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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Ampliando horizontes

Tavinho e Cecéu, amigos inseparáveis, estão terminando o segundo grau, mas continuam às voltas com um problema não resolvido: Neto, um colega de turma, os transtorna há quase três anos, desde a primeira vez em que notaram que a calça de tergal do uniforme fica tão justa nele que forma dois gomos profundamente sulcados e salientes que o deixam com um traseiro digno da inveja de muita menina. O "paraíso infernal" onde eles conseguem saciar um pouco da curiosidade por esse corpo atípico é o vestiário da piscina da escola. Eles o observam e tentam atrair o colega convidando-o a juntar-se a eles nas brincadeiras de mau gosto que ainda persistem nesse fim de adolescência, o que lhes permitiria um eventual contato. Mas Neto, embora sendo bonito, gentil e sorridente, é tão tímido que não reage, e diante da menor encarada, baixa a cabeça e fica todo vermelho. Como os três estão prestes ser bruscamente separados, talvez para sempre, após a formatura, os dois amigos decidem traçar um plano para obter os favores de Neto antes que a época dos exames finais os ocupe integralmente.

Num fim de manhã letiva de uma sexta-feira de outubro, os dois amigos convidam Neto para um aniversário no dia seguinte, na casa de Tavinho. Ele aceita. Ao chegar, no sábado à noitinha, ele estranha o silêncio e logo descobre que na tal "festa" há apenas seus dois colegas, mas diante da calorosa acolhida e do argumento de que há cerveja e salgadinhos à vontade, além de um bolo de chocolate bem cremoso, ele não consegue resistir.

Os dois amigos estão, de fato, sozinhos em casa; os pais e a irmã de Tavinho foram passar o fim de semana na casa de praia e ele pretextou ter matéria acumulada a passar a limpo. Eles não perdem tempo. No computador, Tavinho coloca um clipe que mostra suas primas na piscina. São mais velhas que eles, bonitas e sedutoras, usando biquinis diminutos. O vídeo é bem ousado, filmado por elas especialmente para provocar o priminho que elas sabem ter tendências libertinas. Tavinho, extrovertido, uiva e abre a calça para baixar o elástico da cueca e exibir o "efeito" da provocação das primas. Cecéu o imita. Neto limita-se a sorrir, um tanto encabulado. A atmosfera começa a carregar-se de tensão erótica. Tavinho propõe sentarem-se os três na cama para compararem seus comprimentos. Ele pega uma régua e os três sentam-se na beira da cama. Neto remancha, até levar um piparote que o decide a abrir a calça. Eles se deitam transversalmente na cama mantendo os pés no chão e cada um mede a sua ereção: dezesseis, quinze e quinze centímetros. Balançando orgulhosamente o membro vencedor, Tavinho faz comentários para despertar a curiosidade de Neto: "Olha só, cara, tá duraço!" Neto não cai na rede e concentra-se no próprio colo. Tavinho insiste, exibindo-se, mas diante da falta total de reação do Neto, acaba pedindo-lhe abertamente que o toque. Neto hesita, tenta desconversar, comentando o clipe que continua rodando no computador, mas encorajado por Cecéu, acaba consentindo em pegar timidamente e com dois dedos no sexo do seu vizinho, apenas para testar a dureza, mas com certo nojo da umidade reinante. Insatisfeito, Tavinho insiste para que ele o empunhe, recorrendo quase a uma voz de comando. Neto aquiesce por fim. Do lado oposto, Cecéu pede o mesmo e Neto se vê obrigado a consentir; não há razão lógica para satisfazer a um e não a outro. Ele sente nas mãos o calor e a dureza do sexo dos seus colegas, que se mostram abertamente excitados. Num mundo ideal, ele se mostraria motivado a ir em frente, mas em nosso mundo, Neto sente-se dividido entre o desejo e o temor da difamação e do menosprezo.

