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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

A Adoção

Num final de domingo, Marisa e Jorge, um casal da classe média carioca como tantos outros estão jantando na cozinha do apartamento de três quartos na rua Figueiredo de Magalhães. Os assuntos banais do cotidiano se sucedem até que Jorge se lembra de contar à esposa um encontro nada trivial.
- Estive com o Gabriel - o coronel Peixoto - e ele me fez uma curiosa proposta.
- Que proposta?
- Ele quer adotar a Mariana para que ela receba a pensão que ele teria direito de deixar se tivesse uma filha. Como ele é coronel, vai se reformar como general com um salário daqueles!
- Adotar nossa filha? Que maluquice! Isso é legal?
- Parece que não, mas é mais comum do que se imagina.
- Para mim, está fora de cogitação, mas você é que sabe.
- Eu também não gosto da idéia, mas fiquei de dar a resposta no churrasco que ele vai dar no fim de semana.
- Vamos recusar, não é?
- Vamos. Eu também prefiro.

No dia do churrasco, o coronel Peixoto atende calorosamente a pequena família, encaminhando-a para os fundos da confortável casa no Jardim Botânico. Marisa e Mariana atravessam o gramado dando tchauzinhos aos convidados conhecidos e seguem para o vestiário. Jorge faz um sinal de que já vai se juntar a elas e segue o coronel até a lateral da casa; o coronel adora botânica e quer lhe mostrar uma planta nova. Pouco depois, indo para o vestiário, ele passa por sua filha.

- Já vai pedir alguma coisa, Mariana?
- Calma, pai! É só um copo d'água.
- Está bem, mas volte logo para a piscina. Não quero ver você dentro da casa.
- Tá bem, pai.

Quando ela chega à cozinha, a empregada vai saíndo com uma bandeja cheia de bebidas e o coronel Peixoto está enfiado na geladeira pegando alguma coisa. Assim que ele a vê, percorre seu corpo detendo-se à altura dos olhos.

- E então? Vais ser minha filha? diz ele no português colonial semi-lusitano que ele insiste em não perder.
- Eu? Como assim, tio?
- Teus pais não conversaram contigo?
- Sobre o que, tio? retruca a menina, mais atenta à cozinha do que à conversa.
- Sobre a minha proposta de adotar-te para que ganhes uma pensão quando eu morrer. É um bom dinheirinho. Serias independente desde bem jovem.
- Não estou sabendo de nada, tio.
- Bem, certamente teus pais vão me dar a resposta hoje. Não tenho dúvida de que vão aceitar.
- Não sei de nada, tio. Só mesmo o senhor conversando com eles, responde a menina, sorrindo inocentemente e enchendo um longo copo d'água no filtro de garrafa azulada.

Mais seguro ao vê-la de costas, o coronel não pode furtar-se de percorrer seu corpo, detendo-se por um momento à altura da parte de baixo do biquini, ligeiramente enfiada entre os dois gomos redondos do bumbum saliente. Um leve enrijecimento anima seu membro dentro da sunga larga, convidando-o a dar meia volta. Ele sai deixando um "divirta-se" que ecoa na ampla cozinha ladrilhada.


Chegando à piscina, o coronel vai sentar-se com seus convidados recém-chegados e toma conhecimento da decisão do casal. Ele não discute e, resignado, diz entender perfeitamente que eles prefiram que a filha adquira o sentido da luta pela vida em vez de acomodar-se desde tão jovem por contar com uma pensão vitalícia futura. Jorge e Mariana sorriem, agradecem muito e dão o assunto por encerrado. Pouco depois, Mariana vem perguntar aos pais que história é essa de adoção. Eles lhe explicam o princípio e justificam sua recusa. A menina reage serenamente e volta para a água.


