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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

A Odisséia de Aninha (folhetim, episódio XI)

11. Matando dois coelhos

Soraya, sentada na cama de pernas cruzadas, nesse sábado de folga para ambas, observa o vaivém de Aninha entre o banheiro e o quarto. Kleber ligou e sua amiga arruma a bolsa para mais um fim de semana no apartamento do Peró.
- Como é que você tem esse corpo, Aninha? Eu fico impressionada cada vez que te vejo sem roupa!
- Sei lá, Soraya; pergunta à minha mãe! O que eu sei é que esse corpinho está precisando de homem. Desde que eu cheguei aqui, só transei com o Kleber e estou longe, muito longe da minha cota.
- Você queria transar com outros namorando o Kleber?
- Primeiro: não sei se estou namorando o Kleber; segundo: quando é que você vai entender que uma coisa não tem nada a ver com a outra? responde a moreninha, parando de frente para a amiga, que contempla com uma ponta de inveja a harmonia de suas formas.
- É verdade, eu esqueço como você separa as coisas.
- E você deveria aprender comigo! A gente poderia fazer um dinheirão juntas, com esse monte de turistas na cidade. Daqui a pouco o verão termina e só vai ter meia-dúzia de caipiras tomando cachaça no bar na sexta à noite. Eu tenho medo de anunciar programa sozinha, senão te juro que já tinha começado! dispara ela, com ares de doutora em acompanhamento de executivos de alto nível.
- Ah, não sei se eu quero isso não, Aninha, retruca a outra com certa aflição.

Voltada para o espelho, sobrepondo tops de várias cores ao corpo para escolher aqueles que vai levar, Aninha oferece com toda a naturalidade à Soraya a visão dos gomos gêmeos da sua bunda morena, salientes e pesados na exata medida que lhes permite formar com as coxas dois finos traços curvos.
- Você nunca foi mais gorda que isso, não é? Não tem nenhuma estriazinha!
- Sempre fui assim e não mudei muito de forma. Minha mãe e minha tia diziam que eu parecia uma minimulher desde novinha e que eu só ia crescendo sem mudar de corpo. Quando o porco do meu padrasto me olhava, minha mãe dizia para ele nem abrir a boca se não quisesse ser enxotado a pontapé. Ele nunca fez nada, mas sempre me olhou com cara de vira-lata faminto.
- Quando você começou a ficar com os meninos, ele disse alguma coisa?
- Claro, quis bancar o moralista, tentou ter umas conversas "de pai para filha" comigo, mas isso nunca colou e eu botei ele no lugar rapidinho. Ele já teve muita sorte porque até uns dezesseis anos eu não estava nem aí para sair do banho e ir para o quarto pelada ou andar só de calcinha em casa. Agora eu presto atenção para nem ficar de biquíni quando ele está em casa.
- Homem é fogo!
- Nem fala! É tudo igual, só tem uma coisa na cabeça.

Nesse momento, o celular de Aninha toca. É Kleber, ainda no Rio de Janeiro. Ele não vai poder ir a Cabo Frio no sábado. Talvez vá domingo, mas tudo ainda está muito incerto. Ele se despede carinhosamente, pedindo mil desculpas por frustrar o fim de semana de Aninha, mas recomendando que ela não vá para o Peró sem ele porque seu irmão Henrique está lá, como sempre acompanhado.
- Droga! exclama Aninha, visivelmente decepcionada.
- Não faz mal, Ana; a gente faz alguma coisa juntas. Ele vem amanhã.
- Hm! Detesto que desmarque programa em cima da hora. E eu aqui quebrando a cabeça para escolher roupa!
- Vamos para a praia!
- É, vamos... Espera, tive uma idéia!

Aninha pega o telefone e procura os nomes dos meninos que ela encontrou à noite e despojou do anel, da carteira de estudante e dos fones de ouvido. Ela se lembra do nome do mais esperto, Francis, mas mal se lembra do apelido do tímido. O lourinho que lhe trouxe o sorvete era lindo, mas novinho demais; ela o descarta. Após alguns segundos, ela liga para o mais esperto.
- Alô, Francis? Sou eu, Aninha, a menina na praça. Você me deu os fones de ouvido. Lembrou?

