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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Tatiana e Walter (série, episódio II)

2. Topando a Carona

Se é verdade que Tatiana "fugiu" de mim nos dias subsequentes, não foi por causa dos meus sonhos, mas muito provavelmente por causa do incidente do retrovisor. O fato é que, no dia seguinte, ela veio me dizer que tinha dado um jeito com o tal amigo taxista. Inconformado, deixei passar o resto da semana e, na segunda-feira seguinte (isto é, há três semanas exatamente) resolvi segui-la por dois dias e descobri que ela estava pagando um mínimo de táxi – diferente a cada vez – para ir até o primeiro ponto onde passasse um ônibus para a Tijuca. O táxi esperava até que o ônibus chegasse e ela embarcava. Mas o perigo era equivalente; o ônibus estava invariavelmente quase vazio. Tomei a decisão de falar com ela.
- Você não está mesmo tendo problemas para voltar para casa? Pode ser sincera comigo, ouviu?
- Não, respondeu ela prontamente. Meu amigo está me levando.
- Tatiana, eu vi você saindo do táxi e entrando num ônibus. Você não está indo para casa de táxi.
- Andou me seguindo, é? Por que, Walter? Você está preocupado comigo ou é outra coisa? Vamos ser sinceros um com o outro?

Desta vez, era eu que estava no corredor, diante da fileira onde a Tatiana trabalhava. Ela estava sentada, olhando-me fixamente nos olhos. Ela tinha ido trabalhar de calça branca e blusinha amarrada acima do umbigo, estava de arco no cabelo, brincos circulares de aro dourado e o mesmo batom na boca incrivelmente sensual, mostrando ao falar aqueles dentes certinhos, de encaixe perfeito. Do alto, eu via seus peitinhos tremulando através da transparência do sutiã de renda.
- Mas eu já disse, Tatiana, que não sou exceção à regra e que você me atrai tanto quanto aos outros funcionários da empresa. Eu não menti sobre isso. Você ficou mesmo irritada porque olhei para o seu corpo no carro? Isso foi tão ofensivo assim?
- Não é isso. É que...

Ela se levantou e começou a repor suas coisas na bolsa. Reparei que a calça branca era tão baixa que o fio da tanguinha estava na mesma altura que o cós.
- Nunca entendi como é que vocês conseguem enfiar essas calças tão justas, brinquei.
- Engraçadinho! retrucou ela, puxando levemente a calça pelo cós, sem na verdade mudar nada.

Visivelmente mais à vontade comigo, Tatiana me deu as costas para ajeitar o cabelo, oferecendo-me, mais uma vez de perto o espetáculo das suas costas empinadas e da bunda saliente, dividida ao meio pela costura profundamente enterrada. Lembro-me bem de descobrir que os dois bolsos, naquela calça, eram perfeitamente inúteis, costurados no alto de cada lado. Eram puro enfeite, apenas para que a bunda não ficasse completamente desguarnecida sob o tecido esticado e liso. Tive vontade de por as mãos ali para sentir a firmeza da carne e o contorno sensual. Pensei que eu teria dado tudo para ir com aquela menina à praia no fim de semana e vê-la de biquíni.
- Quer me levar hoje? disse ela, voltando-se. A calça branca era tão apertada que a costura da frente invadia a fenda.
- Claro! Estou vindo de carro para isso, confessei.
- Esperto ou bonzinho?
- Que tal os dois? respondi, sorrindo com malícia.
- Vamos embora daqui?
- Vamos!

Já no carro, os dois bastante descontraídos, encontrei a velocidade ideal para conversar sem temer pela segurança.
- E como está a vida sem o namorado quarentão?
- Sinceramente? Estou me sentindo livre, Walter.
- Não sente falta de nada? Nem do sexo com um homem experiente, ironizei, acentuando o adjetivo.
- Isso sim, mas nada me impede de conhecer outros.
- Fora o sexo, é bom se relacionar com coroa?
- Mais ou menos. Ele vivia ligado em um monte de coisas: família, dinheiro, emprego, falta de tempo, dificuldade de tirar férias, etc. É muito chato.
- Imagino.
- E na hora de transar, ele se transformava, parecia que nunca tinha feito, ficava numa sede! Queria tudo e às vezes eu não estava a fim de tudo.
- Por exemplo?
- Ah, é chato falar disso...
- Tá legal, eu tento imaginar.

Tatiana estava tão à vontade nessa segunda carona, que ela tirou as sapatilhas e apoiou os pés no porta-luvas.
- Você não tem nenhuma gordurinha na barriga, hein! exclamei, dando uma olhada explícita e sorrindo para ela.
- É verdade, isso eu não tenho, respondeu ela dando tapinhas na barriga plana, provocando um som que me lembrou outro, de natureza mais sexual.
- Você preferiria estar no táxi indo para o ponto de ônibus, agora?
- Nem brinca! Aquilo foi horrível.
- Os taxistas azaram muito?
- Direto. Não param de olhar pelo espelhinho, fazendo caras, sorrindo... Tive medo das duas vezes.
- Sem falar do ônibus!
- Ah! Fico apavorada. Me sento quietinha no primeiro banco, doida para chegar.
- E com essas roupas, ainda por cima! É arriscado.
- Você fala sempre nisso, mas não sei usar outra coisa, Walter! Se eu puser roupa larga ou frouxa me sinto velha que nem a minha mãe!
- Posso ser indiscreto, uma vez?
- Pode, respondeu ela, condescendente.
- Você sabe que essa calça mostra tudo, não sabe?
- Como assim, "tudo"? fez ela, se fazendo de desentendida.
- Vamos dizer que ela "divide" tudo. Deu para entender?
- Ah, entendi. É assim mesmo com calça apertada. A gente acostuma.
- Vocês acostumam e os homens sofrem! retruquei, rindo.

