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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Trechos de Um Percurso (série - episódio I)


1. Meu Vizinho Henrique

Hoje, vou recuar bem no tempo, para contar minhas "aprontações" com um menino que morava no apartamento em frente ao meu, no prédio onde minha família morou durante um breve período quando eu tinha por volta de dezoito anos. Henrique era o surfistinha carioca típico, bonitinho de rosto, cabelo cor de palha de tanto passar a mão cheia de resina de prancha e corpinho magro mas todo musculoso. Nós vivíamos juntos, rolando e beijando, mas não passava disso porque embora já estivéssemos perfeitamente prontos para tudo e já fôssemos maiores na idade, éramos uns crianções. Sempre que eu ficava sozinha em casa, ele tocava a campainha segundos depois que eu fechava a porta para o último que saía, prova de que ele espreitava pelo olho mágico da porta da sala dele. Logo descobri isso e ficava grudada no olho mágico da minha casa para ver a porta da frente se abrir e o Henrique vir direto tocar a campainha. Mal ele encostava no botão, eu escancarava a porta e me jogava em cima dele. Entrávamos e íamos diretamente para o meu quarto. Ficávamos deitados abraçados durante horas (nosso recorde foi de 6h!), beijando, acariciando, apalpando, enfim, fazendo tudo que um casal pode fazer sem tirar a roupa. Até que um dia... Bem, você já vai saber. O que vou contar aconteceu num dos últimos encontros tórridos que tivemos, pouco tempo antes de a minha família se mudar daquele prédio.

Luíza S. V.
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Do que é gostoso a gente não esquece. Ainda sou capaz de me lembrar da cor da roupa que ele estava usando! Como sempre, fomos direto para o meu quarto e nos jogamos na cama para ficar beijando de língua. Eu estava de short e camiseta, como de costume. Henrique ficou de lado e eu deitada de barriga para cima; assim ele podia acariciar os meus seios (por fora da roupa) enquanto nos beijávamos. Eu sempre sentia a ereção dele contra a minha coxa, mas naquele dia ele me pareceu mais irrequieto. Ele deve ter notado que reagi de maneira diferente da habitual e passou a perna por cima da minha. Ocorre que durante o agarra-agarra, a coxa dele acabou ficando entre as minhas pernas. Me lembro de ter estranhado um pouco mas logo percebi que aquilo estava me excitando. É claro que o Henrique acabou percebendo que havia algo diferente acontecendo. E percebeu tão bem que começou a esfregar a coxa de propósito entre as minhas pernas. Eu já me masturbava fazia tempo, sabia onde levava esse tipo de carícia, então relaxei as pernas e o deixei continuar esfregando a coxa bem entre as minhas pernas. De repente, senti os dedos dele por baixo da minha camiseta. Geralmente eu bloqueava com a mão e não permitia, mas daquela vez havia algo mais acontecendo, então deixei. Ele respirava forte entre um beijo e outro, estava de olhos fechados (talvez evitando me olhar) e entrou por baixo da camiseta até envolver meu peito todinho com a mão e logo procurando o mamilo. Minhas pernas não paravam mais, de tanta aflição! Acabei me enroscando toda nele, ficando de lado contra ele, enquanto ele apertava meu seio e tentava levantar minha camiseta. Tive que dizer que ele podia continua e ele acabou me deixando nua da cintura para cima, arrancando nervosamente minha camiseta pela cabeça. Logo depois, ele tirou a camiseta dele. Mesmo sem ninguém em casa, fiquei apreensiva, mas resolvi me vencer e aproveitar essa possibilidade de recuar um pouco mais os nossos limites.

