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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Intercâmbio de Natal

Este relato foi escrito por uma jovem em intercâmbio nos Estados-Unidos que o enviou a um amigo seu que por acaso me conhece e me pediu para publicá-lo no Erotexto. Ela tem dezoito anos, mora e estuda num bom colégio da Zona Sul do Rio de Janeiro e se chama Lara. O texto do relato foi corrigido por mim, mas é 95% fiel ao original. Tomei a liberdade de acrescentar entre parênteses a tradução de algumas palavras soltas. Segue a breve introdução da própria Lara.

"Gente, que infelicidade passar o Natal longe de casa! Meu nome é Lara. Estou em Tucson, uma cidade do oeste americano, enquanto uma caipira rica daqui está passando um ano lá em casa, aí no Brasil. Ela vai comer bem, sentir calor e passar o feriado inteiro em clima de festas enquanto eu fico aqui com dois coroas que mal falam comigo e que me dão um prato de cereal de manhã e um de sopa de noite? Nunca! Vou continuar aprontando como eu fiz no dia 25. Quero contar como foi o meu Natal em Tucson e pedi a um amigo no Brasil para publicar anonimamente num blogue qualquer de contos eróticos e me mandar o link depois."

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Ninguém merece! A ceia de Natal tinha frango, arroz e legumes e – pasmem – foi às 8h da noite e éramos três: um coroa, uma coroa e euzinha, roendo as unhas e rangendo os dentes de ódio. Se os meus pais não tivessem mandado o meu presente pelo banco, eu teria preferido me matar no dia 25, mas eu tinha comprado o meu iPhone e tinha muita coisa para fazer, aplicativos para instalar, etc. Já sabendo que o dia de Natal ia ser uma droga, desci para o café da manhã com o meu celular e não fiz nenhuma questão de ser gentil porque o casal Víbora não fez nada por mim desde que eu cheguei, em agosto; muito pelo contrário, ainda me dão bronca porque eu deixo vapor no banheiro!

No primeiro toque do meu celular novo, às 9h da manhã do dia de Natal, dona Víbora olhou de cara feia, se preparando para me perguntar se eu "já ia sair". Era o Jason, um garoto da escola: os entediados do Natal estavam reunidos na casa dele, no mesmo bairro, e ele queria que eu fosse lá. Aceitei e me limitei a comunicar que estava saindo. Dona Víbora, que já estava de cara feia, me desejou um "Feliz Natal" bem irônico e virou as costas.

Foi um alívio reconhecer os carros parados na frente da casa do Jason. Não é que eu seja tímida, mas... Bom, vocês entendem. Quando eu toquei, o Tim apareceu na janelinha do sub-solo dizendo para eu entrar e descer. Sinal de que não tinha adulto em casa; oba! Quando abri a porta, vi um monte de gente, uns sentados jogando na frente da TV, outros conversando, outros dançando, outros no computador, outros jogando cartas, cada um com um ou dois "packs" (engradados de papelão com 6 latinhas ou garrafas) de cerveja; aqui é cada um com sua bebida. Assim que me livrei do casaco de inverno, me senti olhada; eu era a única de saia, todas as outras estavam de legging. Mas fui de saia porque era pertinho; não calculei nada, não! Tudo bem, essa saia é plissada e curta, os meninos olham mesmo, mas ela não tem nada de mais indecente do que uma legging; pelo menos eu não estava de string (fio-dental)! A maioria das meninas estavam de legging e uma ou duas estavam de jeans, então, é claro, eu estava "destoando", mas não liguei porque essa turma não me dá medo e eu já saí várias vezes com eles para passear, pizzarias, festas, etc. Em dois minutos eu estava conversando, bem entrosada com um grupinho.

O tempo foi passando, a cerveja rolando e de repente, começou uma gritaria dos meninos em volta do sofá. Minha turminha chegou junto e quando eu consegui passar apertada entre dois caras, vi a bundona branca do Thomas se agitando por trás de uma menina ajoelhada no sofá; era a Julie, uma lourinha com carinha de inocente que faz informática na mesma turma que eu. A galera estava histérica, berrando que nem torcida de futebol. Eu nunca tinha visto uma coisa dessas. Nunca que alguém da minha turma, no Rio, vai começar a transar no meio da galera, numa reuniãozinha! Mas eles estavam lá e ninguém estava espantado com isso; parecia a coisa mais normal do mundo para animar um bando de gente com tédio no dia de Natal. Uma coisa que me chamou a atenção é que o menino americano não liga de mostrar a bunda. Dava para ver até o cuzinho do Thomas enquanto ele comia a Julie!