Vindo à tona após um primeiro mergulho, Mariana se sente irresistivelmente impelida a chamar a atenção do coronel. Onde quer que ele esteja, ela o olha bem nos olhos e faz alguma evolução que revele suas formas, seja o bumbum, os seios, as coxas, ou o lindo rosto invariavelmente sorridente. Ela chega a pedir-lhe que a tire da água puxando-a pelas mãos e finge desequilibrar-se para que ele tenha de segurá-la. Depois, eles brincam juntos dentro d'água e ela não poupa esforços para encostar-se nele e fazê-lo sentir o contato do seu corpo juvenil. O pobre homem, cuja mentalidade é viciada pela velha corrupção à brasileira, mas que não é de modo algum devasso ou sequer imoral, sente-se entregue a um crescendo de volúpia deslocada. Agora é ele que a procura por todo lado, sorrindo e acenando ridiculamente, agindo como se não houvesse ninguém além dela em seu jardim. Alguns dos cerca de vinte convidados chegam a perceber com certo incômodo o seu excesso de atenção àquela guria quarenta anos mais nova, mas ele está tão submisso aos seus encantos, que isso lhe passa despercebido.


Na hora do churrasco, aproveitando um momento em que o coronel está a sós e entretido com um belo pedaço de maminha de alcatra, Mariana vem sentar-se à sua mesa.

- Como é que eu ia ser sua filha se eu tenho pais, tio? pergunta, olhando-o profundamente com seus olhos quase violeta.
- Eu ia dar um jeitinho de te adotar, Mariana. Os oficiais das forças armadas que têm filhas moças podem deixar-lhes pensão, mas não para os filhos homens. Os que, como eu, não têm filhas, costumam "adotar" a filha de um amigo, para que o dinheiro não volte para os cofres do Estado e acabe parando na conta de algum corrupto em vez de ser usado para o bem do povo.
- Mas meus pais não quiseram, não é isso?
- Pois é... Me dá pena, mas que se há de fazer? Eles ainda responderão por ti por algum tempo.

Mariana não dá sua opinião pessoal, com medo de que isso possa sugerir algum interesse da sua parte. Ora, em sã consciência, ela não se sente interessada no dinheiro daquele que ela chama de "tio" desde pequena! Ela está sendo guiada pelo inconsciente e é incapaz de outra coisa senão prestar-lhe obediência cega. Vendo que alguns convidados terminaram de almoçar, ela propõe ao coronel de irem pegar as sobremesas na cozinha. Ele aceita pronta e animadamente, levantando-se com o prato e os talheres na mão e seguindo-a, observando o firme balanço do bumbum, que ele acha curto porém carnudo. Chegando à cozinha, ele abre a geladeira e se prepara para começar a pegar os potinhos de mousse e de salada de frutas, mas Mariana o impede, oferecendo-se a fazer o serviço.  Ao inclinar-se para pegar os primeiros potinhos, ela esbarra no corpo do coronel, mas não dá o menor sinal de importar-se. Ele sente que ela não se opõe ao seu contato, resolve testá-la e, a pretexto de querer que ela saia da sua frente, dá-lhe um tapa no bumbum, exclamando "Sai da frente, menina!" Mariana assusta-se, mas a presença de espírito prevalece e ela se volta dizendo apenas um "Aiaiai!" de zanga fingida e acaba dando um beijo quase na comisura dos lábios do pobre coronel. Ele quer reagir, ir adiante, mas sente que seria imprudente; cabe a ela tomar as iniciativas se e quando quiser. Parece fácil arrastá-la dali para um quarto e seduzi-la; ela já está seminua! Mas qualquer passo em falso poderia gerar um escândalo, ainda que ela já seja maior de idade. Ele respira fundo e vai buscar um copo d'água, bebendo pausadamente até sentir seu "incômodo" (por sorte, não aparente) abrandar. Mas Mariana não se faz de rogada. Dando-lhe completamente as costas, ela o olha por cima do ombro e toca a bunda com o dedo.

- Acho que uma mosca varejeira me picou bema qui. Está queimando!
- Não estou vendo nada, responde o pobre homem, curvando-se e quase engasgando diante da bundinha mais linda que ele viu de tão perto nos últimos 30 anos.
- É um pouco mais para dentro que está coçando, precisa ela, separando um pouco a nádega oposta para deixá-lo ver melhor.

