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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

A Odisséia de Aninha (folhetim, episódio VI)

6. Incursão no exotismo

Kleber toma a mão de Aninha e a leva atrás de si, convidando-a a apalpar-lhe a bunda. Aninha a acaricia por fora, constatando-a firme e de bom volume como ela vira na praia, e ela logo percebe que essa é uma carícia que agrada porque ele se livra rapidamente da sunga e pega sua mão livre, pousando-a no seu pau pedindo-lhe que não pare de acariciar sua bunda ao mesmo tempo que o masturba devagar. E ele entra literalmente em êxtase, controlando o jogo e logo pedindo a Aninha que explore o seu rego e o "estimule", termo que não pertence ao vocabulário sexual exclusivamente explícito da menina e portanto, não gera reação.
- Passa o dedo nele, em volta... Assim... Que gostoso... Agora entra um pouquinho com a ponta do dedo... Isso... Ahn...

Aninha se espanta um pouco com essa atitude que lhe parece tão passiva, mas se lembra do italiano dotado que se ofereceu à sua língua e que, no entanto, ela viu depois "castigando" a sua amiga Leileane, no hotel, penetrando-a com aquela pica imensa que ela, Aninha, gostaria de ter levado. Isso a encoraja a obedecer seu novo homem  e fazer mais do que circundar a entradinha raiada que se oferece bojuda ao seu toque. Assim que Kleber termina de passar a mão ensaboada pelo rego, ela encaixa a ponta do dedo indicador no orifício e, sob a orientação gemida do homem, começa a fazer movimentos circulares para penetrá-lo sem nenhum desconforto. Seu dedo aprofunda-se facilmente no cu que parece desabrochar para ela, enquanto Kleber faz movimentos que a induzem a prosseguir na lenta masturbação que deve fazer par com essa suave massagem interna. Kleber se entrega a um vaivém que coordena a entrada e saída do dedo com o avanço e recuo da mão em seu membro. Aninha se sente necessária, como se encontrá-la fosse vital a Kleber para obter esse prazer do qual ele é escravo. Momentos depois, ele lhe pede que introduza um segundo dedo e quando o ritmo torna a instalar-se, seu prazer é tamanho que Aninha chega a se perguntar se há lugar para o prazer feminino na cabeça desse homem estranho. E ele está longe de parar por aí.
- Você já "fistou" alguém, Aninha, pergunta ele, aos gemidos.
- Nem sei o que é isso, responde ela, divertida.
- Eu vou te ensinar. Junta os quatro dedos de uma mão... Assim.
- Caraca! Já entendi.

Ele se vira e se cola de frente contra a parede de esguichos enquanto usa Aninha como anteparo à outra parede para untar o ânus com um creme lubrificante que ele tira em quantidade de um pote. E ela o penetra com os quatro dedos, abrindo-lhe desmesuradamente o ânus e ouvindo-o gritar de prazer, parando antes de chegar ao máximo diâmetro.
- Tem certeza que eu posso continuar, Kleber?
- Vai devagar... Mete...

Aninha sente que mesmo com dificuldade, o cu acolhe a sua mão. Os gemidos de Kleber atinigem o máximo para decrescer até o suspiro quando a mão se torna punho. Ela sente o interior quente e úmido, disforme, e descobre que é oco como uma gruta. Os meninos pensam que o cu é como um túnel que acolhe e pressiona o pau em toda a extensão, mas não: o único ponto que causa prazer é a abertura apertada. No fundo, é um pouco frustrante descobrir que toda a mágica do sexo anal está logo à porta, matuta a garota enquanto observa a estranha imagem do seu braço que surge abruptamente e sem mão do rego de uma bunda branca e redonda.
- Agora mexe um pouco, Aninha, implora o homem, oferecendo-se todo e masturbando-se continuamente, para a admiração da menina que, por entre as pernas dele vê o saco ir e vir num movimento incessante. Ela jamais imaginou que um homem pudesse resistir tanto ao orgasmo. Quantas vezes ela viu seus primeiros namorados gozarem praticamente ao vê-la nua ou no instante em que iam penetrá-la com seus paus nervosos! E esse homem adulto estava se masturbando continuamente há longos minutos enquanto obtinha dela um prazer anal que ela pensava ser privativo das mulheres e dos viados.

