Seja bem-vindo!

Caro Visitante,

Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

Os botões "Índice" e "Resumos" propiciam acesso fácil aos textos e uma visão global do conteúdo do blogue.

Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Minha Prima Marlene

Dentre as minhas lembranças mais vívidas estão aquelas que evocam certos episódios envolvendo a minha prima Marlene, filha de um dos meus tios por parte de pai. Eu a achava linda, com seu cabelo castanho e cheio, o narizinho pontudo, os lábios carnudos na medida certa e um olhar vivo, carregado de malícia. Eu mal tinha entrando na puberdade quando ela já estava em cheio na "aborrescência", insuportável em casa, geniosa, mal-humorada, impaciente com pai, mãe e irmãos. Quando eu ia à casa dos meus tios, era imediatamente abduzido por ela, que me levava ao seu quarto e me submetia ao que agora sei ser um verdadeiro bombardeio erótico, mas que na época despertava em mim apenas uma certa condescendência para com a prima entediada. Em minha paciência infinita, eu a assistia vestir-se e despir-se interminavelmente para desfilar com suas roupas mais exóticas, quando não em topless e algumas vezes completamente nua. Eu me limitava a tentar comparar seu corpo moreno e harmonioso aos de amigos que eu já vira nus, especialmente atento ao triângulo de pelos escuros cuidadosamente aparados acima da região que no corpo deles e no meu próprio não é plana, que despertava-me mais a atenção do que os seios bicudos e saltitantes ou a bunda bem feita, ou até mesmo que a fenda que eu via entre as coxas bem torneadas dessa minha prima em plena efervescência hormonal. Às vezes, ela me puxava da cama onde eu me sentava para assistir ao espetáculo e tirava-me para dançar, colando-se ao meu corpo. De menor estatura que ela, eu a abraçava como podia e acabava com as mãos pousadas no alto de cada gomo saliente e firme que eu encontrava no final de sua pronunciada curva dorsal, ao mesmo tempo que ouvia o roçar dos pelinhos pubianos na trama da minha camiseta ou suéter e, de orelha colada no osso esterno, o martelar do seu coração. Esse era o programa que me esperava invariavelmente nos dias de visita com meus pais à casa da prima Marlene, e a vergonhosa confissão que me vejo aqui obrigado a fazer é que eu saía de lá mais entediado do que tinha entrado, e sem muito desejo de voltar.

Certa feita, meus tios, os pais de Marlene, deram uma grande festa, durante a qual brinquei febrilmente com meus primos e os filhos de outros convidados sem dar muita atenção à minha prima, que eu via conversando aqui e ali, ora com um ora com outro dos rapazes um pouco mais velhos que ela. Eu só interrompia a minha correria pelo jardim e em volta da piscina para pedir uma Coca num copo longo com bastante gelo a alguma tia ou à minha mãe. Naturalmente, à certa altura tive que dar a mão à palmatória e ceder à premência fisiológica, mas como os banheiros do andar de baixo estivessem impraticáveis, resolvi ir até a suíte dos meus tios, no andar de cima.

Para um menino, tudo é motivo de suspense, e caminhar no segundo andar vazio tranformou-me instantaneamente no grande detetive que eu era nessas circunstâncias. Pé ante pé, fui até o quarto dos meus tios, empurrei a porta, caminhei pelo carpete fofo até o canto direito oposto a ela e, ao chegar à porta do banheiro, que encontrei ligeiramente entreaberta, a supresa: havia alguém.

Ela estava sentada no vaso, de pernas escancaradas, curvada, observando sua "grutinha"  – era esse o apelido carinhoso que Marlene dava ao seu sexo quando estávamos juntos – que ela abria amplamente com os dedos, exibindo o que na época me chamou a atenção pela cor de rosbife. A cena não me espantou sobremaneira; fiquei apenas curioso por saber o que é que a interessava tanto, ali. E, claro, não tardou muito para que ela me descobrisse parado diante da estreita abertura da porta.
- Está fazendo o quê parado aí, menino?
- Nada! Quero fazer xixi, só isso, respondi honestamente.
- Então entra, ordenou ela.

