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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Marc Fauwel

A Odisséia de Aninha (folhetim, episódio V)

5. Kleber

É verão, a cidade está cheia de gente bonita e a animação reina. Ao entrar numa sorveteria, Aninha se sente imediatamente notada pelos homens de todas as idades. Ela se diverte em pensar que não teria a menor dificuldade de conhecer pessoas e acabar ficando em Cabo Frio até domingo à noite ou segunda de manhã. E resolve dar vasão à brincadeira, passando a fazer-se "disponível" às eventuais abordagens. E a primeira não tarda, vinda de um rapaz um pouco mais velho que ela, que se separa de um grupo de jovens para ir puxar papo quando a vê caminhando sozinha no calçadão à beira do canal. Ele é bonitinho, gentil, se mostra empolgado com a beleza dela, com seu corpo, mas ela não quer ir com ele para junto do grupo e ele acaba desistindo, limitando-se a perguntar se ela vai estar perto da praia à noite. Ela diz que não, que volta para o Rio às sete, e eles se separam.

Outros homens, jovens ou não, a olham, sorriem, piscam e até assoviam, mas nenhum a interessa. Ela pergunta a um deles como se faz para ir até a praia, recusa a carona e vai a pé. Chegando lá, ela se deslumbra com a cor da água, a areia clara, a beleza de certas pessoas. Caminhando na areia, ela se lembra de suas últimas vinte e quatro horas e da aventura que estava para viver com Tadeu. Se ela aceitasse ser sua amante, talvez sua vida mudasse; o bar vai bem, Tadeu está longe de ser pobre, e gosta dela. Não seria difícil encontrar um esquema para que ele ficasse com ela sem prejudicar a sua vida de casado. As imagens do banho invadem sua mente e sua mão se fecha sobre o sexo imaginário daquele que bem poderia ser, sim, seu primeiro homem com agá maiúscula.
- Moça, sua mochila está aberta! lhe grita um vendedor de picolé, arrancando-a do devaneio.

Sentada num banco do calçadão, Aninha vasculha sem esperança a pequena mochila; as roupas estão todas lá, mas foi-se a carteira com a passagem e o dinheiro. Por sorte, a identidade, o cpf e o cartão do banco estão sempre num bolso da roupa que ela está vestindo. Mas ela sabe que mesmo que conseguisse uma carona até a rodoviária, seria praticamente impossível conseguir uma passagem para o mesmo dia. Não há o que fazer. Aninha se prepara a passar uma noite em branco no verão festivo da cidade praiana mais famosa da região dos lagos; dos males o menor! E como, no Rio, a família está avisada que ela só volta domingo à noite ou segunda de manhã, ela fica tranquila pelo menos quanto a isso.

Mas perambular cansa e Aninha resolve ir ao banco sacar pelo menos uns cinquenta reais para ficar tranquila. Quando ela sai do terminal eletrônico, um homem de cerca de trinta anos, de óculos escuros, encostado num carro esporte conversível sorri para ela e fala com sotaque de paulista... ou mineiro, Aninha não sabe distinguir um do outro.
- Uau! Gatinha linda! Você é daqui?
- Não, sou do Rio.
- Está com alguém, namorado, marido, amigo?
- Não, estou só passeando um pouco.
- Não prefere fazer esse passeio de carro?
- Ah, não sei, responde ela fingindo hesitar mas perfeitamente consciente da intenção do convite.
- Vamos lá, gatinha, aceita o meu convite, vai!

Aninha faz rapidamente a ficha do rapaz, que não lhe parece ser traficante ou gigolô, mas apenas um franco-atirador tentando arrumar programa para  noite, o que lhe convém, já que só poderá pensar em voltar ao Rio a partir do dia seguinte.
- Mas a gente vai aonde?
- Você conhece Búzios? Posso te levar lá. É lindo.
- Já ouvi falar que é lindo mesmo. Mas você jura que me traz de volta ainda hoje? Estou na casa de uma amiga e ela vai ficar furiosa se eu não voltar.
- Claro, gata! A gente está de volta antes de meia-noite, prometo.

Aninha faz que está pensando muito para decidir, mas momentos depois aceita. Dentro do carro, o homem se apresenta como Kleber, diz que é paulista radicado no Rio e que passa todas as férias em Cabo Frio. Aninha, de pernas cruzadas, nota que ele a olha com fome, fixando suas coxas que brotam do shortinho quase já na altura das polpas. Isso a deixa mais segura; é sinal de que, até certo ponto, ela pode dar as cartas. Menos de cinco minutos depois, ele pergunta, como quem não quer nada, se ela não gostaria de dar primeiro um pulo até o apartamento porque ainda é cedo para ir a Búzios num sábado. Ela aceita e ele toma o viaduto que leva ao Peró. Aninha mal crê nos seus olhos quando o vê abrindo o portão eletrônico de um condomínio com vista indevassável para o mar.

