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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

A Odisséia de Aninha (folhetim, episódio XVI)

16. Dia de Demissão

Gabriel toca a campainha no momento exato em que Aninha abre a porta para sair com Soraya.
- Ah, por pouco não ficava na rua! E aí? A francesa te botou para dormir na senzala?
- Para com isso, Aninha! pede Soraya, dando um sorrisinho amarelo para Gabriel.
- Que nada! Se você visse o apartamentão na beira da praia, retruca o menino, ofendido, mas atento para não revelar nada.
- Bom, depois você me conta. Toma a minha chave e se sair, leva celular para eu te ligar, senão sou eu que fico na rua. Só vou até a loja pedir demissão e volto.
- Vai embora assim? Não teve que dar aviso prévio?
- Pois é, quero ver se o seu Jarbas me libera, assim eu tenho uns dias de folga até começar na butique.
- Boa sorte! exclama Gabriel, sarcástico.
- Bom, chega de papo. Vamos nessa, Soraya.

Exausto, Gabriel não tem a menor intenção de sair. Ele coloca um short e uma camiseta, deita-se no sofá e adormece antes mesmo de fechar completamente os olhos, sonhando com sua noite em companhia da francesa. Ela extraiu tudo o que pôde do seu corpo jovem e pulsante e lhe deu em troca uma primeira experiência de sexo adulto. Ele se sente cansado, mas relaxado e amadurecido.

"Seu" Jarbas é um homem de quarenta e seis anos que trabalha desde os treze com material de construção. É o negociante típico e o gerente a quem Aninha deve se dirigir se quiser se liberar do aviso prévio. Ela sabe que a resposta será não e está pronta a negociar. Assim que ele a vê indo em sua direção em vez de ir direto para a cabine dos caixas, o longo hábito o prepara a ouvir um pedido típico de empregado:  folga, desconto, liberação para ir ao médico, dispensa de aviso prévio ou, na pior das hipóteses, aumento. Ele se posta de pernas entreabertas, mãos na cintura e ar severo, aparentemente insensível à visão de Aninha, que escolheu para a ocasião uma saia plissada curtíssima e uma blusinha branca cujos botões finais deixam entrever o umbigo e seu piercing, o que a deixa parecida com uma estudante japonesa de video erótico. Ajeitando sedutoramente o longo cabelo negro, ela se aproxima e explica a sua situação. O homem ouve em relativo silêncio e a resposta é obviamente não: ela tem que trabalhar mais um mês.
- Por favor, vai, seu Jarbas! O senhor tem que me quebrar o galho, senão não posso começar no novo emprego.
- Não arrumasse outro antes de pedir demissão aqui!
- Mas é que esse emprego caiu do céu, seu Jarbas. Olha para mim. O senhor me vê mofando aqui a vida toda, estragando esse corpinho na poeira de cimento, areia e cal?

O homem aproveita a deixa para olhar de perto o tal "corpinho" e admite com seus botões que se trata de um senhor corpaço, o que o confirma na convicção de que deve se manter irredutível na questão do aviso prévio.
- Não senhora! Não é assim que a coisa funciona. E como é que eu fico, sem um caixa de uma hora para outra? Tenho que ter tempo de arrumar outro empregado.
- Isso é mole, seu Jarbas! Todo dia vem gente aqui pedir emprego, retruca Aninha, dando um jeito de empinar-se ao máximo enquanto aponta para fora e lhe dá tempo de olhá-la mais à vontade.

E de fato, ele aproveita para devorá-la com os olhos, o que o enche de um desejo vago e esperançoso. Os poucos empregados chegaram, o movimento da segunda-feira de manhã é tranquilo e lugar é o que não falta para uma estrepolia. Ele passa instintivamente a representar contra o pano de fundo das segundas intenções.
- Não vai dar não, Ana. Eu até poderia reduzir de um mês para menos, mas a gente ia ter que ver.
- Então, seu Jarbas, já melhorou um pouco. Quantos dias o senhor me dá?
- Ah, uns quinze no máximo.
- Seu Jarbas, eu não tenho quinze dias! A butique vai abrir nessa semana talvez.
- Isso não é meu problema, Ana.
- Seu Jarbas, mas e tudo que eu já fiz aqui, os galhos que eu quebrei, o monte de folgas que eu tirei pela metade, as vezes que eu fui buscar café com pão na padaria, isso não conta nada?

