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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

A Odisséia de Aninha (fohetim, episódio VIII)

8. Fim de semana no Peró

Kleber só volta a ligar para Aninha seis semanas depois daquele último domingo em que ela decidiu não voltar para o Rio. Ele está em Cabo Frio e impaciente para vê-la. Ela dá o endereço da loja de material de construção e ele vai apanhá-la ao fim do expediente. Ela se queixa da demora e ele explica: negócios. Eles passam na casa dela para que ela pegue roupas para um fim de semana no apartamento do Peró. Ao chegar, a surpresa: Kleber não está sozinho; assim que a porta se abre, ouve-se um casal em um dos quartos.
- Meu primo Henrique. Provavelmente você vai vê-lo amanhã à tarde porque eles vão transar mais um pouco, tomar banho, sair e só voltam às cinco da manhã. Às vezes eu mesmo só o ouço transando mas nem o vejo porque ele troca o dia pela noite. Bonito, mas galinha; fique longe dele se não quiser virar mais um troféu.
- Se ele for gato não ligo de virar troféu, responde ela sorrindo.

Quando eles chegam ao vasto salão, um casal de adolescentes está aos beijos num sofá.
- E essa é a minha afilhada Bia com o namorado Fernando. Eles também vão sair, mas só tem permissão de ficar até uma da manhã.... Não é mesmo? faz ele olhando para o casalzinho. Tempo aí, gente! Essa é a Aninha.
- Oi... diz a menina com voz anasalada e pedante. Poxa Kleber, 1h da manhã é cedo!
- Padrinho na ausência do pai é pai, Bia, e eu prometi ao seu que não deixaria você ficar na rua até muito tarde.

Falsamente inconformada, ela volta à boca do namoradinho que repõe automaticamente a mão em sua coxa. Em segundos, ele faz a ficha da convidada: menina vulgar muito bonita e gostosa.
- Falta alguém que eu não estou vendo, retoma Kleber, levando Aninha em direção ao corredor e aos quartos. Deve ter saído ou está no quarto. Vamos ver. É, saiu. O nome dela é Stéphanie, mas a gente chama de Stef.
- "Estefe"? Estranho!
- É uma francesa que eu conheci num curso e está passando uns meses no Brasil. Ela adora homem, sai toda noite com um diferente, então vocês também não vão se ver muito, mas é uma pessoa super legal.  E desta vez, como  a casa está cheia, você vai ficar... aqui, comigo! Se importa?
- Ufa, que alívio! Eu estava morrendo de medo de você me por num quarto sozinha como toda essa gente que eu não conheço em volta.
- Relaxa! É como eu te disse: você não vai ver essa turma porque eles saem tarde e voltam no dia seguinte. Quando a gente acordar, amanhã, a casa é nossa. Quero ficar com você; quero que você me conte mais detalhes de tudo que aconteceu com a sua vida nessas semanas todas. Hoje é sexta, a noite é uma criança e temos o sábado e o domingo inteirinhos para nós. Que tal nós dois irmos jantar num restaurante para você me contar tudo e depois terminar a noite dançando em algum lugar bem animado com muita gente bonita?