Não demorou muito, a torcida masculina começou a ficar indócil, os caras apalpando as meninas e querendo beijar. Eu estava na minha, olhando os dois no sofá, quando senti uma mão por baixo da saia, direto na bunda; era o Jason, o "dono" da casa. Me virei e ele logo me tacou um beijão de língua para disfarçar a mão que passou para a frente, entre as coxas. Ele me acariciou com tanta força que me molhei toda. Olhei em volta e vi que alguns casaisinhos já estavam se agarrando, umas meninas sentadas no colo dos caras de blusa aberta e deixando passar a mão no peito, outras até com a mão por fora da calça deles, apertando o pau. Isso me encorajou e me soltei sentindo o Jason colado em mim com uma mão entre as minhas coxas e outra nos meus peitos, por baixo da blusa. Não tive mais dúvida de que ia rolar de tudo ali e por mim estava tudo bem; eu só não queria ser a primeira a dar depois da Julie porque depois iriam dizer que a brasileira tinha sido a mais fácil. Mas com o Jason respirando na minha nuca, foi ficando cada vez mais difícil.

De repente, um gritinho e um gemido forte de uma das meninas. Não acreditei quando vi que era a Hannah, uma menina de família judia super rigorosa! Ela foi a segunda; tinha acabado de dar uma sentada no Bronson só dava para ver as bolas dele coladas nela, os dois de pernas escancaradas, na poltrona, ela com os dois peitos para fora do sutiã. Vendo isso, o Jason não se segurou mais e me empurrou contra a parede já levantando a minha saia toda. Só precisei chegar a calcinha para o lado para ele meter, e que pau gostoso! O Jason não é um cara grande, então estava tudo combinando, tudo encaixando. Eu estava muito molhada, a camisinha não atrapalhou em nada. Ah é, não falei de camisinha, mas estava todo mundo usando. Aqui, as meninas têm sempre na bolsa, mas a gente quase nunca precisa usar porque os caras adoram mostrar que têm um montão também.

Eu estava colada na parede, mas dava para ouvir os gemidos e olhar para os lados para ver a galera se divertindo. À minha direita vi uma menina bem servida, de quatro no chão, ganhando por trás e pela frente; à esquerda, uma outra estava sentada entre dois caras, num sofá em frente ao outro, tocando punheta para eles. Enquanto isso, eu tinha descido o sutiã todo e o Jason estava com as duas mãos nos meus peitos e me comendo sem parar, num vaivém delicioso, gemendo muito e me chamando de gostosa. Eu queria ficar nua com ele, mas estava sem coragem de começar. De repente, parou, me deu um beijo e disse que precisava ir ao banheiro. Na hora, fiquei com um pouco de medo de dar vexame, com a roupa toda aberta  e sem ninguém do meu lado, mas logo aconteceu uma coisa que distraiu todo mundo.

Quando o Jason foi ao banheiro, na verdade ele tinha ouvido o que ninguém mais ouviu por causa da música alta: a campaninha. E quando a porta tornou a se abrir, um cara negro de mais de 1,90m estava ocupando toda a abertura. Os que conheciam o cara gritaram o nome dele – Mike! –, os outros ficaram olhando e as meninas ficaram sem reação. Mas o clima logo aliviou um pouco porque logo atrás dele vinha uma menina também negra, amiga ou namorada dele, chamada Serena, que só três pessoas conheciam, duas meninas e um cara. A galera voltou ao que estava fazendo e o Jason deixou os dois tão à vontade que eles logo começaram a tomar cerveja e conversar com os conhecidos. Dez minutos depois, eles já estavam se agarrando completamente integrados.

