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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

Ah, se não fosse a Claudinha!

Meu mundo era o meu quarto, um cubículo 2m x 2m com uma estante abarrotada de livros, discos, meu "som" e minha cama alta, cheia de armários e gavetas. Foi ali, dos doze aos vinte e dois anos, que virei gente e descobri tudo o que sei sobre sexo. É claro que tudo começou com vizinhos, meninos como eu; as meninas eram simplesmente inacessíveis! Transpirava-se hormônio naquele espaço exíguo que eu enchia de amigos constantemente acesos que não perdiam uma chance de passar a mão no primeiro que baixasse a guarda. Aquele quarto vivia cheio, mas mulher que é bom jamais punha os pés nele!

Um belo dia, um dia de exceção a essa regra cotidiana, e já às vésperas dos meus dezoito anos, uma vizinha foi lá em casa. Era a Claudinha, que entrou vestida de shortinho vermelho e camiseta dos 101 Dálmatas. Além de muito bonita, com seu cabelo castanho longo e pesado, os lábios carnudos e o olhar sedutor de menina que, como diz a música, só pensa em namorar, Claudinha era muito gostosa; usava sempre roupas curtas e camisetas sem manga, o que deixava a galera ouriçada, sobretudo quando, no pátio do condomínio, ela se sentava no murinho e abraçava as pernas, exibindo a quem quisesse duas adoráveis dobrinhas que nos faziam sonhar.

Claudinha só conhecia a minha casa porque era amiga da Beth, minha irmã gêmea. Ela nunca tinha ido lá por minha causa e sabia que minha irmã estava fora por duas semanas. Eu mal podia crer, mas era bem ela, e decidida a entrar no meu quarto para falar comigo! Fechei a porta, sentei na minha cama alta e ela ficou de pé, encostada na estante, arranhando nervosamente a quina da mesa enquanto falava.

O assunto era que a gente se conhecia há um tempão e ela tinha uma coisa a dizer, mas só podia dizer a um menino, e um menino em quem ela confiasse. Todo ouvidos, acomodei-me e fiquei brincando com os cadarços do tênis, esperando. Ela deu um passo (o único possível naquele quarto), encostou-se na cama bem de frente para mim, olhando para as mãos que alisavam a colcha colorida, e começou a explicar que tinha ido lá para me pedir uma coisa, mas que teria que ficar entre nós. Prometi e ela me pediu para descer da cama. Assim que ficamos frente a frente, ela pediu, um tanto encabulada, inclinando a cabeça para baixo, mas procurando olhar-me nos olhos: "Você me deixa ver... uma coisa... tua?"

Sempre fui perspicaz e já me opunha radicalmente a perguntas do gênero "Como assim?", que considero serem reveladoras de burrice. Portanto, entrei imediatamente em pânico, mas por uma razão de ordem puramente prática: eu duvidava que "ele" estivesse muito limpo. Era quase noite e eu tinha jogado bola o dia todo. "Agora?", foi a pergunta idiota que encontrei; era mais do que óbvio que a necessidade de Claudinha era premente! Então me veio um "Para quê?", ao qual ela deu a resposta clássica: "Prá saber como é, ué!"

"Ai, caramba! Será que é para mostrar duro ou mole?", pensei com meus botões. Eu estava começando a detestar aquele quarto diminuto. Foi então que Eros me ajudou: Claudinha pediu para ir ao banheiro. Mal ela saiu e fechou a porta, abri minha gaveta, peguei uma cueca limpa e voei pela outra porta (pois é, o quarto que já era pequeno ainda tinha duas portas!) precipitando-me no banheiro de serviço para lavar meu pinto. Claudinha voltou segundos depois de mim, já perguntando: "E aí?" "Hãhã, vou mostrar", respondi. Ela se iluminou toda: "Estou esperando, então!" "Calma!", respondi, nervoso, mas já procurando com a mão o botão da bermuda.

Estávamos os dois de pé, eu encostado na cama e ela a um palmo de mim, observando-me abrir a bermuda e baixar um pouco o elástico da cueca. Ele estava lá, todo encolhido, no fundinho da cueca. Fazer o quê? A situação não era nada erótica, era quase científica! "Não dá para ver nada assim, pôxa!", protestou ela. Fiz um muxoxo e, baixando short e cueca pelas laterais, deixei-os no meio das coxas. Claudinha olhou, olhou, não achou nada de mais, mas não estava satisfeita; ela sabia que pinto endurece e queria ver duro.

Que situação! Aquilo estava me deixando constrangido e angustiado em vez de excitado. "Quando é que fica duro?", perguntou ela. Meio espantado com uma pergunta tão óbvia, virei para explicar que era quando víamos mulher nua em revista, quando pensávamos em sexo e, ingenuamente, confessei que o meu endurecia quando eu beijava. Ela achou grotesco imaginar que os namorados dela também ficassem assim enquanto a beijavam. Espantadíssimo diante da ignorância tão primária da parte de uma menina namoradeira e quase da minha idade expliquei que era assim com todos nós e que ereção era involuntário. Pelo visto, eu era o primeiro a expor-lhe o modo pelo qual a sexualidade masculina se exprimia na sua essência. Ela sabia que tínhamos ereções, mas nunca tinha pedido a ninguém para ver. Senti-me uma cobaia.

