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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Dia de Sol no Clube

Tive um vizinho de condomínio cuja educação inteligente (liberdade de expressão, isenção de tabus, nudez em família, etc.) propiciou o desenvolvimento de uma sexualidade cheia de curiosidade saudável que chamava a atenção de todos da numerosa turma que éramos desde a infância. Desinibido, Luizinho nunca se importou em me contar as aventuras que ele viveu fora do condomínio, e até hoje, em nossos encontros agora esporádicos, ele me narra episódios tão merecedores de integrar o gênero "relato erótico" que não hesito a pedir-lhe autorização para publicá-los em meus blogues, o que fiz com certa frequência numa certa época. O presente episódio data do início dos anos 80 e me foi contado por ele num encontro que tivemos às vésperas do ano 2000, mas alguma razão deve ter-me levado a inserir as anotações e o plano para um futuro conto em uma velha Playboy e acabou caindo no esquecimento juntamente às fotos retocadas da famosa revista. O fato é que reencontrei o manuscrito neste ano de 2014 e vejo que é mais do que tempo de divulgá-lo, pois que já se vai tornando anacrônico. Espero que ainda possa ser do agrado do leitor.

M.F.
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Ao contrário da maioria de seus colegas da escola em que ele fez todos os seus estudos, Luizinho optou por cursar o secundário numa turma da tarde para não ser forçado a deixar de ir ao clube nadar e jogar tênis ou futebol no horário mais saudável para o esporte. No calor, ele passa a manhã inteira de sunga, alternando entre a piscina e as quadras. É um belo dia de sol do ano de 1980 e, como faz todo dia, Luizinho chega ao clube precisamente na hora da abertura. Nesse dia, ao passar pela porta da secretaria, ele avista Diego, o filho do diretor de Esportes, folheando uma revista que ele logo identifica pelas poucas páginas e pelas cores das imagens: é uma revistinha sueca, material pornográfico de primeira qualidade, inacessível a um jovem beirando os dezoito e concentrado apenas na vida escolar. Curioso, ele entra, cumprimenta Diego e lhe pede para ver a revista. Diego nega. Ele insiste. Diego nega outra vez. Luizinho, obstinado, lhe jura que só quer dar uma olhada. Diego acaba cedendo, mas como, por razões óbvias, não tem nenhum interesse em ser visto emprestando uma revista pornográfica a um associado do clube em que seu pai é diretor, manda-o ir vê-la escondido, no anexo em obras, recomendando-lhe que não demore. Luizinho agradece e dispara em direção ao prédio que abrigará a futura sauna e outras salas de jogos do clube em expansão.

Subindo os degraus de 4 em 4, Luizinho chega ao terceiro andar da obra e encontra um cômodo de nove metros quadrados, com aberturas para porta e janela e contendo apenas uma cadeira velha e tábuas encostadas em uma das paredes. Ele entra, se acomoda na cadeira poeirenta e começa a folhear a revista, descobrindo que tem conteúdo homossexual extremamente erótico. A excitação não tarda. Sentindo-se em toda privacidade, ele tira a calça e fica de sunga para tocar-se à vontade enquanto aprecia cada cena. Menos de dez minutos se passam, quando ele ouve passos na escada. Mais insatisfeito que apreensivo, e sem tempo para vestir a calça, ele deixa pender a mão que estava sobre o colo, improvisa uma postura indiferente e aguarda.

