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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

Tatiana e Walter (série, episódio III)

3. A Surpesa

Para tristeza minha, Tatiana faltou ao trabalho pelo resto da semana. Na segunda-feira seguinte (há duas semanas atrás) ela me explicou que tivera uma discussão tão grave com o ex-namorado quarentão que se sentira fraca a ponto de ter que ficar na cama. Ele a esperara na saída do cursinho e, tendo-a convencido a aceitar uma carona, queria por força levá-la a um motel, o que ela recusou prontamente, desencadeando a avalanche. Ele "soltou os cachorros", misturando amor e ódio, frustração pela separação e excitação extrema. Ele a ofendeu profundamente, baixou-lhe tão perfeitamente o moral que ela não conseguia nem falar naquele dia e só conseguiu pensar em trabalho na semana seguinte.

Mas ela estava bem naquele fim de segunda-feira e nada nela evocava o que ela me narrou no carro. A única coisa que comprovou a veracidade da história foi um certo desinteresse pelos nossos "joguinhos" e o desejo de ser deixada rapida e diretamente em casa durante toda a semana.

Segunda-feira da semana passada, por volta das 11h55, Tatiana veio até o meu canto da sala com uma expressão misteriosa no rosto. Ela estava deslumbrante, com uma mini-saia de brim, sandálias, um top justinho e bem alto, rabo de cavalo, duas bolinhas de prata como brincos e o estonteante batom habitual.
- Quero que você me leve para comer fora.
- Agora? E a sua mãe?
- Eles foram para a casa da minha tia, em Macaé, e só voltam na quarta. E eu estou louca para sair.
- Bom, a essa hora e na segunda-feira, só se for para comer bolinho de bacalhau e tomar cerveja num lugar que eu conheço. Mas é na Gávea.
- Oba! Adoro.
- Então vamos.
- Eu queria...
- Fala.
- Eu queria fazer uma coisa para você, mas não vou conseguir se você não fizer uma coisa também e... não sei como pedir. Ela parecia realmente embaraçada.
- Não vai fazer cerimônia comigo, não é, Tatiana!
- É que... Bom, eu não sou como você, com esses lances de sexo... Droga, não sei como falar!
- Qual é o problema? O que é que é tão difícil falar? Você não é como eu em quê?
- Nesse lance de oral. Eu tenho nojo assim, sem lavar.
- Tá, mas e daí?
- É que, de repente, eu queria te fazer uma surpresa, mas não vou conseguir sem você... Ela estava roxa de vergonha, não conseguiu completar seu pedido, mas tudo já estava claro para mim.
- Ah! Entendi, Tatiana. Não se preocupe, vou cuidar disso aqui mesmo. Me dá só um tempinho. E voei para o banheiro, onde fiz a higiene íntima mais perfeita que pude.

No carro, liguei o rádio e comecei a dirigir numa velocidade que nos daria a chance de ficar juntos por quase meia hora. Assim que saí da ruazinha estreita da empresa, pedi à Tatiana que levantasse a saia o máximo possível, para que eu pudesse admirar suas coxas. Ela dobrou tão bem a saia na cintura que pude vê-las por inteiro.
- Quer abrir um pouco as pernas para mim?
- Quero. Assim?

Tatiana se encostou no ângulo do assento com a porta, oferecendo-me a visão das coxas abertas e, entre elas uma calcinha vermelha super sexy, elástica, justinha, que começava quase no início da fenda, tapava a área carnuda dos lábios formando um montinho sensual e desaparecia no rego do bumbum delicioso deixando-me ver as polpinhas brancas e adivinhar a bunda maravilhosa. E começamos a conversar. Ela tinha muita coisa a me dizer, depois de tantos dias de ausência, e parecia estar muito à vontade, talvez porque eu não pudesse olhar para ela direta e continuamente. As ruas vazias do Rio desfilavam pelas janelas do carro enquanto eu ouvia a voz bonita que saía daquele corpo negligentemente exposto. Pouco antes de entrar no túnel Rebouças, senti-me à vontade para tocá-la e pus minha mão em sua coxa descoberta. Meu sexo palpitava furiosamente.