Entregue ao turbilhão erótico, Tavinho propõe que eles baixem completamente as calças. Cecéu e ele o fazem imediatamente, mas Neto, ainda um pouco hesitante, custa a baixar a sua. Os três estão juntos sentados na beira da cama, coxa contra coxa, Neto entre Tavinho à sua esquerda e Cecéu à sua direita. Tavinho elogia as coxas lisas de Neto, que cora e o chama de viado. Tavinho reage deitando-o na cama e enchendo-o de tapas fictícios no rosto. Ao mesmo tempo, Neto sente a mão de Cecéu espalmar-se em sua coxa e começar a percorrê-la. Ele a repele de pronto, mas Tavinho o impede puxando sua mão. Ele tenta levantar-se para escapar ao assédio, mas os dois o puxam para trás e o colam à cama. Vendo-o mudar de humor e ameaçar ir embora, Tavinho modula a voz para suplicar-lhe que fique e brinque um pouco com os dois, alegando que o que estão fazendo não tem nada de mais, etc. Convencido, e intimamente louco para ficar, Neto afrouxa a resistência e eles permitem que ele volte a sentar-se. Cruzando os braços e franzindo o cenho, ele pergunta o que querem fazer. E a resposta não tarda. Olhando-o com ar maroto, os dois amigos começam a passar-lhe as mãos pelas coxas, que logo se contraem. Sem baixar a cabeça, Neto olha para essas mãos que passeiam por seu corpo e, à direita e à esquerda, as ereções de seus dois colegas. Tavinho, com voz mole, lhe diz que acha suas coxas gostosas e que quer que ele pegue novamente em seu pau. Cecéu roga-lhe o mesmo, juntando as mãos como se implorasse ao próprio Deus. Reconhecendo que a insistência dos dois é legítima, Neto acaba soltando um "Tá legal! Tá legal!" resignado e volta a empunhar os dois membros armados. Tavinho joga teatralmente a cabeça para trás e geme. Cecéu envolve a mão de Neto com a sua para amplificar o contato. No computador, uma de suas primas olha maliciosamente para a objetiva enquanto baixa um pouco o lado direito do sutiã de cortininha expondo um biquinho rosado visivelmente entumescido.

O rosto de Neto está vermelho e ele o sente arder até as orelhas. Tavinho e Cecéu passam as mãos pelo interior de suas coxas, chegam quase ao saco mas não o tocam, e muito menos seu sexo, duro como o deles, colado à barriga. Ele não ousa pedir-lhes que o toquem; prefere esperar que o façam espontaneamente e se desejarem. No quarto, ouvem-se apenas respirações e o som baixo de vozes brincalhonas no computador. À certa altura, puxando gentilmente a perna de Neto, Cecéu indica querer que ele a repouse sobre a sua. Neto tenta resistir, mas é chamado por Tavinho que desvia a sua atenção para o próprio sexo, que Neto continua a empunhar. Pela primeira vez, ele pode examinar de tão perto a dureza e forma de um membro alheio, a volumosa cabeça de pele esticada, com seu tom rubro-arroxeado, a mobilidade da pele circundante, a rugosidade do saco, a massa de pelinhos rebeldes razoavelmente aparados da pélvis. Passando a mão pelo seu ombro, Tavinho convida-o a inclinar-se com uma intenção precisa, mas Neto se choca e resiste firmemente com um "Isso não, cara!" Tavinho faz que não entende e pede por favor enquanto Cecéu, que conseguiu quase imperceptivelmente puxar-lhe a coxa por sobre a sua o instiga, garantindo que tudo ficará entre eles. Sinceramente perturbado, mas confuso e indeciso, Neto recolhe suas mãos e propõe mais uma vez que terminem a brincadeira. Mas atmosfera está tão densa que poderia ser cortada à faca. Ele mesmo acha impossível parar e fica simplesmente com as mãos juntas entre as pernas fechadas, a cabeça baixa, sentindo o calor queimar-lhe as faces, sem saber o que fazer ou dizer.

Cecéu então encontra uma saída drástica. Ele vai calmamente pousar a mão logo acima do membro de Neto, que agora jaz amolecido entre suas coxas. Com as pontas dos dedos, ele toca o tronco e, com a voz calculada, lhe promete pegá-lo se ele fizer o que Tavinho pediu. Tavinho puxa-o novamente pelo ombro, gentilmente, oferecendo-se. Neto tenta a todo custo resistir, até sentir seu sexo começar a ser manipulado por Cecéu, que lança a última cartada. Julgando que isso equilibra um pouco o jogo, Neto curva-se completamente, buscando com a língua em ponta tocar uma área mínima da cabeça do pau de Tavinho. Nessa posição, ele quase dá as costas a Cecéu que se comprime contra o seu corpo para não perder nenhum instante desse glorioso momento. Com a mão pousada em seu saco, Neto eleva o pau de Tavinho e prepara-se para o contato, mas a espessa camada de líquido que envolve a cabeça e a faz brilhar inibe-o. Tavinho então passa um dedo nela, recolhe o sumo e lambe, mostrando não haver razão para nojo. Lutando para vencer o asco, Neto toca enfim a glande com a língua. Cecéu assiste exultante ao novo limite que acaba de ser ultrapassado. Seu sexo pulsa contra a coxa de Neto. Apoiado nos cotovelos e enrijecendo as pernas e coxas, Tavinho impele o pau para a frente para encorajar Neto a deixá-lo entrar. Vencendo a última resistência, o menino entreabre a boca e acolhe a glande, deixando-a deslizar pela língua, fechando em seguida os lábios sobre o maciço tronco cilíndrico e permitindo enfim que as papilas façam seu trabalho.