O apartamento é amplo, tem grandes vidraças esverdeadas dando para o mar e é decorado com gosto. Completamenten fora do seu mundo, Aninha se inibe; Kleber deve ter se guiado pela aparência e se enganou completamente a seu respeito, pensa ela. Sozinha no longo salão com dois conjuntos estofados, ela teme que ele a rejeite na primeira conversa. Kleber volta trazendo refrigerantes servidos em copos com gelo. Ele já sabe que Aninha é uma menina de subúrbio, mas como ela se veste como qualquer jovem de cidade grande, ela não lhe parece diferente das dezenas de outras que ele já abordou nas férias apenas para ter companhia e eventualmente uma boa noite de sexo.
- Eu fui assaltada, diz ela, de chofre, tentando puxar papo.
- Sério? Aqui?
- É, passeando na praia. E eu menti para você: levaram meu dinheiro e minha passagem de volta para o Rio. Eu estava no banco pegando dinheiro para comprar outra amanhã.
- E onde você ia dormir? Num hotel?
- Hotel? Que nada! Eu ia passar a noite perto da praia do Forte. Dizem que aquilo não para, não é?
- Mais ou menos. Lá para as duas e meia, três, não tem mais nada. O agito só vira a noite no carnaval.
- Bom, então eu ia ter que sentar num banco e esperar.
- Você pode ficar aqui em casa, se quiser. Meus pais não vem nesse fim de semana. E assim a gente não teria hora para voltar de Búzios.
- Acho que vou topar, Kleber. Mas por que a gente não vai à praia aqui em frente e sai à noite em vez de ir a Búzios?
- Você prefere? Para mim está ótimo. Você trouxe biquíni? Tem um monte aqui.
- Eu trouxe.
- OK. Então, vou te mostrar um quarto, você se veste e a gente vai.

Kleber a leva a uma suíte confortável, com uma vista lateral para o mar. Ela ainda se sente intimidada, mas o cenário tão limpo, bonito e perfeito a anima e faz sonhar com uma vida cercada de tanta beleza e tranquilidade. Nua diante do enorme espelho da porta deslizante do guarda-roupa, ela se considera bonita e gostosa o suficiente para  seduzir Kleber. Ela escolhe um biquíni novo que se ajusta perfeitamente às suas formas e cuja cor amarelo-ouro se destaca contra o moreno uniforme do seu corpo. Ela se olha de frente, de costas, enrola uma canga na cintura, penteia-se, espeta os óculos no cabelo e sai do quarto. Kleber já a espera na sala, de sunga e camiseta. Assim que ele a vê, assovia e elogia seu corpo.

Na praia não muito cheia, tomando o sol da tarde, Kleber tenta saber um pouco mais sobre a vida de Aninha, mas ela não pode deixá-lo ver o mundo feio do subúrbio carioca em que sua família vegeta, então só diz que vive com a mãe e os irmãos e logo desconversa fazendo perguntas sobre a vida dele. Ele é filho único de pais empresários, trabalha com informática na empresa da família e se entedia no Rio, por isso vai a Cabo Frio sempre que pode. Ele revela que achou Aninha bonita e a seguiu de longe até vê-la parar no banco para pegar dinheiro.
- Fala sério, Kleber!
- É verdade! Quando eu te avistei na rua, fiquei maravilhado com teu rosto, teu cabelo, teu corpo... Aquele shortinho tão curto te deixa irresistível! Eu ia parar o carro mais à frente e tentar conversar contigo na rua, mas ia ser muito mais complicado. Quando você entrou no banco, tudo se tornou possível.
- É, o meu namorado até comentou que aquele short é curto demais mesmo. Mas eu adoro.
- Namorado?
- É, eu vim com o meu namorado, o Tadeu, mas a gente brigou e ele me deixou aqui.
- Aqui em Cabo Frio?
- É. A briga foi feia. A gente veio de moto ontem passar o fim de semana, mas brigou hoje de manhã. Eu terminei com ele.
- Que pena!
- Ah, não faz mal. O namoro já estava bem chato há um tempão.
- Você me disse que estava com uma amiga.
- Pois é, eu não te conhecia e já estava sem namorado, então inventei a primeira desculpa.
- E o assalto, foi verdade?
- Foi sim, e nem percebi. Ainda bem que eu tinha um restinho para raspar com o cartão!
- Você trabalha, lá no Rio?
- Trabalhei até antes do Natal numa loja de roupa, mas já estava de saco cheio e pedi demissão. É f... lidar com patrão tarado, colega invejosa e cliente te mandando indireta o tempo todo. Mas eu não posso parar de trabalhar, então vou procurar outra quando assim que eu chegar no Rio.
- Deve conseguir fácil, bonita desse jeito!
- Obrigada! Conseguir é fácil; difícil é gostar e querer ficar.
- E os estudos?
- Ah, Kleber, não nasci para estudar não. Já acho muito ter terminado o secundário naquela droga de escola pública! Eu adorava os amigos, zoei muito, mas não conheço um que tenha passado no vestibular.
- Namorou muito por lá?
- Namorei uns caras, mas eu gostava mais só de ficar porque namorado fica cobrando o tempo todo, é ciumento, quer ser teu dono... Mas fiquei com muito menino da escola. Minha galera aprontava demais! Disso eu sinto falta, mas não quero mais ficar com menino de dezoito, dezenove; cansei de crianção que só pensa em filmar com celular e botar no youtube para se mostrar com os amigos.
- Porque? Você já "caiu na net"?
- Eu não porque não sou burra, mas tenho amiga que já foi parar na net.
- Já vi uns videos caseiros assim. Tem uns grupinhos que se divertem, a gente vê todo mundo rindo.
- Tem muita menina que não está nem aí para a opinião dos outros e até gosta que todos os caras da escola vejam, mas isso é complicado porque depois ninguém mais te deixa em paz, fica todo mundo achando que você dá para qualquer um, que é só marcar hora.
- E não é assim?
- Bom, piranha tem em todo lugar, né, Kleber. Tem muita menina que descobre que é gostosa e não quer mais batalhar porque consegue grana fácil com sexo.
- É verdade que dá grana. Conheço meninas lindas da Zona Sul que fazem programa para pagar os estudos e se manter. As que tem a cabeça no lugar ganham uma grana alta. Isso nunca te atraiu? Estou perguntando por perguntar, sem querer te ofender, ok?
- Não, tudo bem, eu sempre converso sobre essas coisas com as minhas amigas. Algumas já fizeram programa e acham que eu poderia me dar bem fazendo, mas sei lá... Uma coisa é certa, eu não ia poder continuar morando com a minha mãe e meus irmãos.
- Se quiser fazer uma experiência comigo, tudo bem. Eu posso te pagar e ninguém vai ficar sabendo. Eu gosto muito de garota de programa, chamo muito lá em casa, no Rio; estou acostumado.