É claro que ele se lembra, e fica radiante com o telefonema. Aninha lhe pergunta se ele não quer ir à praia com ela e a amiga, e se o amigo dele – o tímido – não gostaria de ir também. Ele fica de ligar assim que souber se o Mosca – esse é o apelido – pode ou não ir junto. Cinco minutos depois, ele liga dizendo que os dois estão livres. Aninha marca encontro em frente à Matriz e quarenta e cinco minutos depois, os grupinho se encontra, Soraya é apresentada e os quatro seguem para a praia do Forte.
- Quem foi que disse que agora só queria homem feito? brinca Soraya num momento em que as duas amigas caminham juntas.
- Para trepar, Soraya! Mas vai dizer que eles não são gatos? Olha a bundinha do Francis!
- Não estou dizendo isso, Ana; claro que eles são gostosinhos. Mas você está saindo com o Kleber, que tem trinta e lá vai pedrada, e eu saí com o João, que também já passou dos trinta.
- Pois é, e deu tudo errado para você! Quem sabe com eles... Mas calma que por enquanto a gente só está indo à praia!
- Sei! Você já viu como eles estão acesos?
- Viu o jeito de olhar do Francis? Aposto que ele transa direto com as namoradas. E o Mosca é tímido desse jeito, mas você precisava ver como ele me pegou pela cintura, lá na praça, quando eu sentei no colo dele!
- Bom, deixa para lá e vamos pensar na praia. O importante é a gente se divertir um pouco senão não compensa trabalhar tanto para ganhar tão pouco. Aliás já estou ficando cheia daquela loja de peão!
- Eu também não aguento mais! Vamos procurar outra coisa?
- Acho uma boa idéia...

Cerca de dez metros à frente, Francis e Mosca caminham lado a lado e o assunto é parecido.
- A Aninha foi super legal de chamar a gente, não é? diz Francis, entusiasmado.
- É, mas o que é que a gente fai fazer depois da praia? retruca o amigo, menos temerário.
- Sei lá, cara, a gente nem chegou na praia!
- Por que será que elas não chamaram o Fábio?
- Criança demais. E para que três caras se elas são duas? Tipo... se a gente ficar junto, você gostou da Soraya? Eu queria tentar ficar com a Aninha.
- Claro que a Aninha dá de dez em beleza, mas ela é gatinha também.
- Ela tem vinte e um.
- Dezenove para vinte e um não faz diferença quase. Melhor mais velha que mais alta.
- Já fiquei com menina mais alta; é ruim mesmo. Bom, chegamos. Vamos perguntar se elas tem algum lugar preferido para ficar.

Cada metro quadrado de praia está ocupado e eles custam a encontrar um espaço de areia onde estender as cangas das meninas para sentar. Quando por fim conseguem um lugar, a poucos metros da água, onde crianças menores brincam acompanhados de perto pelas mães, Aninha desamarra a sua diante de dois pares de olhos absolutamente encantados. O biquíni vermelho no tamanho exato para tapar unicamente o exigido por lei chama a atenção de todos os homens num raio de dez metros em volta do grupinho. Habituada, Aninha estende a canga sem se privar de nenhuma posição e senta-se nela com um "Ah!" de satisfação que marca o início oficial do seu fim de semana. Soraya estende a segunda canga sob o olhar atento de Mosca, que analisa favoravelmente o que vê, não encontrando nada a criticar nesse corpo um pouco mais generoso que o de Aninha mas de modo algum imperfeito. O biquíni estampado em tons de verde, azul e vermelho realça a cor clara da pele e destaca bem as formas da bunda e dos seios. Olhando em volta, Mosca se sente intimamente orgulhoso de integrar um quarteto de jovens atraentes.
- A Aninha me disse que vocês são do Rio. Vocês passam o verão todo aqui? pergunta Soraya para puxar conversa.
- Eu só começo em março porque a minha faculdade está em obras, diz Mosca, mas a minha família tem casa aqui desde sempre e a gente vem todo ano.
- Você faz o quê?
- Direito na PUC. Estou indo para o segundo período.
- E você, Francis?
- Eu faço odontologia em Caxias e as aulas começam na segunda semana de fevereiro. Mas eu vou tentar transferência porque é um inferno ir para lá; eu moro em Jacarepaguá! Fora que eu não aguento mais ver presunto no meio-fio toda segunda-feira!

Soraya observa os meninos e os acha bonitos, cada um ao seu modo. Francis tem cabelo castanho muito liso e móvel, é todo fortinho e ágil, tem coxas de quem faz muito esporte de praia e uma bundinha que dá vontada de beliscar. Sem um pelo no corpo, o bronzeado da pele reluz ao sol e suas curvas, dobras e ondulações são perfeitamente definidas. Brincalhão e tranquilo, ele parece ser fácil no trato e de muito bom convívio. Ela considera seus olhos e o corpo moreno irresistíveis. Mosca tem a pele clara como ela e tende mais para o magro e alto do que para o forte. Pelinhos esparsos distribuídos entre os braços, peito e pernas lhe dão um ar um pouco mais velho que Francis, mas seu olhar meigo e – talvez devido à timidez – um sorriso "pidão" revelam sua falta de experiência com as mulheres.  Se ela ficar com ele e Aninha com Francis, os pares serão parecidos na cor e no temperamento, pensa Soraya, achando graça.

