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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

Uma comunicação contínua com o leitor faz-se através da rubrica "EroNovas", a primeira da coluna à direita. Meu e-mail está à sua disposição. Para reagir a uma publicação, clique na palavra "comentário", abaixo de cada texto.

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Que Erotexto possa excitar de modo agradável, são e prazeroso, inspirar o leitor a escrever suas próprias histórias e principalmente, motivar a reflexão.

Marc Fauwel

Entre Mar e Montanha (folhetim, episódio X)

10. Matando a fome e mais histórias

No quarto, me vesti ouvindo as vozes de Tomás e Marta que conversavam animadamente na sala, já prontos para sair. Coloquei uma camiseta, bermuda, sandálias e desci. Marta nos levou de carro a um tipo de bar-restaurante de beira de estrada, a uns dez quilômetros da casa, onde poderíamos comer camarão por um preço irrisório. Nos acomodamos numa mesa de canto, observando o pessoal local conversar, tocar violão e cantar, e os pouquíssimos de fora tomarem cerveja e comerem uma comida caseira perfumada e saborosa. Falamos um pouco de banalidades, mas Marta ergueu seu copo de cerveja para um brinde.
- Aos mais novos ex-virgens da Região dos Lagos!
- Saúde, respondeu Tomás!
- Graças a você! respondi.
- Acho que cada um teve o que quis, não é?
- Você acha que o desempenho foi razoável, Marta?
- Só falta treinar, Marcos. Aos poucos vai ficando mais relaxado e intenso, vocês vão ver.
- Para o Marcos é mais complicado porque ele gosta de ficar no meio! interveio Tomás em tom sarcástico.
- Mas você bem que gostou! retruquei.
- Todos gostamos, aproveitamos e temos tempo para praticar, interrompeu Marta. E Marcos, não pense que eu esqueci que você me deve a terceira historia que aconteceu com você, ouviu? Você contou sobre o Luiz, contou sobre a o sexo em fila indiana, mas não contou a história mais recente. Estou curiosa.
- Dessa, nem eu sei. Conta aí, cara! reforçou Tomás.
- Bom, se vocês estão mesmo a fim de ouvir, lá vai.

O ambiente propício e a companhia favorável motivaram-me a narrar o episódio do princípio ao fim, com riqueza de detalhes. Marta e Tomás quase não me interromperam enquanto eu revelava, pela primeira vez, aquele episódio que fora tão importante nos meus últimos dias de curso secundário. Tomás conhecia perfeitamente o cenário do episódio, já que estudamos na mesmas escola anos a fio, mas sequer deu sinais de impaciência quando tive que descrevê-lo para Marta.

"Nós fazíamos educação física na cobertura do pequeno prédio em que estava instalada a escola e éramos obrigados a tomar banho depois, coisa que, durante muito tempo, fiz a contragosto porque o banheiro era um longo corredor ladrilhado com 3 cabines sanitárias sem porta, 4 mictórios e 2 chuveiros ao fundo, isso para cerca de trinta alunos por turma. O inspetor nos empurrava todos para dentro, a fim de poder fechar a porta e evitar que fôssemos vistos nus pelas meninas da escola. Ficávamos em fila de dois esperando a nossa vez de tomar banho sob os olhos zombeteiros do resto da turma. Cada um tinha direito a pouco mais de um minuto sob a ducha, o que a direção considerava ser um mínimo suficiente para tirar o suor, ensaboar o corpo e, é claro, não desperdiçar água. Mal ou bem, foi assim que descobri o corpo masculino sob todas as formas, tamanhos e cores possíveis. Alguns despertavam minha admiração; outros, meu riso; a maioria, a mais completa indiferença.

