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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Misteriosa Musa

Passei a semana num congresso sobre escultura na Antiguidade clássica que teve lugar no Museu do Vaticano. Sou um professor de 35 anos que terminou seu pós-doutorado e está começando a tirar proveito dos privilégios da elite universitária. Não sendo exclusivamente dependente da minha remuneração, permito-me ir a todos os eventos relevantes da minha área de interesse, a Estética. Normalmente, me comporto como o nerd que sempre fui: extraio o máximo possível dos eventos, tomo notas, passo tudo a limpo no hotel à noite, faço um pouco de turismo e volto para o Brasil com sensação de dever honestamente cumprido. Mas desta vez, foi diferente, desejo de relatar o episódio.

O congresso começou no domingo à tarde, com uma conferência interessante sobre o mármore e a forma, que me seduziu e excitou porque a conferencista, uma linda romana de menos de 25 anos, decidiu ilustrar sua fala com imagens da confecção das nádegas na estatuária grega. A essa conferência e outras mais seguiu-se um número interminável de mesas-redondas, cujas mais interessantes anotei na íntegra. Na quinta-feira, já de posse de todo o material que me interessava, comecei dispersar-me e sair freqüentemente das salas para ir ao banheiro ou à cafeteria.

Numa dessas vezes, perambulando por perto de um dos banheiros do museu, indeciso quanto a entrar ou não, passei por uma jovem de pouco menos de vinte anos que estava usando uma mini-saia tão curta que nem uma coluna de cinco mil anos lhe ficaria indiferente. Ela estava estranhamente vestida, com meias de seda azul-céu e estrelinhas de prata que despontavam do tênis All Star branco, iam até o meio das coxas e deixavam de fora um bom trecho de carne branca, lisa e firme até a barra da sainha preta plissada de menos de um palmo de largura. Os seios não passavam de dois pequenos cones que quase furavam uma camiseta que exibia a caricatura de um papa da Renascença. Ela tinha cerca de 1,60m, era loura de cabelo liso até a nuca, muito bonita, com um ar sorridente que deixava ver dentinhos curtos e retos. Quando enfim decidi entrar no banheiro vi-a desaparecer porta adentro. Procurei o símbolo do banheiro e constatei que havia bonequinhos dos dois gêneros. Assim que entrei, cheguei a vê-la desaparecer num dos dois reservados. Hesitei, mas quando constatei que a divisória não era vazada embaixo, acabei entrando no cubículo desocupado.

Eu estava excitado e resolvi me masturbar. Em pé diante do vaso, abri o cinto, deixei a calça cair até os pés, baixei a cueca até o meio das coxas, tirei a camisa para ficar só de camiseta e comecei a manipular-me, sentindo a grossura e o calor do meu sexo e a textura rugosa do espesso envólucro abaixo dele. Em seguida, repuxei bem o prepúcio, apreciei a glande já bem intumescida e, largando meu membro, acariciei-me a virilha depilada na véspera, minhas coxas, minha bunda, enquanto tentava rememorar a visão da figura excêntrica que devia estar seminua na cabine ao lado.

Passei bons minutos nesse estado de autocontemplação erótica. O êxtase me levou a erguer espontaneamente a cabeça e fechar os olhos, antegozando o orgasmo longínquo. Fiquei assim por alguns segundos, no semitranse delicioso tão conhecido dos homens até que, por algum motivo, abri os olhos. Imediatamente distingui uma estranha silhueta no alto da divisória: a excêntrica criatura que eu vira há pouco estava me olhando do alto da divisória. Mais do que depressa, puxei a calça junto com a cueca ao mesmo tempo que tentava atabalhoadamente esconder meu sexo, mas ela ficou lá, contemplando minha falta de jeito com o mesmo ar sorridente que me chamara a atenção momentos antes. Era inútil continuar a me vestir. Larguei tudo e olhei para ela também sorrindo, convidando-a com a cabeça. Segundos depois, estávamos os dois no meu reservado.