Aninha, por sua vez, não demora muito a tentar avaliar as qualidades relevantes desses dois que ela chamou com um plano mais ou menos definido na cabeça. Ela não teme por Francis, cujas esperanças parecem adequar-se bem ao projeto que ela tem em mente. Sua atenção se volta portanto para o Mosca, que ela vê se entrosando pouco a pouco com a amiga, fazendo uma pergunta aqui, respondendo a outra ali, tentando preencher os silêncios com observações sobre a praia e o dia bonito, mas de modo algum ingressando no jogo de sedução  que, para pessoas como ela e Francis, é como o ar que se respira. Vendo que não vai ser possível organizar tudo sozinha, ela decide chamar Francis para a água. Os dois outros sabem que terão que ficar na areia para tomar conta das coisas. O casal se afasta, observado em silêncio pelos que ficam.
- Francis, você tem que me ajudar numa coisa.
- Pode falar! responde o outro, todo prosa por ter sido chamado por ela.
- É o seguinte. A Soraya é toda travada quando o assunto é "ficar". Ela está com vinte e um anos e só teve um namorado na vida.
- Pelo menos transou com ele?
- Transou, mas ele foi o primeiro e único; eles namoraram durante 7 anos. No outro dia, ela saiu com um cara aí, mas deu tudo errado, ela não aproveitou nada e é claro que o cara ficou puto. E eu já vi que ela não vai saber se virar sozinha, então eu tramei essa saída da gente hoje pensando em ir lá para casa depois. Eu queria que rolasse alguma coisa entre ela e o Mosca. Vocês podiam ir para lá passar o dia com a gente, o que você acha? A gente almoçava por lá e pegava um cinema de noite, de repente.
- No que depender de mim, pode contar comigo, mas você sabe que o Mosca é tímido, não é? Para te falar a verdade, eu nem sei se ele já transou com alguma menina. Ele namora, mas nunca conta nada.
- É por isso que eu vou precisar de ajuda. De repente a gente vai ter que fazer um clima para eles e eu não sei se você estava a fim.
- Claro que eu estou a fim, Aninha! Não parei de pensar nisso desde o dia em que a gente se encontrou na praça. Você acha que eu ia te dar os meus fones de ouvido novinhos à toa? E assim a gente mata dois coelhos com uma paulada só, haha! Diz aí qual é o plano.
- Bom, eu tinha pensado em sair daqui e passar no supermercado para comprar as coisas para um estrogonofe, que é fácil de fazer e só precisa de arroz para acompanhar. A gente comprava umas cervejas e ia lá para casa, botava música e assim que eles relaxassem, a gente começava alguma coisa para ver se eles dois tomavam coragem.
- Tem tudo para dar certo, Aninha; estou dentro! E por falar nisso, eu posso te dizer uma coisa? O teu corpo molhado fica um tesão. Dá vontade de te dar um beijo.
- Demorou!

Puxando-a pela cintura, Francis cola os lábios aos dela enquanto as mãos descem até a bundinha imersa. Enquanto as línguas se emaranham, Aninha pode sentir as pulsações do membro na sunga que a toca na barriga, pouco acima do elástico da calcinha. Francis é desses que estão sempre prontos, pensa ela, satisfeita com seu projeto. De longe, Soraya e Mosca se entreolham sorrindo timidamente diante da rapidez com que seus amigos se entenderam. Quando os dois vêm voltando, Mosca admira o corpo de Aninha, gotejante e resplandecendo ao sol de quase meio-dia. Eles ficam de pé, secando ao sol enquanto ele e Soraya vão para a água. É a vez de Francis avaliar o corpo da amiga de Aninha.
- A Soraya é gostosa, Aninha! Não sei como ela pode ser tímida.
- É o que eu vivo dizendo a ela. Se você visse ela nua! Bom, se tudo der certo hoje, você vai poder ver! Se eu fosse homem, preferia ela do que eu, serio mesmo!
- Não exagera! Ela é gostosa, mas não dá para comparar vocês duas.

Como uma gata na qual se faz carinho no final da espinha, Aninha se deita de bruços e fecha os olhos fingindo indiferença, perfeitamente consciente do espetáculo que essa posião proporciona a Francis e aos demais homens. Sua bunda oculta a tira da calcinha do biquíni, que mergulha entre os gomos para ressurgir na junção com o triângulo frontal, pouco mais que um tapa-sexo que envolve os lábios delimitando-os tão perfeitamente que é possível adivinhar a sua conformação. Francis se deita ao lado dela, também de bruços.
- Caraca! Fiquei de pau duro só de te ver deitada assim de bundinha para cima.
- Sério? Como você é sensível! brinca a menina, dando-lhe um empurrão com o ombro.
- Ah, nisso eu sou mesmo! retruca ele, procurando sua boca para um beijo lascivo.

Quando os outros voltam da água e deparam com eles tomando sol, as imagens se cruzam, Soraya percorrendo o corpo de Francis e Mosca o de Aninha. Ele parece não acreditar no que vê, perguntando-se se algum dia terá a mesma sorte que seu amigo de ter tão perto de si uma mulher assim. Soraya disfarça para não dar na vista, mas o mesmo tipo de pensamento passa em sua mente em relação a Francis, cuja sunga preta molhada delineia a bundinha estreita, firme e empinada. A cintura fina destaca o tronco desenvolvido e ela não pode deixar de olhar encantada para as duas covinhas no final das costas, quase em contato com o elástico da sunga. Embora cada um o sinta ao seu modo, o clima erótico está instalado entre os quatro. A partir desse momento, tudo depente da habilidade com que Aninha e Francis farão desencadear-se e evoluir o processo.