A sensação do peito do Henrique contra o meu estava deliciosa e eu imaginava qual seria a próxima etapa. Henrique abocanhou meu seio com tanta avidez que quase desmaiei quando senti a umidade quente da saliva e o esfregar da língua no mamilo. Toda trêmula, pus-me a acariciar os cabelos amarelos e o rosto moreno do meu namoradinho das horas vagas. Me lembro que comecei a me sentir tão molhada, tão molhada, que cheguei a dar um jeito de passar uma mão por dentro de uma das bocas do short para desgrudar a calcinha do corpo. Isso deve ter chamado a atenção do Henrique porque, logo depois, sem parar de chupar meus peitos, ora um ora outro, ele começou a me acariciar toda com a mão. Cruzei as pernas para evitar que ele avançasse demais o sinal, mas ele deu a volta e, mergulhando por dentro do meu shortinho, me agarrou a bunda por fora da calcinha e me puxou com força. Não tive a menor chance. Se bem me conheço devo ter dito alguma coisa como "Ai, garoto!", mas ele começou a me massagear atrás. Os bicos dos meus peitos estavam tão duros e doloridos que quando ele esbarrava neles eu quase soltava um grito. Me senti um pouco nas mãos de um selvagem, forte e meio desajeitado. Até que eu não deixava de ter razão, garoto é assim mesmo. Ele estava tão excitado que queria me agarrar, passar a mão pelo meu corpo todo, chegar lá onde eu nunca o tinha deixado chegar, só que não sabia como, porque tinha tanta prática quanto eu: nenhuma.

Eu não parava de sentir aquela coisa dura pulsando contra a minha coxa. Aquilo estava me deixando maluca e eu era muito consciente da curiosidade que eu ainda não tinha conseguido matar. Então resolvi (doida!) perguntar se ele não queria fazer uma coisa. Ele perguntou o quê, me olhando bem dentro dos olhos. Eu estava tão encabulada que o meu rosto ferveu. Ele notou e disse, rindo, que eu estava vermelha. Então tomei coragem e pedi. Ele arregalou os olhos e deu um riso meio nervoso. Mas eu insisti e disse que queria de qualquer jeito, que era tudo o que eu mais queria. Ele então se deitou de costas ao meu lado e, sem dizer nada, foi tirando a bermuda para ficar só de cueca, como eu tinha pedido. "Assim?", ele perguntou. Fiz que sim com a cabeça e pulei para cima dele. Ficamos assim um tempão, nos beijando, eu sentindo o pau duro pulsando contra o meu short, bem entre as minhas pernas.

Engraçado, eu não estava com a mínima vontade de ir além, naquele dia. Fiz o que estava com vontade de fazer, só isso. Quando a gente é adolescente, tem disso mesmo. Eu queria ver o Henrique nu, queria me esfregar nele e que ele se esfregasse em mim, queria que a gente se beijasse muito de língua e queria ficar ouvindo música no último furo como a gente estava fazendo. E mais nada. Quando eu saí de cima dele, vi a marca do pinto atravessando a cueca azul claro. Tinha um molhado grande nela e não entendi bem por quê, então fiz cara de espanto. O Henrique ficou todo encabulado, sem saber onde enfiar a cara, porque eu disse que não sabia que saía xixi nessas horas (boba!). Agora era eu que estava de lado, roçando minha coxa na dele. Depois que ele tirou a bermuda ficou como um garotinho desprotegido, parecia estar com medo de ser atacado, inseguro como se eu fosse fazer algum pedido absurdo. É claro que ele adivinhava que eu iria querer ver e eu achava que isso era o que mais ele queria. Mas alguns garotos ficam estranhos nesses momentos, como pude confirmar várias vezes, depois daquele dia. Me lembro até do tom da minha voz, quando perguntei "Vai me mostrar ou não?" Henrique gelou, olhou para mim com a cara de perdido mais bonitinha do mundo e, colando o queixo no peito, levou as mãos à cueca e começou a descê-la virilha abaixo. Meu coração disparou, eu tamborilava impaciente na coxa direita do coitado do menino. Era a minha vez. Eu estava ansiosa mas perfeitamente segura de que aquela era a coisa que eu mais queria no momento. Meu olhar estava fixado nas mãos e na cueca do Henrique quando o elástico baixou todo e aquele troço comprido e grosso pulou para fora, a um palmo dos meus olhos. Me lembro que minha mão foi parar na boca, para abafar um grito ou um risinho nervoso. A cabeça foi o que me deu mais aflição, porque era arroxeada e me veio a idéia de que o pau estava sendo estrangulado pela pele. Ele todo até que não era feio, bem branquinho como o resto do Henrique. Me lembro de ter achado bem feito, retinho, terminando naquela cabeça grande e arredondada.

