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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Entre Mar e Montanha (folhetim, episódio VIII)

8. Nada mau para uma primeira vez!

Ao dizer "...mas não sou freira!", os pequenos seios de Marta se agitaram sensualmente e ela descruzou as pernas, o que me permitiu ver a fenda sombria dividindo os lábios lisos e carnudos. Senti meu sexo pulsar, mas resolvi continuar ali, a um metro de distância dela, com toda a naturalidade do mundo. Ela percebeu esses movimentos e provavelmente viu meu sexo alongar-se e armar-se um pouco, mas isso só serviu de estímulo para que ela prosseguisse em seu projeto.
- Vem para cá, Tomás! Vem sentar ao meu lado, fez ela, dando tapinhas no capô do carro.

Tomás levantou-se indolentemente e foi até o carro, sentando-se junto dela.
- O que você está vendo? perguntou ela, apontando para frente com o queixo.
- O Marcos pelado, por quê?
- Marcos, chega mais perto da gente, pediu ela.

Quando me aproximei, Marta passou uma mão pelo meu peito e foi repousar no meu flanco, logo acima da bunda, enquanto a outra acariciava a coxa de Tomás até o alto. Eu via seus dedos resvalando no sexo do meu amigo, que logo foi armando-se, desenvolvendo-se lentamente até que, pesado, foi repousar longo e curvado sobre a coxa, próximo à mão dela. Marta então tomou uma mão de Tomás e a pôs no meu sexo, que enrijeceu-se quase imediatamente. Abrindo mais as pernas, ela convidou Tomás a acariciá-la com a outra mão, enquanto manipulava seu sexo agora cheio e rijo. O trio estava formado, estavamos encadeados e a energia sexual fluia livremente de um corpo ao outro. Tomás logo encontrou o clitóris de Marta e começou a acariciá-lo, causando-lhe pequenas contrações nas coxas e arrancando-lhe gemidinhos agudos enquanto ela o masturbava gentilmente. De pé, com as mãos na cintura, contemplei o espetáculo proporcionado por nós três ao sol inebriante daquela tarde de verão e, cheio de autoconfiança, olhei Marta bem nos olhos, tão significativamente que ela percebeu o meu desejo.

Recuando um pouco, ela se deitou no enorme capô plano do LTD, com ambos os pés sobre ele e as pernas abertas. Só precisei aproximar-me mais para que ela as escancarasse enquanto eu mergulhava entre suas coxas e começasse a lamber a fenda já úmida. Senti os lábios desabrocharem sob a pressão da minha língua e logo pude percorrer as duas pequenas pétalas e o veio melado entre elas, até atingir o botão intumescido no vértice. Marta respondia acariciando-me com força o cabelo e as orelhas, puxando-me para si e agitando as pernas em ambos os lados da minha cabeça. Eu estava numa posição confortável e podia lambê-la interminavelmente, colhendo seu suco em minha língua, fazendo-o percorrer minhas papilas enquanto a ouvia gemer. Vez por outra, eu erguia os olhos e via sua cabeça movendo-se de um lado para o outro, em verdadeiro êxtase.

Tomás deve ter-se entusiasmado vendo-me naquela posição porque veio ficar por trás de mim e pôs-se a acariciar-me entre as pernas, empunhando-me o saco, empurrando-o, puxando-o, premendo-o na medida certa, sem causar-me o menor desconforto, para levar-me a um grau de excitação alucinante. Senti-me deliciosamente dividido entre o desejo de senti-lo prosseguir mais e mais, e o de penetrar Marta. E Tomás pareceu também captar meu pensamento porque nao tardei a senti-lo encostar-se todo em mim, por trás, aplicando seu generoso membro ao sulco da minha bunda. Me dei conta de que minha posição empinava meu traseiro e concluí que isso excitara o meu amigo. Eu desconfiava de que minha bunda branca, lisa e carnuda o atraía, embora ele sempre negasse isso.