Lu – foi assim que a italianinha apresentou-se – entrou e foi logo sentando-se no vaso, ainda vestida. Me aproximei, acariciei seu rosto lindo e, avançando o corpo, ofereci-lhe meu sexo ainda parcialmente duro, que ela aceitou de pronto, abocanhando-o e fechando os lábios quase na base, olhando-me bem nos olhos enquanto eu o sentia inchar e endurecer em sua boquinha quente e molhada. Assim que ele chegou às dimensões finais, ela começou a chupá-lo, iniciando pela cabeça, que ela sugou com força para extrair todo o sumo. Em seguida, ela se concentrou na parte média agora incrivelmente dura e pulsante, fazendo-a deslizar pela língua, engolindo-a aos poucos para forçá-la a mergulhar profundamente em sua garganta. Quando seus lábios se fecharam em torno da última porção e roçaram minha pélvis e o saco, Lu teve um pequeno espasmo semelhante àquele que é provocado pela ânsia de vômito e, sem dar mostras de qualquer mal estar, começou a deixá-lo sair lentamente. Minha glande ficou ligada à sua boca por uma longa, elástica e espesssa corda de saliva transparente, que ela ia reutilizando para aumentar a lubrificação, deixando-a molhar seu rostinho ao mesmo tempo angelical e cheio de malícia. Enquanto chupava, ela massageava meus testículos, percorria minhas coxas até o alto, fazendo-me reagir puxando a sua cabeça dourada em minha direção para ver meu pau desaparecer novamente até o talo em sua boca habilidosa. A tensão sexual foi subindo rapidamente. Lu, que, de pernas escancaradas, já começara a se masturbar durante a felação, empurrou-me gentilmente, dando-me o sinal de que não pretendia parar por ali.

Fiquei colado à porta, ela baixou a tampa do vaso e subiu nele de costas, empinando-se um pouco e apoiando-se na parede ladrilhada, exibindo-se de pé para mim. Pude então ver de perto as suas pernas naquelas estranhas meias azuis – meias de seda sem liga – seguidas do final branco da parte mais grossa das coxas, as polpas denunciando o peso de uma bunda que me pareceu estar muito descoberta. Foi só quando ela puxou sensualmente a sainha para cima que percebi o fio da calcinha totalmente enfiado entre os dois lindos gomos brancos e carnudos. Não pude deixar de me perguntar como é que ela tinha coragem de andar seminua daquele jeito e, mais ainda, de entrar num museu! Ela parecia tudo menos uma prostituta; era apenas uma jovem de cidade antiga do Primeiro Mundo e seu comportamento desenvolto me levava a crer que pertencia a uma excelente camada social.

Ainda fiquei observando durante alguns segundos, explorando aquela roupa estranha e o corpo que ela parecia revelar tanto, mas que ainda me era tão desconhecido. Lu ficou de mãos espalmadas na parede, rebolando voluptuosamente, empinando-se para me deixar descobrir a convexidade do tapa-sexo entre as coxas. Adivinhei ali uma buceta alongada, carnuda e lisa. Minha mão começou espontaneamente a escalar suas pernas, logo entrando sob a saia. Sentindo-se segura, Lu ofereceu-se ainda mais erguendo a saia para proporcionar-me a visão total do traseiro deslumbrante. Procurei o elástico da calcinha e comecei a baixá-la, vendo-a sair do rego e descolar-se da buceta que, como eu imaginara, era branca e tão bem depilada que chegava a brilhar, exibindo apenas a linha sombreada da longa fenda que separava dois rechonchudos grandes lábios. Olhei devagar, com toda a atenção, para aquela região tão fechada, mal acreditando que ela pudesse ter dado passagem a outros homens. Tudo parecia intacto e inexplorado, ali. Mas Lu não deixava dúvida de que conhecia muito bem os homens e a arte de amar.

Prosseguindo em minha escalada, cheguei aos pequenos seios e pude sentir os bicos duros e atentos. Ela queria (mais) um homem feito? Pois teria um! Passei a língua superficialmente pelo rego da bundinha firme e bem feita, enquanto minhas mãos empunharam com força as duas coxas. Lu afastou um pouco mais as pernas e se empinou ao máximo. Só precisei abrir bem a boca para passar a língua ao longo da buceta macia e quente, agora molhadinha de tesão. Foi a própria Lu que, com uma mão, abriu os grandes lábios para exibir os pequenos, vermelhos e molhados como pétalas cheias de orvalho. Passei a língua entre eles, fazendo a jovem ousada vacilar sobre o vaso e precisar do meu apoio. Logo se tornou impossível continuar nessa posição e tive que pô-la sentada no tampo do vaso, com as pernas bem erguidas. Foi assim que lambi profundamente o seu sexo, colhendo o fluido, estimulando o clitóris e já produzindo um primeiro orgasmo forte e espasmódico. Miúda, Lu conseguiu praticamente deitar-se de costas sobre o tampo do vaso, com as pernas para cima, oferecendo-se toda.

