Seja bem-vindo!

Caro Visitante,

Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

Os botões "Índice" e "Resumos" propiciam acesso fácil aos textos e uma visão global do conteúdo do blogue.

Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Entre Mar e Montanha (folhetim, episódio XIII)

13. Em Trânsito

Depois do banho de mar, demos um longo passeio pela praia, mas precisamos voltar por causa do carro. Marta decidiu sair dirigindo meio sem rumo, apenas pelo prazer de andar de carro e de ver a paisagem. Sentei-me na frente com ela e Tomás deitou-se no longo e confortável banco traseiro, de fones nos ouvidos, escutando suas músicas favoritas.

- Deixa solto, pediu ela, passando-me a mão na coxa, resvalando os dedos na sunga.

Baixei o elástico. Eu não estava excitado, mas já me sentia bem à vontade para me exibir assim, com toda a naturalidade, para ela. Meu membro despertou molemente vindo debruçar-se sobre a coxa esquerda. Marta não tardou a levar a mão até ele, acariciando-o como se fosse um bicho de estimação, fazendo-o endurecer sob seus dedos.

- Adoro ficar pegando; é tão vivo!
- É todo seu! retruquei, sorridente, oferecendo-me todo.

Marta alternava a manipulação com carícias em minha coxa, o que foi me excitando novamente.

- Acho que o Tomás está aproveitando mais a iniciação; será só impressão minha?
- Não estou com pressa, Marta, respondi, serenamente. Além disso, prefiro ver que cada um está fazendo o que lhe dá prazer do que pensar só em gozar, gozar e gozar.
- Você está certo, respondeu ela, dando-me um aperto no tronco do membro um pouco mais cheio e rígido.

Num reflexo natural, pousei uma mão em sua coxa, bem junto ao elástico do biquini. Marta aprovou sorrindo e entreabrindo um pouco mais as coxas. Meus dedos mergulharam entre elas e pude sentir o relevo da fenda através do tecido. Olhei para trás; Tomás pegara no sono. Percorri seu corpo com os olhos e me dei conta do quanto uma sunga é diminuta peça de roupa. Ele estava usando a sua predileta, azul marinho, que ele usa na natação, curta e reta, o que deixava ao pau apenas a possibilidade de estar mole ou "em bola", caso ele não quisesse chamar atenção.

- Ele dormiu? perguntou Marta.
- Como um bebê... mas um bebê com sonhos eróticos!

De fato, longe de estar em bola, o sexo de Tomás estava duro como uma barra de ferro atravessada na sunga. Vez por outra, ele o ajeitava dando-lhe puxadinhas com as pontas dos dedos. Eu podia percebê-lo pulsando e tive uma sensação de satisfação por conhecer tão bem o corpo do meu melhor amigo. Marta trouxe-me de volta à realidade puxando-me o prepúcio para trás.

- Acho teu pau bonito, Marcos. Ele é claro, reto, proporcional, a cabeça é grande e bem feita e mais para rosada que arroxeada... Tem tanto pau feio!

Olhei para baixo para constatar pela milésima vez o que sempre foi minha opinião: meu pau é, sim, bonito. Eu via a mão de Marta empunhando o corpo roliço pela base, deixando expostos alguns centímetros do tronco e a cabeça inchada como um cogumelo.

- Sem falsa modéstia, é verdade que ele é bem feito. Posso dizer porque já vi alguns, respondi dando uma risadinha. Eu também gosto de ficar olhando para ele, pegando...
- E você se depila tão bem! Como você faz?
- Com barbeador. Nunca fiz depilação de verdade.
- O saco também? Ela perguntou isso já envolvendo-o por baixo com  a mão, que senti quente e carinhosa.
- Também. Faço tudo no banho, com sabonete. Raspo aquela carreirinha que vai do umbigo ao começo do pau, depois a virilha toda e por último o saco, desde lá debaixo e as laterais. Dá um pouco mais de trabalho e pinica, mas já estou acostumando. Você se depila, não é?
- Com cera! É sessão de tortura, puro masoquismo!
- Imagino! Mas fica pefeito!
- Ai, esse papo está me deixando molhada de novo, Marquinhos! Vamos tirar uma rapidinha?
- Pensei que você nunca mais fosse pedir! Também estou cheio de tesão sentindo essa mão aí embaixo!