Meu sexo não tinha mais para onde expandir-se; eu o sentia pulsar completamente cheio e pronto para exercer sua função de penetração. Marta gemia e seu clitóris se tornara tão sensível que quando eu o tocava com a língua, ela dava um pulinho sobre capô tépido. Chegara o momento tão esperado. Erguendo-me, segurei suas coxas e forcei-as contra seu corpo, expondo a convexidade do seu sexo encharcado. Marta me olhava com a boca entreaberta. "Entra em mim...", sussurrou, fechando os olhos. Com a mão, apontei meu sexo para o pequeno orifício escuro e irregular na parte inferior da flor agora desabrochada e bastou um toque da glande para que toda a extensão do meu membro fosse como que tragada, deixando-me colado às coxas de Marta, que acompanhara o percurso com um longo gemido. Quando me debrucei sobre ela, senti o peso de Tomás contra o meu e seu membro duríssimo colado ao meu rego. Desejei-o e torci para que ele tivesse a certeza de que eu estava gostando. Iniciei então movimentos amplos e lentos dentro de Marta, sentindo meu sexo pulsar no que me pareceu ser uma espécie de fluido muito viscoso e quente. Ela me olhava nos olhos comandando telepaticamente meus movimentos. Por trás de mim, Tomás agarrava-me a bunda, abrindo-a e passando seu membro profundamente no rego, resvalando a entrada e provocando nela sensações arrepiantes e rápidas contrações nervosas. Desejei tudo, o prazer inteiro, a fusão dos três corpos. Para dar-lhe a certeza e a confiança necessárias, levei uma mão até sua coxa e a puxei para mim, sutilmente, uma única vez. E comecei a entrar e sair de Marta com rapidez e precisão para tentar levar-nos ambos ao gozo.

Tomás começara a imprimir vaivéns diretamente no ponto de entrada, para ampliá-lo. Colaborei mantendo-me o mais relaxado possível, sem frear meus movimentos em Marta que, muito ofegante, começava a apresentar os primeiros prenúncios do orgasmo. Pensei comigo que seria perfeito demais obter o clímax triplo na minha primeira experiência com uma mulher. Ver Marta e meu melhor amigo gozando ao mesmo tempo que eu tornaria esse dia inesquecível e determinei-me a obter isso. Percebendo que meus movimentoso dificultavam a tarefa de Tomás, fiz uma pausa. A pressão aumentou, senti sua glande forçar-me o orifício, senti dor, empurrei sua barriga para que ele fosse mais devagar e, empunhando seu órgão, que me pareceu desmesuradamente duro e grosso, conduzi-o lentamente para dentro de mim. A excitação foi tão violenta quando o diâmetro máximo foi atingido e o longo tronco roliço pode deslizar até o fundo que um pouco de esperma escorreu do meu próprio membro. Passei por um breve momento de vertigem, mas pude retomar sem demora o vaivém em Marta, que acelerei ao máximo para reencontrar logo o seu ponto de clímax. Agora Tomás iniciava seus movimentos um pouco mais livremente em mim e fui sentindo meu próprio clímax anunciar-se. Penetrando-a com ruidosos golpes de coxa, levei Marta a ao orgasmo e entreguei-me ao meu, dentro dela, com seu consentimento, enquanto Tomás, firmemente agarrado à minha cintura fazia o mesmo comigo, até disparar em meu interior uma série de jatos quentes. Marta gemia e me beijava, introduzindo completamente a língua em minha boca enquanto eu lhe dava minhas últimas estocadas, sentindo meu sexo pistonear livremente na profusão líquida. Tomás, resistente, continuava a possuir-me por trás, colando-se a mim com seu membro completamente enterrado e causando-me um prazer inenarrável. Ele parecia estar realizando um velho desejo inconfesso, mas fora preciso uma estranha para fazê-lo admitir isso até para si mesmo. Em dado momento, entramos em sincronia perfeita, de modo que quando eu me aproximava de Marta, me afastava de Tomás, auferindo o prazer máximo da minha posição privilegiada entre eles. Entrar em Marta sentindo Tomás sair de mim e sair dela sentindo-o reentrar em mim foi sem dúvida alguma a sensação mais intensa que já experimentei até então. Meu prazer foi tão evidente e extravagante que Marta percebeu naquele momento que eu estava sendo penetrado por Tomás. Entre gemidos, ela piscou o olho e sorriu carinhosamente para mim, como quem diz: "Viu só?"

Quando tudo terminou, ficamos os três grudados por um longo momento, ofegantes, elogiando uns aos outros e ao imenso acontecimento que acabava de criar um ponto de inflexão nas nossas vidas.
- Gozamos juntos, meninos! disse Marta, eufórica, assim que recobrou as forças.
- Nada mau para uma iniciação, hein, Marcos! disse Tomás, agora brincalhão e completamente descontraído.
- Se eu contar isso a alguém, duvido que acreditem! respondi, cobrindo o rosto de Marta de beijos.
- E é por isso que o senhor vai ficar caladinho! retrucou Tomás, dando uma sonora gargalhada.

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