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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Tatiana e Walter (série, episódio IV)

4. A Véspera

Sexta-feira, meia-noite. Que fim de expediente esperado! Tatiana eu ficamos de nos encontrar na guarita do seu Jorge, no estacionamento. Cheguei um pouco antes e pude vê-la surgir, deslumbrante como sempre, na saída do prédio envidraçado. "Vai lá, sortudo da peste!", sussurrou seu Jorge, dando uma risadinha. Tive que reconhecer que eu estava saindo com uma das mulheres mais visadas da empresa. Tatiana vinha caminhando com toda naturalidade, num dos seus vestidinhos leves e ultra-curtos, sem mangas, moldado pelos peitinhos e expondo tão completamente as coxas que a calcinha devia estar na mesma altura que a extremidade. Ela cumprimentou o seu Jorge, que a olhou de cima a baixo como bom brasileiro grosso e machão que é (o que o salva é ser um cara legal), e fomos andando até o carro.

Nos beijamos, Tatiana pôs suas coisas no banco de trás e, sabendo que eu gosto de olhá-la, deixou que o cinto de segurança fizesse subir seu vestido até à calcinha na mesma gama de verde. Assim que pude dirigir livremente, pus a mão em sua coxa e começamos a conversar. Falamos um pouco do trabalho; a sexta é um dia duro em qualquer setor de atendimento à clientela. Mas, depois de duas semanas nos encontrando unicamente no carro, estávamos loucos por um pouco mais de tempo juntos. Tinha feito calor, o céu estava límpido e o sábado prometia ser perfeito. Pensar em praia era consequência natural.
- Quer que eu passe na sua casa só para você pegar um biquíni e ir lá para casa hoje mesmo, Tatiana? Seria mais prático.
- É melhor não, Walter. Ainda vou combinar com a Débora, aquela minha amiga que mora em Copacabana, para dizer que vou fingir passar o fim de semana na casa dela. Conhecendo a minha mãe como eu conheço, ela vai ligar para a Débora amanhã cedinho e eu não vou ter tido tempo de combinar tudo.
- Hm. Pena, mas entendo. Então só te deixo em casa. Mas estou decepcionado, ouviu! retruquei, fingindo manha.
- Ah! Não fica assim, vai, fez ela, com voz de chamego, chegando mais pertinho e trazendo minha mão para o alto da coxa, como para compensar minha frustração.
- É que eu queria passar o máximo de tempo com você, Tatiana.

Eu disse isso pousando a mão no carnudo e macio monte de Vênus que ela me oferecia abrindo as pernas. Tatiana se espreguiçou como uma gata, como sempre faz assim que relaxa no meu carro.
- Prometo que apareço lá às 9h, Walter.
- Mas vai dar para você passar pelo menos duas noites?
- Se eu levar roupa para ir trabalhar na segunda-feira, dá.
- Legal!

Tatiana me gratificou puxando a calcinha para o lado e franqueando-me o acesso ao sexo já bem úmido. Massageei o clitóris de leve com um dedo, deslizando de cima para baixo por ele, apenas para excitá-la suavemente.
- Nossa, Walter, nem sei se vou conseguir dormir, pensando no fim de semana, disse ela, dengosa.
- Você vai botar um biquíni bem sexy para mim?
- Vou levar alguns para você escolher.
- Bem "indecentes"?
- Olha que eu tenho mesmo uns bem indecentes! fez ela com voz de menina sapeca.
- Tem coragem de usar?
- Claro! Meu ex-namorado... Ah! Deixa para lá, não quero falar dele. Mhm... Assim, Walter... Está tão gostoso...
- Você está molhadinha! Posso entrar?
- Nem precisa pedir, né!

Percorri com o dedo o entrelábios até o orifício, rugoso mas extremamente lubrificado, enquanto via Tatiana acariciando suas coxas nuas.
- Se você me deixa assim com a mão, imagino com a língua e...
- Estou louco para te mostrar! retruquei, com excitação na voz.

Suavemente embalada, Tatiana recostou a cabeça no assento, fechou os olhos e começou a acariciar seus seios, desfrutando ao máximo da minha massagem interna. Comecei a penetrá-la com um dedo, entrando e saindo lentamente, sempre massageando o clitóris na saída. Em seguida, introduzi dois dedos, indo e vindo com carinho e vagar, mas ritmadamente.
- Assim você me mata... sussurrou ela, num gemido, pousando uma mão sobre as costas da minha própria mão para pressioná-la um pouco mais, visivelmente desejosa de ir além.
- Te faço gozar? Tua bucetinha está tão encharcada!
- Faz... por favor... respondeu ela, num gemido lascivo, já começando a perder o controle das pernas.

Acelerei um pouco e intensifiquei meus movimentos dentro dela até que seu sexo começou verter líquido. Seguiram-se os espasmos e Tatiana agarrou minha mão como se manipulasse um dildo, dando golpes violentos com as ancas e gemendo forte.
- Você vai me dar gostoso amanhã, vai? perguntei, sem parar de penetrá-la.
- Vou te dar tudo, Walter... Quero que você me faça gozar muito e de tudo quanto é jeito! Ahn, que gostoso, gozar para você. Fode a minha bucetinha, fode...
- Adoro ver você gozando.

Não se contendo, Tatiana, ainda zonza e imersa nas volutas do longo e complexo orgasmo feminino, se aproximou de mim e, sem me incomodar ao volante, me deu um beijo no rosto. Simultaneamente, senti sua mão em minha calça as pulsações do meu sexo redobraram. Ela abriu o botão, o zíper, liberou meu membro, contemplou-o um momento e, assim que o empunhou, comentou o quanto estava duro e inchado, e o quanto de líquido brotava do orifício.
- É tão bom quando você pega nele, Tatiana!
- Adoro pegar no teu pau. É tão grosso e duro, com essa cabeça linda! Nossa, você não imagina como ela está molhada!

Olhei rapidamente para baixo e constatei o quanto ela brilhava.
- Vai beber o meu suquinho, Tatiana?
- Claro! Sem perder nenhuma gotinha!

E ela abocanhou minha glande, sugando e engolindo ruidosamente. Gemi sentindo meu sexo pulsar no ambiente molhado e quente da boca, e gozei quase instantaneamente, inebriado com as promessas para o fim de semana. Tatiana recebeu meu esperma sem recuar e o engoliu olhando-me nos olhos. Esses dias de carona tornaram-nos peritos na felação em trânsito; minha roupa chegava seca. Como todo dia, Tatiana terminou dando-me um beijo rápido mas molhado, para me passar um pouco do meu sabor. Ela achava divertido que eu não a repelisse depois de uma felação.

Saciada para a noite e lânguida como uma felina na savana ardente, Tatiana terminou a viagem com a cabeça no meu ombro e a mão no meu colo. Deixei-a diante do velho e decadente prédio de pastilhas da José Higino e recomendei que ela me ligasse ao chegar à minha rua, no dia seguinte, para que eu a orientasse até a entrada do prédio; seria mais fácil que procurar pelo número. Nos despedimos com um beijo longo e profundo, as últimas carícias íntimas e esperei que ela desaparecesse na portaria sem vigia e carente de manutenção. Voltei para Laranjeiras sonhando com o programa de fim de semana.

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