Nisso, o Jason meio que me "esqueceu" e um cara me pegou pela mão para levar até o sofá onde tinha rolado a primeira transa, a do Thomas com a Julie. Eu nunca tinha visto esse cara, um tal de Dave, mas era um dos que tinham ganhado punheta no sofá, um altão louro com um rosto lindo. Ele me deixou em pé na frente dele e sentou na beira do sofá, já agarrando a minha calcinha e tirando toda. Depois, ele me levantou como se eu fosse uma pluma, pela cintura, e botou ajoelhada no sofá com as pernas dele entre as minhas. Num reflexo, talvez de medo, segurei no pau dele e senti que era bem maior que o do Jason, mas não tive tempo de fazer mais nada porque ele me puxou pelas coxas e praticamente me encaixou nele, já procurando os meus peitos para chupar. Doeu um pouquinho para entrar, mas eu já estava sentada no saco dele e pude descansar do susto enquanto ele dava dentadinhas nos meus mamilos e apertava a minha bunda. E o pau dele foi me dando prazer porque era realmente bem mais grosso que o do Jason. Quando ele parou de mamar os meus peitinhos, subiu me dando chupão no pescoço e logo enfiou a língua na minha boca. Enquanto isso, notei que ele estava desabotoando os últimos botões da minha blusa e soltando a minha saia. O puto acabou tirando a minha saia pela cabeça e me deixando nuazinha sem parar de me comer! Botei as mãos nos ombros dele e comecei a cavalgar, sentindo o pau dele me alargar e me levar ao delírio de tanto esfregar. Quando eu comecei a gozar ele ainda ficou apertando os meus mamilos para me torturar ainda mais de tanto tesão. Eu sei que me soltei e fiquei com a cabeça deitada no ombro dele um tempão, só curtindo as ondinhas do orgasmo enquanto ele acariciava aminha bunda e as minhas coxas.

Aos poucos, me dei conta de que eu estava olhando sem ver para um casal atrás do sofá. Eles estavam quietinhos, mas ela gemia muito, baixinho, de boca o tempo todo a berta e deitada de bruços numas almofadas grandes, e ele por trás. Achei que isso não fosse acontecer, mas não tinha erro: ela estava dando o cuzinho para ele. Em dado momento, sentindo-se observada, ela me olhou de relance e deixou bem claro que o tesão estava a mil, revirando os olhos e passando a língua pelos lábios. O menino, fazendo vaivém rápido, acabou gozando deitado por cima dela, uma cena muito erótica. Me espantou ver essa menina preparada para fazer sexo anal.

De repente, me senti esmagada contra o peito do Dave e o vi dar um tapa na mão de um cara que tinha acabado de sentar nas pernas dele, por trás de mim. "E aí, bro!" Gelei, mas não tiver coragem de dizer não, assim, de cara; o garoto já estava pronto, o pau dele me roçando por baixo. Olhei para Dave tentando descobrir o que ia acontecer, mas ele só me acalmou dizendo que o Chase era legal e que a gente ia se divertir. Entendi na hora: enquanto eu estava distraída com o sexo anal atrás do sofá, ele chamou um amigo. O Chase meteu em mim e mexeu um tempinho, mas logo tirou e o Dave entrou no lugar dele. Relaxei um pouco, mas segundos depois senti o pau do Chase agora roçando na minha bunda. Tentei evitar, empurrei ele para trás dizendo que não, me debati, mas os dois estavam me segurando. Vi que se eu fizesse escândalo, a festa iria gourar porque já tinha gente em volta de nós e os gritos de torcida de futebol tinham recomeçado. Eu estava apavorada. Uma: e se doesse? Duas: e se sujasse? Mas ele continuava procurando e acabou encontrando a entrada, passando dedos molhados – provavelmente de saliva – nela, encaixando a cabeça e começando a empurrar. Eu estava imobilizada entre eles, com o Dave dentro de mim e me puxando pelas coxas e o Chase me pegando pela cintura. Alguém devia estar ajudando, direcionando o pau dele. Olhando para trás, pude ver uma das meninas, Angelica, uma mexicana, rindo e fazendo o serviço. Aguentei o quanto pude, rindo para não chorar, mas ele acabou entrando e senti os dois paus se esfregando dentro de mim separados pela parede fina entre a buceta e o cu. A dor aguda me fez gritar, mas eles sabiam o que estavam fazendo: assim que entrou tudo, o Chase parou dentro de mim.

