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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Arthur

Certa vez, minha mãe me deixou com um casal de amigos, durante um mês, para ir fazer um curso numa cidade próxima. Arthur, o mais velho dos dois filhos do casal, era um lourinho com uma farta cabeleira que lhe caía sobre os olhos. Ao contrário de mim, ele não tinha vergonha do próprio corpo e vivia exibindo‑o, evidentemente sem a menor malícia, mas aberta e repetidamente. Lembro‑me de jamais termos tomado banho juntos porque ele exigia que a empregada lhe desse banho sozinho. Diariamente, ele aprontava um escândalo, berrando e esperneando até que a pobre mulher interrompesse suas tarefas para ir dedicar‑se exclusivamente a ele. Quando fui embora, não levei muitas recordações daquele período que embora curto, me pareceu bem longo. Não tive o menor desejo de olhar para trás quando dei as costas à casa e ao bairro. Mas, sem saber, eu fora marcado para sempre e minha história com o Arthur estava longe de terminar naquele breve capítulo.

Durante a nossa adolescência e juventude era raro que Arthur e eu nos encontrássemos. Pertencíamos a mundos diferentes porque nossas famílias tinham objetivos de vida diferentes: a dele era ambiciosa e moderna, a minha conformada e retrógrada. No entanto, como nossa cidade era pequena, ocasionalmente nos víamos. Certa vez, caminhando por uma calçada, avistei Arthur de moto. Assim que ele me viu parou e me perguntou se eu queria carona. Recusei ‑ eu jamais andara de moto. Ele insistiu e, quando montei, recomendou que eu me agarrasse bem à sua cintura. Obedeci e, não sei por quê, instantaneamente me veio a imagem do menino que eu vira tantas vezes correndo nu dentro de casa. Essa lembrança, associada ao corpo agora bonito e desenvolvido do jovem que ele se tornara, me excitou muito.

Em outra ocasião, tivemos um encontro casual na piscina do clube que frequentávamos. Arthur estava usando uma sunga vemelha justa e usada. Aos meus olhos, seu corpo se tornara deslumbrante, completamente liso e desenvolvido. Ele agora tinha peito e braços musculosos, barriga plana, um par de coxas grossas, uma bundinha curta e saliente, pesada o suficiente para formar curvinhas sensuais na junção com as coxas, e um volume frontal considerável. Isso me trouxe mais uma vez à lembrança o período passado em sua casa. Conversamos um pouco e nessa ocasião ele me convidou para o seu aniversário, ao qual comprometi‑me a não faltar.

Arthur organizara uma festa bem íntima; havia apenas dois amigos e os demais eram parentes, a maioria dos quais me haviam conhecido na infância e se alegrarm ao rever‑me "tão crescido". Isso me descontraiu e logo fui ao quarto de Arthur, onde os mais jovens estavam conversando e se divertindo. Em dado momento, apenas Arthur, seu primo Wilson e eu ficamos no quarto. Notei que esse primo tinha com ele umas brincadeiras maliciosas, como passar a mão e tentar agarrá‑lo por trás, mas que ele não se importava e, pelo contrário, abria a calça, punha o polegar por dentro do elástico da cueca e fazia que ia baixá‑la, exibindo a pele branca em contraste ao bronzeado do corpo exposto. Constatei embaraçado que meu coração disparava a cada vez que eu via uma parte oculta do corpo do Arthur, por mínima que fosse. Ele acabou deixando‑se agarrar por trás pelo primo e ambos puseram‑se a imitar todo o gestual do sexo, gemendo como se estivessem transando e olhando para mim com malícia. Fiquei com a impressão de que, na intimidade, eles faziam "coisas" e, claro, saí daquele aniversário transtornado de excitação. Lembro‑me de ter chegado em casa e ido diretamente para o banheiro me masturbar.