Logo comecei a pensar, a tentar imaginar como é que aquilo tudo entrava na gente, se entrava tudinho mesmo ou só aquela cabeça de forma estranha. Mesmo sendo super curiosa, até aquele dia eu ainda não tinha tido jeito de perguntar grande coisa aos garotos, mesmo que eu já tivesse tocado em alguns namorados. O do Henrique era o maior que eu já tinha visto. Fiquei olhando um tempão, enquanto ele o segurava pela base. Logo abaixo da mão dele vinha o saco, com pelinhos louros, longos e retorcidos. Não gostei dele, todo enrugado e mais escuro que o resto. Mas no resto, é óbvio que eu quis pegar! Eu me lembro que me ajeitei na cama e pedi. Ele me deu. Fiquei com aquilo pulsando na mão. Achei a sensação estranha mas, ao mesmo tempo, muito legal. Logo notei que era superduro e grande, mas flexível, além de quente. Fiquei maravilhada com o liquido transparente saindo pelo buraquinho do xixi. O Henrique encostou o dedo e depois tirou para me mostrar que era como uma babinha. Me deu um pouco de nojo, claro, mas nada de mais. Com aquilo na mão eu não podia deixar de perguntar, é claro, como é que os meninos faziam aquela coisa que tinha um nome horrível: bater ou tocar punheta. Isso deixou o Henrique todo empolgadinho. Ele foi logo explicando que tinha que segurar forte e sacudir para cima e para baixo. Fiz algumas vezes, só para ver qual era, mas logo parei, com medo que ele sujasse a minha cama. Depois chovi perguntas para tentar descobrir como é a sensação do orgasmo masculino. Foi inútil, é claro; não faço a mínima idéia até hoje.

Para mim, esses últimos minutos foram técnicos, o astral deixou de ser tão erótico e passou a ser mais "científico". Mas não para o Henrique. Logo percebi que ter uma menina segurando seu pau era para ele uma coisa puramente erótica. Eu via a cintura dele subir e descer, o rosto vermelho e um risinho amarelo para disfarçar o tesão. Isso me fez esquecer um pouco a curiosidade científica e voltar à atmosfera anterior. Dei um beijo nele, enfiando bem a língua no fundo e deixando nossas salivas escorrerem fundo nas bocas. Senti na mão a reação imediata. Agora eu sei que ele estava se masturbando na minha mão mas, quando aquela coisa quente e dura começou a pulsar e esguichar, eu não sabia o que fazer. Só tive o reflexo de mantê-lo apontado para o próprio corpo do Henrique, evitando molhar a colcha. Ele literalmente quicava na cama, me fazendo levar a pele todinha para trás e tendo uma mistura de prazer e aflição.

Mas, como eu disse, eu não queria ir muito longe. Aos pouquinhos, com muito jeito, fui fazendo o Henrique se vestir e voltamos aos beijos e carinhos inocentes. Quando olho para a linha do tempo, me dou conta de que o dia da minha primeira transa não estava tão longe assim*. Foi por mero acaso que o Henrique não foi meu primeiro homem de verdade.

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(*) V. episódio III.


Um comentário:

  1. Divertido e bem contado. É verdade que "sai" diferente quando contado pela mulher.
    Conte mais, conte mais!

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