O homem rude, de rosto talhado a formão e curtido de sol sente que tem diante de si a oportunidade de talvez realizar um dos maiores sonhos de todo quarentão que se preze. Olhando para Aninha que continua diante dele parecendo disposta a negociar sob qualquer espécie, ele resolve obeder aos mandamentos da natureza e prosseguir.
- Deixa eu pensar...

Ele finge que pensa enquanto Aninha se distrai mexendo com os vendedores novinhos, contratados por um punhado de reais e doidos por ela. Não há dúvida de que ela eletriza o astral dessa loja tão sem atrativo. Soraya passa por ela para ir ao banheiro, dando uma piscadela para encorajar a amiga nessa dura negociação. Enquanto isso, Jarbas deseja que todos desapareçam como por encanto e o deixem sozinho com sua deliciosa solicitante.
- E aí, seu Jarbas? Pensou? interrompe ela, sabendo-se culpada e sentindo tudo menos impaciência.
- Olha, Ana, vamos fazer o seguinte. Você trabalha até sexta e estamos conversados, propõe ele seriamente, já virando as costas em sinal de fim de papo.
- Ai, seu Jarbas, sexta não! Vão me ligar na quarta ou na quinta, faz ela, torcendo as mãos e mostrando-se aflita.
- Mas o que é que você quer, menina? Não posso te deixar ir embora assim. Como é que eu vou explicar para os donos?
- Ah, o senhor sabe que pode, seu Jarbas, retruca ela com jetinho adulador. É só o senhor querer.
- Quantos dias você pode me dar, Ana?
- Eu posso ficar hoje e trabalhar amanhã.
- Caramba! De um mês para dois dias, Ana?
- Aí o senhor é que vê. Eu vim disposta a tudo para conseguir parar hoje mesmo, declara ela, encarando-o profundamente.

O homem percebeu muito bem a ênfase que Aninha pôs no "tudo" de sua última frase e não tem mais dúvida de que isso inclui certos favores extra-profissionais.
- Bom..., começa ele, um tanto hesitante, se eu quebrar o teu galho, você faz umas coisas para mim?
- É só falar, seu Jarbas, responde ela ainda incerta do que vai ouvir.
- Não é bem fazer umas coisas para mim, mas... Ah, você entendeu!
- Não entendi não. Fala, seu Jarbas! provoca ela, rindo.
- Bom, lá vai, diz ele, sentindo a boca seca. Se eu pedir, você vai comigo... você pode ir comigo... até a minha sala, lá embaixo, no depósito?
- Ahá! exclama ela sonoramente, dando o sorriso dos vencedores enquanto observa o homem contorcer-se de nervoso à sua frente.

Ele sabe que ela é o tipo de mulher que não recusa, mas não tem certeza de que ele próprio não seja recusável por uma jovem desse quilate, e é isso que o deixou tão nervoso, porque hábito com mulheres, ele tem, sim senhor! Os segundos passam como se fossem horas até que...
- Então vamos lá para baixo, seu Jarbas, diz ela, fingindo-se e já olhando para a porta que leva ao subsolo.