Na abertura ainda sem porta surge Diego, que depara com ele olhando em sua direção. "E aí? Gostando?" pergunta ele. Visivelmente frustrado, Luizinho devolve-lhe um seco "Estava, né!" Apoiado no lugar do futuro batente, um risinho malicioso nos lábios, Diego pergunta se ele está excitado e recebe em resposta um aceno de cabeça. "Mostra", pede ele. Um pouco impaciente, mas esperançoso de que isso abrevie o encontro, Luizinho puxa o elástico da sunga. Seu sexo retifica-se prontamente, indo colar-se à barriga. É o suficiente para que Diego perceba a glande recoberta pelo prepúcio. Ele se aproxima displicentemente e pergunta se Luizinho não consegue levar a pele toda para trás. Não só incomodado com o intruso, mas agora encabulado, ele faz que não e repõe o membro na sunga. Mas Diego não se inibe e continua a comportar-se como dono da revista, o que ele de fato é. Calmamente, ele abre a calça, baixa a cueca exibe seu sexo pendente com a glande naturalmente exposta, explicando que tinha fimose e precisou ser operado com mais de dezoito anos. "Eu é que não opero!" exclama Luizinho, evocando as vezes sem conta que já lhe disseram isso desde a infância. Diego então lhe diz que não é muito normal ter esse problema quase aos dezoito anos e pergunta se pode fazer uma coisa que vai ajudá-lo a escapar da operação. Seu olhar e voz parecem sinceros. A curiosidade natural prevalece e Luizinho consente.

Diego lhe pede que troquem de lugar, senta-se na cadeira e Luizinho fica de pé, bem de frente para ele. Ele o manda aproximar-se e baixar um pouco a sunga; o outro avança. O membro de cerca de dezesseis centímetros, agora amolecido e de estética tardiamente deformada pela extremidade epidérmica pende em arco e oscila como um caniço que reage às fisgadas de um peixe invisível. Diego pede a Luizinho que feche os olhos e confie inteiramente nele. Luizinho aquiesce e espera, um pouco apreensivo.
- Não abre o olho! reitera Diego enquanto ergue seu pênis com dois dedos.
- Não vou abrir, responde o outro, sincero.

Diego pratica um curto vaivém com o prepúcio, mas isso tem por único efeito provocar a ereção, sem resultado para o que o ocupa.
- Duro é pior, diz Luizinho. Já tentei mil vezes e dói muito mais.
- Calma... e não abre o olho, hein!
- Relaxa, não vou abrir, diz o outro, realmente satisfeito com a ajuda.

De repente, um calor úmido e uma estranha pressão envolvem-lhe a extremidade do prepúcio. Algo penetra por ela e toca a glande, tentando circundá-la. Abrindo os olhos, Luizinho reage ao que vê com um recuo brusco.
- Calma! Você nem sabe o que eu vou fazer! Você quer ou não quer se livrar da operação? diz Diego, sorrindo, mas receoso de ter posto tudo a perder.
- Você está querendo é chupar o meu pau, isso sim! Eu não sabia que você gostava de homem. É por isso que a tua revista é de gay, não é? Não tenho nada contra, mas você poderia ter me falado de saída que queria alguma coisa comigo, diz Luizinho, atropeladamente.
- Mas eu não queria! Não mistura as coisas, cara. Uma coisa é a revista ser de gay, outra coisa sou eu querendo te ajudar. Estou dizendo que você vai sair daqui conseguindo chegar a pele para trás sozinho, e você pode acreditar! A não ser que isso não seja tão importante assim para você.

Luizinho, que já reerguera a sunga e preparava-se para pegar a calça e ir para a piscina se contém, reflelte por alguns momentos e acaba deixando-se convencer não só pelo argumento, mas pela aparente sinceridade e gentileza de Diego. Ele avança, torna a baixar a sunga até o meio das coxas e Diego volta ao que estava fazendo, agora diante dos olhos bem abertos do seu "paciente". Com a ponta dos dedos, ele retrai ligeiramente o prepúcio e com a boca e a língua, vai encharcando a extremidade do membro e recuando lentamente o prepúcio. A ereção é imediata e agora Luizinho sente a excitação superar o seu tão conhecido pavor da pressão da pele sobre a glande. Diego prossegue lentamente em seu trabalho e, sem muito esforço, consegue empurrar o prepúcio até fazer com que ele fique retido pela aba da glande, agora plenamente desenvolvida. Luizinho sente apenas uma curta fisgada e, por puro reflexo, faz que vai levar a mão à cabeça de Diego. Este passa a trabalhar incessantemente com a língua para manter a glande banhada no anestésico improvisado que é a saliva quente viscosa.
- Pronto! exclama ele ao terminar, deixando ao seu paciente a liberdade de ver a obra concluída.