Geralmente, no chuveiro, ficava-se de perfil para a fila de espera; era a melhor maneira de ser discreto. Contudo, havia os exibicionistas e os supertímidos. Os primeiros ficavam de frente e se demoravam na higiene do sexo, que eles faziam questão de exibir em semi-ereção. Os segundos faziam de tudo para não chamar a atenção e praticamente se limitavam a ensaboar braços, peito e barriga, para não ouvir a zombaria do grupo se este achasse, por exemplo, que o pinto merecia vaia ou a bunda um "fiu-fiu" daqueles que se destinavam geralmente às meninas. Havia também um reduzidíssimo número de colegas que, embora não dando o menor sinal de ser afeminados, gostavam de se mostrar de costas. Isso me intrigava.

Mas mais difícil não era o banho propriamente dito, mas a fila. Assim que a porta se fechava, era o fim da organização por pares e um tumulto infernal se instalava naquele banheiro. Vou saltar as brincadeiras e piadinhas – isso o Tomás pode contar depois – para ir direto ao que me interessa contar. Todos nus, o que mais acontecia eram os esbarrões e isso, no último ano do segundo grau, depois de anos e anos desse banho, duas vezes por semana, num lugar tão apertado, acabou revelando as intenções e desejos de muitos dos caras ainda inexperientes que éramos."

Nesse momento, Marta me interrompeu.

- O começo está ótimo! Sabe o que você poderia fazer, Marcos?
- Fala.
- Você conta tão bem que ficaria ainda mais interessante se você contasse como se estivesse acontecendo. Você consegue fazer isso?
- Posso tentar.
- Acho que vai ficar sensacional.
- Tudo bem. Você já consegue imaginar o cenário, então não vai ser difícil

"São cerca de 8h15 de uma sexta feira de novembro... Estou quase no final da fila do banho, defendendo minha retaguarda das tentativas dos colegas de passar a mão no próximo. Considero-me um cara de sorte porque, tendo pelos nas pernas, sofro menos que muitos dos colegas. Os lisinhos são quase violentados pelos mais ousados. Sempre foi assim e já houve alguns incidentes que levaram a suspensões e até expulsões da escola. O Tomás se lembra do dia em que um colega mais "delicado" cometeu a asneira de se sentir suficientemente desinibido para se exibir de costas e foi arrancado do chuveiro todo ensaboado para servir de mulherzinha a mais de dez, diante da gritaria da macacada. Mesmo se ninguém conseguiu consumir o ato, a humilhação foi tamanha que o coitado do Dudu foi tirado da escola pelos pais por não ter mais coragem de encarar os colegas. Mas nessa sexta-feira, praticamente a dias da formatura, a turma parece mais unida e mais propensa a brincar ou reforçar laços de amizade. Com meu traseiro bem protegido, me divirto participando da algazarra enquanto espero a minha vez de tomar banho.

Não posso negar que a visão das bundas mais bem feitas sempre me excitou. Dentre as dezenas de bundas comuns dos meus colegas, algumas se destacam por serem incrivelmente rechonchudas, outras por ser uma perfeita meia-lua quando vistas de perfil, outras ainda por serem muito arrebitadas. Sempre preferi as últimas e por sorte, estou diretamente atrás do Gilberto, dono da bunda mais rechonchuda, redonda e empinada da escola, a bunda que combina as três qualidades, a bunda perfeita.

Vocês já entenderam o meu problema, que é duplo: preciso proteger a retaguarda e evitar de ficar excitado. Para me distrair, implico com os colegas em volta e observo os pintos que sacolejam moles enquanto a rapaziada se soca, empurra e tenta escapar das passadas de mão. Não sei bem por quê, talvez por respeito, mas os mais dotados são os menos molestados e mais pacatos. Eliseu, lá adiante, é dono de um pau de mais de um palmo quando mole. A primeira vez que o vi, minha curiosidade foi tanta que eu não tirava os olhos dele, mas depois fui acostumando, ainda que frustrado por nunca tê-lo visto duro. O meu chega a dezessete centímetros quando está totalmente duro; o do Eliseu tem certamente mais de vinte centímetros. Eliseu é quieto, desinteressante, mas todo mundo sabe que ele tem vida sexual ativa há muito tempo. Ele já comeu meninas da escola, as mais "faladas", que deixaram escapar comentários. Gilberto também é quieto, mas é um quieto diferente que tem a ver com algum segredo. Na minha opinião, o segredo é que ele gosta de homem, mas estudamos juntos desde o primeiro grau e nada se descobriu de concreto sobre ele a esse respeito, até hoje. Vê-lo logo à minha frente com essa bunda tão empinada é um suplício. Como eu gostaria, nessas horas, de ser como os caras mais ousados e passar a mão nele ou até dar-lhe um encostão por trás sem ter medo das consequências!

