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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

A Odisséia de Aninha (folhetim, episódio XIV)

14. Invasor?

Domingo, 6h da manhã. Toques tímidos mas insistentes da campainha irritante acordam as duas amigas ao mesmpo tempo.
- Quem será, a essa hora? pergunta-se Aninha, já se levantando, mas zonza de sono.
- Acho que eu sei, responde Soraya, visivelmente embaraçada.

Aninha olha para ela, mas continua até a porta. Pelo olho mágico, ela não acredita no que vê, mas não há dúvida. Ela corre até o quarto e, pela primeira vez seriísima, fuzila sua amiga com o olhar.
- Pode tratar de ir falando!
- Ele apareceu lá na loja ontem querendo falar com você. Quando me chamaram, eu logo vi quem era; você falou tanto dele! Alto, magro, cor de chocolate ao leite, uns dezoito anos...

A campainha continua tocando e os nervos de Aninha se crispam. Ela não sabe se é melhor abrir ou fingir que não está.
- "Alguém" me disse que ele tinha um brinquedo lindo. Nem isso te anima? implica Soraya, vestindo uma camiseta, já certa de que Aninha não será desumana.
- Droga, Soraya! Para que é que você foi dar o endereço? Eu poderia encontrar com ele na rua! Ele deve ter dormido num banco de praça, e agora vai ter que vir para cá.
- E daí? Se for por uns dias, por mim, tudo bem. Agora vai lá, senão o coitado vai ficar perambulando por aí que nem zumbi!

Quando a campainha parece ter tocado pela última vez, Aninha abre a porta. A corrente prateada contra o fundo preto da camiseta e a jeans de gancho baixíssimo são a primeira coisa que lhe salta aos olhos. O jovem alto e magro está diante da porta segurando uma mochila por uma das alças e sorrindo com cara de bobo.
- Que é que você está fazendo aqui, Gabriel? pergunta Aninha, com voz amolada.
- Calma! Fiquei sabendo que você estava aqui e resolvi dar uma chegada, só isso.
- Quem te contou que eu estava aqui ? Entra, anda, diz ela sem esconder o descontentamento, escancarando a porta e olhando para baixo para tentar manter a ira sob controle.

Obviamente não é o momento para manifestações afetivas, e Gabriel já percebeu isso. Aninha o apresenta rapidamente a Soraya e lhe indica o sofá  com o queixo pedindo que ele se explique. Ele começa contando as novidades do subúrbio, fala um pouco de coisas que Aninha não pode saber por telefone e acaba se safando momentaneamente da explicação ao contar o episódio sinistro do dia do seu aniversário.
- A Maracely? Tua prima Maracely? indaga Aninha, sinceramente surpresa. Faz pouco tempo, ela ainda andava grudada na saia da mãe!
- Ela mesma! Deu para uns doze, sem contar os que entraram na fila mais de uma vez. Você precisava ver como é que eu e o Moa levamos ela para a minha casa; não conseguia nem andar!
- Ela dormiu na tua casa?
- No sofá da sala. Se ela voltasse para casa, meu tio sairia dando tiro!
- E por que ela fez isso?
- Parece que levou chifre num baile aí, ficou puta e se vingou assim.
- Ficou puta e virou puta! Esse mundo está perdido mesmo.
- É! Haha!
- Sua família sabe que você está qui, Gabriel?
- Hãhã. Eu falei que ia passar uns dias com um amigo aqui... mas eu queria mesmo era ficar; não aguento mais aquilo lá.
- Onde é que você dormiu ontem?
- Na praia.
- Fala sério!
- Juro! Ainda estou com areia na roupa. Mas durmi direto, super bem.