Luizinho contempla supreso e maravilhado o seu sexo que pela primeira vez lhe parece imponente e bem desenhado, ornado de uma bela glande amplamente exposta. Ele o empunha ainda com receio da sensibilidade da glande. Diego lhe diz que é assim mesmo no início, mas que ele não deve deixá-lo sempre descoberto; só quando for se masturbar ou fazer sexo. Luzinho traz o prepúcio para frente e volta a puxá-lo para trás, lenta mas decididamente, conseguindo pela primeira vez vencer-se e recuá-lo todo para prendê-lo por trás da borda inchada da glande. Uma expressão de exultação invade seu rosto quando ele contempla o seu corpo enfim completo, pronto para uma vida sexual de adulto.

Diego pede a revista, que acabou indo parar no chão. Luizinho, agora totalmente descontraído pela enorme satisfação, sentindo-se íntimo dele depois desse gesto de amigo, pega a revista e dá-lhe as costas para terminar de folheá-la antes que ele a leve embora. A primeira fotografia mostra dois rapazes apenas de cueca sentados em um grande sofá azul. Diego levanta-se para olhar com ele. Luizinho o sente próximo demais, mas não faz comentários. Em outra página da revista, o rapaz mais bonito e de feições quase femininas empunha o pau grosso e longo do amigo enquanto se beijam lascivamente na boca. Luizinho não tem o menor preconceito, mas ri porque nunca beijou um amigo, só meninas. Diego pergunta se ele não teria a coragem de fazer o mesmo. A resposta o surpreeende: "Eu teria!"

Quando da narração do episódio, Luizinho me explicou que aquela sua resposta tão pronta não traduzia malícia ou homossexualidade consciente e assumida, mas mera reação a qualquer desafio, e beijar um outro homem era um desafio. Por uma dessas exceções felizes, e graças à familia, o sexo não tinha para ele qualquer conotação de interdito, portanto, ali, o maior desafio era o beijo e não o empunhar um membro alheio, coisa, aliás, que ele já tinha feito. O malentendido foi determinante para os momentos subsequentes.

Diego abre a calça, que pára no meio das pernas. No tecido macio da cueca branca, o pau indócil, mantido à força contra o corpo, deixa a marca de sua tensão. Ele puxa o elástico e o libera. O membro salta para frente e ele o oferece a Luizinho, que o empunha sem titubear, firmemente e com a mão bem decidida, como se fosse o seu, esperando o beijo, que não vem. Diego lhe pede para masturbá-lo um pouco, Luizinho começa e, pouco a pouco, o pau vai liberando seu muco transparente e liso. Mas a revista ainda é mais forte e ele larga Diego para voltar a ela.

A fotografia seguinte mostra os rapazes deitados de lado no sofá, o mais bonito sendo agora profundamente penetrado pelo amigo que ao mesmo tempo o masturba. A expressão de êxtase no rosto dos dois começa a despertar algo em Luizinho, que não ignora o que vê mas não se sente obrigado a definir-se como ativo ou passivo. Mas Diego vai passando discretamente para trás dele, bem rente ao seu corpo, e acaba segurando-o pela barriga e pressionando-o contra si, mostrando-se muito excitado, a respiração um pouco ofegante, enquanto vê a revista com ele. Luizinho percebe, é claro, mas, sem saber exatamente como reagir, procura aparentar indiferença, folheando a revista e mostrando-se concentrado. Entretanto, ele começa a sentir a umidade passar para a sua sunga e acaba não conseguindo deixar de protestar. Diego não se faz de rogado e sugere que ele a tire. Luizinho sorri, diz que não, mas o outro está tão excitado que não desgruda dele e, buscando o elástico, começa a baixá-la. Luizinho tenta impedi-lo, mas ele insiste, sussurrando pedidos em seu ouvido e já passando a mão por dentro dela para acariciá-lo.