Não há muita margem de movimento quando se "fista" alguém porque ao chegar-se ao pulso, não sobra muito espaço e ao puxar-se a mão o diâmetro anal é muito solicitado. Aninha procura então os limites que causem puro prazer em Kleber e encontra rapidamente o intervalo ideal. Quando ela chega ao ritmo que o faz manifestar um prazer crescente, ela passa também massagear o seu saco por trás e acariciar-lhe a bunda, que ela acha muito bonita e bem feita. "É a vez dele", raciocina ela com maturidade, assumindo o seu lugar de primeira dos dois a dar prazer ao outro. Admirada, ela percebe toda a ciência de Kleber, que pressiona habilmente o seu pulso com o esfíncter anal, ora expelindo-o, ora tragando-o como se quisesse puxá-la  inteirinha para dentro do seu reto. Ela passa longos minutos penetrando-o assim, procurando entrar um pouco mais a cada vez e sair até a máxima ampliação do anel que ela vê esticado em torno de sua mão. A certa altura, Kleber empina-se realmente ao máximo e lhe oferece seu sexo por entre as pernas.
- Me faz gozar, pede ele, entre gemidos, deixando claro que todo o seu prazer está nas mãos dela.

Para ter mais jeito, Aninha se ajoelha e empunha-lhe por trás o pau duríssimo, um pau que ela descobre bem feito sem ser exagerado, de cerca de dezessete centímetros por uns quatro de diâmetro, com uma bela cabeça plenamente desenvolvida, de um rosado escuro uniforme; um pau, portanto, plerfeitamente capaz de lhe proporcionar o prazer que ela deseja. Confiando-lhe integralmenteo seu corpo, Kleber se deixa arrastar numa corrente que não vai tardar a levá-lo ao orgasmo. Sabendo disso, ele pergunta se Aninha está disposta a tudo e diante da resposta afirmativa, ele lhe pede que puxe seu pau completamente para trás – ele está acostumado – e o direcione para ela. Ele quer gozar em seu corpo. Ainda temerosa, Aninha puxa o membro para trás com certo receio de machucar Kleber, mas ele a encoraja e ela termina com uma mão profundamente enterrada em seu reto e o pau direcionado para o seu rosto, masturbando-o sem parar. Kleber retém ao máximo o momento do clímax, que por fim se desencadeia, violentíssimo, com profusão de jatos que banham literalmente o rosto de Aninha. Ela não se esquiva e sente o esperma descer pelo rosto e gotejar nos seios enquanto o homem dá urros e copula furiosamente com a mão que o penetra por trás. Aninha sente as bruscas contrações do esfincter em seu antebraço e pulso enquanto vê sua mão delizar no pau encharcado. Ela agora empunha o pau de Kleber na vertical, como se o ordenhasse, e ele goteja os últimos resquícios do fluido da vida. Aos poucos, sem provocar nada, ela sente sua mão sendo lentamente expelida das entranhas do homem, que permanece de quatro, gemendo e ofegante, enquanto o orifício que foi desmesuradamente ampliado volta pouco a pouco ao normal diante do olhar admirado da  menina. É a primeira vez que ela tem uma experiência de sexo hard. Enquanto Kleber se recupera, ela acaricia e lava suas costas, bunda e coxas, observando seu pau mole mas ainda longo balançar entre as coxas.
- Aninha, você é demais!
- Haha! Obrigada! Posso perguntar uma coisa? Você nunca transou com homem?
- Já, mas não curto porque eu não sou gay – não me apaixono por homem – e o homem faz tudo muito rápido, só pensa em gozar. Além disso, não dá para "fistar" porque a mão é muito grande. No dia que uma namorada fez em mim, não parei mais.
- Entendi. E faz tempo que você sente prazer no cu?
- Descobri que eu gostava com uns dezesseis anos, quando comecei a enfiar coisas. Mas leva um tempão até descobrir o que dá prazer nessa história. Muita gente pensa que lá dentro tudo é sensível e provoca tesão, mas não é nada disso; o prazer anal é todinho no cu mesmo, no esfíncter.
- Es... quê?
- Es-fínc-ter. É o termo técnico para o anel que se contrai logo depois da abertura do cu. Ele é largo e com a prática você aprende a  controlar a pressão e obter muito prazer. Vamos sair do banho?