Por volta de duas da tarde, Aninha propõe seu programa aos três outros, contando com o silêncio do seu  cúmplice Francis. Todos aprovam e racham o preço dos ingredientes para um estrogonofe e do máximo possível de latinhas de cerveja. Chegando em casa, as anfitriãs mostram o apartamento e dão toalhas aos meninos, apontando-lhes o banheiro. Eles entram juntos. Mosca senta-se na tampa do vaso enquanto Francis entra no chuveiro e já vai tirando a sunga para lavá-la.
- Vai lavar a sunga? Você trouxe cueca?
- Ih, não! Vou ter que ficar de bermuda sem cueca. Tudo bem. Pior é ficar de sunga com areia.
- É mesmo. Acho que eu vou fazer isso também. Não vai dar nem para notar. Dizem que o sal estraga a sunga e eu adoro a minha.

Francis, exuberante, toma banho espalhafatosamente, como se vivesse eternamente numa espécie de Big Brother. Ele flexiona as coxas e levanta o saco para ensaboar o períneo e o interior das coxas, depois lava o sexo, tendo o cuidado de recuar o prepúcio ao máximo para lavar o freio e a borda da glande. Quando ele se dá por satisfeito no que tocao ao "lado A", ele se vira e ensaboa abundantemente o rego para lavar o orifício e as paredes internas da bunda, passando energicamente o sabonete em cada gomo. A tudo isso, Mosca assiste fazendo ar indiferente, mas sentindo um misto de inveja e de atordoamento erótico pelo excesso de nudez e despudor do amigo, que sai do box em cinco minutos deixando a água correndo.
- Vai lá. Tua vez, diz ele, pegando a toalha para começar a se enxugar pela cabeça enquanto o sexo pende, escuro, longo e grosso entre as pernas.

Mosca, mais discreto, jamais oferece ao amigo a plena visão frontal ou posterior do seu corpo. Seria descabido fechar a porta de correr, então ele se deixa ver de pefil. Mas Francis, completamente indiferente à nudez masculina, conversa com ele olhos nos olhos, ora coçando a bunda, ora a parte carnuda acima do membro, ora passando a mão nas axilas, sem prestar a menor atenção ao que se passa abaixo do pescoço do seu amigo. Se porventura seu olhar vagueia e topa com o sexo do outro, nada se passa em sua cabeça, a não ser uma rápida comparação da qual ele sai vencedor. Ele tem por hábito manter seu membro alongado e plenamente desenvolvido, expondo a glande rósea como faz o mandril com seu traseiro colorido. Isso intimida os seus congêneres, e Mosca não é exceção; embora não seja mal dotado, a inibição faz com que seu sexo seja tragado pelo prepúcio, o que acentua o contraste entre os dois.

Findo o banho, ambos deixam as sungas secando na porta do box e vestem as bermudas sem nada por baixo. Uma rápida passada da mão no cabelo em frente ao espelho os deixa prontos para sair, causando espanto nas meninas, que os vêem de dentro da cozinha.
- Já? Não devem nem ter passado sabonete no corpo! brinca Aninha, dando um tapa no peito desnudo de Francis.
- Quer cheirar embaixo do braço? brinca ele, erguendo o braço e deixando ver o único lugar guarnecido de pelos de seu corpo. Está perfumado!
- Soraya, pode ir na frente. Eu tomo banho depois de você para não deixar os meninos sozinhos. Eles podem querer roubar suas jóias preciosas e todo o nosso dinheiro!
- Ahaha! Se eles encontrarem cinco reais na casa inteira, vai ser milagre!

Soraya vai para o banho e Aninha pega três primeiras cervejas.
- Ainda não estão no ponto. Pus as outras no congelador.
- O apartamento é legal, hein, Aninha! comenta o Mosca, todo sério, dirigindo-se à menina, agora encostada em Francis que, de pé contra a janela da sala, enlaça-a pela barriga com o braço livre.
- A gente preferia que fosse mais para o centro, mas fica muito mais caro, ela responde, pondo-se na ponta dos pés para aproveitar melhor o contato com o corpo de Francis e já com a intenção de provocar um pouco os instintos do menino tímido. Este se afasta para deixá-los mais à vontade, ouvindo os chupões de Francis no pescoço de Aninha e as falsas broncas que a menina lhe dá em retorno. Eles se entreolham sorrindo; o plano parece estar funcionando.