Mas a masturbação não foi suficiente para aplacar meu transtorno. Comecei a ser assediado pela lembrança múltipla do Arthur nu correndo pela antiga casa de bairro; do Artur me convidando a montar atrás dele, na moto; do Arthur de sunga, na piscina; do Arthur sendo agarrado por trás pelo primo; da pele do Arthur, das coxas do Arthur, da bunda do Arthur... Logo formou‑se a idéia fixa de que eu precisava encontrá‑lo sozinho. Que fosse apenas para vê‑lo nu uma única fez, mas eu não podia continuar sendo assaltado por todas aquelas imagens e sensações! Não suportando mais, tomei a decisão de ir à sua casa. Arrumei um pretexto para ir quando ele estivesse sozinho: levar meus discos de heavy metal. No dia combinado, ele me atendeu sorridente e, com um olho nos discos, me fez entrar no apartamento moderno e bem mobiliado. Entreguei os discos para que ele escolhesse e, enquanto ele punha o primeiro, examinei seu corpo, para certificar‑me de que não estaria me arriscando inutilmente a perder um amigo. Ele estava usando apenas uma calça de ginástica azul bem fina que só não caía devido à curvatura da bunda, acentuadamente pronunciada em Arthur, à qual ela se amoldava perfeitamente. Isso me convenceu e me levantei para ir até ele. Começamos a olhar juntos as capas dos CDs, acompanhando o ritmo da música com o corpo. Estávamos muito próximos, praticamente colados ombro a ombro. Algo me dizia que Arthur estava gostando dessa proximidade; ele não se afastou de mim em nenhum momento. Resolvi tirar a camisa para ficar igual a ele. Agora, nossos braços roçavam um no outro e nossos cheiros invadiam‑me as narinas. Meu coração estava disparado, mas eu não sabia o que fazer para dar o passo seguinte. Por sorte, não foi necessário. Pondo a música no últmo furo, ele se virou para mim e, já baixando a calça junto com a cueca, gritou: "vamos ficar pelados!"

Assim que Arthur ficou nu, começou a dançar na minha frente, agitando freneticamente a cabeça e rindo, com ar de que estava se divertindo com a dupla transgressão do volume altíssimo da música e da nudez. Seu corpo nu me excitou como sempre excitara e, quando baixei minha cueca, acho que meu sexo estava mais aceso do que eu teria preferido. Meio encabulado, não consegui me soltar, mas não tive como ocultar-me e Arthur cravou-me os olhos abaixo da cintura sem o menor constrangimento. Nessa época, Arthur devia estar com dezoito anos e eu vinte, mas como ele era muito branco e sempre fora liso, seu corpo parecia bem mais jovem. Eu tinha coxas muito peludas, peito e axilas também, e bastante pêlo pubiano. Em suma, meu corpo parecia mais maduro e isso deve ter chamado a atenção dele, que não tirava os olhos de mim e sorria desinibido, pondo as mãos na cintura e meneando a cabeça como quem diz "quem diria!" Sorri de volta, mais descontraído, e voltei a dançar para me distrair, mas Arthur virou as costas e assim ficou, proporcionando‑me o espetáculo da sua bunda perfeita que, àquela altura (a imagem do primo me veio à cabeça), ele certamente sabia ser muito apreciada. Quando ele se virou, olhei‑o bem nos olhos e gritei, tentando encobrir a música: "Assim eu não aguento!", dirigindo seu olhar para o meu pau que havia inchado e subido um pouco mais. Mas ele voltou a me dar as costas e, para total espanto meu, começou a caminhar para trás, na minha direção, até se encostar voluntariamente em mim. Nesse momento preciso minhas dúvidas se dissiparam.

Me lembro que ainda dançamos durante alguns instantes assim, a milímetros de distância, meu pau já duro roçando contra a bundinha convidativa do Arthur, mas ele logo me chamou para o banheiro com um ar tão resoluto que parecia fruto do hábito. A imagem do primo dele voltou à minha mente e tive que perguntar se ele já fizera "aquilo" com alguém. A resposta foi afirmativa mas, quando eu quis me certificar de que havia sido com o Wilson, ele já estava apoiado na pia, me oferecendo de pernas entreabertas o traseiro redondo e empinado. "Passa sabonete", disse ele, apontando o lugar da pia com o beiço. Quando olhei para abaixo e vi meu sexo duro apoiado no sulco profundo da bunda, a cabeça vermelha e inchada apontando para as costas do Arthur, foi como a realização de um sonho tão impossível que me senti tomado de vertigem. Ver meu pau encostado entre queles gomos tão lisos, tão brancos, tão firmes era uma imagem que eu tinha formado tantas vezes na mente que a minha incredulidade chegava a me surpreender. Mas era verdade e eu estava ali, segurando o Arthur pela cintura, esfregando-me nele e me preparando para comê‑lo por oferta sua. Eu mal podia acreditar!

