Seja bem-vindo!

Caro Visitante,

Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

Os botões "Índice" e "Resumos" propiciam acesso fácil aos textos e uma visão global do conteúdo do blogue.

Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Entre Mar e Montanha (folhetim, episódio XII)

12. Primeiros Prazeres Praianos

Durante o café da manhã, Marta propôs que fôssemos de carro a Rio das Ostras porque ainda havia por lá grandes extensões de praia deserta. Votamos sim por unanimidade e tão logo terminamos, fomos para o LTD. A pedido de Tomás, Marta me ofereceu o volante. Aceitei e durante todo o trajeto pude vê-los se agarrando no banco de trás. Ao chegar à praia, caminhamos um pouco até um ponto em que as pessoas presentes nos apareciam à distância como meros traços indiscerníveis. Estendemos duas cangas na areia e Marta deitou-se de costas, já sem a parte de cima do biquini.
- Podem tratar de espalhar protetor solar em mim, ordenou ela, já nos estendendo o frasco de sundown quarenta e poucos.

Nos entregamos obedientemente à tarefa, cada um dedicando-se a uma metade do lindo corpo de Marta. Quem nos visse por certo pensaria: "Que sortudos!" Marta gemia sob nossas mãos. Eu quase podia tocar no carnudo monte de Vênus, ultrapassando com os dedos o limite do elástico da calcinha do biquini. Tomás explorou vezes sem conta os seus seios, espalhando creme neles em todos os sentidos, deixando os bicos flagrantemente intumescidos. Ao fim de alguns minutos, estávamos os três excitados a um ponto tal que se tornava imperativo passar à ação. Tomás se antecipou libertando o membro da sunga e entregando-se ao prazer de ver-se masturbar por Marta. A cada vez que esfregava as mãos com creme uma na outra, assim, ajoelhado e recebendo esse favor, ele parecia entregue a uma oração a alguma misteriosa divindade erótica.


Inspirado pela cena, fui ajoelhar-me por trás de Marta, com sua cabeça entre minhas coxas. Em seguida, avançando um pouco sobre seu rosto, ofereci-lhe meu saco, que ela pos-se imediatamente a abocanhar e lamber, estendendo-se ao períneo e à borda do orifício que pos-se imediatamente a pulsar. O fato de ser completamente liso nessa área já me valera alguns elogios, portanto agi sem medo de constrangê-la.

Muito excitado, talvez temendo desperdiçar um orgasmo, Tomás saiu de sua posição e pos-se entre as pernas de Marta, deitando-se sobre ela ainda com a sunga à meia altura das coxas. Marta recebeu-o entrelaçando as pernas logo acima de sua bunda, colando o sexo dele ao seu ainda coberto pelo biquini. Isso deixou a cabeça de Tomás a centímetros do meu sexo que pulsava livre, duríssimo, enquanto Marta me trabalhava com a língua. Olhei para Tomás, convidando-o com os olhos, mas ele tinha outro projeto em mente.

Erguendo-se um pouco nos braços, ele olhou para baixo e pos-se de joelhos entre as pernas de Marta. Em seguida, chegando a calcinha do biquini para o lado, ele expôs a fenda e, muito destramente para um principiante, penetrou-a de uma vez e profundamente, arrancando-lhe um gemido longo. Marta pos-se a devorar-me avidamente enquanto sua mão procurou meu sexo para masturbar-me. A idéia de estar sentado em seu rosto e sensação da sua boca laboriosa é indescritível e Marta foi a primeira pessoa a causá-la.

Vendo a cabeça de Tomás tão próxima do meu corpo, me perguntei porque diabos ele não tomava uma iniciativa para comigo. Comecei a duvidar de que o que ele dissera antes sobre sua simpatia pelo sexo a três fosse sincero; ele desejava a mulher e estava obtendo o que queria. Foi então que ouvi a voz de Marta.
- Tomás!