Cada um vai para o seu quarto e Aninha tira a roupa para tomar um banho. Nua diante do espelho e olhando o quarto refletido nele, a menina bonita volta a experimentar o desejo intenso de que esse venha a ser o seu mundo, um mundo lindo, arrumado e limpo, cercado de bom gosto e de gente educada que fale baixo, em bom português e com uma entonação tão diferente daquela tão vulgar que é a sua quando está com os seus. Em menos de uma hora em companhia de Kleber, ela já sente o cansaço pelo esforço de escolher as palavras e tentar fazer todas as concordâncias. Ela percebe no rosto dele quando erra alguma coisa, mas ele é gentil demais para corrigi-la, o que é uma pena, pensa ela, entrando no box do banheiro da suite. Ao ensaboar-se, ela se sente excitada e deseja que algo aconteça nessa noite que está para começar. Seu sexo está receptivo e quando ela passa o dedo entre os lábios sente-os lisos e escorrgadios. O único episódio de sexo que ela teve ultimamente foi "didático", com a Soraya. Embora os homens não parem de solicitar sua atenção, ela ainda não se sente à vontade para ir à casa deles ou levá-los em casa. Ela ainda não conhece o funcionamento da mentalidade local e não quer se arriscar a ser conhecida como "a putinha da loja de material de construção". Mas ela não pode continuar a ter prazer unicamente através da masturbação; ela precisa retomar a sua vida sexual que, bem ou mal, tinha sua regularidade no Rio. Kleber seria o primeiro candidato mais óbvio, mas ela não sente nele o cheiro do macho e muito menos a tara do macho pela fêmea e o assédio tão característico do homem que deseja o corpo da mulher e que quer a todo custo prová-lo com a boca e penetrá-la com seu sexo. Não, Kleber é outro tipo de homem, talvez por ser bissexual. Ele conhece o prazer de ser penetrado e isso o torna menos vulnerável à mulher porque ele obtém um pouco do que normalmente é prerrogativa feminina. Aninha percebe isso e sua atração sexual por ele fica muito comprometida, independentemente do fato de que ele tenha um belo dote, de forma e tamanho perfeitamente satisfatórios. Desde a primeira vez, ela sabe que faria sexo com ele novamente como amiga e não apenas como a menina bonita de corpo desejável. Em resumo: Kleber também não é seu primeiro homem com agá maiúscula; a busca continua.

Durante o jantar, comendo camarão à bahiana num restaurante cheio e animado e ouvindo em detalhes o relato das primeiras seis semanas de Aninha na nova cidade, Kleber se mostra impressionado pelo episódio de sexo na cozinha entre ela e Soraya. Ele não imaginava Aninha capaz disso. Ela lhe conta que teve algumas – poucas – relações sexuais com amigas e que acha o sexo com mulheres muito sereno e relaxante, mas não se sente de modo algum lésbica e na maioria das vezes aconteceu para dar apoio moral a alguma amiga ou para provar que o sexo é bem maior do que a simples transa com um namoradinho antigo, como foi o caso com a Soraya. Ela, Ana, gosta de ser agarrada por um macho que a penetre por todos os buracos, goze muito e a faça gozar muito. Kleber não pode deixar de se surpreender com essas palavras brotando de uma boquinha tão delicada num rostinho tão lindo.
- Acho que você é a pessoa jovem mais experiente que eu conheço, Aninha. Tenho inveja do que você fez dos quatorze até hoje!
- Para com isso! Aposto que você aprontou muito, morando perto do mar.
- Pois é, de frente para o mar... Mas não foi tanto assim, não, e minha vida mudou completamente quando eu namorei a Julia, que me ensinou a gostar de coisas que os homens não costumam gostar.
- Está falando de "fio-terra", essas coisas?
- Exato, dedadas, "fistadas" e por aí vai. Quando o prazer anal do homem entra em jogo, tudo muda na vida dele, até as mulheres que ele deseja.
- Isso é! Eu nunca pude tocar no cu de um namorado. Para ser sincera, eu ainda não tinha visto um cu de homem antes de te conhecer.
- Sei disso, e é assim em 99% dos casais. Mas a Julia adorava e me lambia, me dedava e me penetrava com coisas, até o dia em que ela propôs de enfiar a mão inteira. Acho que eu não sabia o que era gozar antes disso.
- Sério? Foi muito mesmo?
- O esperma escorria sem eu me tocar, Aninha! Ela sabia estimular as glândulas seminais e eu entrava em choque de tanto tesão.
- Caramba! Então a incompetente aqui não chegou nem aos pés dela.
- Nada disso! Foi muito bom também e espero que a gente repita qualquer dia desses.
- É só falar!

Kleber e Aninha encontram tanta coisa a dizer um ao outro que acabam ficando no restaurante até tarde e deixam a boate para outro dia. Chegando em casa, Kleber percebe que que há luz de abajur no quarto da afilhada.
- E eu preocupado com eles fora de casa até tarde. Meu irmão deve ter saído e o casalzinho ficou com o apartamento só para eles!
- Eu faria o mesmo com um gato daqueles!
- O Fernando? Você gostou dele?
- Ele é lindo, Kleber! Se ela não fosse tão noj... antipática!
- Haha! Ela é um sebo, não é? Eu já disse isso a ela, mas não adianta, é deslumbrada. Ter nascido bonitinha e ter padrinho rico deu nisso. E olha que mal ela põe os pés no Rio, a carruagem vira abóbora, os cavalos viram ratos, mas ela não perde a pose! Pior para ela porque quanto mais ela insistir em ser assim, mais ela vai sofrer depois.
- Ela nem me olhou quando disse aquele "Oi..." amanteigado dela.
- Não liga, Aninha. É como eu te disse: a gente mal vai esbarrar com eles.