De fato, Mosca senta-se no sofá já um tanto perturbado e pega um caderno de jornal velho imaginando o que fará se o clima "esquentar". O simples fato de ver Aninha de biquíni já despertou sua libido e ver os joguinhos dos dois está sendo um suplício, principalmente porque, vez por outra, ele consegue perceber que seu amigo está excitado. É Soraya que rompe a tensão saindo do banho exalando frescor, numa sainha de tecido mole que deixa de fora as coxas inteiras e um top elástico que só cobre os seios.
- Hum! Olha como ela está gostosa, gente! exclama Aninha, fazendo a amiga corar.
- É mesmo, Soraya. Está um tesãozinho, acrescenta Francis, procurando olhar sua calcinha quando ela vem sentar-se no sofá ao lado de Mosca.
- Assim eu fico com ciúme! brinca Aninha, virando-se para Francis e agarrando-o pelo pescoço, deixando mais uma vez que sua bunda trabalhe por ela para transtornar ainda mais o menino tímido que assiste a cena sentado diante deles.
- Gente, eu não tenho roupa não! Essa saia deve ser do tempo de colégio e esse top está até esgarçando.
- Ai, você podia ter ficado de sunga, Francis! Que coisa mais sem graça, eu de biquini e você com essa bermuda; vou te dar um short meu! dispara Aninha com voz estridente.
- Eu, botar short de mulher? É ruim, hein!
- Então vou tomar banho e me vestir, ameaça ela arregalando os olhos para Francis em sinal de que é hora de incrementar a encenação.
- Ah não, gata, fica assim! Você está tão gostosa com esse biquininho! Por mim era você que tirava mais roupa, não eu!
- Olha só, Soraya! Ele está querendo que eu tire mais!
- Engraçadinho! responde a outra, cruzando as pernas para evitar o olhar de Francis que se insinua entre elas desde que ela se sentou no sofá.
- A parte de cima, então. Vamos votar. Quem quer que a Aninha tire a parte de cima? propõe Francis, já erguendo a mão.

Mosca imita o amigo com um sorrisinho amarelo nos lábios.
- Empatou, diz Aninha, morrendo de rir.
- Empatou nada! Você também quer tirar, faz Francis, erguendo o braço da menina. Só a parte de cima, vai. Para você ficar como a gente.

Ele diz isso e já vai desatando o laço do sutiã do biquíni de Aninha, que finge inicialmente esconder os seios com os braços, mas logo os exibe dizendo "ta-rá!" Soraya explode num riso nervoso e Mosca contempla os seios morenos e redondos, de mamilos escuros, que Aninha agora exibe toda prosa.
- Ai, estou cansada! declara ela, desgrudando-se de Francis e puxando-o até a poltrona para sentar-se em seu colo.
- Aiê! Faz ele. Vai quebrar meu pau!
- Nossa! Já está assim, é?
- Claro! responde ele, olhando para o amigo que o encara atônito procurando resposta urgente para a pergunta tácita: o que é que eu faço?

Embora inexperiente e tendo fracassado em seu encontro com João, Soraya é mais madura que Mosca e já percebeu perfeitamente o complô de sua amiga com Francis. Ela percebe igualmente que este não é o caso do Mosca, que vai dando a impressão crescente de que se pudesse sairia correndo do apartamento dali se livrar do clima erótico que o solicita tanto. Aproximando-se, ela pega a mão dele e, como quem não quer nada, pousa-a de costas em sua coxa, fingindo que vai lê-la. Essa iniciativa por parte da mais discreta das duas meninas o descontrai um pouco e o faz sentir-se mais integrado ao clima criado pelos outros dois.
- Estou vendo aqui que você vai ter muitas mulheres.
- Aproveita para ganhar a primeira, Mosca! brinca Aninha, vulgar.
- É cara, não perde tempo! acrescenta Francis.

Não podendo mais esperar por uma reação "normal" de Mosca, Aninha se levanta e tomando a mão dele, põe-na espalmada na coxa desnuda da amiga.
- Para de torturar o menino, Soraya!
- Eu? Não estou fazendo nada, responde ela, um tanto desorientada.

Mas Aninha, cansada de tantos rodeios para chegar ao que, no fundo, todos eles querem, senta-se ao lado de Soraya e faz que vai arrancar-lhe a miniblusa. A jovem resiste inicialmente, prendendo a roupa com os braços, mas ante a insistência de Aninha e Francis, acaba se deixando vencer, envergonhada mas reconhecendo que esta será a única solução para o impasse causado pela timidez quase patológica do Mosca. Assim que seus seios, um pouco mais fartos e pesados que os de Aninha, ficam enfim livres, três pares de olhos os contemplam, admirados.
- Tem "alguém" levantando! cantarola Francis, apontando com os olhos para o colo de Mosca, que pulsa flagrantemente.