Diego é persuasivo e não esconde seu deslumbramento à medida que a sunga desce e vai revelando a bunda. Ele verbaliza o quando a acha bonita e o quanto ela o excita. Assim que ele consegue baixar o suficiente a sunga para expô-la por inteiro, ele agarra Luizinho e calca-lhe contra o rego o membro encharcado e latejante, puxando-o com força a ponto de quase tirá-lo do chão. Luizinho reage tentando desvencilhar-se do rapaz que já começa a tentar penetrá-lo. Vendo-se ainda repelido, Diego, num gesto desesperado, tenta introduzir-lhe um dedo, mas Luizinho exclama um feroz "Ei!" e escapa novamente, já puxando a sunga de volta, incapaz de esconder a insatisfação diante da forma com que esse estranho novo amigo tenta conseguir seus favores. Diego fica estático, a meio metro dele, com ar desamparado, a calça aberta e o pau pulsante, completamente ereto. Ele avança e põe a mão no ombro de Luizinho, olha-o profundamente nos olhos e diz, com toda a franqueza do mundo: "Você está me deixando louco de tesão. O que é que eu tenho que fazer para te convencer a dar para mim?"

Por um ângulo que parte de baixo e deixa ver dois sacos redondos quase colados um ao outro e a parte superior de dois pares de coxas, a revista mostra os rapazes de pé, o de trás com seu grosso membro quase completamente enterrado no mais jovem. A cena lembra a Luizinho a sua aventura com João, o eletricista*. Excitado e vendo Diego praticamente humilhar-se por uma coisa tão banal, ele consente, apontando com humor para o espesso e límpido filete de líquido que escorre da glande do rapaz. Ansioso, Diego se reaproxima dele e, voltando a agarrá-lo por trás, agora livre de qualquer angústia, inquietação, ansiedade ou culpa, pode sentir a volúpia do contato consentido com a bunda tão cobiçada. Ele tateia com o dedo para posicionar seu membro na entrada do orifício enquanto Luizinho apóia-se no espaldar da velha cadeira e confia-se a ele. Diego passa então a agir com a perfeição do animal guiado pelo instinto. Aproximando os lábios de sua orelha, ele pergunta: "Está sentindo o cuzinho abrir com o meu pau?" Luizinho diz que sim, mas logo avança um pouco para fugir a uma fisgada um pouco dolorida. Diego recua, detém-se por alguns segundos e volta ao contato. Luizinho permite que ele o penetre um pouco mais, sentindo a expansão do ânus. Diego, agora gentil e querendo evitar-lhe o menor desconforto, afasta-se a cada vez para tornar a entrar somente com seu consentimento. Meia cabeça penetra sem provocar oposição; Luizinho está atento e sabe distinguir o prazer da penetração do incômodo das inevitáveis fisgadas. Quando a cabeça passa por completo, ele sente uma breve fisgada assim que o máximo de expansão é atingido, empertiga-se um pouco, mas logo em seguida, a musculatura cede, dando lugar a uma tensão menor de repouso em torno da verga rígida que começa a deslizar para o interior. Ele abre um pouco mais as pernas, afasta-se um pouco mais da cadeira, relaxa as costas curvando-as ao máximo para baixo e sente o restante do corpo rígido e grosso penetrá-lo até o final. Diego, em êxtase, segura a respiração e a solta com gemidos curtos e abafados. Luizinho não pode evitar uma nova lembrança de João, o eletricista por quem foi verdadeiramente iniciado nessas sensações indiscritíveis. Profundamente encaixado nele, Diego começa um vaivém lento e ritmado, ao qual Luizinho responde com gemidos e palavras de aprovação. De agora em diante, o prazer é compartilhado.

Ao contrário da grande maioria dos ativos, Diego manifesta verbalmente o seu deslumbramento e prazer extremo. A visão de seu sexo movendo-se entre os dois gomos brancos e perfeitamente lisos o extasia e ele diz isso a Luizinho, que não só se alegra e orgulha, mas sente seu prazer multiplicar-se. Seu sexo também está tão ereto e pulsa tão intensamente que verte um fio contínuo de muco transparente, colidindo à barriga a cada pulsação. Ele comenta isso com Diego, que vai generosamente empunhá-lo, recuando mais uma vez o prepúcio até prendê-lo atrás da glande e deixando-o em seguida o membro balançar livremente em sua forma plena. Luizinho queixa-se brevemente, mas logo volta a sorrir, entusiasmado ao ver toda exposta a glande ampla e reluzente, bonita como uma fruta. Diego intensifica o seu vaivém e, à medida que a fricção vai reduzindo a lubrificação, cospe no tronco tenso do seu próprio membro até que a saliva grossa e viscosa volte a deixá-lo liso e escorregadio. O movimento se torna puramente prazeroso e Luizinho entrega-se, oferecendo-lhe a bunda a uma penetração cada vez mais ampla e profunda.