Soraya, que já examinou Gabriel de cima a baixo, mas passou esses primeiros minutos num intenso vaivém entre a sala e os outros cômodos para deixar Aninha à vontade com ele, resolve enfim ir sentar-se na poltrona.
- Vocês se conhecem há muito tempo, não é?
- Desde sempre! responde Gabriel, sorrindo e procurando em vão um olhar cúmplice.
- Desde sempre ele me espiona da janela, isso sim! exclama Aninha. A casa dele dá quase dentro do quintal da minha e quando ele fica por trás da veneziana espiando. Pensa que eu não sei, é?
- Verdade, Gabriel? Que vergonha! implica Soraya.
- Não é bem assim, diz ele, encabulando.
- É sim! É só eu botar biquíni e sentar para tomar sol que você vai para o esconderijo me espiar, Gabriel, confessa! E a gente mal se fala na rua, Soraya; "ela" é timida! lança Aninha, debochada.
- Você trouxe roupa de banho, Gabriel? pergunta Soraya, maternal. O que vocês acham de tomar café e pegar uma praia? Não vamos perder esse solão, não é, gente! E ela desembesta a falar para distender o clima.

Aninha aprova e Gabriel respira um pouco. Eles tomam café conversando sobretudo sobre a vinda de Soraya para Cabo Frio. Depois do café, ele vai ao banheiro trocar a calça por sunga e bermuda enquanto as meninas se vestem no quarto.
- Ele é gostosinho, Ana! Viu só a bundinha, que tesão? Dá vontade de morder! sussurra Soraya, toda elétrica, puxando a calcinha do biquíni para ajustá-la ao corpo.
- Não quero esse pobretão aqui, Soraya! Não vou tirar vizinho da lama não! Eu vim aqui para cuidar de mim, da minha vida. Além disso, não nasci para babá.
- Ele é maior e vacinado, Ana.
- Maior não quer dizer maduro; ele é um crianção! A gente cresceu no mesmo lugar e eu via esse cara todo dia me espionando, tocando punhetinha escondido atrás da janela!
- E quem foi que me apresentou o Mosca, tomou sorvetinho com o Fábio no colo e transou com o Francis?
- Isso é diferente, e você não pode reclamar porque é graças ao Mosca que você está se abrindo mais do que mala velha!
- Ah, não exagera, Ana! Mas eu acho que você tem que dar uma chance ao menino. Curte esses dias de folga e para de pensar. Quando a gringa te ligar, você manda ele à luta e pronto. Se ele quiser ficar em Cabo Frio, vai ter que encarar a barra que a gente encarou para se virar sozinho; tanta gente faz isso!
- Não estou nem um pouco preocupada com ele, Soraya.

Aninha suspira e vai para janela, em silêncio, durante alguns segundos. A imagem de Gabriel evocou o passado que ela está tentando deixar para trás e isso a incomoda muito, mas ela se  lembra do que já conquistou até aqui e diz a si mesma que ninguém vai tirar isso dela e muito menos desviá-la do seu caminho. Isso a acalma momentaneamente.
- É, acho que você está certa, amiga. Vou aproveitar o domingo e a folga porque isso é coisa rara na vida da gente.
- É assim que se fala, amiga! responde a outra, olhando o bumbum no espelho.

Pelo caminho, Gabriel se mostra animado e não lhe falta assunto e muito menos perguntas. Chegando ao ponto escolhido pelas meninas, ele se deslumbra com a extensão e beleza da praia do Forte e de suas frequentadoras, cujos biquínis lhe parecem ainda menores que no Rio. Além disso, a música alta, os vendedores e as mesinhas na areia lhe são familiares; ele se sente num subúrbio dotado de uma praia bonita.