Ao entrar no apartamento, Aninha e Kleber percebem que o ruído que havia cessa momentaneamente para ressurgir momentos depois, sinal de que o casalzinho notou que alguém entrou, mas não deu maior importância. No primeiro quarto do corredor, a porta à direita deixa entrever o jogo erótico dos dois exibicionistas. De costas para ela, Bia cavalga o namorado languidamente, como se estivessem fazendo amor há horas, gemendo baixinho e movendo o corpo longilíneo em resposta às mãos que acariciam seus seios. Ela não reage quando os recém-chegados passam com naturalidade pela porta em direção ao último quarto. Aninha se lembra com certa amargura dos sórdidos antros onde ela fez sexo e inveja essa menina que também não pertence ao meio que tem a sorte de poder frequentar. Ela adormece ao lado de Kleber assim que se apaga das retinas uma última percepção dessa cena, um detalhe: as flutuações da rugosa e fria pele do saco sob a bunda bem feita que harmoniosamente o envolve. Acariciando o sulco que separa os lábios úmidos do seu sexo, Aninha ingressa num sono povoado de sonhos eróticos dos quais ela é a protagonista leve e despreocupada.

Pela manhã, mais sussurros e gemidos. Fernando parece ter feito algo um modo um tanto incômodo e Bia reclama.
- Caramba! Esses dois não param de trepar, exclama Aninha!
- É, esses dois são como ratos, responde Kleber sonolento. No Rio, eles têm menos chance de ficar à vontade, então eles aproveitam. Essa menina mora em Engenho de Dentro!
- Haha! Eu sabia! É "metida" mas não tem nada por baixo.
- Aninha, não seja assim. Tenho uma proposta: vamos à praia em Búzios? A gente toma café e vai.
- Sério? Claro! Sou louca para ir lá. Todo mundo fala tanto.
- Só que é muito cedo e eu ainda quero dormir. Tudo bem?
- Ai, desculpa! Eu não queria ter te acordado.
- Tudo bem. Só mais uma horinha.

Kleber volta a dormir, mas Aninha perdeu o sono e se levanta. Ela vai ao banheiro e sai do quarto vestida apenas de calcinha de bikini e camiseta. No corredor, ela percebe que se enganou; o casalzinho dorme profundamente no quarto de porta aberta. Subitamente, alguém sai da cozinha, um homem, com dois copos de suco de laranja nas mãos e cumprimenta amistosamente a menina parando diante dela completamente nu.
- Você deve ser a amiga do Kleber. Eu sou o primo dele, Henrique.
- É, eu sou a Ana. Prazer.

Ele lhe dá dois beijinhos, que ela retribui achando divertido, e segue para o quarto, contando baixinho à mulher que lhe faz companhia sobre seu encontro no corredor. Esta – que já não é a mesma da véspera – limita-se a dizer-lhe um "Vem..." lânguido, um ruído característico de sucção molhada seguido de gemidos masculinos dá lugar às vozes.

Aninha explora o apartamento. Ela entra na cozinha e procura na geladeira o suco que ela viu nas mãos de Henrique e serve um copo. Adiante, na área de serviço, ela revê a entrada espetacular dos banhistas, onde ela viveu sua experiência mais estranha, com Kleber. Ela constata que tem mais desejo pelo homem que ela acaba de ver por alguns segundos do que por esse amigo de gosto extravagante. Voltando ao corredor, ela ouve gemidos femininos bem ritmados e segue até o vasto salão onde a parede da fachada é uma única e imensa janela esverdeada que escurece os azuis do céu e do mar. Os pensamentos giram vertiginosos na cabeça de Aninha, mas uma pergunta se instala: que fazer para pertencer a esse mundo? A imagem da antipática Bia e a voz da anônima amiga de Henrique lhe vêm à mente lado a lado à consciência do seu próprio poder de atração. Agora que ela está tão perto, seria burrice perder o pouco que ela já conseguiu. Nesse momento, Aninha decide que vai ficar, custe o que custar.

