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Erotexto é um blogue dedicado ao erotismo que tem por característica uma rica diversidade de estruturas narrativas. Seu objetivo é triplo: entreter, desenvolver o interesse pela escritura e - o principal - motivar a reflexão sobre a libido e a busca do prazer, cujo fundamento biológico acredito ser de caráter essencial e universalmente bissexual.

Erotexto tem formato fixo. A primeira página comporta a última narrativa proposta (não necessariamente a última criação). O material arquivado consiste de contos e relatos classificados por categoria sob a rubrica "EroStock" (coluna à direita), bem como séries, novelas e folhetins. Para conhecer a acepção em que cada estrutura narrativa foi tomada, convido o leitor a clicar em "Pequena Teoria da Narrativa", aqui acima.

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Marc Fauwel

Entre Mar e Montanha (folhetim, episódio VII)

7. Relatos (fim)

Em Fila Indiana

- É verdade, Marta, vivi uma experiência impressionante de algo que foi várias vezes repetido por uma turma do meu condomínio. Aliás, não faz tanto tempo assim, tanto que as imagens ainda povoam minha mente e tumultuam muitas das minhas noites.

Paulinho era um vizinho que morava na minha rua, pouco acima. De vez em quando eu o via no condomínio, mas não dava maior atenção e não me lembro de ter falado diretamente com ele. Um belo dia, conversando no pátio, meus amigos me chamam e noto que há um burburinho infernal; estavam muito irrequietos, falando muito, dando risadas e combinando alguma coisa. Acabei sabendo da incrível notícia: Paulinho topava dar para vários ao mesmo tempo. Um grupo estava tramando ir com ele até a casa abandonada do terreno abaixo, onde nossas brincadeiras mais proibidas aconteciam. Só faltava alguém corajoso para combinar com ele, etcétera e tal. Por sorte, o designado não fui eu, mas tudo foi planejado e um ou dois dias depois, íamos em dez – exatamente, dez garotos exalando adrenalina e testosterona – com o Paulinho puxando o bloco, para a tal casa em ruínas, que servia de parque de diversões a todas as nossa brincadediras e encontros lascivos. Assim que chegamos ao cômodo devastado onde todas as tábuas corridas em melhor estado haviam sido roubadas, o que nos forçava a pular para o que havia sido um ex-porão com chão de terra batida, os mais ousados foram logo abrindo as calças e exibindo aos outros a sua virilidade. Um certo tumulto foi gerado e quem pôs ordem no caos foi o próprio Paulinho, certamente habituado à semi-histeria que situações como aquela provocavam especialmente nos neófitos. Alguns o tinham cercado e já passavam-lhe a mão puxando sua bermuda para tentar tirá-la. Foi ele que disse que ia ser um de cada vez e que todos podiam tratar de formar fila. E lá fomos nós, como se fosse a fila para escovar os dentes de um internato. Paulinho chegou perto do muro de pedra do tal ex-porão, baixou a calça e a cueca até os pés, exibindo uma bunda bem feita, lisa e empinada – seu maior motivo de orgulho -e chamou o primeiro. Não vou descrever cada segmento porque seria cansativo, mas posso dizer que quando chegou a minha vez – eu devia ser o sexto ou o sétimo – tudo estava bem lubrificado e fácil de entrar. Cada um comia Paulinho até gozar dentro. Ele gostava disso e o demonstrava dando instruções de como penetrá-lo e gemendo quando se sentia correspondido. A maioria de nós tinha sexos bastante medianos, mas os dois mais velhos deram um certo trabalho ao Paulinho, que não poupou palavrões e ordens de parar ou interromper definitivamente. Mas não se interrompe uma brincadeira dessas enquanto todos não estiverem satisfeitos! Sob uma chuva de ameaças, Paulinho foi obrigado a suportar os dois dotados, cujo desempenho nos impressionaria e marcaria para sempre. Tavinho e Robson – eram seus nomes – quiseram que Paulinho chupasse um enquanto o outro o penetrava e isso nos proporcionou um espetáculo inédito ao vivo. Paulinho gemia sem parar com a tora de Tavinho por um lado e o igualmente avantajado membro de Robson do outro. Sons desconexos saíam de sua boca cheia e ele foi forçado a se segurar na cintura de Robson para não se desequilibrar. Ainda vejo o resto da turma, eu dentre eles, em semicírculo diante da cena, de calças arriadas, segurando nossos sexos duros, alguns se masturbando discretamente, outros absolutamente empolgados com a experiência. Quando os dois maiores terminaram de se revezar em Paulinho e terminaram de gozar dentro dele, houve um clamor de aprovação aos dois "garanhões" do grupo, que se tornaram ainda mais admiráveis aos olhos de todos. Quanto a Paulinho, ele fez uma breve pausa e continuou recebendo um por um até saciar nós dez.
Devo admitir que minha experiência particular foi menos emocionante do que a lembrança global que tenho do episódio. Embora bem feito, Paulinho tinha um corpo grande e me incomodou um pouco sentir-me menor do que a pessoa que eu penetrava. Ainda não sei explicar bem isso, mas guardei essa impressão desse dia único.
- Deve ter sido incrível mesmo, disse Marta, toda acesa. Sempre gostei de sexo com muita gente. O máximo que fiz foi a três, mas quero arrumar um grupo daqueles em que vale tudo para todo mundo. Sei que não foi o caso de vocês, mas me excita pensar em muita gente nua de mente aberta e só pensando em transar.
- Vocês comeram esse Paulinho várias vezes? perguntou Tiago, com um sorrisinho entre os dentes.
- Eu só participei duas vezes porque perdi o interesse, mas sei que ele fez muita coisa com os caras do prédio, inclusive com o Robson e o Tavinho individualmente.
- Claro, ele gostava de pau grande!
- É, devia ser isso.
- Tomás, você não tem nadinha para contar que não seja com o Marcos? Nadinha mesmo? perguntou Marta.
- Nadinha mesmo. Eu moro num prédio chato, cheio de velhos. Não acontece nada là.
- É verdade que isso conta. Agora imaginem como é para mim, que moro em casa!
- Tem que se virar com as professoras particulares! brincou Tomás.
- Ha! Ha! Não, falando sério, é muito mais difícil. O que eu fiz até agora foi com namorado, algumas colegas da escola, amigas de amigas... Quando se tem vizinhos é muito mais fácil acontecer desde cedo.
- Isso é, respondi. Nunca me faltou oportunidade. Se eu fosse menos tímido já teria feito de tudo até com umas meninas de lá.
- Bom, isso está resolvido, não é Marcos, lançou Marta, sorrindo maliciosamente para mim.
- Está? Você é que sabe, retruquei, com ar de menino desamparado. Estou esperando a minha vez!
- Ah, eu queria tanto ver vocês dois... disse Marta com ar pidão.
- Por mim, tudo bem, respondi.
- Só topo se você participar, Marta, lançou Tomás.
- Mas é claro que vou participar! Eu disse que quero assistir, mas não sou freira!

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