É preciso que o leitor saiba que o depósito da loja de materiais de construção é mais familiar a Aninha do que o próprio Jarbas suspeitaria. Entusiasmados por ela, os rapazes mais audaciosos da loja não perdiam uma chance de lhe pedir ajuda nos momentos de folga em que a viam perambular, indo ou voltando do banheiro ou do bebedouro e, uma vez lá, revelavam-lhe, espremendo-a contra uma estante, tentando um beijo na boca ou acariciando-lhe o corpo, suas intenções mais depravadas. Sempre dona da situação, ela cedia muito pouco, mas como não se fazia de difícil, o labirinto de estantes que se estende no subsolo por toda a superfície da loja foi se tornando um lugar de encontros-relâmpago que ela passou a conhecer como a palma da mão. Não há portanto o que estranhar em sua ausência de apreensão diante do pedido do gerente.

Chegando à pequena sala de porta aberta onde se vêem, logo à direita, quatro arquivos de ferro e à esquerda, duas cadeiras para visitantes diante de uma escrivaninha abarrotada de recibos em volta de um velho computador amarelado, seu Jarbas diz a Aninha para entrar e fechar. Ela não vê chave, olha para ele, mas ele dá de ombros porque confia no respeito dos funcionários e na tradição de bater na porta que traz a placa "GERÊNCIA" quando está fechada.
- Pronto, seu Jarbas, e agora? ela pergunta, olhando para o homem sem sinal de pressa.

Mais apoiado que sentado no tampo de sua escrivaninha, Jarbas olha incrédulo para a moreninha de cabelo comprido até a cintura e coxas quase completamente nuas, vestida como as ninfetas das suas fantasias menos confessáveis.
- Eu sempre quis te olhar assim, de perto.
- Pode olhar! retruca ela, dando uma voltinha que faz subir ainda mais a minissaia plissada e chega a revelar as polpas.
- Você pode abrir a blusa para mim?

Sem responder, ela abre lentamente cada botão da blusa branca expondo um sutiã  meia-taça vermelho preenchido com o volume e a redondeza exatos. Jarbas se aproxima e os envolve coma as mãos ásperas, já sentindo a ereção incomodá-lo na roupa. Cauteloso apesar de tudo, ele prefere subir o sutiã do que pedir a Aninha para tirá-lo, e mal acredita quando se sente autorizado a pegá-los nas mãos e inclinar-se para lambê-los, colhê-los com a boca, chupá-los, mordiscá-los. E ela não recusa a excitação que vem vindo com isso, provocada pelo pinicar da barba mal feita em seu peito e a pegada firme das mãos em suas costas. Esse homem forte o suficiente para fazer o que quiser com ela procura dominar-se como se tivesse nas mãos uma peça de porcelana, e isso a excita, desperta, acende, a tal ponto que ela mesmo decide livrar-se do sutiã, desabotoando-o e jogando-o na cadeira enquanto o homem escala dos seios ao pescoço, inspirando profundamente assim que seu nariz se impregna de perfume atrás da orelha.

Aninha não tem mais dúvida de que ele pode lhe dar muito prazer, mais do que os jovens temerosos que tantas vezes tentaram ali perto obter dela os mesmos privilégios. Levando a mão diretamente ao cinto dele, ela o abre, depois o botão da jeans, o zíper, mas quando vai baixar a cueca, Jarbas a detém com a mão.
- Espera.
- Que foi?
- Quero olhar mais para você.

Ele a afasta e ela caminha dois ou três passos para trás, disponível, os bicos dos seios entumescidos empurrando as bordas da blusa aberta.
- Levanta a saia para mim, Ana.

Ela faz o que ele manda, expondo completamente as coxas, com a calcinha entre elas, vermelha como o sutiã, estreita e curta, mas muito cavada, tão perfeitamente ajustada ao corpo que o monte de Vênus se destaca, generoso e liso, sem sinal de pelos pubianos. E é verdade, Aninha se depilou para  a ocasião, prevendo a eventualidade da "pior" das hipóteses, e não se arrepende.
- Gostosa demais, diz ele, contemplativo. Dá uma volta.

