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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

O dia em que Mirinha não estava (série, episódio III)

Esse terceiro episódio pouco ou nada tem a ver com o meu relacionamento sexual com Mirinha. O leitor já sabe que nossos encontros foram tórridos de saída, como relatei em A Diabinha de Arraial e O Nome do Pecado é Mirinha. O que vou relatar é um episódio ocorrido nas mesmas férias e com o mesmo grupo de pessoas, um episódio que levou minha adrenalina a mil e cujos 5% de conteúdo não straight contribuiram para o reforço da minha precoce opção bissexual. Espero que a narrativa agrade.

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À medida que os dias se passavam, eu ia ficando mais íntimo dos irmãos de Mirinha, que logo começaram a me considerar "de casa". Normalmente eu passava o dia todo com eles e só dava um pulo em casa à tardinha para dar sinal de vida e voltar para passar a noite com ela. Os pais já tendo voltado para o Rio, a liberdade era total, pelo menos para os mais velhos. Não era raro que o Thomas também levasse alguma menina para lá, a qualquer hora do dia ou da noite. Eles só não admitiam excessos quando o Pohl estivesse em casa, mas eu tinha certeza de que, na ausência dos pais, o garoto já tinha visto e ouvido muita coisa entre aquelas paredes.

Era um dia de semana, disso estou certo. Na véspera, eu não dormira com Mirinha porque, se não me falha a memória, houvera um incidente e eu acabara passando horas da noite "pageando" um amigo em semi-coma alcoólico. Eu voltara para casa de madrugada, dormira até tarde e foi só por volta das 14h que toquei a campainha da casinha branca de venezianas azuis. Quem atendeu foi o Thomas, o irmão mais velho, simpático e acolhedor como sempre.
- A Mirinha não está, mas entra aí!
- Ela demora? pergunto, fingindo indiferença ao seu rosto bonito e indo mecanicamente pegar uma Coca na geladeira.
- Olha, ela saiu cedinho, mas não disse a que horas voltava.
- E cadê o Pohl?
- Ah, desde que ele descobriu o tal amigo que também está passando as férias aqui, eles não desgrudam.
- Legal; pelo menos não morre de tédio. E você, está fazendo o quê?
- Nada. Voltei da praia cedo e estava vendo TV.
- Posso ficar um pouco? Estou com preguiça de voltar direto. E de repente a Mirinha chega.
- Claro, fica aí! Está passando um programa sobre surf.

Estamos os dois sentados diante da televisão, Thomas apenas de sunga e camiseta, eu de bermuda, camiseta e havaianas. Minha cabeça começa matutar sozinha um jeito de provocar uma "situação". É o lado bissexual que clama sem a menor participação da minha consciência. Assistindo às baterias de competição de surf, Thomas tem um comentário para cada menina de biquíni que aparece na tela: "Que bundinha!" "Que gata!" "Olha o bronzeado dessa!" "Olha os peitinhos daquela! "Boquinha feita para beijar!" Ele se excita com algumas, a ponto de precisar dar uma ajeitada no pau. Opto por uma piadinha.
- Pô, se você fica assim vendo surf, deve gozar com filme pornô!
- Cara, acho que nunca vi um filme pornô sem bater uma!
- Vê o filme todo e depois volta para as cenas mais tesudas, não é?
- Exatamente! Como é que você sabe?
- Porque eu também faço isso, hahaha!
- Você pega sempre filme pornô?
- Nada. Só vejo em casa de amigo. Lá em casa pega mal assistir. E você?
- Mesma coisa. A gente junta uma galera e vai assistir na casa do Dado, um cara que tem uns 500 DVDs. A mãe dele tinha locadora.
- Sortudo! E aí, o que é que rola?
- Cara, fica todo mundo de pau duro!
- Mas só isso ou já rolou alguma coisa, tipo punheta coletiva...?
- Não dá pra não rolar, né.
- E aí?
- "E aí" o quê?
- Sei lá, vocês batem até gozar? E cada um na sua ou alguém pega no pau do outro?
- Não, cada um na sua, pô! Pelo menos comigo nunca rolou viadagem.
- Você teria negado uma proposta?
- Claro, cara!
- E se o carinha do teu lado só quisesse pegar no teu pau, mas não te cobrasse pegar no dele?
- Sei lá, pô. De repente, mas na hora não sei.