Marta havia entrado por uma estrada vicinal, portanto só foi preciso encontrar um lugar discreto para encostar. Tomás ressonava quando ela desligou o carro e veio se sentar já despida no meu colo, com as minhas pernas entre as suas. Só precisei apontar e a umidade fez o resto do trabalho.

- A-ahhh! Que pau gostoso! sussurrou ela ao meu ouvido enquanto se empalava até sentar-se completamente nas minhas coxas, roçando seus pequenos seios no meu peito e acariciando-me os ombros. Minhas mãos percorreram seus flancos até envolverem sua bunda para puxar Marta ainda mais junto a mim. Ela afagou meu cabelo e beijou-me o pescoço, enfiou a língua na minha orelha, lambeu-me o rosto e beijou-me lascivamente a boca, procuranco minha língua para sugar. A segurança de poder molhá-la à vontade por dentro multiplicou meu prazer por mil. Eu podia até gozar sem sair de dentro dela! Marta subia e descia, a trote sobre minhas coxas. Pus-me a explorá-la por trás, apalpando sua bunda e percorrendo o rego até encontrar o orifício pulsante que acolheu meu dedo como se quisesse tragá-lo. À medida que fui aprofundando-o, Marta crispava-se enrijecendo as coxas e arranhando-me os ombros, mordendo-me o pescoço e puxando-me o cabelo. Quando por fim meu dedo pode invadi-la por completo, senti um calor intenso dentro dela e uma descarga líquida nos lubrificou a ponto de eliminar qualquer atrito entre nós. Marta gemia. Ela tinha o orgasmo fácil, o que comprovava o seu alto grau de desinibição e autoestima. Ela continuou a cavalgar-me, apenas mais lentamente, para me dar a oportunidade de também satisfazer-me. A certa altura, vi-a estendendo os braços na direção do banco de trás e dizendo um "Vem!" caloroso e entusiasmado.

Tomás acordara. Vindo encaixar-se entre os dois assentos dianteiros, ele conseguiu oferecer-lhe seu membro, que ela pos-se a chupar gulosamente sem deixar de trotar no meu colo. Aproveitei para tocar no corpo dele, as coxas, a lateral da bunda, o final das costas. Quando ele grunhiu um "Vou gozar!" mal articulado e precipitado, minha excitação foi aos píncaros e comecei a desfechar golpes de pélvis por baixo de Marta. Longe de fazer menção de desejar esquivar-se, ela redobrou de intensidade os gemidos. Livre de entraves, deixei que meus jatos se sucedessem dentro dela – e não foram poucos! – enquanto a via ondular sensualmente sobre mim ao mesmo tempo que chupava Tomás e engolia o produto da sua (sempre) copiosa ejaculação.


Passamos bons momentos assim, dançando em sincronia. Quando Marta saiu de mim, meu sexo já estava amolecido. Tomás voltou para o assento traseiro, eu repus minha sunga após enxugar-me um pouco e ela ficou por uns momentos sentada nua, com as mãos no volante e um misterioso sorriso nos lábios.

- O que foi, Marta? perguntei.
- Nada. Estava aqui pensando.
- Vai, Martinha, conta pra gente! intrometeu-se Tomás.
- Depois eu conto... de repente. Vamos procurar um lugar para almoçar?
- Roubou as palavras da minha boca! exclamei, dando um tapa na coxa.

3 comentários:

  1. Estou acompanhando com muito interesse as aventuras desses três. Continue com o seu "folhetim", Marc!
    Carioca Anônimo

    ResponderExcluir
  2. Entrei várias vezes para ler seus contos mas nunca descobri como deixar comentários. Foi bom você ter explicado. Gosto do seu estilo e estou curtindo essa viagem dos três amigos. Parabéns!

    ResponderExcluir
  3. Uma droga, mas como toda droga, vicia!

    ResponderExcluir

Eu gostaria de receber um parecer seu. Obrigado!