Num esforço de tolerância sobre-humano, Aninha lhe pede que passe bronzeador nas suas costas. Gabriel pode enfim realizar o sonho de tocar nesse corpo que ele conhece tão bem e há tanto tempo, mas sempre à distância. Temeroso, ele espalha o produto com respeito e, chegando ao final das costas, entrega o frasco a Soraya, que vai onde ele não tem coragem de se aventurar. Ela lança olhadas maliciosas de vez em quando e ele sorri meio encabulado, mas conivente, ela lhe restitui o frasco para que ele prossiga. Ele pode quase tocar com os polegares a estreita faixa de tecido elástico que emerge do fundo do rego para tapar o sexo e compor o triângulo frontal da calcinha do biquíni. Quando ele chega aos tornozelos, Aninha agradece sem abrir os olhos e ele entende que uma segunda mão é desnecessária.
- Você está a fim de ficar aqui, não é, Gabriel?
- Estava, sim.
- Bom, a gente vai quebrar o teu galho, mas só até eu começar no novo emprego, semana que vem. Se quiser ficar mais, vai ter que se virar sozinho, valeu?
- Tudo bem. De repente arrumo emprego num bar ou numa padaria.
- Eu lembro de você trabalhando no bar do Tadeu. Não deu em nada, né?
- Ele me achou atolado e queria pagar menos, aí me mandei.
- É por isso que o Tadeu está rico.
- Ele tem casa aqui, sabia?
- É? Não sabia, não, diz Aninha, vagamente, já sendo assaltada pelas imagens do seu primeiro fim de semana em Cabo Frio, totalmente frustrado.
- O Tadeu está estranhão, fica na porta do bar olhando para o nada.
- Vai ver que o casamento vai mal. Você tem visto a Selminha?
- Às vezes ela está lá no bar com as crianças. Mas todo mundo sabe que o Tadeu é o maior galinha.
- Ainda bem que eu fui embora de lá; só dá fofoca mesmo, diz Aninha, sentindo a ira à flor da pele e se lembrando da viagem de moto e dos seus poucos momentos íntimos com o dono do bar, do banho interrompido pelo telefonema que pôs tudo a perder... ou nem tanto.

- Vou querer também, Gabriel! pede Soraya, apontando para o creme de bronzear e já pondo-se de bruços.

Ajoelhado ao lado dela, Gabriel sabe que vai poder tocá-la sem receio e começa espalhando amplamente o creme pelas costas.
- Hum... que gostoso! ela suspira, puxando o cabelo para cima para facilitar-lhe o acesso à nuca e ombros.

Vendo que os homens em volta assistem a essa tarefa privilegiada, Gabriel dispensa às costas de Soraya um verdadeiro tratamento de massagista. Em seguida, ela se vira e os ombros, braços, a parte exposta dos seios, barriga, coxas, tornozelos, pés, nada escapa ao trabalho minucioso das mãos de Gabriel. Enquanto passa a mão untada perto do limite imposto pelo elástico da calcinha do biquíni, ele distingue a marca da fenda na convexidade do monte de Vênus e nota que Soraya está arrepiada, indício de excitação. Sua vontade é invadir a tênue fronteira de tecido, mas ele fatalmente seria visto pelos curiosos e não se sente preparado para gerir um show erótico em público.

Ao lado de Soraya, Aninha continua se bronzeando de bruços e cada visão dessa mulher que ele idolatra e se mostra mais do que nunca inatingível leva Gabriel de volta à consciência do seu maior desejo. Por sorte, sua posição impede o relevo na sunga, mas assim que ele termina de passar bronzeador em Soraya, o grau de tensão baixa, ele corre para a água.
- Esse menino me deixou com um tesão, Ana! Estou toda arrepiada, olha! murmura Soraya.
- Vai comer agora ou quer que embrulhe? Quer que eu durma no sofá, hoje? retruca a outra cinicamente.
- Vai dizer que não está nem um pouco a fim?
- Cruz credo! Mas te dou a maior força. Mas você já sabe o que te espera, não é?
- É, você me contou que uma vez ele estava pelado numa escada fazendo não sei o quê.
- Pois é, consertando alguma coisa no teto.
- E era grande mesmo, Ana? Deu para ver direito?
- "Assim", sem brincadeira, diz ela, exibindo os dois dedos indicadores em paralelo a cerca de vinte centímetros de distância um do outro.
- Nossa mãe! E grosso?
- Mais ou menos isso, faz a outra, produzindo um círculo com o indicador e o polegar.
- Caramba! Maior que o do Francis?
- Gabriel é da cor, Soraya! O que você acha?
- Já estou cheia de água na boca. Você não fica nem curiosa?
- Nem um pouco, responde a outra, indiferente, virando-se de frente e ajustando as bordas do biquíni exatamente sobre as marcas.