Além do contorno redondo, das polpas e de cada poro da bunda, o infeliz oficial superior chega a ver, por trás da finíssima tira de elástico, o sombreado da região anal. Parece-lhe evidente: ela o está seduzindo, não há o que temer. Tomando coragem, ele decide passar a mão por entre suas pernas e apalpar a região que, durante toda a manhã, ele estivera tentando adivinhar por trás do fino tecido elástico do biquíni. Ele hesita por um ou dois segundos e, prendendo a respiração, cola quatro dedos no sexo da menina que, desta vez, tem um curto sobressalto, apoiando-se na pia e curvando-se. O coronel tem a impressão de que ela está acariciando essa mão que a toca tão intimamente, convidando-o a pressioná-la mais, fazendo-o sentir o abaulado macio, a separação dos lábios, o calor da carne tenra... Ele deseja possuir Mariana, penetrá-la ali mesmo, na cozinha, sem pensar em mais nada! Mas ele logo cai em si: isso é mais do que uma temeridade, é suicídio! Além disso, a reação dela, que vem em frações de segundo, dá-lhe a certeza de que tudo não passou de alucinação.

- Tio! O que o senhor está fazendo? diz ela, empurrando a mão dele com uma expressão de espanto no rosto e virando-se de frente.
- N-nada..., retruca ele, afastando-se bruscamente, sentindo os golpes do coração no peito e mal podendo conter a respiração ofegante.

Com o sorriso costumeiro de volta aos lábios, Mariana pergunta se o coronel viu alguma picada de mosquito. O homem, lívido, perturbado pela mera hipótese de ter revelado alguma intenção maliciosa, responde rapidamente, dando um sorriso amarelo, evitando olhá-la nos olhos e já saindo da cozinha, carregando uma pesada bandeja de prata cheia de potinhos de mousse. Ele promete a si mesmo evitá-la pelo resto do dia e começa a agradecer aos céus pela decisão dos pais dela de recusar sua proposta.


Depois desse rápido incidente na cozinha, Mariana passará a maior parte da tarde conversando com os jovens, filhos dos convidados, alguns dos quais ela já conhece, mas logo sentirá uma espécie de irritação, de impaciência. Seu interesse não está nas conversas que habitualmente a motivam tanto e muito menos no olhar conquistador e cheio de auto-estima dos rapazes mais bonitos. Sua cabeça está tomada por uma de idéias que ela é incapaz de organizar e, muito menos, interpretar. Cada vez que se volta para o grupo dos adultos, ela rapidamente localiza o coronel Peixoto e imediatamente percebe que seus olhares se cruzam. Ela comprova que a coisa se repeta vezes sem conta, até o ponto em que, sentindo-se constrangida, se levanta e vai mais uma vez na direção da casa.


Mariana conhece bem a casa do coronel Peixoto e gosta de passar pelo longo corredor cheio de portas de quartos, armários e banheiros, olhando para dentro dos cômodos e imaginando-se dona de uma casa como aquela. Nesse dia de sol, todos estão do lado de fora, exceto Irma, a empregada, que vai e volta incessantemente, atendendo os convidados. Mariana acaba entrando num dos quartos e indo se debruçar na janela, que dá para uma parte do jardim em que ficam as hortênsias ciumentamente cultivadas pelo homem que quer adotá-la. Ela entrega-se a divagações sobre o que poderia significar ser sustentada por uma pensão que lhe permitisse nunca ter que trabalhar e começa sentir despertar nela a consciência do desejo que já a assaltou instintivamente. A decisão que seus pais tomaram sem consultá-la parece-lhe injusta, mas ela sabe que seu pai jamais volta atrás e que é inútil tentar negociar.

Saindo da janela, Mariana se vê refletida no grande espelho da parede oposta e se detêm, contemplando seu corpo praticamente desnudo no pequeno biquíni azul claro. Ela se olha de frente, de lado, de costas, apalpa o bumbum olhando-o por trás do ombro, ajeita a parte de baixo do biquíni para fazê-la brotar harmoniosamente entre nádegas brancas e rechonchudas, vira-se novamente de frente e, com as pontas dos dedos, afasta a parte de baixo, reajusta-a perfeitamente à região carnuda e abaulada do monte de Vênus,  reposiciona os elásticos sobre as marquinhas, aperta os dois laços laterais e contempla o resultado final. Depois, vendo que a parte de cima não está do seu agrado, certifica-se de que não há ninguém se aproximando e puxa a alça para desfazer o laço. Os bicos rosados dos seus seios estão ligeiramente entumescidos; ela está excitada. Um calor invade-lhe o sexo, convidando ao toque. Ela passa a mão por dentro da calcinha do biquíni, desliza pela fina camada de pelinhos e sente a umidade lisa e espessa entre os lábios. "Ah, se o Fernando estivesse aqui!", pensa ela, introduzindo a ponta do dedo médio no orifício vaginal e afagando um seio com a outra mão, constatando no espelho a vermelhidão do seu rosto e o inchado dos lábios.