Enquanto Tavinho engrena instintivamente numa ondulação pélvica serena e ritmada, Cecéu, por trás de Neto e debruçado sobre ele, observa a cena em contemplação extática, enquanto faz movimentos de cópula contra a sua coxa. Neto vai sentindo-se literalmente tomado pela excitação e começa a desejar que aquilo nunca mais termine. Ele devora o pau de Tavinho, admitindo o quanto pode na boca e encharcando-o de saliva grossa para provar seu sabor. Tavinho se contrai, com medo de gozar rápido, puxando-o vez por outra pelo cabelo para que recue. Concentrado, Neto acaba pondo-se de quatro na cama para ter mais liberdade de movimento. Cecéu interpreta o gesto como um convite. Pondo-se de joelhos, ele se cola a Neto e esfrega-se nele, vendo seu pau deslizar entre os dois gomos imaculados. Os três estão febris, agora gemendo e incapazes de evitar carícias mútuas, essa moeda do sexo. Neto passou a chupar com gosto e a deixar-se encoxar, então Tavinho retribui afagando-lhe o cabelo e Cecéu ora acariciando-lhe as costas, ora masturbando-o por trás.

Mas nenhum jovem de dezoito anos aguenta ficar indefinidamente nesse estágio puramente erotizante. Os três vão ficando excessivamente excitados, sobretudo esses dois amigos cujo propósito, ao inventar essa festa fictícia, era induzir Neto a ir com eles às últimas consequências. Neto controla-se para não gozar, tomando vez por outra o seu pau da mão de Cecéu e fechando as pernas à guisa de barragem. Tavinho, mais experiente, chega várias vezes à beira do orgasmo mas consegue sempre retirar seu membro a tempo da boca de Neto, dando-lhe tapinhas nas bochechas com ele para distrair-se. A dificuldade maior parece ser a de Cecéu, que tem diante de si toda a cena da felação, rica em som e imagem, além da visão frontal dos dois gomos de uma bunda que parece ter sido feita para a circunstância. Acariciando-a e invadindo o rego com as pontas dos dedos, ele pergunta, com voz mole e pidona: "Me dá a bundinha, vai, Neto." E afunda a cabeça do pau no rego da bunda linda, forçando como se fosse penetrá-la. A cada vez, Neto tem um sobressalto, mas Cecéu o acalma afastando-se e acariciando-lhe as costas. Tavinho, imerso num real estado de languidez, a cabeça para trás, os olhos semicerrados, reforça o pedido já feito por Cecéu: "Por favor, Netinho, deixa a gente botar, só um pouquinho, vai..." Neto, imaturo, interrompe o que está fazendo e solta um riso nervoso. Cecéu aproveita esse momento em que ele baixa a guarda e o empurra para frente. Neto desaba de bunda arrebitada sobre as pernas de Tavinho. Sem perder tempo, Cecéu deita-se por cima dele, ja tentando penetrá-lo. Neto debate-se, gritando que não quer, mas vê-se totalmente imobilizado pelos dois amigos.

Tudo teria acontecido ali mesmo se Neto não tivesse tido a presença de espírito de despertá-los para a realidade técnica da coisa. "Vai cagar a cama toda!" dispara ele, aguardando apreensivo pela reação dos dois outros. Após um instante de silêncio, Tavinho irrompe numa sonora gargalhada, sendo logo seguido pelos outros.