Chegamos enfim a um barzinho que ainda estava cheio e que só fecha por volta das 2h30. Pedi cerveja, bolinhos de bacalhau e ficamos conversando até quase a hora de fechar. Na volta, Tatiana estava satisfeita e lânguida, um pouco alta da cerveja e extremamente receptiva. Mal entrou no carro, ela se desfez da sainha, tirando-a e ficando só de top, calcinha e sandálias. Assim que pude, reduzi a velocidade e pedi a ela que tirasse a parte de cima. Ela se certificou de que a porta estava bem trancada e se encostou nela, virando-se para mim, já desfazendo-se do top justo que ela estava usando sem sutiã. Pude ver seu corpo claro com a minúscula calcinha vermelha tapando unicamente o sexo e, pela primeira vez, os seios que, amplos e deliciosamente pontudos, encheriam prazerosamente a minha mão.
- Seu corpo é deslumbrante, Tatiana!
- Obrigada! disse ela, radiante.
- Tem "alguém" aqui louco por um pouco de liberdade, você não quer dar uma mãozinha?

Tatiana entendeu e se debruçou para abrir minha calça e baixar o zíper. Ajudei dando uns pulinhos no assento e terminei o serviço baixando o elástico da cueca para liberar meu membro ereto.
- Nossa, Walter! Isso tudo é porque eu estou de calcinha?
- É uma homenagem ao teu corpo lindo, Tatiana. respondi, olhando para ela e sentindo pulsações sucessivas.
- Que bom, você também se depila aí. Me acostumei tanto com isso que não consigo mais transar com homem todo peludo. Mas gosto de pelo nos braços, nas coxas e no peito.
- Eu raspo por dois motivos: me sinto mais dotado e é a única maneira de combater o cheiro, expliquei, bem-humorado.
- Mas você acha seu pau pequeno? Eu não acho, disse ela, avançando novamente para medir meu sexo com a mão espalmada.
- E aí? perguntei, achando graça.
- Um palmo meu, da ponta do mindinho à ponta do indicador. Não acho pequeno.
- Já medi várias vezes. Assim, completamente duro, tem dezessete centímetros. Gostei desse toque! brinquei, dando uma piscadela maliciosa para ela, que continuava olhando, concentrada.

Tatiana deu um risinho e empunhando meu pau com carinho mas firmemente, sem tirá-lo do ângulo natural.
- É grosso!
- Já que você está no cursinho, posso falar de medidas, impliquei: 5cm de diâmetro.
- Isso são 5cm? Então 5cm é bastante! Acho bonito assim, meio curvo para cima. E a cabeça é linda, rosinha! Está tão molhada... Nossa! Ele dá cada pulo!
- É que ele está apaixonado por essa mãozinha.

A proximidade da voz e do corpo da Tatiana foram me deixando num estado de excitação indescritível, mas eu não podia parar o carro. Então, me veio uma idéia.
- Tatiana, você não quer ir lá para casa, em vez de voltar para a sua?
- Ai, Walter, não dá! Minha mãe nunca me deixa sozinha em casa. Sempre que ela não está, pede a uma amiga dela para ficar lá comigo. Eu avisei que talvez chegasse muito tarde hoje, mas se eu não voltar, ela vai contar à minha mãe.
- Pena... Mas você toparia ir para lá algum dia?
- Claro. No fim de semana eu posso. É só dizer que vou ficar com uma amiga.

Durante esse diálogo, Tatiana recostara a cabeça no meu ombro e passara a acariciar meus testículos. Me lembrei de uma namorada que sempre fazia isso quando eu estava dirigindo. Senti como se nos conhecêssemos desde sempre. Sentindo-se cada vez à vontade, ela se aproximou da minha orelha e cochichou, voltando a empunhar meu sexo, masturbando-o lentamente.
- Quero dar para você, ouviu? Isso da amiga da minha mãe não é desculpa, não.
- Eu acreditei em você, tesãozinho, respondi, com um movimento de pélvis, enquanto ela continuava a me masturbar fazendo-me sentir sua respiração no pescoço.