Fingindo não prestar muita atenção, Aninha olha distraidamente em volta. Na água, a bunda branca e lisa de um menino que quase perdeu o short mergulhando brilha no sol já baixo. Na areia, à direita, duas das meninas de um grupo de jovens agora estão de pé e se esfregam nos namoradinhos que as abraçam por trás, conversando e rindo para as amigas que conversam com elas sentadas e com olhar invejoso. À esquerda, uma família grande está instalada em várias cadeiras de praia e uma adolescente entediada já com o corpo formado toma sol deitada de bruços sem imaginar que os homens já a olham imaginando seu corpo dentro de dois ou três anos. Pela praia toda há homens de pé olhando os corpos à sua volta. Não é como em frente ao Copacabana Palace, onde a prostituição é aberta, mas ela sabe identificar as mulheres disponíveis ao sexo e, aqui e ali, ela vê alguns desses homens que estão à caça aproximarem-se, sentarem-se ao lado delas e, pouco depois, sairem da praia com elas. Voltando a olhar o mar, onde o menino de há pouco agora lhe parece estar perdendo a sunga propositalmente para se exibir aos colegas, Aninha avalia seriamente a proposta de Kleber. Ela faz a recontagem mental dos seus namorados e "ficantes" até Tadeu e chega ao impressionante número de vinte e oito desde aquele fim de primeira menstruação em que ela cedeu à insistência constante do Maykon e lhe ofereceu a sua virgindade só porque o achava lindo e não queria perdê-lo. A divisão leva ao resultado de sete por ano, o que dá menos de dois meses com cada um dos que a levaram para a cama. O resultado não lhe parece enorme, mas ela sabe que as solicitações estão aumentando a cada dia e que a pressão é grande porque esses sete por ano não estão distribuídos ao longo dos quatro anos e sim muito concentrados nos últimos dois. Rememorando esse mês de janeiro que mal chegou ao meio, ela já conta cinco contatos sexuais, incluindo um menino numa festinha, o Gerson, os italianos e o Tadeu. Nesse ritmo, ela teria sessenta homens por ano! A Sonia, uma amiga que faz programas, cobra duzentos reais. Se ela cobrasse cem reais por transa, seriam seis mil reais por ano, o que daria quinhentos por mês, e isso sem fazer esforço nenhum porque tudo partiu dos caras e não dela.

