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Caro Visitante,

Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Trechos de Um Percurso (série, episódio II)


Esta é mais uma das memórias da minha amiga Luíza S. V., gentilmente cedida por ela para que eu enriqueça o Erotexto com narrativas redigidas sob uma ótica feminina. Ele pode ser lido como segundo episódio da série que montei com o material que ela me enviou.
M.F.
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2. Iniciante, mas Determinada!

Sempre fui muito desperta para as coisas eróticas. Me lembro que desde novinha (novinha mesmo, já com sete ou oito anos) eu era namoradeira e beijava os garotos na boca, de língua e tudo. Às vezes eles nem queriam, mas eu agarrava e beijava, era muito voluntariosa no que dizia respeito ao amor. Com uns dez ou onze anos eu já era doida para saber como é que ficava o corpo dos meninos quando eles tinham uns dezessete, dezoito. Meu irmão tinha um ano mais que eu, era um crianção, não tinha a menor graça, eu queria ver garotos mais velhos. Aos onze anos, namorei um menino da escola e faltou pouco para a gente ir parar na cama; a gente não parava de se agarrar e a temperatura do rosto ia a cem graus. Mas ainda não era a minha hora, faltava uma eternidade!

Tive um namorado atrás do outro dos doze aos dezessete, quando me apaixonei loucamente pelo Steve, um menino inglês de uma beleza indescritível que fazia intercâmbio no Brasil, estudou no meu colégio durante um ano e me deixou doente quando voltou para a Inglaterra; mas essa é outra história. Não satisfeita com simples namoros, que acabam caindo na rotina, sempre fiquei com vários garotos em tudo que era festa, férias na praia, às vezes até saidinhas de uma tarde com a turma, cinema, lanche, praia, tudo que durasse mais de duas horas. Eu não achava que isso fosse traição, e sim liberdade. Desde cedo eu achava que a vida é para se aproveitar, que a gente não deve se ligar a uma pessoa só quando é jovem, bonita, quando todo mundo elogia seu corpo e diz coisas legais sobre nossa inteligência.

Apesar de volúvel, sempre escolhi meus namorados a dedo. Eram os carinhas mais atirados da turma e geralmente inteligentes e criativos. Sempre praticavam algum esporte ou eram feras em alguma coisa bem interessante: alguma arte, informática, fotografia, etc. Quando comecei a namorar, eu já era toda interessada em sexo e, mesmo se não rolava nada de mais, eu já percebia que o piru dos meninos endurecia até com um beijo e que eles gostavam de se encostar em mim quando isso acontecia. Eu ficava com o rosto em chamas, todo vermelho e beijava, beijava, beijava, sem saber exatamente ainda o que estava acontecendo comigo, sem saber que aquilo já era o sexo despontando, mas que os tabus e as pressões dos adultos em casa me impediam de pôr em prática. Acho que desde cedo, eu já tinha sentido a mão dos garotos em tudo que era lugar do corpo, menos dentro dos buraquinhos!

Quando a gente é muito nova, vive grudada com amigos, mas assim que eu e meu namorado conseguíamos encontrar um lugar tranquilo e vazio, começava a agarração. Eu já era abusada por natureza, queria tudo, mas fazia que não deixava. Eu adorava sentir a mão dele tentando invadir minha blusa para apalpar meus peitinhos. Durante um tempo eu só deixava por fora, mas logo aprendi a deixar abrir dois botões ou passar a mão por baixo da camiseta. Os meninos ficavam doidos quando conseguiam tocar. Eu fazia coisas que as minhas amigas nem sonhavam (mas não posso contar aqui, claro)! E como eu sempre estava com um ou mais de um, acho que umas seis vezes por semana eu tinha algum contato – por que não dizer – erótico.