Percebo que o Thomas está envolvido pelo assunto do sexo, bem temperado pelas cenas de surf e pelas meninas gostosas abraçadas com caras de corpos esculturais. Não há dúvida de que a libido está desperta, embora Thomas se julgue 100% heterossexual e canalise esse desejo, essa vaga excitação, integralmente para as meninas de biquíni do programa. Sei que não posso "atacar". Não posso, por exemplo, por a mão na coxa dele e muito menos no colo. Abandono momentaneamente a idéia e tento me concentrar na televisão.

Em menos de cinco minutos de silêncio...
- Está a fim de transar?
- Hã? respondo, espantadíssimo, enquanto Thomas me olha com um ar esperto que distorce completamente a minha interpretação.
- Sabe a Andreia, vizinha aí do lado? Ela está em casa. Ela adora uma putaria. Ela já me pagou altos boquetes!

Tive menos de um segundo para me recuperar do malentendido, corrigir minha expressão facial e dar uma resposta consequente.
- Caramba! Sério? Mas você acha que ela topa sem me conhecer?
- Eu digo a ela que a gente é amigo, que você é pintosão e curte uma putaria. Garanto que ela não vai negar.
- Então chama lá! respondo entusiasmado e vaidoso por ter sido qualificado de "pintosão" por um cara que eu considero bonito.
- Beleza!

Thomas desaparece pela porta da cozinha e vai até a área, de onde ele grita para a menina. Ouço as vozes dos dois conversando e, instantes depois, ele volta, todo animado.
- Ela está vindo!
- Bem descolada, a menina!
- Uma porra-louca, isso sim! Só faz o que quer. Ela deixa a mãe doidinha.

Toc-toc! A porta se abre e uma menina bonita, moreninha clara, de cabelo castanho liso até pouco acima dos ombros vai entrando sorridente. Está usando um shortinho creme, camiseta com uma propaganda de cerveja e sandália havaiana.
- E aí, galera!
- E aí, Andreia! faz o Thomas, já se levantando para cumprimentar a vizinha com dois beijinhos.

Eu me levanto, sou apresentado, troco beijinhos e nos sentamos os três no sofá.
- O Marquinhos é amigo da Mirinha. Mais que amigo. Eles estão ficando já tem um tempinho, né, Marquinhos?
- É, faz umas duas semanas, já, respondo, ainda meio sem jeito.
- Legal! Mirinha é o máximo. Me dou super bem com ela.

Nisso, o Thomas se levanta e a chama até a cozinha para pegar cervejas. Ela o segue e eu fico observando do sofá. Assim que eles se vêem sozinhos, ele a abraça, agarra pela bunda e eles se beijam de boca escancarada. Meu pau reage na hora e eu me animo todo. Me levanto e vou para a cozinha, onde eles não param de se agarrar. Pego três cervejas na geladeira, abro e ponho em cima da mesa redonda. Eles se separam e vêm beber comigo. Thomas não esconde a ereção.
- Nossa, Thomas! grita Andreia, descontraída, às gargalhadas, olhando indiscretamente para a protuberância na sunga.
- Se você tivesse pau também estaria assim, pô! ele retruca, passando a mão no rosto dela, imitando um tapa em câmera lenta.
- Só com um beijinho, pô! Aposto que o Marcos é mais resistente.
- Que nada! Só de olhar para você, ele já está cheio de vontade!

Eles caem na gargalhada, voltam a se agarrar enquanto eu, ainda meio deslocado, esvazio a minha cerveja em três goles, em busca de um efeito rápido. De repente, o Thomas empurra a Andreia na minha direção. Ela não oferece nenhuma resistência e ainda finge perder o equilíbrio, me forçando a segurá-la nos braços. Só então reparo que ela está sem sutiã e que seus peitinhos estão quase furando a camiseta. Num relance, olho para Thomas e o vejo fazer o clássico sinal de "manda ver!", batendo com o indicador no dedo médio, mas sem o barulho característico. Andreia está agarrada ao meu pescoço fingindo choramingar pelos maltratos do vizinho. A única coisa que me ocorre é pegá-la no colo como uma garotinha adormecida depois de chorar e entregá-la ao Thomas. Ele tem a estupenda idéia de sair com ela da cozinha e levá-la no colo... até o quarto dos pais. Eles se afastam e eu vejo as polpas da Andreia totalmente expostas devido à posição das pernas. O joguinho está iniciado.

