Seja bem-vindo!

Caro Visitante,

Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

Os botões "Índice" e "Resumos" propiciam acesso fácil aos textos e uma visão global do conteúdo do blogue.

Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Tatiana e Walter (série, episódio VII)

7. Dois mais dois são cinco

Tomás se junta à Débora na entrada do quarto. Tatiana, um pouco inibida, talvez por ter sido surpreendida em plena ação, limita-se a olhar à amiga, cobrindo o rosto com a mão e fingindo vergonha.
- Até que enfim! exclama Walter. Terminaram o "aquecimento"?

Débora caminha até a cama, entra nela de joelhos e, abraçando a amiga, dá-lhe um beijo ruidoso na bochecha, ajeitando-lhe o cabelo desarrumado. Percorrendo suas costas  com a mão, ela não se acanha de fazer um rápido carinho nas bolas de Walter e dar um tapinha no bumbum da amiga.
- Pode usar e abusar, ouviu, Debora! diz ele, brincalhão.

Tomás, observa da entrada, ainda reticente. Como antes, ele é atraído pela janela e caminha até ela, passando pelo longo guarda-roupa que ocupa uma parede inteira. A janela é voltada para outros prédios da Rua das Laranjeiras. Walter olha discretamente para o seu corpo claro vermelho de sol, as coxas musculosas e a bunda bem feita, carnuda e lisa. Não há muito que ver do lado de fora, portanto Tomás não demora a voltar-se para dentro constatando imediatamente o quanto sua namorada se entrosa rápido e bem com o casal de amigos. Enquanto Tatiana continua a cavalgar Walter, Débora afaga seu cabelo e acaricia-lhe o final das costas. As meninas são tão bonitas e bem feitas que Tomás decide ser mero espectador para começar. Ele se acomoda no parapeito da janela e se delicia com o espetáculo, deixando seu pau reagir livremente ao sabor da excitação. De vez em quando, Walter olha para ele e, com uma piscadela cheia de sentido, convida-o a participar, mas logo entende que ele quer assistir e dedica-se a integrar completamente Débora a uma transa a três. Na primeira ocasião em que seu pau escapa de dentro de Tatiana, ele segura as mãos da namorada e deixa Débora adivinhar o que se espera dela. Débora olha com todo carinho para Tomás, em seguida para a imponente ferramenta de Walter que pulsa contra as costas da amiga. Sem vacilar, ela o empunha, dá uma chupada bem molhada e o repõe na buceta da amiga, arrancando-lhe um gemido.
– Obrigado, minha linda, diz Walter.
– Foi um prazer! responde ela, espevitada.

Tomás observa a cena calado enquanto seu pau pulsa visivelmente forçando-o a pegá-lo. A pergunta que ocorreria a qualquer espectador é se, em seu foro interior, a atração de Tomás se estende ao sexo desse parceiro de programa claramente mais maduro e confiante. Mas os gemidos de um orgasmo intensíssimo de Tatiana tiram-no de seu devaneio e só então ele percebe que Débora passou para trás da amiga e, estreitamente colada a ela, massageia seus seios enquanto ela geme, se contorce e agita a cabeça.
– Descarrega esse gozo todo no meu pau, Tati. Quero nadar nessa buceta deliciosa, diz Walter, sem permitir que ela pare de cavalgá-lo.
– Ai, está me matando! Fode! Fode! brada Tatiana, pulando sobre Walter, entregue ao êxtase.

Quando o orgasmo se abranda, Tatiana vai reduzindo os movimentos até parar, ofegante, sem contudo sair de cima do namorado. Débora massageia o saco de Walter e parece preparar-se para passar a uma etapa adiante. Tomás decida enfim aproximar-se da cama e Walter observa novamente o seu corpo liso e tão branco, parecendo impressionado ao ver de perto o volumoso atributo sexual desse rapaz quase dez anos mais novo que ele. Pelinhos castanhos claros muito bem aparados ornam o final da virilha formando um estreito trapézio invertido, mas o saco é completamente liso e de cor rosada. Os olhos fixos no grosso tronco encabeçado por uma glande comprida e de abas largas não deixa a menor dúvida: Walter quer ver essa bela máquina de sexo entrar em ação.
– Acorda esse colosso, Débora! brada ele, sempre brincalhão, dirigindo-se à namorada do rapaz, que continua sentada sobre suas coxas, por trás de Tatiana.

Débora chama Tomás, que se aproxima dela por fora da cama. Ela empunha o pau dele e o introduz na boca, chupando-o suavemente, mais para molhá-lo e despertá-lo pela temperatura e pelo carinho da língua do que pela intensidade. A resposta é pronta e logo o volumoso membro força seus lábios e mal cabe inteiro em sua boca. O saco perfeitamente depilado destaca-se, assumindo uma forma arredondada e quase sem rugas. Excitado com a perspectiva de enfim realizar a fantasia grupal com o casal, Walter conduz a mão de Tatiana para que ela envolva esse belo instrumento com os dedos e o acaricie. Isso surpreende agradavelmente a sua namorada; a beleza de Tomás sempre a seduziu, ela tem fantasias eróticas com ele e chegou a sonhar com esse momento. Afagando-lhe o saco, ela sabe que não haverá mais limites no que ela poderá desfrutar dele neste dia. Ela aproveita para acariciar-lhe a coxa. Débora, perspicaz, passa a dividir com a amiga o suculento pau do seu namorado. Deliciando-se com essa alternância do belo colosso nas duas bocas delicadas, Walter pistoneia vigorosamente a buceta de Tatiana, que geme apoiada com as duas mãos em suas coxas.

