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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Conhece-te a ti mesmo!

Neste dia de folga, fui acordado bem mais cedo que eu previa por uma majestosa ereção que me forçou a tomar café já articulando o que faria para me aliviar pois não havia a menor perspectiva de um encontro real que pudesse aplacar esse súbito fogo. Assim que terminei, liguei o computador e entrei num canal de sexo do UOL, perguntando de saída se alguém gostaria de me ver na câmera. Não estipulei condições; eu me dispunha até mesmo a ser visto sem ver. Descartei os analfabetos, os burros, os chatos e os desinteressantes e, a certa altura, entrou alguém com uma boa conversa. Dei meu endereço e abri o skype. Por sorte, ele não hesitou em apresentar-se com um membro longo e bem feito, em total ereção. A avaliar pela pele e postura do corpo, o dono do "monumento" me pareceu ter entre vinte e vinte e cinco anos. Era magro, mas não o magro da moda, daqueles que somem quando de perfil! Notei também que ele tinha coxas lisas e depilava o sexo. Quando abri minha câmera, ele declarou, com um ar que me soou um tanto insolente, que eu estava em desvantagem. Isso não nos impediu de nos masturbarmos um pouco, mas não chegamos ao orgasmo e continuamos o papo com a câmera desligada, não sem antes mostrarmos os rostos. Quando íamos nos despedindo, ainda muito excitado e me sentido desafiado por aquele sujeitinho cheio de empáfia e corpo sedutor, perguntei onde ele morava. Por coincidência, era no Rio, no Flamengo (moro perto, em Laranjeiras), mas ele relutou muito quando lhe pedi para ser um pouco mais preciso. Perguntei se podíamos nos encontrar e a negativa foi imediata. Então me ofereci a ir lá, à casa dele. Ele demorou um pouco a responder, retomamos o papo sobre nossas preferências sexuais e quando por fim voltei ao assunto, ele se mostrou mais confiante e acabou me passando o endereço. Pedi meia hora para chegar, me vesti e saí.

Foi ele mesmo que me atendeu; reconheci na hora o rostinho "difícil" que eu vira pela webcam. Um pouco mais baixo que eu, nem gordo nem magro, de cabelo castanho, ele me pareceu inofensivo, mas um pouco sério, talvez tenso. Cumprimentei, disse meu nome e ele foi me levando diretamente ao quarto, onde o computador ligado se destacava dos móveis coloniais, escuros e pesados. Logo pedi para ver suas fotos e vídeos de sexo ele abriu uma pasta cheia. Algumas eu já tinha visto na Internet e a maioria era de fodas hétero por trás, com as mulheres de quatro, num ângulo que mostrava em primeiro plano as bundas e sacos dos homens que as penetravam. Logo me excitei e vi que ele também. Comentei que ver pau lhe provocava tesão senão não teríamos nos visto pela webcam. Ele concordou vagamente e eu perguntei se ele tinha arquivos de sexo homo e bi. Ele tinha uma pasta escondida repleta de trepadas entre homens. Percebi que, embora um pouco constrangido, ele ficou todo aceso, mostrando conhecer cada foto e cada cena em detalhes. Notando que ele não parava de ajeitar a bermuda, comentei que ela parecia se excitar mais por homens que por mulheres. Ele respondeu que não era bem isso, mas que a visão das ereções o excitava muito, coisa que ele não entendia muito bem por quê, já que não se considerava homossexual, blablabla, blablabla.

Enquanto ele falava, abri discretamente minha bermuda e baixei o elástico da cueca. Embora ele estivesse distraído com o vídeo e o volume dos alto-falantes estivesse bem forte, ele obviamente percebeu, mas continuou a falar e a me mostrar o material sem reagir à minha ousadia. Fiquei assistindo e mexendo no pau com toda a naturalidade, como se estivesse brincando com meu chaveiro. A certa altura, notei que ele pôs a mão no colo e perguntei se ele não queria fazer como eu. Ele concordou e logo constatei que seu atributo era, de fato, bem maior que o meu; devia ter uns dezoito ou dezenove centímetros, e todo homem sabe que dois centímetros multiplicados pela área do círculo resultam num considerável volume a mais. Perguntei se ele não tinha vontade de "bater uma" olhando o vídeo incrivelmente erótico que estava na tela. Ele relutou um pouco, mas começou timidamente a se masturbar. As cenas eram excitantes, com rapazes se chupando, beijando, fazendo 69, se masturbando, dedando e transando em todas as posições. Minha ereção não baixou mais.