Se Fernando, o rapaz com quem ela vem saindo ultimamente, estivesse com ela, não hesitaria em penetrá-la nesse quarto, mesmo correndo o risco de ser surpreendido e expulso da casa a pontapés. Quantas vezes ela abrira a calça dele em locais insólitos, fosse para tirar seu membro da cueca e apenas senti-lo duro, grosso e pulsante em sua mão, fosse para masturbá-lo, chupá-lo ou até fazê-lo desaparecer em seu sexo em chamas! A aventura mais recente se deu em plena festa, no banheiro da casa de um amigo, onde eles conseguiram entrar juntos sem ser vistos. Mal entraram, Mariana se debruçou na pia e em segundos Fernando estava dentro dela, tendo apenas o cuidado de levantar a minissaia para não molhá-la, antes de penetrá-la pelo lado da calcinha. Quando ele saiu dela e a virou de frente com o membro ainda fremente, ela ajoelhou-se e o sugou até o orgasmo. Por fim, eles compartilharam o esperma num beijo e saíram do banheiro menos de 5 minutos depois de terem entrado.

Sentindo-se cada vez mais molhada, Mariana aprofunda o dedo em seu sexo, depois outro, pressiona um mamilo e passa a língua entre os lábios diante do enorme espelho de bronze. Um desejo de orgasmo atormenta o seu corpo, ela continua a se masturbar, mas ruídos na cozinha a desencorajam. Repondo e ajustando a parte de cima do biquíni, ela sai do quarto sentindo-se lânguida, cheia de desejo e com uma nova certeza em mente.


Mariana conseguirá fazer com que seus pais sejam os últimos a sair da casa do coronel. Pouco antes da hora de irem embora, ela deixa propositalmente sua bolsa num dos quartos e vai juntar-se a eles, que já se despedem – um tanto encabulados – do homem a quem eles recusaram uma oferta que bem poucos recusariam. O casal e a filha percorrem calados a longa alameda que leva às garagens. Chegando ao carro, Mariana encena uma súbita surpresa de dar por falta da bolsa e retorna pela alameda assegurando aos pais voltar logo. Quando o coronel abre a porta, ela explica a situação e vai entrando sem cerimônia. O homem a segue com o coração aos pulos. Chegando ao quarto, ele depara com ela de pé no meio do cômodo, olhando-o diretamente nos olhos. Resoluto, ele entra e tranca a porta.

Minutos depois, o celular toca. Mariana deixa-o tocar algumas vezes e quando decide que é tempo, empurra o coronel para o lado e vai pegá-lo na bolsa.
- Mariana! O que aconteceu?
- Mãe? Ainda bem que você ligou! Eu só consegui achar a bolsa porque o celular tocou dentro dela. Estava caída atrás da poltrona.
- Então vem, filha. Seu pai está cansado e amanhã é segunda-feira.
- Já estou indo.

Mariana só tirara a canga e a parte de baixo do biquíni. O coronel jogara-se em cima dela e a penetrara na mais convencionial das posições, introduzindo-lhe apressada mas destramente um pênis surpreendentemente pronto, duro e grosso. A menina só tivera tempo de lhe pedir, entre gemidos incômodos, que gozasse fora, o que ele fez com a habilidade de um homem que fora casado por muitos anos. Quando o celular tocou, ele já estava fora dela, com o membro amolecido contra a sua coxa. Ela só precisou empurrá-lo para sair da cama. Assim que ela desligou, repôs rapidamente a calcinha do biquíni, ajustou o sutiã, amarrou a canga e destrancou a porta. O coronel ficou sentado na beira da cama, completamente nu, com o membro pendente entre as coxas, os olhos esbugalhados e um sorriso pasmo nos lábios.

- O senhor tem que convencer o meu pai, ordena a menina com toda seriedade.
- É tudo que mais quero, responde o homem com a mais sincera entonação.
- Sempre que o senhor quiser, é só me chamar que eu dou um jeito de vir.
- Não te preocupes. Eu te pego de carro ou tomas um táxi, está bem?
- Está legal, responde ela, já lhe dando as costas para sair.
- Quer dizer então que seremos amantes antes de virares minha filha? torna ele, numa voz um pouco mais forte.