Talvez sem imaginar que eu perceberia, Tatiana abriu um pouco as pernas e olhou para a clivagem dos lábios vaginais pela costura da calça justa. Enquanto ela se inspecionava, respirei fundo, tomei coragem e lancei:
- Quer se tocar?
- Hã?
- Eu sempre quis ver uma mulher de calça se tocar. Não sei por que nunca pedi a uma namorada.

Um breve silêncio me fez pensar que eu acabara de estragar tudo novamente. Mas para a minha surpresa, Tatiana se acomodou melhor no assento, abriu bem as pernas, levou uma mão entre as coxas, de leve, apenas roçando os dedos médio e anular na região dos lábios e da fenda, alternando seu olhar entre a própria mão e meu rosto.
- Assim?
- É gostoso? Está quente? Isso excita você?
- Com você olhando e querendo que eu faça, é excitante, sim.
- Você vai ficar molhada?
- Se você continuar, vou.
- Então continua. Passa bem o dedo na rachinha.

Aos poucos, Tatiana foi ficando ofegante, excitada. Notei que ela levou levou uma mão aos seios, por baixo da blusinha fina.
- Assim... Continua gemendo gostoso... Estou adorando ver você assim, excitada como uma gatinha no cio.
- Você está de pau duro, é?
- Tão duro que chega a estar doendo, Tatiana, respondi olhando sorridente para ela.

Não precisei mais do que isso para que ela viesse apalpar meu sexo que eu sentia pulsar violentamente na calça jeans.
- Nossa! Está mesmo! Não vá se desconcentrar, hein! brincou ela, já tirando a mão e deixando-a entre as próprias pernas. Sua voz estava lânguida e relaxada, segura de sua capacidade de dar prazer a um homem.
- Estamos na Conde, mas vou dar uma rodada para demorar mais, tudo bem? Queria te ver com a mão dentro da calça.
- Só não pode demorar muito porque a minha mãe não vai para cama enquanto eu estou fora de casa.
- Está bem, só mais um pouquinho.

Enquanto continuei lentamente pela Conde de Bonfim, Tatiana soltou a grande fivela dourada do cinto, em seguida abriu o botão do cós e mais outros três. Como ela já desatara o nó da blusa, pude ver toda a barriga até o elástico da tanguinha minúscula que devia ficar a milímetros do início da fenda.
- Eu vi que você estava de tanga lá no trabalho.
- Sério? Seu tarado!
- Você já usou com o elástico acima do cós?
- Quando eu saio, de dia, sempre que me sinto segura, principalmente quando estou com meus amigos, faço isso.
- Acho super sensual. Agora, passa a mão por dentro da tanguinha, vai.

Tatiana precisou baixar a calça para conseguir passar os dedos entre o final do zíper e o corpo. Não vi sinal de pelos.
- Você se depila?
- Todinha!
- Lisinha?
- Carequinha!
- Ah! Quero ver!
- Quer mesmo?
- Claro!

Não sem dificuldade, ela baixou a calça até o meio das coxas e pude ver que a tanga consistia apenas do elástico e de um sumário tapa-sexo.
- Não é bem uma tanga, mas uma fio-dental, não é?
- É fio-dental, isso mesmo. Tenho montes e adoro usar, acho super confortável, sem falar que não marca a roupa. E ela baixou o tapa-sexo, permitindo-me ver monte de Vênus carnudo, perfeitamente depilado.
- Continua, vai...

Tatiana abriu novamente as pernas e começou então a se acariciar diretamente, percorrendo o sulco com o dedo médio e logo começando a respirar mais forte e gemer baixinho, contorcendo-se um pouco.
- Está molhada?
- Se está! fez ela, apresentando-me dois dedos brilhantes a centímetros do rosto.
- Me dá, pedi.
- Quê?
- Põe os dedos na minha boca.

Ela riu e aproximou dos meus lábios seus dois dedos encharcados, que lambi e chupei avidamente, sentindo as pulsações do meu colo. Tatiana ria, divertindo-se com a cena.
- Eca! Passei o dia todo com essa roupa. Você não tem nojo?
- Bah! Depois do gosto de bacalhau fica uma delícia! retruquei, rindo, mas me sentindo realmente excitado com o sabor dela percorrendo a minha língua.
- Porco! brincou ela, retirando a mão.
- Homem também molha muito, você sabe. Quer abrir minha calça?


Naquele momento, o celular dela tocou. Era a mãe, já preocupada. Tivemos que nos recompor e deixei Tatiana em casa cinco minutos depois.

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