Vendo que eu reagia muito às aparições de bundas, ele fez pausa no vídeo e começou a me mostrar uma coleção de fotos. Fiquei extremamente excitado com algumas, a tal ponto que acabei perguntando espontaneamente se ele não gostaria de me tocar, mas a reação foi instantânea: "Ei, não sou viado não!" Respondi que sabia, mas que pensava que fôssemos fazer algo mais do que ficar vendo fotos e vídeos. Ele disse que topava uma punheta a dois, mas só isso e cada um no seu. Repliquei que não via o menor problema em pegar no pau de alguém. Ele pareceu estranhar e eu perguntei se ele me deixava pegar no dele. Assim que ele consentiu, empunhei seu pau duro, fazendo-o estremecer, num misto de incredulidade e tesão, sorrindo e tomando a atitude do machãozinho que concedeu um favor incomensurável, cruzando os braços e limitando-se a observar e sorrir. Imediatamente larguei seu pau e o desafiei a fazer o mesmo. Ele recusou. Eu disse que não havia o menor problema, mas que iria embora se ele não retribuísse em nada. Ele então tomou coragem e empunhou meu sexo de maneira puramente mecânica, estaticamente como se segurasse uma vela ou um cabo de martelo. A sensação foi boa, mas insuficiente, e ele logo largou e voltou a ver as fotos no computador.

Ele tinha literalmente milhares de fotos de bundas. Exclamei que ele era um "bundófilo" viciado e ele concordou, entusiasmado, rindo nervoso. Quando ele fez uma pausa, perguntei se ele topava mostrar a dele para mim; eu mostraria a minha sem problema. Mais uma vez ele hesitou e tive que tomar a iniciativa. Baixei a bermuda e passei sensualmente as mãos na bunda para destacar o relevo e deixá-lo ver de relance o sombreado do poço no fundo do vale. Ele olhou atentamente, mas não fez qualquer comentário. Já vestido, pedi para ver a dele. Muito sem jeito, ele se levantou, me deu as costas e baixou a bermuda sem largá-la, exibindo pudorosamente uma bunda bonita, com a forma estreita da sunga nitidamente estampada na pele morena; uma bundinha curta, carnuda e, embora saliente e certamente pesada, firme a ponto de não formar vincos profundos na junção com as coxas. Muito excitado, perguntei se podia tocar. A primeira resposta foi um "não" muito vivo e espontâneo, mas quando repeti que esperava que não fôssemos ficar só vendo fotos, ele se controlou e me autorizou finalmente a tocá-lo, com um "Mas vê lá, hein!" claramente articulado a título preventivo. Eu sabia exatamente o que queria fazer. Com as duas mãos, envolvi os dois montes e apalpei a carne lisa e firme com os polegares. Ele logo escapou e, virando-se, exigiu poder fazer o mesmo. Não vi problema e ele logo passou a apalpar-me, mas senti que ele o fazia novamente sem convicção alguma. Virei-me bruscamente e meu pau, duríssimo, resvalou na sua mão, que ele já ia retirando do meu corpo. Ele não gostou nada, e tornei a repetir que não fazia sentido ter ido até lá só para ver fotos no computador. A réplica foi espontânea: "E o que você quer fazer, então? Não somos viados!"

Eu estava irreversivelmente excitado, desejando ardentemente ir em frente. Além de reprimido, ele parecia muito confuso, mas alguma coisa me dizia que a curiosidade poderia prevalecer e levá-lo a agir. O que fiz pode ter parecido extremo, mas foi a solução que encontrei para as circunstâncias. Me ajoelhei na frente dele, abri sua bermuda e baixei sua cueca. Ele ficou me olhando boquiaberto, com as mãos suspensas no ar como um Rabi Jacob desvairado, tentando inutilmente articular alguma coisa, mas sem lhe dar tempo de pensar, caí de boca. "Que é isso, cara?!" disse ele finalmente, atônito. Mas não me fiz de rogado e continuei chupando forte para despertar o monstro daquele sono dogmático. O pau endureceu, mas seu dono foi ficando tão nervoso que acabou retirando-o e subindo rapidamente a roupa, ofegante.

Levantei-me com calma, perguntando se tinha doído, arrancado pedaço, etc. Ele respondeu que não, mas estava visivelmente sem graça. Então perguntei se ele não queria chupar o meu também e ele disse que não. Insisti, dizendo que era gostoso e que só nós dois iríamos ficar sabendo, mas ele não quis saber e continuou negando. Então recorri às fotos que havia na tela do computador e perguntei se algum dos caras, ali, estava sem um pedaço do pau. Ele riu da piada. Me aproximei mais, lascivo, roçando o pau ainda bem duro em sua perna. Só então ele o pegou, mas sem fazer menção de ir além. Fiquei mexendo a cintura para fazer o meu pau ir e vir na mão dele, enquanto tentava convencê-lo a pelo menos fazer um esforço. Ele fez caras, continuou hesitante, tive que insistir muito e usar de muita psicologia, chegando a empurrá-lo até a cama para que ele se sentasse confortavelmente. Depois de quase implorar, ele acabou admitindo minha glande entre os dentes – sim, entre os dentes! Ai! –, fazendo cara de nojo. Eu disse que tinha feito o mesmo com ele e que não tinha aprontado aquela cara. Ele então se controlou e deixou a cabeça escorregar para dentro como se estivesse comendo espaguete. Mas não demorou muito e ele o expeliu, embaraçado.