Meu corpo me acompanhava e correspondia bem ao que eu queria que ele fosse. Moreninha carioca, agitadíssima, queimadinha de praia no verão, cabelos castanhos, olhos grandes e cheios de vida, sobrancelhas retas, cheias e bem bem feitas (sempre odiei aqueles riscos fininhos e arqueados) e lábios bem desenhados, um pouquinho mais espessos em baixo do que em cima, eu tinha um rosto bonitinho e inteligente. Meu corpo não era grande, meus seios não cresceram muito, mas são bonitos até hoje e deixavam os meninos loucos porque cabiam certinho na mão em concha e os biquinhos ficavam bem salientes e muito duros quando eu estava excitada, coisa muito comum na minha vida de menina. Como nunca fui gorda, não tinha estrias, nem celulite, meu bumbum não era grande e era muito gostosinho. Por último, sempre adorei meus braços e mãos. Me olhando no espelho, me acho proporcional até hoje e na adolescência eu era bem certinha, me cuidava muito, era atenta a todos os detalhes: cabelo, pelos, depilação, unhas, peles, cascas, calos, espinhas, cravos, tudo. Sempre fui muito consciente de que mulher é uma coisinha muito atraente e não só para os homens (um dia eu explico porque disse isso).

Bom, mas vamos em frente. Já deu para reparar que não quero fazer uma história pornográfica e sim erótica da minha vida sexual. E também quero fazer tudo misturado porque detesto ordem. Quando eu completei... anos, eu namorava um menino super certinho há uns seis meses. Eu gostava dele porque além de super educado ele tocava piano e com menos de dezoito anos já ganhava um monte de concursos. Eu viajava com a família dele quando ele dava recitais, ficávamos em hotéis, era sensacional. O que estragou tudo foi que ele tinha muito menos tempo para mim do que para o piano e eu não estava disposta a começar minha vida afetiva assim. Acabei ficando com um monte de meninos durante esse namoro. Um deles, Guilherme, eu conheci no aniversário de uma amiga.

Isso aconteceu em noventa e sete e me lembro como se fosse ontem à noite. Nossos olhares se cruzaram rapidamente dançando e achei o Guilherme lindo. Torci para que ele me olhasse de novo, doida para ficar com ele. Quando ele olhou, dispensei o menino com quem eu dançava e dei uma parada para beber e comer. Guilherme se aproximou e minutos depois, estávamos dançando. Conversinha inicial, sorrisos e começaram os beijos, eu toda quente, ele também, os dois de cara vermelha.

Ufa! Como é estranho relembrar essas coisas em detalhes! Bom, lá vai. A casa dessa minha amiga tinha balcões grandes na sala e nos quartos. Como tinha gente demais, o Guilherme e eu fomos para o balcão da sala, que tinha só mais umas duas pessoas, que acabaram saíndo minutos depois. Ficamos lá ouvindo a música, dançando, conversando e, claro, beijando. De repente o Guilheme cochicha no meu ouvido: “Está muito duro” e me aperta com força, acho que para me fazer sentir. Eu, que já estava cansada de saber que ele estava daquele jeito, entendi logo a mensagem: ele queria que eu tocasse, pegasse, algo no gênero mas nada muito além disso. Eu estava com uma saia ocre bem curtinha e uma blusa branca que eu adorava; ele estava com uma calça de linho com bolso faca, bem solta, e uma camisa super bonita, com umas listas bem discretas e fiozinhos dourados. Ele me agarrava pela cintura e se esfregava em mim, nervoso, então coloquei discretamente a mão entre nós dois e senti com as costas da mão que estava realmente bem duro. Como ele estava razoavelmente comportado, tendo apenas uma ereção perfeitamente natural, resovi dar mais um passo; virei a mão e segurei o pau dele com força, sempre por fora da calça fina de linho, enqanto a gente se beijava de língua sem parar. Ele ficou radiante com a minha iniciativa, sorriu para mim e disse que eu era "demais".