Caminhando mar adentro com água até a barriga, Gabriel já fez um giro do horizonte e não perde nenhuma cena. Dois ou três banhistas mais arrojados nadam bem mais adiante, mas a maioria se concentra pertinho da areia. Ele pertence ao subconjunto dos que não têm medo d'água mas nadam mal e gostam de ficar onde ainda dá pé. Aí há pequenos grupos conversando em círculo, casais, adolescentes de máscara e pé de pato, velhos e velhas impulsionando a água com os braços para fazer exercício, etc. Pouco adiante dele, com água até o meio das costas, Gabriel distingue uma mulher firmemente agarrada ao pescoço de um homem. Ela abre a boca e arregala os olhos regularmente, olhando ao redor a cada pausa. Não há dúvida de que estão fazendo sexo e ela faz caretas a cada vez que recebe uma estocada, conjetura Gabriel, achando graça mas muito excitado com a possibilidade de transar no mar, assim, em público. Algumas pessoas parecem ter percebido, mas ninguém faz espalhafato. Pouco mais perto dele, cinco amigos brincam de golfinho, exibindo as bundas reluzentes para um grupo de meninas que, às gargalhadas, tentam adivinhar onde eles vão emergir para dar-lhes tapas certeiros. Os tapas ressoam e os risos redobram, chamando a atenção de todos.  Aqui e ali, Gabriel vê casaisinhos em pleno "arrocho", beijando-se e trocando carícias submersas que ele tenta imaginar. Tudo contribui com o estado de erotização em que ele se encontra desde que reviu pela primeira vez Aninha de biquíni. Naturalmente, ele se volta para o casal mais ousado e, certificando-se de que não será visto, baixa um pouco a sunga para masturbar-se vendo as contrações do rosto da mulher e o movimento ritmado  do seu corpo. O orgasmo chega intenso, com uma ejaculação forte e em vários jatos, mas a água fria e espessa logo o atenua. Ele consegue ver por alguns instantes os filetes de esperma valsando como águas-vivas em volta do seu membro duro, que ele deixa de fora até amolecer. Em seguida, ele vai caminhando em direção à praia. De pé na faixa de areia molhada ou caminhando ao longo dela, corpos femininos de bunda propositalmente empinada excitam os homens, que olham sem pudor. Gabriel está deslumbrado com esse ambiente de lazer e descontração carregado de sensualidade que seus congêneres mais afortunados produziram longe da feiúra suburbana e do tédio fluminense. Ele volta transfigurado ao lugar em que Aninha e Soraya continuam a bronzear-se.
- Isso aqui é demais! exclama ele, sacudindo os braços e provocando gritinhos a cada respingo de agua fria que toca o corpo tépido das meninas.
- Pronto, não vai mais querer ir embora! brinca Soraya, passando-lhe os olhos dos pés à cabeça mas detendo-se discretamente à meia altura, onde o membro recém-masturbado repousa, ainda inchado. Soraya desejaria poder baixar a sunga dele ali mesmo e matar de uma vez essa curiosidade que quase a sufoca.
- Para de babar e vamos para a água! sussurra Aninha, despertando a amiga dessa hipnose fálica.

Elas correm para a água rindo e trocando comentários sobre cada homem que passa por elas. Mas a água está fria para o gosto de ambas e o banho não dura mais do que poucos minutos. Já de volta, Aninha propõe saírem dali e caminharem pela areia até a altura da butique de Stéphanie para que ela mostre seu novo local de trabalho a Soraya. A idéia é bem acolhida e os três partem imediatamente. Eles vão como chegaram, conversando, mas Gabriel sente que Aninha continua a mantê-lo à distância.