A fila avança rapidamente. Marquinhos, meu xará e grande exibicionista, está de frente para a galera, ensaboando o pinto quase totalmente duro. O pelotão de frente zomba dele fazendo gesto de que é pequeno. Os mais tímidos observam, alguns talvez com desejos secretos. Eu olho impassível; é verdade que o pau dele chama um pouco a atenção porque é descoberto, mas ele tem coxas finas como os meus braços. Dou uma nova olhada em Gilberto e o surpreendo olhando Francis, um dos dotados, que está encostado na parede com ar enfastiado. Francis é louro de olhos azuis, bonito, forte... e distante, muito distante. Ele sempre me deu a impressão de estar pensando em algo completamente diferente do que entusiasma a maioria de nós. Encostado no muro, brincando com as mãos, ele parece completamente indiferente ao fato de que seu pau claro, grosso e descoberto chama a atenção, sobretudo porque se nota o cuidado com que ele raspa o saco e apara curtinhos os pelinhos da virilha. A maioria de nós deixa os pentelhos crescerem em desordem e ficam com um tufo crespo e fedorento, mas não o Francis; ele parece extremamente cuidadoso com a aparência lá de baixo. E Gilberto pensa saber exatamente como fazer para ver sem ser visto nem por ele nem pelos outros. Mas, numa de suas breves mas penetrantes olhadas, ele percebe que estou olhando para ele e não consegue disfarçar um ar de "apanhado". Ele baixa a cabeça até quase colar o queixo no peito, olhando para o chão e brincando com os pés. Em seguida, ele coloca as mãos na cintura e, olhando para o teto, se curva todo para trás, o que me proporciona uma visão única da sua bunda perfeita. Eu olho, apavorado com a idéia de ficar excitado. É inútil: sinto meu pau se armando lentamente e sou obrigado a cobri-lo com as mãos, o que faço em atitude de estar proteção, para disfarçar. Mas, por sorte, Gilberto se desequilibra e vem de encontro a mim. Num reflexo de pura tara, retiro as mãos da frente e me deixo encostar no rego branco e rechonchudo. Imediatamente, sinto a mão do Gilberto e sou capaz de jurar que ela me toca intencionalmente. Mas é quase nossa vez de tomar banho e ele parece querer evitar a todo custo chamar a atenção para o que aconteceu. Muito sem jeito, ele esboça um "Desculpa aí..." e se separa de mim, voltando a ficar um palmo à minha frente. "Ele me sentiu!", penso eu, todo agitado, infeliz por não ser telepata para adivinhar o que ele está pensando. Sou obrigado a forçar meu pau para baixo e a preocupação me invade porque só restam uns dez alunos na fila do banho; o restante já está se enxugando e vestindo para ir para a sala. Se eu entrar no chuveiro nesse estado, não vou conseguir escapar à gozãção dos que ainda estão no banheiro. Resolvo enrolar, ir ficando por último, na esperança do amolecimento salvador. Estou tão concentrado que custo a perceber que Gilberto está fazendo o mesmo que eu, deixando os alunos restantes passarem na sua frente. Quando me dou conta disso, começo a me perguntar se seremos os dois últimos a tomar banho e como será essa situação. Me distraio olhando os dois penúltimos, ironicamente um bundudo e um dotado. Imagino que o encaixe seria perfeito porque o sexo do dotado coincide exatamente com a altura do rego do bundudo. Eles se ensaboam quase de costas um para o outro. Gilberto, embora em estado de alerta, não consegue evitar de arriscar mais umas olhadelas no treco ensaboado do cara, e noto que ele me olha de canto de olho após cada vez, como se para ter certeza de que eu não estou olhando. Mas estou, sim, olhando, e não me acanho de deixá-lo perceber isso. A verdade mais íntima que sinto em mim nessa hora é a de que estou disposto a tentar algo com ele nesse banho que está por vir. O bundudo e o dotado saem do banho sem fechar a torneira e os dois últimos antes de nós entram conversando animadamente sob a água farta e forte das duchas. Mais uma vez, fico admirado com a possibilidade que alguns têm de não se interessar minimamente pelo corpo alheio. Jamais fui capaz de evitar um olhar furtivo num corpo nu, fosse de homem ou de mulher. E eles estão lá, esses dois últimos corpos, completamente nus e, no entanto, completamente indiferentes um ao outro. Os dois amigos se encaram concentrados no assunto do papo.