Ela quis ser penetrada. Seu sexo pediu o meu como uma criança que pede um presente. Com as mãos ela puxou as coxas sobre o corpo, exibindo-me o rubor da buceta que agora deixava entrever os pequenos lábios amarfanhados e reluzentes de umidade. Meu membro latejava em toda a sua extensão, a pouco menos de um palmo dessa fenda apetitosa e convidativa. Abrindo bem minhas pernas para ficar por cima do seu corpo e apoiando-me no vaso, empunhei meu membro, encostei a glande entre os lábios, percorri-os, procurei a entrada na parte inferior e pressionei praticamente na vertical; nossa farta lubrificação facilitaria as coisas, pensei. Olhei para Lu, fazendo-a entender que meu diâmetro privilegiado talvez expandisse sua abertura de maneira incomum. Ela aprovou e comecei a penetrá-la. Vi a glande alargar a entrada e, com um pouco mais de pressão, começar a sumir dentro dela, enquanto Lu contraía um pouco o rosto, apertava os olhos e acariciava meus braços rigidamente apoiados na cerâmica dura. Após ter mergulhado profundamente nela para testar sua profundidade, iniciei uma prospecçao ritmada, ouvindo sua respiração ofegante, seus gemidos baixos e uma vozinha cochichar obscenidades ("Quero todo!" "Mete com força!", "Fode gostoso, meu intelectual!"). Lu parecia uma garotinha indefesa, toda espremida contra o vaso, mas quando abria a boca, não deixava dúvida de que fodia como como gente grande já há algum tempo.

Quando alguém entrava na cabine ao lado, nos fingíamos de mortos e eu a beijava profundamente sem sair de dentro dela. Devemos ter ouvido uma dezena de pessoas entrarem e saírem do reservado vizinho, o que nos levou a ficar pelo menos meia hora naquele banheiro. Em algumas das vezes, dei-lhe meu pau para chupar enquanto ouvíamos os ruídos ao lado. Por fim, quando quisemos gozar, ela debruçou-se no vaso e ofereceu-se de costas. Cheguei a confundir as coisas, colando-me no seu rego e procurando a entrada superior, mas assim que tentei me aprofundar, ela me evitou, afastando-me com a mão e sussurrando-me um "não" gentil. Deslizei então alguns centímetros abaixo e, penetrando-a no lugar desejado, iniciei um vigoroso vaivém até sentir que ela começara a gozar, mal contendo gritos, acariciando fortemente os seios e quase desabando com os espasmos do orgasmo. Quando chegou minha vez, só tive tempo de perguntar "aonde?" para vê-la desprender-se de mim e abocanhar meu membro a ponto de explodir para receber tudo na boca. Ela não engoliu, mas foi muito excitante ver meus jatos inundando sua boquinha rosada e meu esperma escorrendo pelo canto da boca antes de ser recuperado por dedos hábeis. Quando terminamos, Lu quis fazer xixi e aproveitou a posição para me dar um banho de língua. Dei-lhe um beijo bem molhado em recompensa, tomando-lhe um pouco do meu líquido e sentindo meu sabor em sua boca.

Do banheiro fomos para a cafeteria, onde Lu me explicou que aquele museu específico a deixava invariavelmente excitada e que não era a primeira nem a segunda vez que ela fizera sexo ali, sempre com desconhecidos. Fiz muitos elogios à sua beleza e à sua habilidade. Quando estávamos para nos separar mostrei-me curioso com a letra B trabalhada em ouro velho e diamantes, que eu reparara desde o início em seu colar. A resposta veio sob forma de enigma...
- Meu pai Rodrigo passou esse colar ao meu irmão Cesare, que me presenteou com ele pelos meus quinze anos.



...e Lu desapareceu pelos corredores.

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