Vendo Aninha de cenho franzido e parecendo muito concentrada Kleber dá um risinho enquanto olha o seu corpo deslumbrante banhado pelos últimos raios de sol. Ela está deitada de costas, apoiada nos cotovelos e ele sentado de pernas cruzadas ao seu lado. Ele quer ver seus seios, descobrir seu corpo nu, saber se ela depila completamente essa elevação que parece ser linda por baixo do triângulo amarelo do biquíni tão justo. Aninha, por sua vez, terminou seus cálculos e se pergunta como será o corpo e o desempenho desse garotão mimado de trinta anos que se mostra empolgado por ela. Ele lhe parece bem barbeado demais, tratado demais, educado demais. À sua volta,  dezenas de homens aparentando ser mais capazes que ele de levar ao delírio uma mulher dariam muito por uma hora com uma jovem bonita e dona de um corpo como o seu. A respeito de Kleber, ela não está muito crédula, mas quer tirar a teima, e quem sabe... Deixando muito conscientemente a pergunta dele em suspenso, ela pede com voz gentil.
- A gente pode ir indo, Kleber? Mas eu adorei a praia, viu? Não vai pensar...
- Não, não vou pensar nada. Eu já ia mesmo perguntar se você queria ir.

Aninha ri, já se levantando e empinando-se toda para tirar sensualmente um pouco de areia do bumbum antes de repor a canga na cintura. Cada gesto seu deixa Kleber mais excitado. Caminhando pela praia, ele nota como os homens a olham quando ela passa e se admira ao vê-la lidar tão bem com essa pressão masculina; ela não se zanga nem reage com cara de nojo aos comentários, mas limita-se a passar e deixar-se admirar. O jovem do povo enche a boca para dizer "gostosa", "tesão", "filezinho", "delícia" à sua passagem, levando a mão à sunga e acariciando o membro como se lhe dissesse para voltar a dormir. O homem mais velho e educado prefere cochichar "linda", "maravilhosa", "escultural", "deslumbrante" ao amigo da cadeira ao lado. E Aninha parece fazer a média disso tudo e sair por cima, sentindo-se bem em vez de um mero pedaço de carne em exposição. Kleber vai atrás dela, analisando as reações que ela provoca até chegar à entrada de banhistas do seu condomínio.

No elevador, Aninha repara pela primeira vez como Kleber é liso. Ela se pergunta se ele depila as pernas, porque não sendo negro, oriental nem moreno jambo, ele não tem o tipo característico dos homens que não tem pelos. O fato é que seu novo amigo só tem alguns pelos, assim mesmo curtos, nas axilas: nada na barriga (nem mesmo a carreirinha que vai do umbigo à virilha), nada no peito ou em volta dos mamilos, nada nos braços e mãos; não há sinal de pelos. Lembrando mais uma vez a sua tia Deisimar, ela nota também que, embora de qualidade e muito bonito, o "sungão" de Kleber a impede de avaliar seu dote. O elevador chega ao quinto andar, o último, e Kleber indica o caminho da entrada concebida especialmente para a volta da praia.
- Você vai achar isso o maximo, Aninha. A porta dá para esse hallzinho onde você deixa as coisas de praia e, se quiser, tira até a roupa de banho. E a próxima peça é um corredor-chuveiro que você aciona daqui mesmo se quiser tomar banho.

Kleber aciona a torneira e regula a pressão da água, que sai reta e forte de centenas de orifícios embutidos nas paredes e no teto dessa peça de banho de cerca de três metros de comprimento por um e meio de largura, onde há lugar para todo tipo de produtos para corpo e cabelo, que desemboca num outro pequeno cômodo com toalhas e eventualmente a roupa que se deseje colocar. Deslumbrada como uma criança, Aninha caminha rindo pelos jatos d'água sabiamente posicionados e chama Kleber para junto dela, abraçando-o e dando-lhe um beijo em agradecimento por já tantas coisas que ela jamais imaginaria viver um dia. Seu delicioso corpo molhado cola-se contra o dele sem furtar-se ao volume que reage imediatamente ao contato. Ele desata-lhe o sutiã do biquíni para sentir seus seios contra o peito e os beija, depois a boca e o pescoço enquanto percorre a com a mão a pronunciada curvatura das costas até a bunda firme e saliente.  Aninha se sente molhada por fora e por dentro, pronta, depois de tantas frustrações nessa busca que já lhe parece durar tanto. Fingindo ajeitar a borda da calcinha do biquíni, ela sente nas costas da mão a rigidez desse homem educado tão liso e tão limpo, que responde levando a mão entre suas pernas para sentir a fenda por fora da calcinha. Aninha o beija lascivamente enquanto se oferece à carícia entre as coxas. Ele parece gostar de descobri-la lentamente, passo a passo, sem desnudá-la integralmente logo de saída, como faz o homem grosseiro ao qual ela está tão habituada. Isso a obriga a ser criativa para tocá-lo sem despi-lo da única peça de banho, mas seu repertório é escasso e após acariciar-lhe o peito e lamber-lhe os mamilos, só lhe resta tentar uma primeira incursão dentro da sunga. Quando ela está para avançar com quatro dedos por dentro do elástico...


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