Ele me pediu para meter logo porque não tínhamos tanto tempo assim. Ensaboando bem o pau com uma mão, acariciei com a outra a bunda que ele mexia devagar, oferecido e excitado. Quando comecei a penetrá‑lo, não me senti com um gay, mas num cara que estava apenas aproveitando a vida, tirando prazer daquilo que lhe dava prazer. Ele sempre soube que tinha um corpo atraente. Eu já o vira inúmeras vezes abraçado com meninas na rua, mas entendia que o fato de ser bonito e ter aquele corpo atraía meninos e meninas. Quando entrei todo nele, Arthur gemeu, ficou quase de pé e me pediu para envolvê‑lo fortemente com os braços enquanto, por sua vez, me agarrou pela bunda apertando‑me contra si. Nós temos quase a mesma altura, o que tornava a posição extremamente confortável e excitante. Eu, pessoalmente, gosto até hoje de transar de pé, com homens ou mulheres. Ele queria me sentir duro e quente dentro dele e me fez saber disso para que eu o ajudasse a extrair todo o prazer dessa posição. Ele estava bem diante do espelho e pude vê‑lo por várias vezes contemplando seu próprio rosto bonito enquanto eu o penetrava até o fim.  Ele estava perfeitamente à vontade consigo mesmo. Em nenhum momento, ele se mostrou encabulado ou sujeito a algum tipo de submissão pela situação de passividade, e quero sublinhar que, comigo, ao contrário do que ele me contou ocorrer quando se tratava do primo, ele foi exclusivamente passivo.

Depois que ele se disse satisfeito com o longo momento em que fiquei imóvel, apenas sentindo-me pulsar dentro dele, iniciei o vaivém. Arthur agarrou firmemente as bordas da pia e me deixou comê‑lo, olhando para mim através do espelho, observando meu rosto e sorrindo ao me ouvir gemer. Passei quase o tempo todo a olhar meu sexo deslizar para dentro e para fora, entre os dois gomos de geometria perfeita. Quando minha respiração se acelerou e senti o orgasmo próximo, vi qui Arthur começara a masturbar-se e isso elevou minha excitação ao pico, fazendo-me acelerar até entrar num ritmo tão frenético quanto o da música, que continuava à todo volume, ocupando cada recanto das nossas mentes. Interrompendo um gemido crescente, Arthur explodiu em gozo, sendo seguido imediatamente por mim, que comecei a desfechar jatos e mais jatos em seu interior, ao mesmo tempo que o agarrava com toda força pela cintura, como se fosse possível entrar todinho em seu corpo. Ficamos assim durante alguns instantes, enquanto eu sentia as fortíssimas pulsações da base do meu membro, que dilatava o anel, que a comprimia em reação.

Passando discretamente uma mão para frente, cheguei ao sexo duro do meu amigo, inicialmente tocando, sopesando, depois empunhando, acariciando e premendo de leve as bolas. Em seguida, fui sentar‑me no vaso trazendo‑o comigo pelo pulso. Deixando‑o de pé entre as minhas pernas e com as mãos em suas coxas, abocanhei seu pau ainda encharcado e comecei a degustar o esperma que ainda o envolvia, sorvendo‑o em pequenos goles, como se eu precisasse guardar em mim um troféu daquela caçada memorável que ia chegando ao fim. Enquanto pendulava, entrando e saindo da minha boca como numa cópula oral, Arthur pegou minhas maõs e pousou‑as no fim das costas, no lugar exato onde a bunda desponta, para me dar talvez uma última oportunidade de contato com a região mais sensual do seu corpo. Entreguei‑me a essa carícia enquanto me deliciava com seu pau encharcado, sentindo nos lábios o dourado e liso baixo‑ventre. Sua excitação foi tamanha que ele teve um novo orgasmo, deixando‑me provar mais plenamente o seu sabor.


Quando terminamos, me vi de pé, totalmente nu, descontraidamente encostado na pia com as mãos para trás, conversando com aquele menino bonito que eu conhecia desde a infância sem nunca ter imaginado que algum dia me proporcionaria tanto prazer. Arthur ficou com meus discos e pouco tempo depois se mudou de nossa cidade; já comprei a passagem aérea.


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