Sem perder a deixa, Aninha se ajoelha no chão diante do Mosca e tenta abrir caminho entre suas pernas, já com a mão no botão da sua bermuda. Num reflexo, ele tenta fechar as pernas e repeli-la, mas Soraya o impede gentilmente. Ao mesmo tempo, Francis vai agarrá-lo para imobilizar seus braços. O zíper desce, a bermuda se abre, mas é preciso que as duas meninas unam forças para puxá-la para baixo enquanto Francis, muito mais forte, ergue um pouco seu amigo do sofá. Pronto, o Mosca está nu e seu membro dança livre e desimpedido no ar porque Francis continua grudado ao seu tronco prendendo-lhe os braços e as meninas às suas pernas mantendo-as abertas. Vencido e muito ofegante, o menino tímido se entrega à derisão e adere ao riso, um riso francamente satisfeito de quem acaba de derrubar uma barreira que ele considerava intransponível.
- Que cara complicado! exclama Aninha. Viu só como não tem nada demais? Ainda por cima com esse pau que você tem! Se fosse um treco feio e torto, miudinho e sem graça, não digo nada, mas olha como ele é bem feito e gostoso!

Aninha, ainda de joelhos, diz isso passeando a mão pelas coxas do Mosca até chegar ao membro, que ela empunha para exibir aos outros. Francis soltou seu amigo e está sentado ao lado dele; Soraya voltou a sentar-se do lado oposto e olha para a amiga dando-lhe a entender que esta pode passar-lhe o bastão. Agora Francis respira livremente e sorri enquanto Soraya começa carinhosamente a masturbá-lo. Aninha avalia a situação e passa para o lado, entre as coxas fortes de Francis, no vértice das quais a estaca maciça de cerca de dezessete centímetros eleva-se contra a as ondulações do abdomem trabalhado. Puxando-a carinhosamente e como costuma fazer, ela dá uma lambida sob a glande e abocanha-a de uma vez. Francis joga a cabeça para trás e geme, pondo automaticamente a mão na cabeça da moreninha. Vez por outra, eles olham para o lado para certificar-se de que seus amigos se entregam honestamente ao jogo. Vendo Soraya profundamente ocupada com Francis, lambendo e chupando com prazer, eles se entreolham felicitando-se pelo sucesso da empreitada.

Mosca está disposto a aprender com o seu amigo e vai imitando-o a cada gesto, mas quando Francis joga as pernas para cima, segurando-as pelos tornozelos numa posição que lhe parece tipicamente feminina, ele custa a perceber qual será o próximo passo. É só quando Aninha mergulha o rosto abaixo do saco do seu amigo arrancando-lhe um gemido, que ele entende. Mas ele hesita em pedir o mesmo a Soraya, que continua a saborear seu membro agora completamente duro. Ele prefere pedir-lhe que tome o seu lugar e que ela assuma a mesma posição de Francis, oferecendo-lhe amplamente o que ele quer descobrir em toda a sua plenitude. As bordas dos pequenos lábios vermelhos se insinuam entre os carnudos lábios brancos. É uma buceta grande, generosa à língua, que pode percorrê-la longamente. Soraya se acomoda quase deitada, deixando que o peso de suas coxas as rebata sobre seu corpo, sorrindo entre elas e acariciando suas panturrilhas enquanto observa seu parceiro que começa a pincelar-lhe suavemente a fenda. Não há pressa e ambos sabem disso. É o início de um entardecer que não tem hora para terminar.

Se houver fantasmas na casa, estão todos concentrados na sala, assistindo ao espetáculo desses dois jovens casais que se entregam aos prazeres do sexo. O vizinho não tem a mesma sorte e deve contentar-se em interpretar gemidos. De ouvido colado à parede oposta ao sofá onde se desenrola a ação, ele ouve Francis e Soraya entregues às línguas ágeis que percorrem cada recanto de suas anatomias respectivas. Excitado, ele já se livrou da cueca e se masturba, desejando estar do outro lado, colando-se à parede e molhando-a do fluido que brota abundantemente. Essa é a sina dos vizinhos circunstancialmente solitários: contentar-se em ejacular na mão inspirado pelos gemidos alheios.

Aninha sente Francis pronto e já sonha com o momento sublime de empalar-se no grosso pau que ela empunha centímetros acima de seu nariz. Deixando o cuzinho pulsante todo ensalivado, ela percorre com a língua o períneo, contorna o saco e ressurge entre as coxas escancaradas do rapaz, olhando-o nos olhos com ar malicioso. Basta uma piscadela sua para que ela escale seu corpo e vá posicionar-se sobre sua barriga. Francis só precisa afastar seu pau para que a cabeça se encaixe e penetre de uma vez, arrancando um gritinho da menina que logo começa a mover-se para fazê-la entrar e sair ritmadamente.
- Isso... gostoso... assim..., geme Francis, em êxtase. Eu quis essa bucetinha assim que eu te vi de biquíni, hoje.
- É mesmo? pergunta ela, dengosa. Então fode gostoso, vai. Come a minha bucetinha com esse pau grandão!