A certa altura, muito excitado pela beleza de Débora, Walter faz com que Tatiana avance em direção à sua cabeça e puxa Débora pela perna para que ela assuma o lugar dela. Encharcada de tesão, mas ainda um pouco receosa quanto à reação de Tomás, Débora avança, deixando-se discretamente penetrar. Tomás não percebe de pronto porque está de olhos fechados, extasiado com a felação que sua namorada lhe faz como ninguém. Tatiana, excitada com o ménage enfim lançado, avança ainda mais e vai oferecer-se à boca ávida de Walter que logo começa a devorar sua buceta. Os gemidos despertam Tomás do seu transe e ele constata que agora é sua namorada que está sendo penetrada por Walter. Ele afunda-se em sua boca puxando-a pela cabeça, sentindo-a cavalgar rapidamente o membro do outro homem.

A cena, o calor dos corpos, os gemidos de prazer e o reflexo no espelho vão enchendo o quarto de uma atmosfera carregada de erotismo. O grupo está harmoniosamente entretido e nada parece ser excessivo. A excitação de Tomás dispara quando ele depara com o cu de Tatiana sendo revelado por Walter, que, separando os dois gomos da bunda perfeita da lourinha, olha para ele com ar malicioso. Inicialmente, ele interpreta o gesto como uma sugestão do que fazer com Débora, o que o deixa um tanto apreensivo porque ela costuma ser bem parcimoniosa quanto a essa variante sexual. Mas um gesto de Walter logo o faz descobrir que talvez a intenção seja outra, bem mais inesperada. Enquanto ele procura um sinal que o certifique, Walter cochicha alguma coisa na orelha de Tatiana e ela se vira, olhando significativamente para Tomás. Não resta muita dúvida na mente do rapaz.

Tomás retira carinhosamente seu pau da boca da namorada, beija-a voluptuosamente e a ajuda a sair de cima de Walter. Tatiana permanece literalmente sentada no rosto de Walter que continua a devorar-lhe a buceta com profusão de ruídos. Tomás ainda hesita um pouco, mas um toque na coxa o faz descobrir, na mão de Walter, um tubo de lubrificante. Débora, ajoelhada na cama ao lado deles, dá uma risadinha.
– É o que você mais gosta, amorzinho! cochicha ela, sorridente.

Tomás sorri de volta e lhe dá um beijo. Em seguida, desatarracha a tampa e, espremendo a bisnaga macia, deposita uma boa porção de lubrificante sobre sua glande, espalhando em seguida o produto por todo o tronco do pau, como se se masturbasse. Tatiana, que já teve a oportunidade de observá-lo, está excitadíssima e quase a ponto de ter outro orgasmo com a língua de Walter que não para de fustigar-lhe os lábios e o clitóris. Assim que ela se empina para oferecer-se a Tomás, sente os dedos do rapaz untando-lhe abundantemente o orifício com lubrificante. Mais uma vez, ela se prepara como uma fêmea no cio, encharcando a boca do namorado com descargas profusas.

Tatiana se imobiliza quando Tomás estabelece o contato. Ela parece olhar fixamente o espaldar da cama, diante de si, mas é mais provável que ela esteja apenas concentrando-se em relaxar o ânus para acolher todo o diâmetro que está para alargá-lo. Tomás avança, ela geme em resposta. Débora massageia por trás o saco do namorado e afaga a bundinha curta e rechonchuda tantas vezes mordida e beijada por ela. Tomás investe novamente, segurando Tatiana firmemente pelas ancas. O pau escapa. Débora então o empunha e o direciona firmemente para o namorado. A cabeça alarga o orifício e Tatiana emite um gemido longo e grave, numa clara demonstração de que a operação não será das mais fácies. Tomás repete as tentivas, mas acaba pedindo à Débora que aplique um pouco mais de lubrificante diretamente sobre seu pau. Ela faz isso e, aproveitando o excesso de lubrificante nos dedos, massageia-lhe o cu e penetra-lhe um dedo. Estimulado, Tomás investe novamente e o cu de Tatiana finalmente cede ao grosso e membro que avança deslizando estreitamente pelo anel. Tatiana se contorce, gemendo e choramingando. O vaivém se inicia em meio ao quase choro.
– Caramba, Tomás! Teu pau é grosso demais!
– Quer que eu tire, Tati? pergunta ele, atencioso.
– Não, mas tá que tá! geme ela, suando.