Ao chegar, Aninha logo avista sua futura patroa no interior da loja, conversando com um eletricista encarapitado na escada. Eles entram, ela apresenta os amigos e Stéphanie lhe pede que faça as honras da casa enquanto continua orientando o técnico. Aninha mostra o local e os artigos que estarão à venda, que rapidamente cativam Soraya e Gabriel. Os três acabam ficando para ajudar Stéphanie na arrumação e limpeza, ela pede a Gabriel que vá comprar pizzas, cerveja e sobremesa, e o dia se passa agradavelmente. Ela aproveita o momento de ausência dele para falar discretamente com Aninha.
- Estou morando na casa de um amigo e preciso levar umas caixas de mercadorias para a garagem dele porque aqui não cabe tudo. Amanhã eu ia pedir ajuda a alguém para fazer isso comigo. Você se acha que o Gabriel se importaria de ir lá comigo hoje? Seria mais uma coisa resolvida. Eu poderia retribuir, se você achar que convém. Depois eu o deixo de carro onde ele quiser.
- Acho que ele vai adorar. E ele está lá em casa até eu começar a trabalhar aqui na loja; te dou o endereço. E não precisa dar dinheiro nenhum para ele.
- Então vou falar com ele. E não se preocupe, eu o deixo na sua casa inteirinho, prometo!
- Pode usar e abusar! Não tenho nada a ver com ele não. Ele apareceu lá em casa, mas já, já, vai ser posto para fora.

Stéphanie acha graça da maneira como Aninha se refere a um hóspede, mas não dá maior importância. Por volta das sete da noite, a butique está limpa e arrumada, os spots luminosos instalados e nada deixa perceber que ela ainda não foi inaugurada. A francesa não tem dúvida de que poderá abrir as portas no meio da  semana. Aninha e Soraya vão embora deixando-a com Gabriel, que a ajuda a abarrotar o carro de caixas de papelão desmontadas. Depois, eles seguem para o Peró. Gabriel fica deslumbrado ao descobrir que está na cidade praiana mais tradicional da região dos Lagos e vai da loja até o prédio conversando animadamente, contando à Stéphanie que ele é vizinho de Aninha no Rio e revelando o seu sonho de ir embora de lá. A francesa se encanta com o jeito desse jovem que, longe de ter as mesmas oportunidades que ela de se desenvolver, possui um entusiasmo na voz e uma clareza no olhar que lhe parecem únicos. Ela admira a  espontaneidade com que ele responde às suas perguntas, e eles chegam rindo ao prédio moderno e bonito com vista para o mar. Eles descarregam o carro, arrumam as caixas no canto da garagem designado pelo anfitrião de Stéphanie e, em vez de levar Gabriel imediatamente até em casa, ela o convida a subir para comer alguma coisa e terminar a conversa. Gabriel concorda, se ela não se importar que ele vá de sunga e camiseta, porque ele passou o dia na praia, etc. Muito pelo contrário, Stéphanie está adorando vê-lo assim, menino do rio, acostumado ao sol e ao calor, de camiseta sobre o corpo quase nu e o clássico chinelo de dedo. Eles entram no elevador e Gabriel se sente pronto a ser teletransportado.


3 comentários:

  1. Hoho! A moça é osso duro de roer! Ela não vai facilitar para o rapaz, não? E essa francesa? Está com cara de papa-anjo, será que estou certo? Quando vai ser a próxima postagem? Não pare!

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  2. Muito bom Marc, já li quase tudo por aqui e também no verdades e delírios... a Aninha tá me enlouquecendo... depois podia também dar uma continuidade ao folhetim entre mar e montanha que tava indo bem...abração !
    mou < : )

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  3. Prometo tocar para frente o Entre Mar e Montanha, Mou. Já estou bem adiantado na redação da Odisséia e tenho mais 2 folhetins a caminho, um passado na antiguidade e um em companhia de uma certa espanhola. Um abração e sempre obrigadão por me ler!

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