Ela obedece e, sem baixar a saia, empina-se para exibir o lindo traseiro, que já defini mil vezes e não canso de repetir que é uma das maravilhas da anatomia feminina, a tal ponto que Jarbas se belisca no antebraço para ter certeza de não estar sonhando. Ele vai até ela, ajoelha-se e pondo as mãos em suas coxas, baixa gentilmente a calcinha e beija-lhe cada gomo da bunda morena e apetitosa, causando um verdadeiro frisson na menina, que discretamente toca a fenda com um dedo e constata a umidade enquanto ele passa a acariciar suas coxas e lamber-lhe a bunda, esfregando o rosto nela e arrancando gritinhos meigos que ela não consegue conter. Contraditoriamente, esse homem rude que lhe dá ordens a trata às vezes como uma deusa.

Jarbas se levanta e, agora sim, olha significativamente para a sua calça aberta, sinalizando que Aninha está livre para tocá-lo. Ela o empurra de volta à escrivaninha e cola-se toda a ele enquanto explora com a mão o relevo da cueca. Aninha gosta desse momento do jogo em que ainda meio vestidos os participantes se descobrem. Por fora da roupa, ela testa a maciez do saco e a rigidez do membro, percorrendo-o até a extremidade que quase desponta no elástico. Mais nervoso, Jarbas baixa a calça até o meio das coxas. Ela baixa então o elástico liberando o prisioneiro, um tronco maciço percorrido por veias, encimado por uma cabeça ampla completamente exposta e molhada. Aninha logo vê que tem nas mãos uma ferramenta moldada pelo uso. Ela o observa por um momento, depois olha para Jarbas e, tirando o excesso de líquido da glande com a mão, abocanha-a, pondo-se a chupá-la. Jarbas apóia-se na escrivaninha com ambas as mãos enquanto contempla as idas e vindas do rosto delicado da moreninha que, quase de cócoras, proporciona-lhe um prazer tão intenso que chega a causar formigamento no couro cabeludo. Ela o chupa generosamente, massageando suas bolas e lavando seu sexo com a saliva. Faz tempo que Aninha deixou de impressionar-se com a "sujeira" no sexo dos homens. Os odores e resíduos são facilmente elimináveis pela saliva e uma cuspidinha discreta num lenço habilmente dissimulado na roupa resolvem a parada com toda a elegância. Isso ela ouviu da boca de sua tia Deisimar antes de imaginar que lhe fosse ser útil, e agora é o que lhe permite evitar interrupções que ela sabe serem invariavelmente brochantes. Mas Jarbas, um inveterado cliente de mulheres de vida fácil, sabe que não precisa se incomodar com detalhes que são responsabilidade da profissional e pondo todos os gatos no mesmo cesto, vai tratando sua deusa como se fosse uma delas, no que, cá entre nós, ele não está assim tão enganado.

Aos quarenta e seis anos, Jarbas já aprecia o estímulo prolongado em preparação ao sexo, mas tudo tem limites e, cerca de cinco minutos depois, ele se sente pronto para "começar". Tocando Aninha nos ombros, ele a convida a levantar-se e, cedendo seu lugar na escrivaninha, a faz debruçar-se nela. Ela mesma toma a iniciativa de erguer a sainha plissada, expondo novamente a bunda que agora se projeta na direção dele, firme, redonda, desesperadoramente excitante.

É preciso dizer que Aninha chegou a pensar que a felação bastaria e passou por breves instantes de hesitação entre falar ou não com Jarbas, mas para evitar mais negociações intermináveis, ela preferiu fazer de conta que o prosseguimento fazia parte do trato. Acomodando-se da melhor maneira sobre os papéis na escrivaninha ela oferece ao seu gerente o espetáculo completo do seu corpo íntimo e pode ouvir a respiração ofegante e sentir as mãos ásperas mais uma vez acariciando-lhe a bunda e percorrendo-lhe as coxas. Cedendo à curiosidade, Jarbas separa os dois gomos para ver o que eles ocultam preciosamente. O cuzinho surge intacto como se jamais tivesse servido a um homem e é essa visão que dá a Jarbas a certeza de estar pronto.
- Seu Jarbas, interrompe Aninha, prolongando o segundo "a" com voz melódica e sacudindo o pequeno envelope preto entre os dedos.
- De onde você tirou isso, menina?
- Mulher prevenida vale por duas!
- Ah, você já chupou a bala sem embrulho! Bem que a gente podia continuar assim.
- Nem pensar! Pode ir colocando! retruca ela com falsa severidade.