Sem reagir, sem responder, a jovem desaparece pelo corredor. No quarto, o coronel vai até o espelho e masturba-se até atingir um novo orgasmo, dolorido, evocando o corpo delicioso que ele acaba de possuir tão brevemente.


Desse dia em diante, Mariana dará ao coronel tudo que ele pedir, na hora em que ele pedir. Ele vai buscá-la na saída da escola ou combina de pegá-la na esquina da rua onde ela mora. Quando um dos dois não dispõe de tempo suficiente, ela entra no carro e eles vão para as Paineiras, ele pára o carro, abre a calça, ela tira seu membro já duro e faz-lhe uma felação completa; não há o que temer, ela é a única com quem ele tem intimidades. Minutos depois, ele a deixa no lugar onde ela preferir ficar. Quando há tempo e disponibilidade, ele a leva à bela casa do Jardim Botânico e lhe faz sexo longamente, com preliminares de homem maduro e experiente que a levam ao orgasmo e lhe arrancam gritos e até palavrões. Ele gosta de sentá-la completamente nua numa poltrona e empurrar suas coxas contra o corpo para expor o seu jovem sexo depilado e o orifício rosado, os quais, em seguida, com muita calma, ele saboreia alternadamente. Enquanto ele mordisca seu clitóris, introduz a ponta da língua no orifício vaginal, percorre os lábios, visita o ânus pulsante, Mariana esfola, de mãos fechadas e nervosas, a escovinha grisalha do coronel largamente cinquentão, chamando-o de "tiozinho tarado" ou de "meu papaizinho". Depois, mantendo Mariana na mesma posição, ele lhe introduz seu grosso membro, de exatos dezessete centímetros e meio quando duro, assistindo-a extasiado jogar a cabeça para trás quando a glande termina de expandir as paredes da vagina para enfim mergulhar em seu ventre. O oficial se apoia nos braços da poltrona e desfecha até perder as forças grandes golpes de aríete através da estreita passagem da sua jovem amante. Quando vem o orgasmo, ele ejacula sobre a vulva e fica observando seu esperma escorrer por ela, passar pelo ânus e terminar na toalha posta sobre o assento da poltrona. Vez por outra, Mariana lhe concede a permissão excepcional de esvair-se em seu rosto, mas jamais se sente obrigada a abrir a boca, e ele se mantém discreto quanto à possibilidade de realização de mais essa fantasia.


No que diz respeito ao sexo, Mariana jamais pede nada ao coronel Peixoto, limitando-se a realizar seus desejos. Entretanto, com o passar das semanas, ele continua lhe pedindo coisas sem nunca mais tocar no assunto da adoção. Um belo dia, ela quer saber.

- Tio, o senhor falou com o meu pai?
- Falei, Mariana, mas ele está irredutível. Aliás, tua mãe também não quer que eu te adote, mesmo que isso seja interessante para o teu futuro. Eles colocam o problema ético diante das vantagens e... Bem, talvez eles tenham razão.
- Mas eu quero que o senhor me adote! Não estou fazendo tudo isso à toa, poxa!
- Não fales assim, Mariana! Me ofendes e ficas parecendo uma vadia!
- Desculpe, tio... É que... o senhor sabe que eu estou me esforçando, emenda-se ela, acariciando gentilmente o membro ainda inchado mas já amolecido pelas horas de sexo.
- Não estou zangado, Mariana. Prometo que tento falar novamente com eles nesta semana.
- Oba! exclama ela, hipnotizando-o com um olhar encantador.

Nesse dia, o coronel e Mariana têm tempo de sobra. Depois de uma primeira sessão de sexo, eles param para um banho seguido de um lanche consistente. Um pouco mais tarde, ouvindo música na sala, Mariana se levanta toda nua e dança de costas para ele, rebolando, agachando-se e levantando, simulando debochadamente as danças de baile funk, tão caras ao povinho que ela execra e despreza. Isso excita o coronel, que a chama ao seu lado. Ela senta-se colada a ele e mergulha a mão entre suas coxas, colhendo por baixo o volumoso saco, acariciando-o e premendo-o de leve com a mão delicada enquanto observa encantada o gradativo retorno do membro à posição ereta. Uma nova onda de excitação percorre o corpo do coronel, que ainda conserva na memória imediata a imagem da bunda perfeita agitando-se diante dele. Aproximando-se dela, ele lhe cochicha algo no ouvido.