O sábado em Búzios é tão agradável em companhia da sua nova amiga que Kleber só pensa em inventar novos programas. Ele sente afinidade com ela em questões-chave como a contemplação dos corpos na praia independentemente do gênero. Apesar de crua em termos de etiqueta, Aninha também sabe apreciar a boa mesa e faz comentários um tanto pertinentes no restaurante onde eles almoçam. À tarde, passeando na rua das Pedras, ele a enche de belas roupas, maquiagem e acessórios que a deixam radiante... e deslumbrante a ponto de chamar a atenção de todos. Por fim, eles decidem passar a noite numa pousada em vez de voltar a Cabo Frio. A noite está tão agradável que o amplo balcão aberto sobre a areia é mais convidativo que os estroboscópios de uma boate.
- Gostoso, não é?
- Hmm! Isso aqui é demais, Kleber.

Entre ele e a balaustrada de madeira, e ouvindo o ruído do mar que mais se adivinha do que se vê sob a fraca luz das estrelas, Aninha sente o corpo quente e vibrante desse curioso homem solteiro de trinta anos que, desinibido, afaga seus seios e cochicha beijando-lhe a nuca enquanto seu sexo ereto roça-lhe o sulco ou toca ora um, ora outro dos gomos que o delimitam, conscientizando-a da sua forma e firmeza. Lânguida, ela se deixa descobrir. É a vez dele e ela aguarda, já pronta, o rumo que ele vai dar a esse segundo encontro sexual. Sentind-se cada vez mais molhada, ela é obrigada a contradizer-se e desejar dentro dela esse que poucas horas antes ela decidira encarar apenas como amigo. O sexo tem dessas coisas; tudo é questão de como e quando. Colando-se a ele, oferecendo-lhe a fenda ao dedo que a percorre longitudinalmente e escova o clitóris, ela não pode conter os gemidos nem tampouco os convites que saem involuntários de sua boca: "Mete... Me fode... Me faz gozar muito..."

Embora Aninha não a revele, sua avidez é grande; ela já não sabe mais de cor a data da última transa digna desse nome, com o Lucinei, um taxista do bairro louco por ela, que juntou dinheiro para lhe dar uma bolsa incomprável. Depois de meses de esnobação, ela cedeu para ele no banco de trás do carro, coisa que ela odeia, só porque valia a pena. Ele ficou uma eternidade massacrando-a sobre o assento, o que a deixou cheia de marcas e praticamente inutilizou a blusinha fina que ela estava usando. E o pau nem era tão bom, concluiu ela a caminho de casa, caminhando apressada com a inatingível bolsa dentro de sacos de supermercado para não dar na vista. Já faz mais de dois meses e Aninha não se lembra de ter passado mais de dois dias sem ao menos uma boa dose de bolinação por um vizinho, namorado ou "ficante". Pouco importa, portanto, que seja Kleber ou um travesti, mas a sensação de voltar a sentir um membro fremente entre suas coxas é tão bem-vinda que ela chega a sentir um formigamento pelo corpo inteiro quando o  consistente membro do seu amigo começa a roçar os lábios molhados.
- Ai, Kleber... que delícia! geme a menina francamente excitada, apoiando-se na balaustrada e empinando-se toda para franquear sua entrada à cabeça ampla que ela sente encharcada com as pontas dos dedos.

De fato, Kleber a explora, passando seu pau duríssimo pelos lábios melados e entreabertos enquanto sente os bicos dos seios de Aninha roçarem-lhe as palmas das mãos e sentindo a bundinha firme tocar-lhe o baixo-ventre. Ele sempre gostou das preliminares com as mulheres, que lhe dão a impressão de torturá-las e fazê-las desejar algo quando é outra coisa o que ele lhes reserva. Pondo-se de joelhos, ele separa os dois gomos delicados e mergulha na buceta encharcada, arrancando um longo suspiro da menina, que recua oferecendo-se irrestritamente à sua boca. O líquido copioso molha seu queixo, boca, nariz, faces. Ele prova, degusta esse fluido de sabor estranhamente excitante e o espalha, devolvendo-o à dona e estendendo-o ao sulco da bundinha linda e ao orifício pulsante que ele oculta. Aninha freme, balançando as coxas como se desse pulinhos diminutos. Kleber aperta com força os gomos que tem nas mãos e os separa para pincelar o vigorosamente o cu que então se expande ligeiramente e cuja tensão vai cedendo ao trabalho da língua. Tomada pelo prazer, Aninha dá tapinhas no clitóris, esfrega-o, tentando conter-se para não provocar um gozo precipitado.
- Mete, Kleber, por favor! Não estou aguentando mais! geme ela sentindo seu cu pulsar contra a superfície molhada que o esfrega, cutuca e lambisca.