Devo ter perguntado o que ela estava fazendo, mas só me lembro que ela me puxou pelo braço e foi abrindo minha calça, que ela baixou lentamente, depois a cueca, descendo-a até os pés e deixando-me assim, nu da cintura para baixo, diante dela sentada e também nua da cintura para baixo. Em seguida, voltando a escancarar as pernas, ela tornou a abrir a "grutinha" expondo-me o seu interior cor de rosbife.
- Está vendo esse furinho? perguntou ela, apontando para o minúsculo orifício do hímen.
- Hum-hum, respondi, me abaixando para ver de perto.
- Então, ele tem que abrir para a gente ter filho, e é um menino com o pinto dele que tem que fazer isso, mas tem que ser um pinto muito maior que o teu, senão não adianta.

Olhei para baixo e comparei minhas dimensões ao diâmetro do orifício, não entendendo por que razão seria preciso um pinto muito maior que o meu para entrar num furinho que mal se via.
- E para entrar, ele tem que ficar todo duro, acrescentou ela, apontando com o nariz para a insignificante flacidez no meu baixo-ventre.
- Mas o meu fica duro, quer ver? retruquei, na mais santa inocência.
- Mostra.

Não precisei de muito tempo para obter uma ereção, mas me concentrei em outras coisas porque aquele cenário de banheiro com a feia grutinha da minha prima em primeiro plano não tinha nada de motivador. Alcançado o resultado, ela avaliou, reflexiva.
- É, também não sei por que é que precisa ser grande, mas é assim e pronto.
- Será que não dói? Eu já vi o do papai no banho e é grandão. Você já viu o do tio? perguntei seriamente, aludindo ao pai dela.
- Não, só vi o do Pedro, um colega lá da escola, e fiquei apavorada só de imaginar aquilo entrando em mim. Bom, mas é assim mesmo e quando chegar a hora, deve dar certo, não é? fez ela soltando seus lábios verticais e pousando os antebraços nas coxas.
- Deve, respondi, distraído, olhando meu pinto voltar ao repouso e colando as coxas uma na outra, de vontade de fazer xixi.
- Vem, anda, você está apertado, disse ela, já se levantando e puxando a calcinha enquanto eu suspirava aliviado, contemplando o arco amarelo e farto formar-se e ir percutir na água do vaso.

A impressão que me ficou daquele dia é a de que quando Marlene saiu do banheiro, também saiu da minha vida, porque a lembrança seguinte que me relaciona pessoalmente a ela data de anos depois. Não que eu tivesse deixado bruscamente de vê-la, mas os desfiles no quarto, as danças em contato com o seu corpo nu e os eventuais encontros furtivos cessaram e não me lembro de ter voltado a estar com ela em situações de proximidade como a última. Eu a via passando, telefonando, despedindo-se para sair com amigos, mas nada que me dissesse respeito, e pouco a pouco, deixamos completamente de nos ver.

Minha família gozava de uma vida confortável e meu pai sempre foi um homem responsável e clarividente, ao contrário do irmão, o pai de Marlene, um estroina e beberrão habituado ao jogo. Ocorre que os maus hábitos do meu tio acabaram levando-o à falência, ao divórcio, e meu pai, apiedando-se da minha tia e dos meus dois primos, assumiu o encargo de pagar-lhes casa (o aluguel de um pequeno apartamento), comida e estudo. Foi assim que voltei a ter notícias da Marlene, que tinha então cerca de dezesseis anos e continuava linda, agora com o cabelo à la garçonne e um corpo que me despertou de estalo.

A primeira visão que me ficou desse reencontro é a da Marlene atendendo a porta de uniforme escolar. Lembro-me de ter sido mandado lá pelo meu pai assim que ele me julgou suficientemente crescido para ir buscar um envelope contendo as faturas mensais, que ele pagava pela minha tia. Ao chegar, antes de tocar a campainha, ouvi risos da Marlene e a voz de um rapaz que não era o meu primo. Quando toquei, ela atendeu, mantendo a porta quase fechada e com ar de quem pensa: "O que é que esse chatinho está fazendo aqui?" Eu disse a que vinha e ela me mandou entrar dizendo que tinha que procurar o envelope na gaveta, e que aquele era o Gilberto, um rapaz de uns vinte anos, encostado na janela e também de cara amarrada. Logo percebi que eu tinha interrompido alguma coisa.