O homem abre o envelope e descobre o preservativo lubrificado enquanto Aninha aproveita para espalhar seu próprio líquido entre os lábios e no orifício vaginal, relaxar a barriga sobre a mesa, afastar as pernas e por-se na posição ideal, a cabeça deitada sobre os braços cruzados, preparando-se para o que ela não nega ser um momento sublime. Ela então sente o primeiro toque da cabeça entre os lábios, o delicioso alargamento, o deslizamento da grossa verga para dentro e o primeiro impacto do corpo do homem contra o seu. Só isso já a faz liberar montes de líquido, e Jarbas percebe.
- Molhada, hein moça!
- É... sempre fui assim... Ahn! geme ela entrecortadamente devido às primeiras estocadas.
- Assim é que é bom. Já comi muita buceta seca e não tem nada mais sem graça.
- Eu estou com tesão, seu Jarbas. Mete, vai.
- Está com tesão, é? Eu também. Então geme gostoso no meu pau, vai. Você está realizando um sonho, menina!
- Para de falar e fode, seu Jarbas... geme ela.

Mais excitada do que ela esperava, Aninha refaz sua estratégia e passa a agir como a mulher consciente de que essas ocasiões são preciosas demais para ser desperdiçadas. Supresa, ela intui por esse início que Jarbas pode levá-la às nuvens; ele parece ter a chave certa.
- Que buceta deliciosa, menina... ele sussurra, imprimindo-lhe um vaivém firme e regular.
- Fode... fode... não para, seu Jarbas. Está me deixando toda arrepiada de tesão.

Orgulhoso, o homem não tem nenhuma intençaõ de parar. Ele extrai seu membro e torna a mergulhar na fenda encharcada, repetindo a operação várias vezes e arrancando gemidos que Aninha abafa com a mão. A certa altura, Aninha o empurra e vira-se rapidamente para deitar-se na mesa escancarando as pernas. Vendo a fenda exposta, ele não resiste ao desejo de colher o suco entre os lábios encharcados. Pressionando firmemente as coxas, ele lambe copiosamente a buceta ardente, o que deixa Aninha tão excitada que ela lhe implora que volte a penetrá-la. Assim que obedece e lhe enterra fundo o seu membro, ela mesma começa a esfregar energicamente o clitóris e olha para ele com sorriso extático. Ele agora sabe que tem a responsabilidade de fazê-la gozar e começa a se preparar mentalmente para resistir até que chegue a hora. Aninha, tomada pela excitação, puxa Jarbas para que ele chupe seus seios enquanto o sente pistonear dentro dela, o que ele faz com muita volúpia, pois adora seios. Ela acaricia-lhe o cabelo e, com as pernas, força-o contra seu corpo a cada investida.
- Assim... fode gostoso... fode a minha bucetinha com esse pau gostoso...
- Você gosta grosso assim?
- Adoro grosso... Mete... mete...

Estimulado, lisongeado, Jarbas redobra no esforço, duplica as investidas, intensifica o vaivém e, sem entender como consegue reter o orgasmo por tanto tempo, alcança o resultado tão esperado.
- Mh... Mh... Mh...  Não para, seu Jarbas... Mete... mete... Eu estou... Eu vou... Ahhh... Ahhh...  Eu estou... Estou gozando... gozando mu... muito... balbucia a menina, agora colada ao homem e segurando-o com pernas braços para mantê-lo dentro dela. Ele consegue dar-lhe alguns momentos de vantagem, mas seu próprio orgasmo acaba sendo detonado pela atmosfera reinante e vem juntar-se ao dela como uma verdadeira explosão. Segurando-a pela cintura e mantendo-a apenas com as costas na mesa, ele a golpeia de tão perto e com tanta força enquanto ejacula que Aninha, ainda imersa no seu próprio orgasmo, chega a perder a consciência por alguns instantes e se entrega completamente a esse homem que a surpreendeu como nenhum outro.