Kleber se levanta e lhe oferece o membro em riste, para que ela empunhe vivo e fremente. Aninha o masturba com força, confiante ao ver o inabalável sorriso sereno no rosto do seu amigo. O corpo maciço, quente e úmido está tão duro que não cede nada ao aperto dos dedos que mal se fecham. Atraída pelo volume da glande, Aninha quer abaixar-se para pô-la na boca, mas Kleber a impede e força-a a debruçar-se na balaustrada. Ela obedece, um tanto intrigada, mas imediatamente sente o toque da mão de Kleber e um dedo encharcado invadir-lhe profundamente o cu. Ela se crispa por um momento, mas foi tão bem preparada que está relaxada o suficiente e deseja ir adiante. Kleber trabalha seu cu com o dedo médio, lubrificando-o, em seguida também com o indicador, forçando-o gentilmente em todos os sentidos para dilatá-lo. A sensação é tão intensa que Aninha assume a posição estática da fêmea no cio que espera para ser montada e limita-se a gemer enquanto se masturba vigorosamente para provocar o orgasmo no momento exato. Quando Kleber a toca, no ponto exato, Aninha leva a mão ao seu baixo-ventre, apreensiva, mas a cabeça está tão bem lubrificada pelo fluido peniano que a expansão se faz sem muito atrito e o orifício habituado da menina responde pronta e favoravelmente ao esforço impresso no ângulo exato. A flecha de Eros penetra um alvo que a acolhe com volúpia. Uma lágrima de prazer percorre o rosto de Aninha durante o percurso extasiante dos dezessete centímetros de Kleber em seu âmago. Quando o corpo dele se cola ao seu, toda a sua atenção se concentra no ponto de intercessão que os une. Ela não é mais que um anel largo e pulsante que começa a experimentar o delicioso e liso deslizar do corpulento órgão que o faz expandir-se e pulsar.

Kleber, por sua vez, sente o gradativo efeito anestésico gerado pela longa sucessão de vaivéns que leva seu membro ao endurecimento máximo. O contraste entre o corpo delicado de Aninha e o sexo avantajado com o qual ele a penetra amplificam seu prazer elevando-o quase a um estado de êxtase. O perfil estreito e a cintura fina da menina, além do longo cabelo negro que lhe chega ao início dessa bundinha que ele penetra com tanto vigor arrancando gritinhos agudos mal contidos o transportam para uma aventura erótica de hentai na qual ele possui a menina ávida de sexo e jeitinho inocente.

O vaivém se instala e Kleber só precisa ocasionalmente deixar que a saliva escorra sobre o tronco do seu pau que trabalha inabalavelmente. Ele se sente capaz de ficar pistoneando assim durante uma eternidade, sincronizando cada vez melhor seu movimento ao de Aninha, mas ele a observa, ele ouve seusu gemidos e sabe que o prazer anal para a mulher tem limites. A extravagância de deixar a buceta livre tem seu preço. Durante alguns momentos, ele sente seu pau receber as mordidas longas e competentes do anel pulsante, mas a certa altura, é preciso distrair a mulher dessa prlongada dilatação que inegavelmente não foi programada pela natureza. Kleber então assume o comando da masturbação da moça e, sem sair de dentro dela, esfrega-lhe vigorosamente o clitóris, arrancando-lhe gemidos descontrolados e provocando fortes contrações anais. Zonza de excitaçaõ e perdendo as forças, Aninha repousa a cabeça sobre os braços apoiados na balaustrada e deixa que Kleber cuide do resto do seu corpo, sobre o qual ela perdeu o controle. Tomada agora pela sensação dos dedos que esfregam sua zona erógena mais sensível e mergulham em sua buceta encharcada, ela sente apenas a dilatação do cu pelo corpo duro que o habita. Kleber interrompeu momentaneamente o vaivém para fazê-la gozar. Aguçando o ouvido, ele a ouve dizer, entre gemidos "Fode a minha buceta... Fode a minha buceta..." e se dá conta de que, de fato, é lá que resite a resposta ao prazer máximo da mulher. Retirando-se dela, ele empunha seu membro e pincela com a glande a entrada pouco abaixo, preparando-se para invadir o caminho da felicidade.