Segundos depois, minha prima voltou do quarto dizendo que não encontrava o tal envelope e que "se eu quisesse" – ela frisou bem – podia esperar pela minha tia. E ignorando-me solenemente, foi puxar o tal Gilberto pela mão e se jogar em cima dele no sofá, aos beijos, enquanto eu ficava de pé, completamente sem jeito. Não pude deixar de observar como a mão dele percorria as coxas dela até mesmo por baixo da sainha xadrez e como os beijos eram lascivos, as línguas mergulhando profundamente na boca um do outro. Ela ria e fingia zanga, puxando-lhe a mão, quando ele tentava ir mais longe, mas acabava cedendo e dava um gemidinho quando ele a tocava bem entre as pernas. Ele, por sua vez, era obrigado a constantemente ajeitar-se através do bolso para desfazer a protuberância que se formava na calça. Ele fazia isso discretamente, durante os beijos intermináveis que eles davam medindo o tempo, tentando quebrar os próprios recordes. Eu, que me encontrava no mesmo estado que ele, acabei dando um jeito de, através do bolso, manter minha virilidade rebatida contra o corpo. Eu não podia me sentar porque as duas poltronas eram voltadas para o sofá que eles ocupavam. Fiquei perambulando pela sala, tocando nos objetos de valor sentimental que minha tia conseguira salvar da derrocada ou olhando o movimento pela janela, torcendo para ouvir o barulho de chave na fechadura.
- Vai comprar uma Coca para a gente, priminho, vai. Por favor!

Quando me virei, Marlene estava me olhando com o jeito mais maroto do mundo enquanto se esfregava no colo do Gilberto, de peito colado ao dele. Era óbvio que eles queriam me ver fora dali. Não havia porque bancar o "cri-cri", e sair seria um alívio igualmente para mim. Marlene me disse para levar a chave e lá fui eu, arrastando o passo para dar tempo a eles. O bar era a dois prédios de lá, mas levei cerca de vinte minutos para voltar. Quando abri a porta, eles não estavam mais na sala. Pus a garrafa na geladeira, atravessei a sala e quando meti a cabeça no espaço quadrangular que separa a sala, à guisa de corredor, do quarto da minha tia, do banheiro e de um armário embutido que serve a todos, ouvi os gemidos que denunciavam o que eu já previa. Eles estavam no banheiro, de porta fechada. Marlene gemia baixinho e incitava o rapaz a ir ora mais rápido, ora mais fundo. Também pude ouvi-la exclamar baixinho um "Aiê! Aí não, garoto!" que suponho hoje ter resultado da imperícia da parte dele ou, ao contrário, de uma tentativa subreptícia de penetrá-la por outro acesso. O fato é que eu estava constatando pela primeira vez que a minha prima já tinha uma vida sexual, e aquilo me abateu. Voltei para a sala, sentei-me numa poltrona e esperei. Minutos depois, eles surgiram na sala andando agarrados, ela na frente, ele atrás, em "trenzinho", aparentando uma certa falta de jeito.
- E aí, trouxe a Coca? perguntou ela, dando um sorrisinho amarelo.

Apontei para a cozinha e ela foi diretamente à geladeira. Enquanto ela vertia o refrigerante nos copos, minha tia entrou. Suei frio ao imaginar que ela poderia ter chegado cinco minutos antes e não só surpreendido os dois em flagrante, mas me imaginado cúmplice ou até algo pior. O comportamento execrável da minha prima diante da mãe me fez abreviar ao máximo a visita. Peguei o envelope e saí, aliviado mas sexualmente transtornado. Eu ainda era virgem, minha prima me excitava e estava a léguas de mim em matéria de relacionamentos. Lembro-me de ter chegado em casa e ido diretamente me masturbar no banheiro, evocando o corpo da minha prima, os seus gemidos e as coisas que eu a ouvi dizendo àquele cretino sortudo. Passei dias de tortura, obcecado, tentando imaginar os dois entregues ao sexo em todas as suas variações. Voltei mensalmente à casa da minha tia para pegar o envelope de contas, cheio de esperança de encontrar Marlene disposta a voltar a "brincar" comigo, mas foi em vão; aquela foi a única vez em que estive lá quando a minha tia não estava.

