que foi-nos levando a um estado quase ióguico. Lia oscilava como um pêndulo, embalada pelo vaivém de Alex, o que gerava os movimentos da felação e, muito provavelmente, também uma fricção prazerosa de Pedro, profundamente encaixado nela pela frente. Eu teria podido fumar um cigarro naquele momento serenamente erótico, sentindo o suave estímulo do meu sexo e observando o pipocar esporádico dos moradores nas janelas dos prédios em frente, que eu continuava a ver através da membrana cor de areia da cortina. O que torna o sexo entre amigos uma coisa sublime é não só a intimidade, mas a ausência da histeria barulhenta que caracteriza tantas situações grupais. O auge do prazer erótico é atingido quando a sintonia do grupo o torna um só corpo, e o nosso trio já atingira esse ponto, nessa época.

Tivemos um primeiro orgasmo quase simultâneo. Alex desencadeou o processo, sendo seguido de perto por Pedro. A excitação deles e uma vigorosa fricção clitoriana arrastaram Lia para um clímax igualmente intenso e eu fui autorizado através de um gentil piscar de olhos seu a despejar meu conteúdo em sua boca que agora me devorava com gula. Ela não engoliu meu sêmen, mas deixou que eu o visse inundar sua língua, gengiva e dentes antes de levantar-se e desaparecer banheiro adentro. Os três amigos nos entreolhamos novamente, jubilantes e repetindo pela quinta ou sexta vez que deveríamos, sim, ter um troféu para premiar de verdade as nossas campeãs. E no caso de Lia, tratava-se de uma campeã de beleza, de sexo e, muito provavelmente, de cozinha, o que a tornava triplamente merecedora de um agrado mais concreto!

Lia voltou do banheiro banhada e vestida apenas na sainha de tecido frouxo, brincando de levantá-la para exibir sua lisa nudez pélvica. Aprovamos com unanimidade, tomamos nossos banhos e fomos para a cozinha assisti-la preparar seu spaghetti à bolonhesa que degustamos com um bom vinho. Um tiramisu inacabado esperava na geladeira e o todo foi coroado por um cafezinho que só um carioca da gema sabe preparar, e que fomos tomar no sofá que momentos antes testemunhara a nossa "homenagem" à campeã.

Ainda era cedo. Estávamos conversando animadamente e talvez tivéssemos "gás" para uma última sessão de sexo, mas por volta das dez da noite, Lia nos deixou entender que era tempo de terminar. Fui o porta-voz do trio para dizer a ela que lamentávamos infinitamente por não termos um troféu real a oferecer-lhe, e não só isso, mas passagens aéreas, carros, dinheiro, contratos com a televisão, etc., por ter ganho o nosso concurso de Miss praia de Ipanema, pelo incrível desempenho erótico e pela excelência de sua aptidão culinária.

Quando terminamos de rir e íamos nos levantando para as despedidas, Lia foi até a porta, abriu-a e dois homens entraram, dois homens bem vestidos mas muito sérios. Em seguida, ela tomou a palavra.
- Queridos, eu tenho certeza de que vocês vão poder me gratificar pela minha vitória e pelo tratamento régio que dei a vocês aqui em casa. Nós vamos sentar calmamente ali na mesinha do computador (ela apontou para o quarto) e, um de cada vez, vocês vão me fazer um depósito bancário, está oquei?

Não havia o que dizer; os dois homens estavam obviamente armados e era inegável que, sendo uma prostituta de luxo, Lia merecia pagamento. Pedro, em choque, foi incapaz de se lembrar da senha. Alex e eu transferimos três mil setecentos e cinquenta reais para a conta da nossa campeã, que passou a merecer o quádruplo título de Miss praia-sexo-culinária... e extorsão!

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