Pego mais três cervejas, abro e levo para o quarto, onde os dois já estão aos beijos na cama de casal, Thomas com a mão num peito dela, ela com a mão entre as pernas dele por fora da sunga. Deixo as cervejas em cima da cômoda e, ainda meio sem saber como entrar na brincadeira, me sento na beira da cama. Para alívio meu, a Andrei me puxa para junto deles. Thomas e eu começamos a nos alternar em beijos cada vez mais molhados e profundos na boca que ela nem se preocupa mais em fechar. Noto que Thomas deu um jeito de baixar um pouco o elástico da sunga e está de pau colado na coxa da menina. Vendo que não tenho mais por que me inibir, invado por baixo a camisetinha branca e logo sinto o peitinho duro e pontudo ocupar exatamente o volume da minha mão em concha. Andreia geme e se contorce. É o tesão chegando lentamente.

Já íntimo, logo bem mais ousado, Thomas começa a abrir o botão do shortinho. Andreia segura a sua mão para tentar impedi-lo, mas ele lhe diz que é feio amarelar e que agora ela não pode mais dar para trás. Ela olha para mim, passa a mão no meu rosto e me puxa para mais um beijo molhado. Durante o beijo, sinto seu sobressalto quando, provavelmente, a mão do Thomas invade a calcinha. Ela geme e se desprende de mim, erguendo a cabeça para olhar para baixo. Thomas a beija, enfiando a língua em sua boca. Aproveito para me livrar da bermuda e da camiseta, ficando de cueca. Andreia volta para mim, olha para o meu corpo e passa a mão pelo meu peito e barriga, sorrindo. Ela aprova e isso me tranquiliza. Enquanto isso, vejo Thomas sair da cama e puxar o shortinho junto com a calcinha pelas pernas dela, que se agarra mais uma vez ao meu pescoço e grita: "Marquinhos, me salva desse animal!" Nós rimos ao notar que ela faz isso sem deixar de erguer o corpo para facilitar a descida da roupa pernas abaixo.

Um triângulo de pelinhos castanhos muito bem aparados guarnece a xaninha da Andreia, que eu ainda não consigo ver porque estou novamente ocupado em devorar-lhe a boca. É o Thomas que tem o privilégio de mergulhar entre as pernas da garota. Ela quase berra ao primeiro toque da língua, depois vai tornando-se lânguida, lânguida, me beijando como se eu fosse um namorado, enquanto apalpa o meu pau, descobrindo-o ainda na cueca. Vejo suas pernas se erguerem e ficarem flutuando no ar, escancaradas. A excitação é enorme e ela logo tem um primeiro e longo orgasmo, com espasmos que a fazem jogar a cabeça para trás e chutar o ar. Thomas é obrigado a forçar suas coxas para prosseguir na exploração.

Isso me encoraja e eu ensaio um lance ousado. Rastejo pela cama até ficar com a cintura na altura da cabeça da Andreia. Ela entende na hora, baixa o elástico da minha cueca, empunha o meu pau e dá uma chupada forte na cabeça. Eu me contorço e gemo. Thomas dá uma olhada, mas logo volta ao trabalho. Andreia geme sem parar enquanto devora o meu cacete duríssimo fazendo barulho de saliva. Ficamos uns bons minutos assim, eu relembrando o Kama Sutra para não gozar logo e a Andreia embalada numa gemedeira, já numa espécie de gozo contínuo com a voracidade do Thomas na sua buceta. Em dado momento, ele para e me chama. Assim que eu tiro o pau da boca da Andreia e saio da cama, ela se mostra apreensiva com a etapa seguinte. Thomas olha para mim e articula um "mete" só com os lábios, sem som, entrando em seguida de quatro na cama. Ele percorre o corpo da Andreia até ficar com o pau acima do seu rosto. Ela o masturba enquanto lambe e mordisca o saco. Eu me vejo entre as pernas dela com aquela palavra ecoando na cabeça: "mete". Pela primeira vez, vejo a bucetinha completamente depilada, os pelinhos se limitando ao triângulo castanho acima da fenda. Não é uma buceta longa e carnuda como a da Mirinha, mas os grandes lábios são lisos e bem feitos. Ela está com os dois pés na cama e as pernas abertas. Eu me aproximo, separo os grandes lábios e constato que o interior também é muito bem feito, com um clitóris bem discreto e rosado no alto dos pequenos lábios e, na extremidade inferior, o orifício que fui convidado a inaugurar nesta tarde de orgia.