Enfim, chega a nossa vez. Os dois chuveiros estão vagos, a água estala no chão de ladrilhos vermelhos e escorregadios. No banheiro, uns poucos gatos pingados enrolam para não ir logo para a sala de aula. Gilberto e eu caminhamos timidamente para as nossas duchas respectivas. A minha me parece um patíbulo para o réu inconfesso que sou. Começamos lentamente a nos ensaboar, evitando ficar de frente para o outro. Mas é óbvio que preciso olhar, e dou um jeito de fazê-lo do canto do olho, rapidamente, sem ser notado. Tudo parece estar a meu favor e os últimos alunos saem do banheiro. Olho o longo corredor há pouco ocupado por três dezenas de bagunceiros e ouço o chiado da água contra nossos corpos. Nada mais me distrai, me sinto incapaz de evitar esse desejo tão forte. Não sei o que dizer. A única coisa que me ocorre é encostar nos ladrilhos, fechar os olhos e deixar meu sexo assumir o comando. Uma ereção incontrolável se produz, mas continuo de olhos fechados, agora porque não tenho mais coragem de abri-los.
- Está tudo bem, cara?

Abro os olhos e vejo Gilberto ensaboando o cabelo, mas dividido entre me olhar nos olhos e na altura da cintura. Adivinhando que tenho uma fração de segundos para tomar uma decisão final se eu não quiser perder essa única chance, eu lanço:
- Quer pegar nele?"

- Uau! Garoto corajoso! exclamou Marta.
- Continua! Não para, cara! cobrou Tomás.

"Gilberto entende imediatamente, mas quando vai se aproximar de mim, a porta do banheiro se abre e um aluno entra para ir aos mictórios. Eu me viro para esconder a excitação e Gilberto dá uma risadinha. Consigo ver sua bunda branca e empinada, a água que escorre por ela refletindo a luz que vem do teto. Minha obsessão não cede à interrupção. Quando o intruso termina e vai embora, me aproximo de Gilberto, curvando um pouco o corpo para frente pra oferecer meu pau que pulsa furiosamente. Ele aceita e o empunha com vontade, logo começando a me masturbar lentamente. Gemo de prazer e de emoção.
- É grosso...
- Quero te comer.
- Aqui?
- Agora.

Estou certo de que a reação vai ser positiva, que ele não vai me negar isso. Fico esperando que ele me dê as costas ou qualquer outro sinal, mas ele me pega pela mão e me leva para o cubículo de sanitário mais próximo das duchas, carregando consigo o sabonete. Chegando lá, ele me deixa de pé e senta no vaso. Meu pau está tão duro que  quando o pego e solto, ele se choca contra minha barriga. Gilberto torna a empunhá-lo com força e me masturba um pouco. Em seguida, ele entreabre os lábios e abocanha a metade dele, trabalhando com a língua e sugando forte. A cena me exita tanto que me desequilibro e preciso por uma mão na parede cheia de desenhos de paus com cabeças imensas, bucetas cabeludas e bundas sendo penetradas. Gilberto degusta o meu líquido, engole sem medo, introduz meu pau todo na boca enquanto, com a outra mão, massageia minhas bolas e acaricia minhas coxas, em gestos que ele parece conhecer bem. Sinto que ele vai me fazer gozar rápido, mas estou tão alucinado para ir até o fim, para provar sua bunda, que tomo coragem mais uma vez e digo:
- Quero meter, cara.