Tatiana estava agora tão próxima de mim e eu desacelerara tanto o carro que pude liberar uma mão do volante para explorar suas coxas. Vibrei de excitação ao percorrer a pele lisa e até sentir o contato dos meus dedos com o tecido esticado da calcinha. Tatiana deu um pulinho quando comecei a acariciá-la percorrendo a fenda com um dedo.
- Hum! Que gostoso! fez ela, me masturbando com um pouco mais de firmeza.
- Você está me alucinando assim, Tatiana. Vou acabar molhando essa mãozinha toda.
- Ah, não vou deixar não! Fez ela, dengosa e falando baixinho, olhando para a mão em ação.
- Não? E como é que você vai evitar?
- Lembra que eu te prometi uma surpresa?
- Surpresa... Ah! Verdade! É hora da surpresa?
- Hãhã, fez ela mais lânguida e lasciva do que nunca, já contorcendo-se um pouco e gemendo porque eu passara para dentro da calcinha e estava acariciando suavemente seu clitóris.

Tatiana parecia ter prática na atividade sexual em carros. Gentilmente, ela levou minha mão ao seu ombro e, sem me atrapalhar no volante, debruçou-se no meu colo e pôs-se a chupar com uma boca quente e encharcada. Senti seus lábios percorrerem meu pau inteiro, como se a boca fosse colhê-lo pelo talo, depois voltarem até a cabeça, que ela lambia generosamente antes de fazer o caminho inverso. A cada vez, Tatiana deglutia sem hesitar o fluido que o meu sexo não parava verter.
- Estou vendo que você gosta disso, Tatiana!
- Hum-hum! E adoro pau grosso, murmurou ela, numa curta interrupção.

Se ela continuasse, certamente me levaria ao orgasmo e receberia tudo na boca. Como já estávamos saindo do elevado, preferi interromper a felação. Ela ergueu a cabeça e, sorrindo, me deu um beijo na boca, muito rápido mas profundo e molhado. Senti o sabor da saliva misturada ao esperma. Em seguida, ela se espreguiçou e, virando-se para a janela e dobrando as pernas, se ofereceu tão perfeitamente que eu podia ver, por entre as coxas, a calcinha tapando o sexo. Só precisei puxar a tirinha de tecido para o lado e procurar a entrada. Tatiana gemeu e uma mão aflita segurou meu punho quando dois dos meus dedos começaram a se aprofundar na bucetinha melada. Ela gemeu e se contorceu, dando um jeito de separar um pouco as pernas. Meus dedos trabalhavam num vaivém regular mas não muito profundo. Percebi que Tatiana começara a massagear vigorosamente o clitóris e logo seus gemidos encheram o carro, misturados a palavras e frases soltas: "Ai, que gostoso... Assim... Mete... Vai... Não para... Está me deixando doidinha... Me faz gozar..."

Não se contendo e ignorando completamente os possíveis voyeurs, Tatiana se virou mais uma vez no assento, ficando deitada de costas nele com a cabeça na porta e a perna esquerda apoiada no meu assento, oferecendo-me o sexo. Vê-la naquela posição, dizendo aquelas coisas me alucinou de tal modo que passei a só pensar em levá-la ao orgasmo. Com o polegar, penetrei-a profundamente, escovando simultaneamente o clitóris. Tatiana pos-se a gemer muito alto e a dar golpes de pélvis, até que o orgasmo se tornou iminente, levando-a puxar as pernas para trás e oferecer-me a vagina em flor entre as coxas escancaradas. Com o polegar, eu esmagava seu clitóris, esfregando-o nos dois sentidos, depois para a esquerda e para a direita. Tatiana, desvairada, passou a gemer pedidos cada vez mais despudorados: "Me fode gostoso, vai... Mete mais dedos na minha buceta..." Ávido de vê-la cada vez mais excitada, tateei mais uma vez até a entrada e introduzi três dedos da minha mão livre. Senti seu interior ardente e molhado enquanto Tatiana fustigava o ponto do prazer e gemia contorcendo o pescoço: "Estou go-gozando muuuuito, Walter!" As pernas dela se distendiam bruscamente enquanto ela pressionava os mamilos com ambas as maõs. Meus dedos deslizavam pelas paredes lisas e superlubrificadas da fenda que desabrochara completamente e seria capaz de receber qualquer homem não importa com que dote.