A apreensão de Andreia com a penetração é flagrante. Embora ocupada com o pau do Thomas, ela parece não conseguir se desligar da minha presença entre suas pernas. Entre uma chupada e outra, ela procura o meu pau com os olhos, como se não pudesse diretamente sentir que ele não está dentro dela. Quanto a mim, estou maravilhado com outro espetáculo bem diante dos meus olhos: a bunda do Thomas. Branca, perfeitamente lisa, carnuda, o ínfimo buraco do cu exposto no meio do rego aberto, subindo e descendo à medida que seu pau entra e sai da boca da menina. Fico sem saber se a minha excitação provém do fato de que estou para penetrar a buceta da Andreia ou da contemplação dessa bunda maravilhosa ou, ainda, do desejo de penetrar esse cuzinho que tem toda probabilidade de ser virgem. E Thomas não se acanha, deixando-o completamente exposto enquanto invade a boca da vizinha. Baseado nas minhas próprias tendências, lembrando-me da minha transa na praia com Mirinha*, em que me excitou saber que aquele estranho estava não só nos observando, mas me vendo de costas, vendo minha bunda, vendo meu cu, me pergunto se esse exibicionismo seria consciente ou não, se Thomas, certamente consciente de que o seu corpo é desejável para as mulheres, teria algum interesse sexual em relação aos homens.

Desperto dessa divagação por Thomas fazendo-me um sinal com a mão para que eu aja. Andreia continua deitada com os joelhos flexionados e as plantas dos pés na cama. Entro de joelhos na cama e, abrindo bem as pernas, quase encostando o saco na colcha, estabeleço o contato entre a cabeça do meu pau e a entrada vermelha e melada. Andreia se agita, tenta se livrar do Thomas, mas não consegue. Ele a tranquiliza perguntando o que está havendo. Me dou conta de que talvez ela não seja tão porra-louca assim. Pode ser que ela nunca tenha chegado ao ponto de realmente transar com dois caras. Resolvo subir na cama e chegar pertinho dela para perguntar se está tudo bem, se posso continuar. O pau do Thomas está pulsando logo acima do seu rosto, grande e grosso. Colo meus lábios na orelha da Andreia e começo a cochichar coisas eróticas, dizendo que ela é gostosa, que o corpo dela é demais, que o Thomas e eu queremos dar muito prazer a ela, etc. Isso a tranquiliza, revaloriza, excita. Sorrindo, ela me dá um estalinho; é o sinal do consentimento. Me afasto do seu rosto com a imagem do pau do Thomas na cabeça, um pau branco como o resto da sua pele, reto, grosso, de cabeça bem feita, arroxeada e volumosa.

De volta às pernas da Andreia, estou mais que excitado e estimulado a meter. Encaixo uma vez mais a cabeça do pau na entradinha e começo lentamente a empurrar, contemplando o desaparecimento da glande. Num golpe de pélvis, talvez para eliminar um resto de apreensão, Andreia o faz mergulhar de uma vez na buceta encharcada. Ela geme, grunhe, arfa, mal conseguindo manter o pau do Thomas na boca enquanto, com uma mão, coça o triângulo de pelinhos castanhos, um gesto que me é muito familiar porque eu também coço meus pentelhos com força quando estou tocando punheta; isso me dá um prazer que se propaga pelo saco e desce até as coxas. Ouço também as unhas da Andreia arranhando as coxas do Thomas. Meu pau desliza solto na buceta molhada. Assim que inicio o vaivém, as pernas dela se enroscam frouxamente nas minhas costas. Volto a ouvir o barulho molhado da felação e vejo a outra mão da Andreia surgindo por entre as pernas do Thomas para massagear-lhe as bolas. "Ah, se ela fosse ousada o suficiente para subir mais um pouco e tocar nesse cuzinho!" penso eu. Mas ela se detém no saco. Seus dedos chegam a roçar o períneo e apontar para o início do rego, ficando a milímetros do cu, mas não ultrapassam essa que hoje sei ser como uma barreira tacitamente estabelecida entre a maioria dos heterossexuais. Chego a me inclinar para ver de mais perto e, eventualmente, completar com os meus dedos o percurso interrompido dos dedos da Andreia, mas desisto, com medo de por tudo a perder. E a oportunidade se esvai quando, instantes depois, Thomas sai de cima dela para nos propor mudar de posição. Meu pau sai encharcado da buceta escaldante, tão duro que a cabeça bate na minha barriga e fica apontada para o teto.