Ao lado deles, Soraya está tomada pelo prazer que lhe proporciona a língua incansável de Mosca. A verdade é que ela já teve um orgasmo, que a inibição não lhe permitiu manifestar com a devida intensidade. Mas ela quer muito mais e se sente pronta para ser penetrada por esse menino aplicado como um escolar à tarefa de lambê-la. Ela precisa apenas mudar de posição para relaxar as costas. Pondo-de se quatro no sofá e empinando-se bem, ela oferece a Mosca a visão de sua longa fenda. Sentindo o aroma de banho e de sexo que se desprende do corpo de Soraya, Mosca prepara-se para penetrá-la. Aninha, sem deixar de cavalgar Francis, acaricia as costas dela, feliz pela chegada desse momento tão esperado pela a amiga. A visão de Mosca empunhando o pau para direcioná-lo a excita e ela volta a concentrar-se, firmando-se com as mãos nos ombros de Francis e sentindo as estocadas profundas do seu grosso membro, que a percorre e penetra até o fundo. A cada vez que ela se vê comodamente sentada em Francis, ela solta o peso do corpo e vai fazer-lhe um carinho nas bolas enquanto o beija carinhosamente e lhe dá a oportunidade de descansar um pouco do movimento contínuo.
- Ahn! faz Soraya, dando um pequeno sobressalto.
- Entrou, amiga? pergunta Aninha, sorridente.
- Mm-hm.
- Está gostoso? pergunta Francis.
- Cala a boca, gente! geme ela, baixinho, querendo experimentar cada milímetro dessa primeira incursão de Mosca, que por sua vez sorri, radiante ao ver seu membro ir lentamente desaparecendo pela fenda aberta.
- Posso? pede Francis, indo acariciar o seio que balança sob ela.
- Tarado! dispara Aninha, esbofeteando-lhe de leve o rosto e empinando o corpo para por em destaque os seus próprios atributos que dançam livres enquanto ela saltita sobre suas coxas.
- Deixa ele, Aninha, geme a outra. Está gostoso!
- Ai cansei dessa posição, Francis! Me come em pé? pede a moreinha, toda assanhada.
- Em pé como? Te segurando?
- Claro! Vai dizer que nunca fez?
- Engraçadinha. Levanta que eu te mostro.

Aninha se desencaixa de Francis, ele se levanta e ela pula em seu pescoço enroscando-lhe as pernas na cintura para reencaixar-se na tora corretamente direcionada. Forte, ele consegue facilmente agarrá-la pelo final das coxas para fazê-la subir e descer e permitir que a buceta ultralubrificada percorra o seu mastro.
- Ahhh! Isso é muito bom, geme ela, fortemente agarrada ao pescoço dele. Fode, fode, fode, assim...

No sofá, Soraya e Mosca também mudaram de posição e ela está sentada em seu colo, de costas para ele, esfregando o clitóris com os dedos enquanto, ajoelhada no sofá, sobe e desce em sua estaca dura como aço. Ele acaricia suas costas, os seios, a bunda, sentindo-se capaz de penetrá-la por horas nesse mesmo ritmo e intensidade. Quantas vezes, ele se lembra, divagando sobre sua curta vida sexual, foi preciso inventar mil maneiras de desconcentrar-se para evitar o gozo precipitado! Principalmente em início de namoro, com as três meninas com quem ele teve contato íntimo em seus vinte e um anos de vida, a excitação era tanta que ele conheceu até mesmo a malfadada ejaculação precoce. Sem parar de mover-se sob sua nova amiga, ele se lembra nitidamente daquela tarde em que finalmente a Gabriela abriu a guarda e ele teve um tremendo orgasmo antes mesmo que seu pau tocasse a entrada. A intensidade foi tamanha, o desperdício de esperma tão considerável, que a menina ficou uma fera e foi tomar banho, completamente frustrada. Desta vez, não. Desta vez, ele se sente senhor absoluto do seu prazer e por mais erótica que seja a cena que se descortina ao lado deles entre o outro casal, por mais eletrizante que esteja sendo o seu próprio ato, ele se sente capaz de prosseguir e até mesmo de só gozar quando decidir, o que o deixa tremendamente orgulhoso e seguro de si.

Mas o mesmo não acontece com Soraya, que se vê na iminência de um novo orgasmo e se sente suficientemente à vontade para exprimi-lo. O clitóris estimulado ao extremo e a sensação ritmada da penetração por Mosca levam-na a um ponto sem volta e a erupção se desencadeia provocando uma série de incontroláveis gemidos e gritinhos que preenchem todo o cômodo. Seu gozo é farto, encharcando o pau de Mosca que passa a pistonear num meio perfeitamente lubrificado. Literalmente arrastada por esse orgasmo, Soraya firma-se com ambas as mãos nas coxas de Mosca, trotando freneticamente para que a velocidade e a profundidade da penetração compensem a perda de atrito. Ela quer mais e mais, quer descobrir até onde essas ondas sucessivas de prazer podem levá-la. E o que ocorre é que, a certa altura, ela perde o controle das pernas e desaba com todo o peso sobre Mosca, empalando-se nele sem conseguir mais erguer-se, sem parar de gemer e choramingar, pegando suas mãos e levando aos seus seios, depois apalpando a área entumescida por onde ele a penetra. A posição excita Mosca, que a observa empinar-se sobre ele oferecendo-lhe os seios cujos mamilos enrijecidos ele aperta sem medo. Então, ela cochicha alguma coisa em seu ouvido e ele mal pode crer no que ouve.
- O quê, Soraya? Não entendi direito.
- Quero na boca, ela repete baixinho, gemendo, parecendo infinitamente sensível e excitada, já saíndo dele pelo lado para posicionar-se de joelhos sobre o sofá.