O gelo foi quebrado. Unidos pelo senso de humor, os três sentem que a partir daquele momento, tudo é possível. É o próprio Neto que propõe "Vamos pro banheiro!" "Hã? Para quê?" pergunta Cecéu, ainda atordoado por ter chegado tão perto. Tavinho olha-o, quebra um ovo imaginário na testa e olha rindo para Neto, que corresponde. Os três se levantam e, guiados pelo anfitrião, encaminham-se para o banheiro. Chegando lá, Cecéu é o primeiro a perguntar como vai ser e Tavinho sugere que Neto se apoie na pia para que eles se alternem comodamente por trás. Inventivo, ele vai até a cozinha, pega a garrafa de óleo e volta. Reencontrando Cecéu de pé no vaso e Neto grudado a ele seu pau na boca. Tavinho interrompe a brincadeira para passar, diz ele, "ao que intessa". Untando completamente a bunda de Neto e vendo-a reluzente e escorregadia, ele se dá conta do quanto a palavra "lúbrico" pode fazer sentido. Ele se afasta pra contemplá-la e entrega-se a uma avaliação minuciosa. Despontando do final das costas e empinando-se radicalmente logo abaixo de duas covinhas encantadoras, a deliciosa bundinha do Neto forma dois gomos perfeitos, que se afastam ligeiramente um do outro à medida que as coxas se separam. Branca e lisa, vê-se a marca da cueca, ainda mais clara e, logo abaixo, as dobrinhas sensuais da junção bunda-coxa. Tavinho sente uma onda de tesão invadi-lo enquanto admira. Ele então separa os dois gomos reluzentes de óleo e unta o buraquinho para que Neto não sinta dor. Cecéu freme de ansiedade e prepara-se para tomar posição enquanto Tavinho afunda com cautela a extremidade do dedo mindinho no orifício exposto e lubrificado. "Ahn..." geme Neto, dividido entre o desejo e a falta de jeito. Tavinho aprofunda um pouco mais o dedo, depois penetra-o sucessivamente com o anular, o médio e o indicador, nesta ordem, sentindo o tesão em cada movimento de Neto. Quando ele termina, Cecéu segura Neto pelas ancas cola-se novamente a ele, provocando-lhe um sobressalto e uma certa apreensão. Tavinho o tranquiliza garantindo que ninguém está ali para sentir dor. Enquanto Cecéu unta generosamente seu pau com óleo, Neto se acalma e espera, apoiado na pia e evitando o espelho diante dele, na certa um pouco envergonhado. Em todo caso, pensa ele, o pau de Cecéu não lhe pareceu ter nada de extraordinário; não haveria por que doer. Ele experimenta então pela primeira vez na vida o contato sexual, e gela quando a expansão do orifício começa a se fazer sentir. Cecéu, por sua vez, é submetido pela primeira vez à intensa compressão da glande característica da penetração anal, e a sensação não lhe é menos estranha.

Neto olha para o espelho e se dá conta de que é ele mesmo que está ali deixando-se penetrar por dois colegas de classe com quem ele não tinha a menor intimidade e, o que é mais incrível, que está gostando e os considera seus amigos. Duas ou três déias confusas percorrem-lhe a mente, mas ele logo as afugenta para vivenciar o presente, concentrar-se na penetração e na pegada firme do colega que o puxa pela cintura para afundar gradativamente o seu sexo nele. O roçar dos pelinhos pubianos contra a sua pele sinaliza o limite próximo. Cecéu o agarra com força pela barriga, gemendo muito. Neto também geme e se alegra ao constatar que não é de dor. Ele gosta do que sente, a expansão e o atrito, e agradece intimamente Tavinho pelos seus dedos mágicos que o prepararam tão bem. Eufórico, Cecéu exclama que aquilo é uma delícia, que ele nunca sentiu nada igual. Tavinho pergunta a Neto se ele sente o mesmo. Neto sorri e faz que sim com a cabeça. Agradecido, Cecéu passa ambas as mãos para a frente das coxas de Neto e empunhando discretamente o seu pau que já não desarma. Distendido, Neto se ajeita, afastando-se da pia, abrindo mais as pernas e curvando completamente o dorso para salientar a bunda, franqueando completamente a passagem. Mais algumas estocadas e Cecéu explode num gozo farto que lubrifica completamente a região. Ele volta a agarrar Neto pela cintura e dá suas últimas estocadas curtas mas intensas, ruidosas, fazendo-o subir pelas paredes, gemer e suplicar-lhe que não pare, tomado de prazer, fraco até para erguer a cabeça e ver-se no espelho.