- Isso não, tio!
- Por que não? Nós nunca fizemos isso.
- Eu nunca fiz isso na vida e não vai ser com o senhor que eu vou começar!
- Puxa, não precisas ser tão agressiva, Mariana!
- É que eu já faço tudo que o senhor pede!
- Pois fiques sabendo que esse pedido é sério. Eu faço questão.

Com essa última frase, Mariana se levanta, olha com toda seriedade para o coronel e declara: "Pois isso, o senhor não vai ter nunca!" E vira as costas, já rumando para o banheiro com a intenção de tomar banho e ir embora. O coronel, acalorado e no auge da excitação, levanta-se e a segue com o membro em riste, até o banheiro, onde ela já se encontra dentro do box.

- O que é que eu preciso fazer para que aceites, Mariana?
- Nada. Eu já disse que isso o senhor não vai ter.
- Mas por quê? Todo mundo faz, nem que seja uma vez, para experimentar!
- Mas não quero fazer com o senhor. Tenho esse direito, não? Será que alguma coisa pelo menos pode ficar para mim?
- Mas eu quero demais, Mariana, e agora! Vê o meu estado! e o pobre homem olha para a sua irrefreável ereção.
- Pois vai ficar querendo! responde ela, rindo e ensaboando-se profundamente entre as nádegas, de costas para o atormentado oficial. O senhor não faz nada por mim e eu dou tudo que o senhor pede. Isso não está muito justo!
- Se dependesse só de mim... Quantas vezes vou ter que explicar que teus pais não querem!
- Não quero saber, tio. O senhor disse que ia convencer o meu pai. Eu não vou continuar com o senhor por caridade! O senhor acha que estou adorando essa situação?
- Não gosto quando assumes esse tom que me magoa e te enfeia.
- Enfeia, enfeia...! Só sei que estou fazendo a minha parte e o senhor não está cumprindo a sua. Acho melhor a gente parar por aqui.
- Pelo amor de Deus, Mariana! Tudo menos isso! Preciso de ti!
- Vou embora hoje e não sei se volto, tio, e estou falando sério. O Fernando já está me achando diferente e eu não quero mudar, diz ela, fechando o sutiã e indo para o quarto terminar de vestir-se. O pobre oficial, cujo estado já se torna embaraçoso, permanece no banheiro, amuado.

Dois dias depois, o celular toca no quarto de Mariana.

- Preciso falar contigo. Vou esperar-te no carro, no lugar habitual.
- Pois o senhor pode esperar sentado!
- Tenho uma coisa muito importante a dizer, Mariana.
- Então diz por telefone, ora!
- Mas não é só isso...
- Não? O que é então?
- Não quero falar assim. Vamos nos encontrar.
- Não.
- Se eu disser que é uma coisa tão boa que vais jogar-te nos meus braços logo em seguida?
- Como assim? O senhor conseguiu? Meu pai aceitou?
- Mais ou menos... Quer dizer, não foi bem pelo caminho que eu queria, mas o resultado é parecido.
- Não entendi nada, tio. Explica!
- Só se puseres uma roupa bem bonita e vieres me encontrar.
- Hm... Estou tão curiosa!
- Então vem. Estou ligando do nosso ponto de encontro.
- Está bem... Só vou me vestir. Que roupa o senhor quer que eu ponha?
- Vem bem "menina", com uma daquelas calças de cintura baixa que te deixam de barriga de fora. Te quero linda como o dia que está fazendo hoje.
- Tá bem, tio. Estou indo.

Essa conversa telefônica deixa o coronel Peixoto num alvoroço indescritível e Mariana numa expectativa otimista. Ele tem um sobressalto ao ver surgir, à altura da janela do carro, a barriga plana e o umbigo que ele tão bem conhece. Ele dirige até um estacionamente da Av. Rio Branco, eles saltam, caminham um pouco e entram num prédio. Mariana está ansiosa para saber, mas ele não lhe diz nada. Na sala de espera, um homem mais ou menos da idade do coronel vem recebê-los sorrindo e os acolhe no escritório.