Os meses se passaram e graças à minha visita mensal, me reaproximei um pouco de minha tia e do meu primo. Foi através dele que eu soube que Marlene praticamente ignorava a escola e vivia para lá e para cá com dois, três e até quatro namorados ao mesmo tempo, traindo todos e não se apaixonando por nenhum. Ele, meu primo, também não se interessava mais pelo estudo e virara uma espécie de gótico inculto motivado apenas pela roupa e acessórios da tribo, naturalmente custeados pelo meu pai. Quanto à minha tia, tornara-se uma espécie de espectro, indiferente à vida depois que fora obrigada a arrumar o primeiro emprego em vista, de secretária de um advogadozinho de terceira.

A vadiagem dos meus primos não demorou a cair nos ouvidos do meu pai (não pela minha boca) e ele resolveu ir ter uma conversa séria com os três. Por uma dessas coincidências únicas da vida, Marlene atendeu do mesmo modo como fizera comigo, mantendo a porta quase fechada, mas meu pai pôde notar movimento no apartamento e ouvir risadinhas. Quando ele forçou a porta, topou com três rapazes na sala em atitude francamente debochada. Mais dois estavam no quarto, praticamente nus. Meu pai saiu sem dizer palavra. No dia seguinte, minha tia e meus primos receberiam um telefonema dos advogados dele dizendo que a partir do mês seguinte, ele não se responsabilizaria mais pelas contas.


Aos vinte anos, ignorando a realidade e julgando-se eternamente jovem, Marlene passou a ser sustentada por homens. Enquanto minha tia e meu primo foram morar num minúsculo apartamento de condomínio sburbano, minha prima se mudou para o melhor bairro da cidade e mobiliou um apartamento ao gosto do que ela aprendera na primeira juventude, quando morava na bela casa que a família herdara dos avós. Ela ajudava a mãe e o irmão, mas não os queria por perto para não ser criticada por eles. Eu era o único que ia visitá-la em casa. Quando de bom astral, ela me levava para o quarto e desfilava para mim, como nos tempos de criança, deixando-me vê-la nua e tocá-la, mas consciente de que agora meu corpo reagia ao que na época não lhe era dado ainda perceber. Às vezes, ela me puxava para dançar, mas o roçar dos pelinhos bem aparados do seu púbis não mais faziam-se ouvir na malha da minha roupa; eu crescera e agora era o meu sexo que pulsava acima do seu. Um dia, ela quis ver, e eu mostrei. Ela o achou grande, bem feito e forte. E nua, ela sentou-se na cama, abriu bem as pernas e mais uma vez mostrou-me o que ela apelidava carinhosamente de "grutinha" só entre nós dois, em outros tempos. Não mais havia o ínfimo orifício que tanto a intrigava quando virgem. Em seu lugar, o franco acesso ao ventre denunciava a escolha tão precoce. Ao meu toque, sua mão convidou meus dedos e pela primeira vez, minha prima gemeu para mim, penetrando-me tão profundamente os olhos quanto meus dedos a sua carne, e beijando-me ternamente em seguida. Era tudo de que eu precisava. Na mesma semana, tive a minha primeira experiência com uma namoradinha da escola, sentindo-me inteiramente seguro para guiá-la na sua.

2 comentários:

  1. Grande...e quantas loucuras nos áureos tempos de primas... e das primeiras descobertas...loucuras, delícias que até hoje compartilhamos entre olhos....Gratidão sempre, grande abraço ! mou < : )

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ah, meu caro, com que prazer compus este relato "por encomenda"! A verdade é que é esta a minha linguagem, e eu deveria ter a coragem de assumi-la plenamente. Ainda que o preço fosse ter um único leitor, acho que valeria a pena, pois este seria você!
      Um grande abraço!
      Marc

      Excluir

Eu gostaria de receber um parecer seu. Obrigado!