Guilherme tinha um metro e oitenta, quase. Para a idade, ele era muito alto. Fui ficando cada vez mais curiosa, ele cada vez mais excitado, e acabamos pulando do balcão para o jardim e indo para outro balcão, desta vez de um dos quartos. A porta-janela estava fechada, mas havia uma cadeira. Logo recomeçamos a nos beijar, eu sentada no colo do Guilherme, que ia ficando cada vez mais excitado. Ele passava a mão por dentro da minha saia, acariciando as minhas coxas e indo até a calcinha. Eu abria um pouco a perna para ele tocar na calcinha com a ponta dos dedos e ele ia até o fundo dando umas cotucadinhas, às vezes tentando puxar a calcinha para o lado. Guilherme foi ficando com tanto tesão que me pediu para sentar bem de costas para ele e, abrindo bem as pernas, começou a puxar minha saia para trás, sempre acariciando minhas coxas. Eu comecei a mexer, ele também, foi ficando uma loucura. Eu ainda não tinha transado; não tinha encontrado ninguém que me fizesse sentir segura o bastante. Mas Guilherme parecia todo decidido, seguro de si, maduro. Eu me sentia uma mulher pronta, com ele. Ele acabou puxando tanto a minha saia que a mão dele podia chegar facilmente à calcinha. Quando ele descobriu isso, começou a me acariciar com força e eu fui molhando, molhando, molhando... foi um dilúvio! Eu já estava sentada no colo dele que estava duro como pedra. Com ele me acariciando daquele jeito, era impossível não ir mais longe. Se alguém nos visse não ia deixar de perceber que estávamos no maior amasso, nos mexendo juntos, beijando, mão para cá, mão para lá...

Para beijar melhor, me sentei de frente no colo do Guilherme, de pernas abertas. Arregacei a saia ao máximo e sentei bem em cima "dele". Guilherme foi logo abrindo minha blusa e passando a mão nos meus seios, baixando o sutiã e encontrando os biquinhos super duros; ainda me lembro do quanto estavam doloridos! Com um braço ele me agarrava com força pela cintura; com a outra mão, ele massageava meus peitinhos e com a boca ele me beijava e me enchia a boca com a língua. Eu chupava a língua dele e, depois de misturar a saliva dele com a minha, engolia fazendo barulho para ele notar. A gente descolava a boca e ria um para o outro. Ele tinha os dentes lindos! Depois a gente voltava a se beijar e ele botava a língua inteirinha na minha boca, ficava botando e tirando, eu o imitava, desejando estar nua com ele numa cama.

O fogo foi aumentando e eu, que estava de costas para a o balcão da sala, tive uma das minhas idéias. Claro que as pessoas vinham ao outro balcão, mas todos preferiam dançar e se divertir do que olhar para um casal se agarrando, então tomei coragem e fui em frente. Sempre sentada no colo do Guilherme, abri o cinto dele, os botões todos e abri a calça de linho. Dando um sorrisinho maroto, ele me perguntou, já adivinhando, é claro: "Que é que você vai fazer?" Olhei para ele rindo e, de uma vez só, baixei o elástico da cuequinha branca. O pau dele pulou durinho para fora, apontando para cima. Eu nunca tinha visto sem a pele cobrindo a cabeça; aquilo para mim era inédito e fiquei olhando, fascinada como se a serpente tivesse encantado a encantadora. Como devia estar demorando, o Guilherme perguntou se eu ia pegar: "Claro! Você acha que eu ia ter esse trabalho todo para nada?", respondi, esperta como sempre. Ele riu, enfiou a língua na minha orelha, me acariciou as coxas e me afastou um pouco para fazer espaço. Foi então que eu peguei. Como era duro e grosso!

Assim que eu segurei o pau do Guilherme com mais força, ele começou a mexer a cintura e a respirar forte. Eu estava adorando ter aquilo na mão. Ele tinha levantado minha saia toda e estava tentando entrar pela minha calcinha por trás, com as duas maõs. Eu estava encharcada, doida para dar, na verdade, mas sem saber exatamente o que era "dar". Eu já tinha feito algumas coisas com a mão, meus namorados me tocavam, um deles já tinha passado a mão por dentro da minha calcinha, outro já tinha encostado em mim, nós dois pelados da cintura para baixo, mas eu ainda não tinha deixado ninguém me penetrar. Guilherme estava agitado, quase rasgando minha calcinha. Acabei me pendurando no pescoço dele e dizendo que ele podia baixar um pouco minha calcinha. Ele passou a mão pelo rego do bumbum e chegou até "ela", passando os dedos pela parte carnudinha mas sem entrar. Ele comentou que estava tudo molhado (como se ignorasse que eu sabia perfeitamente disso!) e em troca recebeu o beijo mais lascivo que eu já havia dado num menino até então. Mas era óbvio que ali seria impossível ultrapassar esse limite, por maior que fosse o tesão dos dois! Guilherme beijou e chupou meus seios me fazendo quase gritar. A mão dele ia e vinha na minha grutinha, sempre por fora, mas tocava de leve na região do clitóris e isso estava me levando à loucura.