Infinitamente paciente, resolvi perguntar o que ele queria que eu fizesse; eu faria qualquer coisa. Ele pensou um pouco e perguntou o que eu tinha coragem de fazer. Repeti: "Tudo!" e ele me disse que queria ver novamente a minha bunda. Quando baixei a roupa, vi a excitação invadir seu rosto e sugeri que ele se masturbasse. Pronto, eu tinha descoberto o segredo! Fui para a cama ficar de quatro com a bunda bem empinada e olhando para trás para ver sua reação. Ele não tirava o olho do meu rabo e se masturbava freneticamente. Cheio de tesão, resolvi ousar mais: "Vem!", chamei. Ele foi, e me agarrou por trás, esfregando-se ansiosamente no meu sulco. Aquilo começou a me excitar como nunca. Deixei que ele aliviasse um pouco a tensão e, vendo que ele jamais teria a coragem de tomar a iniciativa de ir adiante, pedi que invertêssemos posições. Ele estava tão excitado que desta vez nao hesitou e subiu na cama, pondo-se de quatro, mas sem olhar para trás. Quase engasguei ao ver a bundinha linda enfim à minha disposição. Colei-me nela, já fazendo vaivéns como se estivesse entregue a uma sodomia lenta e profunda, firmemente agarrado às ancas do meu arredio companheiro de chat. Não me arrependo nem por um segundo de, naquele momento, sem aviso prévio, ter apontado a glande para o cuzinho visivelmente intocado e feito uma certa pressão.

A reação foi imediata, de susto e zanga. Tentei acalmá-lo dizendo que o meu desejo era totalmente natural, mas ele se ergueu nos joelhos, bradando que não queria isso. Então envolvi-o pelo peito, colando-me ao seu corpo e comecei a acariciar seu pau enquanto o meu deslizava encharcado em seu rego. Assegurei-o de que ele sentiria prazer e mais nada e que inverteríamos posições depois. Isso o relaxou e ele voltou a consentir em ficar de quatro, resolvi recomeçar com o dedo, garantindo que não ia doer e que tudo ia ser muito agradável se ele confiasse em mim e me deixasse continuar. Ele estava tão apreensivo que seu sexo amoleceu e ficou pendente entre as pernas. Molhei bem o dedo médio com saliva e comecei a massagear lentamente o seu cu em movimentos circulares, até relaxá-lo e senti-lo ceder. A certa altura, percebi enfim os primeiros sinais de prazer sob a forma de uma sutil oscilação, um ínfimo vaivém que ajudava meu dedo a entrar e sair. Em dado momento, deixei minha mão parada e ele recuou por si mesmo até que meu dedo se afundasse em seu cuzinho virgem. Ele gritou que tinha entrado tudo, que estava sentindo o dedo lá no fundo. Eu então tirei o dedo e o substituí pela glande. Quando ela tocou o orifício, separei bem os dois gomos, mirei, cuspi sobre ela e comecei a empurrar. O cu foi cedendo e o rapaz desandou a dizer que já tinha entrado tudo, assustado com o alargamento e sentindo um pouco de pressão, mas não dor. "O importante é a cabeça passar. Depois que ela passa, o pau escorrega todinho para dentro com a maior facilidade. São três centímetros de sofrimento para quatorze de prazer." Ele se acalmou um pouco depois que eu lhe disse isso. Quando o cu atingiu o diâmetro máximo da glande, fiquei imóvel durante uns segundos para que ele se acostumasse à abertura. De vez em quando, o rapaz voltava-se para me olhar bem nos olhos e eu via seu ar preocupado. Eu fazia um sorriso, piscava o olho e dizia que estava tudo indo bem. Quando o senti finalmente relaxado, forcei uma última vez e a cabeça mergulhou, permitindo que o cu se fechasse com força sobre o tronco do meu sexo completamente duro. Essa constrição do cu virgem querendo voltar à posição de repouso quase levou-me ao orgasmo. Mirando bem, cuspi mais no tronco claro e liso do meu membro, e deslizei para dentro. Assim que a minha virilha tocou na bunda, agarrei firmemente a cintura e fiz movimentos circulares para ampliar o alargamento e provocar sensações diferentes. O rapaz reagia erguendo a cabeça, empinando-se todo e gemendo.