Eles passam para a peça seguinte, com espelhos, armários de toalhas, lugares para roupa e sapatos, perfumes, etc. Kleber dá um roupão branco para Aninha e veste o seu próprio, azul.
- Eu não sei nada dessas técnicas de sexo anal, prossegue a menina, enxugando o cabelo ainda nua. Só fiz porque todo cara que transa comigo pede. Às vezes é gostoso, outras vezes dói. Eu adorei quando dois amigos meus fizeram dupla penetração. Gozei demais! Quando acabou, fiquei como você agora há pouco: parada, de quatro, esperando tudo voltar para o lugar!
- É verdade, a gente nem quer se mexer, logo depois. Ei, mas você parece ser bem descolada em matéria de sexo; me conta isso!
- Pois é, a gente anda com gente que começou cedo e acaba fazendo cedo também. Eu moro com a minha mãe, meus irmãos e uma tia que sempre falou muito dessas coisas com a gente. Ela adora homem, está sempre com algum cara e só fala de sexo até durante as refeições. Desde cedo, quando eu estava no banho ou mudando de roupa, ela dizia que todos os caras iam dar em cima de mim porque eu era bonita, coisa e tal...
- E é mesmo!
- ... e que eu ia ter que aprender a me defender porque o assédio ia ser grande. E ela acertou porque com doze anos o Tadeu do bar já dizia que eu era a novinha mais gostosa do bairro.
- Caramba! Cedo mesmo, hein, Aninha.
- Eu só queria brincar e ficar com as amigas, mas quando eu me via nua no espelho sabia que ia ter o corpo dessas meninas que dançam no palco do baile funk. Um dia, um garoto pediu para ficar nu na minha frente para eu dizer se gostava e me pediu para tocar punheta nele. Achei impressionante quando ele gozou, mas fiquei com tanto nojo que nem quis mais beijar ele e terminei o namoro. Mas quando contei isso para a minha tia, ela me explicou tudinho, disse que era assim mesmo e que era gostoso, e que eu não devia brigar com eles nem ficar com nojo porque era natural no homem. Isso me deixou curiosa e doida para que acontecesse de novo. Não demorou e com o seguinte eu já fiz muita coisa, inclusive chupar. O resto veio rápido. Eu tinha medo de deixar meter, mas eles me encoxavam em gozavam na entradinha enquanto a gente se beijava.
- E o cabacinho? Quem foi o premiado?
- Vou contar. Assim que a minha primeira menstruação terminou, a minha tia disse que se eu quisesse aproveitar, era hora. Nessa época eu namorava um vizinho da minha rua, o Maykon – um gato ele – que vivia tentando me comer mas eu só deixava encostar a cabecinha.
- Meter atrás, não?
- Ah, dava trabalho me preparar e eu não gostava porque doía muito. Eu dava quando ele me enchia muito o saco. Mas nesse dia, ele estava doido porque a primeira menstruação quase me deixou de cama e eu sumi uns quatro dias. Quando eu apareci na casa dele de tarde, vi na hora que ele ia querer o máximo. Nunca vou esquecer. Ele estava sozinho em casa e eu apareci de saia e top bem curto. Ele me deu um beijo já passando a mão na minha bunda e falou para eu debruçar na mesa da sala enquanto ele ia buscar um óleo que ele tinha lá, de amêndoa, acho. O Maykon é vegetariano e só fala de ecologia, de terra, de mar, de CO2, etc. Eu tirei a calcinha e fui, já sabendo o que eu ia fazer. Quando ele encostou o pau na minha bunda, eu peguei no pau dele, encostei na buceta e disse: "Agora pode." Só vendo a felicidade do garoto, Kleber!
- E foi legal?
- Foi bom demais. Eu não tive medo e ele era apaixonado por mim. A gente transou pela casa toda durante horas naquele dia.
- Você contou para a sua tia?
- Quando eu contei, ela ficou toda feliz e me deu um beijo, mas me encheu de conselhos sobre camisinha e gravidez, etc.
- Daí em diante, você não parou mais.
- É, terminei com o Maykon pouco tempo depois porque ele ficou possessivo demais, me queria só para ele, dizia que eu era dele.
- E você queria todos.
- Não era bem isso, mas eu sempre fui curiosa e queria fazer mais coisas, transar com mais gente, ter experiências. Se fosse como ele queria, eu teria casado aos quinze e estaria com três filhos!
- Você ficou muitos caras até hoje?
- Engraçado você me perguntar isso. Agora há pouco, na praia, eu contei e cheguei a vinte e oito, contando namorados e "ficantes".
- E aposto que poderia ter quantos quisesse.
- Haha! Mais ou menos.
- Está sendo modesta. Vamos para a sala ver um pouco de tevê?
- Vamos!