Tínhamos que parar com aquilo, mas eu queria fazer alguma coisa para o Guilherme... e por mim. Sempre beijando e mexendo, comecei a pensar, pensar, até que me veio a idéia. Pedi a ele para ficar de costas para o outro balcão e me sentei na cadeira de frente para ele. Esperamos um pouco até que o outro balcão ficou vazio e tornei a abrir a calça dele. O pau estava escorrendo de tão molhado e me deu um certo nojo. Passei a mão na cabeça várias vezes fazendo Guilherme se controcer. Ele ainda não sabia exatamente o que eu ia fazer e tomou um susto quando abocanhei a cabeça todinha de uma vez. Ele logo começou a me fazer um carinho nervoso na cabeça. Hoje eu sei que devia estar sendo uma tortura para ele, evitar o orgasmo numa situação tão excitante. Além disso, era a primeira vez que eu chupava e é bem provável que eu apertasse demais ou esbarrasse os dentes na cabeça; às vezes, ele punha a mão no meu rosto ou tinha sobressaltos. Agora sei como eu era inexperiente, mas ele era também, como ele confessou depois. Eu lambia bem, de cima a baixo, depois voltava até a pontinha e botava toda na boca, tentando empurrar até o fundo, como as minhas amigas mais velhas me diziam que era para fazer, mas não conseguia porque me dava ânsia.

Guilherme foi ficando mais agitado, levando a mão mais vezes até o pau e às vezes pegando na minha mão para eu soltar um pouco. Agora eu sei que isso era o sinal de que ele estava com medo de gozar no meu rosto, mas na época eu não sabia. Só me lembro de ter sentido a mão dele agarrar minha cabeça e empurrá-la para o lado. Assim que o pau dele saltou da minha boca, Guilherme o pegou com força, apontou nervosamente para frente e os esguichos começaram. Eu estava assistindo pela primeira vez a um orgasmo masculino. Fiquei olhando para o rosto do Guilherme, ele com os olhos fixos na mão, vendo aquilo sair e se masturbando com toda a força. Quando tudo acabou, ele se limpou com o lenço que tinha no bolso, ficamos mais uns minutos no balcão e voltamos para a festa.

Depois daquele dia, custamos a nos reencontrar, até que um dia nos vimos na praia e ficamos um tempão conversando. Não sei por que não namorei o Guilherme; sempre fiquei intrigada com isso. Nós nos entendíamos tão bem, ele me transmitia tanta segurança, tanta calma... Mas é assim mesmo, a gente nunca sabe com quem vai acabar ficando e mesmo namorando. Continuei com o namorado pianista mas não durou muito, como eu previa.


Logo depois da iniciação com o Guilherme, fiquei com outros meninos e acabei conhecendo um, um pouco mais velho, que me ensinou tudo sobre sexo. Não sei se vou conseguir escrever em sequência os episódios da minha iniciação sexual, mas vou tentar. Quero continuar a contá-los porque acho que há coisas na nossa vida que merecem ser lembradas em detalhes, e é tão fácil esquecer dos detalhes! Espero que vocês tenham gostado dessa aventura tão imatura e tão íntima. Beijos! Luíza.

Um comentário:

  1. Que idéia sensacional, a de juntar uma gramática para o leitor não brasileiro! Você é sem dúvida o único "blogueiro" que faz isso. Estou gostando dos contos com "NarradorA", como você diz. Continue admitindo convidadAs; o ponto de vista feminino traz sempre algo de diferente e gostoso ao erotismo. Parabéns.
    J. Serra

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