Periodicamente, Diego o agarra pela cintura e o puxa com força, fazendo movimentos curtos de acomodação e esfregando-se nele para sentir-se no fundo desse antro quente e úmido. É num desses momentos que ele ouve Luizinho anunciar baixinho, atropeladamente: "Vou gozar!" Ele o puxa para si repondo-o de pé, agarra-o com mais força ainda e, olhando por cima do seu ombro, consegue ver seu membro livre emitindo vários jatos fortes e densos que se sucedem a cada espasmo, forçando Luizinho a gemer e rir simultaneamente, admirado com essa ejaculação espontânea.

Esse orgasmo produzido pela pura ação da penetração leva Diego ao auge da excitação. Fazendo Luizinho voltar a debruçar-se, ele o agarra para intensificar as estocadas, mas em segundos o seu orgasmo se precipita e ele começa também a ejacular. Seus movimentos se tornam espasmódicos, seu membro entra e sai violentamente do orifício agora complacente, deslizando praticamente livre e provocando em Luizinho um êxtase indescritível. Diego passa oscilar para frente e para trás, como um pêndulo, sem movimentos de cintura, sentindo suas coxas se chocarem de leve contra as de Luizinho, que após o orgasmo mal consegue manter-se sobre as próprias pernas e está numa espécie de devaneio.

Luizinho relata que, nesse momento, João e Diego, seus dois iniciadores de fato, aqueles que lhe proporcionaram mais prazer e ensinamento do que as investidas dos colegas da vizinhança e do clube ou os assedios dos primos jamais foram capazes de fazer disseram-lhe duas coisas, que ele ouviu nitidamente ressoarem na mente em uníssono, naquele instante. A primeira foi: "Você está pronto para ir em busca do prazer." Esta, ele entendeu perfeitamente, associando-a à dificuldade com o prepúcio que Diego ajudara a superar. E a segunda: "Você não tem mais sexo." Esta lhe pareceu enigmática, na época, mas ele não tardaria a interpretá-la como alusão à bissexualidade.

Voltando a si após esse rápido devaneio revelador, Luizinho se delicia com os últimos vaivéns de Diego que, embora exausto, parece não querer que aquilo termine e persevera em utilizar seus últimos instantes de ereção. Por fim, quando seu membro não tem mais rigidez suficiente para penetrar, Diego contenta-se em colar-se a ele para esfrega-lhe o sexo amolecido e inchado. Olhando por entre as pernas, Luizinho observa o esperma escorrer de seu interior e gotejar no chão. Diego separa-se dele e desaparece pela porta. Instantes depois, um barulho d'água enche o ar. Luizinho vai ao seu encontro. Nus dentro do amplo cômodo que virá a ser uma sala de jogos, os dois companheiros improvisam uma higiene para poderem voltar a se vestir. Luizinho opta por ficar de sunga pois vai à piscina, mas antes de repô-la, pavoneia-se, descontraído e feliz, exibindo o membro agora adulto e considera-o tão bonito e bem feito quanto o do próprio pai. Eles se vestem conversando, Diego enrola a revistinha sueca e a esconde no bolso, e os dois descem juntos a escada do prédio em obras. No último lance, Diego detém Luizinho pelo ombro, passando-lhe a mão por dentro sunga, passando o dedo no orifício ainda quente e receptivo. Quando Luizinho se volta, interpelativo mas sorridente, ele o beija levemente nos lábios e diz que gostaria de mostrar-lhe mais revistas. Finalmente o beijo. Luizinho sorri e some desabalado em direção à piscina.


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(*) Esse episódio é relatado em De Homem para Homem, aqui no Erotexto.

Um comentário:

  1. Conte mais sobre esse seu ex-vizinho. Ele parece ter experiências para passar para a gente :)

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