Gilberto me olha nos olhos. Noto que está muito excitado também, seu pau duríssimo a poucos centímetros da barriga. Reforço o meu pedido com um olhar expressivo. Ele então ensaboa a mão e me masturba um pouco, depois passa sabão no próprio rego. Em seguida, ele me empurra contra a parede e vem se encostar todo em mim, de costas. Quando meu pau se aninha entre os dois gomos firmes da bunda carnuda, uma sensação de vertigem invade meu corpo todo. Ele então me segura pelos antebraços e pousa as minhas mãos em sua barriga. Adivinho que ele não ousa me fazer tocar em seu sexo, no entanto tão duro quanto o meu. Ele se esfrega em mim e meu pau desliza em seu rego perfeitamente lubrificado pelo sabão. Finalmente, Gilberto empunha-me novamente o pau e o dirige para frente, encostando-o na entrada. Minha respiração se torna forte, "lá vou eu", digo para mim mesmo. A resistência inicial é tão grande que chego a duvidar que eu esteja no lugar certo, mas em dado momento, algo cede e a cabeça começa lentamente a abrir espaço e passar, espremida, à medida que o corpo de Gilberto oscila para frente e para trás como um pêndulo. Ele geme a cada milímetro meu mas não me impede de continuar.
- É grosso!
- Mas você está gostando?
- Estou, cara... Quero todo.

Encaixado nele até quase o final da cabeça, começo a agir por instinto. Sei que não posso ser brusco, mas não quero mais parar ou recuar. Sendo assim, vou lentamente puxando Gilberto pela cintura enquanto vejo meu pau ir gradativamente desaparecendo em seu rego enquanto ele dá um longo gemido.

Não temos muito tempo, o sinal do início das aulas vai tocar em instantes. Gilberto acelera um pouco e meu pau desliza para dentro dele. Habilmente, ele espreme e solta meu pau, como se desse  mordidinhas nele. Quando sua linda bunda redonda toca por fim o meu corpo, estou delirando, maravilhado. Gilberto está tão excitado que começa logo a se mexer par provocar o vaivém que vai me levar ao gozo. Ele continua gemendo muito, dizendo baixinho que está gostoso.

O prazer que ele sente é diferente do meu, vai ficando mais nervoso, como se ele pudesse obter um orgasmo anal. Meu prazer é um pouco mais calmo, embora extremamente intenso. A certa altura Gilberto se curva, apoiando-se na pequena pia do cubículo. Sua bunda se empina à medida que suas costas vão baixando e a coluna arqueando para baixo. Me sinto completamente livre para ampliar o svaivéns e vendo meu pau grande e inchado custo a crer que ele tenha cabido. Pondo os polegares nas duas covinhas que vejo no final das costas do Gilberto, consigo me mover tão bem que meu corpo se afasta bastante e vem se chocar contra o seu, provocando um ruído surdo. A posição me permite acelerar enquanto apalpo o final das costas e a bunda gostosa e lisinha do meu novo amigo. Poucos minutos depois, ouço sua voz, entrecortada.
- Não vai gozar dentro, hein!
- Por que não, cara? Estou com muito tesão!
- Porque não. Goza fora.
- Mas é a segunda vez que eu transo, cara. Pode confiar.
- Não.