Thomas sai do quarto puxando Andreia pela mão. Eu, como bom convidado, vou atrás, vendo as bundinhas lindas dos dois. De volta à cozinha, ele me diz para sentar num banco alto que fica ao lado da geladeira. Assim que me instalo, ele posiciona Andreia entre as minhas coxas para que ela me chupe. Ela sorri para mim e afunda a boca no meu pau enquanto Thomas passa para trás dela. Eu o vejo agarrar Andreia pela cintura para sarrá-la, depois pincelar a bucetinha esfregando-lhe o pau entre as coxas. Ela reage, apreensiva como da primeira vez, comigo, no quarto. Conjeturo que esse medo inicial deve ser uma atitude animal, um reflexo arquimilenar próprio da fêmea. Meu pau está em sua boca, mas ela está imóvel esperando o momento da penetração.

Thomas espalha o lubrificante natural da buceta em seu pau, bela cena que eu contemplo agora sem inibição porque é o momento do macho que se exibe orgulhoso, olhando-me vez por outra com o sorriso do dominador. Sentindo no alto das coxas a pressão das mãos dessa fêmea apreensiva, afago-lhe o cabelo para descontraí-la. Sua boca volta a deslizar pelo meu pau, mas percebo que o gesto é mecânico. Thomas, pronto, dá uma piscadela e me convida a olhá-lo enterrar-se até o talo na buceta ao mesmo tempo temerosa e ávida. Vejo a bela pica cor de marfim ir sumindo entre os dois gomos morenos completamente empinados. Andreia tem um sobressalto e sinto no pau a pressão da sua boca. De toda retesada na penetração inicial, Andreia vai relaxando aos poucos, primeiro as mãos, depois os braços, a nuca, a coluna e, por último, as pernas, que ela finalmente consegue flexionar e abrir um pouco mais. Sua boca volta a salivar e ela trata meu pau com a concentração devida, gemendo a cada arremetida do Thomas, que sorri francamente para mim, completamente desinibido e aparentemente livre de qualquer suposição a meu respeito.

Quanto a mim, estendo o prazer indescritível da felação quase profissional da Andreia à fruição estética do corpo masculino à minha frente. Thomas me lembra certas estátuas gregas: mãos fortes e proporcionais, antebraços e bíceps suavemente musculosos, ombros largos e totalmente desenvolvidos, peito e barriga planos e desenhados, sem falar do rosto de traços perfeitos. Naquele momento, desejei ter uma visão cubista para poder contemplar ao mesmo tempo a bunda escandalosamente excitante. Nessa posição, ele fode com calma, num vaivém ritmado e constante, sem dar sinal de orgasmo próximo.

Nós três nos fundimos num só corpo. Andreia aproveita a sucessão regular dos choques de pélvis do Thomas em sua bunda para oscilar para frente e para trás, embainhando e desembainhando meu pau com a boca, os lábios projetados e destendidos. Essa sincronia nos faz gemer juntos, um gemido tranquilo, quase em uníssono. Nos sentimos satisfeitos com nossos belos corpos nus sendo estimulados em cadeia. Thomas faz cara de que poderia passar horas nesse vaivém de máquina bem azeitada. Do alto, vejo que seu pau sai brilhante, sinal de que Andreia e ele continuam muito excitados, secretando abundante muco lubrificante.