Depois da sessão intensa com Kleber, Aninha tem escrúpulos de lhe pedir para sair à noite e ele também nada propõe. Deitados cada um em um sofá, eles vêem televisão até cerca de onze horas e vão dormir, Aninha exausta do longo e estranho dia. Ela tem sonhos diferentes dos habituais, no quarto bonito e bem decorado onde o novo amigo a instalou; como se o cenário tivesse influência sobre o script da sua vida. Ela abre os olhos se sentindo outra, despertada pela manhã de sol que invade o quarto através da fenda na cortina. Ela se levanta, vai até a janela e ouve o sussurro do mar que lhe diz "Não para... Não para... Não para...".

Reentrando em casa depois de uma saída rápida, Aninha surpreende Kleber a caminho da cozinha, bocejando e com cara de sono.
- Dorminhoco!
- Aonde você foi?
- Comprar pão fresco.
- Hum! Delícia! Vou fazer um super café então.
- Sério? Não quer que eu faça?
- Respeito, menina! Sou um especialista do café!
- Duvido, mas tudo bem, haha!

Eles tomam café como dois amigos, ele de short e ela de biquíni, e Aninha fala do seu desejo de não voltar logo para o Rio.
- Mas o que você vai fazer? Onde vai morar?
- Sei lá, Kleber. Posso trabalhar numa loja por aqui e dividir apartamento com outra menina. Pelo menos até o fim do verão, enquanto está cheio de turista, não deve faltar trabalho. Em último caso, se faltar grana, eu faço um programa com gringo só para pagar o mês.
- Você já fez isso?
- Há um tempo, fui parar num hotel com duas amigas que fazem e dois italianos que a gente conheceu na praia. Elas ganham uma grana legal.
- Aqui na região dos lagos tem muita garota e garoto de programa; você vai ter concorrência.
- Só sei que não estou a fim de voltar para casa agora. Não aguento mais aquele bairro, aquela vida... Quero fazer alguma coisa diferente, pelo menos por uns meses.
- Se esse apê fosse meu, você ficava aqui... O que eu posso fazer é te dar uma grana para um aluguel e você procura alguém para rachar as despesas a partir do mês que vem. Você já tomou a decisão?
- Já, Kleber. Passei a manhã toda na praia pensando nisso e sei que não quero voltar para a Zona Norte do Rio. Detesto aquilo e por mim só voltaria para ver a minha mãe.
- Bom, então vamos passar o domingo juntos para comemorar o início da tua nova vida que começa amanhã!


Kleber convida Aninha a comer frutos do mar num restaurante, depois eles passeiam na praia e ele liga para um amigo corretor que marca encontro com ela na segunda-feira para ver um pequeno apartamento que por coincidência uma conhecida dele – do corretor –  quer muito alugar mas não tem dinheiro para arcar sozinha com as despesas. À noite, eles vão dançar e voltam exaustos e felizes para o belo apartamento no Peró. Aninha pensa num modo pessoal de agradecer Kleber, mas está cansada demais para enfrentar outra sessão de "fistagem" e limita-se a ir comprar coisas gostosas para o café da manhã, já na segunda-feira. Às nove, ela sai para ir encontrar o corretor, despedindo-se de Kleber com um beijo muito carinhoso e a promessa de vir vê-lo na semana seguinte, quando ele vier do Rio.

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