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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Entre Mar e Montanha (folhetim, episódio XI)

11. Um despertar sonhado

Fui o primeiro a acordar, naquela manhã do segundo dia. Marta, entre mim e Tomás, ainda dormia profundamente, virada de bruços, com as mãos sob o travesseiro, as costas nuas, usando apenas uma calcinha de algodão branca, bem justa, que destacava a linda forma da sua bunda. Tomás, do lado oposto e voltado para fora da cama, ressonava, parecendo estar entregue ao sono dos anjos. Talvez devido à injeção de autoconfiança da véspera, ele e eu dormimos nus. Recostado no travesseiro, eu contemplava os corpos dos meus dois amigos e assistia ao movimento aleatório que o meu sexo produzia em resposta às suaves pulsações que começavam lentamente a enrijecê-lo. Quando Marta virou-se de costas e seus pequenos seios tremularam apontando para o alto, ele ergueu-se, deu uma volta de 180 graus e veio repousar já duro sobre a minha virilha. Empunhei-o olhando o rosto bonito da mulher de vinte e cinco anos que me iniciara na véspera, cujo rosto ainda semi-adormecido se voltara para mim. Puxei completamente o prepúcio e olhando alternadamente para a minha glande e para a boca entreaberta ao meu lado, não tive dúvida de que havia uma afinidade entre esses dois órgãos tão diferentes.

Quase ao mesmo tempo em que a fantasia da felação matinal havia-se tornando um desejo em minha mente, vi Marta virar-se de lado e pousar uma mão no alto da minha coxa. Me perguntei imediatamente se ela estaria fingindo dormir, mas resolvi banir a racionalidade e me entregar à fantasia. Meu sexo começara a pulsar regularmente e pairava duro, a glande resvalando a barriga. Olhei para Tomás, que acabara de se virar de bruços, mas constatei que continuava dormindo. A visão dos dois gomos salientes e firmes da sua bunda branca e perfeitamente lisa contribuiu para minha excitação. Lenta e cautelosamente, puxei a mão de Marta até que seus dedos recobrissem o meu saco. Reflexa ou consciente, a resposta foi imediata: a mão se fechou e começou a massageá-lo suavemente. Olhei para Marta; ela continuava de olhos fechados. Considerei-a acordada, mas continuei a jogar.

Erotizado pela sensação deliciosa, percorri o quarto, detendo-me nas venezianas azuis da janela já banhada pelo sol escaldante das manhãs de verão. Calculei que devia ser quase meio dia. Tomás continuava de bruços, agora com uma perna flexionada por sobre a outra. Admirei suas proporções, sua nudez desarmada e, já me masturbando lentamente, desejei poder fazer sexo a três mais uma vez.

Fui despertado da divagação por um peso na coxa esquerda. Marta pousara o queixo sobre ela e assistia sonolenta à minha atividade. Parei, sorri, sussurrei um "bom dia" e fiquei à disposição do seu primeiro desejo matinal. Marta acariciou uma coxa enquanto beijava a outra no sentido ascendente, até chegar ao saco, que ela cobriu de beijinhos, mordiscadas e sugadinhas leves. Minha mão, já nervosa de tesão, queria tocá-la, mas limitei-me a erguer-me nos cotovelos para deixar Marta agir livremente. Ela então empunhou pelo talo o meu membro já completamente duro, percorreu-o até a cabeça encharcada e espalhou o líquido por ele todo dando-me uma piscadela elogiosa. Em seguida, erguendo-se bem, envolveu a extremidade com a boca, salivando-a e lambendo-a lascivamente enquanto a mão premia firmemente o corpo quente e pulsante, deixando-me entregue a sensações indescritíveis. Sem muita esperança de atrasar o orgasmo por tempo indeterminado, pus-me a afagar seu cabelo, tentando evitar a cena alucinante que se desenrolava dois palmos abaixo do meu queixo. Percorri novamente o quarto, detive-me no corpo de Tomás, que continuava de bruços, agora com as duas pernas abertas em "A". Mas logo fui chamado à realidade porque Marta começara a percorrer-me o membro com a boca, sugando-o com força e ruidosamente. Eu o via desaparecer quase inteiro em sua boca para ressurgir molhado e cada vez mais duro, numa verdadeira masturbação bucal que não tardaria a me fazer ver estrelas. E Marta parecia determinada a ir até o fim. Eu assistia a tudo com a respiração ofegante, vendo minha barriga estremecer ao contato da mão que a acariciava levemente enquanto a outra envolvia meu saco. Eu podia ouvir as deglutições de Marta, que não hesitava em engolir o líquido que meu sexo vertia em abundância. Eu via sua cabeça subir e descer, sua boca mergulhando francamente para envolver meu membro ao máximo. A sensação foi-se intensificando até que a pontadinha característica do períneo deu seu aviso. Enterrei os dedos no cabelo de Marta e senti que ela não opôs resistência à força que imprimi para fazê-la continuar me chupando. Exultante, explodi livremente em sua boca, enchendo-a com vários jatos fortes que ela acolheu sem dar sinal de asco, produzindo o barulho precipitado da deglutição de quem está num bebedouro. Marta engoliu cada centímetro cúbico daquela ejaculação matinal como se fosse um aperitivo ao café da manhã, e continuou até que, já amolecido, meu membro estivesse isento de qualquer vestígio de esperma. Quando ela deu tudo por terminado, escalou meu peito e veio me beijar profundamente, afagando meu cabelo e desejando-me um caloroso bom dia.

Quando Tomás por fim acordou de seu sono inabalável foi recebido com uma sonora gargalhada.
- Não entendi nada! Vamos descer que eu estou com fome.

Marta e eu nos entreolhamos, rimos novamente e nos atiramos sobre Tomás para enchê-lo de cócegas a quatro mãos. O trio estava indefectivelmente unido. Num momento de pausa, me senti convicto de que teríamos mais um dia sensacional.

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