A certa altura, ele levou uma das mãos atrás do saco, para tocar o meu pau e avaliar o quanto havia penetrado nele, olhando-me apreensivo. Ocorreu-me que talvez ele estivesse preocupado com a velha idéia de que qualquer prazer pudesse ser revelador de uma tendência exclusivamente passiva. Antecipei-me e disse que o que estávamos fazendo era pelo puro prazer e que ele logo teria a mesma oportunidade de experimentá-lo comigo. Isso o tranqüilizou e ele se entregou mais um pouco, desfrutando um pouquinho do seu próprio prazer, que ele finalmente pareceu admitir.

Sem sair de dentro dele, tornei a procurar seu sexo, que havia amolecido por completo, e o empunhei. Logo senti a retomada da ereção e comecei a masturbá-lo lentamente. Momentos depois, ele ergueu-se de novo nos joelhos, tomou o membro da minha mão e começou a se masturbar sozinho, convidando-me envolvê-lo com os braços. Foi nesse momento que comecei realmente a possuí-lo, entrando e saindo do seu cu agora dilatado e úmido. Ele me ajudava, pressionando-se contra mim a cada estocada. Perguntei se ele sentia ainda algum desconforto, alguma dor. Ele disse que não, que estava gostoso. Então comecei a acelerar e fui chegando ao clímax. Ele voltou a ficar de quatro, abrindo as pernas e empinando a linda bunda que ele começava apenas a valorizar. Pelo lado, eu podia ver seu rosto vermelho e os olhar fixo na colcha. Ele estava finalmente concentrado no próprio prazer e isso fez minha excitação disparar.

Entrei num ritmo rápido e constante que deve ter provocado uma sensação de intenso prazer porque ele começou a gemer e, pela primeira vez, pude ouvir sua voz, reticente, desmilinguindo-se: "Não para... Não para... Mete... Mete..." Isso potencializou minha excitação e não tardei a sentir os prenúncios do orgasmo seguidos dos espasmos e de uma ejaculação quente e farta. Meus movimentos foram tão frenéticos, bati com tanta força contra o seu corpo que o rapaz emitia um "Aaaah!" constante, como se estivesse sentindo vertigem de montanha russa. Não se aguentando nas mãos, ele passou a apoiar-se nos antebraços, a cabeça virada sobre eles, de tal modo que eu podia ver todas as expressões do seu rosto, a boca sensualmente entreaberta, os lábios frouxos, os olhos parados, provavelmente sem foco, visando algum ponto distante, num plano paralelo ao do chão de tábua corrida. Ele acabou se entregando completamente ao prazer, gemendo muito e conseguindo extrair o máximo dessa nova experiência. Foi essa visão do extremo prazer que manteve minha ereção por muito tempo após o orgasmo quando, não resistindo mais à pressão e ao atrito, tirei dele meu sexo molhado e ainda vibrante.

Ocorreu-me então uma idéia que costuma agradar como epílogo nessas circunstâncias. Deitando-me invertido ao lado dele, que continou de bruços, ofereci à sua boca o meu resto de ereção enquanto acariciava, beijava e mordia a sua bunda, massageando vez por outra o orifício úmido, ainda semiaberto. Ele acolheu meu pau inteiro em sua boca amolecida pelo prazer, enquanto se virava de lado, deixando-me ver sua ereção. E ingressamos num 69 molhado e profundo. Sua excitação logo disparou e me apliquei a proporcionar-lhe a felação mais prazerosa de que fui capaz, alternando masturbação e vigorosas sugadas na glande que o levaram rapidamente a um orgasmo em longos jatos que fiz questão de receber em pleno rosto, voltando a chupá-lo vorazmente logo a seguir e não me privando do esperma abundante, que continuava a jorrar, ainda que em pequenas quantidades, que eu sorvia e engolia sem hesitar, diante da contemplação extasiada do meu parceiro iniciante.

Uma vez descansados, percebi que ele não mostrava nenhum interesse em inverter papéis; parecia inteiramente saciado. Não inferi que ele tivesse alguma tendência passiva mas apenas constatei que de fato, cada coisa tem seu tempo. O menino tão insolente por trás da webcam estava impressionado com o que acabara de descobrir sobre si numa única manhã, e com o que fora capaz de fazer. "Conhece-te a ti mesmo!", já dizia o grande filósofo. Por puro desencargo de consciência, sugeri que eu continuava disposto a cumprir com o prometido, mas ele recusou gentilmente, sorrindo e dizendo que cobraria da próxima vez. A mensagem implícita deixou-me elétrico. Trocamos emails e vim embora feliz, encontrando a Natureza em cada pardal urbano e em cada árvore empoeirada.

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