Tatiana ficou zonza por alguns instantes, gemendo baixinho, dizendo que tinha tido um dos orgasmos mais fortes de sua vida. Depois, recolocando a calcinha no lugar e vendo que meu sexo continuava armado, voltou a recostar-se no meu ombro para empunhá-lo.
- Me faz gozar, vai, pedi gentilmente.

Ela recomeçou a me masturbar lentamente mas com boa regularidade, elogiando meu membro, dizendo.
- Vou querer todinho em mim no fim de semana.
- Ah! Já estamos de data marcada, é?
- É, fez ela, dando um risinho sapeca e beijando minha orelha de leve.
- Levanta a minha camisa, senão vou melar tudo, Tatiana.
- Será que eu deixo? retrucou ela com ar de mistério.
- Não vai dar para segurar por muito tempo.

Sua mão, a proximidade da boca e as coisas que Tatiana me dizia foram me deixando louco de excitação. Mal tive tempo de articular um "Vou gozar!" Durante um brevíssimo instante, vi tudo negro à minha frente e comecei a começar a desfechar jatos e mais jatos. Quase ao mesmo tempo, Tatiana mergulhou no meu colo, mas pude notar que ela recebeu o primeiro em pleno rosto, antes de envolver meu sexo com os lábios e evitar que a minha ejaculação disparasse barriga acima. Tive até dificuldade para impedir que as contrações das minhas coxas forçassem o meu pé no acelerador! Pude ouvir o ruído molhado da boca e as deglutições sucessivas da Tatiana. O excesso de excitação anestesiara meu sexo, que eu sentia agora como um grande corpo pulsante sem forma definida. Tatiana passou a chupá-lo com força e a lambê-lo de alto a baixo. Depois, sem deixar de empunhá-lo, apresentou seu rosto a mim, a certa distância. Um veio de esperma ia da sobrancelha esquerda ao lábio superior. Ela me beijou na boca para me impor meu sabor.
- Já provei, bobinha!
- Sério? Como foi isso?
- Um dia te conto. Agora você tem que se vestir porque já está pertinho. Tem guardanapo de papel no porta-luvas.

Tatiana se limpou, repôs o top e a saia, recompôs um pouco o rosto para o caso da amiga da mãe acordar ao ouvi-la entrar em casa e deu um longo suspiro.
- Que foi?
- Adorei o que a gente fez. Vou querer mais!
- O fim de semana lá em casa está de pé?
- Assim que a minha mãe voltar, aviso que vou passar o fim de semana com a Débora, em Copa. Já fiquei lá.
- Bom, você tem praticamente vinte anos, não é mais um bebezinho.
- É, não tem problema não.

Ao chegamos ao prédio velho de pastilhas encardidas, olhei para o relógio.
- Três e meia. Levamos mais de uma hora para vir da Gávea à Tijuca pelo Rebouças! Deve ser o recorde da lentidão!
- Eu vejo pelo lado positivo. Deve ter sido o recorde de tempo de sexo num carro! Só sei que valeu a pena, mesmo se não foi completo. Xi! Vamos estar mortos, amanhã, no trabalho.
- Isso é verdade, mas foi por uma boa causa!

Tatiana debruçou-se para me beijar, pondo a mão diretamente sobre o meu sexo ainda cheio e sensível e, compartilhando comigo o troféu do nosso recorde, invadiu minha boca com sua língua molhada e repleta do sabor do desfecho.

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