À certa altura, porém, Andreia pede para dar uma paradinha e nós fazemos uma pausa para outra rodada de cervejas. Thomas pega uma caixa de chips e ficamos os três nus, encostados nos móveis da cozinha, conversando com toda a naturalidade. Contemplo o lindo corpo da Andreia, voluptuoso sem ser grosseiro, com seu pequeno triângulo de pelos castanhos apontando para a fenda que começo a conhecer tão bem. E não posso deixar de arriscar umas olhadas furtivas ao pau do Thomas que, mesmo amolecido, conserva aquele volume característico do estado de excitação, grosso e arqueado por sobre o saco. Noto que eles também me observam discretamente. Andreia chega a fazer um comentário sobre os meus braços e ombros, que ela acha bonitos. Em troca, comento seus seios, digo que adoro seios bicudos e que os dela tem o tamanho ideal. Ela sorri e diz que os seios são justamente o que ela menos gosta em seu corpo, que ela os queria arredondados e com os mamilos um pouco acima do arco inferior. Thomas brinca, indo passar a mão neles, cantando Like a Virgin. Meu pau reage ao vê-lo novamente de costas. Estou mais do que nunca convencido de que eu gostaria de ter algum contato sexual com o Thomas, mas esse desejo parece tão distante da realidade que resolvo bani-lo da cabeça. Por sorte, estou errado, mas à essa altura ainda não sei disso.

A brincadeira entre Thomas e Andreia reacende a chama, eu me aproximo fingindo que vou agarrá-la e ela corre para a sala. Quando ela faz que vai sentar-se no sofá, Thomas se antecipa e a força a sentar-se em seu colo.  Seu pau está novamente duro e vibrante. Andreia se debate um pouco, mas logo consente em se deixar penetrar assim. Eu me aproximo e me agacho para assistir ao espetáculo. Ela está de pernas escancaradas sobre as pernas abertas do Thomas, a cavalo sobre seu pau, que eu posso ver, duro e grosso, roçando a buceta úmida. É Andreia que direciona a glande para dentro com as pontas dos dedos, soltando um gemido longo quando o alargamento atinge o grau máximo. Vejo o pau deslizar até o talo e observo a mudança da pele, de esticada a rugosa no início do saco. Andreia geme, muito excitada com esse pau grande, começando logo a trotar sobre as pernas do Thomas, massageando nervosamente o clitóris com uma mão e, com a outra, os seios totalmente entumescidos. Meu estado de excitação é tal que eu gozaria só de me tocar. Resolvo portanto me concentrar na cena à minha frente.

Quando Andreia para de se masturbar, vejo-me diante do trinômio erótico: saco, contorno da buceta, clitóris. "Eureka!" Tenho um pretexto para tirar uma casquinha do corpo do meu parceiro de transa. Tentando evitar o contato com as coxas do Thomas, aproximo a cabeça da zona de penetração e, cautelosamente, passo a ponta da língua pelo clitóris da Andreia. Ela reage imediatamente acariciando-me a cabeça e gemendo: "Is-so... As-sim... Adoro..." Endurecendo a ponta da língua, me aplico a pincelar a cabecinha saliente. Os gemidos da Andreia se intensificam, imagino que Thomas já esteja ciente do que está acontecendo, mas não consigo vê-lo. Sinto meus lábios pinicarem contra os pelinhos da Andreia, que não para de gemer e de quase arrancar o cabelo. Thomas faz um vaivém curto que extrai apenas uns dois centímetros do seu pau da buceta alargada.

Tomando coragem, inicio a segunda etapa do meu projeto. Esticando um pouco mais a língua, toco o talo do pau que desliza suavemente entre os lábios encharcados. Thomas não percebe nada, imagino que não sinta o contato da minha língua que deve se diluir nas sensações mais intensas da penetração. Andreia, amolecida pelo tesão sobre o corpo dele também não dá mostras de perceber nada, embora possa me ver lambendo-a. Meu pau está aos pulos, preciso empunhá-lo, mas me controlo para não por tudo a perder. Sinto na língua o contorno e a dureza do talo do pau do Thomas. É pouco, mas já é uma porção desse corpo que estou desejando há horas. Minha boca saliva intensamente. Alterno entre a verga dura e o clitóris logo acima. Andreia geme a cada vez. Sinto o cheiro intenso dos dois sexos e os sabores que se misturam na minha boca. Isso me embriaga, me faz perder o medo. Vou enfrentar a última etapa do meu projeto.