Quando Aninha sente, depois de tanto tempo, a expansão dos lábios pela ampla cabeça de um pau, ela explode em soluços advertindo Kleber que são de felicidade. O homem flutua entre as paredes hiperlubrificadas como se não existissem enquanto, como se recobrasse subitamente as forças, Aninha volta a contribuir com um movimento harmonioso das ancas. Com as pontas dos dedos, ela sente por entre as pernas o membro que a invade e agradece acariciando o saco a cada pequeno impacto. Agora ela se entrega integralmente e sem receio a esse corpo feito para o lugar que ele ocupa. Kleber agarra-a pela cintura e numa pegada de mestre põe-se a pistonear ampla e repetidamente até provocar o tão esperado orgasmo. Aninha geme e fala baixinho: "Soca, soca, soca... Fode gostoso, vai... Quero gozar muito nesse pau..." E quando a bomba detona, ela se contorce e desfecha verdadeiros golpes de bunda em Kleber, como se desejasse que ele a penetrasse com o corpo inteiro. E então, embora sendo hiper-resistente por natureza, ele é forçado a retirar-se dela mais uma vez, desta vez para viver um dos mais intensos orgasmos de sua vida. Consciente e desejando contribuir para o seu prazer máximo, Aninha se volta e ajoelhando-se, põe-se à disposição de Kleber, que já tomado pelos espasmos do membro que ele empunha com força como se não conseguisse dominar, dispara vários jatos no rosto delicado e na boca da menina que se apóia com ambas as mãos em suas coxas. Quando a fenomenal ejaculação cessa, Aninha toma o membro ainda pulsante e o põe na boca, olhando seu amigo diretamente nos olhos. Vendo seu sorriso afirmativo, ela engole expressivamente em sinal de confiança. Kleber então passa-lhe o membro pelo rosto recolhendo os traços de esperma e oferecendo-lhe. Depois, ele passa seu polegar no canto molhado de um dos olhos e a beija ternamente nos lábios compartilhando com ela um pouco do seu fluido. Ambos sorriem e sentem-se muito próximos.

Exaustos, Aninha e Kleber entram no bangalô voltado para o mar e adormecem de pronto na enorme cama king size, ela aninhada nos braços desse curioso homem que ela está decidida a não deixar escapar ainda que não tenha certeza de que seja ele o seu primeiro homem com agá maiúscula.



3 comentários:

  1. Estou gostando da Odisséia! Ela tem altos e baixos, mas há momentos em que eu não quis parar de ler acho que a Aninha chega lá.

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  2. Campeão Marc, nas diversas categorias, ótima escrita e histórias melhores ainda. Parabéns !
    Curioso é que morei no Rio e frequentei a região dos lagos e especialmente o Peró e a praia das conchas, isso nos anos setenta, Búzios e Rio das Ostras cheios de gente cabeluda, alegre e muito linda. Era uma criança ainda, sequer tinha começado a me tocar, mas lembro bem de tudo e quando estive por aí de novo em outras oportunidades já adulto, vi as muitas mudanças, casas avançam sobre as dunas, trânsito, outras coisas do turismão, porém, compatível com a beleza das praias, só a magnitude das mulheres, e o ar sensual em cada bar, esquina, em cada ponta de areia...
    Vida imensa de alegrias e Paz !
    Abração e continue sempre, Grato !
    mou < : )

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    1. Obrigado pela visita, Mou. Ando empolgado com os "folhetins eróticos", mas brevemente voltarei aos contos para continuar a publicar um pouco de tudo. Já dei um pulo no seu blogue e estou seguindo. Um abraço!
      Marc

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