Uma menina loura muito bonita tinha dado a volta pelo sofá e estava afagando o meu cabelo e sorrindo, me tranquilizando e dizendo que nós três estávamos dando o show mais excitante do dia. Isso, mais a "torcida" me fizeram não entregar os pontos. Comecei a relaxar, a sentir o pau do Chase, que afinal, não tinha nada de mais (se ele soubesse português e lesse isso aqui!) e acabei dizendo ao Dave para eles continuarem, mas devagar. Foi a minha primeira dupla penetração e, olhem, meninas, depois que eu relaxei, acho que foi sensação mais intensa que eu provei até hoje! Ficar esmagada entre dois caras, sentindo os dois mexendo lá dentro, te alargando, doidos de tesão, não dá para descrever. Quando os dois engrenaram, eu esqueci tudo, esqueci que tinha gente em volta de mim, esqueci da droga do intercâmbio e da família Víbora, esqueci que o mundo existe e comecei a querer mais, a pedir mais e mais forte, e agente acabou gozando quase ao mesmo tempo. Quando terminou, fiquei um pouquinho preocupada, mas o Chase fez um truque super legal: ele amoleceu dentro de mim e tirou o pau deixando a camisinha só com a beirinha de fora. Eu tirei no banheiro. Idéia genial, não é?

Na volta do banheiro, eu já estava satisfeita e a fim de fazer outra coisa, menos ir embora porque eu não queria voltar para casa da família Víbora. Resolvi assistir e de repente participar mas só como a menina bonita que me deu apoio moral ou a mexicana que ajeitou o pau do Chase durante a minha DP. Mas acabei vendo o Jason à toa e peguei uma cerveja para ir bater um papo com ele. A essa altura, o sub-solo já tinha virado campo de nudismo e não tinha mais um de roupa. Quem fazia mais barulho era o casal afro. Ela estava debruçada na mesa com ele por trás, mas não era anal. Dava para perceber no rosto dela o sofrimento, cada vez que a tora do cara entrava. Cheguei a comentar com o Jason que "aquilo" nem caberia em mim e ele confessou ter inveja dos caras dotados como o Mike. Umas seis pessoas além de nós observam o casal, enquanto os outros começavam lentamente a trocar o sexo pelas atividades do início: jogo, TV, cerveja, cigarro, papo. Uma menina ainda acesa chupava alternadamente três paus "embrulhados", coisa que eu jamais faria porque detesto gosto de látex; um casalzinho conversava encaixado, ora bebendo, ora se beijando; dois ou três outros casais estavam deitados juntos, descansando ou simplesmente se acariciando. Quando o Mike terminou de transar na mesa com a namorada, uma menina oferecida foi se engraçar com ele, proclamando que essa história de pau de negro era lenda, mas não aguentou e quase chorou de pânico quando ele forçou a pontinha da cabeça sem meter o resto. Mas todo mundo viu que ele estava representando e ninguém se preocupou. Ela saiu toda sem graça, mas ele, que deve ser um cara super legal, pegou uma lata de cerveja e olhou para ela dizendo: "Você recusou o meu presente, mas não faz mal, feliz Natal assim mesmo! Ela quase chorou de emoção porque ele consertou a situação, e todo mundo fez "tintin" com as latinhas de cerveja, desejando feliz Natal e trocando beijinhos. Afinal, a galera estava lá para se divertir.

Alguma coisa me diz que eu nunca mais vou ter um Natal como esse de 2013, mas o Ano Novo está aí e de repente rola uma segunda chance de escapar do casal Víbora, haha!




Feliz Ano Novo a todos!

3 comentários:

  1. Cara, você está autorizado a dar meu email para a Lara, kkk! Também fiz intercâmbio quando eu era mais jovem, mas me sinto um seminarista perto dessa mina. Se o que ela conta for verdade, acho que perdi tempo!
    Pedro

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  2. Eu queria estar nesse lugar! Uau!

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  3. Sou mulher e estou adorando a sua maneira de escrever, principalmente os folhetins que deixam a gente coçando para ler a continuação.
    Bjs, Elisa.

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