Sem entregar os pontos, Tatiana vai procurando relaxar-se e Tomás aplica mais lubrificante sobre o tronco do pau, que acaba deslizando com mais liberdade. Em alguns minutos, eles engrenam numa penetração prazerosa.
– Não para, por favor, Tomás. Mete... Mais fundo... Me fode com esse pauzão grossão... Assim... Assim... Não para... Ai, Tomás, que gostoso! Ahn, Walter, estou gozando! Ahhh! Não para de lamber minha buceta...

Débora apenas espera pelo sinal de Tomás. Assim que ele olha para trás, ela lhe introduz o indicador e o dedo médio no seu cu bem untado de lubrificante. Ele empina-se convidando-a a ir mais fundo e, quando ela chega ao ponto desejado, ele inicia um ritmo longo e regular que lhe permite penetrar profundamente Tatiana enquanto desfruta do estímulo anal pela namorada. Ao mesmo tempo, ele não ignora que a estranha sensação em seu saco se deve à língua de Walter, empenhado em "tirar uma casquinha" do seu dote. Vez por outra, ele se imobiliza quando está completamente cravado em Tatiana e Walter consegue desfrutar de suas bolas antes de passar a língua pela buceta da namorada, que entra na fase esperada de orgasmos sucessivos, inclusive despejando secretamente pequenos jatos em sua boca. Embora com ela o fenômeno não chame tanto a atenção, Tatiana não se sente muito à vontade de dizer que faz parte do grupo de mulheres que ejaculam em jatos. Mas ela geme muito e isso desencadeia o orgasmo em Tomás. Por delicadeza, ele se retira dela, mas logo sente seu pau fortemente empunhado por Walter, que o direciona para baixo, fazendo-o gozar em seu próprio peito. Como por instinto, Débora vem lamber seu esperma do diretamente sobre o corpo de Walter, diante do sorriso enternecido dos demais. Ela recolhe o que pode e vai beijar apaixonadamente o namorado, devolvendo-lhe o seu produto sob os aplausos brincalhões do casal de amigos. Eles dão por terminada essa deliciosa sessão inaugural de sexo em grupo e descansam lado a lado na cama, conversando e trocando impressões. A primeira a falar é Débora.
– Não vai agradecer a Tatiana, Tomás? Ele adora comer um cuzinho, Tati.
– Ele é o máximo! Obrigada, Tomás. Me fez gozar como uma doida!
– Legal, Tati. É verdade, eu curto demais anal, mas…
– Mas eu sou muito apertadinha para ele, sabe Tati? Não é, meu gatinho? interrompe Débora, com a cabeça em seu peito.
– Você diz que é, mas eu acho que é medo.
– Isso é porque não é em você! responde a menina, fingindo zanga e mantendo gentilmente oculto o prazer secreto do seu namorado.
– Você comeu o cuzinho da Tati antes de mim, Tomás. O privilégio merece compensação. Não é Débora? diz ele encarando-os maliciosamente.
– Vamos pensar no caso, não é, Tomás? responde ela, afagando os pentelhinhos do namorado e brincando com a ambiguidade.
– Estou morta! declara Tatiana, desconversando, deitada de bruços e acolhendo como uma gata o carinho de Walter em sua bunda.
– Então era isso, hein, safadinha! Você gosta de dar a bundinha para os dotados.
– Para, Walter! retruca ela, fingindo-se encabulada.
– Assim que você viu o Tomás "armado" quis dar para ele, aposto.
– O não quer dizer que eu não vou dar para você. Só não pode ser agora porque estou morta; essse menino me deu uma surra!
 – Morta a ponto de recusar uma saída? pergunta Walter. A gente poderia sair para comer alguma coisa e tomar umas cervejas, o que vocês acham?
– Legal, responde Tomás. Só não pode ser muito tarde, senão minha mãe vai me encher o saco o domingo inteiro. Eu ainda moro com meus pais, mas ela ainda não entendeu que eu cresci.
– Xi, é mesmo! A mãe do Tomás não é fácil, endossa Débora.
– Vocês não podem avisar que vão ficar para dormir? sugere Walter. Agora que estamos íntimos, lugar não é problema!
– Não sei, responde o rapaz, reticente.
– Ah, gatinho, liga para a tua mãe! pede Débora, choramingando. Eu posso ficar; só preciso ligar avisando.
– Bom, vou ligar lá da sala para me concentrar nos argumentos, diz o rapaz já se levantando.

Ele volta minutos depois, iluminado.
– Está tudo bem. Eu disse a ela que vou ficar na casa de um colega.
– Agora desliga isso, Vicente! Você está com essa câmera no olho desde a praia. Vamos dormir, minha gente.


Exaustos, os dois casais acabaram caindo num sono profundo. Fui encarregado de acordar a turma às 23h30. A roupa do Walter caiu como uma luva em Tomás e fomos todos a um barzinho no Leblon. Comemos, bebemos e conversamos como se nos conhecêssemos desde sempre. Pude mostrar na própria câmera algumas trechos do que filmei e deixei os quatro coçando para saber como vai ficar o filme depois de editado. As centenas de cenas que registrei povoaram meu sono e logo comecei a articulá-las mentalmente. Mas o domingo prometia ser ainda mais rico de experiências que esse sábado inesquecível.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu gostaria de receber um parecer seu. Obrigado!