Quando ele termina e sai dela, livrando-se da camisinha e avaliando o conteúdo, Aninha, de pernas bambas, mal pode com o próprio peso e precisa sentar-se em uma das cadeiras para recompor-se.
- Seu Jarbas, o que foi isso! exclama ela, ainda ofegante, passando um dedo umedecido pela fenda para aliviar o efeito do atrito.
- Para você ver como eu estava, menina, de tanta vontade! retruca ele dando risada e preparando-se para subir a cueca.
- O senhor manda bem demais! Deve ter mulher assim atrás.
- Olha, como muita mulher jeitosa aqui de Cabo Frio e nunca ouvi reclamação, mas eu cheguei a pensar que não fosse dar conta com você.
- Sério? Por quê?
- Nem sei como aguentei tanto tempo sem gozar. Acho que eu nunca fiz tanto esforço para gozar depois de uma mulher, mas com você, eu não podia terminar antes.
- Ah é, seu Jarbas, e foi maravilhoso! Espera! Não fecha a calça ainda não que eu vou dar um presente pro senhor.

Puxando-o para perto, ela apenas baixa o elástico da cueca, e abocanha o membro amolecido, cuhupando-o profundamente de cima a baixo, molhando-o copiosamente de saliva para lavá-lo, sob os olhos maravilhados do homem.
- Serviço nota dez, menina!
- Assim o senhor nem precisa lavar, dize ela, sorrindo.
- Está de parabéns, diz ele, voltando a recompor-se.
- Mas... e aí, seu Jarbas, estamos quites? diz ela com ar indiferente, já de pé e ajustando a calcinha antes de baixar a saia.
- Você nem quer trabalhar hoje?
- Ah, seu Jarbas, não vai recomeçar, né!
- Está bem, Ana, vá-se embora que eu dou um jeito, diz ele, suspirando e recuperando um vago sotaque nordestino. Mas vou sentir sua falta, ouviu? Você foi boa no caixa... e melhor ainda fora dele!
- Engraçadinho! Eu também gostei de conhecer o senhor, seu Jarbas. De vez em quando vou dar um pulo aqui para fazer uma visita.
- Quando quiser, é só ligar! E se quiser vir aqui no escritório, não tem problema!
- Seu safado!

Aninha termina de ajustar a roupa enquanto Jarbas pega um calhamaço de papéis para fingir que esteve todo esse tempo, cerca de uma hora, falando de contas com ela em sua sala. Assim que ela se diz pronta, ele abre a porta e os dois saem falando de números como tantas vezes saíram depois de uma sessão de trabalho. Chegando na loja, eles se separam com dois beijinhos e Aninha passa rapidamente por Soraya, dando-lhe uma piscadela em sinal de que tudo foi resolvido da melhor maneira. Por fim, ela se despede de cada um dos ex-colegas de trabalho, recebe muitos elogios e agrados, manifestações de apreço e até revelações românticas acompanhadas de emails e números de celulares de admiradores ocultos. Vendo-se na área dos empregados pela última vez, ela não pode deixar de se emocionar quando a extremidade do balcão é erguida para que ela passe. Caminhando pela calçada com a cabeça livre de qualquer inquietação, uma reflexão rápida e superficial sobre a bondade humana aflora-lhe o pensamento, mas logo é encoberta pela necessidade premente de tomar um sorvete de manga antes da tarefa ingrata de ligar para Gabriel para avisar que está voltando para casa. Degustando seu sorvete pelo caminho, Aninha se deixa levar mais uma vez pelo embalo cego e vertiginoso da confiança no futuro.

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