Aguardo um momento em que os gemidos da Andreia e do Thomas se intensificam. Torço para aque ele não tenha vontade de gozar, porque ele sairia dela e seria o fim da penetração nessa posição. Não, estão firmes, num vaivém constante e harmonioso, como antes, na cozinha. Tento me sincronizar com o movimento e, assim que vejo o saco colar na buceta, grudo minha língua nele e não solto mais. Meu coração está aos pulos. E se ele percebe? Sinto-me levado pelo vaivém, uma, duas, três, quatro... Inúmeras vezes. Não, ele não percebeu. O alívio é enorme, começo a poder sentir a textura e o sabor do sexo do Thomas. Ele não se manifesta. Não me arrisco a mover a língua, deixo-a grudada em seu saco, estática. Nunca salivei tanto, o prazer é inusitado, indiscritível, o prazer do beijo roubado. Mas, de repente...

De repente, um puxão quase me arranca um tufo de cabelo. Engulo um "Ai!" e olho para cima. Andreia, de olhos arregalados, cravados nos meus, tenta me fazer entender que estou arriscando a pele. Mas estou tão excitado, tão desvairado pelo desejo que pego a sua mão e coloco diretamente no saco do Thomas, fazendo um gesto para que ela comece a massageá-lo. Ela reluta, mas consente em me ajudar e começa a massagear com força, arrancando-lhe gemidos de prazer misturado a um fundo de dor. Assim que ela tira a mão e volta a cavalgar forte, eu entro com a língua, sentindo suas rugosidades de noz e o contorno arredondado. Chego a conseguir abocanhá-lo sem parecer despertar a menor suspeita em Thomas. A sensação da pele firme e rugosa conta a minha língua é indescritível. Olho para Andreia, agradecido; agora somos cúmplices. Aplicamos nosso truque de alternar mão e língua até que Thomas anuncia que vai gozar. Me afasto, ele ergue Andreia pelas coxas sentando-a em sua barriga e seu pau é expelido da buceta. Mais que depressa, ela o empunha e masturba energicamente para que o longo corpo maciço comece a ejacular. Os jatos chegam a atingir-lhe os seios, mas principalmente a barriga, terminando por molhar triângulo de pelinhos castanhos.

Ao final, para surpresa minha, Thomas puxa as coxas da Andreia praticamente colando seus joelhos aos seios e me manda penetrá-la, assim, com ela em seu colo. Só preciso encontrar a melhor posição para me encaixar nela. Começo lambendo a buceta completamente exposta, recém desertada pelo pau que jaz amolecido abaixo dela. Toda a área está entumescida e encharcada. A excitação ambiente é prodigiosa, Andreia goza baixinho, dando gemidinhos, acariciando febrilmente as minhas orelhas. Eu a deixo gozando e procuro uma posição para penetrá-la. Faço Thomas fechar as pernas e me ajoelho no sofá, por fora delas. É quase sentado nas coxas dele que eu penetro Andreia, espremida entre nós. Inicio um vaivém, mas a excitação é tanta que não demoro a sentir o prenúncio do orgasmo. Olhando nos olhos da Andreia, retiro meu pau e me masturbo diretamente sobre o seu corpo, juntando meu esperma ao de Thomas, na barriga, nos seios e até uns respingos no rosto. Ela ri enquanto passa um dedo na barriga e põe na boca e pergunta com ar sapeca: "De quem será este?" Thomas, sempre brincalhão, a empurra para o lado, monta nela e a enche de cócegas. Eu me junto aos dois e a brincadeira termina assim, às gargalhadas, como se nós três sempre tivéssemos feito isso e fôssemos os melhores amigos do mundo.

Naquele dia, acabei não esperando por Mirinha. Cansado, fui para casa me sentindo um pouco culpado, mas logo varri da mente essa idéia, convencido de que a própria Mirinha teria aderido ao trio se estivesse por lá. No dia seguinte, fomos todos à praia juntos, Mirinha, Thomas, Pohl e eu. Pude também certificar-me de que minha cumplicidade com Andreia era sólida, porque Thomas não deu a menor mostra de suspeitar das nossas artimanhas para que eu tirasse uma "casquinha" dele. E pude igualmente ter certeza de que Thomas era um bom cúmplice porque nada, daquele dia em que Mirinha não estava, jamais veio à tona enquanto estivemos juntos.


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(*) Cf. Episódio I da série.

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