Quando Soraya empunha seu membro e o abocanha, Mosca mal acredita no que está para acontecer. Mas ela engrena numa felação tão intensa, devorando seu pau com tanta avidez que ele não controla o vagalhão do orgasmo que se anuncia e enche sua boca com numerosos jatos fartos enquanto ela continua a esfregar o clitóris com os dedos, ainda entregue a um prazer indefinível. Ela acolhe cada jato, engolindo de pronto, procurando permitir que o pau se aprofunde ao máximo em sua boca para dar a Mosca a melhor retribuição possível. Quando a tortura do prazer se torna insuportável, Mosca a puxa delicadamente pelo cabelo e contempla seu olhar extático. Ela passa a língua pelos lábios, colhendo e engolindo o que resta de esperma e, abraçando-o carinhosamente, lhe dá um beijo lascivo dando-lhe a provar seu líquido diluído em saliva. Voltando a sentar em suas coxas, ela o beija e o elogia pelo desempenho, acariciando seu membro que vai gradativamente amolecendo. Ele passa as mãos por suas coxas e também lhe faz agrados, confessando-se surpreso pelo presente final. Subitamente, a voz de Aninha ecoa na casa.
- Aiê! Tira!
- Não faz drama, Aninha! Não pode estar doendo tanto assim.
- Eu é que sei, Francis! Tira!

Apoiada nas torneiras do box, Aninha quase se arrepende de ter concedido a Francis um final apoteótico para esse primeiro encontro.  Todo encaixado nela, o rapaz tenta desesperadamente inciar os movimentos que vão levá-lo ao tipo de orgasmo que lhe dá mais prazer, mas ela berra como um bezerro desmamado.
- Quem manda não ter nada para lubrificar!
- O Kleber tem tudo, bestinha! Não vou ficar gastando dinheiro com produto não.
- Então vou passar sabonete.
- Mas não vai mesmo! Eu já te disse que faz mal.
- Então vou lá na cozinha pegar margarina. Quero comer teu cu, Aninha, dá para entender?
- Ai, tá bom, Francis, vai lá.

Na sala, o outro casal dá gargalhadas vendo Francis sair molhado do banheiro e voltar com um pote de margarina na mão.
- Está rindo, não é, dona Soraya? No dos outros não dói, não é isso?
- Vai amarelar para o Francis, amiga? zomba a outra.
- Vem tentar! Quero ver!
- Não, pode ficar com ele todo para você. Um dia eu provo.
- Só se for comigo, responde o Mosca, fingindo ciúme.
- Então vem provar você, Mosca! brinca Aninha.
- Gracinha! responde ele, olhando para Soraya meio sem jeito.
- Agora todo mundo cala a boca! interrompe Francis. E vira de costas, Aninha, senão vou perder o tesão com tanta conversa.

Da sala, os namoradinhos divertem-se ouvindo os gemidos de Francis e as reclamações de Aninha, que finalmente se deixa penetrar com margarina e aguenta bravamente as estocadas do seu macho. Ela reclama, grita, xinga mil palavrões, mas aos poucos as injúrias se transformam em gemidos e o desconforto explícito em puro prazer. Habituado, o corpo de Aninha acaba se acomodando às dimensões avantajadas de Francis e lhe oferecendo o final esperado. Ele explode em gozo inundando suas entranhas e fazendo-a gozar simultaneamente com os dedos, esfregando-lhe o clitóris e vez por outra enterrando-os profundamente. Quando o grosso membro ressurge por entre os dois gomos da moreninha, Francis se ajoelha para ver a entrada alargada, de onde seu líquido começa a escorrer para misturar-se à água do banho. Ele a observa até que o orifício volta quase ao normal, ínfimo e cercado pela zona raiada. Com um tapinha irreverente, ele se levanta e beija Aninha, enfiando-lhe a língua na boca enquanto ela empunha seu pau amolecido mas ainda grosso.

Desse tipo de programa não costumam sair muitos comentários. Quando os dois casais voltam a se encontrar no salão, banhados e perfumados, não falam do que fizeram, mas pensam num programa para a noite. Aninha havia proposto o cinema e a idéia é aprovada por todos. Mas a fome é grande. É hora do estrogonofe!


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