Ocorreu-me então dizer que ela não precisava ter nojo, que podia tocar sem medo porque estava limpo. Claudinha decidiu-se a usar dois dedos para pegá-lo, e o despertar foi instantâneo. "Nossa!", exclamou ela, visivelmente espantada. Meu rosto fervia e devia estar rubro. Aproximando-se para ver de perto, mas sempre com dois dedos, ela o mexeu para um lado, para o outro, para baixo e para cima, deu cutucadinhas no saco com um dedo da outra mão, o que me fez cócegas e, por fim, tentou entender o que é que aquela estranha pele mais escura que o resto do meu corpo recobria deixando só uma abertura enrugada na extremidade. Tive que explicar que a tal pele tem o horrível nome de prepúcio e que ela recobre a "cabeça" do pinto que tem o lamentável nome de glande, e que esta última é lisa, arroxeada e muito sensível. Claudinha vibrou, doidinha para ver.

Praticamente aos dezoito anos, eu simplesmente não podia admitir que fazer isso ainda me causava aflição, mas causava. Portanto, banquei o corajoso e, com um só movimento, recuei a pele até deixar a cabeça completamente descoberta. Lembro-me que suei frio, mas não esbocei a menor careta. Claudinha então pediu para ver de mais perto, o que me forçou a sentar na cama, recostado na parede e abrir as pernas para que ela, pondo-se entre elas e totalmente debruçada, pudesse continuar sua exploração a poucos centímetros do meu sexo que, àquela altura, inchara e endurecera quase por completo. Cada vez mais curiosa, Claudinha olhou durante alguns instantes, depois tomou coragem e o empunhou como se pegasse um buquê de flores. Era a primeira vez que me tocavam assim; minha ereção completou-se imediatamente em sua mão. Mas sua intuição a levou para o caminho errado: ela se limitava a praticar em meu pênis movimentos de "joystick". Tive que explicar-lhe que se ela quizesse produzir um efeito mais impressionante, teria que fazer movimentos verticais, como se estivesse desentupindo uma pia; que era isso que a gente fazia quando queria obter o máximo prazer dessa manipulação que tem o infeliz nome de masturbação e que por isso a gente chama carinhosamente de punheta. Atenta e inteligente, ela deu uma risadinha e mergulhou de cabeça na nova etapa da sua pesquisa.

Ainda vejo a cara de espanto da Claudinha ao olhar para o meu rosto. Devo ter fechado os olhos ou soltado um gemido, que é o que eu fazia nos meus momentos de prazer solitário. Ela estava tão concentrada que se instalara entre as minhas pernas com os braços apoiados sobre minhas coxas e, de muito perto, olhava vidrada para o meu membro em riste, que ela empunhava com as duas mãos e, incauta, começava a masturbar. "Muito maneiro!", exclamou ela, maravilhada pelo fenômeno do enrijecimento e do aumento de proporções. Quanto a mim, estava vivendo uma experiência de terror e êxtase. Por um lado, seu movimento descendente era tão brusco que só faltava rebentar-me o freio da glande; por outro, a visão que eu tinha do meu pênis em primeiro plano encobrindo parcialmente aquele rostinho lindo ao fundo levava-me quase ao nirvana.

À certa altura, perguntei à Claudinha se ela sabia o que acontecia quando se manipulava por uns poucos minutos um órgão sexual masculino da maneira como eu lhe ensinara. A resposta obviamente foi não. Perguntei se ela queria continuar para ver, ela fez que sim com a cabeça e, com uma mão só, pos-se a masturbar-me compenetradamente. Eu revirava os olhos de excitação e dor, mas queria ver não só para crer, mas para nunca mais esquecer: e se aquela fosse a primeira e última vez?! Um ou dois minutos depois, uma pontada brotou-me do períneo, expandiu-se tomando os testículos e percorreu-me o pênis para culminar numa série de jatos frenéticos, cujo primeiro foi parar...

Exatamente, no rosto da Claudinha, como não poderia deixar de ser, pela minha inseparável lei de Murphy. Eu esquecera de prevenir minha vizinha curiosa sobre a força de uma ejaculação. Ela deu um pulo para trás, levando instintivamente a mão ao rosto, mas não ousou tocar-se para deter o precioso fluido da vida que escorria-lhe pela face e preparava-se a transpor os lábios que ela apertava soltando uma sucessão de "Mmm! Mmm! Mmm!" de repugnância.

Num átimo, pulei da cama, peguei um lenço na gaveta e pus-me a limpá-la, vendo-a paralizada à minha frente, de olhos arregalados, mãos erguidas e crispadas, a respiração ofegante. Eu nunca estivera tão perto da Claudinha, e o calor que emanava do seu corpo fez-me desejar passar uma eternidade assim, removendo o meu esperma arisco do seu rostinho lindo.

Momentos mais tarde, quando a expressão de asco finalmente se desfez no seu rosto, já mais calma, Claudinha tocou-me o braço num ponto onde havia um respingo e, olhando para o fio transparente formado entre o indicador e o polegar, comentou: "Então é dessa babinha leitosa que a gente tem tanto medo!" Fiz que sim com a cabeça e, ainda muito sem jeito, limpei-me o melhor que pude com o lenço e comecei a recompor-me. Ela então aproximou-se, pôs a mão no meu peito e deu-me um "estalinho". Aquela experiência de minutos havia-nos aproximado mais do que anos de vizinhança. Sentindo que eu podia retribuir, passei-lhe os braços em torno da cintura e, afagando o bumbum saliente no shortinho vermelho, ofereci-lhe o melhor beijo de língua do meu repetório. A ereção veio na hora. Sentindo as pulsações, Claudinha afastou-se de mim e começou a rir. "Viu só? Ele quer mais!", exclamei, também rindo e olhando para baixo.

Claudinha foi embora, mas eu sabia que ela não tardaria a voltar. Ela rompera a rotina do meu quarto inaugurando um sem-número de episódios inesquecíveis que contribuiram para me tornar o fã incondicional do sexo que hoje sou.


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