Tavinho, sempre ao lado, delira de tesão. Curioso, ele chega até mesmo a vencer-se e tocar nessa "ponte" tão rígida que ele vê interligando o corpo do amigo ao de Neto. Cecéu olha para ele espantado e recebe de volta um palavrão sussurrado. Após o orgasmo, Cecéu pára no interior de Neto e fica fortemente agarrado a ele até que, dois ou três minutos depois, seu pau escorrega para fora, amolecido e gotejante. "Cara, essa é a melhor coisa do mundo!" exclama ele, sinceramente grato e satisfeito, indo sentar-se no vaso para examinar seu sexo depois dessa intensa atividade. Neto leva a mão atrás para apalpar-se. Seu dedo entra facilmente pelo orifício ainda expandido. Ele exclama: "Caraca, me arrombou, cara!" Os outros caem na gargalhada e Tavinho pergunta-lhe se ele nunca viu sexo anal na Internet.

Desejando ficar sozinho com Neto no banheiro, Tavinho pede a Cecéu para sair. Este estranha, mas o amigo mais maduro tem ascendência sobre ele, e ele aquiesce. Quando a porta se fecha, Tavinho vai encostar-se na parede oposta às pias e ao espalho para observar Neto debruçado, agora lavando as mãos e o rosto para referescar-se. A serenidade com que tudo afinal transcorreu despertou em Tavinho tanta simpatia por esse colega, de quem inicialmente ele queria apenas tirar proveito, que a visão de seu belo corpo e de suas feições regulares começam a despertar-lhe um carinho que ele até então ignorava poder sentir por alguém do mesmo sexo. Pelo espelho, ele faz um sinal com a mão para que Neto venha. O outro aquiece e ao deter-se diante de Tavinho, este coloca-lhe a mão na cintura convidando-o a girar e acomodar-se de costas contra o seu corpo. Ambos se vêem através do espelho e Neto cora, sem jeito diante do colega quase dois anos mais velho. Sentindo o contato firme e móvel da bunda contra o seu sexo, que rapidamente enrijece, Tavinho puxa Neto para junto de si envolvendo-o pela cintura com ambos os braços. Sendo um pouco mais alto, ele toca sua orelha com os lábios e sussurra que está começando a querer que fiquem juntos, assim, só os dois. Neto volta a sentir o ardor no rosto e um arrepio que lhe percorrer o corpo. Ele está cheio de dúvidas, mas não tem maturidade para dialogar nos termos de Tavinho, cujas mãos o acariciam enquanto o sexo começa a lentamente a penetrá-lo. Excitado e confuso, totalmente seduzido por essa súbita manifestação de afeto, Neto passa uma mão para trás e acaricia o alto da coxa de Tavinho enquanto este se movimenta lenta mas ritmadamente dentro dele. Vendo-o através do espelho, corado, bonito, de corpo bem feito, Tavinho começa a beijar-lhe a nuca, lamber-lhe a orelha, quando percebe que Neto começa a virar a cabeça para aproximar o rosto do seu. Os lábios entreabertos se juntam, as línguas se buscam. Isso desencadeia um orgasmo intenso e copioso, ao qual Tavinho retribui masturbando Neto, que também goza fartamente e com profusão de gemidos. Eles permanecem por longos minutos abraçados, beijando-se e trocando carícias íntimas, até serem interrompidos por Cecéu, que vem bater à porta. Embora já os veja separados, ele bem que percebe o ar transfigurado de ambos e o incêndio nas faces de Neto, mas limita-se a dar um sorriso malicioso e entra no chuveiro, sendo logo seguido por eles.


De banho tomado e sentindo-se leves, mas famintos, os três vão abrir o tão esperado bolo de chocolate. Depois de devorá-lo até a última fatia, eles enfrentam-se em alguns jogos de guerra na imensa tela da televisão da sala e despedem-se por volta das onze horas. Neto, com um aceno desajeitado, diz um significativo "até mais" a Tavinho, que fica na soleira da porta a olhar as duas silhuetas diminuirem gradativamente ladeira abaixo. Quando o horizonte se reconstitui, lá adiante, ele lhe parece mais amplo. Tavinho reentra em casa sentindo-se mudado, mas satisfeito. Não há dúvida de que ele e Neto deixaram de ser apenas colegas de classe, mas o quanto esse encontro contribuirá para a sua visão de mundo, das pessoas e de si mesmo, isso, ele sabe que ainda é incapaz de avaliar.



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