- Este é o tabelião Gouveia, Mariana. Ele vai cuidar da doação em vida que fiz em teu nome e tinhas que vir aqui assinar uns papéis. Por isso insisti tanto.
- Doação em vida? Como assim, tio? pergunta ela, sem de fato entender tudo, mas exagerando na encenação.
- Estou doando-te todos os meus bens enquanto estou vivo, Mariana. Isso quer dizer que tudo que possuo passará a ser teu assim que assinares os documentos. Não vais receber a pensão como eu tinha previsto e como eu teria preferido, mas com os meus bens e o dinheiro que estou deixando, vais viver confortavelmente. Obviamente não é para já, aos dezoito anos, mas a partir de uma certa idade que estipulei como cláusula condicional.

Mariana não sabe o que dizer diante do tabelião Gouveia, mas assina todos os documentos sem tremer e sem esquecer um pingo em nenhum "i". O coronel sai do escritório um tanto trêmulo, mas não pelo que acaba de fazer e sim pelo que está para fazer. De volta ao carro, ela espera ir a um restaurante para comemorar e voltar para casa correndo e contar aos pais, mas o coronel Peixoto tem outros planos. Pela primeira vez, é ele que fala com Mariana em voz de comando.

- Agora, presta bem atenção ao que vou dizer, Mariana. Aos 26 anos e graças a mim, serás uma menina rica, muito rica, porque terás usufruto de parte dos meus bens mesmo que eu ainda esteja vivo. Só reservei uma parte para ter uma velhice sem apertos.
- Não estou entendendo o porque do discurso, tio, respondeu ela, impacientando-se.
- Sei que me arrisquei muito fazendo o contrário daquilo que alguém de bom senso faria, mas fiz e não me arrependo.
- Nossa, quanto mistério!
- Eu explico: em vez de pedir-te o que quero e dar-te os meus bens em troca, eu te dei os meus bens e vou pedir-te o que quero agora.
- Hã? Que maluquice, tio! Conta logo!

Embora sozinho com Mariana, o pobre homem não consegue formular em alto e bom tom o seu pedido. Ele precisa mais uma vez cochichar as palavras em seu ouvido. Mariana ouve perfeitamente, entende perfeitamente, prepara-se para retorquir, mas sua voz se detém na garganta. Ela limita-se a recostar-se no banco do carro, dando ao coronel o consentimento tácito de que ele precisa. O feitiço se virou contra o feiticeiro. Não há nada no mundo que Mariana deseje menos fazer do que aquilo que aquele homem à beira dos sessenta anos acaba de lhe pedir. Não com aquela pessoa! Não com ele! Mas ela não pode negar, a não ser que decida por tudo a perder e invalidar todo o esforço empreendido até aqui.


Chegando em casa, o coronel abre a porta para Mariana, que se encaminha como um espectro diretamente à suite. Ele tem que despi-la porque ela está em choque, depois levá-la até o banheiro, o local escolhido. Ele tem que pô-la de costas contra a bela bancada de mármore de Carrara e baixar a calcinha branca, última peça que lhe resta no corpo. Afastando-se, ele contempla o que considera ser a suma perfeição desse corpo: os dois gomos curtos e salientes que brotam das coxas criando duas graciosas linhas curvas. Ele acomoda Mariana sobre a bancada e lhe pede gentilmente que afaste as pernas. Em seguida, pega um frasco numa das gavetas, espalha seu conteúdo por todo o seu membro ereto, depois unta o local preciso entre as nádegas da jovem.