Dou um grunhido de decepção, mas acelero o vaivém até que o clímax se anuncia em meu períneo. Dou o máximo possível de estocadas para aproveitar ao máximo a deliciosa pressão e o calor do interior, já me preparando para sair e gozar fora quando, para surpresa minha, Gilberto passa os braços por trás do meu corpo e me impede de sair dele, olhando para mim por cima do ombro. Exultante, sinto meu pau disparar vários jatos enquanto Gilberto engole um gemido para não ser ouvido. Ele se ergue e vejo pelo espelho o seu pau colado à barriga, de tão duro. Mas ele não o toca, não se masturba. Comprovo mais uma vez que ele é completamente liso. Seu pau fica grande sem a massa de pelos e em contraste à barriga plana. Reconheço que é um corpo bonito e me delicio sentindo-me mexer dentro dele. Intimamente, tenho vontade de colaborar tocando ou masturbando mas estou hesitante, com medo que ele não queira. Resolvo perguntar.
- Você não vai gozar?
- Não sei... Eu gosto que peguem no meu pau, mas...

Não muito preparado para assumir que também quero, me faço de difícil.
- Bom, ninguém vai saber, não é? Jura?
- Claro que não. Para quem e para que é que eu iria contar?
- Sei lá... Mas eu acredito em você.

Desajeitado, passo inicialmente a mão espalmada pelo seu pau, mais esbarrando nele do que pegando e hesito um pouco até me decidir a empunhá-lo. Gilberto geme; meu pau ainda está duro e dentro dele. Começo a masturbá-lo e, com isso, ele literalmente se derrete de tesão. Seu cu morde meu pau pulsando freneticamente, até que os jatos dele se iniciam em meio a gemidos fortes. Três jatos são tão intensos que atingem os ladrilhos da parede da pia. Os demais acertam dentro da pia e ele ainda expele esperma suficiente para molhar minha mão.
- Isso é que é gozar, cara!
- É tua culpa, retruca ele, já me empurrando pela barriga para nos desencaixar.
- E aí? Foi bom, não foi? perguntei, entusiasmado como um garoto.
- Bom demais, cara. Se você praticar, vai ser disputado a tapa!
- É o que pretendo, saber trepar muito bem com qualquer um e de todos os jeitos. Quero ser bissexual.
- Entendi, retruca ele, dando uma risadinha indecifrável.

Gilberto volta ao chuveiro para se lavar e vejo pela última vez a sua bunda tão bonita formar a cada passo dobrinhas sensuais na junção com as coxas grossas. "Ele foi feito para isso", penso comigo mesmo. Quando chego ao meu chuveiro, ele se aproxima, se encosta todo em mim, passa um braço em torno dos meus ombros e pega meu pau para me presentear com uma punheta que me leva a mais um orgasmo. Mas dessa vez, quando anuncio que vou gozar, ele se agacha e colhe meu esperma, engolindo tudo e sorrindo para mim com os olhos."

Saí dali com a impressão de ter ficado uma eternidade com o Gilberto, mas na verdade, poucos minutos tinham se passado desde o momento em que entramos no chuveiro. Ainda me lembro do meu cansaço - e a manhã de aulas ainda nem havia começado! - mas eu estava satisfeito e principalmente feliz por saber que não só uma etapa importante da vida estudantil estava para terminar, mas também que eu tinha acabado de dar um passo grande no meu amadurecimento sexual."

- Uau! Muito bem! exclamou Marta. Me senti escondida no banheiro espiando vocês.
- Pô, cara, o Gilberto? Eu nunca desconfiei que ele fosse gay!
- Para você ver a que ponto chega o medo. A última coisa que muitos desses caras querem é ser descobertos.
- É verdade, Tomás, retroucou Marta. É absolutamente necessário que as mentes se abram para que milhões de pessoas como o Gilberto - e como nós, bissexuais - possam viver plenamente. Acho que hoje você se libertou de um preconceito e é capaz de entender o quanto isso é importante.
- Acho que sim. Acho que esse dia me modificou.
- Então vamos brindar à liberdade, propus já erguendo o copo. À liberdade!
- À liberdade! repetiram Marta e Tomás.

Saímos do bar-restaurante por volta das 2h da manhã, entramos no LTD e fomos diretamente pra a velha casa-grande e para a cama. Dormimos os três juntos na imensa cama de baldaquim. Sonhei com aquele dia desejando que todos os próximos dias fossem como ele.

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