Senti meu membro ser puxado para baixo e quando olhei, vi que Marta o oferecia a Tomás dando-lhe tapinhas nos braços com  a mão livre. Foi só então que Tomás ergueu a cabeça e, olhando para o meu sexo pulsando e balançando a poucos centímetros de seu rosto, permitiu que a glande tocasse seus lábios e acabou acolhendo a metade dele na boca, passando a chupar de leve enquanto continuava a mover-se ritmadamente dentro de Marta. Esse suplemento de prazer me fez acomodar-me de tal modo que pude sentir o rosto dela encaixado em meu rego, pincelando-me copiosamente toda a região anal e inundando-a de saliva. Do alto, eu podia ver as contrações da bunda branca do meu amigo, formando covas fundas nas laterais largas e firmes. Tomás imprimia um vaivém constante e profundo em seu corpo firmemente apoiado nos braços, como num exercício de flexão.

À certa altura, Marta começou a dar indícios do orgasmo próximo. Erguendo os joelhos, ela escancarou as pernas para dar a Tomás o máximo de liberdade e seus pés começaram a chutar o ar a cada penetração. Ambos interromperam o que estavam fazendo comigo para concentrar-se um no outro e nesse orgasmo que se prenuciava violento. Não me importei porque a cena era tão erótica que parecia me bastar. Assumi com a mão o comando do me próprio prazer. O clímax de Marta desencadeou-se furiosamente produzindo contrações violentas das pernas que agora puxavam Tomás com toda força contra o seu corpo. Ele não tardou a começar a ejacular sem sequer fazer menção de retirar-se dela. Adivinhei pelas profundas estocadas finais e pelos seus gemidos o quanto seu prazer deve ter sido intenso. Quando ele por fim saiu dela e deitou-se de costas, ofegante, deixando livre o membro ainda pulsante sobre a barriga, Marta logo tornou a reajustar o biquini ao corpo em sinal de que não se importava de abrigar seu sêmem.
- Uau! Vocês aprendem rápido! exclamou ela, sentando-se na canga e ainda ofegante.

Tomás, entregue a uma espécie de contemplação de seu sexo ainda inchado e duro, deu um risinho prosa enquanto Marta já se levantava e ia para a água.
- E aí? perguntei.
- Gozei demais, Marcos! Olha isso!

Um filete de esperma remanecente escorria de sua glande formando uma minipoça pouco abaixo do umbigo.
- Caramba! Isso é que é tesão! Posso?

Tomás me olhou sem entender muito bem o pedido, mas não me fiz de rogado e empunhando o membro ainda gotejante, afastei-o da barriga para lambê-la gulosamente.
- Que é isso, cara! fez ele, rindo por causa das cócegas.
- Eu gosto, respondi, dedicando-me em seguida à glande ainda úmida e lustrosa, produzindo ruídos de sucção e deglutição.
- E ainda por cima engole!
- Claro! respondi, redobrando de intensidade a minha felação, com a intenção oculta de produzir um novo orgasmo pleno.
- Se alguém passar vai pensar que a gente é casal gay, Marcos.
- Não estou nem aí. E você acabou de transar com uma mulher, então também não deveria dar a mínima, respondi, dando por terminada a sessão.
- Ela deve tomar pílula direto, prosseguiu Tomás, como se o que eu fizera já se houvesse esvaído da memória e dos sentidos.
- Claro!
- Mas ela não disse que tinha uma namoradA? Então para que tomar pílula? E por que é que ela está tão preparada para transar com homem?
- Mistério! respondi. Mas ela não disse que é bi?
- É, deve ser mesmo. Deve transar regularmente com outros caras.
- Claro, ou você pensou que fosse o único? Isso faz mal a você?
- Sei lá, cara, sei lá.
- Você está gostando dela, assim tão rápido?
- Acho que sim, respondeu ele, olhando para Marta banhando-se sozinha.
- Tomás, você quer que eu me afaste de vocês? Posso voltar para Cabo Frio, se você preferir.
- Não, você não! Gosto de nós três juntos, mas quero saber mais sobre essa amiga dela.
- Então você tem que ir conversando com ela. Mas cuidado para não irritá-la; duvido que ela goste de namoradinhos possessivos.
- Não, não vou fazer nada de errado. Vamos para a água?
- Vamos.

Marta nos recebeu sorridente, certamente feliz por nos ter visto conversando amigavelmente... e de tão perto. Brincamos os três na água fria daquele mar de intenso azul, distinguindo vez por outra uma silhueta na longa extensão de areia branca.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu gostaria de receber um parecer seu. Obrigado!