Mariana continua estática, muda, de olhos abertos mas perdidos, diante do espelho da bancada. Ela sente o membro deslizar entre suas nádegas até tocar o ponto até então intocado, empertiga-se e espera. Ela sente a entrada ampliar-se com a pressão inicial da glande. Seus dedos crispam-se na bancada fria. Duas outras mãos vêm agarrá-la pela cintura e puxá-la para trás. A dilatação se expande e com ela, a dor. Mariana grita e o homem recua. Dedos firmes vêm acariciar-lhe o sexo, percorrendo os lábios, esfregando o clitóris, enquanto nova investida é dada por trás. O orifício dolorido continua a ser ampliado pelo grosso membro habituado do oficial, que arfa agarrado a ela. Dois dedos invadem-lhe profundamente o sexo friccionando energicamente o clitóris ao sair. Mesmo contra a sua vontade, Mariana cede ao desejo mais lascivo do homem que a possui. Ela que sempre domina, está sendo dominada. Quando a extremidade do membro finalmente se encaixa na estreitíssima passagem, uma sensação de repuxamento que vai até o meio das coxas obriga Mariana a contorcer-se, gemendo e proferindo impropérios. De rosto colado ao espelho, um último puxão do seu corpo para trás a faz sentir-se transpassada pelo longo tronco que a invade e desliza até o final. Está consumada fantasia do seu doador. Agarrado a Mariana, puxando-a pela cintura, tentando aprofundar-se ao máximo possível no orifício recém-deflorado, o coronel separa-lhe as nádegas, almejando fazer com que Mariana sinta a dureza e a pulsação do talo. Para espanto do homem, agora é ela que se masturba vigorosamente, esfregando-se e sentindo o orgasmo apoderar-se do seu corpo inteiro. A invasão pode ter sido indesejada, mas ela reconhece intimamente que jamais sentiu tanto prazer.


O coronel inicia então um vaivém ritmado e lento, aprofundando-se bem e saindo quase inteiro para retornar em seguida, num movimento contínuo, fazendo a menina soltar um gemido de surpresa a cada reingresso. Aos poucos, a área vai ficando tão lubrificada que o movimento se torna fluido e o maciço pênis pode deslizar mais facilmente. Domada a fera, o homem passa longos momentos entregue a esse movimento ritmado, comemorando a sua estranha vitória, olhando-se no espelho, sentindo-se extremamente viril, quase juvenil. Com que prazer ele assiste ao seu sexo indo e vindo entre os dois gomos salientes da sua donatária! Ele mal podia acreditar que a bundinha miúda acolheria tão bem o seu volume e que fosse tão infinitamente saborosa. O coronel está exultante.

A masturbação contínua provoca vários orgasmos em Mariana. Suas pernas estão bambas. Ela sente seu ânus extraordinariamente dilatado e a parede interior como que anestesiada pela quantidade de estocadas que se sucedem interminavelmente. Aos poucos, ela vai deixando de sentir seu corpo para sentir apenas a passagem de um cilindro liso e rígido, como se seu ânus se tivesse fixado numa abertura e seu corpo estivesse sendo submetido a algum tipo de prospecção. Para seu espanto, uma imagem de campos repletos de "cavalos" de extração de petróleo aflora bizarramente à sua mente feminina.


O orgasmo do coronel manda um aviso. O homem é tomado pela conhecida sensação de travamento ou bloqueio que antecipa a ejaculação e é forçado por ela a arremeter reiterada e profundamente, até que as descargas de esperma começam a se suceder. A menina fica desnorteada, agitando a cabeça para um lado e para o outro, revirando os olhos, gemendo e grunhindo coisas desconexas, derrubando objetos da bancada, enlouquecida. O coronel enche-a do esperma armazenado há semanas, sentindo seu membro flutuar dentro dela. Não há mais resistência, tudo parece líquido e morno. Quando ele se retira, a abertura permanece dilatada, pulsante e o esperma brota abundantemente, escorrendo pelo períneo e pela vagina para gotejar no chão negro e brilhante do banheiro. Mariana desaba, assumindo uma posição semi-fetal enquanto sente as últimas convulsões do prazer arrancado à força.


Mariana e o coronel Peixoto jamais se reverão. No próprio dia em que completar 26 anos, ela irá ao tabelião para dar ciência do seu direito de donatária. Contudo, enquanto o coronel Peixoto viver, ela abrirá mão do usufruto da parte que lhe cabe dos seus bens. Por ocasião da morte dele, ela herdará uma quantia que lhe permitrá viver com conforto pelo resto de seus dias e ainda deixar herança, se herdeiros vier a ter. Mariana não conhecerá o arrependimento nem a culpa por essa circunstância da sua vida. Ao leitor fica o encargo de julgar sua culpa ou inocência.



Um comentário:

  1. Além de muito sensual, o conto despertou minha curiosidade. Não sei se ainda se faz hoje, mas essa possibilidade da adoção para legar a pensão militar foi muito explorada.
    Um leitor satisfeito

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